SAILOR MOON V: Shadowmoon

AUTORES- MISTER BLUE E WLAD

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Site: http://wladv.cjb.net/

DEZEMBRO 2001

CAPÍTULO 4- promessas de vingança.

CENA 1:

No Setor de UTI do hospital Albert Einstein - São Paulo. (Algumas horas depois do ataque ao presídio).

Jimmy estava parado ao lado da cama. Conforme as normas do hospital, estava vestindo jaleco e mascara (para evitar germes) para poder permanecer naquele quarto de UTI, onde o seu amigo Wilton Ferraz estava em estado crítico.

Continuava olhando fixamente para o rosto cheio de hematomas e feridas daquele que sempre considerara como um avô. Na verdade, ele era de fato, já que sua amizade com sua avó e sua família vinha já de décadas! Por isso, para Jimmy, era muito doloroso vê-lo naquele estado tão deplorável: Numa cama de hospital, quase semi morto, cheio de tubos de soros e medicamentos intravenosos nos braços e nas veias. Uma mascara de oxigênio garantia um suprimento de ar para Wilton, que mal conseguia respirar sozinho.

"É um milagre que ele ainda esteja vivo! O espancamento a que ele foi submetido, quebrou-lhe vários ossos e provocou sérias e graves lesões e hemorragias internas! As próximas horas serão críticas!!" – disse o médico para ele quando chegou ao hospital, uma hora depois do ataque ao presídio, quando Issac confirmou para ele, no celular, que Wilton tinha sido levado aquele hospital, que tinha os melhores recursos para atende-lo!

Ele encontrou Issac, junto com a sua avó, na UTI, depois de dirigir sua moto, em disparada, pelas ruas de São Paulo!

Assim como ele, Issac e Rumiko afirmaram que souberam do ataque pelos boletins extraordinários da Televisão, que não paravam de noticiar o massacre no Carandiru 5 (até agora, eram mais de 20 mortos, a maioria policiais, segundo as últimas notícias).

Sua avó havia tomado todas as providências com seus amigos do "alto escalão" e Wilton fora transferido para o hospital. Uma equipe médica estava a postos e prestaram imediatamente, os primeiros socorros!

O policial fora submetido a uma operação de emergência, que durou horas! Quando o médico e cirurgião chefe saiu, deu-lhes essa posição.

Jimmy fez questão de ficar ao lado de Wilton, na UTI, durante todo aquele período crítico, e quando o médico tentou dizer-lhe que isso era expressamente proibido, deu de cara com o olhar duro e frio de Jimmy, e acabou "abrindo uma exceção"! Sorte dele!

Agora ele estava parado, em pé, imóvel, olhando para o seu amigo naquele estado e tentando imaginar quem fora o responsável por aquela barbaridade sofrida por Wilton. Quem?

De repente, seus pensamentos se desvanecem, ao ouvir o balbuciar de uma voz fraca e baixa, chamando por ele:

Seu poder.... Eu nunca vi... nada igual! Eu... Eu....

Wilton não consegue terminar a frase.

Perde os sentidos, ao mesmo tempo que um dos aparelhos de monitoração dispara um alarme e, subitamente, médicos e enfermeiros invadem o quarto!

"Ele entrou em coma! Preparem o procedimento padrão! Rápido!" – gritou o médico enquanto uma das enfermeiras, o arrastava para fora do quarto.

A Contragosto, Jimmy obedeceu.

Antes que um dos dois pudessem falar alguma coisa, Rumiko lhes dá as costas e vai embora!

Sem opção, Jimmy e Issac resolvem ir atrás dela. Até o QG secreto!

A caçada começou!!!!!

 

CENA 2:

No Laboratório secreto do Dr. Átila. Naquela mesma noite.

Esses ataques começaram, poucas horas depois da fuga do Carandiru 5 e Malachite estava seriamente preocupado. Será que ele havia recuperado sua memória, a plenitude de todos os seus poderes e, principalmente, reencontrado sua soberana amada, para justamente agora, ver seus planos de vingança irem por terra?

Virou-se para o Dr. Àtila em busca de uma explicação:

Quando Sailor Moon usou o poder do CRISTAL LUNAR e a princesa Beryl, percebeu que seu corpo estava sendo destruído, a sua mente entrou em pânico diante da morte certa. Mas, inconscientemente, sua força de vontade e desejo de vingança eram tão grande e tão forte, que, simplesmente, se recusava a morrer. De alguma forma, que eu ainda não sei direito, antes do inevitável fim, ela usou os resquícios de poder que ela tinha para mandar sua consciência, em forma astral, para fora do corpo físico.

Quando o corpo físico original foi destruído, sua forma Astral procurou um outro "receptáculo", um outro corpo para se unir. È claro que não podia ser um corpo qualquer, pois tinha que ser de alguma forma semelhante ao tipo de poder que ela tinha...

Nossa amiga Flora escolheu, obviamente, a segunda opção! A mais lucrativa, é claro!

E, nas condições em que ela está, não terá a mesma sorte de enviar sua consciência astral para fora do corpo, desta vez!

Malachiete sentia o gosto amargo do fracasso em sua boca, mas, então, uma voz, cheia de dor lhe falou com dificuldade:

Súbito uma voz cheia de dor e fraca se fez ouvir:

E, como punição, o congelei e o joguei no Limbo para sempre. ARGHH!!!

Anjo! Pelo que me contou, você tem o poder de teleportar-se a longa distância, correto?

Malachite olhou para toda a parafernália cientifica de seu comparsa. Eram muitos equipamentos de vários formatos e pesos. Após uma breve avaliação disse:

Átila fez um leve gesto com a cabeça e, depois, saiu!

Malachite se vira para sua soberana, sentada, pesadamente, sobre uma cadeira acolchoada. Ela estava fraca e abatida, respirando ofegante. Malachite aproximou-se dela e parou a sue lado:

Logo, vossa majestade, recuperará suas forças! E então, poderemos levar a cabo o nosso maior desejo!

A rainha Beryl sorriu maldosamente em resposta a promessa de Malachite.

CENA 3:

Academida de Ginástica do Colégio JUUBAN HIGH SCHOOL (final de tarde):

Amy se dedicava ao máximo às lições de Judô & Karatê que Lita lhe administrava. Ela estavam treinando já alguns dias e, apesar dos vários machucados e hematomas que Amy já colecionava por todo o corpo, a garota mais estudiosa do grupo das sailors não reclamava. Sabia que isso tudo fazia parte do trato que ambas selaram! E ela procurava aproveitar cada lição que a sua companheira lhe passava.

Lita era muito rigorosa nos treinos, mas sabia que não podia ser diferente! Mas, ambas podiam notar os progressos que Amy estava tendo. Seus reflexos estavam muito mais rápidos e sua concentração (frutos de exercícios mentais de tanto estudar) ajudava-a ainda mais em suas estratégias de contra-ataque aos golpes de Lita. E não foram poucas as vezes, que a "aluna" conseguiu levar sua "mestra" ao chão!

Sim! Amy estava tornando-se uma guerreira de combate mais forte! Era só questão de tempo e de treinamento!

No lado de fora do tatame, Serena, Rey & Mina, observavam-nas treinar. Serena chocava-se em assistir a dureza e a violência daquele treinamento.

Vocês duas sabem, né? De todas nós, Amy, sempre foi mais "pacifica"...

As três garotas olharam para baixo e viram a figura esguia de uma gata preta, aproximando-se, lentamente, dos pés de Serena:

O Ártemis e a Rini estão vindo logo atrás! Chegarão em alguns minutos.

Com certeza, Amy está recuperando sua auto-confiança com esses treinamentos.

Houve um inicio de briga entre as duas colegas. Foi uma confusão tão grande, que Amy e Lita pararam o treino e foram correndo separar as duas garotas e acalma-las. O que acabaram conseguiram, depois muito esforço.

Rini e Ártemis chegaram, instantes depois que as coisas se acalmaram, e, juntamente com Lua e Mina, "arrastaram" Serena para fora do dojo e a levaram para o passeio ao Shoping Center que eles haviam combinado. Já Rei estava sendo contida por Lita e Amy, esta última pedindo para que as duas amigas se acalmassem. O que naturalmente, foi inútil!

Serena e Rei se "despediram-se" uma da outra, fazendo caretas infantis e mostrando a língua, para o vexame de todas as suas amigas.

 

 

 

CENA 4:

Nas Ruas movimentadas do bairro de Akihabara – Tokyo!

Serena e Mina olhavam admiradas para uma vitrine de uma das centenas de lojas de eletrodomésticos, que compunham aquele bairro., onde estava exposta a última palavra em aparelhos de VIDEO-KÊ. Era uma autêntica maravilha tecnológica que atiçava ainda mais o desejo de Mina de adquiri-lo. Sem dúvida, para uma garota que gostava de cantar, nas horas vagas, os sucessos do J-Pop do momento, aquele aparelho era uma tentação para os seus sonhos não tão secretos de se tornar uma cantora profissional, algum dia.

Fora esse o motivo que ela convidara suas amigas de passarem, naquela tarde de folga, pelas lojas do bairro. Queria encontrar aquela loja, que havia visto no anuncio de um a revista musical (de página inteira), onde o aparelho estava com uma boa promoção de venda. Com um desconto de 50% em cima do seu valor.

Pena que Amy e Lita não puderam vir. Quanto a Rei... Bom, chega de brigas por hoje, né? Além do mais, a companhia de Serena e de Rini era mais do que suficiente para ela. Ambas estavam se divertindo bastante, vendo aparelhos de micro câmeras e alguns aparelhos de TVs portáteis.

Mina e Serena riam e se divertiam sem parar. Rini olhava tudo com uma curiosidade natural de sua idade.

Os únicos que não compartilhavam dessa alegria era Lua e Artêmis, que estavam, cada um, parados imóveis sobre os ombros, respectivamente de Serena e Mina.

Lua não parava de repreende-las, severamente, um minuto sequer! Achava que as duas meninas deveriam estar treinando junto com Amy e Lita! De terem tido a mesma atitude "adulta" que Rei tomou ao decidir também, participar desses treinamentos.

Ártemis concorda com Lua e aconselhando-as a levarem mais a sério os sonhos proféticos de Rey e de Amy, que ainda ocasionalmente, tinham:

Serena e Mina começam a se arrepender de suas atitudes, mas ainda não lhes agrada a idéia de passar por um treinamento tão duro com a que sailor Júpiter e Mercury estavam levando a cabo.

Serena e Mina começam a choramingar dizendo que não queriam se machucar toda.

Lua e Ártemis ficam rubros de vergonha, enquanto que Rini, já acostumada a ver Serena dar vexame, observa despreocupadamente as lojas e as ruas ao seu redor.

Nisso, Rini nota algo estranho: Ela tem a impressão que um carro preto as está seguindo, enquanto que ela e as garotas começam a andar em direção a uma outra loja.. E quando elas param, para admirar uma outra vitrine, uma das janelas dos veículo abre por um momento e parece que uma lente de maquina fotográfica sai de dentro. Mas, ela não consegue enxergar direito, pois o carro preto está uma grande distância.

E quando ela se vira para Serena para lhe revelar sua suspeita, todos se viram para a direção onde Rini aponta, mas para a surpresa dela, o carro já não está mais lá. Ele simplesmente desaparece. Isso lhe custa algumas ironias de Serena, que acha que ela precisa usar óculos! Rini protesta dizendo que não está vendo ou imaginando coisas, e, para variar começa a discutir com Serena.

 

CENA 5:

Do outro lado da rua. Numa ruela afastada de onde Sailor Moon e suas amigas estão.

Um dos homens, o que está ao volante, pergunta se seu companheiro conseguiu tirar boas fotos desta vez. O outro, ao seu lado, com uma câmera digital afirma que sim! E que já tem o suficiente para mandar pela internet.

O motorista acena a cabeça afirmativamente e manda o seu colega mandar as fotos e as informações coletadas, sobre a moça, para o anjo branco, imediatamente. E, assim é feito, através de um LAP TOP (micro computador portátil), em poucos minutos, pelo homem da maquina fotográfica digital.

O fotografo avisa que os dados foram enviados com sucesso por e-mail. E que o serviço deles foi cumprido conforme as ordens de seu chefe da YAKUZA. Só que ele não esconde a curiosidade e pergunta a seu comparsa:

Seja o que o "Anjo" pretende fazer com as informações e as fotos que obtivemos dessa tal SERENA TSUKINO e de seus familiares e amigos, com certeza não será nada "saudável" para essa garota e nem quem estiver perto dela...

Então, novamente, se fez um pesado silêncio dentro do carro.

CENA 6:

Nos Bairros e subúrbios barra pesada. Periferia de São Paulo.

Dois dias e duas noites se passaram desde o ataque ao presídio do Carandiru 5. E durante as noites seguintes, o submundo do crime viveu um de seus piores momentos, quando o terrível vigilante SHADOW MOON promoveu uma infernal caçada humana ao responsável pelo ataque ao presídio. Ele atacou "bocas de fumo", destruiu bares onde se reunia a "marginalidade conhecida", espancou centenas de bandidos e informantes em busca de qualquer pista que o levassem a captura do anjo branco.

E a cada ataque aos bandidos e a escória em geral, a mente de SHADOW MOON não parava de relembrar as cenas de dias atrás, logo após que voltou do hospital, e se reuniu com Issac e sua avó na base secreta.

Issac estava terminando de digitar as senhas e os códigos de acesso as câmeras do presídio de segurança máxima CARANDIRÚ 5. Há muito tempo, ele explicava a RUMIKO que ele , Jimmy haviam desenvolvido um "programa espião" e que, fora instalado nos computadores centrais do presídio, com a ajuda do próprio Wilton, que tinha acesso livre por todo o lugar como policial.

O programa permitia Issac e Jimmy acessarem os computadores do presídio, da própria base secreta. Isso lhe dava acesso não só aos arquivos de todos os super-criminosos presos por lá, como poderiam acessar as câmeras de segurança interna, e ver o que acontecia por lá! E isso sem ser notado ou detectados pela sistema de segurança do presídio. Eles eram com um vírus de computador indetectável, graças aos talentos de Issac que se orgulhava de ter desenvolvido este sistema.

Mas, naquele momento, Issac não sentia-se tão orgulhoso assim. E sabia que o que teria que fazer iria atingir a todos profundamente. Ele iria abrir os arquivos de segurança e veria tudo o que as câmeras de segurança gravaram no dia do ataque. Ele o fez, em questão de minutos.

Em seguida, um silencio se fez pesar na base.

Durante quinze minutos, todos assistiram a imagens com as cenas do ataque de Malachite ao presídio: o ataque aos guardas, a morte dos agentes federais, a fuga do lunático e Quimera e etc... Mas, nada foi mais chocante ou causou mais horror aos dois amigos do que o espancamento bárbaro de Wilton. Jimmy e Issac não podiam sequer imaginado a que ponto a selvageria desse "Anjo Branco" podia ir. A ira e a fúria cresciam dentro de Issac e Jimmy.

Agora, Issac compartilhava com Jimmy o mesmo desejo de vingança contra esse assassino. O "Anjo" tinha que pagar por aquela atrocidade!

Quanto a Jimmy, as cenas que via fazia seu ódio arder cada vez mais contra o seu inimigo. Por diversas, vezes, murmurava para si mesmo, juramento de vingança contra aquele impiedoso assassino. Daria ao assassino uma morte agonizante.

Já Rumiko, olhava as cenas da tela do computador em absoluto silêncio. Mesmo quando assistiu as cenas do espancamento de Wilton, sua face continuou austera e sem expressar qualquer emoção.

Quando acabou de assistir toda a gravação, Jimmy pediu que Issac tentasse obter todas as informações que dispunha sobre o "Anjo Branco", mas, adiantando-se ao pedido de seu parceiro, Issac já tinha uma pasta pronta. Mas, nada tinha de muito concreto:

Jimmy ouviu tudo com atenção e respondeu a Issac dizendo que ele tinha feito um bom trabalho. Quanto ao "esconderijo do Anjo", ele trataria de achar sozinho e pelos seus próprios meios, entre os informantes do submundo do crime. Nem que tivesse que revirar toda cidade de São Paulo, fosse o tempo que fosse, ele acharia o assassino. E aí então, ele o mandaria para o Inferno.

Estranhamente, Rumiko, como se pudesse prever o que estava prestes a acontecer, afirmou para o seu neto que ele encontraria o seu inimigo para enfrenta-lo em combate, mas, o campo de batalha não seria São Paulo, mas "nas terras ancestrais".

Jimmy e Issac ficaram confusos e sem entender o que a velha senhora queria dizer, e quando o seu neto insistiu em que ela lhe fosse mais clara, ela simplesmente, mandou-o "fazer o que precisava fazer, pois logo entenderia tudo". E foi-se embora antes que ele ou Issac fizessem mais alguma pergunta.

Issac exclamou que as vezes os dons premonitórios da Rumiko são de meter medo e que isso sempre o deixa meio que assustado. Jimmy concorda, mas diz que respeito a vontade de sua avó e as "conversas que ela tem com os espíritos ancestrais". Ela é misteriosa assim mesmo, desde que Jimmy se entende por gente.

Fazer o que!?

As lembranças de Jimmy se desfazem e ele novamente se vê no topo de um prédio abandonado, segurando com uma das mãos, o pé do traficante Selmo Lins, vulgo "PAÇOQUINHA". O traficante grita apavorado, olhando para baixo e vendo o chão da rua, há uns 20 andares de altura.

O criminoso sabia, perfeitamente, que bastava que o vigilante abrisse sua mão e o largasse, que o traficante cairia de uma altura de mais de 20 metros para a morte certa. O desespero era incontrolável.

O ninja, por sua vez, não demonstrava comoção pelo criminoso. Com voz fria e ameaçadora, exigia que ele, desse informações sobre o paradeiro do "Anjo Branco". Sabia que o "Paçoquinha" era uma figura que tinha livre acesso entre os criminosos e assassinos em São Paulo. Ele, certamente, deveria saber alguma coisa, dar alguma pista quente sobre o paradeiro do Anjo. Tinha que saber.

Já fazia três dias que ele estava procurando pistas sobre o Anjo e espancado, vários criminosos em busca de informação. Estava cansado, frustrado e, visivelmente, furioso. Se o "Paçoquinha" não dissesse o que ele queria ouvir, seria mais um que mandaria para o hospital, com os ossos quebrados...

Mas, para sua surpresa, o traficante lhe deu uma "pista quente":

Shadow Moon fez um longo silêncio, analisando a informação que acabava de obter:

Conhecia os mafiosos do Clã Takashi e seus negócios sujos! Jogo, prostituição e drogas, em bairros de grande concentração de orientais, na região norte da cidade de São Paulo. Ele mesmo atacou e desbaratou alguns desses negócios, mas nada que abalasse o império criminoso do clã Yakuza. Eles estavam bem situados na "high society" paulistana e Takeshi era considerado um homem de negócios muito bem sucedido no ramo de importação. Mas, por trás disso, ele tinham vários políticos e figuras de destaque da sociedade, "em seus bolsos", com subornos bastante volumosos.

Sim, ele teria motivos e, é claro, dinheiro suficiente para pagar os "serviços" do "Anjo". A pista valia a pena ser checada.

"Paçoquinha" gritava por misericórdia e, finalmente, Shadow Moon, num movimento rápido, puxou-o para o teto novamente, e ele se esborrachou a seus pés.

O traficante soluçando e chorando agradecia por sua vida a Shadow Moon, mas o ninja ainda o olhava com olhar fuzilante, e antes que o traficante pudesse dizer ou falar alguma coisa, Shadow Moon disse:

O traficante se borra de medo. E seu rosto torna-se pálido, quando, sem avisar, Shadow Moon desaparece numa explosão de fumaça.

 

CENA 7:

No residência do "Anjo Branco". Bairro do Morumbi, São Paulo!

Naquele exato momento, do outro lado da cidade, Malachite acaba de se teleportar para dentro de seu apartamento. Apesar de demonstrar um certo cansaço, anunciou com indisfarçável satisfação.

Livre dessa pequena impertinência, Malachite virou-se para o Dr. Átila, que estava sentado numa mesa, próxima, olhando para a tela de um computador.

O médico virou-se para ele, com um sorriso maligno, indicando que ouvira o que ele acabara de dizer ao chegar lá!

Átila estava satisfeitíssimo!

Primeiro, porque estava ansioso por começar a "trabalhar". Ter nas mãos estas tais "Sementes do Nega-verso" significava, não só salvar a vida da Rainha Beryl, como utilizar uma material genético exótico e totalmente diferente de qualquer outro existente em todo o planeta. Um material que, em suas mão "hábeis e geniais" poderia criar novas e mais avançada geração de suas "criaturas genéticas", com poderes inimagináveis. Um novo exército de monstros que, sem dúvida Malachite e a Rainha Beryl iriam necessitar em breve para por em prática seus planos de conquista.

Segundo, por que estava ansioso em utiliza-las para capturar as Sailors, desde que a Yakuza japonesa enviou as informações sobre Sailor Moon, via e-mail!

Ele não parava de examinar as fotos de Serena e suas amigas, obtidas pelos mafiosos japoneses. Achava-as espécimes perfeitas para uma série de experiências de "genética mutante", e ele sabia o quão era difícil arranjar boas cobaias. Lembrava, a todo instante a Malachite do acordo que fizeram, quanto a isso. E Malachite o endossava com um sorriso cruel, pois sabia que um destino horripilante esperava as sailors caso caíssem nas mãos do cientista louco. Sua vingança não poderia ser mais "deliciosamente macabra"...

Já Beryl irritava-se com aquela situação toda. Nos últimos dois dias, ela passou no apartamento de Malachite, deitada num sofá-cama confortável, mas, continuando a sofrer dores horríveis e somente doses de sedativos, ministrados pelo dr. Átila, ocasionalmente, conseguia alivia-la um pouco.

Mas, o seu estado geral não era nada bom. Pelo contrário, piorava a cada hora.

Átila precisava realizar em Beryl sua operação de "mutação genética" o mais breve possível. E, para isso precisaria de uma dessas sementes malignas do Nega-Verso. Essa era a única chance de Beryl de sobreviver, pois essas "sementes" forneceriam o material genético que o dr. Átila necessitaria para a derradeira operação que estava por vir.

Mas, enquanto isso, o tormento de Beryl continuava. As dores atormentavam-na por todo o corpo. E, num momento de raiva, vendo o médico observar extasiado a imagem de Serena na tela do computador, ela dispara um feixe energético destruindo o computador e incinerando vários papeis.

Malachite e Dr. Átila temerosos de contradize-la, fazem silêncio! Àtila apressa-se em ministra-la um tipo de analgésico para as dores.

Vendo sua paciente demonstrar um pouco mais de alívio, Átila aproxima-se de Malachite, que observava sua Rainha deitada no sofá e murmura-lhe:

Subitamente, o telefone toca e Malachite atende. Poucos minutos depois, ele o recoloca no gancho.

E, depois, iria "leiloar" sua cabeça aos chefões da máfia de São Paulo...a quem me pagasse mais...He! He! He! – disse Malachite cruelmente, enquanto deixava a energia maligna de seu corpo emergir e preencher a sala.

Sentindo aquele imenso e poderoso Ki! Átila e o Lunático se calaram. Tinham entendido bem o "recado de Malachite". E não duvidariam mais de seu poder.

Todos olham para QUIMERA.

Durante os últimos dois dias, Quimera, mantivera-se em silêncio, trabalhando a contra gosto como capanga de Malachite, e carregando a maior e mais pesada parte do equipamento do laboratório do Dr. Átila, para o novo esconderijo.

Odiava aquele serviço e odiava Malachite. Se pudesse o mataria sem hesitar, mas ele tinha um poder muito grande e não se deixaria ser pego por ele. E Malachite sabia disso perfeitamente, não era nenhum tolo! Diversas vezes, olhava com frieza e ameaça. Dando a entender para que ele não tentasse desafia-lo, pois as conseqüências seria muito grave para ele. Quimera só podia responder-lhe com um rosnado bestial, de vez em quando.

Mas, naquela hora, ao ouvir a simples menção do nome do seu pior inimigo, Shadow Moon, seu ódio explodiu em um acesso de fúria incontrolável. Nem Malachite e nem ninguém o impediriam de matar o homem que foi o responsável por ele ter perdido sua humanidade e ter se transformado naquele monstro deformado.

Malachite ficou surpreso pelo súbito descontrole de Quimera.

Mas, não chegou até lá.

Malachite se materializou a sua frente e antes que Quimera pudesse fazer, ou dizer algo, Malachite disparou uma rajada energética com uma das mãos atingindo Quimera em cheio.

O monstro foi jogado, violentamente, para trás e acabou caindo num pequeno bar do apartamento, destruindo-o por completo com o seu imenso e pesado corpo.

Malachite se aproximou dele, exalando pelo seu corpo a sua maligna energia, enquanto Quimera tentava se colocar de pé.

O Lunático encolheu-se de medo atrás do Dr. Átila.

Foi a última frase que ele proferiu. Na mesma hora, Malachite disparou uma nova rajada de energia maligna que percorreu todo o corpo de Quimera, causando-lhe uma dor alucinante. O monstro gritou por longos minutos, até que Malachite desfez o encanto e a criatura caiu de joelhos.

Quimera, sem outra opção, depois de experimentar, novamente, o poder de Malachite segurou sua fúria e obedeceu, sem protestar.

Malachite, então aproxima-se do Dr. Átila e do Lunático e lhes diz:

Em seguida vira-se para o Dr. Átila.

Malachite sorriu, cruelmente, e contou sua idéia.

 

 

 

CENA 8:

Numa mansão do condomínio de luxo de AlphaVille, na região nobre de São Paulo.

Há dez minutos atrás, a mansão de Takashi Ueda era uma verdadeira "fortaleza impenetrável", com seus cerca de trinta pistoleiros, fortemente armados, fazendo uma rigorosa vigilância por todo local e com ordens para atirar para matar caso algum invasor ousasse entrar na mansão.

Mas, isso foi, há dez minutos atrás. Bastou apenas esse tempo todo para que Shadow Moon invadisse a mansão, burlasse todos os sistemas de segurança eletrônicos e, colocar fora de combate, um por um, todos os "seguranças" da mansão! Os pistoleiros foram nocauteados de forma rápida e silenciosa, mal tendo tempo de poder entender o que estava acontecendo e nem quem era o seu agressor.

Takashi Ueda, estava imóvel em sua cama, suando frio de medo, enquanto, uma espada de ninja, fria e afiada, estava com a ponta encostada, perigosamente em sua garganta. Ele praguejava aos seus ancestrais por seus seguranças não terem vindo ao seu auxílio, apesar de gritar furiosamente por eles, e, principalmente, por não ter percebido a presença do intruso, em seu quarto, que o acordou de seu sono de forma ameaçadora e abrupta. Já com sua arma afiada, apontada para sua garganta.

Takashi conhecia Shadow Moon. O justiceiro fora-da-lei que já havia atrapalhado os seus negócios, anteriormente, e mandado muito de seus capangas para o hospital ou para a prisão. Mas, jamais imaginaria que ele teria a audácia de invadir sua mansão e ameaça-lo, assim, tão diretamente.

Como resposta de Shadow Moon, o mafioso sentiu a lamina da espada pressionar ainda mais seu pescoço a ponto de faze-lo sangrar um pouco.

Takashi sentiu-se completamente a mercê de seu inimigo e, com os dentes trincados de ódio, perguntou:

O Ninja o olhou com um olhar frio e penetrante, que fez o mafioso suar de medo mais ainda, e numa voz firme e ameaçadora, disse:

Explicou que estava atrás do "Anjo Branco" e queria saber onde era o seu esconderijo, pois "queria acertar umas contas com o assassino". E se Takashi quisesse que a sua cabeça continuasse presa ao seu pescoço, era bom dar a informação que ele procurava.

Então, surpreendentemente, a fisionomia de Takashi mudou completamente. Seu rosto, anteriormente, uma mascara ruiva de raiva misturada ao medo de ser morto, começou a relaxar e, para a surpresa do ninja, o chefão do crime soltou uma enorme gargalhada!

A principio, Shadow Moon não entendeu a reação louca de Takashi e pressionando sua espada no bandido perguntou do que estava rindo! Takashi respondeu num tom de escárnio e desprezo:

Seu grande idiota! Ir atrás do "Anjo" e como ir de encontro a morte certa! Você sequer pode imaginar quão poderoso esse assassino é! Você não é nada comparado aos poderes e a força que ele tem.

Sim, eu sei onde o "Anjo" mora, Shadow Moon! E lhe direi exatamente como chegar lá! He! He! He! E quando você, encontra-lo, com certeza ele vai acabar com você, seu maldito!

Você irá implorar para que ele lhe dê uma morte rápida! Há! Há! Há!

Atrás de sua mascara ninja, os dentes de Shadow Moon cerram-se de raiva e de preocupação, enquanto que Takashi lhe revelava o endereço do "Anjo".

 

CENA 9:

Na cobertura de um luxuosos apart-hotel no Bairro do Morumbi, São Paulo!

Shadow Moon levou uns 15 minutos para escalar o prédio de 20 andares, um dos mais caros e luxuosos, daquela área do bairro do Morumbi. Ele escalava, silenciosamente, com "garras de aço" preso as mãos.

Quando, finalmente, alcançou a cobertura do prédio, subiu o parapeito e guardou as "garras". Puxou a espada e, cuidadosamente, olhou pela janela.

O apartamento estava às escuras e, Shadow Moon, começou a cogitar a possibilidade de seu inimigo já o estar aguardando, alertado previamente por algum informante do submundo. Que aquela escuridão toda e silêncio, não passava de uma "armadilha".

Se fosse, o ninja não iria "decepciona-lo"! Já que não era a primeira vez, que se via prestes a entrar numa situação como essa. E, para isso, nada melhor do que uma "entrada triunfal": Com arma em punho, jogou-se pela janela, arrebentando-a em mil pedaços e rolou pelo chão até o centro da sala, parando e colocando-se, instantaneamente, em posição de combate! Por uns minutos, que pareceram uma eternidade, o ninja esperou um ataque iminente, de todos os lados.

Porém, logo, os seus sentidos não detectaram um único som ou mesmo o "KI" (a energia vital) de qualquer inimigo. Levantou-se com cuidado, ainda aguardando um ataque, que jamais ocorreria.

Quando ficou em pé, em meio ao apartamento as escuras, Shadow Moon havia percebido que o lugar havia sido abandonado. E seu inimigo escapado, junto com seus comparsas.

"Maldição!"- praguejou, embaixo da mascara com os dentes cerrados de raiva. Foi até a um canto da sala e ligou o interruptor.

A luz preencheu todo o apartamento, o que só confirmou a sua suspeita. O local havia sido abandonado. E havia sido há pouco tempo atrás.

Caminhou até os cômodos do apartamento e verificou os armários! Completamente vazios de roupas, uma clara evidência de que o "Anjo" havia viajado e que não regressaria tão cedo. Ou provavelmente, nunca mais, para aquele apartamento, pois já não poderia ser um refugio seguro, já que o ninja o havia descoberto e o "Anjo" deveria saber disso.

Shadow Moon desferiu um soco, de raiva, na porta de um dos armários, partindo-o em pedaços. Ele havia voltado a "estaca zero" e teria que recomeçar sua busca novamente, e isso levaria tempo. A não ser que... houvesse alguma pista , no apartamento, que pudesse de alguma forma indicar aonde eles teriam ido.

Sim! Talvez, ainda tivesse uma chance! Valia a pena investigar.

Voltou para a sala e examinou o local.. As marcas de garras e os moveis destruídos era um claro sinal de que houve uma luta, e não era preciso ser adivinho para saber que isso era obra de QUIMERA. Aquele monstro assassino era uma ameaça ambulante! Ele bem o sabia pois quase não escapou com vida em seu último combate contra a criatura. Felizmente, a sorte havia lhe sorrido e ele derrotou o monstro.

O que teria acontecido? Quimera atacou o "Anjo"? Isso não o surpreenderia, já que o monstro era psicologicamente instável e controla-lo era quase impossível. Mas, de alguma forma esse "Anjo" conseguia exercer algum domínio sobre a fera, pois, apesar da destruição não havia sinais de sangue. O "Anjo" havia controlado a situação.

Realmente, ele era um inimigo a ser levado muito a sério, se conseguira "domar" Quimera, penou, enquanto o seus olhos fitaram por alguns instantes um quadro grande, preso a uma das paredes da sala, retratando algum tipo de animal mitológico, grande e de feições horripilantes, que não soube identificar. Sentiu um estranho mal estar ao olhar a pintura, mas, sua ansiedade em tentar achar alguma pista do paradeiro do "Anjo", o fez ignorar esse estranho pressentimento.

Shadow Moon voltou sua atenção para baixo e continuou observando os destroços pelo chão da sala, até que seus olhos depararam-se, com o que parecia ser restos de um computador.

Sim, era um computador, concluiu ao agachar-se e examina-lo mais de perto. O aparelho estava, totalmente destruído. Com certeza, por algum tipo de "raio energético", pois já tinha visto inimigos atingirem veículos, aparelhos e, até mesmo, civis inocentes. Colocou as mãos sobre o aparelho. Sim! Ele podia ainda sentir a energia residual: extremamente maligna! Parecia algo vindo direto das profundezas do inferno! Será que seu inimigo, de fato, era um agente do sobrenatural? Não era hora de pensar sobre isso. Tinha que verificar mais profundamente o estado do aparelho.

A parte interna, o HARD DISK (HD) do micro, aparentemente, estava muito danificada, mas, talvez, pudesse, de alguma forma ser acessada.

As chances não eram muito favoráveis pelo aspecto com que ficou o micro, mas valia a pena arriscar. Com certeza, esse computador deveria ter em seus bancos de dados, alguma pista do paradeiro atual do "Anjo Branco" e seu. bando.

E de alguma forma, ele iria descobri-la! E sabia muito bem quem poderia ajuda-lo nisso!

Guardou os objetos dentro de sua mochila e estava prestes quando, inesperadamente, o aparelho de TV do apartamento, subitamente, ligou-se sozinho.

Na mesma hora, Shadow Moon colocou-se em posição de alerta e virou-se para a TV. Sua mão estava tocando a bainha da espada, prestes a saca-la a qualquer instante, quando um rosto de um homem claro de longo cabelos brancos apareceu na TV.

Instintivamente, Shadow Moon começou a olhar em todas as direções:

Acredite-me! Nada me daria mais prazer do que acabar com um "super-heroi intrometido" como você! Mas, infelizmente, tenho um assuntos urgentes... e pessoais a tratar fora do Brasil... Uma pena! – disse com um sorriso irônico e provocativo

Malachiete esboçou um cruel sorriso e disse:

Pena que isso não será possível, Shadow Moon! Pois você irá morrer... agora!

Ele se virou para trás, no exato momento que a criatura do quadro de alguma forma, havia ganhado vida, e tentava ataca-lo por trás, enquanto falava com seu inimigo, na TV.

Malachite o havia distraído o suficiente para que ele fosse pego de surpresa que nem um "amador". Idiota! Tinha que ter prestado mais atenção em seu "sentido ninja" naquela hora! Agora, se atracava com um monstro pavoroso com o dobro de seu tamanho e altura. E o pior, com uma força extrema!

Malachite havia planejado aquela armadilha cuidadosamente. E ele caiu nela direitinho.

Enquanto lutava contra o monstro, Malachite continuava a falar:

Shadow Moon e a criatura travavam um feroz e violento combate, que foi ouvido por todos os moradores do prédio. Alguns moradores saíram de seus apartamentos tentando descobrir o que acontecia.

Basta apenas que você saiba que pus um outro feitiço, para libertar o monstro, no instante que você estivesse vendo esta transmissão de TV! E de costa para o quadro, é claro!

Eu estava monitorando você, desde o momento que entrou pela janela, ninja! Sabia quando você estaria a minha mercê, idiota! Há! Há! Há! – gabou-se Malachite rindo trinfalmente. – Agora o meu "bichinho" irá devora-lo vivo! Há! Há! Há! E vou me "deleitar" assistindo você ser trucidado, via satélite! Há! Há! Há!

O monstro, num determinado instante, disparou raios pela boca. Shadow Moon conseguiu se esquivar, mas o raio explodiu parte do chão. O buraco que se abriu, fez os moradores de baixo verem o que acontecia.

Um dos moradores, assustado, quebrou o vidro de alarme de incêndio e o fez soar alto por todo o prédio. Em seguida, como os seus demais vizinhos, desceu desesperado e em pânico pelas escadas, até sair para fora do prédio!

Então, Shadow Moon mentalizou o seu KÍ fazendo sua energia de luta se manifestar por completo. E contra-atacou de maneira violenta e decisiva.

Unido as técnicas ninjas da CHUVA TEMPESTUOSA & MAGMA, Shadow Moon disparou uma serie de golpes energéticos, com suas mãos e golpeou a criatura, com força incrível, usando varias técnicas de Karatê e Kêmpo.

O Monstro não fora páreo para ele, e logo, sucumbiu a superioridade marcial e de poderes de Shadow Moon.

Malachite que, anteriormente, estava seguro com o desfecho final daquela luta, mudou rapidamente sua fisionomia: De confiança e arrogância, exibida desde o inicio do combate, agora mostrava uma certa surpresa e incredulidade.

A espada canalizou o clímax do poder espiritual invocado por Shadow Moon e começou a emitir uma chama de cor branca em torno de sua lâmina. Levantou por sobre a cabeça e gritou com todos os pulmões:

A Espada de Prata cortou o monstro em dois golpes consecutivos e rápidos: Da cabeça pra baixo e no meio do peito!

Foi o fim!

O Monstro saltou um rugido quase sem forças e seu corpo se estremeceu . Em seguida tombou para trás. Ao tocar no chão, o monstro explodiu violentamente.

Shadow Moon vencera.

Malchite não podia aceitar ou mesmo acreditar que o seu plano tinha falhado. Era a primeira vez, que uma de suas vítimas sobrevivia!

Cerrou os dentes de raiva olhou furioso para Shadow Moon, que agora virava-se novamente para a TV e encarava, novamente o seu inimigo, de maneira desafiadora.

Vou encontra-lo, "Anjo"! Não existe lugar algum no mundo inteiro onde você possa se esconder de mim! E quando pega-lo....

Malachite sorriu! Como se estivesse preparando um de seus truques.

Isso, é claro, se sobreviver ao meu "último presente" que deixei para você... He! He!

Malachite pegou um tipo de controle remoto e preparando-se para acionar um de seus botões , disse:

Portanto, queime no Inferno Shadow Moon!!! Há! Há! Há!

Shadow Moon mal ouviu a última frase, pois, no instante que viu o controle remoto nas mãos de Malachite, reconheceu-o como um detonador acionado por rádio. E sabia o que estava prestes a acontecer.

Usando toda a sua agilidade e rapidez obtida em seus árduos treinamentos ninjas, correu pela sala, o mais rápido possível e, com um salto, atravessou, sem hesitar, a janela por onde havia entrado, no exato instante que Malachite acionou o botão!

Uma violenta explosão destruiu todo o apartamento de cobertura de Malachite, que se transformou num inferno em chamas.

Logo o fogo se espalhou para outros andares do prédio, chegando a arder na metade dele, até que os bombeiros chegassem, para debela-lo. Isso levaria umas duas horas depois.

Felizmente, Shadow Moon havia escapado. Alcançando o prédio vizinho graças a uma corda, de seu equipamento ninja, embutido em uma de suas luvas, que se prendeu a parede do outro prédio durante seu mergulho ao chão!

Shadow Moon olhou para baixo! E viu que os moradores, todos sem exceção, haviam saído do prédio, antes dessa tragédia final e que nenhum inocente havia morrido no incêndio. Agradecia aos céus por isso!

Mas, o "Anjo" havia lhe escapado! E ele se encontrava, mais uma vez, na "estaca zero"!

A única coisa que sabia era que o "Anjo", como ele próprio dissera, estava fora do Brasil. Isso fazia sentido, pois além da grande quantidade de roupas que havia levado, aquele detonador, era um aparelho muito sofisticado, só usado para ser acionado a longa distância, com emissão de rádio via-satélite.

Podia ter acionado o detonador em qualquer parte do mundo. Mas, onde?

E que papo era aquele de "ter que eliminar a pessoa que mais odiava nessa vida" que mencionou pela TV? Quem era essa pessoa? E por que Malachite a odiava tanto para levar o assunto ao lado pessoal? Ele que agia profissionalmente, sempre?

As respostas a todas essas perguntas, sabia Shadow Moon, talvez estivessem nesse HARD DISK que guardara.

E somente uma pessoa seria capaz de desvendar o que eles continham...

 

CENA 10:

No esconderijo de Shadow Moon! Uma hora depois!

Issac examinou o HARD DISK (HD) que Shadow Moon havia trazido e seus prognósticos eram os piores possíveis: Fiação queimada, chips derretidos, peças amassadas; mas, que talvez, conseguisse recuperar algum tipo de dado. As chances eram ínfimas!

Shadow Moon insistiu para que o amigo fizesse o possível! Que ele era o único capaz de fazer isso! Issac sorriu:

Issac colocou uma fiação e a conecta com cuidado no HD. Em seguida, foi ao centro de comando de EINTEIN e digitou o programa de "varredura".

O super computador agiu de imediato e em poucos segundos, surgiram umas três imagens "embaçadas" na gigantesca tela!

Shadow Moon diz que não a problema e pede que o faça. E Issac atende o pedido de seu amigo.

O programa começou a rodar e, por quase duas horas, os dois amigos ficaram estáticos diante a tela de computador esperando que as imagens se tornassem bastante nítidas. Até que finalmente se formou uma imagem clara e limpa na tela:

Eram três fotos, tiradas de diversos ângulos, e em close de uma garota de uns 15 ou 17 anos, de tranças e vestindo roupa de marinheiro. No canto das fotos, havia uma pequena numeração, que Issac logo explicou ser a data e horário que as fotos foram tiradas. Logo, o gênio do computador explicou que isso era muito comum aparecer em fotos digitais!

Se isso era verdade, as fotos foram tiradas, ontem! E não precisava ser nenhum gênio para saber de onde vieram essas fotos: Japão! Mais precisamente, em Tókyo, já que podia se ver, ao fundo de uma das fotos, a imagem minúscula, da Torre de Tókyo quase que claramente.

Issac ficou intrigado, por que a imagem de uma estudante colegial japonesa estaria fazendo, no banco de dados, do computador de um perigoso assassino.

Imediatamente, assustou-se com sua própria conclusão! Quase incrédulo disse que ela seria a "próxima vitima" mencionada pelo próprio Malachite, segundo o próprio Shadow Moon havia lhe contado.

Shadow Moon já havia concluído isso, bem antes que seu amigo faze-lo, pois conhecia o procedimento dos assassinos e a maneira com o que o "alvo" fora fotografado. Ele já havia visto esse tipo de foto antes. Um trabalho ao estilo YAKUZA. A garota, seja lá quem fosse, estava marcada para morrer.

Pela data que foram tiradas e pelo estado do apartamento, Shadow Moon concluiu que o "Anjo" deveria ter partido aquela noite mesmo. Talvez, algumas horas antes dele chegar ao apartamento!

Agora só poderia ir a seu encalço, no próximo vôo que partisse amanhã para o Japão.

Mas, chegando lá, para onde iria? Como encontraria essa menina, o "alvo", numa cidade, com milhões de habitantes, como era Tokyo?

Pediu a Issac para ver se poderia entrar na Internet e acessar os bancos de dados dos colégios de Tokyo e arredores, para descobrir quem era e onde estudava essa menina.

Issac fez uma de suas piadas e disse que não havia problema! Pegou a melhor imagem do rosto da estudante, fez que EINSTEIN o analisa-se, detalhadamente, e o procurasse na Internet, nos bancos de dados escolares .

Em segundos, uma imagem nova da estudante apareceu, no canto da tela e do outro lado lia-se toda a sua ficha pessoal!

Havia mais algumas informações, mas nada muito importante, quanto o nome do alvo, onde morava e onde estudava.

Ótimo! Agora sabia onde o "alvo" se encontrava! Mas, conseguiria chegar ao Japão a tempo de deter o "Anjo"? Sua única chance de encontra-lo era essa garota, que, por alguma razão que ele desconhecia (e, sinceramente, pouco estava ligando naquele momento) havia sido marcada para morrer! Seu tempo de vida estava contado!

Tinha que partir, e logo para o Japão!

Pediu que Issac acessasse os horários dos próximos vôos que sairiam de São Paulo para o Japão, mas, antes que seu parceiro pudesse apertar as teclas do computador, um voz fria e autoritária disse:

Sem esperar que houvesse alguma resposta dor parte dos dois jovens, ela se retirou.

Os dois foram pegos de surpresa. Como ela sabia que precisariam ir ao Japão para caçar o "Anjo", se só obtiveram essa informação, naquele instante?

Então ele e Issac se lembraram do que a velha senhora havia lhes dito, três dias atrás, quando assistiram o vídeo do ataque ao Carandiru 5: Que ele encontraria o seu inimigo para enfrenta-lo em combate, mas, não em São Paulo, mas "nas terras ancestrais". De onde seus antepassados vieram: JAPÃO!

Agora fazia sentido aquela estranha afirmação daquele dia. Mas, ainda faltava saber: como ele sabia? E por que não lhe disse isso antes?

Já fazia alguns anos que eles todos se conheciam, mas, até hoje, ele não conseguia esconder o seu espanto ante as capacidades psíquicas e mediúnicas daquela velha senhora. Suas previsões ainda lhe davam certo calafrio, especialmente, por que eram, quase sempre infalíveis.

Sem mais o que dizer, os dois trataram de preparar suas coisas para viagem.

 

CENA 11:

Nos aposentos de Rumiko. Minutos depois.

A velha senhora estava ajoelhada diante do pequeno santuário xintó. Como sempre, ela estava rezando, com um rosário budista, entre as mãos espalmadas. Repetia os mantras, varias vezes, em voz baixa.

Mas, ela já tinha percebido a presença de seu neto, em seu quarto, ajoelhado, atrás dela, esperando para lhe falar.

Ao acabar de rezar, baixou as mãos e virou-se para ele.

Ouve um momento de silêncio entre os dois e quando Jimmy ia formular a pergunta ela, logo lhe cortou.

Disse que sabia o que ele queria lhe perguntar e disse apenas que os "espíritos ancestrais" haviam lhe contado que ele enfrentaria o seu inimigo no Japão. Que a luta que o aguardava seria árdua e terrível. A mais mortal de todas que ele já tinha enfrentado até hoje. Que ele precisaria se prepara em corpo, mente e alma para a batalha que estaria por vir.

Jimmy ficou em silêncio! Pelo tom de voz seco de sua voz, sabia que deveria levar esse aviso a sério! Ela não dizia, mas pela sua maneira de falar, podia entender que os "espíritos ancestrais" estavam claramente avisando-lhe, através de sua voz, que ele poderia, de fato, morrer, desta vez!

Ele não temia a morte! Se isso lhe acontecesse, seria o destino, e ele não iria maldizer sua sorte se isso lhe acontecesse. Mas, se fosse para morrer, custe o que custasse, levaria o maldito "Anjo" para o inferno, junto com ele.

Ele já ia se levantar quando sua avó fez sinal para que ele se detivesse. Jimmy permaneceu sentado enquanto Rumiko dirigiu-se ao seu pequeno santuário, e, de uma gaveta secreta, tirou uma adaga. Era uma arma pequena, mas de lamina longa e afiada. Tinha algumas jóias incrustadas no cabo e o desenho de uma lua crescente na ponta. Era uma bela arma, que ele jamais tinha visto em toda a sua vida.

Jogando a adaga as mãos de Jimmy, inesperadamente. Ele o pegou no ato.

Jimmy ficou confuso com tudo aquilo. Não entendia o que essa peça, que deveria ter séculos de existência, tinha que ver com a sua caçada ao "Anjo". E quem era essa pessoa que ele deveria devolver a adaga?

"Você saberá no momento certo! Agora saia! Quero ficar sozinha agora!" – respondeu secamente Rumiko, ao mesmo tempo que dava-lhe as costas e retornava a sua meditação.

Tudo que a sua avó poderia lhe dizer, já havia sido dito. Jimmy odiava aquelas charadas sem sentido, mas, sabia que não conseguiria arrancar mais nada de sua avó. Mais confuso ainda, do que quando entrou, Jimmy deu os ombros e saiu do quarto, indo prepara suas coisas para a viagem ao Japão...e a batalha que se aproximava.

Minutos depois, um vento suave entrou pelo quarto de Rumiko e ela parou seus mantras. Sentiu a presença de uma forma espectral e impassível, virou-se para encara-la! A forma era de uma bela mulher de roupas de seda dourada, de porte real, e com os cabelos claros e longos, amarados como "Maria Chiquinha".

As duas se olharam, frente a frente, e, finalmente, Rumiko lhe disse:

A presença espectral balançou a cabeça, afirmativamente e, depois, como apareceu, simplesmente, sumiu!

Fim da Parte 4

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