Seis Meses Para Amar
Ravena
2008
Cap�tulo
Jaqueline acordou com o r�dio-rel�gio,
tocando Coisas que eu sei da Danni Carlos.
Ate o dia que eu mudar de opini�o.
A minha experi�ncia meu pacto com a ci�ncia.
Meu conhecimento � minha distra��o
coisas que eu sei.
Eu adivinho sem ningu�m ter me contado.
Coisas que eu sei,
Porque tenho que continuar tomando esses rem�dios. N�o adiantou nada. Vou morrer bebendo-os ou n�o. E n�o bebeu.
o meu r�dio rel�gio mostra o tempo errado, aperte o play.
Eu gosto do meu quarto, do meu desarrumado.
Ningu�m sabe mexer na minha confus�o.
� meu ponto de vista, n�o aceito turista.
Meu mundo est� fechado para visita��o.
Coisas que eu sei
Jackeline tinha decidido morrer, n�o tinha um motivo para querer viver, j� tinha conquistado tudo o que desejou na vida. Estava cansada de tudo, das pessoas, dela pr�pria. Tinha sido sempre exigente demais com ela, e n�o ia exigir mais nada. Minha cabe�a tem esse discurso, que n�o quer mais saber de nada, mas meu cora��o, est� com medo. Uma l�grima rolou pelo seu rosto e molhou o travesseiro.
O medo mora perto das id�ias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim n�o vou trocar de roupa �, minha
lei.
Eu corto meus dobrados, acertos meus pecados,
Ningu�m pergunta mais depois que eu j� paguei.
Eu vejo filme em pausa, eu imagino casas
Depois eu j� nem lembro do que eu desenhei.
Coisas que eu sei
N�o guardo mais agenda no meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos que eu n�o sei usar, eu j� comprei
As vezes, da pregui�a na areia movedi�a
Quanto mais eu mexo mais me afundo em mim
Eu moro num cen�rio do lado imagin�rio
Eu entro e saio sempre quando estou afim
Coisas que eu sei
As noites ficam claras no raiar do dia,
Coisas que eu sei
S�o coisas que antes eu somente n�o sabia
Agora eu sei
Dormiu antes da m�sica terminar, tinha bebido um calmante � noite e o sono era mais forte que ela.
J� passava das duas da tarde, Jack finalmente acordou, respirou fundo, olhou para o seu quarto, olhou cada m�vel, distribu�do harmoniosamente cada um em seu devido lugar, tinha tudo o que sempre sonhou, mas ningu�m para dividir com ela... Porque justo agora, isto come�ou incomod�-la. Deveria ter se divertido mais, se dedicou tanto ao seu esporte, e esqueceu que tinha um cora��o, nem mesmo o seu dinheiro, poderia salv�-la. Quem poderia? Levantou-se deu uma olhada na janela de seu apartamento, e viu S�o Paulo em pleno movimento.
- Lud tinha sentado para ver se conseguia escrever,
quando a campainha tocou. Foi abrir. Era sua amiga, Kak� com as
crian�as menores. Era madrinha de dois, Felipe de 7 anos e Ana de 17,
e os outros dois eram afilhados de Let�cia, Andr� de 15 e Melissa
de 3.
- Crian�as v�o brincar com o H�rcules l� fora, disse Ludmila.
- Podemos m�e?
- Podem, mas cuidado para n�o se machucarem.
- Que beber alguma coisa?
- Quero, algo bem forte!
- Fala, o que est� acontecendo!
- A sua afilhada, � culpa minha! Eu joguei todas as minhas frustra��es nas costas dela, e n�o dei o carinho que ela precisava.
- O que aconteceu com a Ana! Perguntou Lud j� ficando nervosa.
- Ela est� usando drogas!
- Lud at� se sentou, n�o podia acreditar, que sua afilhada tinha entrado nessa.
- N�o sei o que fazer, Ludmila! eu tenho notando, que coisas dela tem sumido, e ela anda estranha, nervosa e se tranca no quarto, com umas pessoas que eu n�o gosto. Estamos brigando de um jeito, que �s vezes tenho medo dela. E sei que isso � culpa minha, sempre que ela pedia um carinho, eu estava ocupada para dar aten��o a ela. E hoje ela disse que me odiava. Eu vi., Lud o �dio n�s olhos dela. Kak� caiu em um choro profundo nos bra�os de sua amiga.
Jackeline saiu de seu quarto, e foi para a cozinha.
- oi, Dona Jack!
- Boa tarde, dona Dinora! O que fez para o almo�o? Estou morrendo de fome.
- Eu fiz aquela comida de sempre, que a senhora come. Arroz integral, feij�o e frango grelhado e salada. Aquela sua assistente enjoadinha, foi embora agora a pouco.
Jack foi at� seu escrit�rio, levando seu prato.Mesmo que n�o quisesse tinha muitas coisas, que resolver. Deu uma verificada em sua agenda, Gisele deixou anotado, as coisas mais urgente.
Tinha que falar com seu t�cnico, sua parceira, com os patrocinadores e com quem mais precisasse.
Mas hoje, n�o vou fazer nada, muito menos falar de coisas chatas, deixar as areias, n�o estava sendo f�cil, apesar de estar parada a 4 meses, por causa de sua cirurgia do joelho, que j� est� recuperado. Mas o pior n�o teve melhora. N�o queria pensar mais nisso, ao menos naquele momento, abriu sua caixa de mensagem e tinhas v�rios e-mails, mas apenas um lhe chamou a aten��o.
Esperou o e-mail abrir com uma certa curiosidade.
Oi, Jackeline
- Jack ficou pensando, em como surpreend�-la, n�o tinha certeza, se era capaz disto, resolveu pesquisar a vida de Ludmila na internet. Para sua surpresa encontrou v�rios sites, mas algo disse para n�o continuar, ela n�o era uma advers�ria que tinha que estudar, para seu pr�ximo jogo. Para ela Ludmila era uma desconhecida e queria conhec�-la atrav�s da amizade.
Jack come�ou a escrever um bilhete
Ludmila,
Eu pensei e � imposs�vel te surpreender, sem estar olhando para os seus olhos, se voc� quiser descobrir, eu juro que n�o vai se arrepender a surpresa ser� inesquec�vel. Janta comigo est� noite. Eu te espero. �s 20 horas.
Jackeline
Pegou um envelope, colocou o bilhete dentro e fechou. E ligou para sua amiga, Rosa, que tinha uma floricultura e pediu para escolher as flores mais linda que tivesse, que seu motorista passava para pegar.
Quatro da tarde
Kak� j� tinha ido embora, Lud estava chateada com o problema de sua afilhada, havia acabado de tomar banho, ainda secava os cabelos, quando a campainha tocou. H�rcules saiu correndo em dire��o a porta. Olhou e viu um rapaz no port�o, com flores nos bra�os. Imaginou que ele tinha errado o endere�o. Nunca ningu�m tinha lhe mandado flores. Mesmo assim foi falar com ele.
- Oi!
- Oi, minha patroa pediu para entregar essas flores para a senhora.
- Patroa, pensou. Abriu o port�o e ficou encantada com as flores eram um buqu� de rosas brancas mescladas com azuis e uma vermelha pura no meio. Tem certeza que � para mim.
- � sim, se a senhora for Ludmila Gomes!
- Sou eu.
- A senhora poderia ler o cart�o, porque tenho que dar a resposta para a minha patroa.
- Desculpa, as rosas s�o t�o lindas, que n�o vi o cart�o. Pegou e leu, seu sorriso ficou ainda maior com o convite.
- Diga que estarei l�, na hora marcada.
- O motorista lhe deu outro cart�o com o endere�o. Despediu-se e foi embora levando a resposta de Ludmila.
Lud entrou t�o feliz, sentou no sof� e ficou feito boba lendo e relendo o cart�o, olhando para as flores. - Voc� me surpreendeu sim, quando falouu que n�o podia me surpreender sem estar olhando em meus olhos, e era isso, o que eu queria, ver seus olhos novamente. At� parece que leu meus pensamentos.
- O motorista chegou e foi direto falar com Jack que o esperava impacientemente, mesmo n�o sabendo, se ela viria, mandou Dinora, preparar o jantar.
- Porque demorou tanto?
- Peguei um congestionamento daqueles, dona Jack.
- E a�, ela vir�?
- Ela disse que sim. Ficou t�o feliz quando dei as flores a ela, e mais quando leu o cart�o. Mulher gosta mesmo desse lance de flores, n� patroa?
- Gosta sim, respondeu sorrindo para o rapaz e entrou em seguida.
As horas estavam voando para as duas. Ludmila, n�o conseguia escolher uma roupa, n�o queria ir de qualquer jeito, e tamb�m n�o era um encontro, apenas um jantar ent�o n�o precisava ficar nessa neura toda. Vestiu um Jeans e uma camisa branca deixando alguns bot�es abertos, mangas dobradas at� o cotovelo, e cal�ou um all-star branco, deu uma olhada no espelho, passou um batom bem claro, n�o gostava de nada muito forte, e para finalizar passou seu perfume favorito. Estava pronta. Antes de sair deu comida para o H�rcules, que n�o comia, se ela n�o estivesse em casa. Ele era um cachorro, cheio de manias.
Jack olhou para o rel�gio, marcava 19:43, estava ansiosa. Ser� que ela chegaria na hora, ou atrasaria, n�o tinha certeza de nada. Ser� que estava bem, tinha vestido uma camiseta regata preta bem apertada, e um jeans com alguns lugares rasgados, e cal�ou t�nis tamb�m. N�o era um encontro, apenas um jantar, para se conhecerem.
Lud chegou em frente ao apartamento de Jackeline, e viu o rapaz que levou as flores para ela, vindo em sua dire��o.
- D. Ludmila, deixa o seu carro comigo, que vou estacion�-lo.
- Ela pegou sua bolsa, desceu e entregou a chave para o rapaz. - Como � seu nome?
- Pedro Jos�.
- Obrigada, Pedro.
Era um edif�cio luxuoso, depois de passar pela recep��o, foi em dire��o ao elevador, esperou e quando ele chegou trouxe Jackeline junto.
- Eu pensei que n�o viria!
- Eu disse, que viria.
- Eu estava l� em cima vendo a lua, e est� linda.
- Parece que hoje, ela est� com um brilho diferente! Disse Ludmila entrando no elevador.
- Tamb�m achei isso!
- Obrigada, pelas flores, s�o lindas.
- Que bom que gostou, se n�o tivesse gostado, acho que n�o estaria aqui.
- Rss. � verdade, eu aceito meus convites, conforme as flores que recebo.
- E se eu tivesse mandado um caminh�o de flores para voc�?
- Eu me casaria com voc�! Se voc� gostasse de mulher. Mas acho que n�o � o seu caso.
- Quem disse, que eu n�o me casaria contigo, se voc� gostasse de mulher. Mas acho que n�o � caso.
- As duas riram. E nenhuma realmente confirmou se gostavam ou n�o.
- Chegamos!
- Ainda bem, porque n�o gosto muito de elevadores, tenho claustrofobia. Uma vez fiquei presa em um elevador por 15 minutos, por causa de um casal, resolveram brigar l� dentro, e a mulher enlouquecida apertou um monte de bot�es, e acabamos trancados, eu comecei a passar mal; Tinha outra senhora junto, n�o sabia se apartava a briga se cuidava de mim, e o rapaz se tocou que eu estava mal, empurrou a namorada e apertou o bot�o para abrir a porta, a senhora me ajudou e o casal saiu sem ao menos, me perguntar se eu iria ficar bem. Foi nesse dia, que descobri que era claustrof�bica.
- Que cara � essa, voc� tamb�m vai rir. Eu quase morri, e as pessoas acham gra�a quando eu conto.
- � que voc� faz uma cara, quando conta que fica imposs�vel de imaginar a agonia que passou, mas desculpa, serei a primeira a n�o rir.
- Vou fingir que acredito.
Jack passou o cart�o na porta e abriu, deixou sua convidada entrar primeiro. Lud ficou encantada com a beleza do apartamento, antes que pudesse reparar nos detalhes do lugar. Jack a levou para outro lugar.
- Ludmila vem, a pegou pela m�o e a levou at� o lugar mais importante de seu apartamento, a sala de suas medalhas.
- Meu Deus, voc� ganhou todas essas medalhas, a maioria eram de ouro, estavam todas penduradas numa das paredes, pq as outras eram cheia de fotos de cada campeonato que ganhou, de suas parceiras, fotos dela com Sandra Pires e Jaqueline Silva, Adriana Bear e Shelda, Isabel, Adriana Samuel, Juliana e Larissa, com jogadoras estrangeiras, fotos com muitas jogadoras de quadra tamb�m, o v�lei foi tudo em sua vida.
- Essa foi a minha primeira medalha, ganhei quando tinha 12 anos, joguei pela minha escola, quando colocaram essa medalha no meu pesco�o, eu senti uma coisa, t�o forte dentro de mim e soube que era isso, o que eu queria fazer. Acho que eu andei com ela um m�s no pesco�o, na escola eu escondia no bolso, mas em casa, andava por toda a parte com ela, meu irm�o me chamava de Jack da medalha. Fazia anos que n�o me lembrava disto. Sentiu saudade daquele tempo.
Lud caminhou at� onde estava as suas medalhas ol�mpicas. Posso pegar?
- Pode.
-� pesada, � mesmo de ouro?
- � s� banhada a ouro. Eu n�o sei como conseguimos chegar at� a final. Eu estava t�o cansada e com dor, no jogo que passar�amos para a final eu me machuquei, a bola veio com muita for�a, estava ventando muito e isso deu uma for�a incr�vel para a bola e pegou direto no meu mindinho, nunca senti tanta dor, pedimos tempo, o m�dico me atendeu, queria que eu n�o jogasse mais, eu mandei ele dar um jeito, porque isso n�o ia acontecer, ent�o ele enfaixou bem e voltei para o jogo, a outra dupla, come�ou a sacar s� em mim, sabendo que eu n�o poderia atacar com muita for�a, mas eu as surpreendi, ataquei com toda a minha for�a, para terminar o jogo logo, e foi o que aconteceu.
- E como foi a final? Ludmila estava curiosa.
- Eu mal consegui dormir, passei a noite com o dedo no gelo, eu sabia que a final seria terr�vel, porque as americanas iriam concentrar seu jogo em cima de mim. Ent�o eu passei a noite estudando cada jogada delas, para ter uma chance, eu tinha chegado at� ali e n�o iria entregar o jogo por causa de um dedo, era a final. Minha parceira me ajudou muito, acho que foi o melhor jogo de nossas vidas, ela foi perfeita. E vencemos, fomos a 3 dupla brasileira a ganhar a medalha de ouro para o Brasil, na hora do hino eu chorei muito, foi um misto de felicidade e dor. Viveria isso tudo de novo, se eu pudesse. Uma l�grima escorreu pelo seu rosto. Desculpa ando muito sens�vel.
- O que te impede de ir para Pequim este ano? Perguntou Lud. Gostaria de ver voc� jogando.
- Eu to me aposentando das areias.
- Porque, voc� parece t�o bem, acho que poderia jogar mais alguns anos, qual � a sua idade?
- Estou com 31. Eu poderia, mas n�o vai acontecer, posso n�o estar viva.
- Como assim, posso n�o vai estar viva?
- Vamos jantar? Depois conversamos sobre isso.
Durante o jantar conversaram sobre muitas coisas, menos sobre aquela frase, que n�o deixava a mente de Ludmila, o que ela quis dizer com aquilo. Via a tristeza nos olhos de Jackeline, mesmo quando ria.
- Vamos comer a sobremesa ali fora, na varanda? Assim podemos ver a lua, perguntou Jack.
- Claro que sim, tomaram uma ta�a de sorvete com cobertura de chocolate quente, que dava um sabor especial ao sorvete.
- Jackeline, eu sou viciada em sorvete, eu amo isto. Ela comia o sorvete como crian�a, gostava mesmo.
- Eu tamb�m gosto, mais n�o chego a ser viciada... Ludmila estava com o canto da boca sujo da calda do chocolate.
- Quando eu era pequena, eu j� era viciada. E minha m�e j� tinha comprado sorvete para mim, eu comi e quis mais. Minha m�e disse que n�o ia comprar, eu devo ter feito algum tipo de birra, que ela acabou comprando um pote de 2 litros, e me fez comer at� n�o ag�entar mais, meu pai vendo aquilo, me salvou.Ainda bem que n�o fiquei traumatizada. Mas tb nunca mais comi mais de um...
- E se eu te oferecer, mais uma ta�a?
- N�o vou aceitar.
- Posso limpar uma sujeirinha, que seu vicio deixou...rss.
- Claro, que vergonha! Ainda me sujo.
- Tudo bem, n�o vou chamar as revistas de fofocas.
Aquele olhar triste voltou ao rosto de Jack. E Ludmila notou.
- Semana que vem vou ter que dar uma entrevista coletiva para anunciar a minha aposentaria.
- E o que voc� vai fazer depois?
- Eu n�o vou fazer muita coisa.
- n�o tem projetos, tipo casar, ter filhos, ser t�cnica...
- N�o tenho tempo para isso! Disse em tom mais agressivo.
- Eu n�o estou te entendendo!
- Nem eu, acho melhor voc� ir embora.
- Disse alguma coisa, que te ofendeu, eu s� queria entender, o que est� acontecendo contigo, pelas suas frases vazias, parece que voc� vai se suicidar em uns alguns dias.
- Voc� � mesmo escritora, pois tem muita imagina��o.
- Se n�o � isso, ent�o o que �? Ludmila estava ficando nervosa. Ou vou ter que esperar para saber, no dia da entrevista. Sei que voc� mal me conhece e n�o tem confian�a em mim, mas a noite toda voc� tem lan�ado frases estranhas.
- Voc� � bem esquentadinha...rss.
- Sou, � um de meus defeitos.
Jack se levantou e foi at� a janela ver � noite. Suspirou fundo e virou e olhou para Ludmila, que estava olhando para ela, esperando uma resposta, o que est� acontecendo comigo, porque sinto tanta confian�a nessa mulher, porque n�o a conheci anos atr�s, ela � t�o linda.
- Jackeline eu n�o sei o que est� acontecendo comigo, mas eu estou sentindo uma coisa muito forte por voc�, e todas as vezes que te vejo triste, parece que sinto a sua afli��o, meu cora��o fica apertado. Eu n�o me abro assim para ningu�m, sou t�mida, nem sei como estou conseguindo falar, e nem sei se voc� gosta do mesmo que eu, mas eu gostaria que voc� fosse sincera comigo.
Jack se aproximou da loira, e sentou ao seu lado. Pegou a m�o dela, que suava frio.
- Ludmila eu sinto o mesmo que voc�, mas tenho que lutar para n�o sentir, para o seu bem; Desde que te vi no cinema, tentando me confortar de um problema, que voc� n�o tinha id�ia, que n�o deixo de pensar em ti. E agora que encontrei voc�... Jack parou de falar e as l�grimas come�aram a escorrer por seu rosto, e Lud come�ou a sec�-las e foi se aproximando e lhe tocou os l�bios com seus, se afastou e olhou para Jack com tanto carinho, e a beijou, Jack n�o pode resistir ao beijo, e se entregou totalmente, Lud a beijava com calma, querendo sentir toda a maciez dos seus l�bios, suas l�nguas se encontrando numa dan�a perfeita, Jack nunca tinha sentido nada parecido com isso, Lud sentia que tinha encontrado sua alma g�mea. O beijo terminou, Jack a abra�ou t�o forte e ficaram em sil�ncio.
- O que eu vou fazer?Disse baixinho no ouvido de Ludmila...
- Me deixa te amar, respondeu Lud a abra�ando com mais for�a.
- N�o posso deixar, porque voc� ir� sofrer demais.
- Porque, voc� tem outra pessoa? Perguntou com os olhos marejados.
- N�o tenho ningu�m. O que est� acontecendo comigo � que estou morrendo, tenho uns 6 meses de vida, tenho um c�ncer muito raro. Eu n�o quero me apaixonar.N�o vou suportar deixar voc�. Porque apareceu na minha vida, agora, porque n�o apareceu alguns anos atr�s poder�amos ter vivido essa nossa hist�ria, Jack se levantou e foi at� a janela, deixando Lud chorando no sof�.
- Jackeline se nos encontramos neste momento, porque Deus quis. Ele sabe o que faz. Se tenho 6 meses ou seis 6 dias para ficar com voc�, eu vou ficar querendo ou n�o. Amando-me ou n�o. Mas eu vou te amar, cada minuto que seu cora��o bater.
� claro que a revela��o foi um choque para Ludmila, tinha encontrado seu verdadeiro amor e a mulher estava condenada morte, n�o era justo.
- Voc� tem certeza, quer mesmo ficar comigo?
- Tenho, Jack. A medicina est� t�o avan�ada.
- Eu n�o vou passar por tudo que j� passei e n�o adiantou nada, resolvi n�o tomar mais nada.
- Ent�o decidiu morrer assim sem lutar, Jackeline.
Que bela coisa que vai fazer, admirei a sua coragem e determina��o quando
me contou quando ganhou a medalha na olimp�ada. E agora estou diante
de uma mulher derrotada, que vai entregar o jogo, pelo que estou vendo
est� 1 set para cada um. Pelo que sei o jogo s� termina, com 2
set a 1. E sei que a vit�ria ser� sua, se n�o desistir,
e n�o vai ter que lutar sozinha vou ser sua parceira, sua inspira��o,
neste jogo.
- Ludmila, eu tenho que pensar. Gostaria que fosse embora.
Lud pegou sua bolsa, e antes de sair deu mais um beijo no rosto dela, e disse: - n�o vou desistir de voc�.
Continua.