Poesias de Rikka Medeiros
O que sou,só sou porque sei
Que o outro que eu não sou
Me afirma e reafirma
Tudo aquilo que imagino ser
Elevo-me no tempo e no vento
Em todas gotas que caem do seu corpo nu
As minhas mãos despudoradas
Revelam,um à um os seus segredos
E leio em braille
Em libras
Em versos medievais
Em prosas
Atravesso todas as fronteiras
Do seu corpo que me espreita
Para saciar nossas vontades
Encanto do meu olhar
Igual á você não há
Nem as estrelas no céu
Nem as ondas de um mar
Nem os pássaros
em festas
Nem as flores na floresta
Nem vaga-lumes no ar
Não
consigo imaginar
MInha vida sem a sua
Sem dela participar!
Eu quis os risos e a Rosa
Eu quis a champanhe e as flores
Eu quis as festas e as cores
E quis os sorrisos de Rosa
Mas o espumante
era ruim
A Flores estavam murchas
Rosa me traiu
E eu
Eu simplesmente
acordei de ressaca
Há tantos rostos e sementes
Que
já não sei o que planto
Se nascem flores ou gente
Molhadas
pelo meu pranto
Há tantas pegadas nuas
Que já não
sei o que faço
Se vou voando ao longe
Ou deixo eco em meu passo
São tantas mãos estendidas
Que já não
sei o que digo
Se escondo minhas mãos
Ou faço delas,abrigo
São tantos olhos perdidos
Tantas bocas entreabertas
Que
meus olhos vêem tudo
Ou a vida,está deserta
Não tenho,por assim dizer
Nefastas
palavras
Ditas no acaso
Tão pouco, palavras ecumênicas
Aquelas que não são ditas
E que me calam a boca no tempo
Só a surdez nos ouvidos
De palavras não ouvidas
Nem sacra,nem
pura
Nem de santa,a boca
Nem de puta,a boca santa
E é por
assim saber que o silêncio
De todas as palavras
Que calam na minha
boca
Ensurdecem os meus doídos ouvidos
Eu canto todos os cânticos,por você
E minha boca aberta,de
alegria
È só sua
Eu danço todos os ritmos por você
E todos os meus passos,de alegria
São só seus
Eu canto,eu
danço,espanto ,me encanto
Por você
E toda minha vida
È só sua
BOCAS ÚMIDAS,DE DESEJOS
MÃOS
SEQUIOSAS,DE PAIXÃO
LOUCURAS ENTRELAÇADAS
NOSSOS CORPOS
ARREPIADOS
COLADOS,BUSCA INSANA
SONHOS DESPERTOS
NOS DESCOBRIMOS
NUAS
NEM OS GEMIDOS
NEM OS SUSSURROS
FORAM TESTEMUNHAS DO MEUS SENTIMENTOS
FOI O SILENCIO,AQUELE ,QUE É QUASE UMA PRECE
QUE DECLAROU CLARAMENTE
O AMOR QUE SINTO POR VOCÊ!
Longe de você
Não sou terra
não sou vento
Não sou ar
Longe de você
Sou sempre
barco perdido
Sou eterno navegar
Sou só,só mar.De lágrimas!
Dê-me
sua mão nua
Vou me vestir de véu
De grinalda
Nossa
lua não será de fel
Amarga
Risos e gozos
Enfeitarão
nossa madrugada
Com as mãos,abri uma fresta
Olhos
abertos,enviesados
Despertos
A boca,os Lábios
Fendido sorriso
Uma vela ,semi-apagada
O chão sem rastros
Na cama sua face,amarela
As rosas,todas aquelas que lhe dei
Caídas,perdidas
Perdidas no
chão,caídas
O copo na mão,vazio
O corpo,vazio
não tinha sequer no opaco olhar
A última lembrança
do amor declarado
E uma maldita gota
Rodopiando, num canto da boca desfeita
Do veneno que bebera,pérola mortal
Abri uma fresta com trêmulas
mãos
E baixinho pergunto:
Por quê?
POR ESTRADAS INCONTÁVEIS
MEUS
PASSOS SEMPRE GUIEI
MUITAS GUERRAS, TRAVADAS
ATÉ UM DIA ENCONTRAR
MINHA PEQUENA BARDA
PARCEIRA DE LONGA ESTRADA
DEIXAMOS MARCAS,PEGADAS
NOS CAMINHOS PELA VIDA
ELA FEZ MINHA HISTÓRIA
SE TORNOU MINHA QUERIDA
GABRIELLE, MINHA BARDA
GUERREAR LOGO APRENDEU
SEGUINDO TODOS MEUS PASSOS
MUITAS LUTAS , VENCEU
E AINDA ME ENSINOU
O AMOR E ALEGRIA
FEZ MEU
CAMINHO
MUDAR
COM AMOR E POESIA
SER A SENHORA DA GUERRA
MUITO ME DEU PRAZER
XENA,A PRINCESA GUERREIRA
FOI MAIS DO QUE SONHEI
SER
MAS TER VOCÊ EM MINHA VIDA
FOI DESTINO INESPERADO
ME FEZ ESQUECER O MAL
ME REDIMIR DO PASSADO
E COM TODO SEU AMOR
ME TRANSFORMOU NO QUE SOU.
Hoje ,eu vou ficar acordada
Vou beber
todos os vinhos
Vou beijar a sua boca
Me embriagar de carinho
Hoje eu vou sonhar acordada
vou afagar seus cabelos
Me descobrir em
seu corpo
Não vou dormir quase nada
Hoje à noite,vamos
voar
passear pelo céus de nossas bocas
Descobrir doces sabores
Na chama que ascende,que arde
Hoje à noite,vou dormir tarde!