Giovanna

Maria Eduarda

 

Tamara lia sossegadamente debaixo daquele p� de manga. Ouvia as risadas alegres das crian�as, o cantar dos p�ssaros... Tudo estava t�o perfeito. Sentindo uma paz que a muito n�o sentia. Tinha uma vida agitada em S�o Paulo, sua cl�nica sempre cheia de pacientes. Ela queria desfrutar ao m�ximo daquelas t�o merecidas f�rias.

Estava t�o concentrada em sua leitura que demorou um certo tempo para perceber que algu�m estava ao seu lado, lendo junto com ela.
-Muito interessante esse livro! Como vvoc� tamb�m sou apaixonada por Jorge Amado; disse aquela garota xereta que estava ao seu lado.
-Guria, voc� � bem xeretinha n�o acha n�o? Por que n�o vai procurar alguma crian�a da sua idade para brincar contigo, hein?
-Garanto para ti que n�o sou nenhuma ccrian�a. S� aparento. Te vi chegando ontem a noite aqui no hotel. Estava t�o distra�da que nem me notou, mas tu me atraiu bastante a aten��o, por isso estou aqui. Meu nome � Giovana e o seu?

Tamara ficou boquiaberta diante daquela guria. Titubeou um pouco ao dizer o seu nome.
-Um bonito nome. Gostei dele. Soa gosttoso na boca. Tamara! Quer ir tomar sorvete comigo?; convidou estendendo-lhe as m�os, com um sorriso maroto nos l�bios.

- Obrigada, guria, mas prefiro terminar de ler o meu livro.
Giovana afastou-se um tanto desapontada, mas estava bastante decidida em ter a aten��o de Tamara s� para si.

Tamara n�o conseguia mais se concentrar em sua leitura. O que uma guria de n�o mais que 16 anos pode querer comigo, Meu Deus?; pensava ela. A guria havia mexido com ela. Com seu olhar doce, seu sorriso maroto, uma voz suave, um bel�ssimo corpo, todo torneado dentro daquele vestidinho de alcinhas, florido...

S� despertou desse sonho quando sentiu algo molhado e gosmento em suas costas. Era uma casca de manga. Olhou para �rvore mas n�o conseguiu ver ningu�m. De repente um caro�o � jogado em seu bumbum. Ela ficara furiosa. Levantou-se decidida em pegar o engra�adinho que estava fazendo aquilo pela garganta, mas parou ao se deparar com Giovana em cima daquela �rvore, com a boca toda lambuzada de manga. O caldo da fruta escorria-lhe pelos bra�os, as m�os tamb�m estavam extremamente meladas...

- Oh, guria, n�o tens coisa mais interessante pra fazer do que ficar jogando cascas de manga nos outros?
-Se tivesse, estaria fazendo, n�!; riaa com malicia. E voc�, n�o tem coisa mais interessante para fazer do que ficar lendo num dia t�o maravilhoso como este?
-Se tivesse estaria fazendo, n�!; ironnizou imitando a voz da garota.
-Podemos dar uma volta a cavalo, o quee voc� acha? Conhe�o tantos lugares fant�sticos por aqui.
-Voc� n�o prefere uma guria da sua idaade para fazer este passeio contigo, n�o?
-Ai, Meu Deus, p�ra com essa ingenuidaade Tamara! Se eu quisesse passear com...
-J� sei, j� sei...se voc� preferisse ppassear com algu�m da sua idade j� o teria feito!; interrompeu Tamara completando a frase da garota.
-E n�o aceito n�o como resposta. Voc� vem comigo, n�o �? Sen�o continuarei a jogar cascas de mangas nas tuas costas, e se eu me enfezar serei ate capaz de jogar uma jaca inteira na sua cabe�a.
-Se voc� o fizer guria, contarei ao geerente e aos teus pais.
-Acontece que o gerente � o meu pai e pode ter certeza que ele acreditar� mais na minha palavra do que na sua. Vamos!
Tamara n�o tinha mais como fugir e acabou aceitando o convite de Giovana. E tamb�m pensou que seria interessante conhecer um pouco mais sobre aquela guria e saber aonde ela queria chegar.
-Ser� que voc� poderia me ajudar a desscer daqui!
-Oras, gatinha, aposto que deve ter suubido com tanta agilidade ai em cima? Por que n�o usa desta mesma para descer?
-Nem vou dar-lhe resposta! Por favor, venha at� aqui e me ajude a descer.
Tamara estendeu-lhe os bra�os para pegar a menina no colo. Esta se jogou t�o impulsivamente que as duas acabaram caindo no ch�o.
-Ainda bem que eu tive a sorte de cairr em cima de algo macio!; dizia a menina maliciosamente enrolando seus dedos nos cabelos encaracolados de Tamara, que por sua vez tremia sem conseguir dizer nada. Apenas sentia-se enfeiti�ada por Giovana.
Seu cora��o batia descompassadamente. Aquele h�lito suave e quente a entorpecia de tal maneira, fazendo com que ela n�o raciocinasse direito.

-Esta maravilhoso ficar aqui deitada com voc�, Tamara, mas por que n�o fazemos isso depois e aproveitamos para dar o passeio que lhe propus agora?
Giovana fora percebendo que Tamara estava em suas m�os, sob seus encantos, e sentiu-se muito satisfeita por isso.
-Eu vou at� o meu quarto me limpar, j�� que voc� me lambuzou de manga, guria! Acho que voc� deveria fazer o mesmo.
A menina foi toda serelepe se lavar. Tamara a seguia com os olhos. As duas se encontraram no est�bulo, mas infelizmente s� havia um cavalo dispon�vel. Seguiram porteira a fora, apreciando o lugar, desfrutando de tudo o que a natureza tinha a lhes oferecer naquela bel�ssima tarde.

Tamara acordara no meio da noite depois de um sonho bastante agitado. Sonhara com Giovana. N�o conseguia aceitar que fora fisgada por uma garotinha de 16 anos. Justo ela que sempre fora t�o forte e decidida, incapaz de se deixar levar por paix�es assim t�o repentinas. Ela que nem acreditava em paix�o a primeira vista, e agora estava l�, em sua cama, apenas com Giovana em seu pensamento. Queria ir embora, queria fugir, mas sabia que as lembran�as n�o a deixariam em paz. Aquela guria estaria em seus pensamento onde quer que ela fosse. Sua �nica op��o era se render e se deixar ser dominada por Giovana.

Na manh� seguinte a encontrou conversando com alguns garotos na beira da piscina. Ela estava linda num biquine azul marinho com detalhes dourados. Era o centro das aten��es. O ci�mes corroia Tamara pro dentro. Queria se aproximar, pegar Giovana pelos bra�os e mandar aqueles garotos sumirem. S� n�o o fez porque tinha bom senso. Irada, foi at� a sauna. Teve sorte de encontr�-la vazia. Queria ficar sozinha, apenas em companhia do sil�ncio e daquela fuma�a com cheiro de eucalipto.

De repente, m�os pequenas e macias deslizam por suas costas...estava se deixando levar, mas sua f�ria e seu ci�mes foram maiores que ela pegou a menina pelos bra�os e a encostou na parede.
-Guria, afinal o que voc� quer de mim!!
-Eu n�o imaginava que voc� fosse assimm t�o ing�nua. Eu quero voc�, Tamara. Eu a desejo desde a primeira vez que a vi.
-Voc� � apenas uma garotinha, nem sabee o que est� dizendo.
-Vou provar para ti que n�o sou t�o gaarotinha quanto aparento, minha cara. Sou mais experiente do que tu imaginas.
Tamara nem teve tempo de se pronunciar. Sua boca foi invadida por uma l�ngua sedenta que quase tocava sua garganta. Nunca fora beijada daquela maneira. Sentiu-se atordoada com aquele sexo quente friccionando-se em uma de suas coxas. Com uma habilidade incr�vel Giovana se despiu, jogando para longe seu biqu�ni. Subiu no colo de Tamara, prendendo-a entre suas pernas. Ela estava pronta para receber aquela mulher dentro dela com seus dedos e l�ngua.

Tamara ia explorando cada mil�metro daquela xoxotinha quente e sedenta, arrancando os mais ardentes suspiros. Em suas costas estava registrado o tes�o que Giovana estava sentindo. Com calma deitou a garota no ch�o, deslizando sua l�ngua para dentro , absorvendo seus sucos, a entorpecendo de prazer.

A menina gozava seguidas vezes, seus gemidos agora eram gritos, ate sentir o seu corpo todo amolecer. Aninhou-se nos bra�os de sua amada, para que juntas pudessem se refazer, e se amarem novamente e continuarem a se amar at� quando durasse aquela paix�o.

Fim

 

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