A LENDA DE ACI E GALATEA
Tradu��o: Wellyngton Mignoni, em 24/10/2005
Original no endere�o:
www.acitrezzaonline.it/acigala.htm
Traduzi, com especial satisfa��o, esta bel�ssima lenda que trata do amor de Aci e Galatea ambientada na Sic�lia, � qual se referiram autores cl�ssicos como Homero, na Il�ada (s�c VIII aC), Es�odo (s�c. VIII aC), Te�crito (s�c. III aC), Call�maco (s�c. II aC), Prop�rzio (s�c. I aC), Hor�cio (s�c. I aC) e Virg�lio, na Eneida (30 aC); tamb�m autores medievais como Dante Alighieri (1300), Berchorius (1340), Francesco Petrarca (1370) e Giovanni Boccaccio (1472). Os trechos destes autores podem ser encontrados no endere�o www.iconos.it/index.php?id=1164. Tamb�m Haendel, em 1708, comp�s uma �pera com base nessa imorredoura hist�ria.
Polifemo
Logo que os primeiros raios de sol tocaram as m�gicas �guas do arquip�lago Laqueo, destas sa�ram as doces ninfas da pele cor de leite. Alegres e festivas dirigiram-se � praia. O lugar encantador acolhe-as com a sua natureza risonha.
As graciosas ninfas puseram-se a brincar na praia perseguindo-se e chamando-se em alegres gritos, mas os doces sons n�o fizeram mais que despertar a aten��o do c�clope Polifemo, habitante daquele lugar. Subitamente aparece da colina o gigantesco filho de Poseidon. O �nico olho que lhe sobressa�a no rosto, no meio da fronte, suscitou um terr�vel susto nas ninfas, mas o c�clope sumiu de repente, assim como tinha aparecido.
Polifemo, senhor do lugar e ministro de Efesto, o deus do fogo, trabalhava com os outros c�clopes na sua forja, no interior do Etna, onde fabricavam os raios para Zeus e se criavam obras maravilhosas como a armadura de Aquiles.
De quando em quando, nos dias seguintes, Polifemo fez novamente as suas breves apari��es �s ninfas, de forma que elas estavam j� agora habituadas.
O c�clope havia posto o seu olho sobre Galatea, e quem n�o o teria feito: era bela e doce como nenhuma outra criatura, quando se movia parecia dan�ar com ela toda a natureza, dona daqueles lugares.
Cada dia, quando o disco solar come�ava a descer para o ocidente, a ninfa deixava a praia onde estavam suas irm�s e se dirigia para os escolhos. Ali estava a esper�-la Aci, um pastorinho do lugar, de quem a ninfa estava enamorada. O jovem pastor era filho do deus Pan, protetor dos montes e dos bosques.
Aci amava Galatea tanto quanto ela o amava e logo que a ninfa despontava, seus olhos se enchiam de alegria e o cora��o lhe batia assim t�o forte que as batidas se misturavam aos sons da natureza.
"Doce amor estou aqui, como poderei viver sem voc� ?" dizia Galatea logo que chegava.
E Aci, toda vez que ela chegava, repetia-lhe:
"Fique sempre comigo, a minha cabana mergulhada no bosque, al�m da colina, ser� a nossa morada de amor."
Galatea sabia que n�o lhe era permitido afastar-se para sempre do pal�cio de Poseidon, deus de todos os mares, mas da mesma forma alentava o seu amado:
"A cada dia que o mar acariciar esta encantadora praia eu estarei contigo."
Os dois amantes, apertados em seu amor, esperavam as primeiras sombras da noite, que vagarosamente desciam das colinas at� o mar, e que marcavam a sua quotidiana separa��o. "Amor, at� amanh� !", assim dizendo Galatea tornava a imergir-se nas espumantes �guas do arquip�lago Laqueo.
Uma manh� as alegres brincadeiras das ninfas foram interrompidas por um s�tiro, mensageiro de Polifemo.
"Oh, ninfa Galatea, o grande Polifemo deseja que tu venhas comigo !", exclamou repentino. A doce Galatea, surpresa, n�o teve tempo de abrir a boca, quando o s�tiro continuou: "Eu te levarei na sua morada para que te tornes a sua esposa".
Galatea irrompe em pranto. As ninfas ent�o se aproximaram e a consolaram. Depois a doce ninfa, ainda com l�grimas nos olhos, disse voltando-se ao s�tiro:
"V� a Polifemo e diga-lhe que estou lisonjeada com a sua proposta, mas eu n�o posso am�-lo porque o meu cora��o j� � de Aci."
Dito isto, a ninfa se deixou novamente cair no desalento:
"Por qu�, por qu� justamente eu, doce amor que est�s nos bosques na ignor�ncia dos tormentos que te esperam !".
Entretanto o s�tiro com a m� not�cia chegava em frente � entrada da caverna de Polifemo. O c�clope, ouvindo-o chegar, foi ao seu encontro.
"Diga-me s�tiro, onde est� Galatea ?" O s�tiro, temeroso, hesitava, mas depois n�o pode fazer menos do que contar-lhe tudo.
Um urro bestial sai da goela do terr�vel c�clope. Arranca dezenas de �rvores com as suas possantes m�os, pega o s�tiro e o lan�a contra uma rocha. Cheio de raiva come�ou a bater com os punhos nas paredes da caverna, e a viol�ncia das batidas fez tremer toda a montanha.
"Maldito Aci, tu, pequeno e insignificante pastorinho, rouba a mim, senhor deste lugar, filho de Poseidon, o amor de Galatea !" O c�clope ainda cheio de ira se dirige para a praia com nefastas inten��es.
No entanto Aci e Galatea tinham se encontrado como sempre e a ninfa, ainda com os olhos vermelhos, havia contado tudo ao seu pastorinho.
"Meu amor, enxugue as l�grimas, chega de estar triste, te juro que jamais, nem Polifemo, nem outros monstros poder�o separar-nos." Aci, ditas estas palavras, aperta a ninfa num terno abra�o, depois Galatea, como sempre, imerge na �gua para ir embora.
Enquanto Aci estava se encaminhando para o bosque, pensando ainda na sua amada, aparece-lhe o terr�vel Polifemo. O c�clope, cego de ci�me, arrancou do solo uma enorme rocha e a lan�ou sobre Aci, esmagando-o.
O corpo do pobre pastorinho estava ali, embaixo da rocha, j� sem vida.
Logo que a not�cia chega a Galatea, esta corre para onde estava o corpo de Aci. Quando viu o seu amor, atirou-se sobre ele chorando todas as l�grimas que tinha no corpo.
O choro sem fim de Galatea despertou a compaix�o dos deuses, que quiseram atenuar o seu tormento transformando Aci em um bel�ssimo rio que desce do Etna e des�gua no peda�o de praia onde escolheram para se encontrarem os dois amantes.
Agora o texto original em italiano
LA LEGGENDA DE ACI E GALATEA
Appena i primi raggi di sole toccarono le magiche acque, dell'arcipelago Lacheo, da queste balzarono fuori le dolci ninfe dalla pelle color latte. Gioiose e festanti si diressero sulla spiagia.
L'incantevole luogo le accolse con la sua natura ridente. Le graziose ninfe, si misero a giocare sulla riva inseguendosi con allegre grida di richiamo, ma i dolci suoni non poterono che destare l'attenzione del ciclope Polifemo abitante quei luoghi. D'un tratto apparve dallacolina il gigantesco figlio di Poseidone. L'occhio solo che gli spiccava sul volto, in mezzo alla fronte, suscit� un terr�bile spavento nelle ninfe, ma il ciclope spari all'improvviso cos� come era apparso. Polifemo, signore del luogo e ministro di Efesto, il dio del fuoco, lavorava con gli altri ciclopi nella sua fucina, all'interno dell'Etna, dove venivano fabbricati i fulmini per Zeus e si creavano opere mirabili come l'armatura de Achille. Di tanto in tanto nei giorni seguenti Polifemo fece nuovamente le sue brevi apparizioni alle ninfe cos� che queste vi si erano ormai abituate. Il ciclope aveva messo il suo occhio su Galatea e chi non avrebbe fatto: era bella e dolce come nessun'altra creatura, quando si muoveva sembrava danzasse com lei tutta la natura, padrona di quei luoghi.
La ninfa ogni giorno, quando il disco solare cominciava a scendere verso occidente, lasciava la spiaggia dove erano le proprie sorelle e si dirigeva verso la scogliera. Li stava ad attenderla Aci, un pastorello del lougo di cui la ninfa era innamorata. Il giovane pastore era figlio del dio Pan, prottetore dei monti e dei boschi.
Aci amava Galatea tanto quanto lei e appena la ninfa spuntava gli occhi gli si riempivano di gioia e il cuore gli batteva, cos� forte che i battiti si mescolavano a i suoni della natura.
"Dolce amore sono qui, come potrei vivere senza di te", diceva Galatea appena giunta.
A Aci ogni qualvolta, ella arrivava, gli ripeteva:
"Rimani sempre con me, la mia cappana immersa nel bosco, al di l� della collina, sar� la nostra dimora d'amore".
Galatea sapeva che non gli era concesso allontanarsi per sempre dalla regia di Poseidone, dio di tutti i mari, ma ugualmente rincuorava il suo amato:
"Ogni giorno che il mare carezzer� questa incantevole spiaggia io sar� con te".
I due amanti stretti nel loro amore attendevano le prime ombre della sera, che pian piano scendevano dalle colline fino al mare e, che segnavano il loro quotidiano distacco.
"Amore a domani", cos� dicendo Galatea tornava ad immergersi nelle spumeggianti acque dell'acipelago Lacheo.
Una mattina i gioiosi giochi delle ninfe furono interrotti da un satiro messaggero di Polifemo.
"Oh ninfa Galatea il grande Polifemo desidera che tu venga con me", esclam� subito. La dolce Galatea, sorpresa, non ebbe il tempo di aprir bocca che il satiro: "Io ti condurr� nella sua dimora affinch� tu diventi la sua sposa".
   Galatea irruppe in pianto. Le ninfe allora le si avvicinarono e la consolarono. Poi la dolce ninfa ancora con le lacrime agli occhi disse rivolta al satiro:
"Va da Polifemo e digli che sono lusingata della sua proposta, ma io non posso amarlo perch� il mio cuore � gi� di Aci".
Detto questo la ninfa si lasci� nuovamente andare allo sconforto:
"perch�, perch� proprio io, dolce amore che stai nei boschi ancora all'oscuro dei tormenti che ci attendono".
Intanto il satiro con la cattiva notizia era giunto davanti all'ingresso della grotta di Polifemo. Il ciclope sentitolo arrivare gli si fece incontro. "Dimmi satiro, dov'� Galatea ?" Il satiro timoroso tentennava ma poi non pot� fare a meno di raccontargli tutto.
Un urlo bestiale usc� dalla gola del terribile ciclope. Sradicati decine di alberi con le sue possenti mani, prese il satiro e lo lancio contro una roccia. Colmo di rabbia cominci� a battere con i pugni sulle pareti della grotta, e lo sconquasso fece tremare tutta la montagna.
"Maledeto Aci, tu piccolo insignificante pastorello rubi a me signore di questi loughi, figlio di Poseidone, l'amore di Galatea". Il ciclope ancora pieno d'ira si incammino verso la spiaggia con nefaste intenzioni.
Intanto Aci e Galatea si erano incontrati come al solito e la ninfa, ancora con gli occhi arrossati aveva raccontato tutto al suo pastorello. "Amor mio asciugati le lacrime, basta esser tristi, ti giuro che mai, ne Polifemo, ne altri mostri potranno dividerci". Aci, dette queste parole, strinse la ninfa in un tenero abbraccio, poi Galatea come al solito si immerse nell'acqua per andare via.
Mentre Aci si stava incamminando per il bosco, pensando ancora al suo amore, gli apparse il terribile Polifemo.
Il ciclope accecato dalla gelosia sradic� dal suolo una enorme roccia e la lanci� addosso ad Aci, schiacciandolo. Il corpo del povero pastorello era, l�, sotto la rocia senza pi� vita.
Appena la notizia giunse a Galatea questa accorse dove era il corpo di Aci. Alla vista del suo amore gli si gett� addosso piangendo tutte le lacrime che aveva in corpo. Il pianto senza fine di Galatea dest� la compassione degli Dei che vollero attenuare il suo tormento trasformando Aci in un bellissimo fiume che scende dall'Etna e sfocia nel tratto di spiaggia dove solevano incontrarsi i due amanti.
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