Anjo das Sombras

Angelia

[email protected]

 Cap�tulo 2

 

 - Entendo..Bem n�o sou muito de sair de casa tamb�m � sorriu.

 - Dizem ser raro ver voc� passear pela cidade...Quer dizer � tentou consertar Bia, mas j� era tarde, quando percebeu que Chris a olhava daquele jeito que a desconcertava.

 - N�o se preocupe..Acho at� melhor conversar com voc� sem tantas formalidades ou preocupa��es..Isso se me permitir n�?

�At� parece que eu sei dizer n�o quando me olha assim...� - pensava bia intrigada com aquela mulher.

 - Tudo bem � sorria ela um pouco nervosa � mas eu n�o entendo porque voc� veio..Quer dizer n�o que n�o agrade sua presen�a aqui, mas...

 - Acho bonito esse tipo de cerim�nia por isso vim... � respondeu em um tom entristecido antes mesmo que bia pudesse completar seu pensamento � minha m�e costumava dizer que n�o h� nada mais belo que um casal apaixonado assim... � baixou a cabe�a ao citar  isso � por isso eu...

Antes que pudesse terminar sentiu uma m�o t�mida em seu ombro em um gesto de conforto. Mesmo conhecendo pouco aquela linda mulher, sentiu vontade de tentar aplacar a tristeza que via em seus olhos.

 - Ela sabia o que dizia...O amor � um presente raro na vida das pessoas. �suspirou olhando a irm� � por isso fico feliz pela Raquel.

 -  N�o sei se devia lhe perguntar isso, mas.. � falava uma t�mida Christine  - eu..N�o sei se vai se ofender... - O sorriso  que Bia  ostentava no rosto rubro deu for�as a ela para continuar, mas um  barulho estridente quebrara o clima que se formava entre as duas.Via-se a contrariedade no rosto de Christine ao pegar o celular na bolsa.

 - Desculpe-me eu... � tentava argumentar em meio a sua raiva por aquela interrup��o na hora mais impr�pria pra isso.

 - N�o tudo bem..Sei que deve ser ocupada � dizia uma Bia frustrada.Logo se afastou de Christine, um tanto desolada amaldi�oando quem quer que fosse.

�Esperei tanto.. Pra acabar assim...� Chris por sua vez observava sua querida Beatriz se afastar aos poucos dela. �Maldi��o!!�.� pensou e logo se viu o aparelho jogado ao ch�o em peda�os. N�o poderia voltar para o centro da festa no estado em que se encontrava.Decidido isso, se p�s a caminhar pelas ruas quando parou e subitamente fechou os punhos:

 - Ser� que nem por um minuto voc� me deixa em paz?Gritava ela enfurecida.

 - Nossa como est� estressada..De novo!Comentava com ironia um homem mediano de cabelos castanhos, bem vestido aparentando j� certa idade.

 - Sua presen�a irrita qualquer um Adrian, que quer dessa vez?Questionava com f�ria nos olhos amarelados.

- � assim que recebe os amigos?- Dizia com sarcasmo � voc� j� foi mais amistosa.

- Como se alguma vez tiv�ssemos sido amigos � falava Christine entre as presas agora a mostra sem se importar com quem os pudesse surpreender naquele momento, esquecendo completamente de onde estavam � diga logo o que quer e me deixe em paz!

 - � por causa dela que est� irritada assim n�o �? � formava-se um sorriso malicioso no rosto dele � Quem diria Christine..Uma mortal deixando voc� assim - ria debochado, contente vendo que conseguira a irritar ainda mais como era seu normal sempre que a via.Sabia que nesse estado conseguiria saber qualquer coisa dela.

- N�o sei do que falas � tentava convence-lo mesmo sabendo que n�o seria f�cil, havia sido ele afinal quem ensinara quase tudo que sabia ela  � depois de tantos s�culos como espera que eu me lembre de uma mortal espec�fica?

 �Porque voc� n�o sabe mentir pra mim!�. Sabia que ele tinha raz�o, mas n�o poderia colocar em risco a seguran�a de Beatriz, sabia do que era capaz. 

 - Pois bem, e que tem voc� com isso?Ela �..Assunto meu e s� meu!

 - Quanto interesse nela..N�o vai dizer que se apaixonou por uma mortal como fez o est�pido do seu Irm�o..Ou ser� que n�o lembra como ele acabou? Ainda em lembro da noite em que ..- n�o conseguira terminar, pois fora arremessado � parede pela jovem vampira que agora lhe segurava pelo colarinho com os olhos avermelhados de �dio.

 - QUEM VOC� PENSA QUE � PRA FALAR DE L�CIUS?NUNCA MAIS SE ATREVA A TOCAR O NOME DELE!!!

Estreitando os olhos Adrian pode ver que tinha raz�o,a loirinha era mais importante a ela do que ele imaginava.Era por isso que andava a evitar a presen�a dele nos �ltimos tempos!Como n�o havia percebido isso antes? Mas isso ainda seria �til a ele.

 - Voc� e ele s�o iguais mesmo � provocava ele �mas se quer cometer o mesmo erro o problema  � seu! � disse atirando-a fortemente ao ch�o � Mas isso n�o ficar� assim Christine..Eu sempre consigo o que eu quero..E eu quero voc� e terei podes esperar!Bia, que por sua vez pensava onde andava sua deusa de olhos azuis ouviu sons de uma discuss�o pr�xima a onde estava e foi ver o que era.Por estar a noite muito escura mal podia ver quem eram os dois vultos que vislumbrava a frente, mas bem conhecia aquela voz:

�Christine!� - pensou � �o que ela faz aqui nesse lugar e quem � aquele com ela??� - agora repara no homem � frente de Christine,bem como via � mesma ca�da ao ch�o.Reparava que ambos discutiam fervorosamente, mas n�o ousava se mexer. Sentia-se pretificada de medo do desconhecido sem saber ainda o porque, tinha uma sensa��o ruim sobre ele.Percebendo a presen�a intrusa da menina sorriu de um modo diab�lico a ela ,voltando-se a Chris:

�Parece que sua cavalaria chegou querida..Isso n�o acaba aqui..Eu prometo!!� - olhava-a vitorioso por ver a t�o orgulhosa Christine prostrada ao ch�o, valendo-se da presen�a de uma mortal para que ele se fosse.Sabia que ele nunca iria se expor.

�S� acaba quando EU terminar com voc� � respondia em meio � dor que lhe a�oitava o corpo pelo golpe recebido h� pouco.

�Veremos querida, veremos..� - dizendo isso voltou �s sombras das quais havia surgido para  ela e sumira.Segura de que n�o voltaria,Christine tentava se levantar, mas n�o conseguira at� sentir que algu�m a ajudava.Para sua surpresa era Beatriz que a olhava preocupada.Agradecia nesse momento por seu antigo �tutor� ter partido, n�o era hora ainda de revelar como e quem era de verdade e sabia que se ela ali estivesse na presen�a dele..O pior aconteceria.Mal sabia ela que ele havia visto sua amada mortal,t�o pouco o que planejava ele para ela .Agora s� precisava arranjar uma desculpa para explicar sua presen�a naquele lugar e tamb�m sobre quem era o homem que Beatriz vira momentos atr�s.Ajudada por ela tentava se recompor antes que bia lhe perguntasse algo.Tarde demais!

  - Christine que houve com voc�? Quem era aquele homem? O que ele queria � fazia mil perguntas ao mesmo tempo � voc� est� bem?

 - Calma..- respondeu com um meio sorriso � se voc� fizer menos perguntas ao mesmo tempo posso responder Beatriz...

 - Bia..- disse quase em um sopro �pode me chamar de Bia se quiser � o rosto corava novamente.Christine a observou por um momento admirada para logo ap�s quebrar o encanto em que ficava ao olhar para bia:

 - Bem Bia...Respondendo ao que voc� me perguntou - respirou fundo antes de continuar,sabia que teria de emitir muita coisa � Eu acabei por me machucar porque entrei em conflito com aquele cara que voc� viu h� pouco...Mas fora alguns arranh�es e pequenas  feridas estou bem .Como se odiava por n�o poder contar a verdade, mas n�o queria assustar Bia mais do que via que ela j� estava.Tamanha sua preocupa��o com ela que n�o perceber� o que ela lhe dizia.Caminharam juntas um pouco, mas Chris lembrava o caminho que tinha feito e sabia desconhecer aonde a loirinha a levava.

- Er..Bia..Onde estamos indo? Receio n�o ser esse o caminho a festa da sua irm�.. � perguntava curiosa.Onde poderia ela a estar levando? Ser� que havia visto algo?Deuses e agora o que iria dizer pra explicar tudo?O que ela pretendia?Mil pensamentos vinham ao mesmo tempo � cabe�a quando viu que Beatriz havia parado e agora olhava em seus olhos,os quais ela tanto gostava.

 - N�o � para l� que vamos.. � respondeu e come�ou a caminhar novamente,mas parou quando viu que Christine n�o  a acompanhava.

 - C-como n�o?Onde est� me levando ent�o? � respondeu  ela nervosa � �e agora?�

 - N�o se preocupe..- Sorrira o mesmo sorriso que conquistara Chris da primeira vez � estou somente guiando voc� para minha casa afinal voc� n�o pode ficar assim � apontou para algumas marcas no rosto dela e para a roupa � arrumamos isso r�pido voc� vai ver.Ao mesmo tempo em que aquela resposta aliviava a vampira a deixava apreensiva.Ser� que seria boa id�ia ficar a  s�s com Beatriz, sabendo o quanto era penoso a ela se controlar?Precisava logo achar uma desculpa para evitar isso.

 - Bia eu agrade�o muito, mas n�o quero te incomodar � s�rio...Eu..

N�o pode continuar..Bia colocou o dedo nos l�bios de Christine como a dizer que nada do que dissesse mudaria sua decis�o.Entendendo isso,desistiu de qualquer tentativa de fuga..Sabia que seria in�til..Beatriz n�o daria chance... E depois como explicaria  a ela se sumisse de repente no meio da noite ap�s tudo que ela viu,tudo que aconteceu?N�o tinha jeito..Teria de manter a maior calma poss�vel para n�o despertar mais suspeitas do que as Beatriz j� deveria ter.Aproximaram-se de uma casa de estilo europeu com um imenso jardim de l�rios chineses os quais foram escolhidos para o jardim pela pr�pria Beatriz quando o pai havia terminado a casa, exatamente por saber como a filha tinha gosto pelas flores e borboletas durante o dia, bem como vezes observara a  filha fascinada no jardim com a lua.

-  S�o lindos n�o s�o? � bia havia pegado Christine a  observar os l�rios distra�da, como a estar longe dali.

- Sim s�o sim..�N�o tanto como voc� � claro� �- Bem venha .. � disse puxando Christine pela m�o � temos que cuidar logo de voc�...

Deixando-a na sala, caminhou at� o quarto buscar algumas coisas para tratar as feridas de Chris.Esta observava atenta a casa, quando algo lhe chamou a aten��o em  particular.No alto da lareira, reparou em uma pintura que muito se assemelhava a si, por�m alguns anos atr�s, mais jovem e alegre.

�Mas nunca me viu antes.. Como ela ent�o... N�o.. Deve ser s� coincid�ncia� . T�o atenta observava ao quadro que n�o notar� Beatriz se aproximar a ela.

 - � lindo n�o? � perguntava ela curiosa para saber o que pensava t�o profundamente sua linda �visita.�

 - Desculpe-me a curiosidade..Eu s�...

 - N�o tem nada a desculpar..N�o � a primeira que se deslumbra com esse meu quadro.

 - Ent�o foi voc� quem o pintou? � perguntou Chris surpresa.

 - Sim...mas porque achava que era de quem?N�o gostou foi isso?- parecia meio desanimada com a pergunta feita momentos atr�s. O modo como seu olhar ficar� vago mostrava bem isso.Apesar de n�o ter tido a inten��o de ter deixado a jovem naquele estado,Christine sabia que precisava fazer algo e r�pido.

 - N�o..n�o me entenda mal...Por favor ..�  lindo  � colocou sua m�o no ombro da mulher mais baixa e notou que est� arrepiara a esse contato � somente n�o sabia que pintava.Mas pelo quadro..da pra ver que tem muito talento.Mal terminara de falar e notou que um sorriso largo se fez no rosto de Beatriz.O tempo parecia ter parado para as duas,como se nada mais existisse naquele momento,somente elas.Pr�ximas como estavam,Bia podia sentir o delicioso perfume que emanava da mulher mais alta,mas uma vez mais perdia-se naqueles olhos de azul t�o intenso como o mar.Chris j� conhecia essa rea��o de encantamento causada por ela,e bem sabia como terminaria a noite se deixasse levar por sua natureza sombria.Por�m neste caso era diferente e sabia disso..n�o seria somente mais um ser humano,somente mais uma vitima indefesa sua..

Os olhos da mesma j� tomavam um tom mais amarelado e logo via-se um tom escarlate intimidador.De tudo que j� enfrentara s�culos atr�s,agora sim encontrava-se em seu maior dilema:Tudo poderia acabar naquele momento como tantas vezes encerrara os breves encontro com as vitimas anteriores, ou poderia refrear a si mesma seguindo assim o  que planejara tanto.De um lado sua natureza a instigava a terminar tudo ali de uma vez, mas de algum modo decidiu desistir por enquanto de seu intuito.N�o a queria daquele modo,como a tantas teve.Nos olhos de Bia, via bem o que lhe lembrava uma marionete.Sua express�o vazia, a aus�ncia de vontade pr�pria diante da bela vampira.Definitivamente n�o era assim que seria.N�o poderia a deixar v�-la assim,afinal que pensaria ou mesmo sentiria?Com certeza do encanto quebrado surgiria o medo ao ver que agora se encontrava a sua frente n�o a mulher mas sim um monstro de caninos afiados.E isso era a �ltima coisa que queria..pelo menos naquele momento.

�� De qualquer forma um dia...voc� vai ter que saber a verdade mas por enquanto..deixemos como as coisas est�o..�.

A esse pensamento, deixou um bilhete na pequena mesa que encontrava-se perto da porta e com um �ltimo olhar sobre Beatriz,fechara a porta,sumindo junto a uma bruma leve que cobria a noite como um manto.Com o barulho desta, Bia que encontrava-se em profundo transe despertara.Olhando em volta,n�o encontrou a bela morena que a momentos atr�s descompassara tanto seu cora��o.Procurou por toda  a casa mas nada encontrou,sentindo repentina tristeza por seu fracasso em encontrar mesmo um pequeno vest�gio de sua visitante, sentou-se em um sof� grande onde da janela observava a lua.

 - Ser� que foi algo que eu disse?

Olhando de canto de olho,viu um peda�o de papel com um os escritos:

? a??p? e??a? ? t??p??... p?? ? ?????? e??a? ? f??a?a?... ? ?a?d?? ? d??ast??.*

Como sempre gostara de estudar as civiliza��es antigas,Beatriz sabia um pouco de alguns idiomas mais antigos e atuais,sempre comparando suas mudan�as.Surpresa pelo que lera, resolveu abrir o papel e ver o que dizia o mesmo.

�Me desculpe srta, mas tive que ir embora, espero que entenda.At� uma pr�xima vez.�

Ler aquilo ao mesmo tempo tranq�ilizava e entristecia bia.Mal sabia que a pr�xima vez referida no bilhete n�o tardaria a ocorrer.

No outro lado da festa,Marie percebera todo o ocorrido mas de repente n�o mais sentia a presen�a da irm�, e nunca fora h�bito de Christine desaparecer sem avisar a mesma.Algo estava muito errado.

�Voc� se afastou tanto daqui...que pode ter acontecido?�

Com esse pensamento dirigiu-se a Raquel,que aparentava inabal�vel alegria.N�o poderia dizer a verdade sobre o desaparecimento de chris mas n�o poderia ficar mais..sabia que ela precisaria de sua companhia quando voltasse pra casa.

 - Raquel..Desculpe-me tudo est� muito lindo e me diverti muito mas agora preciso ir.

 - Mas j� ainda � t�o cedo?

 - Sim eu..tenho algumas coisas pra fazer amanh�. � tentava a todo custo se livrar das perguntas que sabia que a mulher mais velha lhe faria.

 - E sobre Christine..ela j� se foi � antecipou a  resposta para n�o dar margem a mais questionamentos � muito obrigada por tudo,espero voltar aqui mais vezes.Com um sorriso se despediu de Raquel e de algumas pessoas com as quais conversara naquela noite.Era �bvio que tinha uma personalidade mais am�vel  de maior sociabilidade com os humanos que Christine,que em grande parte os considerava muito f�teis.Para sua sorte ningu�m questionara a jovem andar s� por l� mesmo por ser de conhecimento de todos que a pequena costumava desde que era pequena caminhar nas noites escuras, mas poucos sabiam o porque e como nada nunca lhe ocorrera de mal.   

 ��Existem realmente verdades que s�o melhores quando  mantidas em sigilo.�Divagava consigo mesma enquanto caminhava na dire��o de um carro escuro�.

�Mesmo assim, uma hora ou outra essas verdades s�o reveladas..e nisso surge o caos...� fora a resposta que obtera de Christine que permanecia a espera de Marie encostada no carro.

�Que aconteceu..de repente n�o mais podia sentir voc� por perto...e...� ansiava a pequena vampira uma resposta.

�N�o me questione hoje ok? Prometo...que amanh�  conversamos melhor sim?� Seu olhar amarelado demonstrava uma mistura de sentimentos e confus�es: a crescente raiva de Adrian e sua prepot�ncia, surpresa com sua atitude momentos atr�s com Beatriz,o medo quando a verdade viesse � tona,bem como a verdade expl�cita em seus olhos:s�culos e s�culos de vivencia nas trevas da noite eterna a haviam ensinado a nunca confiar em ningu�m bem como em n�o se deixar levar pela paix�o que a tantos humanos consome.Por�m agora ela mesma tra�a esse conceito que tanto cultivara ao longo do tempo.

�Se queres assim ent�o tudo bem..vamos embora..foi uma longa noite pra voc�...de algum modo...sei que foi...� Reparando que n�o receberia reposta ao coment�rio entrou na carro e mantiveram esse silencio sepulcral at� chegarem em casa.Sabia bem que ter encontrado-o tinha ati�ado seu lado mais selvagem outra vez �Ele planejou tudo isso desde o come�o..eu devia ter imaginado o pq me instigou a brigar!!�

O cenho de Christine fechou-se,e nos olhos o mesmo escarlate de antes denotavam a f�ria que se apossava dela.Lembrava em muito seus anos de terror para com os humanos enquanto dirigia at� sua casa.

 

Flashback

 

�Paris,Fran�a 1820�.

Em uma mesa no fundo de uma taverna antiga,dois amigos conversavam muito reservados.O clima era de mist�rio e medo se espelhava nos olhos de ambos.

  - Ouvi rumores que tem um serial killer por ai..

  - Eu acho que � bruxaria isso sim!!

Os estudantes da �poca assombravam-se com as mortes repentinas de tantas pessoas.A policia procurava durante o dia informa��es que pudessem ajudar as investiga��es mas ningu�m falava nada.Todos fingiam viver suas vida e n�o tocavam no assunto,mas cada um possu�a sua hip�tese para o surto de mortes que amaldi�oava a cidade. Eram muitos acusados de c�mplices quando falavam em publico sobre algo t�o terr�vel,mas nada  era encontrado que os incriminasse realmente.O clima de p�nico rondava a cidade,por�m todos fingiam estar tudo bem, aos  poucos que ousavam sair nas noites,bem era sabido que arriscava nunca mais voltar..por algum motivo..No alto da Dama de Ferro,dois olhos escarlates luziam sobre a cidade como a observar  a mesma,vigiando cada pessoa.

 -  T�o insignificantes...vivem s� esperando a hora de servirem para algo..bando de in�teis mesmo!

Uma voz arrogante ditava.Iluminada pela lua,vestindo  uma cal�a de couro,uma camisa branca feminina aberta um pouco na altura do colo superior e uma capa negra mostrava a dona daqueles olhos aterrorizantes.No rosto,estampava um sorriso diab�lico.

 - Para alguma coisa eles servem minha querida!

Um homem bem vestido,de cabelos castanhos surgia atr�s de uma das vigas da torre.

 - S� pra alimento mesmo � sustentava o mesmo sorriso � mas me agrada ver o medo nos olhos deles!

 - Eles nasceram para servirem a n�s,somos superiores pela natureza Christine!

 - Sim voc� tem raz�o!Acho que est� na hora da ca�ada dessa noite.

Como nas primeiras vezes, at� o fim da noite, a neve que embelezava a cidade tingia-se do vermelho dos inocentes que cruzavam com a jovem vampira.Sua fama corria junto a grande fam�lia das trevas por todo o mundo,e sendo t�o jovem assustava ter tamanha frieza e habilidade.Seu calcanhar de Aquiles por�m residia na figura de sua m�e,uma meia mortal pela qual tinha cuidado extremado.Era odiada pelos vampiros,acusada da mortes de muitos pela m�o da filha,a qual n�o se arrependia de matar aos seus como aos humanos, tinha isso como uma divers�o.Na noite de ano novo por�m sa�ra  com uma sensa��o estranha,um medo que jamais tivera se instalara em seu cora��o.

�o vento est� selvagem hoje...as coisas v�o sair erradas em algum ponto essa noite�

Mais do que certa estava!Sabia que em �pocas de comemora��o as pessoas se descuidavam mas algo soava diferente dos anos anteriores.

�deve ser s� impress�o..estou ficando paran�ica,talvez seja culpa da abstin�ncia dos �ltimos dias! � s� isso mesmo...�

Ap�s alimentar-se de alguns comerciantes que vagavam pelos becos de Paris,concentrou-se em um grupo de jovens que festejavam perto do Palais de Versailles.Sentira novamente aquele  medo tomar conta do cora��o quando  se projetava para atacar e por conta recuara.Tarde demais!

�exterminadores!! Eu devia saber!!�

Olhava o grupo que se formava em seu redor e sabia que o sol nasceria daqui pouco tempo.Poderia matar todos mas sem deixar de sofrer com a luz que certamente lhe faria um dano grave!O temor do sol e seu corpo mostravam que n�o seria f�cil escapar dali,suas reservas de  energia j� n�o eram t�o grandes.

�me seguiram at� aqui mas daqui n�o sair�o vivos!�

O grupo que j� se aproximava percebera um tom de cor de sangue nos olhos da bela imortal,e bem sabiam que em seus pr�prios olhos se lia o medo,mas mais que isso a determina��o de todos em �exterminar o mal maior da terra�.Determinados a cumprir sua miss�o avan�aram  contra  Christine mas logo viam-se cad�veres no ch�o.Um a um sofreram as conseq��ncias de sua f�ria descontrolada e o pior banho de sangue que j� se ouvira dizer na historia  se fez no local.

�assim vai longe minha  menina�olhava Adrian com orgulho a matan�a causada por sua disc�pula mas sabia que era amea�ado pela dama de olhos verdes que observava a tudo paralisada pelo medo que se instaurara em sua alma.Armand seu irm�o o avisara que seria essa mortal que domaria o cora��o selvagem e cruel de Christine para sempre..que ao longo do tempo ele deveria tentar recuperar para as trevas.Disse que seria inevit�vel se conhecerem mas deveria, se preciso, mentir e fazer a bela morena se desapontar com aquela mortal afim de n�o deixar a mesma tomar sua �filha� dele.Como um animal furioso...era como se mostrava a bela morena ap�s exterminar ao grupo de algozes que lhe tentara encurralar. �Van Hellsing...devia saber que nunca desistiria! Ainda extermino voc� concluira ser obra do professor ao observar o s�mbolo marcado na roupa de um dos homens que derrubara.O nascer do sol determinava sua partida,mas sabia que n�o sairia ilesa.por mais veloz que fosse,lhe afligia o sol feridas fortes no bra�o e nas pernas.Ao entrar na casa onde residia fora da cidade,logo dirigiu-se ao quarto do terceiro andar onde descansava ap�s cada �trabalho �noturno.�Na noite seguinte as coisas seguiam como sempre at� se deparar com uma donzela de olhos verdes, a qual escolheu como sua v�tima naquela noite.A seguira pelas ruas at� a deixar sem sa�da como costumava fazer com a maioria,mas desta vez agira diferente.

 

-         Ent�o n�o vai me dizer nem seu nome?Sorria ir�nica Christine.

-         P-porque te interessa isso?O-o que quer comigo?respondia uma tr�mula voz.

A cada palavra  a morena se aproximava mais daquela que considerava sua melhor presa nos �ltimos tempos � ela n�o � como as outras...� pensava ao parar e olhar a menina de cima a baixo.

-         Digamos s� que me interessa..podemos fazer isso do modo f�cil ou do meu modo � dizia enquanto os olhos azuis novamente tomavam um tom mais escuro,mas diferente de outras vezes,migraram para o tom escarlate de uma s� vez � e ent�o como vai ser?

A passos lentos aproximava-se de sua presa como um felino que j� a tem nas garras mas sem pressa.Pode-se dizer que brincava com a comida.Encurralada, a jovem sabia que n�o havia o que fazer,de um modo ou outro seu destino j� havia sido tra�ado quando a cruel vampira cruzara seu caminho.

�Porque eu..e porque tudo tem de acabar assim??� pensava aflita

-         Porque acha que termina tudo aqui,minha menina?A sua vida logo estar� s� come�ando..somente ver� isso de outra forma.Dizia Christine, com um olhar cruel, envolvendo-a em um abra�o for�ado,trazendo sua presa para mais perto o que obrigara as duas a olharem-se pela primeira vez nos olhos.Devido �  diferen�a de altura de ambas a pequena loura necessitava voltar o pesco�o bem para tr�s para conseguir olhar a outra.Era n�tido o medo na mesma refletido pelos olhos t�o verdes e o corpo tr�mulo.

-         E-evelin...-  disse com um fio de voz,devido ao medo que se instalara em seu cora��o.

A ca�adora olhava-a mais atentamente.Algo naquela mulher a incomodava,n�o era como tantas presas que tivera antes.Sempre as ca�ava,se alimentava e partia deixando as vitimas em qualquer lugar mas desta vez algo a  impedia..

� Que voc� tem de especial? Porque eu n�o  consigo ser como sempre? Ser� que voc� fez algum feiti�o pra mim?�divagava consigo mesma,mas fora tirada de seus pensamentos quando lembrou da jovem em seus bra�os .

-         Evelin..belo nome... � concluira � muito corajosa por sair a noite querida..mas a coragem tua ter� um alto pre�o. A essas palavras,mostrara os caninos a evelin,o que a aterrorizara mais do que j� estava, isso se era poss�vel.

-         N�o se preocupe...n�o vai demorar..

Sem forcas para lutar contra aquele ser das sombras,Evelin somente esperava para ver o que o destino lhe reservava.Quando j� havia mordido Evelin sentira de s�bito uma for�a lhe arremessar para longe, e ainda ca�da ao ch�o olhara furiosa para o lado direito de Evelin j� sabendo do que se tratava.

 

-         Voc� n�o tem direito de interferir nisso Michael!Ela por direito � minha!!Temos um acordo deve lembrar!!Gritava furiosa.

-         Voc� quebrou  o acordo que t�nhamos  Christine, quando se aliou a  Adrian.N�o deixarei que continue com essa carnificina que tem feito junto a ele.Tudo acaba por aqui! Respondia o anjo que agora segurava Evelin nos bra�os.

-         N�o se atreva  a desafiar minha f�ria seu anjo maldito!Devolva-me o que me pertence!AGORA!

-         Ela nunca ser� sua nessas condi��es Christine.N�o posso mudar o que voc� � como criatura,sabe bem disso...mas quem sabe...

-         Quem sabe o que???

-         Quem sabe minha crian�a no futuro aprendas e mude seu instinto.Pode ser que assim consigas o que quer tanto!

-         N�o digas bobagem! Eu n�o mudarei e mesmo assim terei o que quero..ELA!

-         Se achas que conseguira lhe desejo sorte mas o tempo vai dizer qual de n�s tem raz�o minha menina.Se n�o o tempo..ela o far�.

-         Chega de conversa..j� que voc� quer do jeito dif�cil assim ser� Michael!

Dito isso � bela vampira se precipitara contra o arcanjo como fazia com todos os inimigos sempre mas n�o parecia ver contra quem lutava.

-         N�o precisava ser assim menina...

Michael esperara Christine se aproximar e essa certa da vit�ria n�o notara o ataque frontal que recebera antes de esse ser expelido.Com a m�o esquerda estendida,lan�ara chamas de tom prateado, os quais queimavam a pele da jovem vampira com a mesma intensidade com que o sol lhe fazia feridas.

Adrian que a tudo observava,n�o movia um m�sculo para ajudar a dita �filha�.

�voc� tem que aprender por voc� mesma..se se deixar abater por esse da�...� porque n�o vale mesmo a pena..perdi meu tempo�dizia para Chris para logo depois sumir na noite.

�filho de uma bacante desgra�ada!! Voc� vai me pagar por isso tamb�m!!!�

Fora o �ltimo pensamento que conseguira ter antes de desmaiar abatida.Percebendo o estado dela,Michael se aproximara  se ajoelhando a  sua frente.

-         Voc�s s�o como Yin e Yang,juntas s�o equilibradas mas separadas trazem grande Caos para voc�s mesmas � respirara fundo � e voc� Christine,vai entender que o teu caminho est� errado ..mas vai levar tempo ainda...

Dito isso a envolvera pela cintura com sua m�o esquerda e sumira com ambas. A poucas horas do nascer do sol colocara a morena em seu quarto escuro mas ao sair ouvira a mesma resmungar algo..

 

-         N�o  nos vemos pela ultima vez Ma Petit Cherie..mas me desculpe por tudo isso...

Ouvindo isso, Michel constatava que Victoria  a m�e de Christine tinha raz�o,a jovem vampira ainda tinha parte de sua consci�ncia mortal.

-         Ainda h� esperan�a para voc�.

Olhando-a uma �ltima vez partira com Evelin nos bra�os,mesmo sabendo que n�o tinha muito mais o que fazer.Como chegara antes de Christine completar o processo de transforma��o em Evelin, a mesma tinha morrido fazia tempo.

Meses depois a morena encontrara Michael como habitual em um antigo Templo de Athena.Nunca gostara muito de encontrar o arcanjo pois o tinha como inimigo,mas sabia que somente ele poderia a ajudar a obter as respostas que tanto precisava para tentar acalmar-se.

-         Sempre pontual n�o �?

-         Sem gracinhas Michael! Sabe o quanto me custa vir aqui falar contigo!

-         Ent�o porque veio?N�o tenho como lhe obrigar,bem sabe disso.

-         Voc� sabe muito bem o que me traz aqui,ent�o n�o se fa�a de idiota comigo!

-         Como voc� � gentil n�o?Bem,vamos resolver isso logo.Veio para saber sobre Evelin n�o �?

-         Sabe que sim?onde e como ela est� arcanjo?? O que fez com ela??

O tom da bela imortal mostrava um nervoso incomum dela.Nunca fora de se preocupar com mortais mas com ela..algo era diferente e n�o saber ainda o que,e nem ter noticias da jovem loirinha a irritava mais que a presen�a de Michael naquele momento.Ele respirou fundo e olhou-a com um olhar de pesar pensando como diria a ela o que havia acontecido.Sabia da personalidade mais que explosiva da vampira,e nisso concluira que quando terminasse de relatar o ocorrido devia se preparar pois sua f�ria voltaria toda contra ele.

-         Fale logo Michael!! Sabe que odeio quando fica nesse silencio todo comigo!!Falava j� impaciente

-         Bem..� melhor ser sincero e direto com voc� sobre isso..

-         Pois bem fale!

-         Christine..Evelin morreu fazem 8 meses j� e...

N�o pudera terminar pois sentia sua garganta sendo pressionada com for�a por Christine.A chama de �dio em seus olhos era mais do que clara.Ela queria a cabe�a do arcanjo!

-         Como pode fazer isso!!!

-         Eu n�o..fiz..nada.. dizia com dificuldade.

-         Como n�o!!Voc� a matou!!

-         N-n�o eu...quem a matou ...foi..

-         Diga logo quem foi o bastardo que a matou para que eu o mate!!

-         V-v-voc�.foi..quem... m-matou..Christine..

Diante aquela revela��o � morena soltou o guardi�o que caira ao ch�o levando a m�o ao pesco�o enquanto recobrava a postura anterior.

�ela era s� uma mortal..p-porque me importo com isso??tantas j� vi morrerem...porque essa culpa agora??�questionava a si mesma enquanto sentia lagrimas lhe correrem a face.Nunca tivera nenhum tipo de considera��o com os humanos para uma rea��o como aquela.Michael que a tudo observava mantinha-se calado.

-         O que voc� fez comigo seu maldito??

-         Nada Christine.Voc� � quem fez com voc� mesma.

-         Sabe que eu nunca tive considera��o pelos humanos ..no entanto agora por conta dela eu...

-         Sente culpa?

-         N�o seja idiota!eu..n�o tenho pq..me..sentir culpada... - sua voz n�o soava confiante como sempre, o que deixava ate mesmo a morena surpresa consigo � isso s-sempre aconteceu ...

-         Sim voc� sempre matou humanos mas nunca um pelo qual se apaixonou n�o �?

-         E q-quem disse que eu me apaixonara por ela?

-         Voc� mesma minha menina..

-         Eu nunca disse isso!

-         Com palavras n�o...mas suas atitudes mostravam isso..ou acha que n�o lhe conhe�o?

-         Que quer dizer com isso?N�o estou gostando do seu tom...

-         N�o preciso dizer muito ..voc� sabe o que quero dizer...s� age como se n�o soubesse.

Odiava quando tinha que dar raz�o a Michael mas sabia que era verdade.Sempre ca�ava sem se preocupar com quem fosse,somente querendo se alimentar e s�.Mas quando vira Evelin pela primeira vez..sabia que havia se condenado,pois deixara seu cora��o se afei�oar a uma mortal.N�o poderia somente ca�ar e a matar depois..algo a impedia.Agora come�ava a entender as palavras do arcanjo meses atr�s sobre mudar..mas era tarde demais.

-         Bem..vou-me embora..n�o tenho mais o que fazer por aqui..

-         Espere ai.. - disse uma arrasada Christine � me responda algo arcanjo.

-         Sim o que �? Virou-se o belo arcanjo para ela.

-         S-ser� sempre assim??

-         Bem isso n�o depende dos deuses nem de mim..mas de voc�...

-         Como de mim?? Posso ser uma vampira mas n�o trago mortos de volta � vida Michael,t�o pouco mudo o passado!!!

-         N�o precisa mudar o passado...mude o destino futuro.

-         E como pensa que faria isso??

-         Isso n�o cabe a mim te dizer Chris..mas voc� vai saber como!

-         Eu a verei de novo??

-         Sim minha menina..ela e voc� ainda se encontrar�o muito...e sabes que j� a viu bem antes dessa vida dela...

-         Mas Michael...

Quando o questionara de novo ele j� se encontrava longe de seu alcance.Odiava quando ele o fazia mas a certeza de rever Evelin no futuro  lhe dera for�as naquele momento.Agora tinha de resolver-se com Adrian..por culpa dele, ela tinha certeza, perdera Evelin.

�Voc� vai pagar muito caro por isso!�

Continuava perdida em seu pensamentos e recorda��es quando sentira algu�m a tocar no ombro fazendo-a voltar  a realidade.Era sua irm� mais nova que a olhava preocupada.

-         Chris..onde estavas..parecia t�o distante...

-         E eu estava querida mas n�o falemos disso hoje...eu n�o estou mesmo em condi��es..

-         Sim voc� me disse e vi agora  pouco...-  sua voz parecia assustada.

-         Eu lhe assusto quando fico assim n�o �?

-         Um pouco..nem parece voc�...

-         E n�o sou ao mesmo tempo em que sou..um dia te explico isso melhor..

-         Como quiser irm�...

Seguiram o resto do caminho em sil�ncio cada uma em seus pr�prios pensamentos.Chegando em casa Fillipe nada perguntava,pois via que n�o teria abertura para conversa naquela noite.A face das irm�s mostrava isso bem.Entraram na casa e seguiram ao segundo andar.Antes que Christine fosse descansar Marie prostou-se a porta da irm� com um sorriso amig�vel .

-         O que foi minha querida? Algo que queira me falar?

-         Na verdade sim � sorriu indo at� a irm� .

-         E o que seria? � pela primeira vez na noite se observava o sorriso nascer no rosto da morena depois dos acontecimentos conturbados daquela noite.

Abra�ando Christine forte,Marie dava a entender o que queria dizer.

�Nunca esque�a que te amo muito irm� ...e seja o que for que aconte�a..estou com voc�...SEMPRE!!�

Naquela hora, a atitude da irm�  mais nova era tudo que Christine precisava para poder ficar um pouco melhor.

�Tamb�m a amo querida..mas n�o se preocupe...s�o coisas que logo resolverei..logo tudo voltar� ao normal�disse abra�ando a pequena vampira.Um tempo ap�s, foi observar a lua cheia de sua varanda,uma de suas paix�es.

�o que ser� que est� fazendo agora?Acho que amanh� devo lhe dar uma explica��o do pq sumi essa noite..� Mal sabia que do outro lado da cidade uma jovem de belos verdes tamb�m admirava a lua pensando nela.

-         Ser� que fiz algo errado? Ou foi algo que eu disse? Pensava bia tentando entender o sumi�o repentino de sua deusa de olhos azuis.

-         Amanh� vou lhe fazer um visita..quem sabe assim n�o esclare�o as coisas?

Determinada a partir cedo para a mans�o da condessa foi deitar-se.Sentou-se na cama novamente para ler o que havia escrito Chris na capa do bilhete.Era grego,uma das l�nguas que sempre a despertara a curiosidade,bem como o pais o qual tanto amava.Mas independente de qualquer coisa,o que aquela mulher escrevera lhe deixara  muito confusa e ao mesmo tempo esperan�osa.Sentira algo mais profundo ao ler aquilo,como se n�o fosse a primeira vez.

-         � melhor eu ir dormir... amanh� eu penso nisso com mais calma.Decidida sobre o que faria no dia seguinte,deitou-se com um sorriso bobo no rosto e adormeceu.Christine por sua vez ficara a admirar a lua e quando o sol se apresentava resolvera que chegara a hora de partir.

�ainda poderei ver voc� novamente..mas sem medo de que algo me aconte�a..somente para poder talvez...redescobrir a luz da minha alma..�Dizendo isso retirou-se do quarto da m�e,dirigindo-se ao seu.

-         Ahh minha crian�a voc� vai conseguir sim.. � dizia baixinho Fillipe para si mesmo.

�agrade�o seus votos Fillipe�

-         Sempre a seu favor patroinha � sorria ele.Christine sabia que as palavras de mordomo eram as mais sinceras, e por conta disso tomava os votos e conselhos dele seriamente.Tendo ido descansar a rotina da casa mudava completamente gerenciada por Fillipe,de acordo com as ordens da morena para que ningu�m que l� fosse desconfiasse de nada.Mal sabiam que teriam uma �visita�inesperada naquela linda manh� ensolarada.Tocavam os  sinos da Capela anunciando a chegada do Bispo,o que movimentara em muito a cidade naquela manh�.Havia sido chamado por conta de estranhos acontecimentos durante as festas de ano novo e somente agora conseguira chegar a Bucareste,j� desconfiando do que poderia ser.Era o �nico bispo do mundo o qual tinha autoriza��o para investigar fatos de natureza sombria assim,mas muitos se diziam �ca�adores ou disc�pulos do iluminado�,fato que o irritava.N�o passavam em grande parte de ca�adores de recompensas,que abusavam da f� alheia,bem como do medo que se instalava no cora��o das pessoas quando�incidentes�assim ocorriam.J� dizia Palas Athena que �O medo dos homens � o que os limita de seus grandes feitos e qualidades.Por�m tamb�m � o medo que os ensina serem bravos guerreiros como assim os desejamos em sua cria��o.Sua f� em n�s nos faz fortes mas sua falta de f� em si mesmos os fazem nossa e sua pr�pria decep��o.O medo dos mortais nada mais � que sua incapacidade de aceitar que s�o imperfeitos.�Na porta da igreja,o padre aguardava nervosamente seu convidado quando avistou se aproximar um homem alto,de cabelos negros com alguns fios grisalhos,carregando consigo uma mala e na outra m�o um livro de aspecto antigo com inscri��es  gregas organizadas por um circulo no qual via-se no centro a figura de Eros,deus do amor,filho de Ares e Afrodite, e o primeiro dos deuses a nascer e renascer a chegada dos demais,e no lado oposto seu irm�o Anteros,o deus do �dio,irm�o g�meo de Eros o qual luta eternamente contra este pela posse e direito ao poder reservado a quem tivesse a m�o de Harmonia,deusa paz dos mortais e deuses,irm� de ambos.Sempre que a imagem de ambos era vista assim unida era mal press�gio.

-         Pensei que n�o mais lhe veria Nikolau,faz tanto tempo que n�o tenho noticias tuas!- Sorria o padre.

-         Ahh meu caro Theodori,ando muito ocupado ultimamente..nem mesmo meus netos tem tido noticias minhas � sorria o velho grego � me surpreendo no entanto de estar vivo at� hoje.

-         Bem..todos temos uma miss�o a cumprir n�o � mesmo?Acho que se n�o se foi ainda..tem pend�ncias com eles. � dizia Theodori apontando o c�u.

-         Sim � verdade..Vejo que escolheu viver mais em paz,mas sem esquecer dos Nossos..apesar de ensinar sobre outro Deus.

-         Meu amigo...ensino sobre o deus deles mas n�o renego os nossos..s� acho que n�o tenho mais a mesma disposi��o de antes como nos nossos tempos em Santorini.De qualquer forma vamos entrando..temos muito a conversar... � mostrava preocupa��o em sua voz e olhar.

-         Creio que sim meu velho amigo..creio que sim.

Dito isso ambos entraram na igreja dirigindo-se a casa paroquial sem dar-se contas que estavam sendo observados.

�ent�o voc� ainda est� vivo Nikolau! Ser� por pouco tempo!�Decidira Adrian a senten�a do ex-ca�ador,escondido entre algumas vigas do teto da igreja.Alheia a todos esses acontecimentos,Beatriz caminhava em dire��o a casa de Christine determinada a conversar com ela sobre a noite anterior,por�m sem esquecer por um segundo da mensagem em grego que a morena lhe havia deixado.

�o que voc� quis dizer com aquilo??Ser� que..n�o...melhor n�o tirar conclus�es sem antes ouvir da sua boca...� Chris que descansava da noite anterior de s�bito acordou com os sentidos alvoro�ados.Aquela presen�a j� lhe era mais que conhecida mas n�o esperava que t�o cedo ela a fosse procurar.

�Por Baco..devia ter previsto que ela iria querer uma explica��o por ontem mas n�o cedo assim! - pensava consigo � e ainda � luz do dia..n�o posso ir at� ela..mas talvez..�Descendo apressada, a morena procurava com urg�ncia seu mordomo pois seria o �nico que poderia lhe ajudar naquele momento delicado.Subindo at� seu escrit�rio novamente,se deparara com uma cena que lhe chamara  aten��o: Via bia como se fosse essa vez igual � primeira vez que a vira na antiga Atenas.O mesmo olhar inocente e bondoso mas o contraste de seus olhos verdes no sol com as rosas de seu jardim particular  deixavam-na a mais encantadora das criaturas.Vestida em um vestido branco,e sand�lias e um tom mais claro, parecia um anjo a quem a visse,atributo que lhe era mais que merecido e confirmado pelos olhos verdes sempre t�o expressivos e cativantes.

�Voc� n�o mudou muito em tantos s�culos...continua sendo o ser mais belo que j� vi..�Observava de um janela no alto casa esquecendo de tudo mais.

� ent�o seu motivo de alegria e preocupa��o ontem tem nome n�o �?�uma voz suave lhe disse.

�n�o devias estar dormindo mocinha?�perguntou Christine virando-se com um sorriso descontra�do para a irm�.Marie sempre atenta a tudo se aproximara um pouco da janela e observava curiosa a �estranha�que tanto chamava a aten��o da irm� mais velha.

�quando n�o senti sua presen�a perto levantei..voc� n�o costuma muito estar acordada a essa hora ent�o resolvi ver o que acontecia..vejo agora seu bom motivo para ter levantado. -  sabia bem que suas palavras surtiam efeito na irm�,o que ficava explicito em seu rosto � Mas que vai fazer..n�o pode ir at� ela...n�o com o sol assim t�o forte...�

O suspiro da morena mostrava a pequena vampira que sentia sua irm� falta da  liberdade de ir e vir quando lhe desse vontade.Conhecia bem aquele azul escuro que se mostrava nos olhos de Christine ao ouvir aquilo.Antes que ela pudesse desculpar-se,sentia que a irm� passava a m�o em seus cabelos em um gesto de carinho como quem diz est� tudo bem.O sorriso que sustentava era devido sempre � paz que a irm� lhe trazia.

�n�o seria louca de sair l� fora ma petit souer..mas darei um jeito de nossa visita vir aqui nos ver.�a essas palavras o sorriso que ostentava agora radiante mostrava talvez uma poss�vel mudan�a da morena com rela��o aos humanos.

�voc� n�o vem querida?ela simpatiza bem com voc�.�

Distra�da como se encontrava,Marie sentia  a face avermelhar-se ao chamado da irm�,logo juntando-se a ela.No caminho at� a sala encontraram-se com Fillipe que parecia aflito.

-         Mestra Christine  a menina Beatriz..

-         Sim eu sei Fillipe...mas acalme-se...j� sabe o que deve fazer n�o? -Argumentava seria a morena.

-         Sim srta..mas acha prudente que a jovem esteja aqui ainda t�o cedo?Certas coisas podem ocorrer e..

-         Fillipe..aqui ou em qualquer lugar pode isso acontecer..mas ficara pior se eu n�o a receber sem um motivo aparente,pode ate soar como falta de educa��o...ai sim ela vai ficar desconfiada muito mais do que j� �. - sabia bem que o mordomo referia-se as apari��es repentinas de Adrian e isso poderia colocar s�culos de esfor�o a perder,mas n�o tinha escolha.Caso ele resolvesse fazer uma de suas �visitas casuais�,era mais seguro estar junto a Beatriz por bem saber o �dio que tinha ele dela.

-         Se assim deseja ,que assim seja srta. �disse indo avisar aos outros empregados da situa��o.Instantes depois,o velho mordomo aparecia no jardim onde encontrava-se Beatriz. Ela parecia muito distra�da para perceber que sua presen�a.

-         Boa tarde srta Beatriz,posso lhe ajudar em algo?Disse amig�vel como sempre.Por conta de sua distra��o naquele jardim ao ouvir a voz do homem atr�s de si,bia deu um pulo pra frente muito assustada.

-         Desculpe se a assustei..n�o tive a inten��o.

-         N�o ..tudo bem..eu � que estava longe daqui mesmo.-tentou explicar com as faces coradas pelo acontecido.

-         Bem... � disse o mordomo recobrando sua postura habitual. A mestra Christine pediu-me que a guiasse at� a biblioteca onde est� esperando a srta.

-         E-ela sabia que eu estava aqui??quer dizer..que eu... � tentava articular alguma resposta para a surpresa do que escutara.

-         Ela a viu no jardim e pediu-me que a convidasse a entrar.Siga-me por favor � disse virando-se de costas para bia que seguiu-o mans�o adentro agora mais curiosa do que antes.chegando a entrada da casa,Bia parou reparando incr�dula no tamanho do lugar.Fillipe j� esperando essa rea��o abriu a porta e esperou um pouco at� que a jovem percebe-se.Envergonhada pela atitude seguiu-o em sil�ncio por�m sempre reparando a quantidade de quadros e estatuas que Chris mantinha em sua casa relacionados a Gr�cia.

�Ent�o temos mais em comum do que pensei n�o �...� pensava enquanto subia at� o terceiro andar a caminho da biblioteca.Pararam em frente a uma imensa porta de ferro com desenhos que logo Bia percebeu serem conhecidos.Imagens de deuses e her�is das antigas Gr�cia e Roma.

-         A mestra aguarda-lhe � disse o mordomo dando abrindo a porta e dando passagem a bia � espero que tenham um bom dia.Retirando-se,viu quando beatriz adentrou meio que receosa a biblioteca para logo firmar o passo para dentro do c�modo.

-         Ela chegou � sorriu Christine para Marie � v� querida sei que queres falar com ela..

-         Sim mas n�o se preocupe..n�o vou tomar ela de ti por muito tempo Chris � comentou a pequena com ironia,descendo at� o primeiro andar da imensa biblioteca sendo observada pela irm�.

�cuidado com o que diz...�

�n�o se preocupe..n�o vou me descuidar com ela..�

Uma melodia conhecida de bia soava pelo imenso sal�o.Ela reconheceria aquela musica em qualquer lugar.Ameno,uma das poucas m�sicas em latim que gostava aliada a sua outra paix�o: livros.Caminhou por v�rias estantes fascinada em ver tantos livros raros em um s� lugar at� que ouviu passos.Quando voltou-se para ver quem poderia ser surpreendeu-se ao ver a pequena irm� de Christine se aproximar dela sorrindo.

-         Ent�o veio nos visitar bia?Que bom!

-         Bem eu � n�o pretendia dizer exatamente a raz�o maior mas sabia que devia uma explica��o para a menina � n�o vi voc�s indo embora ontem e fiquei meio preocupada que algo pudesse ter acontecido .Disse ruborizando-se pelo que suas palavras entregavam.

�ela veio pela Chris..ent�o � isso..�

-         entendo..fico grata por se preocupar conosco...fomos embora cedo ontem porque a Chris n�o se sentiu bem ent�o achamos melhor vir pra casa!explicava a pequena tentando encobrir a irm�.

-         Hum ..mas o que ela tinha?Era algo grave?

�como faz perguntas...�

-         N�o era nada grave n�o Bia..eu s� senti-me um pouco tonta e um pouco mal �  respondeu Christine descendo a escada indo at� onde estavam bia e sua irm� � a prop�sito Marie voc� n�o tinha outras coisas pra fazer?

-         Sim tenho sim Chris..bem depois eu vejo voc�s ent�o � sorriu �at� mais meninas. � que pressa a sua para estar a s�s com ela hein?�

-         At� mais ver minha querida � isso n�o se faz pequena..eu s�...�

-         At� mais Marie bom te ver lindinha � sorriu bia.

�n�o precisa se explicar pra mim irm�zinha eu entendo...�

�tudo bem ent�o..depois conto pra voc� tudo...�

Momentos ap�s ouvia-se a pesada porta sendo fechada, e o clima da biblioteca ficar tenso.Nenhuma das duas pronunciara uma palavra que fosse.O dialogo parecia feito atrav�s dos olhares trocados entre elas e por um tempo assim permaneceram at� que Christine resolveu se pronunciar:

-         Bem bia..ent�o..acho que te devo uma explica��o sobre meu sumi�o ontem n�o?

-         N�o tome isso como uma obriga��o por favor..eu s�...

-         Ficou preocupada comigo.

-         B-bem..sim..depois que lhe encontrei naquele estado e de repente voc�  sumiu..fiquei pensando se foi algo que eu disse ou fiz de errado.

Era vis�vel a dificuldade de bia em se expressar diante daqueles penetrantes olhos azuis.Algo neles lhe parecia familiar,mas como se nunca vira aquela mulher antes?ou ser� que j� haviam se conhecido?Muitas perguntas giravam na mente de bia enquanto olhava a morena.

�logo vai ter suas respostas� disse Christine o que deixou a loirinha ainda mais confusa.

-         Disse algo? Questionava se aproximando de Chris.

-         N�o..eu ia dizer que n�o foi nada com voc�..eu realmente precisava descansar essa noite.mas pq?

-         N�o nada..acho que s� estava preocupada com voc� mesmo.

-         Bem te agrade�o muito..me alegra saber que ficou preocupada.

-         Pq? � questionou esperan�osa.

-         Ahh n�o � nada..bobagem minha...

-         Se � bobagem pq n�o diz...

-         Bem... � fora a vez da jovem vampira corar violentamente � � que...voc� me parece uma pessoa maravilhosa e...gostei de saber que se importou comigo.

-         E-eu..n�o sabia que achava isso de mim � gaguejava bia.

-         Espero que n�o te incomode isso..mas foi a impress�o que em deu ao te ver ontem ..e hoje...isso...

-         E hoje..?

-         Isso s� se confirmou! Sorria alegre como a tempos n�o se via a morena fazer.

-         Voc� � muito gentil...

-         N�o � por gentileza n�o ... � disse a morena segurando a m�o de bia nas suas � o que eu te digo � o que sinto.

Bia sentia novamente o cora��o disparar mas n�o conseguia dizer nada,somente se encontrava profundamente perdida naquele mar dos olhos de Christine.Para prosseguir com os planos que tinha,a morena sabia que infelizmente deveria quebrar o encanto daquele momento mesmo a contragosto.Soltando a m�o de bia parecia n�o ter quebrado o transe no qual a loirinha se encontrava.Sabia que aquilo n�o era por obra dela mesma.

-         Adrian apare�a j�! �gritava.

-         Ent�o agora voc� brinca de boazinha com sua presa..interessante,pelo menos bom gosto voc� tem. � dizia aparecendo atr�s de bia.

-         Eu disse que ela � assunto meu!se afaste dela!

-         Ora ora ent�o ela � importante mesmo pra voc�..se n�o fosses nunca me afrontaria desse modo!

-         Que te interessa o que ela � pra mim??

-         Na verdade n�o muito...voc� sim me interessa!Mas n�o se preocupe que n�o farei mal a sua loirinha...ainda! - Promessa e desafio era como Christine via as palavras de Adrian.Sabia que mais que nunca que era quest�o de tempo para Adrian aprontar das  suas com bia.Sempre cumprira suas amea�as.

-         Bem...pode ficar com ela por enquanto � Jogou Adrian uma desmaiada bia aos bra�os da morena � depois resolvo esse problema.Christine que segurava bia nos bra�os  sabia que nada poderia fazer, pois o risco da loirinha acordar a qualquer momento a impedia de qualquer investida que fosse contra Adrian.

�eu volto...e ai sim...Vera o pre�o da sua insol�ncia..por conta dessa loirinha Christine!�Foram as ultimas palavras que dissera antes de sumir.A morena acalmava-se pois n�o sentia mais a presen�a pesada de Adrian.Minutos ap�s a pequena conversa de ambos Marie e Fillipe entraram assustados sabendo o que havia ocorrido minutos atr�s.

�porque n�o me chamou!�reclamava a pequena aflita ao ver bia desacordada nos bra�os da irm� .

�voc� n�o tem nada com isso e nem poderia fazer nada por mim..sabes que n�o arriscaria nenhum de voc�s sem motivo.�tentava argumentar.

-         Mestra por acaso a jovem..

-         N�o Fillipe..s� desacordada..ele n�o fez nada a ela..dessa vez..sabe o que fazer n�o?

-         Sim senhora!

Confusa sobre o que ocorrera concluira que seria melhor deixar que bia descansasse mas n�o poderia a deixar sozinha em hip�tese alguma, n�o depois do que acabara de acontecer.Marie que havia sa�do do local junto com Fillipe agora viera avisar a irm� que o mordomo j� havia preparado o quarto de bia de acordo com as ordens dela.Prosseguiu at� o quarto onde colocou bia deitada sobre uma enorme cama sentando-se ao lado dela.Sabia que tudo se complicaria ainda mais quando acordasse bia, mas n�o tinha jeito teria de inventar algo para explicar a situa��o em que ela se encontrava.Algumas horas passaram-se e ao p�r-do-sol bia acordou surpresa ao ver onde estava.Percebendo isso Christine logo adiantou-se a explicar:

-         Est�vamos conversando na biblioteca quando de repente voc� desmaiou..ent�o achei melhor deixar voc� descansando aqui.

-         E-eu durmi todo esse tempo?-ruborizava-se.

-         Sim como um anjo � sorria boba �eu n�o devia ter dito isso!�- espero que estejas melhor.

-         S-sim estou sim � n�o sustentava o olhar nos da morena mas sentia uma alegria imensa ao saber que ela estivera a cuidar dela por todo aquele tempo.

-         Bem.. � disse sentando-se na cama pr�xima a bia � apesar disso ter acontecido..voc� me trouxa muita alegria com sua presen�a...como n�o tenho a tempos.

-         � bom saber disso..pq eu..me sinto muito bem com voc� tamb�m..sobre a noite passada..queria lhe perguntar se..

�ela quer saber sobre o que eu escrevi...�

-         Se eu quis dizer o que disse com o que escrevi?

Bia n�o esperava uma resposta t�o direta.�como ela pode saber??talvez tenha sido coincid�ncia...nada mais.�

-         Bem sim eu queria...

-         Sinceramente..foi intencional aquilo como voc� deve ter notado..

-         E-eu imaginei que sim.

-         N�o sei o que deve estar pensando mas..

N�o tivera tempo de terminar sua frase,pois fora interrompida por Bia que lhe beijava os l�bios com uma intensidade desconhecida pela morena.Sabia que amava a loirinha mas nunca ousara invadir seu cora��o como fazia com a mente.Sabia que seria  o primeiro passo para que a perdesse.A rea��o de bia a surpreendia mas tamb�m lhe dava a certeza que as poucos a conquistaria.Quando sentiu que a loirinha precisava de ar afastou-se dela.

-         Desculpe Chris eu...

-         N�o se desculpe..n�o foi s� a sua vontade...

-         Ent�o voc� tamb�m...

-         Sim...voc� estava certa... � disse Christine colocando a m�o sobre o pr�prio  cora��o ,olhando para o lado.

Um imenso silencio se instaurou no quarto onde ambas estavam.  A morena sabia que n�o podia se precipitar muito quanto a bia,pois arriscaria demais.Observou quando ela levantou-se e foi em dire��o a porta do quarto.

-         Acho que est� tarde..melhor eu ir embora..

-         Bem deixe pelo menos que eu te leve..n�o acho certo voc� caminhar sozinha nessa noite..n�o � seguro.

Bia sabia que ela tinha raz�o,aceitando ent�o a oferta de Christine sem mais argumentos.O caminho inteiro seguiram sem se olhar no mais profundo sil�ncio, cada uma perdida nos pr�prios  pensamentos.Chegando  na casa da loirinha,Christine desceu para abrir-lhe a porta e novamente perderam-se uma nos olhos da outra.A mem�ria do beijo ainda recente o que fez ambas corarem fortemente.Antes de entrar no carro Chris olhou para bia novamente e antes da mesma fechar a porta prostou-se l�.

-         Isso � pra voc� � disse em um fio de voz entregando-lhe uma rosa branca � espero que me desculpe se algo que aconteceu essa noite..tenha lhe ofendido.Quando voltava-se para ir embora sentiu que bia lhe segurou a m�o.

-          N�o me ofendeu e como voc� disse...n�o foi uma atitude s� minha n�o �?

-         N�o..n�o foi ...- respondeu soltando sua m�o  e caminhando em dire��o ao carro.Se demorou mais um pouco � frente da casa de bia partindo quando a viu aparecer com um sorriso na janela.Naquele sorriso tinha sua certeza que nem tudo tinha ido mal naquela noite.

�Bem..pelo menos uma luz no meio dessa minha vida sombria..� Levando o carro para uma regi�o mais encoberta por matos,fechara-o e saira para �ca�ar� o que atualmente lhe causava terror mas sabia ser inevit�vel para sua sobreviv�ncia.Do Alto de um pr�dio,Michael observava tudo

 - Eu disse que ela mudaria voc�..e hoje vi prova disso. � Sorria consigo mesmo desaparecendo em seguida. Sabia que ainda havia muito trabalho a ser feito e Adrian estando por perto seria um problema a mais para Christine,mas somente dela dependeria como os fatos se apresentariam no futuro.

Do outro Aldo um ser sombrio observava a partida de Michael.

 - Esse jogo � para dois meu caro! � ria Adrian com um sorriso perverso � muita coisa ainda vai mudar o rumo disso tudo... e eu farei quest�o de te ver ca�do sem esperan�as...eu prometo que n�o perdes por esperar!

 

 * (o amor � o caminho... o tempo � o guardi�o... o cora��o o juiz)

 

 

Coment�rios, Sugest�es e cr�ticas podem ser enviadas para o e-mail [email protected]

 

Parte 3

UBER  HOME

 

Hosted by www.Geocities.ws

1