Piratas
Rapha
Cap�tulo 1
A noite era escura, nuvens encobriam a lua no c�u enquanto a n�voa
se encarregava de encobrir o mar abaixo. Por esse motivo ningu�m em terra
havia notado o navio parado a pouca distancia da cidade cujas luzes eram notadas
do mar. Na proa do navio uma figura alta observava as luzes da cidade com interesse
quando ouviu algu�m se aproximar por tr�s.
-Tudo pronto para amanh�?- perguntou a figura alta sem se virar.
-Sim, tudo como voc� pediu. As velas fooram trocadas e a bandeira removida.-
respondeu a outra figura.
-Bom. Muito bom. E quanto ao navio que estava nos seguindo?- perguntou a figura
alta.
-Desapareceu de vista j� faz algum temppo. Acreditamos que tenha desistido.-
respondeu a outra figura.
-�timo. Amanh� aquela cidade � minha.- falou a figura alta
no mesmo instante em que as nuvens abriram um pouco e o luar iluminou um par
de olhos de um profundo azul.
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-Hoje � um dia t�o especial!- falou uma jovem ruiva animada
andando de um lado para o outro dentro do luxuoso quarto.
-Se voc� est� dizendo...- resmungou umaa jovem loira se olhando
no espelho.
-Oras Anabell como voc� pode n�o estar feliz? Voc� vai se
casar hoje! Esse � o dia mais feliz da vida de uma mulher!- falou outra
jovem loira que aparentava ser mais velha que Anabell.
-T� Mia... Talvez seja o dia mais felizz da vida das outras mulheres,
mas n�o da minha ok?- falou Anabell impaciente sem tirar o olho do espelho.
-Anabell voc� vai casar! O que mais vocc� pode querer da vida?- perguntou
a ruiva sorrindo incr�dula.
-Ah Leigh... Mas eu n�o sou como voc�s.. Quero dizer, eu sempre
fui diferente. Voc�s sonham com casamento, ter fam�lia, eu n�o.-
falou Anabell olhando triste para o vestido branco em cima da cama.
-E com o que voc� sonha?- perguntou Miaa abusada.
-Com liberdade Mia. A vida no mar, viveer aventuras, descobrir novos lugares!-
respondeu Anabell tirando os olhos do espelho sonhadora.
-E como voc� pensa em arranjar tudo issso?- perguntou Leigh curiosa.
-Ah... Talvez com um capit�o de um naviio pirata!- falou Anabell dando
�nfase nas duas ultimas palavras - Ele podia aparecer e me levar pra longe,
longe dessa casa, desse noivo est�pido, desse casamento arranjado...
Longe.
Ao terminar a frase Anabell escutou um barulho vindo da porta que dava para
a varanda e ao se virar para ver seus olhos encontraram-se com o par de olhos
mais azuis que ela j� tinha visto na vida.
Simitry nem sentiu que havia machucado sua perna ao arrombar a porta da varanda
ou se deu conta dos gritinhos hist�ricos que as duas jovens davam no
quarto e que poderiam atrair os guardas. O mundo havia parado no exato instante
em que seus olhos encontraram-se com o par de olhos mais verdes que ela havia
visto na vida. Nada que aconteceu antes em sua vida parecia ter import�ncia,
o que importava era o verde daqueles olhos nas quais ela sabia que estava destinada
a se perder.
Anabell n�o sentia os pux�es que sua irm� dava em seu bra�o
pra tentar tira-la do quarto, ou ouvia os gritos de Mia e Leigh apavoradas.
Ela estava paralisada em um transe profundo desde que seus olhos se encontraram
com aqueles olhos azuis. Azuis como o c�u, azuis como o mar, t�o
azuis e lindos que ela queria mergulhar neles para sempre e de alguma forma
ela sabia que isso a faria muito feliz.
Quando o mundo voltou a girar para as duas, no momento em que seus olhos se
desviaram, tudo parecia muito confuso. Simitry parecia ter esquecido o que estava
tentando fazer e Anabell n�o fazia id�ia do que era aquele vestido
branco em cima da cama.
-CALADAS!- gritou Simitry voltando a sii.
Mia e Leigh pararam de gritar histericamente e olharam para Simitry com medo.
Anabell olhava para a cena como se nem estivesse presente.
-Muito bem. Agora quem pode me dizer coomo sair daqui?- perguntou Simitry olhando
para elas.
Mia e Leigh olharam para ela de bocas abertas e olhos esbugalhados.
-Ok... Eu n�o vou machucar voc�s, s� mee digam como sair
daqui e eu saiu sem problemas anda.- falou Simitry olhando para elas.
-Voc�s falam a minha l�ngua n�? Sei quee falam, ouvi voc�s
fofocando aqui dentro! Agora me contem onde � a sa�da mais pr�xima
dessa casa!- falou Simitry sacando sua espada ao ouvir barulhos vindo do corredor.
Mia e Leigh recome�aram a gritar histericamente.
-Ela deve estar ai dentro! ARROMBA!- grritou um dos guardas e no momento seguinte
a porta caiu no ch�o e dezenas de guardas adentraram no quarto.
-Agora voc� � minha!- falou o chefe doss guardas dando um sorriso
maldoso para Simitry enquanto os guardas avan�avam lentamente em sua
dire��o.
Anabell assistia a tudo sem esbo�ar rea��o nenhuma, come�ou
a voltar a si rapidamente, como se um raio a tivesse atingido.
-Parem onde est�o!- gritou Anabell.
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Todos os guardas se viraram para ela.
-Srta Anabell? O que...?- gaguejou o chhefe da guarda olhando confuso para ela
e para Mia e Leigh que estavam paralisadas de medo.
-Voc�s n�o podem atacar ela.- falou Anaabell com veem�ncia.
Todos no quarto se viraram pra ela confusos.
-Por que?- perguntaram os guardas, Mia e Leigh que pareceram se recuperar momentaneamente
da paralisia do medo e Simitry.
-Porque... Ela me tem como ref�m!- faloou Anabel sem pensar se enfiando
entre Simitry e a sua espada.
No momento em que aquele corpo encostou no seu, Simitry sentiu como se tivesse
tomado um choque. Era uma sensa��o boa, como ela nunca havia sentido
antes. Anabell teve vontade de abra�ar aquela estranha de olhos azuis,
seu corpo parecia ter sido feito pra encaixar no seu, era algo que ela nunca
havia sentido, mas sabia que gostava muito.
-� isso ai!- falou Simitry voltando a ssi e quebrando o silencio.- Eu
a tenho sob minha espada!- ela falou virando a lamina que estava virada para
os guardas.
-Maldita!- berrou o chefe da seguran�a - Devolva a srta Anabell.
-Calminha ai!- falou Simitry - Ou a srtta Ana... Ahn...
-Anabell!- sussurrou Anabell.
-Ou a srta Anabell vai se dar mal!- fallou Simitry olhando confusa para o topo
da cabe�a loira que se encostava contra seu corpo.
-Voc�s ouviram ela! SAIAM DA FRENTE!- ffalou Anabell para os guardas confusos.
-Mas srta Anabell... A gente tem que tee salvar.- falou um dos guardas confuso.
-Calados todos voc�s!- falou Simitry anndando para tr�s com Anabell.
-Solte a srta Anabell!- falou o chefe ddos guardas irritado.
-D� pra voc� para de irritar a pirata? Assim ela perde a cabe�a!-
falou Anabell cruzando os bra�os - Voc� quer que ela me mate?
Simitry continuou a andar para tr�s e sentiu a prote��o
da varanda bater nas suas costas. Estava encurralada.
-Est� sem sa�da. - sorriu o chefe dos gguardas ainda dentro do
quarto.
-Mas ser� que voc�s n�o escutaram a mo��a?- perguntou
Simitry impaciente olhando para baixo e se sentando no parapeito da varanda.
Os guardas come�aram a avan�ar lentamente.
-Sente-se no meu colo.- sussurrou Simittry na orelha de Anabell que obedeceu.
-Agora sim voc� � minha, pirata malditaa.- sorriu o chefe dos guardas.
-Sabe, eu cansei desse seu sorriso bigoodudo feio!- sorriu Simitry se jogando
para tr�s e levando Anabell junto.
As duas ca�ram numa carruagem que puxava um �container� cheio de l�rios
brancos. Ambas ficaram paradas na mesma posi��o por um tempo,
deixando a adrenalina baixar e processando o que acabara de acontecer. Quando
a carruagem parou Simitry espiou se havia algu�m em volta antes de abrir
uma portinha fazendo v�rias das flores ca�rem no ch�o,
ela saiu e ajudou Anabell a descer.
-Ainda bem que minhas flores favoritas s�o l�rios e n�o
rosas.- falou Anabell tirando algumas das flores do chap�u de Simitry.
-Verdade.- concordou Simitry que nem haavia considerado que tipo de flores estavam
sendo carregadas quando bolou o plano de fuga.- Agora ahn... Loirinha, pra que
dire��o � a �rea portu�ria?
-Me siga.- falou Anabell come�ando a anndar.
-N�o, s� me diz pra onde ir.- falou Simmitry segurando Anabell
pelo ombro.
-Olha, pensa bem, eu posso te dizer ondde � e voc� por ir correndo
feito louca, podendo ser atacada pelos guardas - falou Anabell colocando as
m�os na cintura.- Ou voc� pode vir comigo limpando sua barra, na
pior das hip�teses como ref�m.
Simitry olhou para a loirinha tendo certeza absoluta de que ela era louca. Anabell
sorriu e come�ou a andar com Simitry em sua cola.
-Se eu fosse voc� guardava essa espada tamb�m, ela chama muita
aten��o.- falou Anabell sem olhar para tr�s.
Simitry olhou feio para Anabell, ela odiava receber ordens, ainda mais de uma
dondoca fru-fru como aquela loira maluca. Ela guardou sua espada contrariada
e continuou a seguir a loirinha que se movia com gra�a cumprimentando
os criados no caminho enquanto tagarelava sobre quem eram, ou sobre o tempo,
ou sobre como ela achava interessante a vida de Simitry e dos piratas em geral.
Simitry ouvia as coisas que a loirinha falava com um pouco mais de aten��o
do que desejava, geralmente ela odiava gente que falava muito, mas aquela loirinha
conseguia ser encantadora de um jeito que deixava a pirata perturbada. Seguiram
pela rua estreita e quando chegaram at� a �rea portu�ria
onde estava o navio de Simitry, a loirinha j� havia contado para a pirata
boa parte de sua vida num resumo impressionantemente detalhado para apenas alguns
minutos de caminhada, arrancando at� alguns sorrisos da pirata que teve
que fazer esfor�o para se manter calada, afinal n�o podia demonstrar
simpatia por aquela estranha por mais que quisesse. Simitry procurou seu navio
e o encontrou no final do ca�s ancorado.
-Aqui nos separamos.- falou Simitry s�rria para Anabell.
-Como assim nos separamos?- perguntou AAnabell confusa.
-Eu vou pra um lado e voc� pra outro.- falou Simitry olhando para a loirinha
- Eu vou pro meu navio e voc� volta praa casa.
-Mas voc� n�o pode...- gaguejou Anabelll que estiveram t�o
distra�da com a presen�a da pirata que nem havia lembrado que
sua presen�a era apenas tempor�ria.
-Anda, voc� est� me fazendo perder temppo, se eu entrar com voc�
ai vai chamar aten��o e mesmo assim... Voc� n�o tem
pra que ir comigo at� l�, o caminho est� livre. S�
tem guarda l� atr�s.- falou Simitry come�ando a andar pelo
ca�s.
-Mas voc� n�o pode me deixar aqui sozinnha!- falou Anabell observando
Simitry se afastar pelo p�er.
Simitry se limitou a continuar andando e tentar bloquear a voz daquela loira
doida dos seus ouvidos.
-EU SOU SUA REF�M PIRATA!- gritou Anabeell e sua voz ecoou por todo p�er
e pelas ruas da cidade.
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-I�ar velas!-gritava Simitry correndo com Anabell e a guarda real
em sua cola.- Anda n�s estamos saindo agora!
Simitry esperou a escada de corda se jogada e antes de subir foi verificar se
os guardas estavam longe, mas ao se virar ela deu de cara com Anabell.
-O que voc� ta fazendo aqui?- perguntouu Simitry ouvindo os tiros dos guardas
- Voc� ta livre pode ir! J� me causou pproblemas demais gritando!
-Ir? Voltar pra l�? N�o eu...- come�ou Anabell, mas foi
interrompida quando Simitry sacou seus revolveres correndo para tr�s
de uns barris e come�ou a atirar contra os guardas.
Aproveitando a situa��o Anabell come�ou a subir para o
navio silenciosamente rezando para n�o ser atingida por uma bala.
-Vamos, vamos, vamos!-berrou Simitry suubindo as escadas rapidamente aproveitando
que a guarda estava recarregado as armas.
Todos os marujos estavam ocupados correndo para todos os lados num caos organizado
para que o navio partisse o mais r�pido poss�vel.
-PRA O ALTO MAR LOGO!- berrou Simitry ttomando o leme - Se eles entrarem naqueles
malditos navios com canh�es novos estamos em s�rios problemas!
Anabell n�o podia acreditar na sua sorte, estava ali no meio do deck
de um navio pirata observando a fuga deles do porto de sua cidade e o que era
melhor, ningu�m havia notado sua presen�a. Todos estavam muito
preocupados em colocar o navio no alto mar o mais r�pido poss�vel,
pelo que ela entendeu, porque os canh�es dos navios da Guarda Mar�tima
eram muito potentes e fariam grandes estragos no navio pirata, mas isso tinha
um custo. Apesar de muito potentes os canh�es pesavam muito, o que fazia
com que os navios ficassem mais lentos do que o dos piratas, sendo assim eles
teriam mesmo que ir para o alto mar rapidamente ou corriam riscos de afundarem.
Como num bal� muito bem treinado e belo todos os piratas corriam de um
lado para o outro colocando o navio rapidamente fora do alcance dos guardas
e de qualquer tentativa deles o perseguirem com seus potentes canh�es.
Finalmente em alto mar, Anabell p�de ver sua cidade ficar cada vez mais
longe e pequena at� desaparecer no horizonte enquanto todos os piratas
concentrados em verificar se estavam longe o bastante, se as cordas estavam
presas.
-Isso foi FANT�STICO!- exclamou Anabelll no meio do deck fazendo todos
sacarem espadas e revolveres.
-O que voc� ta fazendo aqui?- perguntouu Simitry tanto surpresa como levemente
irritada.
-Bom eu...-gaguejou Anabell.
-� uma mulher.- cochichavam varias vozees pelo deck.
-Broctus! Kay!- chamou Simitry olhando para Anabell.
-Sim capit�!- responderam duas vozes noo meio do deck.
-Na minha cabine, agora!- falou Simitryy se virando para ir para sua cabine -
E tragam a loira.
Anabell sentiu duas m�os lhe segurando pelos bra�os. Uma delas
pertencia a um homem de boa apar�ncia, cabelo loiro escuro, olhos castanhos
claros, nem parecia ser pirata. J� a outra era gigantesca e pertencia
ao maior homem que ela j� havia visto, negro, muito alto e largo. Ela
teve a impress�o de que ele poderia arrancar seu bra�o sem o menor
esfor�o. Ao chegar na cabine Anabell n�o se conteve em olhar em
volta curiosa, ela nunca havia estado num navio pirata antes, mas era tudo que
ela esperava de uma cabine do capit�o. Havia uma escrivaninha com v�rios
mapas em cima, uma mesa com duas cadeiras, uma enorme pintura pendurada na parede
que ia do ch�o at� o teto, uma enorme cama e um...
�Ba� de tesouro pirata!� - pensou Anabell se esquecendo da situa��o
em que se encontrava.
-Quem � ela?- perguntou o homem loiro.<
-� uma das moradoras daquela casa. Eu aa usei como ref�m pra sair
de l�.- respondeu Simitry olhando para o homem - E por sinal eu a libertei
pra voltar pra casa eu n�o entendo o que ela ainda faz aqui.
-Menina o que voc� faz aqui?- perguntouu o homem loiro a Anabell.
-� que eu...- gaguejou Anabell.
-O que n�s vamos fazer com ela?- pergunntou o homem loiro sem esperar
a resposta de Anabell.
-Eu n�o sei Kay. O que voc� sugere?- peerguntou Simitry impaciente.
-A gente podia...- come�ou Kay.
-Voc�s podia me deixar ficar!- falou Annabell.
Todos se viraram para ela.
-Bom eu n�o tenho muita experi�ncia comm velas, ou navios, ou espadas...
Ou com a vida no mar em geral, mas eu aprendo r�pido e eu sei costurar
eu posso emendar velas, roupas e... - Anabell falava olhando em volta desesperada
para tentar convencer os piratas a lhe deixarem ficar, mas todos pareciam olhar
para ela com olhares ir�nicos - E eu sei cozinhar.
Todos os piratas deixaram escapar breves sorrisos.
�Jackpot� - pensou Anabell.
-Ok... Ahn...- gaguejou Simitry.
-Anabell.- sorriu Anabell.
-Isso. J� estamos em alto mar, e sem a menor vontade de voltar t�o
cedo pra sua hospitaleira terra. Voc� n�o fez nada pra merecer
andar na prancha. Sendo assim voc� est� presa conosco e n�s
com voc�.- come�ou Simitry contendo seu sorriso - Mas aqui todo
mundo trabalha, e como voc� n�o � exatamente uma prisioneira,
vai trabalhar assim como todos os outros.
Anabell ouvia cada palavra atentamente.
-Mas como voc� n�o tem experi�ncia com navio em si, e como
comentou antes �...- falou Simitry.
-� verdade que voc� sabe cozinhar?- perrguntaram os tr�s piratas
juntos.
Anabell olhou para eles surpresa e teve que conter o riso ao olhar para suas
caras.
-� sim. Muito bem por sinal. -respondeuu Anabell.
-�timo voc� pode ir trabalhar na cozinhha, Deus sabe o como precisamos
de ajuda por l�.- falou Simitry.
-Mas n�s ainda vamos para...?- perguntoou o homem gigante.
-Sim Broc, ainda vamos para Pirate�s Boooty comemorar, se bem que se at�
l� a gente se livrar da comida do Plumbs j� � boa comemora��o.-
falou Simitry e os outros riram.-Bom agora se voc�s me deixarem a s�s
com a mais nova... Membro da nossa tripula��o.
Kay e Broc sa�ram ainda sorrindo para fora fechando a porta da cabine
lentamente enquanto os piratas que estavam de fora tentavam espiar as duas mulheres
l� dentro. Anabell olhava ansiosa para Simitry, se alguma forma aquela
mulher a atraia de um modo que ningu�m nunca conseguira antes, ela sentia
uma admira��o por ela, uma atra��o que nem ela sabia
explicar. Simitry por sua vez evitava pensar muito sobre o que acontecera, aquele
calor que a tomou quando encostou na loirinha havia sido algo espetacular e
novo, e por isso a pirata evitaria pensar sobre at� que pudesse entender
o que se passara.
-Bom, eu acho que voc� vai ficar na cabbine pr�xima da minha.- falou
Simitry sem nem olhar para Anabell.
-Ah n�o precisa me dar regalias s� porqque eu sou mulher.- falou
Anabell quase indignada colocando as m�os na cintura.
Simitry abriu a boca para falar, mas Anabell a interrompeu.
-S�rio, s� porque eu sou uma mulher n�oo quer dizer que
eu sou menos capaz do que qualquer um nesse navio, nem preciso de regalias,
eu posso ser bem durona se precisar. N�o precisa pegar t�o leve
comigo ou me dar meu pr�prio quarto ok? Eu sei me cuidar sozinha e posso
muito bem dormir com os outros.- falou Anabell com veem�ncia.
Simitry franziu a testa e parecia prestes a gritar com Anabell e mostrar praquela
loirinha atrevida quem mandava naquele navio. Quem ela pensava que era pra interrompe-la
daquele jeito? Sua vontade era de gritar tudo aquilo na cara da loira, mas ela
teve uma id�ia melhor.
-Muito bem ent�o. Vamos l� na outra cabbine s� pra voc�
me ajudar com uma duvida.- sorriu Simitry abrindo a porta de sua cabine e pegando
tr�s piratas de surpresa que estavam tentando escutar por tr�s
da porta e ca�ram nos p�s da capit� que os olhou com desprezo.
Quando as duas sa�ram de dentro da cabine todos os olhares do deck se
viraram para elas, em especial para Anabell. A maioria dos marinheiros tinha
um olhar de pura luxuria para a loirinha, pareciam lobos famintos observando
um cordeiro loirinho indefeso. V�rios deles cochichavam coisas que Anabell
fez quest�o de nem tentar ouvir. Simitry abriu a porta da cabine e mandou
Anabell entrar para depois entrar logo em seguida fechando a porta atr�s
de si fazendo v�rios piratas gemeram frustrados.
-E como voc� se sentiu no meio da tripuula��o?- perguntou
Simitry com um sorriso nos l�bios.
-Nesses meros segundos em que estivemoss no deck andando at� aqui eu...
Me senti mais nua do que nunca em toda minha vida.- falou Anabell se arrependendo
de sua decis�o de dormir com os demais piratas no por�o escuro
do navio.
-E ent�o?-perguntou Simitry sorrindo.
-� minha duvida. Me diga, voc� acorda ss� ou vou ter que
mandar �gua em voc�?- perguntou Simitry s�ria.
Anabell olhou para ela e sorriu vencida, ficaria afinal na cabine. Simitry sorriu,
por algum motivo aquela vit�ria boba sobre a loira deixaram seu ego bem
feliz, t�o feliz que quase saiu pela porta errada.
-Eu espero que voc� esteja bem cedo na cozinha amanh� pro caf�,
procure por Plumbs ele que � nosso cozinheiro, ou pelo menos se diz ser.
E se algu�m se meter com voc� eu quero ficar sabendo no mesmo instante
entendeu?- falou Simitry ao lado da porta da cabine.
-Entendi.- respondeu Anabell olhando paara ela.
-Bom... �...- Simitry olhou para a loirrinha e de repente nem sabia mais
o que falar ou fazer, se sentiu perdida no momento em que a olhou nos olhos
verdes.-�... Tem... Eu...
Anabell queria falar alguma coisa, perguntar alguma coisa, v�rias coisas,
mas nada saia da sua boca desde que a pirata a olhou nos olhos. Simitry sentiu
as pernas tremerem e se apoiou na primeira coisa que encontrou; a ma�aneta
da cabine. A porta se abriu e ela n�o caiu por pouco, mas foi o bastante
para seus
olhos se desviarem dos de Anabell.
-Boa noite.- falou Anabell que estava vvermelha.
-Boa...- respondeu Simitry se ajeitandoo o melhor que podia pra sair da cabine
e fechando a porta.
Ela parou do lado de fora amaldi�oando tudo que podia pelo que acabara
de acontecer.
-O QUE FOI?- ela perguntou rispidamentee para os piratas que a observavam curiosos
- Se algu�m se meter com a loira anda nna prancha. Estamos entendidos?
Ela foi at� sua cabine com passos pesados, arrastando suas botas e desistindo
de tentar entender o que havia acontecido. Quando ela finalmente se viu s�
em sua cabine come�ou a tirar lentamente sua roupa para dormir e deitou-se
de barriga para cima em sua cama apenas com o len�ol cobrindo seu corpo.
Seus pensamentos voavam a mil por hora repetindo o dia que acabara de ter, como
havia entrado na cidade, na casa dos Haggenbauer, como derrubou a armadura que
fez o barulho e atraiu os guardas, como eles a perseguiram pela casa, ela entrando
naquele quarto com as mulheres hist�ricas e... A loira... Anabell com
aqueles olhos verdes. Que olhos verdes eram aqueles?
-Maldi��o!- falou Simitry irritada com seus pr�prios pensamentos.
Ela ainda rolou na cama inquieta por horas at� finalmente dormir. Enquanto
isso, na cabine ao lado, Anabell tamb�m encontrava dificuldade pra dormir.
Usando apenas sua cal�a de baixo ela estava deitada de bru�os
com o queixo apoiado no travesseiro. Sua cabe�a estava a mil com tantos
pensamentos sobre o que havia acontecido e tudo levava para os olhos azuis...
Ah que belo par de olhos azuis! Anabell n�o entendia bem o que se passava
quando aqueles olhos encontravam com os seus, mas ela sabia que era bom e por
agora isso bastava. Ela tentou imaginar o que Simitry estaria fazendo na cabine
ao lado e quantas aventuras ela ainda viveria ao seu lado como uma aprendiz
de pirata e finalmente dormiu.
Cap�tulo 2: manh� seguinte...
Na manh� seguinte Simitry acordou um pouco mais cedo que o normal, estava disposta a fazer a vida daquela loirinha no m�nimo mais dif�cil. Ela se vestiu com um sorrisinho maldoso na penumbra da sua cabine. Colocou de lado a gigante pintura que estava pendurada na sua parede, deslizou a porta de correr e espiou a cabine ao lado. -Mas cad� essa loira?- se perguntou Simitry ao notar a cabine vazia. A pirata saiu atrav�s da cabine da loira em dire��o ao deck onde alguns poucos piratas come�avam seus trabalhos, mas sem sinal da loira. Simitry percorreu todo deck at� ouvir vozes alteradas vindo de perto das escadas que levavam para o por�o e cozinha do navio. Simitry come�ou a descer as escadas ouvindo as vozes ficarem cada vez mais altas. -Mas voc� n�o pode servir isso no caf�! � mais que inadequado, � ultrajante!- falou uma voz feminina alterada. -Olha sua loira desmiolada, � isso aqui que a gente serve no caf� desde... Sempre! Quem voc� acha que � pra tentar mudar alguma coisa por aqui?- perguntou um homem baixo e magro com fei��es pontudas. -Plumbs! -falou Simitry jovialmente - Eu vejo que voc� j� conheceu a nossa nova cozinheira ahn... -Ahn na Bell!- sussurrou Anabell. -Isso! Anabell! Ela vai cuidar da cozinha junto com voc�, por isso trate de ser gentil com ela.- sorriu Simitry sem olhar para Anabell que sorria para ela. -Mas capit�...- gemeu Plumbs frustrado olhando para Simitry -Mas nada! E voc� trate de fazer o que a mo�a diz porque ao que parece ela sabe cozinhar. � falou Simitry que ao notar a cara de indigna��o de Plumbs completou � De verdade. -Obrigada.- falou Anabell sorrindo de orelha a orelha �Eu... -N�o me agrade�a � interrompeu Simitry- � melhor mesmo voc� cozinhar bem ou fa�o voc� andar na prancha loirinha. Anabell a fitou at�nita por alguns instantes antes de concordar com a cabe�a e ir cabisbaixa ajudar Plumbs a terminar o caf�. Simitry sentiu por ter sido t�o dura com a loirinha, queria abra�a-la e pedir desculpas, mas isso seria inadmiss�vel para a Rainha dos Piratas! Al�m do que a loirinha tinha que aprender como eram as coisas no seu navio. Simitry ainda ficou observando a loirinha e Plumbs trabalharem e discutirem sobre o caf� por um tempo antes de subir para tomar conta do leme. O resto do dia foi ocupado tanto para Anabell quanto para Simitry. A loirinha estava se desdobrando para ajudar Plumbs com seu g�nio terr�vel na cozinha enquanto aprendia como era a vida de verdadeiros piratas que n�o queriam nem faziam sua vida ser nem um pouco mais f�cil. Mas a loirinha nem se importava, j� estava feliz de estar ali longe de casa de dos compromissos que tinha. Pouco a pouco ela foi cativando, ou melhor, fisgando os piratas com seu jeitinho doce de menina e aquelas comidas que tinha gosto de verdade! Simitry por sua vez se ocupou com os seus afazeres de piratas e a sua mais nova e dura tarefa: n�o pensar naquela loira! Algo que se tornou dif�cil uma vez que eventualmente elas se esbarravam pelo navio e aquela loira parecia sempre ter aquele sorriso t�o lindo no rosto que fazia as pernas de Simitry tremerem. No final do dia, ap�s evitar a cozinha e qualquer outro lugar onde a loira pudesse estar, Simitry se reuniu com Kay em sua cabine para uma conversa ap�s o jantar. -Eu realmente n�o entendo bem o que voc� faz no Pirate�s Booty.- riu Simitry. -Eu vou pela companhia ok? Al�m do que eu gosto do ambiente.- riu Kay bebericando seu copo. -� claro!- riu Simitry. -Mas agora falando s�rio, o que a gente vai fazer com aquela menina louca?- perguntou Kay. -Que menina?- perguntou Simitry. -Voc� sabe de quem eu estou falando...- falou Kay pousando seu copo na mesa. -Ah... A loirinha, a gente podia manter ela sei l�...- falou Simitry desviando o olhar de Kay. -Manter ela?- perguntou Kay tentando olhar no rosto de Simitry. -�, a comida � boa... Ou a gente podia deixar a ahn... Loirinha em algum lugar e ela podia voltar pra casa e tal.- falou Simitry. -Engra�ado, geralmente se algu�m invadisse o navio assim voc� o faria andar na prancha s� pelo atrevimento. Mas essa Anabell � especial n�o �?- perguntou Kay. -Ela n�o � especial pra mim.- protestou Simitry. -Eu n�o falei que era pra voc�. S� falei que era especial, ela cozinha bem, � divertida e est� cativando seus homens, agora se a carapu�a lhe serve...- sorriu Kay. -Cativando que homens?- perguntou Simitry tentando desviar o assunto. -Os seus, da uma olhada pela janela.- falou Kay apontando para fora. Simitry se levantou de sua cadeira e espiou pela janela da cabine antes de abrir-la e sair andando devagar at� o onde Kay havia apontado. -Ai a banda come�ou a tocar, mas o baile � bem chato apesar de tudo. � relatava Anabell sentada em um barril envolta por v�rios piratas que se sentavam em sua volta atentos a suas palavras. -Ah Anabell, mas parece tudo t�o lindo!! Os vestidos, os casti�ais e... A m�sica. � falou Broc com os olhos brilhando. Anabell sorrindo olhando em volta e percebendo o olhar sonhador dos piratas. -Mas depois de um tempo voc� se cansa, na verdade � uma vida bem parada e tediosa. Bem diferente das aventuras de uma vida pirata.- falou Anabell. -Ah, mas os vestidos! Por favor! Parecem liiindos! � falou Simitry com uma voz fina se aproximando deles. Os piratas se levantaram assustados com a presen�a repentina de Simitry. -Boa noite capit�!- alguns falaram. -E o que a nossa aprendiz de pirata est� fazendo por aqui essa hora? Ali�s, o que todos voc�s est�o fazendo aqui? � perguntou Simitry tentando olhar para Anabell que estava de cabe�a baixa. -Eu estava contando umas historias pra eles.- respondeu Anabell levantando o rosto para mirar Simitry. -Hum... Historias?- indagou Simitry pensativa. -�, s�o legais.- falou Broc sorrindo timidamente enquanto os outros piratas murmuravam concordando. -Muito bem. Se s�o t�o boas assim, contte-me uma ent�o.- falou Simitry, para a surpresa de todos, puxando um barril para se sentar. Todos os piratas, inclusive Anabell, se viraram surpresos para Simitry que se sentou cruzando as pernas e bra�os como quem diz �Estou esperando�. Anabell olhou para ela perplexa antes de come�ar a falar. -Pois bem.- pigarreou Anabell � Como eu estava contando dos bailes... Simitry observava a loirinha contar sua historia sem realmente ouvir nada do que saia de sua boca. Seus gestos eram graciosos, suas express�es faciais lindas e aquela boca... L�bios vermelhos, um sorriso perfeito, cativante. A pirata imaginou como seria beijar aquela boca, chegar bem perto daquele rosto lindo, olhar naqueles olhos verdes como duas esmeraldas, sentir seus l�bios ro�arem os dela, suas l�nguas se tocando, os seios macios da loirinha contra seu corpo... Tirar a roupa daquela loira revelando aquele corpo macio, beijar cada parte que fosse se revelando, sentindo o perfume gostoso dela. �Por Deus aqueles seios devem ser deliciosos!� � pensou Simitry encarando os seios de Anabell descaradamente � �Epa, se controla pirata! N�o pensa essas coisas! Para com isso!�. Simitry tentou prestar aten��o na historia, mas tudo em que conseguia pensar era em abra�ar a loirinha, beija-la, toca-la... Quando finalmente terminou seu relato Anabell olhou para Simitry esperando sua aprova��o ou n�o. A pirata tinha o olhar ainda perdido na loirinha e demorou um pouco para de dar conta de que ela havia terminado sua historia sobre o baile, ou enterro, ou os tr�s piratinhas, isso era o de menos. Aquele estado de transe profundo em que ela se encontrava desde que a loirinha abriu a boca a impedia de saber o que ela havia relatado. Quando finalmente se deu conta de que a loirinha j� havia terminado seu relato e que ela e todos os presentes estavam olhando para ela esperando sua rea��o Simitry saiu do seu transe assustada. -�... � come�ou Simitry olhando para a loirinha � Digamos que n�o vai ser hoje que voc� vai andar na prancha. Anabell abriu um largo sorriso que contagiou a todos os presentes inclusive Simitry. -Fico feliz que gostou.- falou Anabell sorrindo. -Ei n�o fique convencida. � sorriu Simitry � Agora todo mundo de volta a seus postos! Seja dormindo ou trabalhando, a pausa terminou! Todos se levantaram para retomar suas atividades, inclusive Anabell que estava indo para sua cabine quando Simitry a chamou. -Eu tenho uma coisa pra te mostrar. Anabell seguiu Simitry at� a cabine da capit�. -Isso aqui � meio que um segredo pirata, mas pelo que pude notar l� fora, voc� j� cativou os meus homens e j� faz parte da tripula��o. � sorriu Simitry. -E quanto a voc�?- perguntou Anabell sem se conter. -Ahn... Eu o que? � perguntou Simitry confusa. -Ah nada... O que voc� queria me mostrar? � gaguejou Anabell. -Ah sim, sim. � um artif�cio que eu costumo usar pra espiar... Digo facilitar minha locomo��o.- respondeu Simitry se aproximando do quadro e abrindo a passagem que unia as duas cabines. Anabell olhou admirada para ela e para a passagem. -Voc� pode entrar na minha cabine por ai?- perguntou Anabell. -�, e d� pra s� olhar tamb�m... Bom eu queria que voc� soubesse disso, n�o ia me sentir bem te espiando ou fazendo nada do tipo, n�o que eu pretendia ou j� tenha feito quero dizer...- gaguejou Simitry. �� bom que voc� saiba disso ok? Pra sua pr�pria seguran�a. Anabell atravessou a passagem at� sua cabine seguida por Simitry que fechou a passagem atr�s delas. -Isso � t�o legal! � sorriu Anabell abra�ando Simitry. � Obrigada por confiar em mim. Antes que a pirata pudesse fazer alguma coisa a loirinha lhe tascou um beijo na face lhe abra�ando forte. O contato com aquela mulher fez todo corpo da pirata ser envolvido por um calor gostoso que vinha do meio das suas pernas, quanto mais apertado era o abra�o, maior era � vontade que Simitry tinha de beijar aquela mulher loira louca por lhe abra�ar daquela maneira ap�s um beijo tentador na bochecha. A pirata envolveu Anabell em seus bra�os retribuindo o abra�o e levando a loirinha a um estado de extrema felicidade. Aqueles bra�os a envolvendo gerava uma sensa��o muito boa, como se a pele da pirata fizesse a sua queimar, mas era �timo. Elas ficaram abra�adas daquele jeito pelo que parecia uma eternidade at� a porta da cabine se abrir. -Anabell eu tava me perguntan... � falou Broc olhando para as duas � Ah... Rapidamente elas se soltaram encabuladas. -O que foi
Broc?- perguntou Simitry meio irritada, mas completamente vermelha. -Ah eu
ia falar com a Anabell, mas deixa pra l� eu volto quando voc� acabar
capit�.- falou Broc tamb�m sem gra�a ao perceber que tinha
atrapalhado alguma coisa. -N�o, a gente j� terminou aqui. Eu j�
tava de sa�da. �... At� mais.- falou Simitry saindo da
cabine rapidamente deixando Anabell e Broc sozinhos. -Pode falar Broc.- falou
Anabell meio atrapalhada sem entender o que havia se passado. -Ah � que
eu notei que voc� ta usando esse vestido ai gigante que ta meio que te
atrapalhando n�? Ai eu pensei comigo mesmo sabe? E eu lembrei que aqui
nessa cabine tem umas roupas de pirata mulher, voc� podia experimentar
pra ver se fica bem nelas, pelo menos ia facilitar voc� fazer as coisas.-
falou Broc com um sorriso orgulhoso. -Obrigada Broc! Eu tava mesmo precisando
trocar essa roupa maldita! Voc� � um anjo! � sorriu Anabell ficando
na ponta do p� e beijando a bochecha de Broc - Onde est�o essas
roupas? -Acho que ai nesse ba�. � melhor eu voltar l� pra
fora sabe? N�o fica bem eu ficar aqui dentro. �falou Broc ficando vermelho
�A capit� pode n�o gostar. Antes que Anabell pudesse falar alguma
coisa Broc saiu da cabine. Ela teve que rir da rea��o dele ao
seu beijo. Mas beijar a bochecha dele n�o era nada comparado a beijar
a bochecha de Simitry. A loirinha suspirou pensando no beijo, o abra�o,
o cheiro de Simitry... Mesmo a pirata n�o sendo a pessoa mais simp�tica
do mundo ela se sentia t�o bem quando estava ao seu lado, quando a tocou
foi como... Como se todo seu corpo estivesse queimando, era algo que ela n�o
podia explicar. Ela olhou tentada para o quadro que ocultava a passagem at�
a cabine de Simitry, mas apesar de toda vontade que tinha de espiar a pirata
achou aquilo errado e se conteve preferindo vasculhar o ba� de roupas
que Broc havia falado. Do lado de fora Simitry cuidava do leme enquanto
mergulhava em seus pensamentos e tentativas frustradas de esquecer o que havia
se passado. -Boa historia n�o acha?- perguntou Kay atr�s da pirata.
-Porra Kay! N�o faz isso!- falou Simitrry assustada se virando para ele.
-A Rainha dos Piratas pega com a guardaa baixa?- perguntou Kay sorrindo para
a pirata - Um momento que vou guardar para o resto da minha vida. -�
a hist�ria foi boa.- falou Simitry sem olhar para ele. -Que historia?-
perguntou Kay. -Da Anabell.- respondeu Simitry. -Ah da ANABELL.- sorriu Kay
observando a pirata - E sobre o que era a historia? -Sobre... �...- gaguejou
Simitry enquanto Kay sorria se divertindo � Oras se voc� estava ouvindo
escondido me conte voc�! -Tudo bem eu conto. Era uma historia de pirata,
que se apaixona por uma sereia loira, s� que tal pirata nem sabe disso
ou tem muito orgulho para admitir isso, mas isso n�o importa. O que importa
� que no fim vivem felizes para sempre.- falou Kay sorrindo. -Hum...-
falou Simitry desconfiada � N�o me lembro de piratas na tal historia.
-� claro que n�o. Ela podia estar te xiingando e voc� nem
ia notar. Voc� estava ocupada demais se encontrando e se perdendo no corpo
cheio de curvas daquela loirinha! Voc� estava literalmente babando ela
em certo momento Simitry.- falou Kay. -N�o sei do que voc� est�
falando.- falou Simitry se fazendo de desentendida. -Ah Simitry, n�o
debocha da minha intelig�ncia! S� n�o v� quem �
bobo ou caiu tamb�m nos encantos e charme da loira. Tenho que admitir
que ela conta muito bem historias, mas por Deus Simitry, voc� est�
olhando para ela com outros olhos. Antes nem o nome dela voc� se preocupava
em decorar.- falou Kay. -Kay...- falou Simitry amea�adora olhando para
ele pelo canto do olho. -Est� bem Rainha dos Piratas.- suspirou Kay come�ando
a descer as escadas. -Ela n�o � como n�s.- falou Simitry
cabisbaixa olhando triste para Kay. -Voc� n�o sabe disso, e se
voc� n�o tentar pelo menos, talvez nunca saiba. Rainha dos piratas.-
sorriu Kay olhando nos olhos da pirata. -Veremos.- sorriu Simitry.
. Pela noite escura um marinheiro corria pelo deck de um navio. O vento estava
forte fazendo a bandeira com o s�mbolo da Guarda Marinha balan�ar
de um lado para o outro violentamente. O marinheiro parou em frente a porta
de madeira de uma cabine e respirou fundo para recuperar seu f�lego antes
de come�ar a falar. -Senhor tem um navio pirata pr�ximo ao nosso.
�falou o marinheiro enquanto dava leves batidas na porta da cabine. -E o que
importa? Atire neles com os canh�es se n�o for a maldita Sea Phoenix.-
respondeu uma voz irritada de dentro da cabine. -Mas senhor eles t�m uma
proposta a nos fazer.- falou o marinheiro. -Miles, eu realmente n�o me
importo com propostas de piratas.- resmungou um homem alto e forte que estava
deitado dentro da cabine abrindo apenas um olho para espiar um retrato de uma
bela mulher loira de olhos verdes. -Mas senhor eu acho que dever�amos
ouvir o que eles t�m a dizer.- falou Miles nervoso encarando a porta da
cabine. -Miles, sua insist�ncia est� come�ando a perturbar
meu sono.- respondeu o homem se levantando da cama. -Mas senhor eu... �gaguejou
Miles. -O que diabo voc�...- esbravejou o homem abrindo a porta de sua
cabine para dar de cara com um Miles apavorado com um revolver apontado para
sua cabe�a. -Escute o marinheiro Fausto, a proposta � bem interessante
na verdade.- falou uma voz atr�s de Miles.
Capitulo 3: Ins�nia, almo�o...
Devia ser bem tarde quando Anabell
se levantou num sobressalto. Uma mistura de
pensamentos e pesadelos a fizeram perder o sono. Ela olhou pela
janela da cabine e notou que
ainda era de noite. A loirinha rodou na cama por um tempo tentando
voltar a dormir sem
sucesso, finalmente desistiu e se levantou. Ela se aproximou da
porta da cabine e antes de
abri-la espiou um pouco. Anabell notou uma figura alta na proa do
navio com os cabelos negros
ao vento.
�Acho que n�o sou a �nica com ins�nia afinal.�
� pensou a loirinha sorrindo.
Ela se perguntou se devia sair para falar com Simitry, talvez conversar,
lhe fazer companhia, e
ficou num debate interno t�o fervoroso entre ir e n�o
ir que nem percebeu que a Pirata se
aproximou da porta de sua cabine a encarando. Quando finalmente
Anabell levantou os olhos
se assustou ao dar de cara com Simitry.
-Pesadelo.- gaguejou Anabell.
-Ahn... Eu tamb�m.- falou Simitry.
As duas ficaram se encarando sem gra�a por um tempo.
-Bom eu vou... �...- gaguejou Simitry apontando para sua
cabine.
-Ah claro! Eu tamb�m!- concordou Anabell se dirigindo pra
cama.
-Boa noite.- falou Simitry.
-Boa.- respondeu Anabell.
-Burra! N�o podia pensar em mais nada pra dizer?- resmungaram
as das no silencio de suas
cabines. Ainda rolaram na cama por um tempinho antes de finalmente
adormecerem.
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Quando Simitry acordou o sol j� estava brilhando no c�u.
Ela se levantou num pulo espiando
pela janela da sua cabine constatando que suas suspeitas estavam
certas: ela havia mesmo
dormido at� tarde. Amaldi�oando tudo que era poss�vel,
ela se vestiu rapidamente e saiu da
sua cabine em dire��o ao leme que estava nas m�os
de Kay.
-Por que diabos ningu�m foi me acordar?- perguntou Simitry
irritada.
-Bom dia pra voc� tamb�m capit�, felizmente
n�o dormimos juntos. - sorriu Kay � Eu mesmo
iria jogar um balde de �gua fria em voc�, mas fui informado
pela nossa bela cozinheira loira
fatal de que nossa amada e desTEMIDA capit� havia tido uma
noite mal dormida, repleta de
pesadelos.
Simitry olhou para ele com uma cara boba incr�dula.
-Ela... Ela falou o que?- perguntou Simitry.
-Eu me levantei durante o caf� com o intuito de ir acordar
voc�, a loirinha como que por leitura
de mentes percebeu minhas inten��es e me seguiu at�
a escada, onde ningu�m mais podia nos
escutar, e disse que era melhor deixar voc� dormindo pra se
recuperar de ontem a noite, e
quando eu come�o a pensar que voc� finalmente tomou
uma atitude e as duas fizeram o barco
tremer.. Ela me informa que voc� acordou de um pesadelo no
meio da noite e teve ins�nia.-
respondeu Kay com um sorrisinho nos l�bios �Ela falou t�o
docemente que eu quase tive pena
de voc�.
-Nem falou... Falou? Docemente, como heim?- perguntou Simitry curiosa.
-Ah... Como quem fala de uma pessoa querida sabe? Me comoveu na
verdade, tanto que deixei
voc� dormindo.- respondeu Kay ainda sorrindo.
-Ela se importa comigo.- suspirou Simitry.
-At� me atreveria a dizer que ela... Gosta de voc�.-
falou Kay com um enorme sorriso de ponta
a ponta.
-Oras n�o seja rid�culo.- falou Simitry meio irritada
ao perceber o sorriso de Kay � Ela se
preocupa s� isso.
-Quer saber, eu n�o me preocupo com quem eu n�o gosto.-
falou Kay.
-Ah v�... Eu tomo conta do leme agora, pode ir.- falou Simitry
meio irritada com as cutucadas
de Kay.
-Se eu fosse voc� eu passaria na cozinha primeiro.- sugeriu
Kay.
-N�o tenho fome eu...- come�ou Simitry.
-Acredite em mim, quando voc� ver o que eu vi, voc�
vai ter fome.- falou Kay sorrindo.
Simitry se virou lentamente lutando contra a curiosidade e vontade
de correr loucamente at� a
cozinha, ela sabia que era alguma coisa haver com a loira, e isso
a instigava ainda mais.
Quando finalmente chegou na cozinha a pirata tentou falar alguma
coisa, qualquer coisa, mas
seu c�rebro n�o processava nada para que sa�sse
pela sua boca, e mesmo que processasse
nada sairia. N�o depois da vis�o que teve. Anabell
j� n�o trajava o vestido com o qual chegara
no navio, mas sim trajes de pirata, lindos, justos nos lugares certos.
N�o que ela n�o ficasse
bonita no vestido, mas aquela roupa de pirata real�ava ainda
mais as curvas do seu corpo e a
davam mais mobilidade para fazer seus movimentos que agora pareciam
mais leves e decididos
al�m � claro de real�arem sua bunda, foi a
ultima coisa que Simitry pensou antes da loirinha se
virar e a encarar com aqueles olhos verdes curiosos.
-Bom dia! Sabe que eu j� tava preocupada? Voc� perdeu
o caf�, mas eu sei que voc� estava
precisando descansar n�o �?- falou Anabell rapidamente
sorrindo para a abobada pirata.
-Ahn...- resmungou Simitry sem saber o que falar.
-Ah voc� deve t� com fome. Eu at� guardei alguma
coisa do caf�, mas j� � quase hora do
almo�o, voc� se importa de esperar um pouco at�
o almo�o ficar pronto? N�o vai demorar
muito.- pediu Anabell olhando curiosa para a pirata.
Simitry olhou para Anabell, para suas pernas, sua barriga exposta,
seus seios cujo colo estava
a mostra uma vez que a loirinha n�o havia abotoado os tr�s
�ltimos bot�es da blusa e por fim
para o rosto dela, ainda sem saber o que falar. Resolveu-se por
concordar bobamente com a
cabe�a. A pirata deu meia volta para sair dali sem saber
ao certo quanto tempo havia ficado ali
parada com cara de bunda.
-Eu acho que ela gostou da sua roupa.- falou Plumbs que estivera
observando tudo �
distancia.
-N�o seja mexeriqueiro.- retrucou Anabell mal contendo o
sorriso em pensar que Simitry havia
aprovado seu novo visual.- Ela s� tava com sono e...
-Ahn... A prop�sito. � falou Simitry que havia esticado o
pesco�o da porta da cozinha para
observar Anabell se cima a baixo � Bonita roupa.
Antes que qualquer um deles pudesse falar alguma coisa a pirata
sumiu em dire��o as escadas
deixando Plumbs e Anabell dando risadinhas.
�Kay e suas id�ias...- pensou Simitry sentando-se em uma
das cadeiras de sua cabine- O
maldito falou que eu ia ficar com fome e fiquei mesmo! Tamb�m
quem n�o ia ficar com fome
depois de uma vis�o daquelas? S� aqueles seios empinadinhos
me deixam num estado hipn�tico
quase pueris! Pelo amor de... Snif, mas eu to com fome mesmo. Ser�
que ela vai demorar com
o almo�o?�
Como que respondendo a sua pergunta ela escuta batidas na porta.
A pirata se levanta
pregui�osamente e abre a porta para dar de cara com a loirinha.
-Oi.- sorriu Anabell com dois pratos na m�o.
-Oi!- falou Simitry sorrindo tamb�m.
-� que eu pensei que voc� estaria com muita fome e
resolvi agilizar tudo l� na cozinha e te
trazer pessoalmente. E bom... J� que voc� ia almo�ar
aqui s� eu...- falou Anabell olhando meio
receosa para a pirata que olhava para ela ansiosa � Pensei em te
fazer companhia.
Simitry olhou para ela com um misto de surpresa e alegria.
-Mas, se voc� quiser eu deixo o seu prato e vou embora...-
falou Anabell cabisbaixa.
-N�o! Fica! Por favor...- pediu Simitry.
Anabell olhou para ela sorrindo timidamente. A pirata n�o
podia resistir aquele sorriso ou
aqueles olhos verdes.
-Anda, senta aqui.- sorriu Simitry puxando uma cadeira para a loirinha
se sentar.
-Obrigada.- sorriu Anabell se sentando e colocando os pratos em
cima da mesa.
As duas passaram o almo�o entre sorrisos e conversas sobre
t�picos t�o variados que nem elas
acreditaram que os estavam abordando. Quando o longo almo�o
terminou algumas horas depois
as duas estavam nas nuvens.
-Voc� vem amanh� n�?- perguntou Simitry levando
a loirinha at� a porta.
-Claro! Venho sim!- respondeu Anabell j� na porta da cabine.
-T� bem ent�o. At� amanh� Anabell.-
sorriu Simitry.
-At�.- sorriu Anabell se dirigindo as escadas que levavam
a cozinha.
Simitry fechou a porta suspirando.
�Como ela � linda!� - pensou olhando para a cadeira onde
Anabell estivera sentada a pouco.
Ela ouviu batidas na porta e correu para abri-la na esperan�a
de que fosse Anabell novamente.
-Ah... Kay... � falou Simitry desanimada ao constatar quem era na
porta.
-Uau que anima��o em me ver! Desculpa por n�o
ser ela.- falou Kay sorrindo enquanto entrava
na cabine.
-Ela quem?- perguntou Simitry se fazendo de desentendida.
-Aquela loira fenomenalmente gostosa que acabou de sair da sua cabine
ap�s um longo
almo�o. � sorriu Kay � S� espero que ela tenha sido
o prato principal porque...
-Olha que eu te fa�o andar na prancha!- interrompeu Simitry
olhando para ele irritada.
-Hahaha! At� parece, Rainha dos Piratas. Voc� tem id�ia
da fome que estou sentindo? Esse
tempo todo em que voc� mastigava o almo�o e comia a
Anabell com os olhos, eu tava debaixo
do sol cuidando do leme pra voc�!- falou Kay alisando o estomago.
-Ah Kay desculpa! � se desculpou Simitry- Eu...
-Perdeu no��o do tempo, eu sei. Mas agora �
melhor voc� ir l� assumir, eu deixei o Broc l�
por
enquanto e vou ver o que nossa loirinha favorita preparou para hoje!-
sorriu Kay saindo da
cabine.
Simitry ainda se deu mais 5 minutos de descanso antes de sair
para o leme. Seu pensamentos
voavam para a cozinha do navio onde ela sabia que a loira estava,
talvez at� pensando nela
naquele momento. Ou n�o... Afinal foi s� um almo�o,
ela achou que a pirata estava s� e veio
fazer companhia, foi algo doce e gentil. Ainda assim foi t�o
lindo aquela loira sentada a sua
mesa conversando sobre tantas coisas e a fazendo rir. A pirata desejava
ver aquela loirinha
assim mais vezes, s� as duas conversando, rindo, e por mais
que a raz�o lhe dissesse que
talvez aquele almo�o n�o tivesse significado nada
para a loirinha, a emo��o gritava por mais.
Dentro da cozinha Anabell tamb�m pensava na pirata. A
loirinha estava fascinada pelo sorriso
de Simitry. Sua presen�a era t�o cativante, mesmo
quando a pirata fazia quest�o de ser rude.
Mas naquele almo�o ela havia mudado tanto! Havia sido gentil
e carinhosa, foram horas sem
que a pirata desse ao menos uma patada nela o que provavelmente
seria um Record. Era
incr�vel como a pirata sabia sobre tanta coisa alem de lutas,
os 7 mares e todos aqueles
clich�s piratas, se mostrou uma mulher culta, discutindo musica.
Cap�tulo 4
Anabell j� estava terminando o jantar quando
notou a presen�a de algu�m na cozinha. -Oi.- sorriu Simitry a
porta da cozinha. -Oi. -sorriu Anabell. -� que eu tava l� na minha
cabine, e eu ia comer sozinha ent�o eu pensei... Por que esperar por
amanh�, quando eu posso jantar com voc� hoje?- falou Simitry recebendo
um enorme sorriso da loirinha.- A menos � claro que voc� n�o
me conceda a honra de jantar com a senhorita... -Mas � claro que concedo
essa honra, ali�s, a honra � minha de jantar com a Rainha dos
Piratas e capit� desse navio pirata.- sorriu Anabell. -Nossa que
bom! Por um momento fiquei nervosa.- sorriu Simitry estendendo a m�o
para Anabell - Vamos? -Pra onde vamos?- perguntou Anabell segurando a m�o
de Simitry. -Ah... N�o sei, qualquer lugar, voc� escolhe. Se bem
que com tantas op��es no navio...- riu Simitry. -J� que
o almo�o foi na sua cabine, acho que nada mais justo que um jantar na
minha.- sorriu Anabell puxando Simitry para as escadas. -Pera, a comida.- falou
Simitry. -Ah �! Tinha esquecido.- riu Anabell separando um pouco o jantar
para elas levarem. As duas subiram as escadas at� a cabine de Anabell
sendo paradas apenas por Kay que deu um sorrisinho antes de falar um �Boa noite�.
Anabell p�s os pratos na mesa e Simitry puxou a cadeira para que ela se
sentasse antes dela mesma se sentar. -Sabe que eu fiquei com medo de voc�
me chutar da sua cabine hoje cedo?- falou Anabell sorrindo. -Mas por que?- perguntou
Simitry. -Ah, sei l�, me achei meio atrevida fazendo aquilo, primeiro
pe�o pra voc� esperar pra comer, depois apare�o l�
do nada. Achei que voc� ia me fazer andar na prancha.- riu Anabell. -Nossa,
n�o sabia que eu parecia ser t�o cruel assim.- falou Simitry sorrindo.
-N�o parece, mas fiquei insegura.- expllicou Anabell. -Eu gostei, eu realmente
n�o esperava aquilo, mas foi legal almo�ar com voc�. Uma
companhia feminina agrad�vel pra variar.- falou Simitry sorrindo e deixando
Anabell vermelha. -Voc� gosta de estrelas?- perguntou Anabell tentando
disfar�ar sua vergonha. -Como assim?- perguntou Simitry confusa. -�
que ontem parecia que voc� estava observando elas quando acordou no meio
da noite.- explicou Anabell. -Eu nunca... Prestei aten��o nisso
na verdade, estrelas...- falou Simitry pensativa. -Ah eu sempre gostei de estrelas
desde pequena.- sorriu Anabell - E voc�? -Eu o que?- perguntou Simitry.
-Do que voc� gostava quando era pequenaa?- perguntou Anabell. -Ah... -
falou Simitry pensando - De historias de pirata. -� mesmo? Por isso que
voc� se tornou pirata?- perguntou Anabell com os olhos verdes brilhando.
-Mais ou menos.- sorriu Simitry. -E queem te contava as historias?- perguntou
Anabell olhando curiosa para a pirata. -Meu pai. E o seu?- perguntou Simitry
rapidamente. -O meu o que?- perguntou Anabell confusa. -O seu pai, ele te contava
historias sobre loiras malucas fugitivas, por isso que voc� decidiu fugir
pra um navio pirata?- perguntou Simitry rindo. -Engra�adinha.- riu Anabell
dando um leve tapa no bra�o da pirata - Na verdade meu pai n�o
me contava historia alguma. Ele n�o tinha tempo pra isso, sempre foi
um homem muito ocupado e vivia na biblioteca que era o escrit�rio dele.
Minha bab� contava uma historias bem legais, mas eu sempre preferi as
de aventura que tinha nos livros da biblioteca do meu pai. Sempre fui fascinada
pela vida no mar, as aventuras, as emo��es...- falou Anabell com
os olhos brilhando. -Mas se voc� gostava das historias dos livros do seu
pai, voc�s dois deviam passar muito tempo juntos.- falou Simitry. -Na
verdade n�o... Ele n�o sabia que eu lia aqueles livros, ele iria
achar ultrajante uma mocinha ler aquele tipo de coisa. Meu pai nunca me deixaria
ler nada com tanto... Conte�do.- explicou Anabell. -E como voc�
lia? Por telepatia?- perguntou Simitry rindo. -Eu ia escondida a noite, quando
todos estavam dormindo.- respondeu Anabell ficando vermelha. -Uau... Todo esse
trabalho s� pra ler uns livros?- perguntou Simitry admirada. -Era uma
das poucas coisas excitantes da minha vida. Eu j� contei na historia,
minha vida era um t�dio completo e total! Eu s� fazia o que me
mandavam.- falou Anabell quase bufando. -Sabe... � engra�ado voc�
falar essas coisas sobre a sua vida, quando tanta gente daria tudo pra estar
no seu lugar.- falou Simitry pensativa - N�o que eu seja uma dessas pessoas,
mas tudo parece ser t�o bom, bonito, luxuoso e perfeito. -Eu sei, deve
parecer a vida perfeita pra quem t� de fora e muita gente deve me achar
uma ingrata por ter fugido e deixado tudo pra tr�s...- suspirou Anabell
- Mas eu nunca quis aquilo pra mim. Eu n�o espero que voc� entenda.
-Eu n�o acho isso. Eu sei bem o que vocc� quer dizer Anabell, eu
tamb�m sou uma mulher que e vivo nessa sociedade. Sei que � incr�vel,
mas � verdade.- falou Simitry. -Eu sei que voc� � uma mulher...-
falou Anabell sem poder evitar encarar os seios da pirata - Que vive nessa sociedade
opressora... �... -Que bom que entendemos isso.- sorriu Simitry. -Mas
Simitry, � tudo t�o injusto! Eu... Argh!- bufou Anabell. Simitry
n�o p�de evitar rir da rea��o da loirinha. Ela havia
feito uma carinha de brava muito linda. -Desculpa, mas voc� fez uma cara
muito fofa.- falou Simitry ainda rindo. -T� vendo? At� voc�
n�o me leva a s�rio! Eu aqui morrendo de raiva, tendo um quase
acesso, e voc� acha fofo!- bufou Anabell indignada. -Ah Anabell, me desculpa,
n�o foi minha inten��o.- falou Simitry arrependida de ter
dado risada - Desculpa vai? -T�... Eu te desculpo.- falou Anabell olhando
para ela cabisbaixa - Eu sei que sou pat�tica. -Ei n�o �
assim tamb�m! - exclamou Simitry levantando o queixo de Anabell para
que as duas se olhassem nos olhos - Voc� n�o � pat�tica,
voc� � linda. As duas se olharam nos olhos por um bom tempo antes
da pr�pria Simitry quebrar o feiti�o. -Voc� s� precisa
aprender a ser dura, a se defender. -Como uma pirata de verdade?- perguntou
Anabell ainda atordoada pelos olhares da pirata. -Mais ou menos.- sorriu Simitry
- � auto defesa, primeiro voc� aprende a se defender, depois a
atacar. -Sei... A me defender.- repetiu Anabell pensativa. -� levanta,
fica de frente pra mim.- pediu Simitry se levantando da mesa. -T� bem.-
concordou Anabell se levantando. -Por exemplo se eu vier pela frente como agora.
- falou Simitry se aproximando lentamennte da loirinha - O que voc� faz?
-Hum... Eu corro pra longe?- perguntou Anabell. -Correr � para os fracos!
Voc� tem que me enfrentar! Deixa eu te mostrar, t� vendo a palma
da m�o? D� c� sua m�o.- falou Simitry segurando
a m�o da loirinha -Voc� tem que pegar essa parte aqui, na base
mesmo onde fica a jun��o com o pulso, isso ai voc� bate
com toda for�a na base do nariz do oponente pra cima sabe? Se n�o
quebrar ao menos vai doer MUITO, ai sim voc� pode correr. -Ah... Mas n�o
vou ter que fazer em voc� n�?- perguntou Anabell. -N�o,
ou voc� quer me machucar?- perguntou Simitry com as m�os na cintura.
-N�o teria coragem.- falou Anabell alissando o rosto da pirata - Seu rosto
� lindo. Simitry ficou completamente desarmada, aquela m�o macia
lhe acariciando a face era algo que ela estava adorando. Ela se deu ao luxo
de fechar os olhos e curtir aquele carinho por alguns segundos antes de voltar
do estado de �xtase. -Bom, mas isso � se vier pela frente.- falou
Simitry meio sem jeito. -Claro, pela frente.- falou Anabell afastando sua m�o
do rosto da pirata. -E se eu vier assim por tr�s?- perguntou Simitry
abra�ando a loirinha por tr�s de um jeito que imobilizava seus
bra�os - O que voc� faz agora? �Al�m de permanecer assim
gostosa e cheirosa?� - ela completou no pensamento enquanto se aproveitava ao
m�ximo da situa��o para cheirar o pesco�o da loirinha.
-Hum... Eu...- gaguejou Anabell fechanddo os olhos ao sentir a respira��o
da pirata no seu pesco�o e seus bra�os a envolvendo num abra�o
apertado. �Eu n�o fa�o � nada, pelo amor de Deus eu me
rendo!� - gritava a mente de Anabell. -� voc�... O que voc�
faz se tiver aqui por tr�s?- perguntou Simitry no ouvido da loirinha
se aproveitando para ro�ar seus l�bios no pesco�o dela.
-N�o sei.- sussurrou Anabell sentindo aa respira��o da pirata.
-Voc� usa o calcanhar e bate na planta do p� com toda for�a,
d�i muito. Mas � l�gico que voc� n�o teria
coragem de fazer isso comigo n�?- perguntou Simitry sussurrando no ouvido
da loirinha e a apertando ainda mais aproveitando para colocar uma perna entre
as dela. -Nunca.- respondeu Anabell se esfregando levemente na perna da pirata.
Simitry enterrou seu rosto no pesco�o de Anabell, curtindo cada partezinha
cheirosa dele, ro�ando seus l�bios nele, sentindo a loira ro�ar
na sua coxa enquanto sua respira��o ficava cada vez mais ofegante.
-Mas e se... Eu te pegar por cima?- perrguntou Simitry fazendo a loirinha desmontar
da sua perna e a deitando no ch�o delicadamente, ficando por cima dela
a segurando os bra�os. -Assim por cima?- perguntou Anabell. -�
assim por cima, usando meu corpo pra te prender por baixo, segurando teus bra�os...
E agora?- perguntou Simitry colocando uma perna entre as da loirinha que se
aproveitou para fazer o mesmo. -Huum... Voc� assim por cima de mim...-
gemeu Anabell sentindo a pirata cavalgar discretamente na sua coxa. -Bom, se
fosse um homem...- gemeu Simitry - Era s� voc� usar essa coxa pra
chuta-lo bem no meio das pernas, um homem pularia de dor. J� uma mulher...
A pirata n�o se atreveu a terminar aquela frase, ela e a loirinha estavam
se esfregando uma na coxa da outra. -Uma mulher... Como voc�...- gemeu
Anabell olhando nos olhos de Simitry. -Uma mulher, como eu e uma como voc�.-
gemeu Simitry retribuindo o olhar de Anabell enquanto seu rosto descia e o da
loirinha subia. Seus l�bios se aproximando cada vez mais, elas j�
podiam sentir a respira��o uma da outra. -Simitry eu tava... AAAAAAI!-
gemeu Kay largando v�rios mapas no ch�o. .............................................................................................................................................
-Ah meu Deus eu sinto muito!- repetia KKay andando agitado de um lado para o
outro da cabine. -Kay d� pra voc� parar com isso? T� me
deixando tonta.- resmungou Simitry sentada na cadeira. -Mas, poxa Simi, como
eu ia adivinhar que voc� ia fazer aquilo justamente ali e com a porta
destrancada?- perguntou Kay ai
nda em p�. -Eu n�o tava fazendo nada.- retrucou Simitry. -Como nada? Se voc�s n�o estivessem ainda vestidas eu diria que estavam fazendo se...- come�ou Kay. -Senta nessa porra.- bufou Simitry puxando Kay pelo bra�o - Fala logo o que voc� queria. -Ah... Eu queria que voc� analisasse comigo esses mapas, � que eu acho que tem alguns erros nos c�lculos que fizemos tra�ando a rota, mas... Deixa pra l�, devem estar certos.- falou Kay cabisbaixo. Simitry deu um longo suspiro olhando para os mapas. -Eu vou dar uma olhada neles t� bem?- falou Simitry. -T� bem.- concordou Kay se levantando para ir embora - E se estiverem certos e eu errado, pode me demitir como bra�o direito da capit�, porque como cupido eu mesmo me demito. Simitry observou Kay sair triste de sua cabine e por um instante ficou com d�, afinal ele n�o havia atrapalhado por mal, no fundo tinha sido gra�as ao trabalho dele como cupido que elas tinham feito... Mas o que foi aquilo afinal? Nem mesmo a pirata conseguia definir o que ela e a loirinha tinham (quase) feito. No fundo ela estava mais preocupada com Anabell do que irritada em si. No fundo sua consci�ncia pesava por ela ter se aproveitado da situa��o e tirado proveito da loirinha. A �nica coisa que ela n�o pensou foi que Anabell havia consentindo e at� gostado daquilo tudo. ............................................................................................................................................ Anabell se acordou com flashes de tudo que havia acontecido no dia, sua troca de visual, a visita de Simitry pela manh�, o almo�o juntas, o jantar, Simitry a ensinando como se defender, Kay chegando... Ai que vergonha! Ela n�o sabia de onde tinha tirado for�a pra se levantar, murmurar alguma desculpa e sumir dali o mais r�pido poss�vel. Mesmo sabendo que aquilo era apenas uma aula de auto defesa, no fundo Anabell sabia que tinha um algo a mais. Mais gostoso, mais molhado, mais perto da pirata, mais intimo... Anabell se levantou, vestiu seu roup�o e espiou pela janela da sua cabine. Ao ver a figura alta e de cabelos negros ao vento, algo dentro dela a fez sair da cabine, e quando ela se deu conta j� estava �s costas da pirata falando: -N�o consegue dormir? -Oi! �, eu meio que estou com ins�nia. Como voc� t�?- perguntou Simitry se virando para a loirinha. -Estou bem. O que o Kay queria?- perguntou Anabell. -Ah, tirar umas duvidas sobre mapas e rotas. Ainda te ensino a fazer essas coisas.- falou Simitry para logo se arrepender do que tinha dito e ficar vermelha. -Hum... Voc� tem um m�todo de ensino bem interessante.- falou Anabell tamb�m ficando vermelha. Simitry n�o sabia o que responder. N�o conseguiu saber pelo tom de voz o que a loirinha estava sentindo. Quando abriu a boca para falar, ouviu-se o grito: -PIRATE�S BOOTY A VISTA!
Cap�tulo 5
Os piratas mal podiam se conter de felicidade ao desembarcarem
na praia. Todos correram para o lugar cuja placa de madeira com pintura desbotada
exibia uma mulher de apar�ncia duvidavel com a bunda pra cima e os dizeres
�Pirate�s Booty�. Quando Anabell entrou no sal�o ela sentiu um cheiro
doce a envolver. V�rias prostitutas estavam espalhadas pelo local cada
uma com maquiagem vulgar e vestidos de cores berrantes dava sorrisinhos e acenavam
para os piratas que entravam. A loirinha se sentiu perdida naquele ambiente,
olhando em volta procurando se achar. Os piratas foram se engra�ando
cada um com uma ou mais das prostitutas.
-Simitry!- chamou uma mulher
loira sorrindo no fundo do sal�o.
Simitry sorriu e acenou para ela enquanto se aproximava sem dificuldade abrindo
caminho por entre piratas e prostitutas antes de sumir de vista. Anabell procurou
por ela frustrada.
-Voc� sabe pra onde Simitry
foi?- perguntou ela a Kay que estava perto de um balc�o cheio de bebidas.
-Ela deve t� com Anne
Marie.- respondeu Kay sem tirar o olho do copo que enchia de rum - Porque?
-Ah... � que... Eu me
sinto meio deslocada, achei que ela iria me fazer companhia.- respondeu Anabell
cabisbaixa.
-Bom, se serve de consolo pra
voc�, eu tamb�m me sinto meio deslocada aqui.- falou Kay enchendo
o copo - Rum?
-N�o obrigada, eu n�o
gosto muito de rum.- falou Anabell fazendo todos do sal�o se virarem
para ela.- Eu... Eu disse que n�o gosto muito? � porque eu amo
rum! ARRR!
-ARRR!- saudaram todos levantando
seus copos.
-Voc� tem um dom incr�vel
de entrar e sair de encrencas, sabia loirinha?- riu Kay bebendo de seu copo.
-Nem me fale... -suspirou Anabell
- Voc� acha que Simitry vai demorar muiito?
-Bom julgando pelo tempo que
ficamos no mar... Talvez demore um pouco.- falou Kay servindo seu copo e o de
um pirata pr�ximo com mais rum.
-Ah... E o que...?- perguntou
Anabell hesitante.
-S�o neg�cios,
se voc� quer mesmo saber. Quest�es de booty. Mas o quanto tempo
dura depende de quanto tempo estivemos no mar, o qu�o excitante foram
as aventuras e o tamanho do booty*.- respondeu Kay.
-O... Tamanho?- gaguejou Anabell
que s� ouviu as palavras �excitante� e �booty�.
-�, mas eu acho que ela
volta rapidinho. - sorriu Kay se servindo de mais rum.
Anabell olhou para ele perplexa antes de beber todo rum do seu copo num s�
gole.
-Ol� crian�as.-
falou Simitry sorrindo atr�s de Anabell.
-Ol� Rainha dos Piratas.-
sorriu Kay lhe estendendo um copo com rum - Seus s�ditos estavam com
saudade.
-Ah � mesmo?- perguntou
Simitry com um sorriso nos l�bios enquanto bebia do seu copo.
-� sim.- respondeu Kay
bebendo mais rum.
-E o que voc� tem a dizer
sobre isso Anabell?- perguntou Simitry segurando o ombro da loirinha com sua
m�o livre.
Nesse momento Anne Marie passou sorrindo pelo grupo.
-Como sempre, um prazer fazer
neg�cios com voc�.- falou Anne Marie salpicando um selinho nos
l�bios de Simitry.
-O prazer � meu.- sorriu
Simitry enquanto Anne Marie limpava a marca de batom vermelho que seu beijo
havia deixado na boca da pirata.
Anabell observava a cena com uma mistura de perplexidade, raiva, surpresa, ci�mes...
Seus olhos verdes brilhavam de f�ria.
-Cof, cof...- tossiu Kay.
-Ah, Anne Marie, essa �...-
come�ou Simitry se virando para Anabell.
-Anabell, prazer.- falou Anabell
estendendo a sua m�o e olhando desafiadora para a mulher.
-Uh la la! Anne Marie enchant�.-
cumprimentou Anne Marie percebendo o tom violento da loirinha.
-�Prazer nos neg�cios
hum?�- perguntou Anabell sem soltar a m�o da mulher.
-�Ah voc� fala franc�s!
Que deleite. Prazer � o meu negocio querida.�- sorriu Anne Marie -Minha
m�o por favor.
Anabell finalmente soltou a m�o da outra mulher. Simitry e Kay observavam
a cena sem entenderem nada, seus olhos iam de uma loira para a outra confusos.
-Ch�ri.- se despediu
Anne Marie com uma piscada de olho se afastando.
-Ela gostou de voc�.-
falou Kay olhando para Anabell e voltando a beber seu rum.
-Mas ent�o Anabell o
que voc�...?- come�ou Simitry.
-Eu n�o tenho nada a
dizer sobre isso.- respondeu Anabell rispidamente - Com licen�a.
Simitry observou a loirinha abrir caminho por entre os piratas e prostitutas
at� sair do Pirate�s Booty.
-Mas o que diabo...?- perguntou
Simitry.
-Isso que d� misturar
prazer com neg�cios, prazerosos negociais... Ic. - falou Kay solu�ando.
Simitry olhou para ele levemente irritada.
-Voc� t� ficando
b�bado j�.- falou Simitry tirando o copo de Kay de suas m�os.
-Sapata...-resmungou Kay.
-Bicha...- resmungou Simitry
saindo atr�s da loira.
A pirata foi para a praia e avistou a loira caminhando n�o muito longe
dali.
-Anabell!- chamou Simitry indo
em sua dire��o - Espera ai!
Ao ouvir a voz da pirata Anabell foi andando cada vez mais r�pido at�
come�ar a correr.
-Espera!- gritou Simitry correndo
atr�s dela - Ah PEGUEI!
Simitry alcan�ou Anabell e a segurou pela cintura derrubando as duas
na areia fofa.
-Espera sua loira louca. Por
que t� fugindo de mim?- perguntou Simitry enquanto imobilizava a loira
embaixo dela segurando seus bra�os.
-N�o estou fugindo de
voc�.- respondeu Anabell irritada tentando se soltar dos bra�os
da pirata.
-Ah n�o?- perguntou Simitry
soltando a loirinha.
-N�o! -falou Anabell
se levantando num pulo e se preparando para correr.
-Ah! N�o mesmo!- falou
Simitry segurando a loirinha pela cal�a deixando boa parte da bunda dela
exposta - OPS!
Anabell caiu na areia completamente vermelha.
-Quanto voc� viu?
-Ahn... Quase nada.- respondeu
Simitry.
-N�o mente pra mim!-
falou Anabell irritada olhando para ela.
-Eu n�o minto pra voc�!
Eu... Eu vi tudo! Sua bunda toda! � branquinha, e redonda e muito linda
ok?- respondeu Simitry irritada deixando Anabell ainda mais vermelha.
-Mais linda o que a daquela...
Francesinha l�?- perguntou Anabell com a voz cheia de magoa.
-Que bunda, de que francesinha?
Do que voc� t� falando?- perguntou Simitry confusa.
-De nada!- exclamou Anabell
irritada virando a cara pro lado.
-Anabell...- chamou Simitry
virando gentilmente o rosto da loirinha de encontro ao seu e constatando que
lagrimas caiam de seus olhos verdes - Ah Anabell... Calma...
Simitry abra�ou Anabell e lhe beijou o topo da cabe�a enquanto
tentava acalma-la.
-Eu n�o devia... Me desculpa,
eu sou boba.- falou Anabell com a voz chorosa.
-T� desculpada. E voc�
� minha bobinha.- falou Simitry beijando-lhe a testa docemente.- Minha
bobinha...- suspirou a pirata beijando o nariz de Anabell- S� minha-
sussurrou Simitry baixando sua boca bem pr�xima dos l�bios da
loirinha.
-�... S� sua...-
sussurrou Anabell sentindo o h�lito da pirata.
-YO HO YO HO E UMA GARRAFA DE
RUM!- cantou Broc o mais alto que seus pulm�es permitiam - Anabell! Capit�!
Broc correu na dire��o delas se jogando no meio das duas na areia
fofa.
-Oi Broc.- respondeu Anabell
sem gra�a.
-Oi Broc.- falou Simitry com
um sorriso amarelo.
-Que noite bonita ic!- solu�ou
Broc olhando para a lua.
-Agora eu entendi porque voc�s
est�o aqui! � pra ver a luuua!- riu Broc agitando a garrafa de
rum que segurava.
-Uau! Voc� mandou ver
no rum heim?- perguntou Simitry sentindo o bafo de Broc.
-Z� um diquinho assim!-
riu Broc.
-� eu to vendo o seu
tiquinho.- falou Simitry olhando para a garrafa de rum.
-Ah capit�, mas a gente
vem aqui pra se divertir n�? Ent�o hora de beber � hora
de beber! E hora de dormir � hora de...- falou Broc antes de apagar deitado
na areia.
-Ele morreu?- perguntou Anabell
cutucando o bra�o dele.
-N�o ele sempre faz isso.-
explicou Simitry dando um gole na garrafa de rum.
-Ah...- gemeu Anabell ainda
cutucando o bra�o dele.
-Vamos entrar? Vai ficar frio.-
perguntou Simitry se levantando e oferecendo sua m�o a loirinha.
-Vamos.- concordou Anabell segurando
a m�o da pirata.
J� estavam na metade do caminho quando ouviram Broc correndo e berrando
atr�s delas:
-Eu tamb�m vou!
Se tivessem ficado mais um pouco l� fora teriam visto as luzes dos navios
que se aproximavam.
Simitry e Anabell entraram no sal�o seguidas
por Broc, que come�ou a dan�ar com a musica que vinha do piano
que Kay, que estava visivelmente b�bado, estava tocando uma musiquinha
animada de cabar� ao lado de duas prostitutas que estavam mais b�badas
que ele.
-Se estou pra baixo, pra onde
eu vou?- cantava Kay.
-Pro cabar� que �
onde estou!- responderam os piratas.
-E quando eu canto YO HO HO?-
cantou Kay.
-Pro cabar� eu vou!-responderam
os piratas erguendo seus copos de rum.
Anabell olhou para Simitry e as duas ca�ram na risada antes de se juntarem
aos piratas na musica e entrarem noite adentro se divertindo e bebendo.
*booty � um termo em ingl�s que tem um
duplo significado, tanto � o ouro dos piratas, quando saem em miss�es
e saqueiam o lucro � chamado de booty. Mas booty tamb�m pode significar
sexo ou bunda, em ingl�s se fala �get some booty� que ao p� da
letra significaria �arranjar uma bunda� mas � traduzido como �transar�.
Por isso que Anabell fica com a pulga atr�s da orelha, ela n�o
sabe em que sentido a palavra est� sendo empregada.
.............................................................................................................................................
Anabell percorria o sal�o do Pirate�s Booty silenciosamente, tentando
n�o acordar ou pisar em ningu�m. Sorria olhando para os
piratas adormecidos, alguns agarrados ainda a prostitutas seminuas, outros agarrados
a outros piratas, mas todos exaustos da noite anterior. Ela chegou perto
de Simitry e sorriu observando a pirata cochilar recostada na poltrona de madeira,
chegou perto dela e lhe cobriu com um len�ol que servia como pano de
mesa e lhe deu um beijo na testa. O calor da pele da pirata em seus l�bios
causou um tremor gostoso por todo seu corpo. Aquele rosto de tra�os bem
definidos e pele dourada, bronzeada do sol, com aquela boca linda, de l�bios
fartos e vermelhos. Anabell estava encantada num transe, seus l�bios
se aproximando cada vez mais dos de Simitry, a cada cent�metro sua respira��o
parecia sair ainda mais do compasso. Faltavam poucos mil�metros para
seus l�bios se encostarem, Anabell sentia a respira��o
da pirata, seu h�lito, estava quase l�, quando uma m�o
lhe tapou a boca e bra�os fortes lhe puxaram para tr�s. Ela tentou
se livrar se debatendo o m�ximo que p�de sem sucesso. Ela foi arrastada
para fora do bar quando finalmente uma voz falou.
-Calma, sou eu!
-Voc�?- perguntou Anabell
incr�dula - O que voc� est� fazendo aqui Fausto?
-Como assim o que eu estou fazendo
aqui? Eu vim lhe salvar!- respondeu Fausto.
-Como diabo voc� chegou
aqui?- perguntou Anabell se lembrando do coment�rio de Simitry de que
somente piratas conheciam o caminho at� a ilha.
-Digamos que n�s encontramos
alguns... Velhos amigos da Rainha dos Piratas que estavam loucos para nos mostrar
o caminho at� ela em troca de uma pequena ajudinha.- sorriu Fausto -
Agora VAMOS!
-Me solta!- protestou Anabell
tentando soltar seu bra�o. O que eles pretendem fazer com Simitry?
-E como diabo eu vou saber?
E o que me importa? Anda vamos voltar pra casa e nos casar.- falou Fausto irritado
puxando a loira pelo bra�o.
-N�o! Me solta! Eu n�o
quero ir com voc�! Quero ficar.- protestou Anabell.
-Voc� est� louca?
Voc� vai voltar comigo e casar comigo Anabell. E n�o tem nada que
voc� ou ningu�m possa fazer sobre isso.- falou Fausto a puxando
pelo bra�o.
-SIMITRY!- foi a ultima coisa
que Anabell gritou antes de tudo ficar preto.
Cap�tulo
6
Dentro do Pirate�s Booty, Simitry se levantou num sobre salto.
-Anabell!- a pirata chamou olhando em vvolta.
Simitry se levantou da cadeira e procurou em volta do bar sem sucesso.
-Anabell!- ela chamou indo para fora naa praia que come�ava a ser iluminada
pelos primeiros raios de sol.- Ana...
Ao olhar para o mar Simitry notou um navio partindo longe no horizonte com uma
bandeira onde estava bordado o s�mbolo do governo mar�timo.
-ANABELL!- ela gritou caindo de joelhoss na areia fofa com mil pensamentos se
passando de uma s� vem em sua cabe�a.
Simitry se levantou num pulo e adentrou o Pirate�s Booty correndo.
-ACORDEM! Levaram Anabell! Acordem!- grritou Simitry cutucando os piratas que
estavam pela frente e por tabela algumas das prostitutas sonolentas.
Um a um os piratas foram acordando atordoados e assustados com os gritos hist�ricos
de sua capit� logo pela manh�.
-Acordem! Algu�m levou Anabell! Broc! KKay!- chamou Simitry.
-Sim senhora!-responderam as vozes sonoolentas de Broctus e Kay de pontos opostos
do bar.
-Para o navio agora! Todo mundo! Quero todos naquele navio prontos para ir atr�s
dela!- falou Simitry se virando para a sa�da.
No momento seguinte ouviu-se o barulho de armas sendo sacadas. As prostitutas
correram para tr�s dos homens de Simitry assustadas com o barulho.
-Temo que voc� n�o vai a lugar nenhum RRainha dos Piratas.- falou
uma voz atr�s de Simitry.
-Sardenha...- falou Simitry entre os deentes - Seu rato do mar...
-Epa, epa pirata. Olha a boca quando foor se dirigir a mim. Voc� deveria
estar dormindo com sua tripula��o, mas acho que assim fica mais...
Gloriosa minha vingan�a.- sorriu Sardenha se aproximando de Simitry com
sua espada na m�o.
-Atacar o inimigo quando est� dormindo?? Que coisa mais... Pirata!- sorriu
Simitry observando os homens de Sardenha lentamente fecharem o circulo em volta
dos seus.
-�, foi algo que filosofei muito quandoo voc� me abandonou naquela
maldita ilha deserta sem motivo.- sorriu Sardenha.
-Sem motivo? Seu rato sujo! Voc� estavaa roubando do nosso ouro! Eu devia
ter feito voc� andar na prancha isso sim!-falou Simitry entre os dentes.
-Tsc, tsc... Mas, no entanto voc� me laargou naquela ilha deserta onde
fiquei meses apenas filosofando e arquitetando meu plano de vingan�a
contra voc� Rainha dos Piratas. E agora com uma pequena ajuda do Governo
Mar�timo... Eu, Capit�o Armand Sardenha, vou matar voc�
e toda sua tripula��o, vou roubar o Sea Phoenix e virar o novo
Rei dos Piratas.- falou Sardenha com um sorriso afetado nos l�bios.
-Pois que venha.- falou Simitry ao mesmmo tempo em que ela e seus homens sacavam
as armas.
.............................................................................................................................................
Anabell acordou com uma dor de cabe�a terr�vel. Olhou em volta
sem entender bem onde estava ou o que havia acontecido at� se lembrar
do Pirate�s Booty, Simitry dormindo, a m�o que a agarrou, Fausto! Maldito
Fausto que provavelmente a havia acertado com alguma coisa na cabe�a
para faze-la calar. Anabell se levantou da cama onde estava deitada e come�ou
a andar furiosa na dire��o da porta disposta a abri-la com um
chute e descontar toda sua raiva no primeiro marinheiro que visse pela frente,
quando ela ouviu o som inconfund�vel de um tiro de canh�o.
-Simitry...- ela falou correndo para ollhar pela janela que permitia ver por
onde passaram.
Com as m�os encostadas na janela Anabell olhou apreensiva enquanto uma
fuma�a negra subia num ponto da ilha. Lagrimas ca�ram dos olhos
verdes da loirinha ao imaginar o que poderia ter acontecido com Simitry e os
outros piratas na ilha.
-Vejo que voc� j� acordou.- falou Faustto da porta da cabine.
-O que voc� fez com Simitry?- perguntouu Anabell olhando para ele pelo
reflexo do vidro da janela.
-Eu, absolutamente nada cara noiva. � uum assunto de pirata do qual eu
fiquei de fora. No Maximo dei uma ajudinha a um dos lados.- falou Fausto com
um sorriso nos l�bios.
-O que aconteceu naquela ilha?- pergunttou Anabell se virando para encarar Fausto
com o rosto cheio de raiva e molhado de lagrimas.
-Eu... Eu n�o...- gaguejou Fausto assusstado com a rea��o
da sua noiva - Encontramos alguns piratas enquanto procur�vamos por voc�,
um tal de Sardenha, ele nos prometeu levar at� onde Simitry estava em
troca de um dos nossos canh�es.
-Voc� negociou com piratas? E um dos caanh�es da Guarda Mar�tima?
Tudo isso para ele fazer o seu trabalho sujo? Voc� ainda tem honra?- perguntou
Anabell furiosa.
-E voc� Anabell? Ainda tem honra?- pergguntou Fausto irritado enfrentando
sua noiva.
-O que voc� quer dizer com isso?- perguuntou Anabell.
-Oras, no meio daqueles piratas, todos sem ver mulheres h� tanto tempo...
S� Deus sabe o que voc� teve que fazer para ser t�o bem
aceita no meio deles. Ou seria eles no seu meio?- perguntou Fausto cheio de
cinismo com um sorriso ir�nico para Anabell que partiu para cima dele
furiosa.
-Ora seu...- Anabell tentou dar um tapaa em Fausto que a segurou facilmente.
-E ent�o eu lhe perguntou Anabell, voc�� ainda tem honra?- sorriu
Fausto que parecia estar se divertindo com a loirinha se debatendo em seus bra�os.
Fausto for�ou um beijo em Anabell que o repeliu como p�de se debatendo
ainda mais em seus bra�os.
-Pelo visto ainda tem.- Fausto sorriu qquando quebrou o beijo - Mas vale a pena
tirar a prova.
Fausto jogou Anabell na cama ficando por cima dela for�ando beijos dolorosos
em seu pesco�o. Anabell protestava como podia se debatendo embaixo de
Fausto que era maior e mais forte que ela. Ele rasgou a blusa de Anabell e desceu
rapidamente para chupar os biquinhos rosados com muita for�a, machucando
a loirinha.
-Para Fausto! Ta me machucando!- pediu Anabell com os olhos cheios de lagrimas.
-Ah n�o querida noiva. S� vou parar quaando chegar aqui.- falou
Fausto passando a m�o no sexo de Anabell por cima da cal�a - E
ai sim vai machucar.
Anabell estava desesperada, por mais que se debatesse Fausto era muito mais
forte que ela e iria domina-la a for�a. No meio dos seus pensamentos
Anabell teve um flash e sem pensar duas vezes deu uma joelhada no meio das pernas
de Fausto. Com a dor que sentiu ele se levantou da cama num pulo caindo de joelhos
no ch�o com a m�o entre as pernas e seus olhos lacrimejando. Anabell
aproveitou a oportunidade para correr para a porta, mas por mais que tentasse
n�o conseguia abri-la.
-Est� precisando disso querida noiva?- perguntou Fausto chacoalhando
a chave da cabine.
Anabell olhou para ele assustada, � claro que aqueles ensinamentos de
Simitry sobre defesa foram surpreendentemente �teis, mas sem a parte
do �correr� eles n�o serviriam muito e mais cedo ou mais tarde Fausto
a dominaria. Ele se aproximou dela com passos lentos, a examinando com um sorriso
cruel nos l�bios enquanto balan�ava a chave em sua m�o.
Chegou bem perto de Anabell e foi aproximando seu rosto do dela lentamente quando
se ouviu batidas na porta.
-Capit�o.- chamou Miles - Tenho que lhee falar, � importante.
Fausto bufou antes de responder contrariado.
-J� estou indo. Me encontre na minha caabine.- quando se ouviu os passos
de Miles se afastando ele completou - E quanto a voc� sua piranha...
O tapa que ele deu na face de Anabell a faz cambalear olhando perplexa para
ele.
-Se prepare por que quando eu voltar taanto voc� como sua honra ser�o
minhas.
Fausto empurrou Anabell para longe da porta antes de sair e trancar a cabine
atr�s de si. A loirinha se sentou encolhida no ch�o e chorou,
n�o s� pelo tapa, mas por Simitry, por tudo que estava acontecendo
naquele momento e que ainda iria acontecer quando Fausto voltasse.
Fausto entrou na cabine com passos pesados e visivelmente irritado.
-O que voc� quer?
-Ol� capit�o, como est� a srta Anabell??- perguntou Miles.
-Est� bem, considerando que esteve sob o dom�nio de piratas.-
falou Fausto rispidamente - Agora pare de perguntar sobre minha noiva e v�
logo ao assunto.
-Eu... Eu s� achei que... -gaguejou Milles.
-Pois achou errado! A noiva � minha e eeu que decido o que � melhor
ou n�o pra ela.- bradou Fausto irritado - E agora o que voc� queria
comigo?
-Os homens avistaram um navio pirata see aproximando do nosso, parece o navio
daquele Sardenha.- falou Miles.
-Achei que deixei bem claro que n�o queeria mais saber dele depois do
negocio.- resmungou Fausto.
-Eu sei senhor, ent�o tenho ordens paraa atirar?- perguntou Miles.
-N�o seu imbecil! Eu n�o dei ordem nenhhuma!- bradou Fausto antes
de pensar um pouco - Talvez ele tenha ido t�o bem na ilha com sua vingan�a
que me trouxe a cabe�a daquela pirata nojentinha de presente. Continue
o curso, mas devagar, n�o quero que ele pense que iremos parar para um
pirata nos alcan�ar e tome cuidado para que quando ele emparelhar que
fique do lado em que ainda nos restam canh�es, a �ltima coisa
que quero � que nosso lado indefeso fique exposto.
-Sim senhor.- falou Miles chamando um mmarinheiro para passar as ordens.
-Era s� por isso que voc� me chamou Milles?- perguntou Fausto.
-Sim senhor.- falou Miles.
-�timo, vou voltar a minha noiva ent�o..- falou Fausto com um sorriso
no rosto.
-Fausto Geovanne!- chamou uma voz vindoo de fora da cabine.
-Mas o que diabo?- indagou Fausto obserrvando o lado de fora pela janela da cabine.
-Fausto Geovanne!- chamou Kay.
-�Capit�o� Fausto Geovanne.- corrigiu FFausto saindo da cabine.
-Pois bem capit�o, em nome de Simitry eeu exijo que voc� nos entregue
Anabell.- falou Kay.
-E quem essa... Pirata Simitry acha quee � para fazer exig�ncias
em meu navio?- perguntou Fausto desdenhoso.
-Capit� Simitry Rainha dos Piratas.- coorrigiu a voz de Simitry atr�s
de Fausto.
Ele se virou e mal podia acreditar no que via, a pirata estava em cima de um
navio que ele reconheceu como sendo a inconfund�vel Sea Phoenix, com
seus canh�es apontados para o lado indefeso do navio.
-Tudo que eu quero � a Anabell, me devoolva ela e ningu�m precisa
sair ferido.- falou Simitry com os olhos azuis faiscando.
-E o que faz voc� pensar que eu negociaaria com piratas?- perguntou Fausto.
-Esses bel�ssimos canh�es da guarda reaal que est�o em um
navio pirata apontados para o seu navio.- respondeu Simitry sorrindo.
-Muito bem pirata, tenho que admitir quue voc� tem um bom plano, cercou
meu navio com seus canh�es e com os nossos tamb�m. Mesmo que eu
atire ser� apenas no navio daquele in�til do Sardenha, que eu
suponho est� morto.- resmungou Fausto.
-Em assunto de pirata ningu�m se mete FFausto. Agora me entregue Anabell.-
falou Simitry irritada.
-Pois bem, se voc� acha mesmo que ela qquer voc�...- resmungou Fausto
entrando dentro da cabine onde Anabell se encontrava - Deixe que ela decida
ent�o.
Em poucos segundos ele voltou empurrando Anabell que tinha os pulso presos por
grossas correntes.
-Simitry...- sussurrou Anabell piscandoo seus olhos verdes diversas vezes para
ter certeza de que n�o era um fantasma.
-Anabell...- suspirou Simitry lutando ccontra a vontade de pular no navio e abra�a-la.
-Diz pra gente Anabell, minha noiva, diiz que essa pirata � doida e que
voc� quer ir pra casa comigo. N�o voltar pra esse navio pirata
s�rdido e fedido dela.- pediu Fausto com um sorriso pomposo nos l�bios.
-N�o querido noivo, eu n�o quero ir nessse navio s�rdido
e fedido, e o �nico navio que tem essas caracter�sticas aqui �
o seu. Mas se voc� acha mesmo que o navio pirata � ruim assim,
saiba voc� que eu prefiro voltar para ele e para Simitry do que passar
o resto da minha vida com voc�. Eu nunca poderia dizer o contrario pois
seria uma mentira, e eu n�o minto. Porque diferente de voc�, querido
noivo, eu ainda tenho honra.- falou Anabell sorrindo.
-Ora sua...- resmungou Fausto puxando oo cabelo de Anabell.
-Eu n�o tocaria nela se fosse voc�.- ammea�ou Simitry segurando
seu revolver.
-Pois bem, n�o � ela que voc� quer?- peerguntou Fausto -
Vai pegar.
Tudo aconteceu muito r�pido, num momento Fausto segurava Anabell, no
outro ele empurrou ela para fora do navio e a loirinha caia no mar entre o Sea
Phoenix e o navio de Fausto.
-SIMITRY!
Cap�tulo 7: Finalmente o final
A pirata n�o pensou duas vezes antes de mergulhar no mar atr�s
da loirinha sob a exclama��o de piratas e marinheiros surpresos.
O mergulho pareceu durar uma eternidade na cabe�a da pirata aflita para
chegar logo em Anabell, quando finalmente atingiu a �gua come�ou
a busca fren�tica pela loira que havia desmaiado na queda. Simitry nadou
at� ela o mais r�pido que p�de e nunca se sentiu t�o
triste quanto naquele momento em que viu Anabell t�o fr�gil, desmaiada,
afundando para as profundezas com seus cabelos loiros soltos e esvoa�ados.
A pirata nadou em sua dire��o e quando tocou sua pele sentiu que
estava estranhamente fria. Enquanto puxava a loirinha para cima Simitry se torturava
com pensamento: �Ser� que n�o � tarde demais?�. A volta
a superf�cie demorou s�culos para a pirata enquanto Anabell ficava
cada vez mais branca e seus l�bios tinha um tom cada vez mais roxo.
-Anabell.- chamou Simitry tentando mantter ela e a loirinha na superf�cie
� Merda! Anabell reage.
O barulho dos canh�es, revolveres e luta de espada era quase ensurdecedor,
mas a pirata n�o ouvia nada, suas preocupa��es eram apenas
para com a loirinha que parecia cada vez mais fr�gil em seus bra�os.
N�o foi a toa que a corda que Broc jogou quase a acertou na cabe�a
antes que ela se desse conta dela at� ouvir os gritos de Broc por entre
o barulho da luta. Estava tudo acontecendo ao seu redor loucamente, a pirata
nem soube ao certo como conseguiu subir com Anabell pela corda at� o
seu navio, ou como conseguiu ir at� a cabine com ela nos bra�os
sem que nada as atingisse. Anabell era tudo que importava, seu bem, sua vida...
Simitry a deitou na sua cama olhando preocupada para ela.
-Anabell, reage...- pediu a pirata abriindo a boca da loirinha � Por favor...
Simitry se revezou entre massagens no peito e boca a boca, mas nada que fizesse
parecia ter efeito, a loirinha n�o dava sinal de vida.
-Anabell, por favor reage. � pediu a piirata com lagrimas nos olhos � Eu n�o
sei mais como vou fazer sem voc�. Eu... Te amo.
Simitry encostou sua testa na de Anabell, fechou seus olhos e encostou seus
l�bios no dela docemente. Nem soube ao certo quanto tempo ficou naquele
beijo, mas quando seus olhos finalmente se abriram foi para mirar um belo par
de olhos verdes que silenciosamente lhe diziam �Te amo tamb�m�. A boca
da loirinha pedia pela boca da pirata, suas l�nguas se encontraram e
se acariciaram. S� ent�o a pirata se deu conta de que suas m�os
ainda repousavam nos seios da loirinha e instintivamente come�aram a
acariciar os biquinhos rijos por cima da blusa molhada. Sua boca foi descendo
pelo pesco�o da loirinha, beijando o pesco�o, os ombros, o colo
e por fim um dos seios ainda por cima da blusa. Os gemidos de Anabell eram quase
impercept�veis devido ao barulho da luta l� fora, mas pra elas
nada disso importava. Simitry dava leves beijos nos seios da loirinha por cima
da blusa lhe arrancando suspiros, quando seus olhos se encontram foi eletrizante,
como no dia em que se conheceram, o mundo ao redor parou de girar, s�
voltando quando a porta foi escancarada por Kay e Broc, cada uma com suas armas
em punho.
-O outro navio foi destru�do, mas o navvio deles est� quase afundando
tamb�m, vamos a luta.- falou Kay que nem parecia prestar aten��o
no que acontecia l� dentro.
Simitry olhou preocupada para Anabell que acenou com a cabe�a para que
ela fosse lutar. Foi o bastante pra pirata se encher de motiva��o,
pegou a espada e o revolver que Kay lhe estendia e saiu da cabine. A luta entre
piratas e marinheiros pegava fogo no navio, com os piratas tendo uma clara vantagem,
uma vez que o navio dos marinheiros estava pegando fogo e v�rios deles
haviam preferido pular no mar a perder a vida por uma espada pirata, mas o que
Simitry queria ela n�o estava encontrando.
-FAUSTO!- gritou Simitry com sua espadaa em punho - Apare�a seu verme!
-Oras, n�o sabia que est�vamos t�o �ntiimos e nos
chamando pelo primeiro nome pirata!- sorriu Fausto saindo do meio da fuma�a
do seu navio em chamas.
Simitry lhe deu um olhar perfurante antes de pular para o navio em chamas.
-Agora veremos quem tem honra.-falou Siimitry apontando sua espada para Fausto.
-Ah isso foi muito est�pido de se fazerr.- sorriu Fausto tentando golpear
a pirata com sua espada.
Uma luta ferrenha come�ou no navio em chamas, enquanto os marinheiros
tentavam se salvar, Simitry e Fausto se digladiavam como se n�o houvesse
amanh�. Seus golpes cada vez mais fortes e r�pidos.
-Para uma pirata voc� at� que luta bem,, n�o � sem
t�cnica como os outros piratas.- falou Fausto quando seu golpe foi parado
pela espada de Simitry a cent�metros do seu rosto.
-Ah esses tipos de elogios realmente coonquistam o cora��o de uma
mulher. - sorriu Simitry debochando - Foi assim que voc� conquistou a
Anabell?
-Cale sua boca e lute!- bradou Fausto ttentando for�ar sua espada contra
o rosto de Simitry que escapou do golpe.
-Crie um pinto e lute como um homem e ttalvez eu pare de falar.- falou Simitry
sorrindo.
-Sua atrevida!- gritou Fausto indo na ddire��o da pirata que desviou
sem dificuldade.
-Anda... Pelo menos tenta me atingir vaai.- riu Simitry desviando de Fausto e
lhe derrubando de joelhos no ch�o - T� pat�tico isso.
-Voc� realmente acha que tem vantagem ssobre mim? E que tal agora?- perguntou
Fausto sacando seu revolver e se levantando lentamente olhando para Simitry.
-Ah, mas que golpe baixo! At� parece umm pirata.- sorriu Simitry largando
sua espada.
-E esse � o seu fim piratinha.- falou FFausto sorrindo enquanto apontava
seu revolver e espada para Simitry.
-Revolver? Que golpe sujo Fausto, voc� n�o tem mesmo honra n�o
�?- perguntou Simitry com um sorriso azedo no rosto.
-Claro que tenho, mas a minha querida nnoiva Anabell n�o vai manter a
dela por muito tempo quando eu a tiver de novo em minhas m�os. Ela escapou
a primeira vez, mas dessa vez ela ser� minha, toda minha.- sorriu Fausto.
-Voc� n�o se atreveria...- falou Simitrry amea�adora com
os olhos azuis fuzilando Fausto.
-Aquela loirinha ali � muito gostosa meesmo, j� sentiu o gosto
dela? Os l�bios s�o como morangos, e aqueles seios? Meu deus...-
falou Fausto com um sorriso nos l�bios.
-Voc� � um nojento!- falou Simitry com raiva.
-E ela � uma gostosa que eu vou comer ccom todo prazer.- sorriu Fausto.
-AAAAAAH!- bradou Simitry investindo coontra Fausto e o segurando pelo pesco�o.
O revolver dele caiu da sua m�o, mas sua espada que ainda estava no punho
atingiu o ombro de Simitry, o perfurando, mas a pirata n�o sentiu a dor,
estava concentrada em sufocar Fausto com as pr�prias m�os.
-Voc� � um merda pomposo, e n�o passa ddisso seu bosta.-falou
Simitry entre os dentes enquanto uma m�o segurava o pesco�o de
Fausto e a outra arrancava-lhe a espada das m�os.
Fausto olhava para ela surpreso enquanto sufocava lentamente.
-Eu devia te matar aqui e agora, com miinhas pr�prias m�os sabia?-
perguntou Simitry esbofeteando Fausto com sua m�o livre � Te ver sufocar
lentamente seu merda, ver voc� mudar de cor enquanto o ar te falta nos
pulm�es, ah que prazeroso seria... Mas tenho planos melhores pra voc�.
A pirata soltou o pesco�o de Fausto que caiu no ch�o sem ar, olhando
para ela perplexo. Simitry deu meia volta e subiu para seu navio deixando Fausto
ali de joelhos perplexo e ainda com sua espada na m�o.
-Vamos pra longe desse navio e quanto eestivemos longe o bastante, atire pra
afundar.- falou a pirata para Kay.
-Capit�, seu bra�o.- falou Kay preocupaado.
-Ahn?- perguntou Simitry olhando para sseu pr�prio bra�o ferido
- N�o � nada. Como est� Anabell?
-Dormindo na sua cabine, ela deve estarr cansada.- respondeu Kay � E o que eu
fa�o com os marinheiros que capturamos?
-Jogue-os no por�o por agora, n�o estouu com cabe�a pra
lidar com isso. Quero ver Anabell.- falou Simitry impaciente.
Kay a olhou nos olhos e os dois se entenderam. Sempre se entendiam quando era
preciso.
-Tudo bem rainha dos Piratas, mas antess vamos ver esse bra�o, ou voc�
quer que ela fique preocupada com isso tamb�m?- perguntou Kay levando
Simitry para dentro da cabine.
A pirata se deixou ser levada para dentro da cabine e nem protestou quando Kay
tirou sua blusa.
-Porra isso foi profundo Simi, vai deixxar cicatriz.- falou Kay olhando o corte
antes de limpa-lo.
-Desde quando eu ligo pra cicatrizes?- perguntou Simitry vagamente.
-Estou s� falando que podia ter sido s��rio ok? Voc� se arriscou
indo ali s�, no que voc� tava pensando?- perguntou Kay.
-Em vingan�a, prato que se come frio, oo que � uma cicatriz no
ombro quando eu tive o prazer de esganar aquele merda com minhas m�os?-
falou Simitry.
-Valeu a pena n� n�o?- perguntou Kay soorrindo.
-Ah se valeu! Quase gozei!- riu Simitryy � Ai! Cuidado!
-Ah para de choramingar! Voc� veio de ll� at� aqui sem sentir!
E mal toquei vai, seja pirata.- falou Kay debochado.
-Eu sou pirata! Anda logo que quero verr Anabell!- falou Simitry.
-T�, mas sem reclamar heim?- pediu Kay..
Simitry ia concordar quando ouviu o som dos canh�es que sacudiram o navio.
E os dois ficaram em sil�ncio por um tempo.
-Afundou?- perguntou Simitry.
-O que?- perguntou Kay confuso.
-O navio.- falou Simitry.
-Provavelmente.- falou Kay vagamente.
Depois de alguma reclama��es da pirata, deboches de Kay e uma
tip�ia no bra�o finalmente terminou a curativo.
-Tava na hora!- falou Simitry se levanttando.
-Simi...-chamou Kay.
-Que? Fala logo que quero ver Anabell!-- reclamou Simitry.
-Sua blusa... N�o que ela fosse se impoortar...- riu Kay estendendo a
blusa ensang�ent
ada para a pirata.
-Ah... Brigada, vou trocar essa tem sanngue, mas depois eu quero ver ela.- falou
Simitry se enfiando pela passagem secreta.
Quando a pirata finalmente pousou os olhos em Anabell ela sentiu uma paz enorme.
A loirinha estava ali, dormindo em paz, como se nada tivesse acontecido. T�o
linda e t�o fr�gil. S� de lembrar o que ela poderia ter
sofrido nas m�os daquele canalha do Fausto, Simitry sentia uma raiva
enorme queimando por dentro. Ela n�o conseguia conceber a id�ia
de algu�m tocando a loirinha, a beijando ou at� mesmo olhando
para ela com segundas inten��es.
-Ela � minha!- Simitry se pegou dizendoo.
Ap�s se certificar diversas vezes de que a loirinha estava apenas dormindo
a pirata saiu da cabine. N�o ousou tocar em Anabell, sentia como se suas
m�os estivessem sujas por ter tocado em Fausto. A vontade da pirata era
de lavar suas m�os com sab�o at� doer, s� assim
tiraria aquela... Ess�ncia nojenta de Fausto delas. O deck ainda ostentava
as marcas da batalha que acontecera, mas nada que um bom reparo n�o fosse
resolver em conjunto com uma boa limpeza para as marcas de sangue. Ela se dirigiu
para o leme do navio, dispensou Kay apenas com um olhar, tomou controle do leme
e se perdeu em seus pensamentos por um bom tempo.
J� estava anoitecendo e a pirata continuava perdida em seus pensamentos
quando seus olhos encontram os de Anabell.
-Anabell!- sorriu Simitry esquecendo-see completamente do leme e indo na dire��o
da loirinha.
-Simitry...- sussurrou Anabell a abra�aando com seu bra�o bom.
Um abra�o longo de quem n�o se v� faz tempo, abra�o
quente, gostoso, demorado, cheio de querer. Ao apertar mais a loirinha contra
si Simitry sentiu uma dor no ombro machucado e gemeu de dor.
-Que houve? Seu ombro! Que houve?- pergguntou Anabell preocupada.
-Ah nada demais, coisas de pirata.- fallou Simitry sorrindo para a loirinha que
lhe dava olhares preocupados �Eu prometo que vai sarar logo, eu vou ficar bem.
-Eu fiquei com medo de que nunca mais iia te ver.- falou Anabell com os olhos
cheios de lagrima.
-Ei, n�o chora, voc� acha que eu ia te deixar ir embora com aquele...
Nojento?- perguntou Simitry.
-Eu... Eu tava com medo, eu n�o queria voltar pra casa, quero ficar com
voc�.- chorou Anabell nervosa.
-Calma, acabou, voc� est� comigo agora..-falou Simitry acariciando
os cabelos loiros de Anabell - N�o precisa mais ter medo, nunca mais
vou tirar o olho de voc�, nada do tipo nunca mais vai te acontecer.
Ficaram em silencio por um tempo, apenas abra�adas, at� Simitry
come�ar a falar.
-Anabell... Sobre quando voc� acordou eeu...
-Tudo bem o Broc tirou.- respondeu Anabbell.
-Tirou?- perguntou Simitry confusa.
>
-�, as correntes, quando eu acordei agoora eu dei de cara com ele quando
fui sair da cabine e ele tirou as correntes dos meus pulso.- falou Anabell mostrando
os pulsos a Simitry.
-N�o estou falando de quando voc� acorddou agora, falo quando acordou
antes.- falou Simitry.
-Antes? Eu acordei s� agora.- falou Anaabell confusa.
-N�o, voc� acordou antes e... Voc� n�o lembra?- perguntou
Simitry frustrada.
-Eu... Me lembro de te ver no navio, o Fausto, a queda... Ai eu apaguei, s�
voltei agora, por que?- perguntou Anabell.
-Ah... Nada.- falou Simitry frustrada.<
-Eu acordei antes?-perguntou Anabell � Eu n�o me lembro... Lembro vagamente
de estar l� no mar, algu�m me puxar, hum... Ai fica tudo bom e
azul.
-Azul?
-�... Azul... Que nem o mar... Que nem os seus olhos.- falou Anabell
ficando extremamente vermelha � O que eu falei quando acordei antes?
-Ah nada n�o. Voc� s� abriu os olhos s�� isso.- falou
Simitry for�ando um sorriso � S� achei que voc� ia se lembrar
disso, foi muita bobagem mesmo.
-Se voc� t� dizendo...
-Capit�.- chamou Kay se aproximando dellas - Ah Anabell que bom ver voc�
recuperada!
-Obrigada Kay! � muito bom estar de vollta.- sorriu Anabell ainda abra�ada
com a pirata.
-Bom, eu vejo que voc�s j� se entenderaam, eu n�o quero atrapalhar
mais...- falou Kay com um sorriso safado.
-Deixe de bobagem homem! - falou Simitrry lhe dando o olhar de �corta essa que
o negocio t� brabo� � Fala o que voc� tinha pra falar!
-Mas... Eu... � gaguejou Kay olhando paara as duas ainda abra�adas e depois
para Simitry que lhe deu um olhar t�o fulminante que teria afundado qualquer
navio � � que eu estava me perguntando o que fazer com os marinheiros
capturados.
-O que voc� sugere Kay?- perguntou Simiitry.
-Prancha.- falou Kay com um brilhinho nnos olhos.
-Ah... Muy pirata.- falou Simitry com uum olhar pensativo - O que voc�
acha Anabell?
-Eu?- perguntou Anabell confusa.
-� voc�, o que voc� sugere?- perguntou Simitry.
-Bom... Eu sugiro manter eles at� a pr��xima ilha e joga-los para
que se virem. Provavelmente v�o voltar para minha cidade e falar para
todos o que houve.- falou Anabell.
-Desculpa, mas... Voc� bateu a cabe�a nna queda? Se eles contarem
v�o querer vingan�a!- falou Kay.
-Entendam que Fausto n�o � exatamente mmuito popular, mesmo entre
os marinheiros da guarda, seu mau humor � conhecido por todos. Deixando
os outros irem voc�s est�o provando que s�o superiores a
ele pr�prio que nunca mostrou piedade ao inimigo, e mesmo assim ningu�m
mais ir� ter coragem de desafiar Simitry, a Rainha dos Piratas que acabou
com Fausto Geovanne, afundou seu navio e ainda assim mandou seus marinheiros
para casa contar a historia. Arr!- falou Anabell fazendo Kay e Simitry rirem.
-Ah loirinha, voc� � doida, mas em voc�� fica um charme!-
falou Kay rindo.
-Temos uma pirata diplomata entre n�s.-- riu Simitry.
-Ei, eu s� estava entrando no clima.- ffalou Anabell tamb�m rindo.
-Como diabo voc� ficou noiva daquele maala heim?- perguntou Kay.
-Ah... Coisas de burgu�s.- falou Anabelll meio cabisbaixa.
-Coisa de ex burgu�s, agora voc� � piraata ARR!- falou Simitry
sorrindo.
-Arr mesmo!- falou Kay sorrindo para ass duas.
-Arr que seja!- completou Anabell e os tr�s ca�ram na risada.
-Ai, ai n�o me fa�am rir assim! Eu sou uma pirata malvada com
o ombro machucado heim?- falou Simitry tentando parar de rir.
-Ah � mesmo! Esse seu ombro t� me deixaando preocupada, eu mesma
vou cuidar desse machucado.- falou Anabell preocupada.
-Bebez�o aproveitadora.- falou Kay entrre os dentes.
-Kay voc� n�o tem uma ordem para dar soobre certos marinheiros n�o?-
perguntou Simitry.
-Ah � mesmo! Vou deixar as pomb...- comme�ou Kay.
-Quer saber? Eu mesma vou dar essa ordeem, voc� t� muito... Alegre
hoje. Fica aqui tomando conta do leme.- Simitry falou dando olhares perfurantes
para Kay- E voc� mocinha trate de voltar pra cabine e dormir, voc�
passou por muita coisa e tem que descansar.
-Pra sua cabine?- perguntou Anabell.
-Pra... Cabine que voc�... Ahn... A suaa n�?- gaguejou Simitry �
Bom eu vou indo nessa dar as ordens.
Simitry desceu para o por�o e deu as ordens rapidamente para depois subir
de volta pro leme onde um Kay super curioso a esperava.
-Que diabo foi isso?- perguntou Kay.
-Voc� dispensando a loirinha assim! Ou voc� acha que eu n�o
vi voc�s duas no esp�rito da luta com suas aranhas brigando dentro
da cabine?- perguntou Kay c�nico.
-Pra come�ar que nenhuma aran... Olha �� nojento quando voc�
fala essas coisas sabia? Foi s� um beijo.- falou Simitry irritada.
-Um beijo? Ah por favor...- falou Kay.<
-T�, foi um belo de um amasso ok?- conccordou Simitry.
-E o que houve? Por que o balde frio aggora?- perguntou Kay.
-Ela n�o se lembra...- falou Simitry.
-Ela n�o lembra de ter acordado antes dde agora pouco, acho que quando
caiu deve ter batido com a cabe�a ou sei l� o que, mas n�o
lembra de nada.- falou Simitry cabisbaixa.
-Como nada??? De nada?- perguntou Kay.<
-Nada.- respondeu Simitry.
-Mas nem dos beijos? Nada?- perguntou KKay frustrado.
-De nada! Ela n�o se lembra de nada carramba!- falou Simitry irritada.
-Ah, mas que bosta!- exclamou Kay dandoo um tapa no leme.
-Se voc� t� frustrado...-gemeu Simitry..
-A donzela foi capturada, mocinha vai aa luta, mata o bandido, salva a donzela,
teve o t�o esperado e voc� n�o fica com a donzela no final?
O que tem de errado com o mundo?- perguntou Kay.
-Voc� esqueceu de mencionar que a mocinnha � uma pirata cruel e
que o beijo � l�sbico, entre outras coisas nada ortodoxicas.-
falou Simitry sem evitar sorrir.
-Falas em coisas n�o ortodoxicas... O qque ser� que t� acontecendo
no Pirate�s Booty?- se perguntou Kay.
No Pirate�s Booty...
-Maldi��o!- gritou Anne Marie enquanto vasculhava os escombros
do sal�o - Simitry e seus inimigos malditos! E agora sobra pra eu reconstruir
isso tudo e limpar a bagun�a.
O sal�o estava cheio de escombros da destrui��o causada
por um tiro de canh�o que abriu um enorme buraco na frente a atr�s
do sal�o onde a bala entrou e saiu. Al�m das marcas de tiros de
revolver, golpes de espada e lutas corporais que praticamente destru�ram
o interior do sal�o.
-Hum... Pelo menos a placa ainda t� de p�...- falou Anne Marie
observando a placa de madeira que balan�a com o vento desabar na areia
fofa �AAAAAAAH!
V�rias das outras prostitutas estavam dando risinhos na praia.
-Que � isso ai?- perguntou Anne Marie aa elas enquanto se aproximava.
-� um homem hihihi.- riu uma das prostiitutas enquanto cutucava alguma
coisa no ch�o com uma varinha.
Anne Marie se aproximou mais e notou que o mar havia trazido um homem para a
praia da ilha, o tal homem estava desmaiado e extremamente bem vestido apesar
de completamente molhado. Ao ser cutucado com a varinha ele abriu os olhos e
se levantou num pulo causando risinhos nas prostitutas.
-Quem s�o voc�s?- perguntou ele.
-Oras voc� que est� na nossa ilha, voc�� que se apresente
primeiro.- falou Anne Maria com uma voz autorit�ria.
Por mais que Fausto odiasse mulheres atrevidas, achou melhor n�o desafiar
aquela loira alta com voz imponente.
-Sou Fausto, Fausto Geovanne, capit�o ddo �Cosmos� e inimigo dos piratas.-
falou pomposamente.
-Inimigo dos piratas?- perguntou Anne MMarie contendo o riso enquanto as outras
riam com gosto.
-Sim, em particular uma que causou minhha ru�na... Simitry, que se diz
ser rainha dos piratas.- ele falou com os olhos faiscando de raiva.
-Ah Simitry �? Ent�o foi voc� que teve a noiva raptada por
ela, negociou com piratas metade dos seus canh�es...?- perguntou Anne
Marie.
-Sim, com aquele incompetente do Sardennha que deveria t�-la aniquilado
por mim junto com todos em sua volta num tal de...- come�ou Fausto.
-Pirate�s Booty?- perguntou Anne Marie..
-Sim um lugar cheio de mulheres de poucca honra que se entregam para os piratas!
Ah, mas se eu pudesse por minhas m�os...- falou Fausto com raiva.
-Quer saber ow Fausto Geovanne, tu t� mmuito fudido.- falou Anne Marie
com uma voz grossa.
S� ent�o Fausto se deu conta de que a express�o das mulheres
havia mudado dos risinhos para a raiva enquanto o cercavam.
.............................................................................................................................................
-A gente devia dar uma m�o pra Anne Marrie concertar aquela bagun�a.-
falou Simitry.
-Tamb�m acho.- concordou Kay � E sabe oo que eu acho tamb�m? Que
a hero�na pirata malvada deve descansar depois de salvar a donzela.
-Eu estou bem Kay.- falou Simitry.
-Voc� lutou, se feriu, entre outras coiisas, vai descansar ok? Eu assumo
o leme por agora. Voc� merece vai.- falou Kay enxotando a pirata.
Simitry entrou na sua cabine, fechou a porta e se aproximou lentamente da cama.
Ainda estava molhada de quando ela colocou Anabell deitada. A pirata se deitou
devagar, tomando cuidado com seu ombro, ainda havia um vest�gio do cheiro
de Anabell.
�T�o cheirosa...�- pensou a pirata antes de dormir cansada.
Na cabine ao lado Anabell estava tendo dificuldade em dormir, um sonho louco
e constante vinha pra ela. Um sonho em que ela estava desmaiada e sentia uma
boca quente a beijando, m�os apalpando seu corpo, seus seios, era t�o
gostoso... E quando abria os olhos pra saber quem era, sempre acordava, mas
algo dentro dela esperava encontrar um azul... Azul como o mar, como os olhos
de Simitry.
Fim