| POESIAS | |||||||||||||||||||||||
| DA MINHA JANELA | |||||||||||||||||||||||
| Autor: Anselmo Antonio Mignoni 03/04/1985 |
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| Fitei o horizonte, imaginei estar contigo, mas o que eu vi era apenas o mar, a ponte repleta de carros num grande vai e vem, misturando-se com os �nibus, caminh�es... o barulho ensurdecedor, mas nada me impedia de te ouvir, sentir-te perto de mim, teu meigo olhar, l�bios puros, alma aberta sem subterf�gios ou maldades. Assim eu vejo voc�. Mas... quem ter� teu grande segredo? Quem ser� o pr�ncipe que de fato poder� chegar e ter voc� por inteiro? Ele deve ser aquele com quem voc� gostaria de compartilhar toda sua suavidade infinita. Mas voc� sempre conseguir� tudo o que deseja, at� que o rel�gio da vida a acusar. A� ent�o saber�s que � chegada a hora, que tua gl�ria est� a se findar. N�s somos todos um caminho. Temos o in�cio e o fim. Tua beleza ter� fim, e n�s juntos teremos nosso fim... Deves sonhar hoje e sempre - assim viver�s feliz. �s pois a musa do meu ser. |
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| PENSAMENTO | |||||||||||||||||||||||
| Autor: Anselmo Antonio Mignoni 16/03/1985 |
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| �O sol no horizonte se p�e dia ap�s dia... Nos montes silenciosamente beija palidamente com sua luz candente os instantes finais de um dia, como uma despedida eterna. Ap�s alguns instantes, em sil�ncio, desce com seu negro manto - a maior boca do mundo cobrir parte do universo: a noite - e no firmamento milh�es de luzes ensejam a nos mostrar o s�bio e grande arquiteto de tudo o que vemos: Deus. Mas cada dia que se finda, sinto tua falta, tua voz, teu calor, te olhar lindo e sereno, alma l�mpida e branca, poder de muita confian�a. Ao me deitar, sinto-me magoado por tua falta sentir, percorrer tua alma em grande parte e por estar longe sem ouvir tua voz. Saio e procuro onde muitas pessoas falam, mas nada parecido ouvi. Troquei de rumo, procurei na natureza, no amanhecer e na alvorada, tantas coisas lindas ouvi, mas nada ouvi parecido... tua voz, teu olhar, tua alma sincera me faz feliz. Estarei contigo no pensamento quando estiver no quarto, dormindo ou n�o, no banho, na sala, junto aos nossos problemas - e n�o me distanciarei mesmo que eu muito distante me encontrar. Ficarei contigo at� meu guia me chamar - pois tenho voc� dentro do meu eu. |
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| V�CIOS | |||||||||||||||||||||||
| Autor: Luiz Henrique Mignone | |||||||||||||||||||||||
| Tal como o cigarro, este v�cio maldito que n�o largo, Que me asfixia, sufoca e me corr�i o peito lentamente, E se esvai em espirais aneladas deixando o gosto amargo Em minha boca, assim �s tu, sempre em minha mente. �s como o �lcool que me embriaga, que me entorpece, Que me avilta, denigre, confunde os pensamentos, Quando me alivio neste gole que pela garganta desce, Copo vazio como teu amor, por um �nico momento. A cada manh�, juro que foi dada a �ltima tragada, E que de ti j� sorvi o �ltimo gole amargo e, no entanto, Corro e me perco em teus bra�os, � primeira chamada. N�o tem mais jeito, reconhe�o, em ti sou um viciado, De cada um de teus detalhes, lindos, perfeitos e s�o tantos Prefiro assim morrer, dependente, do que nunca ter-te amado. |
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