CENA 8 :
Na Rua Sem Saída no outro extremo da rua.
Nomura tinha mais uma vez sido humilhado! Tinha aquele intrometido em suas mãos e deixou-o escapar por entre os dedos! Como foi possível que isso acontecesse? Afinal quem era esse desgraçado? Como alguém podia ser um "lutador de rua" tão forte e habilidoso?
Como um homem sozinho poderia estar arrasando a sua gangue? Isso não podia estar acontecendo! Não podia!
Ele iria, de uma forma ou outra, "dançar sobre o corpo morto" daquele desgraçado, antes do dia terminar. E, para isso, nada melhor do que dar a sua gangue, o "incentivo certo" para faze-los se esforçarem mais...
Agora vão! Acabem com esse desgraçado de uma vez por todas, seus incompetentes!!! vociferou Nomura.
Os motoqueiros foram ao ataques animados com a promessa de recompensa e atacaram Jimmy como se fossem um enxame de abelhas! E, mais uma vez, acabaram sendo recebidos com golpes de artes marciais fortes, precisos e violentos desfechados por Jimmy, que foi derrubando cada um de seus oponentes que se "atreviam" a ataca-lo.
De seu abrigo, onde mantinha-se abraçada com Serena, com querendo protege-la de algum ataque, com o seu próprio corpo como "escudo", Amy podia testemunhar todo o combate. Viu como os motoqueiros estavam sendo nocauteados um por um, sem dó nem piedade, por seu misterioso aliado. Um dos atacantes, tentou golpe-a-lo com uma arma de Kung Fu: o NUNCHAKO! O sujeito devia acreditar que era um mestre no manejo desta arma, mas, infelizmente, Jimmy não só o nocauteou com um único soco no rosto, como tomou sua arma.
Amy ficou admirada como, logo em seguida, O misterioso rapaz manejou com perícia extrema a arma chinesa e, foi golpeando seus adversários, com precisão e rapidez, talvez comparados ao próprio Bruce Lee.
Em minutos, a ofensiva dos Jokers foi rechaçada e os poucos que escaparam, quase ilesos do contra-ataque de Jimmy, afastaram-se de perto dele. O restante do bando, encontravam-se jaz caído ao chão, seriamente feridos e postos a nocaute. Completamente sem sentidos.
Nomura viu-se apenas com metade de seus homens ainda de pé e começou a suar frio, imaginando qual deveria ser o seu próximo lance nessa batalha.
Mas, o acaso tomou esta decisão por ele, quando, um furioso TOGO abriu caminho, entre empurrões de seus colegas motoqueiros e caminhou em direção a Jimmy, gritando numa fúria insandêcida:
Togo parou alguns metros a frente de Jimmy. Ele parecia um animal enlouquecido, com os olhos vermelhos de ódio e veias de tensão saindo do seu pescoço. Sua respiração barulhenta e ofegante, parecia a respiração de um touro prestes a atacar.
O ninja permaneceu parado onde estava, sem demonstrar qualquer sinal de estar sendo intimidado pelo grande adversário, a sua frente. Com desdém, livrou-se do Nunchako, já sabendo em seu íntimo, que o combate prestes a iniciar-se, teria que ser enfrentado, com os punhos apenas.
Assustada, Amy abraçou com força Serena, ao ouvir aquele grito monstruoso de Togo, lançando o seu desafio!
Sua sorte acaba aqui, seu desgraçado! Vou triturar e quebrar todos os seus ossos com as minhas próprias mãos!
E VAI SER AGORA!!! RRRAAARRR!!!!!
Togo se lançou como um gorila furioso para cima de Jimmy.
E os dois homens se atracaram, como autênticos lutadores de luta greco-romana. Os grossos dedos de Togo fincaram-se nas costas de Jimmy, rasgando, ainda mais a camisa do ninja.
Já Jimmy, desferiu-lhe uma série de socos no abdômen de seu inimigo, que acabaram forçando-o a soltá-lo. Os dois lutadores trocaram socos como se tivessem numa luta de boxe, mas Jimmy demonstrou mais técnica e habilidade em acertar o rosto e o tórax de Togo, por mais vezes, fazendo seu adversário recuar. Por pouco,Togo não tombou ao chão.
Os dois homens se mantiveram distantes por alguns segundos, enquanto que Togo tentava recuperar o fôlego. Já Jimmy, parecia que nem havia suado com esse primeiro embate. Na verdade, os poucos socos de Togo que conseguiram atingi-lo, mal lhe fizeram efeito.
Aquele ar de superioridade daquele estranho enfureceu ainda mais Togo, que, recuperado se lançou numa nova investida, totalmente desorganizada contra Jimmy. O resultado disso foi que as mãos e de ambos se entrelaçaram, uma com as outras, e os dois oponentes começaram a medir forças, como se fosse um "cabo de guerra com os braços".
Por longos instantes, Amy, Nomura e os restantes dos Jokers observavam a luta titânica entre os dois homens. Aparentemente, Togo por sua evidente superioridade física parecia que estava levando vantagem: Estava conseguindo, aparentemente, subjugar, os braços de Jimmy, fazendo-os recuar seus braços para trás. Mais um pouco e, sabia Togo, poderia conseguir quebrar-lhe os braços e as mãos. Faltava pouco para isso! Muito pouco!
Nomura sorriu com crueldade. Realmente, podia perceber que a vitória de Togo estava sem dúvida alguma próxima.
O mesmo pensamento passou pela mente de Amy, que chegou, até mesmo, a levantar sua "caneta de transformação"! E, talvez, tivesse se transformado em Sailor Mercury se, subitamente, não tivesse ouvido Jimmy dizer, numa voz seca e fria:
Observou com atenção o rosto de seu adversário e, pela primeira vez, percebia, que desde o inicio dessa disputa de forças pelos braços, seu adversário não só não estava suando, como sequer esboçava estar fazendo muito esforço. Apenas mantinha a expressão dura em sua face e em seu olhar.
A cena chocou de horror Amy pela brutalidade e violência sem limite. Era apavorante para ela ver aquele homem, apesar de ser um bandido, um meliante, sofrer tamanho ferimento físico: seus braços estavam quebrados e suas mãos grotescamente tortas. O homem estava caído de joelhos, aos pés de Jimmy, urrando alucinadamente de dor sem para.
Amy, apesar de saber como era cruel, aquele motoqueiro, não pode evitar sentir pena dele. Apesar tudo que ele havia feito. Ela só queria que aquela violência toda acabasse e os motoqueiros fossem embora.
Infelizmente, isso não aconteceria assim tão facilmente, como ela ansiava!
Jimmy deu um passo a frente, e observou com os olhos ardendo de ódio e de desprezo, o seu inimigo, caído ao chão de joelhos, não conseguindo parar de gritar de dor.
Espero que você lembre-se do mal que causou a suas vítimas inocentes, animal! Inesperadamente, Jimmy pegou o pescoço de Togo e aproximou-o ao seu. Com um olhar fuzilante ao seu inimigo derrotado completou: - E nem se esqueça de minhas palavras, quando estiver todo coberto de gesso no hospital!
Dito isso Jimmy desfechou três fortes socos em Togo: O primeiro no Abdômen que o deixou ser ar, o segundo no queixo que o fraturou na mesma hora e, por fim, o mais forte deles atingindo em cheio o rosto de Togo. O gigante perdeu vários dentes e seu nariz partiu-se em duas partes, indo a nocaute com o último ataque.
Togo parou de gritar e teria caído ao chão, se Jimmy não o agarrasse de relance no pescoço dele, detendo a queda.
Ele puxou o de volta para si e o manteve em pé.
Nomura e os Jokers não entendiam o que estava acontecendo:
Nomura virou-se, juntamente com o restante dos Jokers, na direção indicada pelos dois homens: O que viu fez o seu sangue gelar de medo.
Amy ficou paralisada e de boca aberta de espanto. A cena que observava era aterradora e espantosa.
Jimmy erguera Togo, sem sentido, com seus dois braços, por cima da cabeça. Ele o estava exibindo a seus adversários, como se fosse um troféu! Como se querendo mostrar sua incontestável superioridade física e de luta a seus inimigos.
Amy entendeu, claramente, o que isso se tratava: Era tudo uma bem elaborada estratégia para golpear a auto-confiança dos "Jokers". Um violento golpe psicológico, poderia se dizer assim. E, pelo que Amy podia sentir ao ver Nomura e os "Jokers" olhando para o misterioso rapaz, o efeito foi, simplesmente, devastador. Muitos dos "Jokers" estavam apavorados e pelo menos, um fez menção de fugir de lá.
Foi impedido, violentamente, por Nomura, que o esbofeteou-o no rosto e gritou-o para ficar em seu posto.
Mas, o próprio Nomura não conseguia esconder o seu medo vendo aquela humilhante cena.
Jimmy olhava a todos com sua habitual frieza e ódio no olhar. Esperou alguns longos instantes e, depois, disse num tom ameaçador e cheio de fúria:
Em seguida arremessou Togo para frente, com extrema violência. Os "Jokers" pularam para fora do caminho e, como da primeira vez, o grande motoqueiro espatifou-se contra a mesma parede de tijolos que Jimmy o havia atirado antes. Desta vez, ele estava definitivamente derrotado e somente iria se recobrar a consciência, dias depois, no hospital.
Nomura e o resto da gangue de motoqueiros sentiram um medo maior crescer dentro de cada um e suaram frio, quando viram Jimmy avançar firmemente em sua direção.
Nomura se viu no meio de uma onda de pânico que se apossou dos nove motoqueiros, que ainda estavam de pé a seu lado.
Vamos! Subamos em nossas "maquinas" e vamos passar por cima desse maldito a toda velocidade.
As palavras autoritárias e sedentas de vingança de Nomura surtiram efeito e, apesar do medo que sentiam, os últimos remanecentes dos "Jokers", correram para suas motos e ligaram seus motores.
Jimmy parou e se posicionou para o ataque que vinha a seu encontro. Era o ataque final, como ele bem sabia. A última cartada dos "Jokers".
Eram sete motos que começaram a "zigue-zaguear" em volta de Jimmy, tentando desorienta-lo e ataca-lo desprevenido. Os " Jokers" estavam armados com correntes, facas longas. E, pelo menos uma das motos, que levavam dois passageiros, o que estava na garupa estava armado de uma espada afiada, de Lâmina curta.
Nomura estava numa das motos, pilotando sozinho! E, como os demais, gritavam sem parar, na vã tentativa de amedronta-lo.
Jimmy se movimentava, rápida e estrategicamente, ao longo da rua, traçando sua estratégica de ataque. Ele evocou a "ENERGIA DO VENTO" e, quando a sentiu despertar de si, atacou:
Parou, repentinamente, em frente de um dos motoqueiros que vinha, a toda velocidade em sua direção. O motoqueiro viu sua grande chance de atropela-lo e, sequer imaginou, que estava caindo numa armadilha. Até que foi tarde demais...
Quando estava prestes a atropela-lo, o motoqueiro viu Jimmy saltar inesperadamente, ao mesmo tempo que executava um giro no ar. Em seguida, Jimmy acertou-o no rosto com um "chute aéreo". O chute fora tão poderoso e preciso que, o motoqueiro fora lançado, violentamente, para fora da moto. O visor de seu capacete fora esmigalhado com o chute e o motoqueiro, já estava desacordado quando tombou ao chão.
Sua moto, sem piloto e desgovernada, capotou pela rua até parar sozinha.
Imediatamente, Jimmy se pôs em posição de combate para a segunda moto que vinha contra ele. Outro motoqueiro solitário, com a tola esperança de atropela-lo desprevenido. Mas, esse era especial para Jimmy, pois era o próprio Nomura que vinha ataca-lo:
Jimmy ficou parado de frente para ele, olhando-o fixamente, com o olhar cheio de ódio. Esperou até que Nomura se aproximasse o suficiente e então, simplesmente, saiu da frente dele, no último instante.
Nomura passou por Jimmy amaldiçoando-o e a sua má sorte. Os dois ficaram lado a lado por alguns instantes, mas foi o suficiente para que Jimmy, num golpe preciso de Aikidô , puxa-lo para fora da moto, que , sem piloto, acabou capotando e se chocando contra um poste no início da rua.
Nomura teria caído de costas e se ferido gravemente ao tombar no chão, se, inexplicavelmente, Jimmy não tivesse segurado-o pela sua jaqueta de couro.
Nomura não entendeu o por que ele fizera isso, mas sua dúvida não durou muito: Jimmy puxou-o furiosamente, para perto de si, e cara a cara com ele disse:
Do outro lado da rua, Amy arregalou os olhos de surpresa, pois se lembrava daquela promessa de vingança feita por Jimmy, logo quando se viram pela primeira vez. Quando ele vira o ferimento no seu queixo causado pela agressão covarde de Nomura.
Essa mesma lembrança veio na mente de Nomura, na mesma hora e ele sentiu-se apavorado.
E Jimmy completou:
Nomura, trêmulo de medo e pânico, não conseguia mexer as pernas. Ficou parado estático na parede, enquanto olhava Jimmy retornar ao combate.
A terceira moto que veio contra Jimmy trazia dois motoqueiros. O da garupa estava armado com uma corrente de ferro e a girava sobre a cabeça. "Mas que idiota", pensou Jimmy. "Esse retardado não aprendeu a mesma lição que dei, ao tal de Shiguero? Acha que pode me enfrentar com isso? Mas que grande imbecil..."
Furioso, Jimmy num movimento inesperado, correu em direção da moto que vinha em seu encontro. Ao chegar perto, movimentou, habilmente o seu corpo, e para se esquivar e contra-atacar ao mesmo tempo: O motoqueiro que empunhava a corrente na garupa, sentiu as mãos poderosas de Jimmy bloquear o seu ataque com as correntes e puxa-lo para fora da moto. O agressor caiu ao chão, violentamente, sentindo duas de suas costelas se partirem com o choque, enquanto que o seu parceiro no volante da moto, seguia em frente, atônito com o que acabara de acontecer.
Jimmy ainda segurava o braço do inimigo caído, quando num preciso golpe torceu o braço dele até que ele soltasse a corrente, em meios a gritos de dor. Logo em seguida, Jimmy desferiu-lhe dois socos seguidos no rosto, que arrebentaram o maxilar do atacante e vários de seus dentes, colocando-o a nocaute, na hora.
Imediatamente, Jimmy pegou as correntes do chão, no exato momento, que o parceiro do motoqueiro tombado, fazia uma manobra de retorno e voltava, mais uma vez para ataca-lo.
O motoqueiro percebera o erro fatal que havia cometido, quando, na metade do caminho, que sua moto se encontrava para atingir seu oponente, Jimmy começou a girar a corrente sobre a cabeça, enquanto seus olhos miravam diretamente com o de seu atacante, mirando-o como um alvo prestes a ser abatido.
E antes que o motoqueiro pudesse se desviar, Jimmy atacou-o impiedosamente: Lançou a corrente habilmente que atingiu o motoqueiro e enrolou, como uma serpente viva, em seu pescoço. O motoqueiro em pânico sentiu a dor e a falta de ar, levando as mãos em desespero para o pescoço. Mas, antes que pudesse fazer alguma coisa, Jimmy puxou-o com extrema violência para fora da moto.
A moto desgovernada bateu, violentamente, contra uma das paredes da rua e explodiu em chamas. Já o motoqueiro, voou em direção de Jimmy, que o puxara para si com a corrente e, quando finalmente se aproximou o bastante, o ninja para sua trajetória com um soco avassalador direto no estômago de seu inimigo. O corpo do motoqueiro se dobrou ante a força e a violência do golpe. Deslizou sobre o punho de Jimmy e teria tombado no chão, inerte, se no meio do caminho, Jimmy ainda não lhe desferisse um potente chute no rosto, que arrancou-lhe o capacete para fora e quebrou-lhe o nariz.
Com seu inimigo caído, Jimmy se virou para o novo ataque que vinha em sua direção: Desta vez eram dois motoqueiros em duas motos vinham para o ataque.
As motos estavam correndo paralelamente, uma ao lado da outro, e os motoqueiros exibiam em uma das mãos, uma faca longa cada. Como sempre, Jimmy não demonstrou nenhum sinal de intimidação ou medo e, furiosos, correu em direção de encontro com os seus oponentes.
E quando estavam próximos a se encontrar, Jimmy saltou um poderoso grito de ataque que fez tanto Amy, Nomura e os motoqueiros que vinham ataca-lo, sentirem o sangue gelar de medo. Era um grito poderoso, forte, digno de um autêntico mestre das artes marciais em ação.
Jimmy soltou o grito ao mesmo tempo que executou outro de seus espetaculares saltos acrobáticos e, quando estava exatamente entre as duas motos, executou um preciso "chute duplo", atingindo seus adversários, cada um, com cada uma das suas pernas, respectivamente.
Os motoqueiros foram jogados para fora de suas motos, que sem pilotos, correram desgovernadas por alguns metros, ate colidirem uma com a outra e explodirem, provocando chamas e fumaça.
Jimmy pousou perfeitamente no chão, enquanto seus adversários caíram e rolaram dolorosamente por terra.
Mas, isso ainda não era o fim.
Os dois motoqueiros mesmo feridos com a queda, ainda conseguiram se levantar e, tolamente, pegaram suas facas do chão e tentaram ataca-lo, ao mesmo tempo.
Como sempre, Jimmy os fez pagar muito caro por essa audácia.
O ninja desferiu-lhes, ao mesmo tempo, contra cada um, uma seqüência precisa e furiosa de golpes de Kung fu de mão aberta e de punhos fechados, que os desarmou e atingiu vários pontos vitais do Tórax, abdômen e no rosto. Em segundos os motoqueiros foram postos fora de combate e tombaram, inconciêntes, ao chão.
Amy assistia ainda horrorizada aquela violência sem fim enquanto, ao mesmo tempo, seu coração, temia pela segurança de seu misterioso defensor. Ela continuava abraçada a Serena, que apesar de todo o barulho das motos e explosões, continuava desfalecida.
Restavam ainda três motos como ela bem podia observar. E delas a que mais a preocupava era uma que tinha dois motoqueiros: Um no volante e um na garupa, que portava uma enorme espada afiada e que a embanhava-a aos gritos, como se soubesse maneja-la.
Infelizmente, para os temores de Amy, foi justamente esta moto que executou o ataque seguinte.
Jimmy percebeu o novo ataque a tempo e rolou pelo chão, enquanto que o atacante de espada, tentou atingi-lo pelas costas, inutilmente. Os motoqueiros insistiram no ataque por várias vezes, mas a habilidade de Jimmy era incomparável e ele se esquivava facilmente da lâmina da espada.
Até que ele contra-atacou: Com outro de seus saltos espetaculares, pulou sobre a moto e, inacreditavelmente, pousou, sentado, por de trás do motoqueiro com a espada.
Sem acreditar no que acabara de acontecer, o "espadachim" tentou esboçar alguma reação, enquanto que seu companheiro, tomado por um súbito pânico, gritava para que se livra-se dele. Mas, foi tudo em vão.
Antes que o motoqueiro pudesse fazer uso de sua lâmina, Jimmy com sua mão de aço segurou a mão do "Joker" que segurava a espada. .
E em seguida, sem compaixão nenhuma, Jimmy esmagou por completo a mão do "Joker", quebrando-lhe todos os ossos das mãos e dos dedos.
O homem gritou de dor soltando a sua arma, que Jimmy, imediatamente a segurou. Em seguida, com a espada em punho, fez um rápido movimento com a arma, que sequer pode ser acompanhada pelos olhos de Amy, Nomura ou por alguém mais. E logo depois, Jimmy saltou para fora da moto, numa atitude intrigante, até mesmo para os dois motoqueiros.
"Por que ele não os atacou, com a espada, já que tinha vantagem de estar de posse dela?" Essa era a pergunta que Nomura fazia para si mesmo. E que foi respondida segundos depois, quando a moto em que Jimmy havia arrancado a espada de seu inimigo, subitamente, dividiu-se em duas separando os dois homens, montados nela.
Ela havia sido cortada ao meio por Jimmy num golpe perfeito, rápido e preciso, que seus inimigos, sequer puderam perceber. Até que fosse tarde demais.
As duas partes da moto capotaram em seguida, juntamente, com os dois passageiros., e explodiram em seguida. Mais tarde, no hospital os dois homens, com os ossos do corpo quebrados e engessados, agradeceriam aos céus por aquele "demônio" não ter lhes cortado ao meio com a espada. Pois ele poderia ter feito isso se quisesse...
Mas, Jimmy não fez! Da mesma forma que não decepou nenhum membro do corpo dos últimos dois motoqueiros restantes.
Com a espada em punho, Jimmy se sentia "completo" e observou os dois motoqueiros restantes que vinham em sua direção.
Olhou de relance para Amy e seus olhares se cruzaram por alguns instantes. Em seguida, olhou para Nomura que suava de nervosismo e de medo.
Em seguida partiu para o ataque final das duas motos restantes.
Por ironia, os dois motoqueiros que restaram eram, justamente, os dois "Jokers" que momentos antes, queriam fugir do local, e que foram impedidos por Nomura.
Agora tentavam faze-lo, enquanto tinham alguma chance:
Os dois homens correram, aceleradamente, em direção a saída da rua, e quando estavam próximos a alcança-la, Jimmy, subitamente, apareceu na frente deles.
Foi a única coisa que pode dizer, pois imediatamente, Jimmy manejou a espada. Com a mesma rapidez inacreditável, Jimmy desferiu dois golpes: uma das motos que descontrolada capotou pelo chão, levando junto o seu motorista. A outra moto viu suas duas rodas saltarem para fora do veículo. O resultado, naturalmente, foi outra violenta capotagem, que culminou com a explosão do veículo.
Os dois motoqueiros, que tombaram ao chão, ficaram seriamente feridos, mas, mesmo assim, ainda conseguiram ter forças para erguerem suas cabeças e olharem para Jimmy.
Jimmy pegou um dos motoqueiros e o ergueu do chão. Desferiu-lhe uma curta mais impiedosa seqüência de socos no rosto. Depois, aplicou-lhe uma violenta joelhada na barriga, que partiu-lhe mais alguns ossos e, por fim, atirou-o como se fosse um traste de volta ao chão, sem sentidos.
Em seguida foi a vez do seu companheiro a sofrer um espancamento quase idêntico, que culminou com Jimmy empurrando a cara dele, contra o chão, com força e violência. O resultado foi avassalador.
Por fim, o último dos motoqueiros caíra no chão, derrotado!
A luta contra os "Jokers" havia, finalmente, terminado.
E, Jimmy agora, volta sua atenção par Nomura.
Era chegada a hora do ajuste de contas entre os dois....
CENA 9:
Numa das rua próxima local da luta. Há alguns quarteirões de distância.
Darrien e suas amigas param assustados, quando começavam a ouvir o som de luta e explosões, do outro lado do quarteirão.
Ainda estavam longe do local e precisariam correr mais rápido se quisesse salvar Serena e Amy.
Ao completarem a mudança, retornaram a sua corrida desenfreada!
CENA 10:
Na rua sem saída - No local do combate.
Amy, finalmente, saiu atrás das caixas que a protegiam, assim que, o últimos dos motoqueiros tombara ao chão, desfalecido e seriamente ferido, assim como os demais "Jokers".
Fora um massacre!
Amy não conseguia uma palavra melhor para descrever o que acontecera naquele local, que, agora, mais parecia uma autêntica "zona de guerra".
Mesmo com a vantagem de estarem em maior número e de estarem fortemente armados, os "Jokers" não foram páreos para aquele misterioso jovem. Um rapaz que demonstrou, para a infelicidade de seus oponentes, que sabia lutar com extrema força e habilidade inacreditáveis. Jamais vira uma lutador tão extraordinário como ele provou ser.
Enfrentou uma perigosa gangue de motoqueiros sozinho e vencera.
Agora, os "JOKERS" estavam caídos ao chão! Com ferimentos expostos e sangramento por todos os seus corpos Com certeza, nunca iriam esquecer aquela surra pelo resto de suas vidas, e passariam semanas hospitalizados, relembrando o ataque selvagem daquele lutador de rua, durante seus pesadelos, nas noites futuras.
Muitos ficariam traumatizados pelo resto de suas vidas. Como aquele misterioso rapaz havia prometido.
E, naquele momento, uma outra promessa de vingança, começava a se concretizar:
Nomura fez um movimento inesperado e partiu em disparada em direção da moto. Aparentemente, conseguiria escapar, já que o seu adversário estava do outro lado da rua, metros a distância dele, o que lhe dava uma boa vantagem!
Sim, ele ia escapar! Já estava quase alcançando a moto...quando do nada o Jimmy apareceu em sua frente e barrou-lhe o caminho.
Pois muito bem, seu verme! Vamos ver como você reage frente a alguém que pode se defender...
Nomura sequer viu as mãos de Jimmy agarrarem sua mão armada com a faca, numa rapidez fulminante, e começarem a lhe apertar com força. Literalmente, Nomura sentiu a mão ser esmagada por aqueles dedos longos e poderosos de seu adversário. A dor foi tanta que Nomura, logo em seguida saltou a sua faca no chão.
Em seguida, com o braço livre desferiu-lhe um soco na cara. Nomura sentiu alguns de seus dentes se partirem, além de uma dor terrível no maxilar inferior, que o fez cair de joelhos ao chão.
Tonto e quase sem sentidos, Nomura tentou se recompor e, inultilmente, tentou levantar-se do chão, enquanto seu adversário se aproximava, lentamente, em sua direção.
Nomura rugiu de dor e caiu de joelhos no chão, numa agonia alucinante.
Do outro lado, Amy assistia horrorizada toda a cena.
Mas, ao ouvir aquelas palavras, saindo da boca imunda daquele homem, que ousou ameaçar aquelas duas moças, sem um pingo de humanidade, fez o sangue de Jimmy "ferver" de ódio. Ele o agarrou pela camisa e o levantou num impulso do chão:
Pois bem, vou te dar a mesma "piedade" que você deu a elas, seu animal! disse furioso com os dentes cerrados de ódio. E completou: - Isso é pelo tapa que você deu no rosto daquela garota!
Então, Nomura começou a ser golpeado, incessantemente:
Jimmy desferiu-lhe uma série de socos, ponta pés, golpes de Jiu-jitsu, que, foram, inevitavelmente, ferindo todo o corpo de Nomura. Em menos de um minuto, o orgulhoso chefe dos Jokers parecia um boneco de pano, que, sequer conseguia reagir ou até mesmo manter-se em pé. Aquilo já não era mais uma luta: era um linchamento! Levado a cabo por um só homem...
Nomura não conseguia reagir, estava quase inconsciente de tanto apanhar, mas Jimmy não dava sinal de que iria parar. Cada vez, surrava-o mais e mais até que, finalmente, quando estava prestes a dar um golpe devastador, um grito desesperado, vindo do outro lado, o paralisou:
Ele se virou e mal pode acreditar, que, parada, a poucos metros de distância atrás dele, Amy, o olhava assustada. Havia assistido horrorizada a todo aquele espancamento ininterrupto e gritou para que aquela violência terminasse.
Para Jimmy, aquela atitude era totalmente absurda e intolerável. Ela estava lhe pedindo misericórdia por aquele canalha? Esse nojento que as atacou e tentou fazer as "maiores barbaridades" com ela e sua amiga? E que só não conseguiu o seu intento porque ele apareceu na hora H!
Que espécie de loucura era essa, pensou furiosamente? Essa garota estava "mal da cabeça"???
Por favor, moço! Eu lhe imploro! Pare!
Jimmy cerrou os dentes de raiva. Aquilo tudo era inconcebível e inaceitável. Por que ela estaria fazendo isso? Era ilógico:
Aquelas palavras pegaram Jimmy de surpresa. E ele não conseguiu disfarçar o espanto;
Jimmy ficou em silêncio. Seu rosto, outrora furioso, começou a relaxar a tensão e ficar sério. Estava surpreso por aquela garota estar demonstrando com o seu olhar aflito e voz embargada de emoção, uma preocupação sincera por ele. Isso, por si só o deixou confuso e surpreso.
Amy continuou a lhe falar, cada vez mais desesperada e apontou para Nomura:
Jimmy virou e olhou para Nomura, a quem agarrava pelo colarinho da camisa. Ele estava praticamente inconsciente. Seu rosto estava já disforme dos socos que ele havia desferido no seu oponente sem cessar. E o resto do seu corpo, coberto de ferimentos e hematomas, provavelmente, já não tinha um osso inteiro sequer. O sujeito estava praticamente acabado. Continuar a surra-lo, certamente, iria leva-lo a morte como a garota o estava alertando:
Você está deixando a raiva e a revolta pelo que eles nos fizeram, dominar sua mente e seu coração! E, por isso, não está raciocinando com clareza suas ações! Está agindo como um homem furioso, sedento de vingança! Será que não percebe???
Jimmy continuava a encara-la seriamente, mas aquelas palavras lhe atingiam direto em seu peito!
Um longo silêncio se fez no local!
Jimmy e Amy se entreolhavam fixamente, um no outro. O olhar dela parecia suplicar-lhe, desesperadamente, que ele a atendesse. Que ouvisse a "voz da razão". Jimmy percebia o quanto a preocupação dela em relação a ele era sincero. E o quanto as palavras que ela lhe dissera... Calaram fundo dentro de seu coração.
Ele, que até então, entra em combate movido por um sentimento de fúria e ódio crescente, contra aqueles motoqueiros, agora, diante daquela moça, sentiu dentro de si um sentimento de vergonha.
Ele havia perdido o auto-controle. E para um ninja, como ele, não poderia ter cometido erro pior ou mais estúpido.
O auto-controle era a chave de sua sobrevivência. Era a primeira regra de todo combatente de artes marciais. De todo Ninja. E fora essa a primeira lição que sua avó lhe ensinou: jamais deixar que sentimentos como fúria ou ódio lhe dominassem a mente ou seu corpo durante um combate. A mente de um guerreiro ninja precisava estar sempre equilibrada e atenta durante a luta. E sentimentos como ódio, raiva, fúria ou qualquer outro sentimento que pudesse ter durante uma batalha, precisavam ser mantidos sob controle, sempre! E canalizados de maneira correta pelo seu "KI" durante a luta:
"A fúria sem controle durante um combate o transformará num uma animal descontrolado." dissera Noriko, naquela ocasião e completou. "E um combatente sem raciocínio e uma presa fácil para guerreiros mais experientes".
Lembrando dessas palavras, Jimmy viu que teve muita sorte. Esses motoqueiros não eram guerreiros de gabarito como ele. Por isso, teve sorte. Mas, e se fosse alguém como o "Anjo". Certamente a historia poderia ter sido outra.
Anjo! Maldito seja! Não parava de pensar nesse maldito assassino, desde que partiu do Brasil. E nem conseguia aplacar a fúria e o ódio em seu coração. Estava frustrado por não tê-lo encontrado ainda.
E quando aquela misteriosa mulher lhe apareceu pedindo socorro e viu esse bando de sádicos atacando essas moças.... DROGA!! Perdera o controle e descontou sua raiva e frustração nesse bando de miseráveis!
E se não fosse por aquela moça, acabaria matando esse "monte de lixo" à socos.
Aquela garota à sua frente. Deus! Ele não queira que ela o visse daquela maneira vergonhosa. Agindo como um selvagem, um animal descontrolado, surrando sem parar aquele "monte de lixo"...
Ele era um Ninja! Um guerreiro altamente treinado tanto física quanto mentalmente. É claro que já havia matado alguns de seus inimigos em combate. Mas, somente quando vidas de inocentes estavam em perigo e ou a sua própria. Mas, sempre quando não lhe restava outra opção. Mas, nunca, havia assassinado ninguém friamente! Jamais!
E esse Nomura não seria o primeiro!
Jimmy virou-se para seu adversário e o observou por alguns instantes, até ter certeza de que ele ainda respirava. Então, seus dedos afroxaram-se, lentamente, e ele soltou Nomura, que tombou ao chão desajeitadamente.
Amy sentiu um alivio em seu coração ao perceber que suas palavras haviam surtido efeito.
Então, sem aviso, Jimmy se aproximou em sua direção até que parou em frente dela, há um palmo de distância. Olhou-a fixamente em seus olhos, por alguns instantes, ainda ostentando um rosto sério.
Amy o olhava com as lágrimas escorrendo pela face, mas não disse-lhe nenhuma palavra.
Súbito, Jimmy ergueu uma das mãos e com os dedos enxugou as lagrimas, delicadamente, do rosto da moça. Amy demonstrou surpresa, mas não fugiu a seu toque de seus dedos. Seus olhos não se desviaram dos dele em nenhum momento!
Amy soltou uma tímida risada, apesar de ainda ostentar tristeza na face. Jimmy ficou de certa forma contente em ter conseguido. Afinal, não era só Issac que tinha o dom de fazer anedotas.
Outra vez ouve um breve silêncio entre eles. Uma troca de olhares.
Jimmy não conseguia parar de admirar aquele rosto tão singelo e bonito. No fundo de seu coração queria agradecer-lhe por ter chamado-o de volta a razão. A sensatez.
Mas, antes que pudesse ter chance de falar ou perguntar-lhe alguma coisa, ouviu sons de gemido vindo por detrás do poste, onde Amy havia se abrigado junto com Serena.
Amy sentiu o coração bater acelerado e mal teve tempo de raciocinar. Num impulso correu aflita até onde havia deixado Serena abrigada.
Jimmy começou a caminhar logo atrás, mas depois de dar alguns passos parou., subitamente. Seus sentidos captaram a presença de pessoas se aproximando, rapidamente daquele local.
Seus músculos tensionaram-se, novamente, pronto para uma nova luta!
CENA 11:
Atrás do poste, no final da rua onde se desenrolou o combate com os "JOKERS".
Lentamente, os olhos de Serena foram abrindo e, ainda meio tonta, exclamou:
Antes que pudesse terminar a frase! Serena e Amy ouviram sons de passos e uma vozes conhecidas gritando seus nomes:
Tuxedo Mask e as outras Sailors, logo se aproximaram e, ao ver Serena Tuxedo Mask não hesitou em nenhum instante, e abraçou-a fortemente.
Pessoal, foi algo inacreditável!
Ele enfrentou o bando todo sozinho, praticamente de mãos vazias. Jamais vi alguém lutar com tanta força ,destreza e... coragem que nem ele. Foi algo extraordinário! Vocês tinham que ver! concluiu ela, sem conseguir disfarçar uma certa admiração, no tom de suas palavras., enquanto que terminava de cuidar de Serena.
Depois, voltou-se a seus companheiros e, foi, então, que notou que eles estavam agindo de forma estranha: Todos se entreolharam como se estivessem confusos ou não haviam entendido algo do que ela dissera. Depois, voltaram seus olhares, novamente, para ela.
Ela notou que algo estava errado e perguntou:
Amy não podia acreditar no que elas diziam! Soltou os braços de Serena, a perceber que sua amiga podia ficar em pé sem problemas e disse, incrédula:
A frase morreu na garganta de Amy! Seus olhos se arregalaram e seu rosto demonstrou um grande susto, ao perceber que o misterioso rapaz, não estava mais ali.
Na verdade, ele não estava em canto algum da rua.
Ele simplesmente havia sumido, tão de repente, como quando aparecera em seu socorro e de Serena.
Amy correu desesperada de um lado a outro daquela rua. Olhando para todos os lados e todos os cantos, tentando achar o seu "salvador" ou pelo menos uma pista para onde ele fora. Mas, foi inútil.
O misterioso rapaz tinha desaparecido por completo. Como se jamais estivesse ali.
Amy ficou cabisbaixa! Sentiu-se tomada por uma profunda sensação de vazio e tristeza. Depois, com olhar melancólico disse:
Um silêncio tomou conta do local. E nada mais foi dito.
CENA 12:
No telhado de uma casa, próxima a rua onde se desenrolou a batalha contra os Jokers.
Jimmy Hara estava agachado, olhando toda a cena à distância.
"Então estas são as famosas SAILORS! pensou ele, enquanto, observava escondido todo o desenrolar da cena.
"Eu estava certo: Elas não parecem ser grande coisa como heroínas! Muito menos, esse "palhaço fantasiado de fraque e cartola", sei lá como se chama. Francamente, nunca vi fantasia de super-herói mais idiota do que essa!"- pensava com certo desprezo, comparando com os super-heróis que já encontrara em seu país e nos Estados Unidos. "Mas, tenho que reconhecer que elas tem um KÍ muito forte. São guerreiras de fato!" reconhecia ele próprio.
Jimmy começou a relembrar como teve que agir rápido, minutos atrás, quando a garota correu para auxiliar a sua amiga, que estava voltando a si.
Naquela hora, ele sentiu (com seus sentidos ninjas super aguçados), a aproximação daquelas pessoas. Sua primeira reação, é claro foi posicionar-se para um novo combate, pois imaginou que fosse outros membros dos "JOKERS", que pudessem estar vindo para auxiliar seus amigos, derrotados. Mas, logo em seguida, conseguiu captar o KÍ poderoso dessas guerreiras e percebeu que não poderiam ser novos inimigos. Principalmente, por que esse KÍ não irradiava nenhum tipo de "Aura Maligna", como seria próprio de algum super-vilão.
Imediatamente, concluiu que fossem algum grupo de super-heróis da cidade.
"Esse pessoal está atrasado. Mas, pelo menos, acabaram aparecendo!" pensou com sarcasmo e frieza. "Ótimo! Eles podem assumir as coisas por aqui, agora. Vou aproveitar a chance e desaparecer daqui antes que cheguem."
Sem que Amy percebesse, ele invocou a técnica ninjutsu da "fuga silenciosa" e, num salto pulou o imenso muro e correu por entre os telhados da casa, sem fazer o menor barulho.
Quando ele percebeu que estava a uma distância longa e segura, agachou-se em um dos telhados e ficou observando a chegada dos heróis.
Felizmente, ele estava certo: Foram super-heróis locais que haviam aparecido. Só não imaginava que seriam justamente as tais SAILORS. TSC!!! Fazer o que?
Mas, parecia, que a sua líder, a tal SAILOR MOON não estava entre elas. Por que razão? Ele não sabia e nem se importava. Também, uma outra guerreira do grupo, que ele não recordava o nome, não estava presente. Em compensação, tinham outras duas Sailors, que não conhecia e um sujeito ridículo com máscara, fraque e cartola! Deus! Era cada figura ridícula que, vez ou outra, surgia no mundo dos super-herois...
De onde estava escondido, Jimmy estava, demasiadamente, longe demais e, por isso, não podia ouvir ou mesmo ler os lábios deles para saber o que conversavam. E, muito menos, ver direito o rosto da outra menina, que havia sido atacada. Ela estava de costas para ele. Mas, aparentemente, parecia recuperada! A outra garota estava ajudando-a, enquanto que conversava com os "heróis da cidade"
Realmente, era uma moça admirável! E muito atenciosa, pela maneira que ela fazia o curativo para a amiga.
Súbito, ele percebeu que ela começou a correr de um lado ao outro da rua, aflita e desesperada. E já imaginava o porquê!
"Lamento não poder me despedir de você, moça!"- pensou consigo mesmo. "Mas, é melhor assim. Tenho uma missão importante a cumprir e nada pode interferir com ela. Infelizmente, jamais voltaremos a nos encontrar de novo..."
Concluiu esse último pensamento com certa tristeza e amargura dentro de si.
Em seguida, foi embora.
CENA 13:
Mansão de Rumiko (QG de ShadowMoon).
Issac havia terminado os reparos da moto de Jimmy e as atualizações do equipamentos eletrônicos da caverna mais rápido do que o previsto:
"Issac, meu chapa! Você conseguiu se superar de novo. Grande garoto! He! He!" pensou satisfeito consigo mesmo, enquanto subia de elevador, de volta a mansão.
Isso fora a uma hora atrás.
Agora, ele estava na sala de estar da mansão, assistindo, na televisão de 30 polegadas, um desenho animado, que estava passando em um dos canais japoneses.. Fora a maneira que ele encontrou para poder relaxar depois de um trabalho árduo, pela manhã.
O desenho era muito divertido e Issac já tinha dado umas boas gargalhadas.
Súbito, ouviu o som da porta de entrada se fechando e imaginou, imediatamente, quem era:
Issac , finalmente, tirou os olhos da televisão, e pode olhar o amigo recém-chegado da rua. Seu sorriso irônico, se apagou e seu rosto ficou sério, enquanto examinava as roupas rasgadas e sujas de Jimmy.
Os dois amigos se entreolharam por alguns instantes e, finalmente, Issac disse:
Bom! Pelo menos, não deixou de ser um bom "treino de aquecimento", para você, né? Aliviar toda essa tensão, que você tem estado...
Então, Jimmy lhe contou tudo que acontecera, horas atrás.
Issac ouviu tudo com absoluta atenção. Como era de se esperar, arrepiou-se todo, quando Jimmy mencionou a estranha mulher, que lhe apareceu de maneira espantosa. Issac odiava lidar com seres sobrenaturais. E rezava para que a misteriosa mulher não fosse nenhum fantasma ou espírito. Já bastava ele e Jimmy terem enfrentado, uma clã de vampiros, no Amapá, tempos atrás. Uma missão de gelar o sangue, ele bem se lembrava. E não queria repetir uma "pavorosa missão" como aquela tão cedo.
Continuou ouvindo o relato de seu amigo e, quando Jimmy terminou, disse-lhe, de maneira sincera e franca:
Como teve coragem de fazer uma bobagem dessas?!
Deus! Você tinha que ver o idiota fantasiado que as acompanhava... Usava cartola e fraque!!! Acredita numa coisa dessas?
Resolveu mudar o rumo da conversa:
Jimmy fez um breve silêncio.
Sua mente se recordou do primeiro momento, quando ele trocou olhares com a estudante de cabelos curtos, pela primeira vez. Seu rosto e sua voz estavam ainda bem claros em sua mente.
Assim como a sensação de encantamento e admiração que experimentou naquele breve instante. E, também, a sensação estranha e misteriosa de já ter conhecido essa bela moça...
Issac olhou o amigo com estranheza, devido a demora da resposta e perguntou-lhe novamente.
A garota foi golpeada na face pelo líder desses calhordas. O maldito deixou-a com uma marca roxa no queixo e, sangrando um pouco, no canto da boca, aquele desgraçado!
E, mesmo assim, apesar dessa violência toda por que passou, essa garota estava mais preocupada com a segurança e o bem estar da amiga do que a de si própria. Eu podia ver isso, claramente, nos olhos dela e na maneira como ela falava, quando ela arriscou sua própria segurança para tentar salvar a mim e a amiga, daqueles vermes! Ela enfrentou aqueles canalhas para me salvar só com uma caneta! Uma caneta!! Pode imaginar uma coisa dessas?!? Ela se arriscou muito, tentando salvar a mim e a amiga.
Ela arriscou sua própria dignidade, sua própria segurança fisica, sua própria vida... para me salvar, Issac! Isso nunca vou esquecer! Nunca! disse ele num tom calmo, que não escondia uma admiração, mas também, uma certa melancolia.
Issac arregalou os olhos de surpresa. Podia perceber claramente o que estava acontecendo e, cuidadosamente, perguntou:
Ela estava muito mais preocupada com minha segurança e da amiga, do que com a dela própria. Pode acreditar numa coisa dessas?
Mas, eu vi nos seus olhos, bem no fundo deles, o quanto era sincera a sua preocupação, sua aflição por mim e... Jimmy fez um breve silêncio.
Jimmy cerrou os dentes de raiva e socou a mesa!
Houve um breve silêncio e Issac ficou fitando o rosto do seu amigo de maneira calma. Então lhe disse:
Jimmy olhou sobressaltado para o amigo e afastou esta insinuação absurda, com irritação:
Agarrou os embrulhos das compras, com visível irritação e dirigiu-se a cozinha, tentando abruptamente, por um fim na conversa:
Jimmy virou-se e fitou-o com um olhar irritado:
Os dois se olhavam, como se estivessem medindo o grau de sinceridade nas palavras de um e de outro. Jimmy demorou alguns minutos para responder e quando, finalmente, abriu a boca disse, secamente:
Nem precisava. Issac compreendeu perfeitamente o que acontecera e sorriu para si mesmo dizendo:
E esse babaca teve a coragem de sumir de cena sem antes perguntar o nome dessa "gatinha". Ou onde ela morava. E agora, nunca mais irá vê-la, nessa cidade tão cheia de gente como é Tokyo.
Mas, que ninja mais idiota! Ai! Ai! Lamentou-se pelo amigo.
CENA 14:
Nas escadas da Mansão de Rumiko. Próximo a sala de estar.
Em silêncio, Rumiko e sua "misteriosa visitante", ouviram o relato de Jimmy para Issac em silêncio. Nenhum dos dois perceberam a presença delas, como Rumiko planejou.
Então, quando Jimmy dirigiu-se irritado para a cozinha, a velha senhora olhou para o lado e disse, num sussurro quase inaudível:
Rumiko fica em silêncio na escada. Imaginando o quanto os eventos, que estavam prestes a desenrolar-se, naquela noite, mudariam drasticamente, a vida de seu neto e, "daquelas outras pessoas" para sempre.
CENA 15:
Colégio Juuban High School. Duas horas depois.
Todos os alunos do colégio haviam saído há mais de três horas, e como era de costume do professor SEICHI HIGARA, estava conferindo, mais uma vez, as provas que acabara de corrigir, meticulosamente.
Ele lecionava como professor de historia geral e sociologia no Juuban High School há mais de cinco anos e, para ele, seu trabalho era um verdadeiro sacerdócio. Vivia para a escola e seus alunos, somente. E, por isso, já mais pensou em se casar. Gostava de sua vida solitária e metódica. Era feliz, assim, costumava dizer a seus colegas professores e até mesmo para sua mãe, uma senhora muito idosa, que vivia num asilo em Nagasaki. Sua única parente viva.
Enfim, o professor Higara tinha todas as qualificações necessárias, que o tornavam um "alvo perfeito" para Malachite.
Assim que terminou seus afazeres , Higara saiu do colégio no horário de sempre. As ruas estavam vazias e ele caminhou como sempre fazia para o ponto de ônibus, há três quadras de distância.
Nunca chegaria a seu destino!
Na metade do caminho, uma carro preto freou, abruptamente, a seu lado, (ainda com o motor ligado) e dois pistoleiros da Yakuza, saltaram do veículo e o renderam, ali mesmo na calçada.
Confuso e assustado, Higara, foi jogado à força para dentro do banco de passageiros do carro, onde acabou se sentando ao lado de um outro homem, que o aguardava calmamente:
Malachite sorriu, enquanto, os dois mafiosos, voltavam a entrar no carro:
Foi a última coisa que Higara ouviria com vida.
Antes que pudesse dizer ou fazer alguma coisa, Malachite agarrou seu pescoço com a mão descoberta e "drenou sua energia vital" até não restar vida no corpo do professor.
Higara gritou, enquanto era barbaramente morto. Mas seus gritos foram abafados pelo barulho do carro partindo em disparada pelas ruas de Tokyo.
Fim do Capítulo 6