Doutrina Catolica

DOUTRINA CATOLICA

HISTÓRIA RELIGIOSA DA PARÓQUIA SÃO JOSÉ DE COXIM

I Fase – INICIO DA EVANGELIZAÇÃO

Em 1729 esteve em Coxim o sacerdote Pe. Antonio de Morais. Foi na época da fundação da localidade. Não podemos afirmar com certeza se iniciou um verdadeiro trabalho de evangelização. No século XIX, esta região foi palco de terríveis combates entre o Brasil e o Paraguai. Sacerdotes como capelães militares, acompanharam nossas tropas. Um deles está enterrado em Coxim. Também aqui não se pode afirmar se está presença religiosa serviu para evangelizar os moradores do lugar.

Ao seis de novembro de 1972, Coxim se tornou freguesia, com o nome de “São José de Herculanea”. Desde 1873, temos o primeiro livro de batizados. No termo de abertura se diz: Este livro serve para assentos de batismos dos filhos de mulher escrava da freguesia de São José d’ Herculania. É assinado pelo Cônego Manoel Perreira Mendes, Vigário Geral interino de Cuiabá. Contem vinte e cinco folhas, iniciando e encerrando no dia vinte quatro de março de 1873. Neste período, a Freguesia está anexa a Paróquia de Corumbá (Diocese de Cuiabá). Primeiro Vigário foi Pe. João Jacintho Prata, seguido por Pe. José Alves Ferreira. Sempre no mesmo livro, encontramos a noticia de uma “Santa Visita” feita à Freguesia pelo Frei Mariano Bagnaia, (Pregador Imperial, Visitador e Pároco) em fevereiro de 1876. Ele chama a atenção sobre alguma irregularidade nos assentos de batizados. O mesmo Frei Mariano, voltando em Julho de 1882, repete a mesma recomendação, de cuidar melhor dos livros de batizados.

Em 1885, encontramos vários batizados realizados por Pe. Simão Moreira da Rocha, Capelão Tenente.

Em 1899 está em missão em Coxim o Pe. João Balzola.

Em 1902 (de 15 de Janeiro a 12 de Junho) desobriga o Pe. Constantino Tarsia, vindo de Corumbá.

Em 1902 e 1904 faz desobriga o Salesiano Pe. Bernardo Chicco.

De 1908 à 1910 encontramos dois Pe. da Ordem Carmelitas: Pe. Canisio Muderman e Pe. Carmelo Lambooj.

Em 1910, 1911, 1919 e 1920 volta Pe. Bernardo Chicco.

Em 1927 faz batizados um Jesuíta Pe. Januário Audisio.

A primeira Capela foi construída em 1910.

Nesta época, os Salesianos de Campo Grande atendiam à Coxim. A Capela era construída de “pau a pique”.

II Fase - COXIM PARÓQUIA

De 1936, com Decreto de Dom Vicente B. Maria Priante, Bispo de Corumbá, Coxim passou à condição de Paróquia. Sua administração foi confiada aos Padres Franciscanos de Campo Grande. E no dia dez de março do mesmo ano, o Frei Eucário Schmitt O.F.M., então Comissário Provincial da Ordem, tomou posse como primeiro Pároco de Coxim. Como Vigários Cooperadores, vieram os Freis:

Engelberto Raab e Valfrido Stahle.

É interessante fazer memória do relato, que está no livro – tombo:”Coxim tinha perto de 700 habitantes e a Paróquia toda cerca de 15.000 pessoas. Havia muitas fazendas e existia neste território uns oito povoados maiores, com Capelas próprias, escolas e até luz elétrica. A sede tinha uma bela igrejinha com grande altar de pedra sobre o qual havia uma estatua de São José, padroeiro da Paróquia.

Mais tarde, construí-se uma torre, com três sinos. Tinha dois altares laterais, um dedicado a Nossa Senhora das Graças e outro a Santa Terezinha.

O povo ficou muito contente. O Prefeito pagou adiantado a pensão do padre durante o primeiro mês e arranjou uma pequena, mas nova casa para a residência do padre. Mas já no ano seguinte os Franciscanos construíram uma residência própria o zelador da Igreja era o Senhor João Ferreira.

O Frei Eucário ficou pouco Pároco, a causa do cargo de comissário.

Então o segundo Pároco foi o Frei Francisco Brugger (1939 a 1942). Ele teve como cooperador o Frei Canuto Amann. Neste período, temos que registrar a tentativa – 1940 – de levar a Paróquia para Rio Verde de MT.

Terceiro Pároco – Foi Frei Elisário Wangler (de abril de1942 a fevereiro de1943). O Frei Francisco Brugger ficou com Vigário cooperador. Mas o Frei Elisário ficou pouco, porque no dia 23 de fevereiro de 1943 faleceu.

Quarto Pároco – Foi de novo, o Frei Francisco Brugger (1942 a 1946) Vigário cooperador, neste período foi o Frei Saturnino Benzing. O Bispo de Corumbá em Visita Pastoral no ano de 1944, notou “relaxamento na Freqüência á missa dominical e na freqüência dos Sacramentos”.

Em 1946, a casa religiosa é fechada e a residência vendida. Mas os Franciscanos de Campo Grande continuam a atender. Até 1949 Frei Leandro Schabel atendeu.

Coxim ficou anexa a Paróquia São Francisco de Campo Grande. Em 1950, o Frei Eucário Schmitt, Pároco de São Francisco, foi encarregado também de Coxim.

Fizeram visitas em Coxim nos anos 1951 e 1952 o Frei Cipriano Bassler e nos anos 1953 e 1955 o Frei Otaviano Hirt. III Fase - Paróquia São José confiada aos Capuchinhos – 1956 – 1978.

Dom Orlando Chaves, Bispo de Corumbá, no dia 18 de dezembro de 1956 entrega a Paróquia São José de Coxim aos cuidados dos Freis Capuchinhos da Província do Rio Grande do Sul.

Contemporaneamente, cria mais duas Paróquias: Nossa Senhora Auxiliadora em Rio Verde e São João Batista em Camapuã. O primeiro Pároco em Coxim foi Frei Felipe de Mauricio Cardoso (01-02-1957/1958). Ele teve como Vigário Cooperadores Frei Vicente de Mussum e Frei Nicásio de Parai.

No livro tombo encontramos estas anotações: “À cidadezinha de Coxim apresenta um aspecto bastante pitoresco. O grande Rio Taquari, que parece a estar acariciando, empresta-lhe um cunho de Turismo, devido mesmo à abundancia de peixes de que é portador.

A Igreja se apresenta pobre, pequena, mas bem zelada. A situação religiosa é triste: indiferentismo, afastamento dos Sacramentos, ignorância religiosa. A causa da ausência de padre fixo por dez anos. O povo entende que fazer festa consiste em dançar, comer e beber nada mais. É simplesmente impressionante o atraso religioso. De modo especial, no tange aos sacramentos da confissão e comunhão”.

Em 1958, Campo Grande se tornou Diocese, tendo como primeiro Bispo Dom Antonio Barbosa. O segundo Pároco foi Frei Gilberto de Caxias (1959 a 1966). Por dez anos, ficou sozinho, tomando conta de toda a Paróquia (que compreendia também o Patrimônio de Pedro Gomes). Em 1959 residia em Rio Verde, atendendo aquela Paróquia . Somente em 1968, teve como auxiliares Frei Tomáz Grison e Frei Hernesto Zambonim. Não tendo outro lugar, Frei Tomaz dormia na torre da Igreja e Frei Ernesto na Sacristia. As refeições, exceto o café da manhã, eram feitas no hotel de Dona Arialba Lemos. Em 1969 chegou o Frei Carlos Smiderle como Vigário Cooperador.

Do Frei Gilberto, no livro tombo, tem este elogio, escrito pelo Frei Tomáz: “Sempre solícito pelo bem espiritual da população, percorreu centenas e centenas de vezes o interior da Paróquia, aprimorando a prática da religião do povo. Viveu esses nove anos sem o mínimo conforto dando com isto ao povo um exemplo de pobreza Franciscana e de espírito de sacrifício. É admirado e bem quisto por todos pela sua bondade e pela dedicação ao trabalho sob sua direção, foi construída a atual Igreja Matriz e as capelas de São Francisco, Aparecida, Santa Luzia e a futura Matriz de Pedro Gomes.”

O terceiro Pároco foi Frei Basílio Henrique Pexini (1976 – 1978). Ele teve como cooperadores o Frei Gilberto e o Frei Carlos. Em 1977, chegou o Frei Izidoro Bianchi, como Cooperador. Frei Basílio teve o papel de preparar o ambiente para a futura Diocese de Coxim.

IV - BULA PAPAL DE CRIAÇÃO DA PRELAZIA DE COXIM (03 DE JANEIRO DE 1978)

Paulo, Bispo, Servo dos servos de Deus: em recordação perene do fato. Os que à semelhança do bem-aventurado Pedro (Jo. 21,15 – 17), somos pais e pastores encarregados do rebanho universal dos fiéis, nisso colocamos inteiramente todo o nosso cuidado, empenho e diligência, para que possamos do melhor modo possível providenciar a cada Igreja os seus guias. Na verdade, se forem bem determinados os limites e a cada Igreja se der suficiente numero de pastores, já não resta duvida de que tudo reverterá em utilidade das mesmas. Como, pois, o nosso Venerável Irmão Antonio Barbosa, Bispo de Campo Grande, ouvida a Conferencia dos Bispos do Brasil, endereçou seus pedidos à Sé Apostólica para dividir sua Igreja, afim de que fossem criadas outras. Nós, após termos solicitado o parecer do venerável irmão Cármeci Rocco, como também dos veneráveis irmãos Cardeais da Santa Igreja Romana, que estão á frente da Sagrada Congregação dos Bispos, com nossa autoridade Apostólica decretamos o seguinte: separamos da Diocese de Campo Grande todo o território dos seguintes Municípios segundo os limites ditados pela lei civil: Camapuã, Coxim, Pedro Gomes, Rio Negro e Rio Verde, com os quais constituímos a nova Prelazia que será denominada de Coxim. Na verdade, julgamos colocar sua sede na cidade de Coxim e a Catedral da Igreja São José da mesma cidade, dando-lhe os direitos que competem as Igrejas Catedrais.

Tornamos a nova Prelazia sufragânea da Sé Metropolitana de Cuiabá, da mesma maneira que o Prelado estará sujeito ao metropolita daquela Igreja.

Constituirão meio de sustento, seja as contribuições dos fieis, sejam os emolumentos da Cúria, seja os bens, se houver que advenha à nova Sé de conformidade com o Cânon 1500 do Código de Direito Canônico.

Quanto ao seminário, observa-se as normas do direito comum, levando-se em consideração o decreto Optatam totius do Concilio Vaticano II e as normas da Sagrada Congregação para a Educação Católica. Quando, porém, os jovens chegarem à idade de freqüentar a filosofia e a sagrada teologia, os melhores sejam enviados ao Pontifício Colégio Pio Brasileiro.

O governo e a administração da Prelazia siga totalmente o direito canônico; ou mesmo se diga da eleição do Vigário, sede vacante e de outras coisas semelhantes.

Quanto aos sacerdotes, porém, determinamos que, uma vez executada a presente Carta, os que possuem oficio ou beneficio eclesiástico no território da nova Prelazia sejam considerados como clero próprio, os demais clérigos e alunos do Seminário ao território no qual legitimamente vivem. Ademais, as atas e documentos que se refere à nova Prelazia e seus fiéis sejam enviados à Cúria, para serem cuidadosamente guardados no arquivo. Enfim, para que tudo isso se concretize, delegamos o venerável irmão Cármeci Rocco, ou seu delegado, concedendo lhe também os direitos e faculdades necessários.

Na realização dos atos, lavrem-se os documentos, cujos exemplares autênticos sejam enviados quanto antes à Sagrada Congregação para os Bispos. Não obstando em contrário. Dada em Roma, junto de São Pedro no dia 03 de Janeiro do ano do Senhor de 1978, no décimo quinto ano de nosso Pontificado.

João Cardeal Villot

Secretário de Estado

Sebastião Cardeal Baggio

Prefeito da S. Congr. para os Bispos

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