SAILOR MOON V: SHADOWMOON

Capitulo 8: SOMBRAS DE UMA LENDA

 

CENA 1:

Residência da Família Tsukino – Há uma hora atrás.

O trajeto marcado por Issac, no computador de bordo, do "Flecha de Prata", se mostrou, extremamente conveniente. As estradas e ruas percorridas por Shadow Moon, em sua potente moto, não tinham nenhum pedestre ou testemunha, naquela hora da noite, e ele chegou a casa de seu alvo, um pouco antes do tempo calculado.

Por questão de segurança e da discrição que sua missão exigia, Shadow Moon estacionou sua moto, numa pequena viela estreita e escura, há pouco mais de dois quarteirões de distância, da casa do seu alvo, conforme indicado pelo mapa no computador. Desceu da moto, rapidamente, e, sem demora acionou, pelo controle remoto em seu cinto, os sistemas de camuflagem e de alarme da moto.

Graças a engenhosidade de Issac, ele havia equipado o "Flecha de Prata" com um sofisticado equipamento de camuflagem, que literalmente, deixava a moto "invisível", além de um sistema de segurança , que daria um bom choque a qualquer desavisado que tentasse roubar a moto, mesmo que conseguisse "enxerga-la".

Feito isso, Shadow Moon, voltou a se concentrar em sua missão, que estava prestes a levar a cabo, naquele exato instante.

Em silêncio, saltou o muro de uma casa, como uma agilidade felina e, instantes depois, pulou para cima do telhado da mesma casa. Ele não fez um barulho sequer durante toda aquela ação. E, muito menos, em seguida, quando como um verdadeiro "gato saltitante", pulou de casa em casa, de telhado em telhado, até pousar, exatamente, no da casa de seu alvo: Serena Tsukino.

Antes de executar o passo seguinte, Shadow Moon levou as mãos até a um canto de sua mascara, onde um pequeno "fone embutido" estava colocado, e disse, num sussurro:

Seguiu em frente.

Com uma habilidade acrobática, que daria inveja a qualquer contorcionista ou trapezista de circo, Shadow Moon, firmou as pontas de seus pés, nas bordas firmes do telhado e, em seguida, fez o seu corpo tombar para frente.

Ficou, perigosamente, suspenso uns 10 metros do chão, e de cabeça para baixo. Para qualquer pessoa normal, isso seria um gesto arriscado e mortal. Uma morte certa, caso cometesse qualquer erro. Mas, Shadow Moon podia ser tudo, menos uma pessoa normal, no sentido correto da palavra, pois suas habilidades ninjas o faziam ficar acima de qualquer analise ou comparação lógica. Acima de qualquer pessoa normal...

Calmamente, e ainda de cabeça para baixo, examinou a parede, no lado sul da casa. Bem abaixo dele estava a porta de entrada da casa e umas duas janelas, no andar inferior, um pouco cima havia uma janela com cortinas, mas, a luz estava acesas, naquele lugar, o que obviamente, indicava a presença de uma pessoa naquele cômodo. Aquela entrada deveria de ser descartada.

Shadow Moon já começava a pensar na possibilidade de ir para o outro lado da casa, tentar averiguar se haveria uma outra possibilidade de entrada, quando, ao se virar para sua direita, viu um janela, semi-aberta, á menos de um metro de distância, de onde ele estava, na parte superior da casa. As luzes estavam apagadas, o que o fez decidir entrar pela casa por ali.

Não perdeu tempo, analisou a janela, sua distância e planejou a melhor maneira para alcança-la.

Em seguida, começou a balançar o seu corpo de um lado para o outro, sem parar, até alcançar a velocidade e a direção que iria realizar o seu salto. Então, no momento, certo, soltou seus pés da borda do telhado e "voou" até a janela, numa manobra acrobática audaciosa e arriscada, para qualquer pessoa normal, mas não para ele.

Para ele, era um procedimento simples para qualquer ninja do seu gabarito. Como ele mesmo confirmou, ao pousar, silenciosamente, na janela, semi-aberta.

Sem perda de tempo, atravessou-a, entrando finalmente na casa de seu "alvo".

Assim que entrou na casa, Shadow Moon, agachou-se e deu tempo para que seus olhos se acostumassem com a escuridão do aposento em que tinha entrado. O que levou apenas, poucos segundos.

Quando por fim pode enxergar, percebeu que estava no quarto de uma criança, pelo tamanho da cama, que ficava prestes a janela e pelos brinquedos de pelúcia que estavam espalhados sobre ela. Pela decoração, cheio de cores rosas e temas femininos, não foi difícil imaginar-se tratar do quarto de uma menina.

A certeza viria mesmo, quando viu, na cabeceira da cama, havia uma pequena penteadeira de madeira, com uma pequena iluminaria e dois porta-retratos, sobre ela.

Aproximou-se e examinou, com atenção os dois porta-retratos. Um deles mostrava três pessoas: um rapaz alto de cabelos escuros, uma menina de cabelos rosas e bastante sorridente, (obviamente a moradora do desse quarto) e seu "alvo", Serena Tsukino, agarrado ao braço do rapaz. A foto fora tirada, provavelmente, em algum parque, pois, via-se, arvores e brinquedos para crianças no fundo da foto.

Era um típico retrato familiar. Assim como a foto seguinte, onde aparecia apenas Serena Tsukino e a garotinha, lado a lado, sorrindo juntas.

Shadow Moon prosseguiu com sua missão. Instalou duas câmeras no quarto de Rini, em locais, bem discretos e poucos visíveis no teto. Pela posição uma da outra, as câmeras poderiam cobrir visualmente, todo o quarto.

Cuidadosamente, Shadow Moon, desceu as escadas que davam acesso ao quarto de Rini e saiu no corredor do segundo piso da casa.

Seus sentidos ninjas estavam em alerta para a possibilidade de alguém, dentro da casa, o visse ou, de alguma forma, percebesse sua presença, lá. Tomou cuidado para agir em silêncio, para o que iria fazer a seguir.

E foi graças a esses incríveis sentidos ninjas, é que ele, subitamente, se deteve nas escadas superiores. Sentira o Ki de uma pessoa prestes a aparecer, a qualquer momento, naquele corredor. Imediatamente, escondeu-se em meio as sombras da escada. E, de lá viu, uma porta, de um dos cômodo do segundo piso, se abrir, e uma figura feminina sair dentro dele, carregando uma cesta de roupas sujas: era a mãe de Serena, a sra. IKUKO.

Ela atravessou a porta e apagou a luz daquele cômodo, que na verdade era o seu quarto e de seu marido. Pela localização e pela luz, que estava acesa, Shadow Moon tinha certeza de que a janela iluminada, que viu, no lado de fora, antes de entrar na casa, vinha do quarto dos pais da garota. Havia mais dois cômodos naquele andar. Certamente, o quarto dos filhos do casal, concluiu.

Continuou observar a mulher, carregando a cesta de roupa suja e descendo a escada, que levava ao nível térreo da casa, enquanto cantarolava uma canção qualquer.

A mulher, sequer notou sua presença, tão perto dela.

Shadow Moon fechou os olhos por alguns instantes, e graças a sua concentração e técnicas ninjas de meditação, "sentiu através de seus sentidos e de seu KÍ, toda a energia que fluía naquela casa". Era uma maneira dele detectar, quantas pessoas estavam na casa, naquele momento.

Seus sentidos ninjas detectaram o KÍ de apenas três pessoas comuns, dentro da casa e sua audição, altamente treinada, perceberam três vozes distintas, no andar térreo da casa: Uma voz feminina, (obviamente da mulher que acabara de ver) e duas vozes masculinas, sendo que uma era de um adulto e outra de uma pessoa mais jovem, um garoto adolescente.

Somente os pais de Serena e seu irmão caçula estavam em casa. E mais ninguém.

Seu "alvo" não se encontrava na casa, naquele momento. Mas que droga, praguejou Shadow Moon, em pensamento.

Onde estaria? Voltaria logo? Estaria com o namorado ou com alguma amiga? Ou sozinha e desprotegida? E a garotinha? Estaria com ela, também?

Abriu os olhos.

Deixou as divagações e as dúvidas para depois. Agora era hora de agir!

Seus sentidos ninjas, avisavam-no que, todos estavam na sala de estar, assistindo um programa de televisão. Um show cômico, devido as altas risadas e gargalhadas que a família davam. Ótimo, não subiriam no andar de cima tão cedo. Não até o programa terminar, o que ele acreditava que levaria mais uns quinze minutos.

Era o tempo mais que suficiente para ele completar o seu "trabalho" no segundo andar da casa. Mas, ele teria que agir, rapidamente.

Meditou, por alguns segundos, invocando a técnica da INVISIBILIDADE e, depois, agiu: Entrou, rápido e silenciosamente, no quarto dos pais de Serena, que estava mais próximo as escadas onde estava escondido.

Em poucos minutos instalou as câmeras de vigilância lá, e checou seu funcionamento com Issac, pelo radio. Terminado a tarefa naquele quarto, saiu de lá tão silenciosamente como entrou, e rumou direto para o quarto seguinte. O que era o mais próximo ao do casal: O do irmão caçula da menina: SHINGO.

Lá, fez o mesmo procedimento e, em menos tempo, terminou o trabalho de instalação e checagem dos aparelhos de vigilância.

Finalmente, Shadow Moon dirigiu-se ao último quarto, que ficava no final daquele corredor: O quarto de Serena Tsukino. O quarto de seu "alvo".

Parou em frente a porta, onde a figura de um coelho fêmea, cor de rosa, e com um dos olhos piscando, alegremente, fazendo um sinal de "V" com os dedos, estava estampado em um decalque, na porta. Havia uns dizeres inscritos neles: "QUARTO DE SERENA TSUKINO. SEJA BEM VINDO!!! BATA ANTES DE ENTRAR!! E NÃO ESQUEÇA DE SORRIR PARA ESTE BELO DIA!!!"

Shadow Moon sentiu seu sangue ferver e seus dentes trincarem de fúria ao ler aquelas inocentes frases, típicas de adolescentes japonesas, ao mesmo tempo em que, a imagem de Wilson na UTI do hospital em São Paulo, entre a vida e a morte, surgia muito clara e vivida em sua mente... Podia ainda vê-lo, claramente, deitado na cama do hospital, em coma, lutando para manter-se vivo, depois do massacre promovido pelo "Anjo"...

E aquele coelho idiota desenhado na porta de entrada do quarto do "alvo", sorrindo, amavelmente e calorosamente para ele... Parecia um deboche! Uma afronta! Uma grave e imperdoável falta de respeito a sua dor e preocupação com seu amigo moribundo no Brasil.

Maldita garota! Como a odiava e toda aquela missão. Não conseguia deixar de culpar esta garota desconhecida por tudo o que houve. Pelo massacre e as mortes no Carandiru 5.

E como tinha vontade de arrancar aquele desenho estúpido e rasga-lo em mil pedaços. Maldição!!!

Shadow Moon respirou fundo e limpou a sua mente de pensamentos conflitantes e sentimentos de raiva e ódio. Ele era um ninja! Tinha que se portar como um ninja de seu grau e gabarito. Já bastava seu "desleixo grave", que havia cometido, naquela tarde, durante a luta contra a gangue de motoqueiro. Sua conduta foi indesculpável.

Não perderia o seu auto-controle desta vez.

Tinha uma missão importante a cumprir e, quer gostasse ou não, teria que realiza-la com sucesso. Seus sentimentos e opiniões pessoais não importavam agora. Somente o cumprimento da missão. Apenas isso.

Essa era sua obrigação e dever como ninja de sua estirpe e grau elevado.

E ele não falharia!

Assim, respirou fundo e, após alguns instantes de hesitação, abriu a porta e entrou no quarto de Serena.

Fechou a porta atrás de si, enquanto esperou, imóvel, seus olhos se adaptarem a escuridão.

E quando por fim, conseguiu enxergar o quarto, caminhou, silenciosamente, até próxima a cama da garota e parou.

Começou a olhar ao seu redor e analisar todo o quarto e seus detalhes.

A primeira vista, era um quarto absolutamente normal. Como a de qualquer outra garota da faixa de idade do "alvo".

Era um quarto bem feminino, decorado com cores suaves, alegres, onde a cor rosa predominava e figuras infantis como "um arco-iris" e "coelhinhos" estavam estampada no papel de parede do quarto.

Havia uma pequena estante de livros, toda cheia de edições encadernadas de quadrinhos japoneses (MANGÁ) cômicos e românticos. Mas nenhum livro de algum autor conhecido ou mais sério. Ler ou estudar, provavelmente, "não era muito o forte" desta garota, pelo que Shadow Moon, podia deduzir disso.

Também, havia um enorme pôster autografado, pregado em uma das paredes, com as fotos de três integrantes de uma banda de rock, que ele desconhecia, chamada de "THREE LIGHT". Perto dela uma pequena escrivaninha com uma televisão a cores, acoplada a um sofisticado equipamento de vídeo e DVD. Mias adiante, também estava um CD-PLAYER, com várias caixas de cds de cantores pop japoneses.

O quarto, também possuía algumas fotos, próxima a cabeceira da cama. Uma, que estava mais perto dele, via, claramente, ser a do namorado. O tal de Darrien. Já a outra, um pouco mais longe, parecia, ser uma foto tirada do colégio. Era uma foto com uma turma do colégio, pelo que ele podia perceber. Havia umas catorze pessoas na foto, mas ele estava longe, para poder ver direito o rosto, de cada um. Mas, mesmo a distância, podia ver a silhueta do "alvo" estampada no meio da foto entre suas amigas, e a de seu namorado, logo atrás dela.

Seus olfato foi preenchido com o cheiro inconfundível de pêlo de gato. A garota tinha um animal de estimação, um gato, e pelo que ele conseguia perceber, o animal costumava dormir naquele quarto. Fora isso, o quarto tinha um cheiro agradável de rosas, vindos de algum incenso ou perfume que o "alvo" costumava usar para "perfumar o ambiente".

Shadow Moon analisava tudo a sua volta, com certa frieza e irritação.

Fechou os olhos e elevou o seu KÍ para "sentir" aquele quarto, bem como as "impressões aurícas" da garota, que dormia e morava ali.

Pelo que conseguia sentir, seu alvo era uma garota excessivamente, alegre e emotiva. Bastante brincalhona e, algumas vezes, agindo com extrema infantilidade. Mas, só isso.

O quarto do "alvo" era repleto amor e amizade. E de muita luz...

Não havia um traço de energia negativa ou aura maligna. Por mais que Shadow Moon se esforçasse em descobrir.

Abriu os olhos e não se conteve:

PELOS MEUS ANCESTRAIS!!! ISSO NÃO FAZ SENTIDO! É QUASE UM ABSURDO PENSAR NISSO: O ANJO PODERIA ACABAR COM A GAROTA SOZINHO E USANDO UMA PARCELA MÍNIMA DE SEU PODER!!!

AFINAL DE CONTAS, O QUE FOI QUE ESSA GAROTA FEZ PARA QUE O "ANJO" DESEJASSE TANTO SUA MORTE, A PONTO DELE FAZER TUDO QUE FEZ? O QUE?

ISSO É QUE NÂO FAZ SENTIDO!!!!!

A garota e sua familia não estão em nenhum tipo de "Programa de Proteção a testemunhas" da policia japonesa. Não possuem ficha criminal, a não ser que consideremos duas multas de trânsito em um ano, um crime grave, Sombra 1!

Lamento, Sombra 1! A hipótese de ela ao a sua família terem alguma ligação com o crime organizado japonês ou de terem testemunhado alguma coisa ligada as atividades criminosas do "Anjo", está fora de cogitação...

Shadow Moon mal tinha terminado de falar sua frase final, quando viu a maçaneta da porta começar a girar.

 

CENA 2:

Residência da Família Tsukino – Naquele exato momento.

A mãe de Serena, a sra. IKUKO, abriu a porta do quarto de sua filha e acendeu o interruptor de luz, iluminando todo o quarto.

Imediatamente se assustou com o que viu a sua frente, levando sua mão, a altura da boca, instintivamente.

A sra. Ikuko trazia, debaixo do braço, alguns lençóis limpos, que colocou sobre a cama da filha. Em seguida, juntou os Cd’s espalhados e colocou-os em ordem numa prateleira de acrílico, feita especialmente para guarda-los.

Em seguida, a sra. Ikuko, voltou-se para a cama de Serena, onde havia deixado os lençóis que trouxera e, calmamente, começou a troca-los, enquanto murmurava uma tranqüila e agradável melodia, durante seu afazer.

A sua tarefa não durou mais do que dois minutos e quando, por fim terminou, pegou os lençóis trocados da cama e olhou ao redor do quarto, para ver se mais alguma, precisava ser deito ou arrumado.

A sra. Ikuko que já estava se virando em direção da porta para sair, quando o telefone, na cabeceira da cama de Serena começou a tocar e ela se deteve.

A mãe de Serena caminhou, novamente, em direção, a cama de sua filha e atendeu o telefone.

Bem acima dela, com as costas contra a parede do teto, Shadow Moon estava suspenso no teto. Graças aos "minúsculos módulos de sucção" em suas luvas e nas solas de seu sapato, Shadow Moon está , literalmente, "grudado no teto", daquele quarto, como se fosse uma verdadeira "aranha humana".

Ele agiu como tal, assim que viu a maçaneta da porta do quarto começar a girar: Sem pensar duas vezes, Shadow Moon saltou, vigorosamente, e se grudou ao teto, mantendo-se imóvel e em absoluto silêncio, enquanto observava a sra. Ikuko entrar no quarto e começara a arrumação, sem perceber a sua presença, tão perto dela.

Shadow Moon torcia que ela, acidentalmente, não olhasse para cima, pois, caso isso acontecesse, seria obrigado a nocaute-a-la,, pressionando um de seus pontos vitais do corpo, antes que o visse direito. Quando recobrasse os sentidos, pensaria que sofrera apenas um desmaio ou tontura. E, sequer se lembraria do intruso...

Felizmente, ao que parecia, ele não precisaria chegar a esses "extremos": A sra. Ikuko, realmente, não havia percebido sua presença e já terminara a arrumação do quarto. E estava prestes a sair quando o telefone tocou e atendeu.

Shadow Moon sentiu os músculos do seu rosto tensionarem, quando ouviu a mulher falar o nome de Serena.

Em silêncio, ouviu a conversa das duas por telefone:

Como? Você está na casa da Rei? Ah, sei! Estou entendendo: Você e suas colegas de escola vão passar o fim-de-semana, aí, estudando para as provas da semana que vem? Não! Não tem problema algum, filha! Pode ficar com suas amigas, se a Rei não se importar. Até acho muito bom você estudarem juntas, para que elas possam lhe auxiliar. Ainda mais, depois daquela prova desastrosa de matemática que você fez, mês passado... – comentou a mãe de Serena, sem conseguir disfarçar a decepção e vergonha, que sentira, naquela ocasião, ao olhar a nota da filha. – Rini está com você? Ótimo! Cuide muito bem dela e nada de ficarem até tarde, olhando a televisão, viu?! E comportem-se, enquanto estiverem de visita na casa de Rei. E ESTUDE BASTANTE, OUVIU BEM!!!!! – disse num tom severo, quase ameaçador, a mãe de Serena. – QUERO VER UMA NOTA MELHOR NA PROXIMA PROVA OU ENTÃO JÁ SABE O CASTIGO QUE LHE ESPERA....

Ah, que bom que entendeu. Trate de se esforçar nos estudos e cuide bem de Rini. Vejo vocês duas domingo à noite quando voltarem, ok? Cuidem-se, ouviram? Um beijo para vocês duas. Tchau!!!! – disse ela encerrando aquela conversa e pondo o telefone no gancho.

Em seguida saiu do quarto, desligando a luz do cômodo e fechando a porta atrás de si.

Instantes depois, Shadow Moon soltou-se do teto, e pousou, silenciosamente no chão. Os dedos de sua mão se fecharam, tensionando-se de raiva e frustração, ao descobrir que "o Alvo" não voltaria para casa naquela noite.

E a vigília que planejara fazer, perto daquela casa, na esperança de confrontar o seu odiado inimigo, quando aparecesse para tentar matar a garota, havia ido por água a baixo, totalmente.

Rangeu os dentes de raiva. As coisas não poderiam acabar daquele jeito. Não podiam. E ele não permitiria que isso acontecesse...

Começou folhear as paginas. Felizmente, a lista de nome e endereços não era muito grande e, em instantes achou um nome, bem destacado, em uma das paginas: REI HINO.

Jimmy anotou de memória o endereço que Issac lhe passara e, depois disse:

E assim que acabar, vou direto a esse templo. Câmbio!

Shadow Moon encerrou a transmissão, secamente. Não tinha mais tempo a perder e, precisava ir a esse templo, onde o "alvo" se encontrava, o mais rápido possível. Sentia que algo muito grave esta prestes a acontecer. E, como se não bastasse isso, havia aquela misteriosa previsão de sua avó, relacionada a adaga que trazia consigo.

Muitas perguntas. Muitos mistérios. Muitos segredos. Isso já começava a irrita-lo, bastante. De uma forma ou de outra, teria essas respostas ainda naquela noite. De uma maneira ou de outra, prometera a si mesmo, em silêncio.

Voltou a agir!

Abriu a porta e saiu do quarto de Serena, tão silenciosamente, como havia entrado e andou, com passos leves, pelo corredor do segundo piso. Aproximou-se perto da escada e parou.

Agachou-se próximo ao corrimão da escada e, colocou seu sentidos ninjas em alerta. Pelo som que ouvia, o programa de humor havia terminado. Mas, pelo menos, o marido e o garoto ainda assistiam televisão na sala.

Já a dona de casa estava na cozinha preparando o jantar daquela noite.

Ótimo, pensou Shadow Moon. Estavam distraídos demais e seria fácil executar a parte final de sua missão.

Fechou os olhos e cruzou os dedos, em meditação, invocando as técnicas ninjas da INVISIBILIDADE e da SOMBRA. E quando, seu KÍ estava pronto, agiu sem hesitação: Pulou sobre o corrimão da escada e pousou, sem emitir som ou barulho algum, sobre o chão do primeiro andar da casa. Pousando muito perto da entrada da sala de estar onde os dois homens da casa estavam.

Mas, sequer, eles tiveram sua atenção desviada do programa de TV, pois Shadow Moon não dera tempo para que sua presença fosse notada: Mal seus pés tocaram o solo, como um ágil ginasta, ele girou o corpo em direção da porta de entrada. Sem perda de tempo e seguindo seus instintos, apenas, Shadow Moon instalou dois aparelhos de vigilância no Hall de entrada da porta principal, de forma que ficassem imperceptíveis.

Ao terminar andou em direção a sala de estar onde os dois moradores da casa estavam. Essa era a última etapa da sua missão. E, também, a que exigiria mais cuidado e muito mais de suas "habilidades ninjas"...

Olhou, cautelosamente, pelo canto da porta de acesso a sala de estar, e estudou, cuidadosamente o local:

O pai de Serena, o sr. Kenji e, seu filho caçula, Shingo, estavam sentados num sofá, assistindo juntos um show musical, pela televisão. A posição que estavam sentados, ficavam diretamente, de frente a porta de entrada. O aparelho de televisão, estava do outro lado da parede, em que Shadow Moon, estava escondido. Fora isso, havia mais uns poucos móveis na sala e uma grande estante cheia de objetos e porta retratos.

Nenhum dos dois percebia a presença de Shadow Moon, tão perto deles e nem que ele os observava. Estavam com a atenção muito centrada ao programa que assistiam e, literalmente, "nem se lembravam que o mundo existia".

Isso só facilitaria o trabalho do ninja, que já tinha em mente, como entraria na sala, sem que percebessem, e onde colocaria os dois últimos aparelhos de vigilância. E o que era ainda melhor, uma rota de fuga para fora daquela casa...

"Unph! Vai ser fácil demais!", pensou Shadow Moon, ao mesmo tem que levava as mãos a um de seus bolsos, na cintura, e, de lá tirava uma minúscula "bolinha de ferro". Normalmente, ele a usaria como uma arma de ataque, de modo diferente e mortal, em outra ocasião, se estivesse em combate. Mas, agora, ele utilizaria o pequeno objeto de ferro para criar uma "distração"...

Segurou-a entre os dois dedos e fixou os seus olhos no alvo que havia escolhido: Um grande porta-retrato do sr. Kenji, tirado de uma pescaria, onde exibia, sorridente, um enorme peixe que havia pescado, em algum lago do Japão.

Shadow Moon concentrou-se e atirou., num movimento rápido com as mãos. O objeto de ferro atingiu, em cheio, o porta-retrato, que despencou da prateleira, e caiu ao chão, quebrando a moldura de vidro com o impacto e provocando um som estridente.

O sr. kenji e o seu filho pularam, sobressaltados, do sofá, e viraram-se para trás.

Nenhum deles percebia que, Shadow Moon, estava, silenciosamente, bem atrás dos dois, a menos de um metro.

No instante que o ninja atingiu o objeto e viu pai e filho olharem para trás, ele avançou, silenciosamente, para dentro da sala de estar.

Shadow Moon aproveitou o tempo que levou o curto diálogo de pai e filho, para aproximar-se do aparelho de TV e instalar, debaixo dele, um dos módulos de vigilância., silenciosamente. E, também, sem fazer um único ruído, rolou pelo chão, e agachou-se, do outro lado do sofá, escondendo-se, agachado, no extremo oposto do móvel onde pai e filho estava sentados.

E quando, por fim, ambos se levantaram, segundos depois, Shadow Moon fez o mesmo, e colocou-se bem atrás dos dois, caminhando em silêncio e no mesmo ritmo das passadas dos dois. O Ninja parecia uma sombra atrás deles.

Mas sabia que teria que agir rápido e que só dispunha de mais alguns segundos. Seus sentidos ninjas, detectavam a aproximação da sra. Ikuko. Tinha que instalar o último modulo de vigilância e sair, o quanto antes.

Já Shadow Moon, aproveitou, mais esta distração e, rapidamente, instalou o último aparelho de vigilância, atrás de um pequena estatueta de um MANEKI- NEKO, ("gato de boa sorte", em porcelana).

Finalmente, sua missão estava completa!

Agora, ele teria que sair da casa, tão furtivamente, como entrara. E rápido!

Seus sentidos ninjas o alertavam, que a sra. Ikuko estava prestes a entrar na sala, em instantes. Se não saísse, em segundos, seria pego em flagrante.

Olhou para as duas pessoas agachadas no chão, e em seguida olhou para uma das janelas da sala de estar que estava aberta, bem a sua frente, há uns três metros de distância. E que dava para o lado de fora da casa.

O tempo estava esgotado e Shadow Moon agiu!

Recuou dois passos para trás, para ganhar impulso e, em seguida, avançou em silêncio e com ímpeto. Quando aproximou-se dos dois moradores, que ainda estavam agachados, olhando para o objeto quebrado no chão, saltou poucos centímetros de distância das costas deles, voando por cima dos dois e "mergulhando" através da janela aberta, no exato momento, que a sra. Ikuko entrara na sala.

A sra. Ikuko parou, subitamente, ao ver algo, de relance, na janela. Mas. Quando piscou o olhou e voltou a olhar, naquela direção, viu que não havia nada. E achou que fora somente sua imaginação.

 

CENA 3:

Residência da Família Tsukino – do lado de fora da casa, próxima a entrada principal.

Shadow Moon saiu, com sucesso de fora da casa., próximo a um muro que separava a residência da casa vizinha.

Rapidamente, subiu o muro e pulou sobre o teto da casa ao lado. E, em seguida, começou a saltar de casa em casa, de teto em teto, afastando-se, cada vez, mais da residência do "alvo" e dirigindo-se, para o local onde tinha deixado a sua moto.

Enquanto, pulava sobre as casas daquele bairro como um felino, Shadow Moon, contactou Issac:

Tudo aconteceu muito rápido!

Shadow Moon sentiu sua mente ser atingida por algo parecido com uma descarga elétrica ou algum fluxo de energia, que pareceu transpassar a sua mente, provocando-lhe uma dor violenta e insuportável na cabeça.

Por causa desse repentino "golpe mental", Shadow Moon, perdeu, momentaneamente, sua concentração, e acabou perdendo o controle do seu último salto. Como resultado, ele acabou posando, desastradamente, num teto de uma casa, e, por muito pouco, não acabou rolando pelas telhas e indo cair na rua.

Conseguiu recuperar o seu auto-controle, á tempo, evitando a queda.

Ficou de joelhos, nas telhas, por alguns instantes, com as mãos a cabeça, numa vã tentativa de aliviar a terrível dôr, que estava sentido.

Infelizmente, Shadow Moon não pode responder, rapidamente, a seu amigo.

Precisou de alguns instantes, dolorosos, para assimilar a dôr, totalmente. E somente, depois, com a voz meio que ofegante, respondeu:

Pelos Ancestrais! Nunca senti algo assim...

Instintivamente, Shadow Moon girou seu corpo, e sacou sua Katana, já se posicionando para o ataque.

Encarou a mulher de cabelos brancos, de estatura imponente e olhar singelo e caridoso. A mulher nem demonstrou medo ou intimada ao velo com a arma em punho e olhando-a fuzilantemente. E completou:

Shadow Moon odiava ser pego de surpresa. E era a segunda vez que isso acontecia naquele tumultuado dia.

E o que era pior: Ele fora surpreendido, novamente, pela mesma mulher, daquela tarde...

A misteriosa mulher avançou dois passos em direção de Shadow Moon. Ficando próximo a lâmina da espada do ninja. Se ele quisesse ataca-la, teria como atingi-la em cheio.

Ela sabia disso, bem como Shadow Moon.

Os dois se entreolharam por alguns instantes e, finalmente, ela respondeu:

 

CENA 4:

Numa rodovia expressa, nas proximidades do Templo. Naquele exato momento.

Hotaru permanecera desmaiada, por mais de uma hora, e estava deitada, no banco de trás do carro de Haruka, agora, Sailor Urano. Sua cabeça estava ousada no colo de Sailor Plutão, que afagava, gentilmente, a cabeça da menina sem sentidos, com suas mãos.

De repente, a garota sofreu outra de suas fortes "convulsões" e saltou um apavorante grito de dôr, levando as mãos ao peito.

O súbito grito assustou a todos e, por pouco, Sailor Urano, que dirigia o carro, por pouco não perderá o controle do mesmo.

Houve um breve silêncio, e, todos esforçaram-se para ouvir o que a menina dizia.

Infelizmente, a resposta não veio. Hotaru perdera novamente os sentidos e tornou a desmaiar.

As três Sailors corriam contra o tempo para chegar logo, ao socorro de suas companheiras. De tão nervosa que estavam, nenhuma delas escutou uma frase, murmurada quase que em silêncio, por Hotaru:

 

CENA 5:

Num telhado de uma das casas do bairro de Minato-ku.

Shadow Moon mantinha sua Katana em punho e com a ponta direcionada ao peito da estranha mulher.

Estava confuso e irritado, amaldiçoando seus instintos ninjas por não terem detectado a aproximação daquela mulher.

Por que eles não o alertaram? Isso nunca havia lhe acontecido antes?

Mais perguntas! Só que desta vez, ele estava numa posição de arrancar algumas respostas... por bem ou por mal...

Outra vez, a frase não chegou a ser concluída.

Novamente, Shadow Moon se contorceu-se de dôr, ao "ouvir", de novo, mais um outro "grito mental". Só que, desta vez, podia pressentir, não uma, mas varias vozes, desesperadas.

Como se isso não bastasse, seus sentidos ninjas podiam sentir uma grande e poderosa "aura maligna", que parecia estar se espalhando pelo próprio ar, abalando as energias de equilíbrio da cidade de Tokyo e do próprio planeta:

Shadow Moon, instintivamente, recordou-se dos acontecimentos daquela tarde. Por um breve instante, o rosto da jovem de cabelos curtos, reapareceu, muito nítida, em sua mente.

Procurou dispersa-los. Não era hora de se distrair ou "baixar a guarda"...

Issac, que até então mantivera-se em silêncio durante toda aquele dialogo tenso, devido a grande surpresa de ver a misteriosa mulher, de repente na telão do computador, que literalmente, o fez ficar "completamente mudo de susto", por fim falou:

Por um momento, o ninja franziu as sobrancelhas, com estranheza, para aquela atitude, mas logo, recompõe-se e disse, severamente, para ela:

Agora, novamente, Shadow Moon voltava a encarar a estranha mulher.

Shadow Moon não respondeu. Continuou em silêncio, olhando-a com desconfiança.

E que a vida de jovens corajosas está em gravíssimo perigo... – disse ela, pesarosa e com um tom suplicante em sua voz.

Mais uma vez, alguns momentos se passaram, enquanto que Shadow Moon olhava para Serenity, desconfiado. Momentos carregados de tensão e desconfiança.

Mas, finalmente, Shadow Moon, decidiu atender o pedido de Serenity.

Sem dizer uma palavra, e com a espada, ainda em punho, o ninja fechou os olhos e elevou o seu sentidos ninjas e seu Ki.

Sua energia espiritual e sua aura estavam elevados ao maxímo, e ele podia perceber as "energias" em conflito a sua volta.

Sim, uma aura maligna estava se infestando por toda a cidade. Cada vez mais forte. Nunca havia sentido algo tão poderoso e malévolo ao mesmo tempo.

Seu ponto de origem parecia ser na direção onde o seu "alvo" estava. Esse pensamento, por si só já o preocupou bastante.

Continuou rastreando aquela energia malévola até o seu ponto de origem, com seus sentidos e seu Ki.

Surpreendentemente, também, pressentiu outras energias, vindo do mesmo local. Energia aúricas que lhe era bastante familiar...

Sim! Ele já recordava.

Era a energia aúrica das Sailors. Ele havia sentido-as, quando elas apareceram, depois da briga com os motoqueiros daquela tarde. E, sem dúvida, elas estavam em combate mortal com poderosos inimigos.

Suas energias estavam ocilantes. Sinal claro de que as Sailors não estavam indo conseguindo enfrentar sozinhas os inimigos, muito mais numerosos pelo que podia detectar com seus sentidos ninjas. Elas estavam realmente em grandes apuros e, a menos que, algum socorro lhes chegasse, o resultado daquele combate seria fatal para essas guerreiras e...

Espere! Ele acabara de captar algo mais. Outras energias auricas... Energias malignas que ele, também, conhecia muito bem: Quimera, Lunático e... e... ANJO!

Abriu os olhos, abruptamente.

Se elas são super-heroinas de verdade, coisa que tenho minhas dúvidas, elas que se virem sozinhas

Principalmente, que nenhum de seus ancestrais, jamais deram as costas as pessoas que corriam perigo no passado, pois todos eram guerreiros honrados. – disse ela olhando-o com censura. – Eles ficariam muito decepcionados com você, se pudessem vê-lo agora, comportando-se desse jeito, Shadow Moon!

Mas, não chegou a sacar sua espada, novamente. Pois , inesperadamente, Serenity começou a recitar uma frase que o deixou paralisado de surpresa e atônito.

Não chegou a completar a sua pergunta.

Os dois amigos silenciaram-se, quando, subitamente, o corpo etéreo de Serenity começou a brilhar, emanado uma grande e majestosa energia aurica. Era uma brilho multi-colorido e inacreditavelmente belo..

Era uma visão, absolutamente, majestosa. Serenity parecia uma pequena estrela em forma de humana. Belíssima.

De certa forma, Issac estava certo, pensava Shadow Moon. Ele podia estar vendo o brilho e a luz multi-colorida. Mas, não estava sentindo como o ninja, o poder aurico emanado do corpo daquela misteriosa mulher.

Uma aura que emanava um enorme calor maternal, beleza, paz e sensibilidade. Era uma energia de tamanho grau de pureza, que Shadow Moon, rapidamente, sentiu, seu ódio, sua raiva, e pensamentos negativos desaparecerem, assim com a sua desconfiança inicial que ela pudesse ser uma inimiga disfarçada.

Agora sentindo aquela aura, que, literalmente, lhe revelava o interior da alma e do coração daquela misteriosa mulher, Shadow Moon, tinha certeza de que ela não estava ali para lhe fazer nenhum mal. O que, de certa forma, lhe explicava por que os seus sentidos ninjas não alertaram sua aproximação nas duas vezes que se encontraram, naquele dia: Porque, simplesmente, não havia perigo nenhum.

Por isso, que seus sentidos ninjas "não funcionaram"...

Diante daquela majestosa visão, Shadow Moon permaneceu em silêncio. Apenas ficava observando e sentindo a "aura" de Serenity.

Lembrou-se do embrulho que carregava e da sua segunda missão. Tinha certeza de que era para aquela estranha mulher, que deveria entregar a adaga. Mas, quando, ia levar a mão até o bolso da cintura, Serenity o deteve, com um gesto de suas mãos.

Shadow Moon permaneceu quieto, sem responder.

Issac estranhou aquele comportamento e perguntou, curioso:

Shadow Moon calou-se novamente. Olhou para Serenity com atenção e aproximou-se dela, até parar, a dois passos de distância.

Shadow Moon esperava alguma resposta de Serenity aquela indagação. Mas, tudo que a bela mulher fez foi esboçar um leve sorriso:

Em seguida, Serenity ergueu o braço e apontou com o dedo indicador a direção onde ambos sabiam que ele deveria se dirigir:

Vá, ninja do honrado clã do Cisne da Lua! O destino o aguarda!

Enfrente-o com coragem e com firmeza em seu coração!

Shadow Moon fez uma leve e respeitosa saudação com a cabeça.

Em seguida, correu velozmente pelo telhado e saltou até a rua, onde havia deixado o "Flecha de Prata" escondido na viela.

A moto saiu da viela e seguiu em disparada, rumo ao templo de Rei.

Em seguida, ela desapareceu por completo daquele local.

 

FIM DO CAPITULO 8

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