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SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ DE BALAGUER

Seu pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 e começa a exercer o ministério numa paróquia rural e depois em Saragoça.

Em 1927, transfere-se para Madrid, com permissão do seu bispo, a fim de doutorar-se em Direito. Ali, no dia 2 de outubro de 1928, Deus faz-lhe ver a missão que lhe vinha inspirando havia anos, e funda o Opus Dei. A partir desse momento, passa a trabalhar com todas as suas forças no desenvolvimento da fundação que Deus lhe pede, ao mesmo tempo que continua a exercer o ministério pastoral que lhe fora encomendado naqueles anos, e que o punha diariamente em contato com a doença e a pobreza dos hospitais e bairros populares de Madrid.

Quando eclode a guerra civil, em 1936, encontra-se em Madrid. A perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diferentes lugares. Exerce o seu ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de atravessar os Pirineus até o sul da França, instala-se em Burgos.

Quando termina a guerra, em 1939, volta a Madrid. Nos anos seguintes, dirige numerosos retiros espirituais para leigos, sacerdotes e religiosos. Nesse mesmo ano de 1939, conclui os estudos de doutorado em Direito.

GUIANDO O CRESCIMENTO DO OPUS DEI

Em 1946, fixa residência em Roma. Obtém o Doutorado em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações vaticanas, membro honorário da Pontifícia Academia de Teologia e Prelado de honra de Sua Santidade. Acompanha com atenção os preparativos e as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965) e mantém um relacionamento intenso com muitos Padres conciliares. De Roma, faz numerosas viagens a diversos países europeus para impulsionar o estabelecimento e a consolidação do Opus Dei nesses lugares. Com o mesmo objetivo, realiza entre 1970 e 1975 longas viagens até o México, a Península Ibérica, a América do Sul e Guatemala, e nelas também tem reuniões de catequese com grupos numerosos de homens e mulheres.

Falece em Roma no dia 26 de junho de 1975. Vários milhares de pessoas, entre elas muitos bispos de diversos países — quase um terço do episcopado mundial —, solicitam à Santa Sé a abertura da sua causa de canonização.

BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO

No dia 17 de maio de 1992, João Paulo II beatifica Josemaría Escrivá na Praça de São Pedro, em Roma, diante de 300.000 pessoas. «Com sobrenatural intuição», disse o Papa na sua homilia, «o Bem-aventurado Josemaría pregou incansavelmente a chamada universal à santidade e ao apostolado.»

Dez anos mais tarde, no dia 6 de outubro de 2002, João Paulo II canoniza o fundador do Opus Dei na praça de São Pedro, diante de uma multidão procedente de mais de 80 países. O Santo Padre, em seu discurso aos participantes na canonização, disse que "São Josemaría foi escolhido pelo Senhor para anunciar a chamada universal à santidade e mostrar que a vida de todos os dias e as atividades corriqueiras são caminho de santificação. Poder-se-ia dizer que foi o santo do cotidiano".

D. Álvaro, testemunho de fidelidade

No dia 20 de março, teve lugar a sessão de abertura do tribunal da prelazia do Opus Dei que participará da fase de instrução da causa de canonização de D. Álvaro del Portillo. O ato foi realizado na Sala Höffner da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma, com a presença de cerca de quatrocentas pessoas.

23 de Março de 2004

O prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarría, comentou no discurso pronunciado na cerimônia, um dos últimos escritos de D. Álvaro, datado de 17 de março de 1994, uma semana antes do seu falecimento. Trata-se de um cartão postal que D. Álvaro del Portillo enviou de Jerusalém ao secretário pessoal do Papa, D. Stanislaw Dziwisz, com estas palavras: “Querido amigo, rezei — rezamos— muito por você, vir fidelis [varão fiel], nestes lugares santos. E lhe agradecerei muito que faça chegar ao Santo Padre o nosso desejo de ser fideles usque ad mortem [fiéis até a morte], no serviço à Santa Igreja e ao Santo Padre”.

O prelado do Opus Dei salientou que “hoje a leitura desse breve texto manuscrito de D. Álvaro adquire uma relevância especial pelo que iria acontecer alguns dias mais tarde. Poder-se-ia dizer que o Senhor tomou-o pela palavra — usque ad mortem [até a morte]—: poucas horas depois de voltar a Roma, este servo bom e fiel — assim o definiu João Paulo II — seria chamado à presença de Deus. Este episódio — afirmou D. Javier Echevarría — encaixa-se muito bem nesta cerimônia que tem como protagonista um Pastor que, até o fim dos seus dias, nos deixou um testemunho de fidelidade”.

D. Javier Echevarría explicou que os muitos relatos escritos sobre D. Álvaro, que foram recebidos nos 10 anos decorridos desde o seu falecimento mostram que o primeiro sucessor de São Josemaría deixou uma herança de admiração e de afeto. Pouco depois do seu falecimento — acrescentou — “recebi numerosos testemunhos escritos que confirmavam a difusão, já em vida, da fama de santidade de D. Álvaro e manifestavam o desejo de que fosse aberta a sua causa de canonização. Entre estes testemunhos, há cerca de 200 cartas de bispos (sendo 35 deles cardeais) de 25 países”.

A Congregação para as Causas dos Santos aprovou que, na primeira fase da Causa, ou investigação diocesana, sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade de Álvaro del Portillo, intervenham dois tribunais com o mesmo grau de competência: um do Vicariato de Roma e outro da Prelazia do Opus Dei.

As sessões do tribunal do Vicariato de Roma começaram em 5 de março com uma cerimônia análoga à que ocorreu na Pontifícia Universidade da Santa Cruz. Como destacou D. Javier Echevarría, os dois tribunais terão um trabalho coordenado em tudo o que for necessário para o desenvolvimento da fase de instrução da causa (receber as declarações de testemunhas e recolher documentos), mas não estão chamados a pronunciar uma sentença, pois isso compete exclusivamente à Santa Sé.

O prelado do Opus Dei explicou também que o tribunal do Vicariato se ocupará do exame de algumas testemunhas residentes em Roma: entre eles, eu próprio, alguns expoentes da Cúria romana e outros membros dos Conselhos gerais da Prelazia que colaboraram de perto durante anos com D. Álvaro”.

D. Javier Echevarría lembrou que quando se começou a trabalhar na causa de canonização de São Josemaría, D. Álvaro “não perdia nenhuma ocasião para fazer-nos ver que tal decisão não se dirigia a procurar a glória humana do Opus Dei, mas o bem da Igreja, o bem das almas”. O prelado do Opus Dei manifestou o seu desejo de que também a causa de D. Álvaro del Portillo seja ocasião para que muitas pessoas, através da sua figura, “descubram o rosto paternal de Deus, que sorri, anima e perdoa”.

© 2004, Escritório de Informações do Opus Dei na Internet

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