No Amor e na Guerra
Rykka
DECLARAÇÃO
A velha e mesmíssima história:È homofóbico, é menor, a religião não permite ler sobre sexo entre mulheres.OOOOPS!!! Troque de site!OS personagens lembram muito duas Conhecidas heroínas,Xena e Gabrielle, que aliás pertencem à MCA/Universal e a Renaissence
Olhando a própria imagem refletida nas vitrines da ruas por onde andava,Grazziele,se não estivesse tão preocupada ,veria que estava em excelente forma, a barriga reta, o peito firme , os braços bem definidos,não era muito alta,mas provavelmente quem criou a frase "os melhores perfumes vem nos menores frascos"deve ter se inspirado em alguém com aquele biotipo.
Apressou o passo ,fora obrigada a estacionar o carro um tanto distante de onde deveria ir,dobrou uma esquina e finalmente estava parada diante do imponente prédio que era seu destino.Ela sabia que não seria fácil fazer o que estava pretendendo, mas o com o estoísmo dos seus dezoito anos, conseguiria ser atendida pelo próprio presidente daquela empresa.
Após a identificação, e citar alguns nomes,subiu no elevador descendo no andar desejado ,e logo se viu numa luxuosíssima sala, onde o bom gosto imperava,foi atendida por uma não menos elegante secretária,e sem delongas já foi dizendo: Quero falar com o presidente!
__ você tem hora marcada?
__Não! EU QUERO FALAR COM O PRESIDENTE!!
__Posso saber do que se trata?
__È particular...não posso dizer prá você...
__Olha, eu não quero ser rude com você, mas não é assim que funciona,ela está em reunião...__Grazziele estava tão nervosa, que nem percebeu a secretária se referir ao"presidente"como "ela".Nesse momento,surge numa porta lateral ,como que atraída por um barulho, uma mulher alta , negros cabelos caindo pelos ombros, os olhos azuis brilhando de raiva:__Que droga de barulho é esse?Estou ouvindo tudo pelo interfone!
__Desculpe dona Zina,essa garota entrou e quer por que quer falar com o presidente...
À essa altura Grazziele já tinha se voltado para alta mulher e falava:__Eu não saio daqui sem falar com o presidente!
__Chame os seguranças!__Falou a mulher chamada Zina.Grazziele aproveitou a distração das duas ,enfiou a cabeça na porta de onde havia surgido a mulher alta e gritou là pra dentro:__è bem típico de covarde se esconder atrás dos funcionários!!__Sentiu-se empurrada para dentro da sala pelas mãos fortes de Zina,esta, antes de fechar a porta,ainda falou com a secretária: Deixa que eu resolvo...
Uma vez lá dentro da nova sala ,a mulher mais baixa olhou ao redor para ver se encontrava o tal presidente e tudo o que viu foi aquela moça alta, de negros cabelos e fisionomia grave olhando para ela.Cruzando os braços sobre os próprios seios,respirou fundo e teve a impressão que ia ser agarrada a qualquer momento pela "mulher maravilha"que a mirava com profundidade.
__ muito bem, qual é o problema??
__Só posso falar para o presidente.
__Eu, sou a presidente._Gazziele ficou boquiaberta,pega de surpresa, emudeceu.Mas logo recuperou seu jeito direto de ser e foi atacando:__então deve saber muito bem que a sua função básica é destruir a vida de muita gente!! Como a do meu pai, por exemplo.
Eu não tenho idéia do que você está falando,por acaso cheirou cola, fumou maconha ou algo pior...eu sou uma empresária, trabalho muito e sempre cumpro minhas obrigações...
__ Sei..sei .. e principal delas é destruir os outros! __Disse irritada a pequena mulher.
Zina percebeu que dos verdes olhos da loura, pareciam sair faíscas enquanto falava.
__Como você se chama?Acho melhor você esclarecer o que está acontecendo...
__ Se você pensa que eu vou ficar aqui bancando sua amiguinha... tá muito enganada,você está acabando com a vida do meu pai e eu não vou deixar a sua por menos_falou ameaçadora.Como num rompante, Grazziele,despejou toda a história da indùstria do pai, a crise econômica,os empréstimos que havia feito na financiadora de Zina, o não cumprimento dos prazos e obviamente a iminente, falência.A dívida era altíssima!!Enquanto ouvia a história, a empresária de olhos azuis mantinha_se aparentemente indiferente, embora não perdesse nenhum detalhe.Quando terminou a história, os olhos da moça loura estavam marejados,embora ela se recusasse a deixar as lágrimas caírem.A outra mulher, com uma sobrancelha erguida não demonstrava emoções.
A presidente , andou pela sala, como se estivesse sozinha,conjecturando.Depois disse em voz alta,abrindo os braços:
__ Isso aqui é uma empresa,não uma instituição de caridade,seu pai deve ter cometido erros que o levaram á essa situação...
__È muito fácil, falar assim...para ele, cada operàrio faz parte da família...
__O mundo contemporâneo já não dá conta desse tipo de empresa,de qualquer forma,estaria fadado ao fracasso.
Naquele momento, Grazziele descobriu que sua missão havia falido,sem uma palavra, dirigiu-se para a porta por onde havia entrado,antes que a alcançasse, foi detida pela mão quente da empresária,que a olhou com desejo:
__Eu posso acertar a situação__Disse com voz sensual.Grazziele, esticou-se inteira,ficando nas pontas dos pés, até seus olhos verdes ficarem bem próximos aos de Zina.
__E isso tem um nome__Disse puxando a mão da outra de seu braço__E eu não "to" a fim!
Rapidamente, ausentou-se do escritório e ignorando o elevador,desceu trinta e tantos andares à pé.Chegando em casa, deu de cara com o pai sentado no sofá, uma garrafa de uísque na mesinha ao lado,tentou sorrir, mas não conseguiu:
__Oi,pai.
__Oi, Grazzi...__Odiava aquilo, sabia que o pai a amava, mas raramente discutia as dificuldades da empresa e só descobrira a situação porque fez um estágio de faculdade lá.A voz do pai demonstrava que já tinha ingerido uma grande quantidade de álcool,sabendo que não podia fazer nada, a moça subiu para seu quarto.Cansada, acabou adormecendo, teve estranhos sonhos, de mão quente segurando se braço,passeando em seu corpo,descobrindo os seus mistérios...Acordou sobressaltada, desceu as escadas e viu horrorizada, seu pai chorando!Aquela cena foi mais do que suficiente para ela tomasse uma decisão, isto é, se já não fosse tarde demais.Voltou para o quarto, não queria constrangê-lo.
Acordar cedo, nunca tinha sido o seu forte, mas naquela manhã, mal o sol deu sua cara e eis que "a bela da manhã" já estava desperta.Arrumou-se com cuidado,sabendo exatamente onde estava indo.Queria ser a primeira a chegar.Como da outra vez, não teve nenhuma dificuldade para entrar na imponente construção,logo encontrava_se na ampla sala de espera.Ao vê-la, a secretária,diferentemente da vez anterior, não lhe fez perguntas e não apenas indicou-lhe a porta, com acompanhou-a até a mesma, fechando em seguida.
Ao entrar, a primeira coisa que viu ,foi a luzente cabeleira negra,pois sua dona encontrava-se de costas, depois de um tempo ,que pareceu infindável,esta se virou permitindo uma visão de suas feições bem definidas,um risinho repuxava os cantos da boca,ergueu uma sobrancelha antes de falar:
__Madre Tereza de Calcutá?
__Eu dispenso seu sarcasmo...__Olhou firme a monumental mulher á sua frente e continuou__A proposta ainda ta de pé?Eu até acho que tem um velho filme com esse tema,alguma coisa como proposta indecorosa ou algo que o valha...__Disse numa inútil tentativa de atingir a mulher sentada.
Olhos azuis nem por um momento demonstrou qualquer tipo de emoção,levantou-se, deu a volta á mesa, aproximou-se,segurou a cabeça da jovem com firmeza ,dando-lhe um surpreendente e caloroso beijo na boca.Mil vezes, Grazziele, pensou que naquele momento fosse gritar,recusar,se afastar,mas tudo que fez, foi ficar parada, sem ação diante daquele beijo,que parecia interminável.Quando a língua de Zina penetrou sua boca,ela soube que não haveria mais volta.
Quando os lábios foram afastados, ambas tinham as respirações ofegantes,Grazziele, de medo,Zina, de puro desejo.Colando a boca na orelha da mulher menor,articulou:
__Sò que não será apenas por uma noite.__E voltou a beija-la com sofreguidão.
Os beijos foram interrompidos,e uma mulher premeditada, fria e arrogante,expôs, o que exatamente desejava daquela situação.A pequena loura teria que mudar de casa, passando a viver com ela,naturalmente poderia continuar os estudos e continuar com a vida social de sempre.Deu um prazo para que a jovem se organizasse com sua família e pudesse fazer a mudança sem grandes alardes, para os pais, iria dividir despesa com uma amiga.Grazziele odiou aquela mulher prepotente,mas na sua imaturidade não enxergava outras possibilidades de resolver a situação da família.
Antes de manda-la embora, Zina orientou-a para que ela usasse o elevador privativo da empresa.Algumas semanas passaram-se,certamente estava havendo mudanças na vida de seu pai, pois este estava voltando p’rá casa mais animado.O prazo dado por Zina para que ela se mudasse estava se expirando,já havia convencido os pais, só faltava a coragem.No dia marcado para a mudança,foi á tarde para a faculdade,após as aula,sentou-se com o melhor amigo, abraçada com ele na grama,Caíram na gargalhada,lembrando dos tempos de infância.Grazziele,ainda estava rindo, quando ergueu a vista e deparou com os azuis olhos de Zina,que aliás brilhavam numa ira contida.Ela mesma se apresentou:
__Oi,eu sou Zina ,e preciso "roubar " sua namorada..nós temos um compromisso...CIAO!__Com isso praticamente arrastou a garota em direção ao carro que estava parado a poucos metros.
__QUE INFERNO!!VOCÊ PENSA QUE È O QUE? MINHA DONA?__ Disse ,Grazzi, batendo a porta com força.
__È bom você ir se habituando,não vou deixa-la,por aí ,rolando na grama com seus amiguinhos!__Acelerou o carro com raiva e saiu queimando chão.Depois de alguns minutos, brecou o carro,virou-se de frente para a estudante,buscandoansiosamente seus lábios num beijo devorador,a loura não retribuiu o beijo, mas entreabriu os lábios permitindo que a língua da outra desvendasse o sabor de sua boca quente.
Se Grazziele,conscientemente não queria corresponder ao beijo apaixonado de Zina,Seu Corpo teimava em traí-la, sentindo que algo morno deslizava entre suas pernas,empurrou a mulher mais alta com uma força que desconhecia, esta por sua vez afastou-se a contra gosto,ligou novamente o carro, só parando em frente ao prédio onde residia.Muda,a jovem loura pensou nos meses que teria que morar ali,nas carícias a que seria expostas e pelo o que tinha visto mais cedo,á tirania de Zina.
Nunca em toda sua vida ,aquela pequena garota , ficara sem palavras,agora, porèm se sua vida dependesse de uma palavra, ela a perderia.Ao entrar no apartamento,a expressão de selvageria que assomava o rosto de Zina , foi substituída,por um doce olhar.
Grazziele ia olhando tudo com boa vontade,ao entrar no banheiro,vendo a intenção da empresária de encher a banheira,olhou encabulada para o outro lado.Em segundos, enquanto a banheira ficava cheia ,a mulher de cabelos negros reluzente se despiu, vendo que a outra,continuava parada, veio lentamente em sua direção,começando a despi-la também.No fim daquela tarde e no começo daquela noite o que se ouviu foram os sons de afagos atrevidos ,gemidos enlouquecidos, de gozos multiplicados,pois Grazziele,embora inexperiente,deixou-se levar pelas muitas habilidades de Zina, entregando-se a paixão de uma boca quente ,amororosa e sensual.As mãos pareciam ter vidas própria e deslisavam por todo corpo da moça de olhos cor de esmeralda.As carícias eram tão intensas que sem se dar conta,ela, viu-se afagando não apenas as costas,mas enredando os dedos nos fartos cabelos de sua parceira, enquanto gemia enlouquecida de prazer.E a banheira, foi apenas o começo.
Zina ,embora fosse uma grande empresária, vivia uma vida discreta,sendo conhecida por um número muito reduzido de pessoas do meio,administrando sua empresa com grande competência, tinha excelentes executivos, que seguiam à risca suas orientações e ordens.Acordou cedo, como era seu costume,vendo a garota adormecida ao seu lado, sentiu ímpeto de acorda-la e recomeçar de onde tinha parado na noite anterior: entre as coxas de Grazziele.Saiu para trabalhar.
Muitos dias se passaram,fazer amor, transar, ir para cama, nunca era uma iniciativa de Grazziele,mas nem por isso,a entrega era menor.Sendo tão jovem, e desconhecendo que podia haver tanto gozo, tanta paixão,tanto desejo entre mulheres,sentia-se envergonhada pela forma como seu corpo reagia ao toque enlouquecedor de sua amante, que lhe dizia incontáveis palavras num idioma estranho, justamente nos momentos mais íntimos. Aquelas eram,de certa formas,noites estranhas,onde só gemidos e suspiros escapavam de sua boca, mas em nenhum momento, qualquer alusão à sentimentos de sua parte.
__Meus pais querem conhecê-la...__falou certa noite,depois do que parecia ser uma interminável sessão de prazer.
__Se eles soubessem o que está acontecendo,com a "filhinha’’ deles, me matariam!Tudo bem,é só marcar..._Falou com a sobrancelha erguida e um insuportável risinho nos lábios.Irritada com aquilo,Grazziele,rejeitou as carícias de Zina, pulou da cama, trancando-se no banheiro.Pretendia ficar ali o resto da noite,apesar dos incontáveis protestos da formosa mulher de olhos azuis.Dentro do banheiro, a moça forrou a banheira com várias toalhas ,deitando-se em seguida.Ouviu a porta do quarto ser batida com força e dessa vez, ela, deu um risinho sarcástico.
Dormir na banheira, não oferecia nenhum tipo de conforto,bem que tentou,mas as duas da manhã ainda "quicava" tentando se acomodar.Percebendo que "precisava" dormir pois tinha prova no dia seguinte,abriu a porta sorrateiramente, procurando não fazer barulho,deslisou para a cama,enquanto prendia a respiração.Mal tinha se acomodado,quando ouviu a voz de Zina:
__Boa noite,Grazziele...__Enfadada,virando-se para outro lado.Enquanto dormia, a moça aninhou-se nos braços da mulher mais alta,com a mão envolvendo firmimente a cintura desta , quando o dia acordou, encontrou-as nessa posição.
Querendo um território neutro, o encontro com a família da lourinha foi marcado em um restaurante,fez Zina prometer que não diria ao seu pai quem ela era de fato.No início, foi preciso quebrar o gelo, mas após alguns minutos de conversa o ambiente estava descontraído,e apesar de evitar o tema,logo se viram discutindo a situação a econômica do Brasil, e as dificuldades existentes.Com receio, ao ver para onde o assunto se encaminhava,Grazziele,disse que precisava ir, no dia seguinte teria prova...
__È que amanhã é domingo...__Lembrou sua mãe dando uma gargalhada.Graças a Deus o assunto tomou outro rumo, e coisas mais fúteis foram discutidas,na hora de ir embora,subitamente, os cintilantes olhos de esmeraldas,brilharam maleficamente. Pondo a s mãos nos ombros da mãe, falou:
__Vou dormir com vocês em casa...__sentiu o olhar furioso da jovem morena que estava á sua frente,mas essa disfarçou e com um sorriso amável,despediu-se,indo embora.
__Um à zero!_Disse deixando seus pais sem entender nada.No caminho de volta para casa, a mãe chorosa, questionou o fato da filha ter saído de casa.
__Mãe, a nossa casa fica muito longe da faculdade, com o trânsito, eu levo mais tempo,rodando por aí do que estudando...
__Mas essa moça,com certeza não é sua colega de faculdade...
__ Eu a conheci num estágio.
__seu pai nunca deveria deixa-la sair de casa!È quase uma menina!
__Uma menina, mãe ?No dia dos seus dezoito anos eu nasci....Afinal ,vocês moram perto,ligo toda hora, vê se desencana...
No caminho de quase três horas que os levariam para casa,Grazziele soube que a empresa do pai estava se recuperando graças a intervenção de uma nova oferta de parceria que reformulara completamente a gestão de sua empresa,além de ter conseguido prazos mais longos para negociar as dívidas.Ouvindo isso,mordeu os lábio, meio arrependida por ter fugido de Zina.Ela estava cumprindo sua parte no acordo.Ao chegar em casa, foi para seu quarto, o telefone celular tocou ,atendeu-o, uma voz pastosa, com dificuldade de articular as palavras:
__Porque você fez isso?Eu vou te buscar...
__Já é tarde,é melhor você dormir...__falou Gazziele,inexplicavelmente triste por perceber que a sua interlocutora estava simplesente,BÊBEDA!
Deitada no silencioso quarto,ela não conseguia dormir,tinha desligado o telefone ,na esperança que voltasse a tocar, mas nada disso aconteceu,cansada,fechou os olhos...O silêncio da madrugada , foi interrompido pelo barulho ensurdecedor de um helicóptero que estava pousando no jardim de sua casa.Todos levantaram para ver o que estava acontecendo: o pai, os dois irmãos mais novos, a irmã caçula de apenas cinco anos.Surpresos,viram Grazziele que estava parada olhando admirada a situação,ser levantada nos braços por uma ágil mulher, que saltara do helicóptero, praticamente em movimento,levando-a dentro da nave, em seguida, levantando vôo e sumindo no céu de São Paulo.Reconhecendo a moça alta, os pais da jovem loura, como se tivessem treinado uma coreografia,abanaram as cabeças ao mesmo tempo,conduziram as crianças para dentro e voltaram a dormir, mas sem aquela paz a que estavam acostumados.
O helicóptero,não demorou muito para cruzar a distancia entre as duas
reidências.Sabendo que a piloto havia ingerido bebida,Grazziele,grudou seu
corpo bem-feito na poltrona ao lado dessa e não abriu a boca para dizer nada,se
no trânsito, o álcool provoca graves acidentes,imagine no ar,foi com esse
pensamento, que agradeceu aos céus pela habilidade de Zina ao pousar com
segurança no pequeno heliporto que ficava no alto do prédio onde moravam.As
hélices ainda giravam com força quando as duas pisaram no chão.Vendo os olhos
azuis cintilando,por um momento temeu ser agredida,mas o que ganhou foi um
ardente beijo de língua,que a deixou sem fôlego.Momentos depois encontravam-se
na sala, onde com a rapidez de um raio,Zina tirou a própria blusa, para em
seguida desvencilhar Grazziele do pijama que estava
usando,aborrecida por sentir o cheiro de bebida que a outra
exalava,afastou-se:
__ Não!
__Como,assim,"nãão"?__aproximou-se, mas foi prontamente repelida pelas mãos delicadas da mulher menor.
__Há! È assim? Então?,Fique aí fingindo que você não gosta do que acontece entre nós que eu sei muito bem onde resolver meu problema ,e diante dos olhos incrédulos da pequena loura,dirigiu-se para a porta de saída.Esta ,porém num gesto rápido, postou-se na frente da porta, os lábios tremeram levemente,seu tom foi suplicante:
__Por favor, não vá...
__Você sabe o que está me pedindo?Não quer que eu vá, mas também não quer que
eu a toque,é isso?
__È pedir muito?
__O impossível!!!Acho que vou tomar um banho.__Dizendo,isso dirigiu-se ao banheiro.Grazziele por sua vez,deitou-se na ampla cama e logo adormeceu,nem percebendo que olhos azuis deitou-se ao seu lado, colando os lábios em seu pescoço,repetindo baixinho:__Te amo, minha pequena,te amo.
Mesmo tendo ir dormir tão tarde, os olhos de esmeraldas já fitavam o teto as nove da manhã,levantou-se,sabia que os pais há essa altura já estavam acordados, ligou para os dois , teria uma conversa,difícil,o pai atendeu ,esbravejou muito,mas a mãe tomou-lhe o telefone da mão,dizendo por fim:
__ Nós só queremos te ver feliz!
Voltando para o quarto,ficou observando a garota adormecida, agora que estava ali,relaxada enquanto dormia,percebeu que não deveria ter mais do que uns vinte oito anos,admirou-se da inteligência da sua amante,presidente de uma empresa tão importante e nem tinha chegado aos trinta.Como se sentisse que estava sendo observada,nesse momento,Zina abriu os olhos, fitando diretamente sua admiradora.
__NOSSA! Parece que tem um trem dentro da minha cabeça...
__Não seria um helicóptero?
__Me dá uma trégua.__Levantou-se com dificuldade,dirigindo-se ao banheiro,retornando em seguida,olharam-se, e naquele olhar havia uma montanha imensurável de coisa que não eram ditas e não compreendidas principalmente por Grazziele que estava vivendo algo totalmente inusitado para ela.
Depois daquela noite, algumas coisas mudaram entre as duas,resolveram, ou melhor Zina resolveu passar algum tempo na sauna para melhorar,mas Grazziele insistiu que queria ir á um parque,meio á contra gosto, a bela ,de olhos azuis aceitou, e para sua surpresa,divertiu-se bastante andando de bicicleta pelo Ibirapuera.Acostumadas aos ambientes sofisticado não apenas de São Paulo, mas de várias partes do mundo, as duas observavam as pessoas se divertirem de maneiras tão simples.Sentadas na grama,quem as visse, imaginaria uma dupla de amigas, mas quem as olhassem mais de perto, veria uma chama ardendo,forjada no calor do desejo.
__Você não tem medo de sair por aí sozinha? Tem tanto seqüestro...
__Você também pode ser seqüestrada...vou por alguns seguranças á sua disposição
__Não, não,não!__protestou Grazziele com veemência.__É você que ocupa um cargo super...
Passaram a tarde inteira conversando amenidades,quando perceberam,que estava ficando escuro e vendo que estavam com fome ,foram á uma lanchonete popular, onde ninguém percebeu o estado lastimável de quem tinha passado a tarde se divertindo no parque.Naquela noite,deitadas na cama,Zina não fez qualquer gesto em direção á Grazzi,que pela primeira vez, sentiu imenso desejo de ser tocada.Timidamente, virou-se para a linda mulher que estava ao seu lado,depositando um beijo quente naqueles lábios carnudos,percebendo o espanto da outra ,aprofundou o beijo,separou os lábios, murmurando baixinho:
__Faça amor comigo...__Ao ouvir o pedido,a bela mulher, de profundos olhos azuis ,não esperou para atende-lo,aquela, foi uma noite de paixões desenfreadas,que pareciam não ter mais fim.
Os dias, transformaram-se em semanas,as semanas em meses,o tempo de Grazzi partir estava chegando,todo os dias, aqueles arroubos de paixão ,mas em nenhum momento se ouvia falar de amor.A grande empresária, porque acreditava fielmente que a sua pequena amante loura,cumpria apenas sua parte no trato:"maldito trato"__Pensou, parada á poucos metros da larga entrada da faculdade,de onde, dezenas de estudantes estavam saindo naquele momento.Reconhecendo a loura cabeleira,buzinou chamando sua atenção.Fingindo que não estava vendo,a moça loura pulou nas costas do amigo que a acompanhava e saíram dando risada.Grazziele,sentiu uma imensa vontade de provocar a mulher do elegante carroEm segundos,esta, encontrava-se á sua frente, tempo suficiente para que o amigo se desvencilhasse da garota e cumprimentasse a outra moça:
__Oi,Zina!__Grazziele beijou o amigo, rumando para o carro com um sorrisinho maroto.Estranhamente, não trocaram qualquer palavra no trajeto para casa.até mesmo as mãos de Zina concentraram-se apenas na direção.
Quando chegaram em casa,decidiram sair para jantar e dançar numa badalada boate.O contraste entre as duas só acentuava a beleza de cada uma delas,por essa razão dezenas de olhares se voltaram quando ambas entraram estonteantes na pista de dança.A noite foi de festa,risadas e alguns drinques,dançaram praticamente a noite inteira,ao perceber que nenhuma delas estava em condições de dirigir,chamaram o motorista particular de Zina e em poucos ,menos de meia hora, estavam em casa.Nem é preciso contar que a madrugada foi de total entrega, de carinhos multidimencionados,de bocas sequiosas e famintas que se procuravam e se perdiam uma na outra.Exaustas,dormiram abraçadas , tão próximas como se temessem se separar.Grazziele mal tinha fechado os olhos,quando acordou em pânico,aquele dia já era sábado,dia 23 de dezembro,e o acordo acabava justamente naquele dia.Lágrimas quentes correram pelo seu rosto,simplesmente não queria ir, não queria deixar aquela mulher que estava deitada ao seu lado e que aprendera amar mais do sua própria vida,abraçou-a mais fortemente.Assim, adormeceu novamente.Quando acordou de novo, Zina havia saìdo,entendeu, que aquilo era um indício para não haver despedida,recolheu seus pertences , colocando tudo na mala e partiu.Nem uma carta,nem um bilhete,nada.
Os pais e os irmãos adoraram sua presença em casa e o natal, transcorreu no meio de muitas alegrias,excetuando-se o fato de ter naquela casa, um coração quebrado em muitos pedacinhos.Todo toque de telefone ou celular,causava taquicardia.O ano novo se aproximava,o verão havia entrado com força total,finalmente, o tão esperado toque aconteceu,o prolongado silêncio do outro lado identificou exatamente a pessoa de quem desejava ouvir a voz.,quantos minutos ficaram assim,não foi possível calcular,falaram juntas:
__Preciso ver você!__Outro prolongado silêncio.Marcaram num endereço
conhecido, um famoso e elegante café.Desligando o celular,Grazziele desceu as
escadas com tanta pressa, que por pouco não sai rolando, uma forte chuva de
verão caiu sobre a cidade antes mesmo que ela chegasse ao portão da
rua.Nunca amaldiçoou tanto o fato de seus pais terem escolhido um condomínio
fora de São Paulo,a chuva não dava trègua,quando conseguiu chegar no local
marcado,passava da meia noite, largou o carro na porta e correndo feito uma
louca entrou no recinto,sem se importar com os olhares dos curiosos.Nem sinal de
Zina,estava saindo do prédio, enfrentando novamente a chuva, sem se importar com
o guarda-chuva oferecido pelo manobrista,quando seu nome foi chamado de forma
calorosa:
__Grazziele!__Atiraram-se nos baços uma da outra,numa profusão de
sentimentos,a chuva escorria , deixando as roupas molhadas,correram até o
carro da moça loura.
Horas depois, aquecidas e envolvidas em incontáveis
jogos amorosos as duas conversaram sobre seus sentimentos.A primeira a falar foi
Zina:
__Grazzi, eu fui muito estúpida,nunca deveria ter feito uma proposta
dessa á você.Quando eu vi que ia embora do meu escritório, entrei em pânico,foi
pousar os olhos em você para saber que não poderia perde-la.Usei o que
tinha no momento,no amor e na guerra...você sabe...
__Eu não sei quando me apaixonei por você, mas desde o momento em que me tocou pela primeira vez, embora não entendesse bem o que estava acontecendo,eu senti que não poderia viver longe dos seus carinhos...
__Você falou, apaixonou-se,tem certeza?Será que eu tenho essa grande sorte?
__Eu sei que você só me deseja,mas posso viver com isso..Disse Grazziele, chorosa.
__TE DESEJO,Grazziele? Eu sou completamente apaixonada por você.Te amo,Grazziele!
__Também te amo,Zina!__ e aquele foi o começo de um lindo conto de fadas, onde a princesa e a princesa viveram felizes para sempre.