SAILOR MOON V: Shadowmoon

AUTORES- MISTER BLUE E WLAD

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Site: http://wladv.cjb.net/

JANEIRO 2001

 

CAPÍTULO 2- O ANJO BRANCO

 

Num dia chuvoso, no hotel de terceira categoria, no subúrbio de São Paulo, está hospedado num dos quartos um homem de olhos inquietos e assustados, sentado com o calcanhar insistindo num bater de pé desritimado que expõe a ansiedade que lhe domina.

A testemunha tem os nervos à flor da pele:

Silvino não demonstra confiar neles e nada responde.

Na saleta do hotel, três policiais jogam cartas sobre uma pequena mesa redonda, de madeira.

Já o outro está sonolento, jogado sobre um sofá velho, assistindo a TV mal sintonizada, disponível naquele lugar.

O noticiário apresenta a prisão do Flora Maligna e a libertação da Primeira Dama.

Isto provoca um comentário do telespectador:

Dentro do quarto, o policial destampa uma garrafa plástica e reclama:

Porém do lado de fora do pequeno prédio do hotel de fachada descascada, os policiais vêem um homem alto, vestido com um terno claro, usando um chapéu de larga aba, cabelos longos presos aproximar-se.

Nada suspeito chama a atenção. Apenas que o homem parece ser fino demais para procurar um hotel desse nível.

Nenhuma das autoridades, porém, dá algum palpite sobre a decisão do desconhecido.

O elegante homem posta-se bem à frente da porta do hotel e olha para cima, em direção às janelas.

Um dos policiais em frente ao hotel surpreende-se:

O policial aproxima-se, apontando sua arma e vai andando ao redor dele, observando-o:

O policial faz uma expressão dura:

O homem responde com ar cínico:

Os policiais da viatura e os outros que estão lá fora cercam o homem.

No andar onde Silvino está escoltado, os responsáveis por sua segurança nem estão tomando conhecimento do que está acontecendo lá fora, até que um som alto e grave e um forte brilho aparece na janela .

Ele aproxima-se para olhar pela janela e vê os seus companheiros de equipe caídos na calçada.

Os outros policiais já ficam em alerta, todos empunhando suas armas.

Contudo um só deles fica à porta do elevador, pela qual, calmamente o bandido chega, com ar cínico no semblante.

O policial que o vê pergunta, nervoso:

Quando o homem de terno claro põe o pé no piso do andar, sem a menor preocupação, o policial assustado dispara um tiro em seu rosto e ele cai de costas no chão.

Surpreso com o seu feito, o policial aproxima-se para observar o tal Anjo Branco, assassino que nunca falha, e estranhamente não vê nenhum ferimento no seu rosto, onde pensava o ter atingido.

De súbito os olhos do anjo se abrem e ele fala com o atônito policial, segurando entre os dentes a bala que havia sido disparada contra ele.

O policial fica estupefato.

O bandido segura a bala, e, levantando-se, dá um tapa no peito do outro, cravando a munição em seu tórax, fazendo-o cair em dores.

Os outros responsáveis pela segurança de Silvino chegam, neste momento contra o Anjo.

Dentro do quarto com a chave da porta virada, Silvino não sabe o que fazer. Sabe que para o Anjo a porta significa o mesmo que uma folha de cartolina, e o único policial que estava com ele saiu para enfrentar o provavelmente seu último criminoso.

Ouve os gritos agoniados dos policiais e, impressionado, aproxima-se para olhar pelo buraco da fechadura.

Neste momento a porta abre-se, violentamente, pois o corpo de um policial fôra arremessado contra ela.

Silvino mantém-se estático, olhando estupefato o homem ensangüentado no chão, mas seu coração palpita bem mais temeroso quando o Anjo entra no aposento.

A testemunha começa a suar frio, inclusive porque agora tornara-se a testemunha da morte dos policiais também.

O outro sorri, com cinismo:

- Lamento; fui pago para isso.

O desesperado homem corre para a janela.

O Anjo surpreende-se.

Silvino rompe a vidraça com seu corpo, esperando encontrar a morte, mas não achá-la nas mãos desse homem.

Contudo, logo quando inicia-se sua queda para o fim, seu pé é agarrado velozmente pelo assassino, ficando, assim com seu corpo dependurado.

O Anjo o puxa de volta ao quarto de hotel, e, com sua força descomunal o arremessa para a sala onde agora estão somente os cadáveres dos policiais.

Silvino cai sobre um deles e arrepiado de medo e cheio de dores, tenta arrastar-se para sair, quando é agarrado pelo pescoço e levantado até seus pés ficarem no ar, pela mão do assassino, que lhe vai apertando a garganta, a fim de o estrangular.

Junto a eles está a TV, novamente exibindo uma reportagem da prisão de Flora Maligna.

O fato tornara-se muito importante.

A câmera mostra em close o rosto deprimido da mulher vegetal.

Silvino sente que a pressão sob seu pescoço diminui, olha para o Anjo, que tem uma expressão atônita, olhando fixamente para a tela da TV.

O Anjo Branco sente algo, como se uma avalanche de memórias tomassem conta de sua mente, ao olhar aquela mulher sendo encaminhada para o interior da impenetrável muralha do Complexo Penitenciário.

Silvino é, repentinamente, largado no chão.

Silvino, totalmente ferido, tenta engatinhar para fora; olha e vê a porta aberta.

O Anjo retira um telefone celular do bolso e liga-o, logo falando:

Uma voz ríspida o responde:

Enquanto isso, o esforçado Silvino já está no corredor e conseguindo manter-se de pé por uns segundos, ele toca o botão do elevador, afobadamente, e logo este chega.

Silvino chega ao térreo e sai praticamente arrastando-se para fora do prédio.

Um carro que passa ali próximo, pára ao ver o homem ferido e o motorista pergunta:

No andar onde Silvino se encontrava preso, o "cliente" pergunta ao Anjo:

Neste ínterim, o carro que havia socorrido Silvino acabara de partir.

O motorista, com muita atenção na estrada comenta:

O carro dá um rápido balanço e um som de pancada é ouvido.

Silvino demora a responder.

O motorista olha para o lado e vê a testemunha com sangue escorrendo-lhe da boca, com um guarda-chuva atravessado em seu abdome o qual está varando a poltrona e há um furo na lataria do porta malas.

Silvino está morto.

No hotel o Anjo está na janela ainda com o braço na posição em que havia lançado o guarda-chuva, e fala ao celular:

O homem de terno claro diz:

O antigo integrante do Negaverso desliga o aparelho e, cerrando o punho, pragueja:

Parte ele, então, calmamente, para fora do hotel.

No dia seguinte, caminhando nas perfeitas calçadas da cidade, Amy, Lita e Serena vão em direção do colégio, quando Lita pára à frente de uma loja de eletrodomésticos e diz vendo os aparelhos de tv ligados:

As outras também param para rever as cenas e Serena comenta, invejando:

Amy diz:

Serena:

Lita:

Alegremente, quase dando saltinhos a cada passo, chega Mina, carregando uma pasta.

Lita:

Serena curiosa, olhando a pasta:

Mina percebe que se trata da pasta:

Serena fica vermelha de raiva e bronqueia:

Mina assustada, abraçada à pasta:

Amy:

Mina:

Amy:

Serena se escandalizando:

Lita olha para Serena e a repreende:

Pouco depois Serena corre a toda velocidade pelo corredor para sua sala, pensando.

Ela abre, aos poucos, a porta, quando percebe que na sala de aula todos têm jornais e revistas falando sobre Shadow Moon, e a conversa rola solta.

Comentários são ouvidos.

Apesar de não gostar do que havia visto, Serena percebe que a professora está entretida com alguns alunos, que lhe mostram algumas fotos do resgate.

Cautelosamente a Sailor caminha em direção da sua carteira para que a professora não perceba seu atraso.

Serena abaixa a cabeça, triste.

A caminho da sala de computadores, Amy passa pelo hall principal do Colégio, onde num imenso painel, com a classificação dos alunos que tiraram as melhores notas , ela sorri timidamente, ao conferir que mais uma vez, fora a primeira colocada.

Em seguida se afasta, continuando a dirigir-se à sala dos computadores, sem notar que num dos corredores, uma estudante a olha com um misto de raiva e desprezo.

A garota olha para outras duas que estão à certa distância recostadas à parede. Ao perceberem o sinal, meneiam a cabeça e sorriem, maldosamente.

Logo Amy está no laboratório de informática.

Observa, atentamente, o site acessado na Internet e clica o mouse, dando o comando de impressão.

Ela havia achado material sobre o misterioso ninja que surgira no Brasil, o qual agora está saindo nas folhas da impressora.

Inesperadamente, entra na sala a garota que a observara lá fora, com suas duas comparsas.

Amy percebe e fala para si mesma:

A garota com ar de superioridade aproxima-se e diz:

A menina mal encarada observa que Amy tenta , discretamente, esconder os papéis:

Sayaka:

Amy:

Sayaka, encarando-a:

As três garotas mau caráter riem da pobre estudante.

Amy levantando-se, completa, aborrecida:

Sayaka fica irritada:

Sayaka tenta agora puxar as folhas das mãos de Amy.

A Sailor esforça-se, pois Sayaka é mais forte que ela.

Os papéis começam a se amassar.

Sayaka, surpresa, solta as folhas; dizendo irada:

Lita, com olhar fuzilante:

Sayaka e suas comparsas, por conhecerem a força da garota, resolvem ir embora a contragosto, deixando as Sailors sós na sala.

Lita pergunta à Amiga:

Amy:

Lita:

Amy:

Lita meio contrariada:

As duas Amigas vão caminhando pela rua em direção a lanchonete. Lita ainda está irritada com a discussão que teve a pouco com o trio de encrenqueiras e não se conforma de não ter "amassado a cara" de Sayaka:

Lita soca a palma das mãos, imaginando que está esmurrando o rosto de Sayaka. Range os dentes por alguns instantes e, depois, vira-se para Amy. Então percebe que a garota está com um ar tristonho e vago. Estava claro, que algo não estava bem e, preocupada, Lita pergunta a Amiga:

Amy fica sem jeito, mas, hesita em abrir a boca. Lita a pressiona:

Amy por fim se abre. Sua voz é triste e melancólica:

Lita arregala os olhos mal acreditando no que acabou de ouvir. Para ela, essa foi a pergunta mais tola que jamais havia escutado. Ainda mais, vindo da garota que considera a mais ajuizada de todas as suas companheiras de luta. Até mais que ela. Talvez, por isso, ela não controla suas palavras a responder num misto de incredulidade e irritação:

Há um breve momento de silêncio, entre as duas, enquanto se entre olham. Então, Lita lhe fala com dureza no tom de voz :

Hoje, você é uma guerreira muito mais forte e experiente, do que quando se tornou SAILOR MERCURY pela primeira vez.... Muito mais forte!

Lita?! – balbucia Amy, emocionada! As palavras de encorajamento de sua amiga enchem de emoção o seu coração.

Emocionada pelas palavras de carinho e de encorajamento, Amy abaixa a cabeça, num misto de emoção e de vergonha, por ter deixado a falta de confiança em si mesmo, abate-la daquela maneira. Com certa dificuldade, ela diz:

Amy sorri, timidamente, mas, ainda sente-se incomodada com esse assunto:

Amy balança a cabeça afirmativamente, ao mesmo tempo que escuta vozes de discussão se aproximando, rua acima. Logo, ela e Lita vêem Serena, Rini e Darrien caminhando em sua direção.

A cena é cômica! Serena e Rini estão de mãos dadas com Darrien discutindo entre si, como sempre, de quem ele gosta mais. E puxando-o cada uma para si, como se fosse um "cabo de guerra". Darrien está com o rosto vermelho de tanta vergonha de ser o centro de um disputa tão infantil.

Amy e Lita não conseguem disfarçar uma risada de ver uma cena tão cômica!

Serena e Rini mal percebem a chegada de Amy e Lita até que elas as cumprimentam e tentam acalmar a discussão entre as duas.

Mais tarde, na lanchonete, o grupo de amigos está todo reunido em uma das mesas dos clientes. Serena e Rini devoram vorazmente os seus doces e sorvetes, o que deixa todos vermelhos de vergonha.

Mas, apesar disso, todas as Sailors e, inclusive Darrien, se mostram ansiosos para saber o que Amy descobriu a respeito de SHADOWMOON:

Há um breve momento de silêncio! Como se todos a mesa, pudessem sentir o quanto a questão parecia importante e ao mesmo tempo delicada. Serena é a primeira a apoiara a pergunta:

Entretanto, a situação mudou drasticamente, quando o Brasil sofreu um golpe militar em 1964, e o regime democrático, que até então governava o País, foi substituído por uma ditadura militar cruel e extremamente violenta. Esse novo regime, caçou, prendeu, torturou e matou milhares de pessoas que se opuseram ao novo regime militar. Entre eles, muitos dos chamados super-herois que se rebelaram contra o novo governo! Por causa disso, a ditadura militar colocou os super heróis brasileiros como se fossem "subversivos" ou "foras das leis", que deveriam ser detidos a qualquer preço. Eles foram caçados e executados pelas autoridades militares ao longo do período ditatorial brasileiro, de 1964 a 1977.

O novo regime político brasileiro, aboliu varias leis "anti-democráticas" do antigo regime, com a exceção das leis que coibiam as ações dos "super-herois"...

Darriem suspira.

Amy não sabia explicar a estranha sensação que teve naquele momento, ao ouvir as palavras de Serena! Só que algo dentro dela lhe avisava que, não demoraria muito para que o seu caminho e de suas amigas cruzassem o de Shadowmoon...

 

CONTINUA...

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