Ismênia e Sarah

Maria Eduarda
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Capítulo 1: Ismênia e Sarah

- Eu não estou com vontade alguma de ir a este jantar no palácio dos Stravivárius, Janette; dizia a princesa Sarah, na esperança de que sua dama de companhia interviesse por ela junto a seu pai.

- Mas por quê, meu anjo? Certeza tenhoo que irás adorar este jantar. Te divertirás muito.

- Impossível! Só de pensar que irei enncontrar com a Ismênia chego a ter calafrios.

- Dez anos se passaram e você ainda coontinua não gostando dela? Agora vocês já são mocinhas e não mais aquelas duas garotinhas que viviam aprontando.

- Mas a atentada era ela! Janete, me cconheces desde que eu era bebê. Sabes muito bem que sou uma garota comportada, ao contrário daquela maluca. Às vezes quando tenho pesadelos, ela sempre aparece neles para me azucrinar. Aquela menina não tinha e nunca terá modos de uma princesa. Ela tinha brincadeiras de moleque, tanto que sempre se deu muito bem com meus irmãos. Não esqueço-me do dia que a vi cavalgando de pernas abertas sobre o cavalo, igualzinho a um homem.

- Realmente aquele dia fora inesquecívvel. O Rei Nicholas e a Rainha Alexandra ficaram abismados com a façanha da menina. A Princesa Ismênia realmente era muito endiabrada. recordava sorrindo

- Endiabrada! Ela era o próprio demôniio em forma de menina!


Capítulo 2: Ismênia

“...Meu Deus, com tantas pessoas interessantes, papai tinha que justamente convidar a Família Castañedas para jantar conosco? esbravejava Ismênia para si mesma certamente que aquela boboca da Sarah também virá! Mas ela que se prepare, não vou perder a oportunidade de atormentá-la novamente.”


Capítulo 3: Reencontro

O Rei Nicholas e a Rainha Alexandra esperavam ansiosos o Rei Arthur, a Rainha Silvia, e seus três filhos, Sarah, Juan e Raphael. As duas famílias sempre foram muito amigas.

O clima no castelo dos Stravivárius era de muita festa e alegria. Já fazia algum tempo que não havia festa tão animada quanto aquela. Tudo parecia perfeito. O rei até contratara um grupo de teatro para seus convivas.

Assim que o porteiro anunciou a chegada dos Castañedas, um pedido foi feito a Ismênia antes que estes entrassem.
- Por favor minha, filha, não quero quue você entre conflito com Sarah. Agora você já é mocinha e deve se comportar!

- Não se preocupe, papai. Vou me compoortar como o senhor esta me pedindo. respondera sorrindo agora por favor deixe-me terminar de me arrumar.

A Rainha Alexandra olhando nos olhos da filha, sabia que ela não falava a verdade, mas preferiu calar-se e pediu a Deus para que aquele jantar ocorresse na Santa Paz.

Antes do jantar, o melhor vinho foi servido, e todos se reuniram numa das salas do castelo para conversarem. O príncipe Raphael, dando por falta da Princesa Ismênia, perguntou a onde ela estava. Desde pequeno, ele sempre demonstrou apaixonado por ela, e nada daria mais gosto as duas famílias, senão o casamento dos príncipes Raphael e Ismênia.
- Não sei porque Ismênia está demoranddo tanto. Pedirei para um dos criados ir chamá-la.

- Por que você não o faz, minha filha?? Acho que vocês duas tem muito o que conversar.

-Imagina, mamãe! Ismênia pode não gosttar de minha presença em seu quarto. Não quero criar atritos.

-Sarah, já é tempo de vocês duas se enntenderem. Certeza tenho de que minha filha não lhe fará mal algum.

O coração de Sarah estava aos saltos. O suor brotava de sua fronte incessantemente. Nunca rezara tanto e tão rápido em toda sua vida. Com as mãos na maçaneta, foi abrindo lentamente a porta, com os olhos fechados, os quais fora abrindo lentamente, primeiro um, depois o outro. Sentira um certo alívio ao perceber que Ismênia não estava no quarto. Entrou e ficou observando cada detalhe do lugar, até que ouvira ruídos que vinha de trás de uma porta que estava atrás dela, e tomada por sua curiosidade fora ver o que era. Seus olhos não acreditavam no que viam.

- Sua xereta! Quem lhe deu ordens paraa entrar aqui? indagou Ismênia enfurecida.

Sarah tremia tanto que não conseguia dizer uma só palavra. Seu espanto era porque vira Ismênia trajando roupas masculinas de esgrimista, e tinha em mãos um florete, o qual ela manobrava com a mesma habilidade de um lutador. Ela ia em direção a Sarah, fazendo movimentos com o florete, amedrontando-a, até que senta em sua cama, dando altas gargalhadas.

- Vejo que você não mudou nada, não é mesmo, Sarah? Continua a mesma medrosa que sempre foi.

-Vo-você também não mudou nada; pronunnciou com o coração ainda aos saltos. - O que diriam seus pais se a vissem assim, usando trajes masculinos?

- Não serias tola de contar a papai e mamãe, não é mesmo? Voltaremos juntas para sala onde eles estão, sorrindo, como se tivéssemos feito as pazes. Prometi a papai que seria boazinha contigo.

Nos infindáveis corredores daquele castelo, Sarah não conseguia esconder seu espanto. Seu coração quase saiu pela boca quando sentiu as mãos de Ismênia nas suas, os dedos dela, entrelaçados aos seus.
- Anda logo, Sarah. Não sejas assim tãão lenta. Estamos quase chegando. Sorria.

Todos na sala olharam surpresos para aquelas duas princesas de mãos dadas como se fossem amigas íntimas. Ismênia com toda sua habilidade com as palavras e esperteza, anunciou a todos que agora elas tornar-se-iam amigas, e para convencê-los ainda mais, beijou o rosto de Sarah, bem perto de seus lábios finos e delicados.

Dirigiram-se todos, logo após o jantar para sala de teatro, para assistirem ao espetáculo. Raphael parecia estar um tanto inquieto durante toda a apresentação. Não se concentrou na peça. Sua atenção estava toda voltada para Ismênia. Ela estava ainda mais linda. Seu sorriso era lindo, alvo, fascinante. O corpo era esplêndido, mesmo dentro daquele vestido, saiotes e corpete. Sua pele negra refletia as luzes das tochas de fogo, fogo que ardia e queimava dentro de Raphael. Tomou coragem, e ao fim da peça, convidou-a para um passeio, o qual ela aceitou de muito bom grado. Ela sempre gostara muito de Raphael e Philip, mas nutria por eles sentimentos de amizade, e não de paixão como ele sentia por ela.

 

Capítulo 4: O Sonho

As horas iam passando e a família Castañedas decidira retornar para seu castelo. A rainha Silvia notara que sua filha estava mais quieta do que de costume, mas acho melhor não incomodá-la.
Sarah fora a primeira a se recolher. Fez suas orações, como fazia todos os dias e logo em seguida adormeceu. Seu sono que parecia tranqüilo em princípio tornara-se cada vez mais agitado, sua respiração estava um tanto irregular.

Em seus sonhos, se via num lugar escuro, fétido, frio, sombrio... Bruxas e feiticeiros a rodeavam. Saíra correndo como uma garotinha assustada e indefesa, pedindo ajuda. Caíra no chão, quando suas pernas já não agüentavam mais tanto esforço. Encolheu-se toda, até que sentira em seu vestido gostas de sangue fresco caindo sobre ele.

Ela estava salva. Um cavaleiro desembainhou sua espada, atravessando o corpo da bruxa que queria lhe fazer mal. O cavaleiro, com vestimentas num tom azul-celeste lindíssimas, estendeu-lhe aos mãos, ajudando-a subir em seu cavalo, que de comum nada tinha. Era um cavalo também azul, que possuía belíssimas asas transparentes como cristal, dois olhos verdes feito esmeraldas...

Sarah acalmou-se. Seu sono já estava tranqüilo novamente. Ela ate esboçara um sorriso... Ela e o cavaleiro misterioso saíram voando juntos. Ele a levara para um lugar mágico, fascinante. Havia lá um castelo todo feito em mármore branco. O chão era de nuvem. As flores de um perfume sem igual. Tudo era de uma perfeição incrível. Os pássaros entoavam cantos tão bonitos...o cavaleiro tirou-a para dançar, e os dois dançaram muito, seus corpos pareciam flutuar.

Seus olhares estavam fixos um ao outro. Era a única parte do corpo dele que Sarah conseguia enxergar. Mas naquele olhar havia um desejo, o desejo de um beijo. Os dois juntos levam suas mãos até a mascara para retirá-la. Um grito uníssono ecoa por todo quarto, por todo castelo. Em seu sonho o cavaleiro era uma mulher...era Ismênia.


Capítulo 5: Medo

Seus pais, irmãos e sua dama de companhia foram em seu socorro. Ela chorava descompassadamente nos braços de Janette. Não conseguia dizer o que havia acontecido. Os dois irmãos zombavam, dizendo ser frescuras de mulher.

Quando todos saíram de seu quarto, Sarah ajoelhou-se sobre o milho, diante de seu altar particular e rezou muito, pedindo libertação de seu sonho maldito. Ela permanecera triste por muitos dias. Tinha receios de dormir e voltar a sonhar com Ismênia. Tremia só em ouvir falar o nome dela, aliás era o que ela mais ouvia da boca de seu irmão. Ela passara a ter raiva dele. Sua vontade era de agredí-lo todas as vezes em que Raphael pronunciava que queria desposá-la.


Capítulo 6: O Duelo

Passado algum tempo, Sarah resolveu fazer um passeio pelas terras de seu pai sozinha. Ao longe avistara um lindo jardim. Ficara tão encantada com as novas espécies de flores que encontrou por lá, que nem se dera conta que estava sendo observada.

Uma sombra a assusta. Levantou os olhos e deparou com um homem rude, trajando roupas de camponês, com olhares maldosos e sorriso malicioso nos lábios. Ela se afasta, mas ele a pega a força. Nunca sentira tanto medo em sua vida.
- Pelo amor de Deus; deixa-me ir emborra!
- Princesa! Estás com tanto medo assimm de mim? Não adianta gritar, ninguém lhe ouvirá alteza.
- Tira as suas mãos imundas de cima deela agora; uma voz lhe falava

O homem virou-se para trás. Ele estava incrédulo. Era Ismênia com trajes de cavaleiro. Ele ficara em pé e começara a rir feito um louco. Só parou quando sentiu seu rosto ser marcado pela ponta do florete. Sua ira foi tamanha que desembainhou sua espada e a desafiou para um duelo.

-Pelo amor de Deus, Ismênia, não o faça. Tu és mulher, certamente não ganharás dele!
Ismênia fingira não ouvir seu apelo. Apeou de seu cavalo e os dois deram inicio àquele duelo.

Nem Sarah e nem o homem acreditavam na habilidade de Ismênia com o florete. Ela se esquivava de cada golpe com tanta firmeza e feminilidade. Mesmo sendo um duelo disputado bravamente, ela mantinha uma certa graça e elegância em seus movimentos.

Num golpe certeiro, Ismênia fere seu adversário, arranca-lhe a espada da mão, arremessa-a e a pega no ar, e sem perder tempo, cruza as duas espadas no pescoço dele, sem feri-lo.

-Tu te levantarás agora e sairás correndo daqui como uma gazela. Espero não ter mais que olhar para essa sua cara feia. Vá embora para longe, para bem longe. Ordenarei aos soldados de papai saiam a sua procura e certifiquem se tu cumpriste mesmo minha ordem.

- Nunca foi tão humilhado em toda minha vida. Derrotado, e por uma mulher. Isso é vergonhoso demais para mim. Prefiro que mate-me de uma vez, do que ter que conviver com essa terrível e vergonhosa lembrança. Mata-me, cruza logo essas espadas!

-Não o farei. A morte para o senhor seria como prêmio, e eu não seria ingrata para com Deus mandando-te para céu, e nem enfrentaria o diabo, mandando-te para o inferno. Mereces permanecer aqui e ser atormentado pelo resto de sua vida por esta cena. Agora vá embora para sempre. Ele retirou-se em desespero.
Ismênia foi ate Sarah e enlaçou-a com doçura. Era a primeira vez que a abraçava com carinho.

O tempo fechara de repente, as duas correram em busca de um abrigo. Abrigaram-se dentro de um celeiro abandonado. O céu parecia estar em fúria. Os raios e trovões eram cada vez mais intensos e assustadores.

Sarah encolhera-se toda no chão, enquanto Ismênia ria gostosamente.
- Dez anos se passaram e tu ainda conttinuas a ter medo de chuva?

Sarah engoliu a seco. Ismênia tirou sua armadura, o florete colocando-os no chão, ajeitando em seguida, as celas de seu cavalo para que pudessem deitar.

As duas conversaram muito, fazendo uma a outra revelações de suas vidas nesses dez anos em que ficaram sem se ver. Ismênia contava a ela algumas de suas aventuras quando fora morar com sua tia num reino distante, e Sarah a ouvia atentamente, fascinada.

- Estranho; agora que estamos mais velhas e maduras, me ponho a pensar; por que será que nos odiávamos tanto? Não conheço nenhum motivo concreto para tal.
- Eu também não, mas o que eu mais senntia por ti era medo. Morria de medo de ti, mas no fundo eu tinha uma pontinha de inveja.
- Inveja de mim? Por que? Ao contrárioo de mim, sempre foste um exemplo de menina, de princesa. Todos gostavam muito de ti. Até mesmo mamãe e Padre Lívio diziam que eu tinha que ser como a ti!
- Gostaria de ser como tu és! Corajosaa, não tem medo de nada. Agora tenho uma pergunta; por que sentes tanto gosto em pelo comportamento masculino? Tu não gostas de ser mulher?
- Sim, claro que gosto Sarah, mas franncamente a vida de mulher, de princesa principalmente é monótona demais. Sinto admiração nas coisas que eles fazem, pois são sempre coisas diferentes e interessantes. Desde muito pequena sou apaixonada pelos cavalos, esgrima... nesses dez anos em que estive fora, Delêmaco, um cavaleiro de minha tia, a quem amo como um irmão, me ensinou tudo o que sei. Mas tudo o que faço faço a minha maneira, gosto de ser feminina, por mais masculina que seja a minha atividade, entende? Apenas tu não percebeste isso.

- Como gostaria de ser assim, mas não consigo! Lamentava-se
- É só querer, meu anjo! Argumentou, ddando-lhe novamente um beijo na face, próximo aos lábios, mas desta vez o beijo era diferente. Sarah percebera e em sua memória viera automaticamente a imagem em que dançava e quase beijava Ismênia em seu sonho. Afastou-se assustada.
- O que aconteceu? O que fiz para assuustar-lhe assim?
- Não foi nada, Ismênia. Apenas estou com medo dessa tempestade e quero voltar para casa.

Capítulo 7: A Descoberta

Ismênia passou a fitá-la de maneira diferente. Não entendia direito o porque, mas sentia-se bem em olhar para aquele rostinho meigo e angelical. Ficou impressionada ao ver o quão linda ela era. Tanto que sentia em seu peito uma vontade de tê-la só para si. De ficar admirando-a por todo o tempo. Ela sentira seu corpo todo estremecer, a ser tomado por ondas de calor, ao perceber que a princesa com quem sempre sonhava era Sarah.

Ismênia, quando mais nova sempre sonhava que beijava uma mulher. No começo achou um pouco estranho, mas depois começou a gostar de ter aqueles sonhos e a entender o porque deles. Entristecia-se um pouco, pois nunca conseguia lembrar-se quem era ela, mas divertia-se ao imaginar ser ela uma mulher feia. Ela soube desde cedo que não queria em sua vida um homem, pois teria de ser submissa a ele, como todas as mulheres são com seus maridos, e submissão era algo que ela repudiava com todas as forças.

- Por que me olhas tanto, Ismênia? Por favor, pára!
- Não consigo parar de admirar-te, Sarrah! Meu coração esta batendo tão apressado, estou sentindo algo tão gostoso e diferente por ti. Um desejo de que sejas minha.
- Blasfêmia! O que tu o dizes é pecadoo! Como pode sentir desejo por uma mulher?
- Eu apenas o sinto, e não há nada quee possa mudá-lo. É mais forte do que eu!
- Tu és uma herege! Não te envergonhass de pecar assim?
- Como pode dizer que é pecado se o quue sinto por ti é tão bom e faz-me bem?
- Está escrito na Bíblia! Padre Lívio sempre disse!
- E por que tens assim tanta certeza? Alguma vez tu já leste a Bíblia? Certamente que não. respondeu enfurecida sua própria pergunta.
- Eu sei que é. Padre Lívio nunca menttiria. Padres nunca mentem.
- Não sejas assim tão tola, Sarah! Anttes dele ser padre, ele é homem e homens são falhos. E tu não disseste que gostaria de ser como eu? Aqui estas sua chance!
Sarah já não tinha mais argumentos. Sabia que Ismênia dizia a verdade, mas ela não queria aceitar.


Capítulo 8: O Casamento

Voltaram para seus castelos no dia seguinte. Sarah estava bastante pensativa. Ismênia chocara seus pais quando a viram dentro de trajes masculinos. Sua mais ficou mais aterrorizada que o pai. A princesa fora para seu quarto sorrindo, achando graça no espanto dos dois.
- Ismênia ainda continua sem modos, seenhor Meu Rei; dizia a mãe bastante preocupada
- Sei disso, Minha Rainha. Temos de faazer algo o mais breve possível!
- Mas o que vamos fazer?
- A única solução para ela é o casamennto, e precisamos de alguém que nos suceda futuramente. Bem, sabemos que o príncipe Raphael deseja muito desposá-la. A algum tempo atrás o Rei Arthur havia me feito esse pedido e eu disse-lhe que iria pensar, mas agora já é tempo de eu dar-lhe uma resposta e será de muita valia unir os dois reinos.

O rei Nicholas mais que depressa redigiu uma carta ao rei Arthur, anunciando que consentiria a mão de sua filha para Raphael. A família Castañedas recebeu a carta com alegria, menos Sarah, que sentira-se invadida por um sentimento de traição.

Como Ismênia, que havia declarado-se para ela, casar-se-ia com seu irmão? Passou aquela noite toda em claro, não se conformava com a idéia de ver Ismênia nos braços de Raphael. Sarah fora percebendo que também estava apaixonada por ela, mas em conflito entre a paixão e o pecado.


Capítulo 9: Final Feliz

Durante o almoço na casa dos Stravivárius, Ismênia percebeu que seu pai tinha algo a dizer-lhe. Quis saber o que era, mas choracara-se com a resposta. Sua única reação foi o silêncio. Sabia que não poderia enfrentar seu pai naquele momento, e sabia que ele não voltaria atrás em sua decisão.

Retirou-se e foi para seu quarto. Queria chorar, mas não se permitia. Ela tinha que dar um jeito de sair daquela “armadilha”. Pensou em Sarah, em como ela estaria após receber tão trágica noticia.

Naquele mesmo dia fora dado um jantar de consolidação do noivado. Ismênia olhou para Raphael e, pela primeira vez em sua vida, sentira nojo por alguém. Ela que sempre gostou dele como um amigo, um irmão, passava a vê-lo com um empecilho em sua vida.

Nos olhos de Sarah ela vira tristeza, a mesma tristeza que estava sentindo, embora a tenha disfarçado muito bem. As duas fitaram-se durante todo o jantar. Quando todos se dirigiram para sala, Ismênia pede a Sarah que a acompanhe ate seu quarto.
- Sarah, por favor, olha para mim! Queero que saiba de uma coisa. Nunca, nunca me casarei com seu irmão.
- E o que farás para impedir este casaamento? Sabes bem que não pode lutar contra teu pai.
- Sim, eu sei disso, mas sei também quue é você quem eu gosto e quem desejo para ficar comigo por todo sempre.
- Por favor, para de dizer estas sandiices. Isso o que desejas é impossível!
- Para mim nada é impossível! Tu gostaas de mim, não gostas? Me responde com toda sinceridade meu amor, tu gostas de mim?

Sarah a empurrou, negando-se a dar-lhe uma resposta. Encolhera-se num canto da cama, apenas ouvindo de cabeça baixa, Ismênia declarando toda sua paixão. Sabia que também a amava e que não suportaria vê-la casada com seu irmão.

Num impulso, abraçou fortemente Ismênia. Seus lábios se tocaram, elas sentiram, uma da outra, o gosto suave de suas bocas. Lentamente Ismênia invade a boca de Sarah, arrancando-lhe suspiros. Sentia em seu ventre uma dor gostosa. Era como se tivesses ninhos de gatos lá dentro.

Ismênia percorria com as mãos, toda extensão de seu rosto, as mãos que passeavam soltas por seus cabelos, pescoço, colo, decote... Se abraçaram novamente até que Sarah tem uma idéia.
- Se me amas como dizes, foge comigo. Não te cases com Raphael. clamou com lágrimas nos olhos
- Era o que eu mais queria ouvir de tii, meu amor. Façamos o seguinte: deixemos que pensem que me casarei com teu irmão, enquanto isso vamos ganhando tempo para fugirmos. Nestes anos em que passei fora, conheci um vilarejo que fica muito, longe daqui. Podemos nos abrigar lá.
- Nossos pais ficarão tão tristes conoosco! Sinto pena. Não queria que sofressem.
- Também não queria, mas eles não estãão pensando em nós, e sim em poder. Ainda podemos contar com Delêmaco. Ele é o meu melhor amigo e melhor cavaleiro que eu conheço. Mandarei uma carta a ele, pedindo que veja o mais rápido possível. Agora vamos voltar para sala, eles nos esperam.

Sarah e Ismênia sentiam-se mais felizes. Os dias foram passando e o amor que sentiam uma pela outra se solidificando cada vez mais. Todas as noites ambas se recolhiam mais cedo. Ismênia com a ajuda de Delêmaco, saia a cavalo, ao encontro de sua amada, que a esperava todas as noites na varanda.

Numa noite de lua cheia, Ismênia indo ao encontro de Sarah, começou a sentir um desejo mais forte, ansiava por ela mais do que tudo naquele momento. Era como se aquela lua linda e convidativa a influenciasse.

O que Sarah sentia não era diferente. Um calor emanava de todo seu corpo. Queria Ismênia, queria senti-la mais do que nunca. Resolveu preparar-se de uma maneira diferente para receber seu amor. E foi assim que Ismênia a encontrou; linda, nua, coberta por véus...

Aquela pele negra, tão linda e macia, irradiava a luz da lua... Percorreu lentamente o corpo todo dela, até que as bocas se tocam, com muito mais paixão, fome... As duas tiram desesperadamente a túnica que Ismênia vestia. Sarah ficou deslumbrada com o corpo dela.
Ismênia tinha formas perfeitas, arredondadas, dois montes da mais tenra carne, seus seios médios e firmes, com os mamilos negros, rijos...
- Ismênia, eu quero ser sua agora! A qquero mais do que tudo no mundo. Quero fazer amor contigo.

Ela a tomou em seus braços, suas mãos agora deslizavam com força pelo corpo de Sarah, procurando cada um de seus pontos mais sensíveis. Queria descobri-los todos, sem pressa. Sua boca percorria solta por todo corpo dela. Deliciou-se com os seios de Sarah em sua boca. Lambeu, mordiscou os mamilos, deixando-os rijos...

Ismênia queria mais... sua fome por Sarah era infinita... afastou delicadamente as pernas da garota, seus dedos procuravam por seu sexo de maneira mais íntima. Delicadamente fora lhe penetrando com seus dedos... um, depois outro... fazia dentro dela movimentos vagarosos em principio, até que apressou-se mais... queria levá-la ao ápice, que aquele momento fosse inesquecível.

Sarah gemia baixinho, mordendo o travesseiro, para não acordar ninguém. O tesão que sentia era indescritível. Parecia estar em outra dimensão. Sentia-se feliz, amada, desejada. Um líquido quente escorria de dentro dela, Ismênia se excitara com aquilo, e começou a gemer junto com ela. Delicadamente Ismênia tira seus dedos de dentro de Sarah, percebe no lençol, uma pequena macha de sangue.

Sarah já não era mais virgem... havia se tornado mulher nos braços da mulher de sua vida. E elas se abraçaram, se beijaram, choraram e se amaram mais... e continuaram se amando até o fim de suas vidas....

FIM

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