O SIMBOLISMO DE ÍSIS

Original text in English found @ Light of Isis

Traduzido por Alexis Lemos (ab_lemos AT ig.com.br)

O historiador Diodorus Siruclus (cerca de 90-21 A.C.) transcreveu uma famosa inscrição entalhada em hieróglifos numa coluna em Nysa, na Arábia, onde Ísis é descrita como se segue:

"Eu sou Ísis, Rainha desta terra. Eu fui instruída por Mercúrio (Thoth). Ninguém pode destruir as leis que eu estabeleci. Eu sou a filha mais velha de Cronos (Saturno), o mais antigo dos deuses. Eu sou a esposa e irmã de Osíris, o Rei. Fui eu quem deu a conhecer aos mortais o uso do trigo. Eu sou a mãe de Hórus, o Rei. Eu sou aquela que se eleva na Constelação do Cão; para mim foi construída a cidade de Bubastus. Adeus, adeus, oh Egito que me nutriu".

O mito de Ísis representa uma grande quantidade de coisas em níveis diferentes. Sob muitas aspectos, ela é uma metáfora para a Atlântida. Ísis é a mãe de Hórus e a protetora do povo egípcio. Semelhantemente, a Atlântida é a mãe do Egito, pois quando a civilização atlante ruiu, foi para o então primitivo Egito que os sacerdotes sobreviventes viajaram.

Da mesma forma que Ísis presenteou o povo do Egito com descobertas tais como o trigo - transformando-os em fazendeiros capazes de cultivar suas próprias colheitas - assim procederam os altamente avançados atlantes, pegando uma sociedade comparativamente atrasada e transformando-a na mais avançada civilização do seu tempo.

Ísis, através de sua magia, possui também o poder divino da criação, porque simbolicamente ela é a encarnação do processo de criação. "Tanto acima, quanto abaixo".

Através do seu amor por Osíris, Ísis tem êxito na transmutação do amor humano em energia divina.

Hórus perdendo seu olho esquerdo (a Lua) em batalha com Set e a deusa Hathor curando-o - restaurando seu estado - é uma metáfora para o processo de cura que deve ser empreendido depois da separação. O Mito de Ísis-Osíris é outro exemplo disto; em ambos os exemplos, é o poder do amor que conquista e reunifica.

Ísis é a Virgem mãe original - representando a noção de imaculada concepção. O mito egípcio diz que a alma de Osíris (o Sol) desce para o submundo de Amenti (nossa Terra), onde encontra a alma de Ísis (a Lua); lá, ambos são reunidos numa união criativa.

Isto é comparável ao plano físico da criação onde o esperma (o elemento masculino) desce para a caverna escura do útero para encontrar lá o óvulo (elemento feminino) que, da mesma forma, veio do alto.

O resultado dessa união espiritual é Hórus. Como mãe de Hórus, Ísis gerou o conceito da Madona com a criança que a fé cristã usa hoje.

Ísis também representa o conceito de nascimento na fórmula alquímica IAO dos tr�s estágios: Ísis, Apófis, Osíris, simbolizando o processo de Nascimento, Morte e Ressurreição. Para o Adepto este é um poderoso processo de transformação que libera as chaves do poder mágico e da imortalidade.

A vaca era um dos animais sagrados de Ísis e também da deusa Hathor. Como a Mãe Universal, Ísis representa a Mãe Natureza. Ambas as deusas eram associadas com o sol e a lua, como o disco e os chifres da vaca (que formam um crescente) demonstram. Nos Vedas, uma vaca representa a alvorada da criação. Hathor, neste contexto, representa a alvorada real enquanto Ísis representa o dia que se segue. Ambas as deusas representam o mesmo conceito visto de pontos de vista diferentes no tempo. Ísis possui chifres, os chifres simbolizando cornucópias, e enquanto mãe de Hórus (o mundo físico), ela é a mãe generosa de toda a criação.

Ísis representa a ponte entre a verdade de Deus e a busca espiritual da humanidade. É através dela que a inevitável reunião espiritual com o Divino pode ser realizada.


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Página atualizada em 11/07/2005
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