Existe um médico na Escavação?
Por Bat Morda
Título Original
IS THERE A DOUTOR ON THE DIG?
1997
Tradução de Fernanda
Capítulo 1
�Doutora Covington, quantos lugares contem provas fiáveis da existência de Xena, a Princesa Guerreira?
Janice Covington sorriu com impaciência. Os ávidos estudantes de antropologia e arqueologia queriam saber mais sobre os Pergaminhos de Xena. A noticia da existência dos pergaminhos tinha se espalhado com muita rapidez, só havia passado duas semanas que tinha voltado para o seu país agora afamada arqueóloga tinha sido convidada a dar palestras em todos os lugares que falaram mal de seu pai.
Ela ficou calada por um momento, se obrigando a parecer relaxada no meio dos alunos.
� Pelo que sabemos, sete lugares revelaram evidências claras, mas é possível que tenha outros. �Antes de dar atenção, a estudante com a mão erguida, Janice se deteve por um instante nos olhos azuis da loira que acabou de fazer a pergunta a ela�. Gostei de sua pergunta �disse baixinho, deixando um ligeiro rubor no rosto da jovem estudante ao se sentar de novo.
�E onde estão esses pergaminhos agora? �perguntou um jovem rapaz antes de que lhe desse a palavra. Janice virou-se, irritada, justo no momento em que o sinal tocou.
�Pessoal terminou a aula�Disse o professor Solon e mandando eles lerem �. Capítulos quatro a seis para o próxima aula, e tragam suas perguntas.
Quando os estudantes começaram a sair, vários deles pararam para apertar a mão da Doutora Covington e a felicitar por sua descoberta.
Janice retribuiu toda aquela atenção com elegância, contando os minutos que faltavam para poder ir para casa e tirar aquela incômoda saia, e também as meias. Afinal de contas, aquilo era também parte da arqueologia; ter muitos contatos que geralmente patricionavam seus projetos e as suas recentes descobertas a gabaritava mais que seu pai, Harry Covington.
�Foi uma palestra maravilhosa, Doutora �disse linda loira quando chegou perto dela.
�Obrigada�
�Flora, me chamo Flora Gates �disse a mulher, esquecendo-se por um momento de soltar a mão de Janice.
Esta não deu importância ao detalhe, e deixou.
�Bom, então� Obrigada, Flora Gates.
Outros jovens começaram a ficar impacientes e começou um empurra- empurra , formando uma confusão.
�A senhora aceita estudantes em suas expedições? Esse é o meu número. Gostaria de ir em uma delas.
Essa última frase foi pronunciada de maneira que Janice percebeu algo mais nas palavras da jovem.
�Verei que posso fazer �lhe respondeu aceitando o papel que lhe estendia com um brilho especial nos olhos.
Janice cruzou o estacionamento do campus com rapidez, localizando facilmente sua camionete Ford.
�Como está, Argo? �perguntou dirigindo-se ao enorme cão que estava sentado no banco de trás. Argo já se animou e pulou no banco da frente e saudou à Dra. Covington com uma molhada lambida�. Chega, chega, garota �disse Janice rindo. Não insista, já sabe que não pode dirigir.
�Dra. Covington! �gritou uma voz familiar a pouca distância de onde ela se encontrava.
Janice fez uma careta de desgosto enquanto virava , já que conhecia de sobra o homem.
�Que foi, Saia? �perguntou, obrigando-se a ficar calma.
Salvador Monious respirou fundo, já que sua curta corrida pelo estacionamento esgotou todas suas reservas de energia. O diretor do museu, Saia Monious, era um amigo necessário, ainda que incorrigível, de pouca confiança e completamente inútil.
�Temos um problema. Os pergaminhos que Jack Kleinman trazia . Foram interceptados por alguém com a descrição da Dra. Callisandra Leesto.
�Cal� �murmurou Janice com raiva�. Um momento. Pedi que você se encarregasse desses pergaminhos pessoalmente. Está me dizendo que mandou o Jack, aquele idiota, pegar os pergaminhos?!
Saia estava ficando com e medo e nervoso.
�Assim saía mais barato. Com o dinheiro que poupamos poderemos fazer uma exposição muito melhor no museu.
�Isso se tiver exposição �respondeu Janice.
�Bom, de fato esperava que nos ajudasse a recuperar. �Olhou ao seu redor para comprovar que não tinha ninguém escutando�. Eu gostaria que o museu não se inteirasse deste pequeno contratempo. Eu mesmo financiaria a busca dos pergaminhos, se mantiver o assunto em segredo.
Janice sorriu.
�Oh, é claro que vai financiar tudo, e não se preocupe não falarei nada. Não tenho nenhum interesse em que saibam que achei que você poderia fazer algo direito.
�Espero que não me custe muito� � um furioso rosnado surgiu da garganta de Argo. Noventa e nove libras de hostilidade canina foram mais que suficiente para o miserável homem. Vou pagar o que for necessário.
Instantaneamente, o animal voltou a ficar calmo.
Concordando Janice fechou a porta da camionete.
� Eu te ligo esta noite para dizer o que vou precisar. Sairei bem cedo.
Janice procurou em seu bolso e pegou 3 coisas. Suas chaves, que colocou no contato e deu a partida. Quando já estava longe do homem, deu uma biscoito para Argo.
�Bom trabalho, garota.
O terceiro objeto era o número de telefone de Flora Gates, e Janice o segurou por um momento. Suspirou e colocou de volta em seu bolso.
�Quem sabe em outra ocasião, Flora �sussurrou para si.
Argo levantou a cabeça de forma interrogante, mas manteve-se em silêncio.
No momento em que Janice entrou em sua casa pegou sua correspondência, ouviu alguém batendo na porta. Tirou os sapatos de salto pegou rapidamente um whisky escocês e foi abrir a porta.
�Um momento� Mel, que está fazendo aqui?
Ali estava ela, de pé junto a sua porta, Melinda Pappas: A Descendente de Xena. Janice bebeu o seu whisky em um gole só.
�No aeroporto de Macedônia disse que tinha que ir, que tinha coisas que fazer.
Janice esperou que seu desapontamento não fosse denunciado em sua voz.
�E foi isso o que eu fiz. Voei para casa, cuidei de meus assuntos, e peguei o próximo avião e bom� �encolheu os ombros de uma maneira que Janice achou absolutamente irresistível� e aqui estou.
Completamente atônita, Janice foi pegar outro whisky. Tomando isso como um convite, Mel entrou na pequena casa, com duas malas.
Primeiro na forma de uma repulsiva e opulenta aristocrata, e depois como a intrigante descendente de Xena, Melinda Pappas tinha ocupado os pensamentos da arqueóloga com muita freqüência desde que tinham se separado. Às vezes, para surpresa de Janice, enquanto estava na cama. Não costumava se sentir atraída por mulheres morenas mais altas que ela, mas era inegável Melinda Pappas era tremendamente atraente.
�E devo acrescentar, Janice, que nunca tinha te visto tão fem�Oh Meu Deus! �exclamou Mel quando Argo colocou a cabeça na porta da cozinha� Que diabos é isso?
�"Isso" �explicou Janice imitando seu tom � é ela, e se chama Argo.
�Oh, já entendi�disse Mel sorrindo� como o cavalo de Xena. De que raça é?
� labrador com outra raça que agora não me lembro.
�Curioso �comentou Mel�. me parece mais lavrador com pastor alemão.
Com isso, um gutural rugido emergiu da garganta do animal, seus pelos se elevaram e começou a avançar de forma ameaçadora para a visitante. Mel por sua vez se escondeu com rapidez atrás de Janice, que tranqüilizou o cão com sua mão.
�Argo não gosta que achem que ela se pareça com pastor alemão. Fica furiosa como qualquer uma de nós.
�Falha minha �disse Mel se dirigindo ao animal, que mexeu em sua cabeça em sinal de perdão..
�Disse que o cavalo de Xena se chamava Argo. Como sabe? �perguntou Janice oferecendo a Mel um copo de refresco.
�Acho que li em algum dos pergaminhos�
Mel tratou de deixar seu olhar perdido.
�Nenhum dos que tivemos a oportunidade de ler.
Janice ainda estava furiosa com seu estúpido parceiro ter perdido uma das mais preciosas antiguidades do mundo. Sabia muito bem o que a Dra. Cal Leesto faria com eles. Ela vai espalhar eles pros quatro cantos do mundo. Nunca mais saberíamos de sua existência.
� Janice. Tenho tido uns sonhos muito estranhos desde aquilo que aconteceu na Macedônia. É quase como se revivesse os dias de Xena. É muito estranho.
Melinda contemplou o olhar triste de Janice e sentiu-se mau por ter mencionado esse fato. Lembrou que Xena falou à arqueóloga enquanto estava em seu corpo e a emoção que sentia ao ter à descendente de Gabrielle em sua frente. Mesmo assim, Janice ainda achava que a bardo era só um excesso de bagagem entre as coisas de Xena, e que não valia mais que uma pequena referência histórica. Melinda não tinha certeza disso, mas tinha que fazer algo para a fazer mudar de opinião.
�Então, o que vamos fazer em nossa primeira aventura? �perguntou tratando de mudar de assunto.
�Amanhã eu vou atrás dos pergaminhos. Foram roubados por uma doutora sem ética faz meu pai parecer um santo, perto dela. E você� deveria voltar para sua casa.
�Hei, alto aí, Doutora Janice Covington. Eu resolvi todas as coisas pendentes que tinha em casa para sermos parceiras. Nem pense que ficarei sentada aqui� Se vai atrás dos pergaminhos, eu vou contigo.
Para deixar seus argumentos mais convincentes , sentou-se no sofá e cruzou as pernas, bebeu um gole de seu refresco, olhou para Janice e fez lhe entender que já estava se sentindo em sua própria casa. Para completar o quadro, Argo foi até ela e deitou a seu lado, com a cabeça apoiada em seus pés.
�Oh, já entendi �disse Janice�, dois contra uma. Tá, pode ficar. Se não se importa, vou tomar banho e vou dormir.
Dito isto, Janice pegou sua jaqueta, e colocou em cima da cadeira da cozinha e foi para o banheiro.
�Menina, parece que vai ter que melhorar seus modos �sussurrou Mel para Argo � Mas tem potencial.
Terminou sua bebida e deu uma boa olhada na sala da doutora. Os moveis eram poucos e antigo, mas bem cuidado. Tinha muito livros empilhados do chão ao teto. Livros e mais livros de história, arqueologia, ciências e mitologia� por todas partes. Vários estavam no escritório em cima de uma mesa perto da lareira, e outros no chão, a seu lado.
Algo no escritório captou a atenção de Mel. Quase como por inércia, se inclinou e pegou um objeto de couro. Era um bracelete do antebraço.
�Meu bracelete� �sussurrou Mel deslizando-o por seu braço e comprovando que ainda se ajustava perfeitamente, apesar dos anos que tinham o bracelete.
Além disso, na mesa viu um pergaminho bem velho, amarrado numa tira de couro e um prendedor metálico. Melinda sentou-se rapidamente enquanto as lembranças surgiam em sua mente, fazendo-a ficar tonta. Viu o prendedor na mão de Gabrielle enquanto ela prendia o cabelo com ele. Depois viu atira de couro em sua própria mão enquanto tratava de agradecer carinhosamente o presente da bardo� seu amor. Um gemido trouxe-a de volta a realidade e olhou para baixo onde encontrou dois olhos castanhos, que a olhavam com preocupação.
�Não foi nada, Argo. Estou bem.
Ainda inseguro, o animal empurrou Mel para que largasse aquelas coisas.
�Tem razão.Preciso dormir um pouco.
Inconscientemente, tocou mais uma vez o pergaminho e o adorno do cabelo e bocejou. Sabia que quando dormisse ia ter aqueles sonhos. Eram sonhos que se repetiam sempre desde que saiu da Macedônia.
Pegando uma de sua malas, Mel procurou o quarto de hospede. Encontrou uma porta que julgou ser o quarto. Não estava fechada, assim que a abriu viu a cara de susto que estava a Doutora Janice Covington, nua na banheira, fumando.
�Se importa? �perguntou Janice sem fazer o mínimo gesto de se cobrir.
�Desculpa, Janice. Você não me disse onde está fica o quarto de hospedes.
Mel tentou com todas suas forças olhar para qualquer outro lugar que não fosse o corpo nu e musculoso da arqueóloga.
�Não tem quarto de hospedes. Escolhe, cama ou sofá. Eu durmo em qualquer lugar.
�Desculpa �disse Mel antes de sair do banheiro. Parou um minuto no corredor para recuperar sua compostura, já que encontrava-se com muito calor e tremendamente envergonhada�. Devem ser os sonhos �disse para si.
Decidindo-se pelo sofá, voltou para a sala. No entanto, Argo já estava deitado nele e parecia que não ia sair dali e, de fato não saiu, se limitou a olhar os numerosos e exagerados gestos de Mel lhe indicando que se descesse.
�Você venceu. Deixarei que Janice resolva este assunto contigo �decidiu ir para a cama.
Estava com muito sono, entrou no quarto e sentiu um cheiro . Tinha um suave e agradável cheiro naquele quarto. Olhou para a cômoda e viu um vaso de flor de lavanda. Também reconheceu um ligeiro aroma de couro. Num criado-mudo, de um lado da cama, tinha uma velha lamparina tiffany com um desenho em forma de libélula e vários livros. Melinda parou para ler os títulos.
�Experiência em vidas passadas; Memória genética; Conheça seus outros "eus"; Vidas passadas e Terapia de regressão. Interessante material, Dra. Covington.
Sentindo-se quase uma intrusa, foi para o outro lado da cama.
Acomodada entre os lençóis estava pronta para dormir quando Janice entrou no quarto vestindo uma camisa de manga longa de homem, e Mel se sobressaltou ao sentir que seu pulso se acelerava. Tentou olhar para outro lado, mas mas não conseguiu olhou para aquelas pernas bem definidas, e depois para a camisa que desenhavam delicadamente seu quadris.
�Bom, disse que não se importava onde, sua cachorra não quis sair do sofá �se espantou quando Janice caminhou para o outro lado da cama. Melinda estava segura de que se ia desmaiar quando a outra mulher deitasse ao seu lado..
�Mel, estou em minha casa e não penso dormir no sofá. Vou dormir aqui. Não vou te morder �disse, sorrindo antes de deitar �a não ser que me peça carinhosamente.
�Muito amável de sua parte, Doutora Covington �respondeu Mel com o mesmo sarcasmo�. Boa noite.
�Boa noite, senhorita Pappas �disse Janice sorrindo.
Desde o momento em que Gabrielle pôs a Ambrósia em meus lábios e recuperei a consciência, não lembro de me sentir tão feliz. Estou segura de que sorri mais nas horas seguintes do que em toda minha vida. Acho que estava triste. Depois de tudo, as mudanças que fez em minha vida não foram suficientes para me livrar de Tártaros, mas não me importava. Também nunca veria os Campos Elíseos. Tinha voltado a vida tinha voltado para Gabrielle, e nada era comparado a isso.
"Quando pensa nos mortos, os mortos podem te ouvir". Quando penso sobre essa frase, as pessoas não sabem o impacto que tem nos mortos. Mesmo em sua profunda tristeza, Gabrielle me deu força para voltar. Ela precisava de mim e isso alimentou minha decisão. Eu nada podia fazer morta, mas se eu conseguisse me reunir com meu corpo faria o impossível para mudar aquela situação.
Depois que nos despedimos do Autolicus fomos passar a noite na aldeia amazona. Não sabíamos que Velasca tinha sobrevivido e achamos que nossos problemas, naquele momento, tivessem terminado. Ephiny fez questão de que Gabrielle e eu ficássemos em sua cabana da rainha e ela e seu filho, foram para de uma amiga. Sua cabana era afastada do resto da aldeia, o que agradeci enormemente. Tentei enfrentar os olhares curiosos das demais amazonas com bom humor, ter voltado da morte me deixou cansada. Gabrielle ficou na cabana da rainha um pouco mais que eu.
Conhecendo-a, certamente agradecerá a cada uma das amazonas por sua lealdade.
Andei pela cabana de Ephiny por um tempinho, sentindo-me estranhamente nervosa. Tinha acontecido algo entre Gabrielle e eu. Tinha esperança que pudéssemos ultrapassar a amizade, mas tinha medo também. No corpo de Autolicus respondi ao som da voz de Gabrielle com paixão . Tinha que falar com ela, tranqüilizá-la. Desde o momento de minha morte, seu amor e sua confiança tinham envolvido minha alma como uma quente manta. Eu pude sentir as coisas que queria falar, mesmo incapaz de dizê-las seus pensamentos refletiam nas batidas de meu coração. Suponho que por isso a beijei. Algo que sonhava em vida, mas nunca tive a coragem de fazer. Quando soube o que sentia não pude me conter. E seus lábios, seus lábios eram tão macios� e responderam-me como eu tinha sonhado. Nunca pensei que poderia me sentir tão próxima de alguém. Não até que voltei a meu corpo.
Apesar do breve momento, e cansada da luta contra Velasca, senti uma conexão com Gabrielle que duvido ter com outra pessoa. Cheia de dúvidas, mas decidida a tentar. E aqui estou, na janela, escutando os sons da noite, contemplando a lua e tão nervosa como uma virgem em sua lua de mel.
Senti a presença de Gabrielle junto à porta mesmo antes dela aparecer.
�Sinto por ter dormido tanto �disse ao entrar com uma bandeja nas mãos.
�Acho que está confusa, tem perguntas? �perguntei-lhe pegando a bandeja de suas mãos e colocando sobre a mesa. Não pude evitar de sorrir, já que meu coração se enchia de alegria de poder vê-la com meus próprios olhos.
�Não muitas, acho que são as mesmas�respondeu me passando uma xícara bem quente. Inalei, deixando o cheiro do chá invadir meu ser. Gabrielle tomou um gole de sua xícara e depois veio ficar comigo junto à janela.
�Eu não sei o que eu faria sem você, Xena �disse baixinho. Soltei minha xícara e a abracei forte. Desde que voltei aquilo era tudo o que eu podia fazer estar ao seu lado. Acho que ela sentia o mesmo, desde o momento em que me retirei para descansar, e até que acordei, não se afastou de meu lado nem um segundo.
�Eu também �disse com tensão, tratando pela centésima vez naquela noite não chorar.
Levantou a cabeça e olhou-me. Lentamente, baixei a minha e, com delicadeza, cobri seus lábios com os meus. Por algum motivo, aquele beijo virou um sorriso e abri os olhos, só para encontrar com o outro no rosto de Gabrielle.
�Muito melhor sem o bigode �comentou, aliviando enormemente meu nervosismo.
�Fico feliz que pense assim�murmurei.
Afastou-se de mim e suas bochechas começaram a ficar rosa.
�Que foi? �perguntei-lhe.
Sorriu, e respondeu.
�Gostaria de tirar isto �disse mostrando sua roupa de amazona�, me vestiram eu não sei como tirar.
�Não fale mais nada, princesa. Estou aqui para servi-la �respondi, me aproximando para ajudá-la com a armadura.
�Ah, é "rainha", Xena. Agora sou rainha �esqueceu.
�Verdade �é mesmo, deslizando os braceletes por seus braços. Me superou.
Riu com vontade e parei antes de começar a tirar suas botas.
�Eu te perdoou desta vez�acrescentou de forma definitiva�,espero que isso não volte a se repetir.
Senti sua mão sobre minha cabeça, acariciando meus cabelos enquanto eu desamarrava os laços. Suspirei prazerosamente e acariciei sua perna antes de tirar a bota.
�Vou tentar, minha rainha�disse tirando a outra bota. Depois se levantou e foi desabotoar os feixes da parte de trás. Antes que eu pudesse a tocar vou tirando seu top e depois a saia. Não me importei, porque entre nós já não se tratava de se, senão de quando. Abraçamos-nos de novo e depois começou a tirar a minha armadura.
�Não sabia que isto fosse tarefa de uma rainha amazona �disse.
�Esta rainha nunca deixará que ninguém mais faça isto. Admite, estamos juntas nisto, Xena.
Aquelas palavras soaram como um canto de sereia em meus ouvidos. A voz de Gabrielle ficou mais séria quando me perguntou como me sentia, e eu pensei um momento antes de responder.
�Não sei como se deve sentir alguém depois de ressuscitar, mas estou bem. Talvez um pouco dolorida, mas quem não estaria após ficar um bom tempo em um sarcófago?
�Eu imagino�respondeu após tirar a minha roupa de couro�. Ephiny deu-me um pouco de óleo de menta para aliviar sua dor. Deita na cama para que possa passar em você.
Depois de tirar-me as botas, me deitei como me ordenou. Ouvi quando pegou algo da bandeja e se aproximou da cama, e sorri de novo ao sentir seu reconfortante peso em cima de mim. Ouvi o som de suas mãos esfregando uma na outra. Em seguinte foi uma deliciosa sensação enquanto me passava o óleo.
Seguiu massageando no alto de minhas costas e meus braços, e depois vou deslizando para baixo, passando em cada parte de meu corpo. Encontrava-me em um estado de felicidade absoluta sentindo seus movimentos e, em dado momento, passou para minhas pernas e pés.
�Gabrielle, isso é muito bom�murmurei.
�É sim�me respondeu� Agora se vira para eu passar na frente�Me virei e olhei direto para seus brilhantes olhos verdes, que estavam olhando meus quadris�. Eu falei sério quando disse que não voltasses a morrer �disse enquanto vertia um pouco mais de óleo em suas mãos.
�Tá. Mas você também, não pode me deixar�respondi. Contemplei suas mãos descendo pelo meu corpo e massageando docemente os meus ombros e os braços antes de chegar em meus peitos. Ainda que suas caricias não eram do tipo sexual, encontrei nelas um prazer sensual, me deixando excitada com suas fortes mãos. Continuou passando concentrada em meu corpo, aplicando o óleo sobre meu estômago e minhas pernas. Quando acabou, seu toque se fez mais suave, explorando simplesmente os contornos de meu corpo. Olhei-a durante um momento. Olhei-a e ela me olhou também. Foi então quando senti a umidade de seu corpo, quando se aproximou de mim, e comecei a tocá-la.
Continua...