UMA LISTA DE CONFERÊNCIA PARA A CRÍTICA DE FC
Por David Alexander Smith
Traduzido por Alexis Lemos ([email protected])
- Tema e Significado: a história nos motiva? Emergimos de nossa jornada ficcional emocionalmente engajados, ou mais sábios do que quando entramos? Nos lembramos da história depois de tê-la terminado? Ao longo do caminho, a história nos forçou a pensar? Nós reexaminamos ou vemos de modo diferente coisas que temos por certas em nosso universo mundano? (Se não, por que a história está num ambiente de fc?) A história tem um tema? O tema está integrado aos eventos?
- Literatura: "é algo que vale a pena mesmo quando você sabe o fim da história". Por esse padrão, esta história é literatura? Quando nós a lemos, estamos conscientes dos artifícios e das inconveniências do autor ou a experiência é tão forte que mergulhamos na ação e esquecemos até que há um autor falando para nós?
CRIANDO O UNIVERSO
- Inventividade: somos levados a um lugar estranho, novo, exótico ou interessante? As novas criações - alienígenas, tecnologia, sociedades, todos os microchips da vida - são fascinantes? As suas regras de engajamento são consistentes e críveis? Elas são inerentes ao novo mundo que estamos visitando ou foram apenas afixadas arbitrariamente? Elas incendeiam a imaginação?
- Premissa: quão bem se revela o universo ficcional? O leitor é realmente transportado para outro lugar, um lugar no qual ele poderia se imaginar vivendo? O universo ficcional é vívido? Ele é complexo? Se pudéssemos ir lá, gostaríamos de fazê-lo?
- Consistência Interna: o universo ficcional está conectado? As instituições, governos, convenções culturais, tecnologia, história e outras ações em grande escala são críveis? Você acredita que a sociedade mostrada poderia realmente existir como foi retratada? Você pode bater as suas portas sem se preocupar que as maçanetas despenquem?
POVOANDO O UNIVERSO
- Personagens: nos importamos com os personagens que conhecemos? Vibramos quando eles triunfam, choramos quando fracassam, vaiamos e assobiamos quando eles são maus, aplaudimos quando eles sobrepujam suas fraquezas? Eles têm profundidade e complexidade? Consideramos os personagens periféricos, ficelle e de uma-cena-só agradáveis por mérito próprio?
- Motivação: os personagens se preocupam? Eles agem de acordo com seus motivos (em vez de serem dominados autoralmente como peças de xadrez)? Eles se esforçam? Quando se opõe, seus conflitos são lógicos do ponto de vista um do outro? Eles fazem escolhas conscientes dado quem são e o que sabem?
- Credibilidade: nos reconhecemos nestes personagens? Onde diferem de nós, compreendemos como vieram a ser quem são? Nós dizemos, "pelo amor de Deus, o que eu faria quanto a isso"?
NARRATIVA
- Diagramação: cada ação se segue naturalmente às suas predecessoras? Há um desenvolvimento natural das personalidades das pessoas que as criaram? Os mistérios do enredo são naturais (em vez de manipulados)? Os personagens são golpeados por forças poderosas que discernimos e levamos em conta? Grandes coisas estão em jogo? Os personagens estão travados no seu problema?
- Andamento, tensão e drama: a história nos prende? Ela nos prende com rapidez? Nos sentimos intrigados no fim da primeira página? Somos empurrados adiante pelos eventos, querendo sempre saber mais? A tensão aumenta e se contrai como um músculo, construindo um clímax poderoso? O clímax ecoa o tema? Estamos sentados na beirada da cadeira?
- Economia dramática: as coisas nas quais nós, leitores, investimos no início da história, são quitadas no fim? A história recompensa o leitor atento com cookies de cenas, personagens, introjeções e diálogos cintilantes? Ela pune o leitor desatento salpicando o texto com informação vital para a história? Se pularmos vinte páginas quaisquer, teremos perdido algo que nos obrigará a voltar e reler?
- Linguagem: a linguagem é impactante? Somos atingidos com imagens de "chute no olho" que nos fazem parar e arquejar? As frases fluem? Elas criam imagens mentais? O diálogo dá vida aos personagens? Você pode dizer quem está falando mesmo sem atribuição? A descrição é mantida através da ação de modo que nunca nos sentimos cegos ou ensurdecidos? As imagens são ricas? A linguagem é digna de ser lida em voz alta?
©2004 by David Alexander Smith and SFWA
Página atualizada em 09/06/2004
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