GUERREIRAS ESPACIAIS
Parte 6
Marla estava impaciente, olhando para seu
relógio adaptado ao horário marciano. Já havia se alimentado e agora não tinha
nada para fazer. Sentia-se como uma prisioneira.
Olhou aliviada quando uma
ciborgh entrou e avisou:
-Um oficial a aguarda,
querida hóspede.
-Então, faça-o entrar.
A ciborgh abriu a porta e
um homem entrou, vestido com o uniforme da guarda da Pantera Negra. Ele a fitou
friamente e falou no idioma marciano:
-Siga-me. Tenho ordens
para levá-la ao coronel Blue.
Marla o acompanhou aliviada.
Eles subiram para outro andar do edifício e chegaram a um salão circular com
várias portas. Ele voltou-se para ela.
-Dê-me sua arma. Não pode
entrar armada.
Contra sua vontade, Marla
entregou a arma ao homem. Ele colocou o rosto diante do identificador de retina
e uma porta deslizou para o lado. Ele fez sinal para ela entrar e Marla passou
por ele.
O general Thor estava
sentado em uma grande mesa circular, acompanhado de vários oficiais da Pantera
Negra, estudando um mapa. Ele ergueu o olhar quando ela entrou e sorriu
friamente.
-Olá, capitã. Tem sido bem
tratada aqui?
Ela aproximou-se e fez a
saudação militar, que o general não se deu ao trabalho de responder. Ela o
fitou com o cenho franzido.
-Coronel, por que demorou
tanto a chamar-me? Estava preocupada com os acontecimentos. E nossa tripulação
deve estar preocupada com a nossa ausência.
Ele olhou para os homens.
-Deixem-nos à sós,
senhores.
Os homens saíram sem
protestar. Marla encarou o general. Ele a fitou com indiferença.
-Não preciso justificar
meus atos para uma subordinada.
Marla o fitou irada. Falou
entre dentes:
-Tudo bem, general. Vejo
que a disciplina foi para o espaço. Sou uma subordinada, mas também sou uma
participante dessa missão. O senhor está omitindo informações sobre a missão e
isso é algo muito grave. Enviarei um relatório ao comando assim que chegar à
nave. Quero saber minha verdadeira
posição nessa missão, que me parece duvidosa.
Ele deu uma risada
debochada, fitando-a com desdém.
-Vai fazer um relatório? Somos
desertores, capitã! Agora, a nave é
minha! Se não concordar com as minhas ordens, eu posso matá-la!
Marla o fitou com
surpresa. Ele riu.
-O plano inicial mudou. Eu
me aliei verdadeiramente com a Pantera Negra. E você também é uma desertora, assim
como toda a tripulação. A nave, as armas, a tripulação e os cyborghs soldados
estarão à serviço da Pantera Negra. Quem não aceitar isso, será sumariamente
executado.
Subitamente, Marla
entendeu tudo. O general Thor era um traidor de Worldsea! Ele realmente havia
passado para o lado da Pantera Negra, enganando toda tripulação e o governo do
seu país! E agora, ela era também considerada uma desertora, como toda a
tripulação!
Olhou-a furiosa.
-General, eu estava
inclinada a tornar-me aliada da Pantera Negra por achar a causa dela justa. Mas
essa seria uma decisão pessoal, que não envolveria a tripulação. Eu
simplesmente me desligaria da missão e entregaria o cargo ao senhor. Mas o
senhor tomou uma decisão afetando a todos. Percebe o que fez? A tripulação tem
família e está agora impedida de retornar ao país! Você arruinou suas vidas!
Você não lhes deu a chance de escolher!
Ele a fitou com
indiferença.
-Que se danem! Não vou
modificar meus planos por uma dúzia de idiotas!
-Cafageste! - Gritou Marla
irada, esbofeteando o general violentamente. Ele foi arremessado contra a mesa
e a fitou com incredulidade, depois com fúria.
-Maldita! Como se atreveu
a tanto?- Gritou, apertando um painel na mesa. Uma porta se abriu e vários
soldados entraram, armados.
-Prendam-na! - Gritou o
general - Ela é inimiga da Pantera Negra!
Os homens avançaram
ameaçadoramente. Marla lutou como uma leoa, mas foi subjugada com uma pancada
na nuca com a culatra de uma arma. Ela caiu desmaiada.
**************
Quando voltou a si, Marla
se viu em um lugar em penumbra, com as mãos amarradas. Sacudiu a cabeça, que
latejava de dor, olhando em volta. Era um galpão sem nada mais que caixas
empilhadas. Ergueu-se tropegamente e olhou o rótulo das caixas. Comida de
campanha militar. Pelo menos, não morreria de fome.
Pensou em Jana. Ela
estaria de acordo com o plano do general? Já o conhecia quando havia estado com
ela? E a Pantera Negra? É claro que ela sabia que o "coronel" era seu
aliado. Mas ela sabia a forma que ele havia tomado sua decisão? A Pantera
concordaria com o ato dele, em prendê-la?
Em tudo isso, só não
entendia a adesão do general Thor à causa da Pantera. Ele era um homem conceituado em Worldsea. Por
que jogara isso para o alto, apoiando a Pantera? Ele não era um tipo que apoiava
alguém sem visar vantagem. O que ganharia apoiando os rebeldes?
Com certeza, quem estava
mal era ela e a tripulação. Sua vida e a da tripulação estavam nas mãos do
general Thor.
O que fazer? Unir-se
também aos rebeldes? Já havia pensado nisso, por achar uma causa justa. O que a
impedia era a lealdade ao seu país. Mas agora, não tinha escolha. Era
considerada uma traidora, se voltasse ao seu país, seria executada.
Mas a idéia de trabalhar
sob as ordens do general Thor a repulsava. Ele havia traído a missão. E ele
também demonstrara que a considerava dispensável. E agora, que ela o havia
agredido, o seu ódio por ela devia ser tão forte como o seu por ele. Aliar-se à
Pantera ainda era aceitável, mas ser comandada por ele, era inaceitável.
Preferia morrer. Era uma questão de honra pessoal.
Estava ali entregue aos
seus pensamentos há mais de duas horas, quando a porta abriu e dois homens
armados entraram, apontando suas armas.
-Venha! - Um deles gritou.
Ela os olhou achando que seu
fim estava chegando. O general havia mandado executá-la. Pois morreria com
honra. Não imploraria por sua vida. Ela ergueu-se do chão onde estava sentada e
aproximou-se.
-Para onde vão levar-me? -
Perguntou, com voz sem medo.
Um dos homens a pegou pelo
braço, mas sem brutalidade.
-A Pantera Negra a espera.
Vamos!
Marla foi conduzida por
eles por um longo corredor e chegou diante de uma porta. Eles a abriram e Marla
passou por eles. Era uma sala enorme, de conferência. A Pantera Negra, toda em
traje negro, estava ali, com o general Thor. Ele a olhou com ódio, mas calado.
A Pantera Negra estava de
pé, com os braços cruzados. Sua boca tinha um rictus aborrecido.
-Soltem-na e saiam! - Ela
ordenou com voz firme.
Um dos homens desatou a
amarra das mãos de Marla e eles saíram, fechando a porta. A Pantera Negra
aproximou-se, fitando Marla atenta.
-Alguém a machucou,
capitã?
A voz saiu impessoal e
irritada.
-Não muito, Pantera Negra.
Uma pancada na cabeça, mas estou bem.
Ela respirou fundo.
-Menos mal. Senão,
conheceriam minha cólera. O coronel Blue contou-me que você recusou-se a
colaborar e o agrediu, por isso mandou prendê-la. É verdade?
-Não. - Disse Marla,
encarando-a.
-E qual é a verdade? - Ela
perguntou, em tom imperativo.
-A verdade é que esse
homem não é um coronel. Ele é o general Thor e ele recebeu a missão de
enganá-la. Eu também recebi a missão de tentar conquistá-la para ganhar a sua
confiança e depois traí-la. Eu desde o início estava revoltada com minha parte
na missão, e havia resolvido não levá-la à cabo quando soube de suas intenções.
Mas eu tomaria a decisão de aliar-me à você depois de conversar com o general
Thor, eu simplesmente entregaria o meu cargo, não implicando mais ninguém. Mas
o general tomou uma decisão que afetou à toda tripulação, sem consultá-la.
Quase todas as pessoas possuem famílias em Worldsea e não podem retornar. Ele
destruiu suas vidas. Eu o agredi por isso.
A Pantera a fitou
gravemente.
-Bem, eu devo dizer que já sabia da verdadeira
identidade do general. E eu sabia também de sua missão de conquistar-me e
trair-me.
Marla a fitou abismada.
-Você já sabia disso tudo? Não entendo...
Ela sorriu friamente.
-A missão designada pelo governo de Worldsea era
tal como você relatou. Mas havia um detalhe, capitã. O general Thor sempre
esteve do meu lado. Ele enganou foi ao governo de seu país, para conseguir a
nave, as armas e os soldados-cyborghs. Com nossa vitória, ele governará ao meu
lado. Terá muito mais poder que em seu país, que prefere prestigiar o general
Blandy.
Marla então entendeu o que movia os atos do
general Thor. O poder. E também, o amor da Pantera! Olhou-a lívida com a
descoberta. A decepção a esmagou. E ela a admirava, achando sua causa justa!
Olhou-a com profunda decepção.
-Eu a admirava, Pantera Negra. Cheguei até a
pensar em trocar a lealdade por meu país pela sua causa. Agora, vejo que estava
enganada! Voc~e e o general Thor são iguais!
Ela a encarou séria.
-Mas a minha causa é a mesma! - Ela protestou-
Nada muda com a ajuda do general Thor. Quero libertar meu povo de um governo
corrupto e ter uma relação mais equilibrada com o governo de Worldsea.
Marla a fitou com descrença.
-Com o general Thor ao seu lado, governando como
uma eminência parda? Ele é ganancioso, um traidor que só se importa com seu
bem-estar, um homem truculento e cruel! Será um governo pior que o atual de
Pólux!
O general Thor a fitou furioso.
-Está vendo, Pantera? Ela continua a desafiar-me!
A Pantera a fitou com um lampejo nos olhos.
-Capitã, não se exceda. Tenho uma proposta a lhe fazer.
Comandará a nave Titã para conduzir as tropas para a cidade de Pólux e quando
vencermos esta guerra, será nomeada para um alto comando do Ministério
Espacial. Sei que tem competência para isso. E a sua tripulação poderá voltar
para Worldsea, eu direi ao seu governo que a tripulação não aderiu o meu lado,
o que é verdade. Isso será uma condição para a paz, prometo. E se você preferir
regressar ao seu país, também será incluída nesse acordo. Dou-lhe minha
palavra.
Marla a encarou com desgosto.
-Sua palavra agora pouco vale para mim.
-Tem que escolher agora, capitã.
-E se eu não aceitar sua oferta?
O general Thor falou, com ódio:
-Será eliminada!
A Pantera olhou para o general, irritada.
-General, contenha seus instintos. Deixe-me a sós
com a capitã. Você não está ajudando nada, com seu temperamento.
Ele a fitou como se ela tivesse enlouquecido.
-Deixá-la a sós com ela? Está louca? Ela vai
atacá-la!
A Pantera tirou a arma do coldre na cintura.
-Eu estou armada, ela não. Saia, general.
Ele sacudiu a cabeça com desaprovação e disse para
Marla, saindo:
-Não tente nada, porque se o fizer, não sairá
daqui viva. Tenho vinte homens lá fora e é a única saída.
Ele saiu e a porta fechou. Marla olhou para a
Pantera, espectante. A Pantera sorriu e colocou a arma novamente no coldre.,
sob o olhar surpreso de Marla. Ela sentou numa poltrona, indicando outra.
-Sente-se, Marla.
Marla hesitou, mas acabou obedecendo, fitando-a
com ironia.
-Tem muita confiança em si mesma, não é? -
Comentou.
A Pantera a encarou gravemente, cruzando os dedos
das mãos e apoiando neles seu queixo.
-Marla, não tenho medo de você. Eu já lhe disse
que você me inspira confiança. Sei que tem um caráter leal.
-Não posso dizer o mesmo de você.
-Acha isso de mim? Eu tenho muito mais motivo para
desconfiar de você. Sua missão era conquistar-me e trair-me.
-Eu não poderia fazer isso. Traí-la não estava em
meus planos. E agora, vejo que quem foi traída fui eu e a tripulação.
-Não por mim. Pelo general Thor. Ele me mentiu,
dizendo que a tripulação estava de acordo em aliar-se à mim. Somente você ainda
hesitava.
-Então, você sabia do plano do governo de Worldsea
desde o começo. Quando conheceu o general Thor?
-Por enquanto, não posso dizer. Só posso afirmar que
quando a Titã foi abordada no espaço, eu já sabia de tudo. E mesmo assim, sentí-me atraída por você e esperei por uma
confissão espontânea sua, que não veio. Procurava entender seu dilema. Sua
lealdade ao seu país, ou a escolha pelo lado justo da guerra. E agora sua
admiração por mim acabou porque acha que sou amante do general tHor, que vou
governar com ele.
-E não estou certa?
-Não. Um homem como o general Thor não merece
nada. Como você disse, ele é um traidor,
truculento, cruel, ganancioso, e só se importa com seu próprio bem-estar.
Acrescento à lista que ele é megalomaníaco. Eu o estou usando sem nenhum
remorso, para meus objetivos. Por enquanto, ele é útil à minha causa.
-Então, é isso? Quer usar-me também. Quando tudo
terminar, nós dois seremos descartados.
Ela a fitou com gravidade.
-Compara-se ao general Thor? Marla, sei distinguir
seu caráter do dele. Você seria uma preciosa aquisição ao nosso futuro governo.
Ele, não. E não sinto um átimo por ele do que eu sinto por você.
-Você é amante dele, não é? Sei que o sexo é uma
poderosa arma para dominar uma pessoa.
A Pantera a encarou séria.
-Marla, estou metida em uma causa que é a razão de
minha vida. Morrerei por ela, se for necessário. E não posso desprezar nada que
ajude isso.
Marla a olhou com a ira borbulhando em seu íntimo.
Ela havia respondido à sua questão. Era amante do odioso general!
-Oh, sim, não pode dispensar ajuda... inclusive a
minha. Está tentando enganar-me com falsos sentimentos e promessas, para eu
colaborar com você.
A Pantera irritou-se. Se ergueu com um olhar
chamejante.
-Sua tola! Estou apenas interessada em salvar sua
vida! O general deve estar torcendo para você recusar-se a colaborar! Ele quer
ter um motivo para matá-la. Ou você pensa que ele não pode comandar a nave, com
o piloto Soogh? O seu cargo poderá ser facilmente preenchido por ele! Eu quem
estou tentando torná-la necessária, para preservar sua vida. Eu disse ao
general que preciso dele no comando do
ataque em outra nave, o que é mentira. Nós temos outra nave inferior à Titã,
que sequestramos há um mês, e toda tripulação aderiu à nossa causa, inclusive o
comandante. Mas eu disse ao general que a nave está sem comando, porque o
comandante morreu durante o sequestro.
Marla caiu em si. A Pantera tinha razão. Não
necessitavam dela para o uso da Titã. A Pantera estava realmente tentando
salvar sua vida das mãos daquele general louco por sangue.
Ela ergueu-se, fitando a Pantera com determinação.
-Está bem, vou confiar em você. Vou colaborar. Mas
com uma condição: mantenha o general longe de mim. Eu tenho asco daquele
miserável.
A Pantera começou a rir, repentinamente. Um riso
cristalino, que soou deliciosamente no ouvido de Marla. Fitou-a com o cenho
franzido.
-De que se ri tanto?
Ela avançou e pousou as mãos em seus ombros,
fitando-a com olhar divertido.
-De você. Está cheia de ciúmes do general comigo!
Marla a fitou surpresa, mas reconhecendo que ela
estava certa. Sua raiva derivava da idéia do general beijando e possuindo a
Pantera Negra. Não estava consciente disso, até ela dizer.
Enrubesceu, recuando um passo.
-Você está completamente enganada!
Ela avançou novamente e encostou o corpo no seu,
passando os braços pelo seu pescoço. Olhou para sua boca, sorrindo
maliciosamente. Marla estremeceu.
-Não minta, Marla... sei que a atraio. Vai negar
isso? Lembra-se como me beijou ontem? Como estava excitada, louca para fazer
amor comigo?
Marla a fitou, tentando se manter indiferente à
sua proximidade excitante. Mas seu corpo despertava, sentia a atração poderosa
dela despertar em seu corpo arrepios de desejo. Pensou em Jana. Não a podia trair! Era ela quem amava! Aquele desejo pela Pantera
era simplesmente sexo, tinha que
dominá-lo.
Afastou-a com firmeza, mas delicadamente. Fitou-a
séria.
-Não, Pantera. As coisas mudaram, sabe disso. Você
tem uma relação com o general. Não quero envolver-me com você. Arrependo-me de
tê-la beijado. Não quero fazer isso mais.
Ela continuou fitando-a maliciosamente, com um
sorriso.
-Tem certeza que não quer mais? Sua paixão apagou
de repente?
-Eu estava com raiva de Jana - Marla deixou
escapar, antes que pudesse pensar.
A Pantera a fitou atenta, parando de sorrir.
-A mulher do general Thor? Ah, então é ela a
mulher por quem se apaixonou no Centro Sexual...
Marla a fitou suplicante, entendendo que havia
colocado Jana em uma situação perigosa, por seu descuido.
-Pantera, por favor, não conte isso ao general!
Ele vai vingar-se e pode até matá-la!
-Humm... você a ama? Diga-me!
Marla baixou a cabeça.
-Eu a amo muito, Pantera. Quando tudo isso acabar,
quero viver com ela. Por favor, não a prejudique!
A Pantera a pegou pelo queixo, com dois dedos,
erguendo seu rosto. Seu olhar estava grave.
-Acha que eu seria tão desumana e mesquinha,
porque você gosta dela? Fique tranquila. O general Thor não merece nenhuma
consideração. Afinal, ele a trai comigo. Prometo que não falarei nada, isso
fica entre mim e você. Então, voltaram a se entender, não?
Marla assentiu, constrangida.
-Humm... então, ama Jana, mas sente ciúmes de
mim...confesse, Marla.
Marla a encarou com determinação.
-Posso até desejá-la e ter ciúmes do general,
Pantera. Mas é um sentimento mesquinho, que devo combater. Não tenho nenhum
direito de sentir isso. Mas o meu amor por Jana é maior que esses sentimentos
por você. Perdoe-me a sinceridade. Não quero magoar seus sentimentos, Pantera.
A Pantera tornou a sorrir. Ela aproximou-se e lhe
deu um beijo no rosto, fitando-a depois nos olhos. Marla quase não resistiu e a
tomou nos braços. Mas conteve-se, ficando imóvel.
A Pantera afastou-se, sorrindo.
-Desisto, por hora...- Disse baixinho - Bem,
capitã, então será nossa aliada. Então vá trocar esse uniforme pelo do meu
exército, para não ser confundida com uma inimiga. Dentro de meia hora iremos
visitar a nave Titã para liberar a tripulação e você me ensinará a manejar a
arma com o raio da morte.
-E o general Thor? Irá também?
-Sim, mas ele estará ocupado comandando a
distribuição de armas para o meu exército . Você também vai reunir-se com a
tripulação falando sobre nossos planos, comigo presente. Vou mandar um oficial
dirigí-la aos seus novos aposentos.
-E Jana? Ela irá para a nave?
-Por enquanto, não. Ela pediu-me para sair para
conhecer a cidade e recolher espécimes de minerais para o seu trabalho e eu
autorizei.
Marla não insistiu. Não queria magoar os
sentimentos da Pantera mais ainda. Uma mulher desprezada por outra sempre é um
perigo.
Meia hora depois, uma pequena nave de transporte
levou Marla, a Pantera e o general Thor para a nave Titã. O general Thor estava
com mau humor e ignorou a presença de Marla acintosamente, mas ela gostou
disso. Agora, eram inimigos declarados, somente dominando seu ódio recíproco
devido à Pantera Negra.
Continua na parte 7
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