Doutrina Católica

Doutrina Católica

Inocêncio XI condena o quietismo.

Inocêncio XI (no século Benedetto Odescalchi; Como, 1611 - Roma, 1689), orientando-se para a carreira eclesiástica depois de abandonar a militar, exerceu cargos importantes na administração pontifícia, valendo-se de sua preparação jurídica. Nomeado cardeal pelo papa Inocêncio X (1645), foi governador de Ferrara (1650) e bispo de Novara (1650-54), sendo eleito papa após a morte de Clemente X em 1676. Rigidamente contrário ao nepotismo, aboliu o cargo de "cardeal nepote" e procurou realizar a reforma dos costumes sociais. Valendo-se da obra do cardeal secretário de Estado A. Cybo, aplicou rígidas regras de economia com o objetivo de sanear as finanças do Estado. Contrário ao probabilismo teológico e moral dos jesuítas, pareceu inclinar-se para o jansenismo e o quietismo, mas condenou o teólogo M. de Molinos em 1687. Enérgico defensor da autoridade do papado, entrou em conflito com o rei da França, Luís XIV, por causa da Declaração dos Quatro Artigos (1682), que afirmava as liberdades galicanas, e não se submeteu a ele nem mesmo depois que as tropas francesas ocuparam Avignon. Partidário de uma grande cruzada cristã contra os turcos, cujo projeto, porém, jamais se realizou, contribuiu para a conclusão do tratado de Nimega (1677-78), da trégua de Ratisbona (1684) e para a Liga Santa em defesa de Viena (1683) e de Budapeste (1686), contra a ofensiva turca. Venerado como santo, foi beatificado pelo papa Pio XII em 1956.

Inocêncio X condena o jansenismo com a bula "Cum occasione".

Inocêncio X (no século Giambattista Pamphili; Roma, 1574-1655), pertencente a uma família da nobreza, foi advogado consistorial e auditor de Rota, depois núncio em Nápoles (1621-25) e na Espanha (1626). Nomeado cardeal em 1629, sucedeu o papa Urbano VIII em 1644, apesar da oposição francesa. Pressionado pelo cardeal G. R. Mazzarino, que ameaçava separar Avignon da Santa Sé (1645), teve de retirar a condenação contra os Barberini, acusados de peculato cometido durante o pontificado de Urbano VIII. Hostil à família Farnese, deu continuidade à política do predecessor, apoderando-se de Castro (1649) e destruindo-a. Partidário da paz européia, ao fim da Guerra dos Trinta Anos, porém, opôs-se (com a bula "Zelus domus meae", 1650) às decisões do congresso de Vestfália, que reconhecia o luteranismo e o calvinismo. Por outro lado, lutou contra as heresias, especialmente contra o jansenismo, que condenou com a bula "Cum occasione" (1653). No âmbito administrativo, tentou frear a decadência então em curso e lançou as bases de uma organização estatal, criando a figura do secretário de Estado. Espírito culto e grande mecenas, protegeu artistas de valor, dentre os quais Pinturicchio, A. Mantegna, F. Lippi e Perugino, transformando a cúria romana em um dos centros mais ativos da cultura renascentista.

Nova condenação do jansenismo. Alexandre VII emana a bula "Cum ad Sancti Petri sedem".

Alexandre VII (no século Fabio Chigi; Siena, 1599 - Roma, 1667), secretário de Estado de Inocêncio X (1651), foi eleito papa após a morte deste (1655), depois de um conclave que durou três meses. Recebeu, em Roma, Cristina da Suécia (1655), convertida ao catolicismo. Teve confrontos violentos com o rei da França, Luís XIV, fomentados pelo cardeal G. R. Mazzarino e pelo embaixador da França, duque de Créquy, e foi obrigado a se submeter às suas prepotências. Alexandre VII combateu duramente os jansenistas, na França e nos Países-Baixos, e contra eles promulgou algumas bulas de condenação, dentre as quais a "Cum ad Sancti Petri sedem" de 1656. Embelezou Roma com obras que marcaram, especialmente com G. L. Bernini, o ápice da arte barroca na cidade.

Hosted by www.Geocities.ws

1