SAILOR MOON V: SHADOWMOON
Capitulo 10: CILADA SOMBRIA
CENA 1:
Nos arredores do parque, perto do Templo Xintoísta. Vinte minutos atrás.
Shadow Moon, estacionou sua moto, numa pequena ruela, do outro lado do parque.
Agiu desta maneira, discreta e silenciosa, pois captava uma grande emanação de KÍs malignos, vindo do outro extremo do parque. Muito próximos ao Templo Xintoísta, onde o seu "alvo" deveria estar, em algum lugar, em pânico e escondida. Pelo menos, ele esperava e torcia para isso.
Como prometera a Issac, conseguira fazer a sua moto "Flecha de Prata" fazer o trajeto do bairro onde o seu "alvo" morava até o mais próximo possível do templo, num tempo bem menor do que, a principio, Issac calculara no computador.
Acionou o sistemas de segurança e camuflagem da sua moto e, em seguida, de forma ágil e furtiva, começou a correr a toda velocidade, cruzando, como uma flecha, aquele parque.
E, enquanto corria, mais e mais sentia aquela energia impura e maligna impregnando aquela área como se fosse um praga. Seu corpo sentia-se em polvorosa diante de um mal tão palpável e aterrador. E seu "espírito guerreiro" gritava para entrar em combate contra o inimigo, naquele exato instante.
Mas ele era um Ninja! O mestre de todas as artes marciais e senhor absoluto de si mesmo! Não se deixaria perder-se novamente, por sua emoções descontroladas e sentimentos de vingança que, de alguma forma, pudessem lhe "nublar" a sua razão e perturbar o seu equilíbrio interno de "corpo, mente e espírito".
Apesar de sentir, o Ki, do seu odioso inimigo, o ANJO BRANCO e seus asseclas tão próximo, Shadow Moon manteve seu auto-controle com uma força de vontade ferrenha.
Ele agiria de acordo com um ninja do altíssimo grau que era. Custe o que custasse!
Por isso, a primeira coisa que deveria fazer, era se aproximar, discreta e silenciosamente, o mais perto possível do "campo de batalha" . Na rua de acesso do outro lado daquele parque.
E verificar em que pé estava a situação da luta entre seus inimigos e essas tais "Sailors". E, também , saber, o maior numero de informações sobre seus inimigos e de que maneira, disponibilizaram suas forças para ataca-las.
Somente depois, de levantar tudo isso, elaboraria a melhor estratégia de ação para atacar e, finalmente, executar sua vingança contra o "Anjo".
Por isso, fique atento ao monitor, enquanto eu subo, Base Comando!
A comunicação de rádio silenciou-se e Shadow Moon novamente, concentrou-se, no muro a sua frente. Cruzou os dedos na mão e invocou com seu KÍ o VENTO e a INVISIBILIDADE.
Separou as mãos, em seguida, quando sentiu essas forças "ativadas" dentro de si.
Olhou o muro de pedra a sua frente com determinação furiosa e, sem emitir um único som, saltou, como um felino, uma altura equivalente a dez metros (o dobro do tamanho do Muro) e pousou, silenciosamente, sobre a borda dele.
Agachou-se e camuflou-se entre as sombras, de prédios vizinhos, que projetavam-se, no ponto que ele estava.
Ótimo! Com o seu Ki "disfarçado", graças a técnica de INVISIBILIDADE, e aquelas sombras cobrindo o seu corpo, seus inimigos, não iriam detectar sua presença... até ser tarde demais.
Aquele lugar, demonstrou para Shadow Moon ser um ponto de observação privilegiado. De lá, ele tinha uma visão ampla e concreta de toda aquela rua a sua frente.
Pena que a visão a sua frente, era, na melhor das hipóteses, calamitosa.
Novamente, de forma súbita e, completamente, descontrolada, imagens do que parecia ser lembranças de um sonho, começaram a transbordar em sua mente: Uma mulher idêntica a Sailor Mercury aparecia em todas as cenas que lhe vinham a mente, num rápido "flash back", num outro lugar, num lugar muito diferente do que aquele...
Logo abaixo, a poucos metros de distância, onde Shadow Moon estava, Quimera, juntamente, com alguns aracnóides, montava guarda próximo a saída da rua, com alguns soldados monstros. A criatura pareceu ter ouvido um som de um grunhido de animal, vindo do alto, e voltou, sua cabeça para cima, para olhar de onde viera aquele som.
O sangue de Issac gelou ao ver a cabeça do monstro brasileiro virar em direção de onde o ninja estava e ficou mudo pelo susto.
Felizmente, Shadow Moon estava mais adaptado a esses ataques mentais do que antes, e recobrou seu auto-controle, segundos depois. E, imediatamente, encolheu-se para dentro das sombras.
Quimera olhou bem na sua direção, mas o monstro não conseguiu enxergar ou distinguir nada. Somente sombras.
Em seguida, rosnou, e voltou, novamente a sua atenção, para a discussão da garota de uniforme azul e seu mestre.
Shadow Moon ficou em silêncio. Ele conseguira "ler" algumas das palavras proferidas pelo "Anjo" e pela mulher de longos cabelos vermelhos e compridos ao lado dele. E seus dentes cerraram-se, em fúria, com o que conseguira "ler"...
Súbito as sailors imobilizadas no chão começaram a gritar para a garota de azul, que demonstrava estar num dilema angustiante. Tão desesperador, quanto a garota daquela tarde...
Então, Shadow Moon contou a Issac o que conseguiu ler nos lábios de seu inimigo: sobre o tal jogo de vida e morte que o "Anjo" e a "bruxa", ao lado dele, estavam propondo a garota, chamada Sailor Mercury.
E, de como ela deveria sacrificar, a vida de suas amigas e companheiras, para tentar salvar as pessoas cativas por Quimera., logo abaixo onde ele estava.
Shadow Moon mal terminara de relatar tudo que "lia" para Issac, quando viu Sailor Mercury pular do carro e correr em direção a onde Quimera e seus soldados monstros estavam.
"A garota já fez sua escolha!", concluiu, em pensamento, enquanto a via correr em direção de Quimera, acompanhada de dois felinos.
Sua cabeça dói um pouco, mas, mesmo assim, ele levou a mão para uma de suas armas. Prestes a entrar em ação.
Mas, por alguma razão inexplicável, em seu íntimo, nada fez. Permaneceu quieto no seu "esconderijo", analisando seus oponentes e elaborando uma estratégia mais concreta de ação e de luta, conforme seu plano original..
Issac protestou ainda mais desesperado, quando viu as mãos monstruosas surgirem do chão tentando agarra-la. Mas, logo em seguida, vibrou de alegria e entusiasmo, quando assistiu Sailor Mercury, demonstrando muita perspicácia e senso de estratégia, desferir seu poder de ataque, congelando as mãos e toda a rua.
Em seguida, viu como ela, aproveitando-se do ambiente criado, utilizou, sabiamente, suas habilidades e "deslizou" pelo gelo, derrubando os monstros que tentaram detê-la e indo em direção, reto contra Quimera.
Shadow Moon quase pensou em intervir, mas, novamente, seus instintos diziam-lhe para confiar nas habilidades da moça e não interferir. E foi o que fez, apesar dos protestos desesperados de Issac, ao ver Quimera, prestes a golpe-a-la com suas garras.
Shadow Moon juntou as palmas de suas mãos e, instintivamente, cruzou seus dedos.
Fechou seus olhos e mergulhou profundamente em seu ser, preparando-se tanto física, psicológica e, principalmente, espiritualmente, para a batalha que se aproximava. Sabia que o momento da ação decisiva, seria levada a cabo por ele, a qualquer momento, mas, seu "Espírito Guerreiro" deveria assimilar bem as informações que ele apurou e do que viu. Ou melhor dizendo, "sentir o campo de batalha" que estava prestes a adentrar-se. Somente quando isso fosse concretizado, da maneira correta, a estratégia de ação para o combate viria, naturalmente, a sua mente.
Então o seu corpo saberia como agir e quais as suas técnicas secretas ninjas, seriam mais adequadas.
Apesar, de estar mergulhado em uma profunda meditação, naquele momento, Shadow Moon, não estava ausente com o que se passava ao seu redor. Mais , precisamente, alguns metros abaixo dele:
Podia ouvir a sailor guerreira conversar com os gatos que estavam com ela, enquanto socorria a "guerreira mirim". E, como a tal Sailor Mercury, levou a garota até um carro próximo, onde sentia o KÍ fraco de uma outra criança. Um pouco mais velha, talvez...
Isso era duas coisa que Shadow Moon odiava:
Crianças, mesmo que fossem super-poderosas, em zona de risco e combate. Isso não era nenhuma brincadeira, mas, sim, um cruel um jogo de vida e morte! Eles não deveriam entrar em ação, antes que tivessem a idade certa. Ou o devido tempo de treinamento, como ele teve...
Outra coisa, é ter que lidar com animais ou criaturas mágicas falantes. Nunca podia ter certeza de que lado estavam. Ou o que pensavam, realmente! Ele e Issac tiveram algumas experiências "não muito auspiciosas", neste terreno, quando lutou com uma ANACONDA MUTANTE, no rio Amazonas, em resposta a um pedido de socorro, feito a eles por um "Boto cor-de-rosa" falante.
A criatura marinha, apesar do seu aspecto, aparentemente amigável, se mostrou, não muito agradecida, depois que seu "problema" foi resolvido pelo ninja. Bicho trapaceiro!
Mas, isso é uma outra estória. Não era hora de recordar estas coisas. Sua mente, não podia se desviar daquela meditação.
Mesmo sabendo e ouvindo, como desesperadamente, a garota tentou levar aquele "palhaço de smoking" até o carro, após socorrer um velho senhor, Shadow Moon manteve-se imóvel. Seu "espírito" não estava devidamente pronto... Equilibrado, ainda!
Nem mesmo quando Issac gritou em desespero, quando Quimera, subitamente, se levantou e contra-atacou, Mercury, fazendo-a fracassar em seu plano de auxiliar aquele "idiota" a tirar todas as pessoas no carro, para longe dali.
O ninja ouviu o grito desesperado de Mercury frente a Raidak e, naquele exato momento, seus olhos se abriram, subitamente.
Baixou a cabeça, e olhou para a garota, que lutava, desesperadamente, para soltar-se de seus algozes. Era um garota corajosa, ele sentia obrigado a admitir. Muito corajosa! Estranhamente, lembrava-se daquela outra garota daquela tarde. Que mostrara a mesma coragem, ao enfrentar aquele bando de motoqueiros desgraçados.
Sim, uma garota que demonstrara tão forte laço de companheirismo e camaradagem para as outras Sailors, a ponto de sacrificar a sua própria vida, pela dos outros, era sem dúvida uma guerreira a se admirar e respeitar, de verdade. Ele mesmo pode testemunhar como ela lutou com todas as suas forças e habilidades para socorrer esse "palhaço" e as pessoas, desmaiadas, no carro. Como fez todo o possível a seu alcance e com as próprias forças para salva-los.
Tamanho ato de heroísmo, não podia ter um fim tão trágico como aquele que os monstros do "Anjo Branco" queriam levar a cabo:
"Não, Guerreira! Você não irá morrer hoje!.", pensou o ninja, decididamente, ao mesmo tempo, em que sacava de sue uniforme, uma adaga SAI e se posicionava para atirar.
Naquele exato momento, uma lembrança lhe veio a mente:
"Um guerreiro ninja sabe o momento certo para agir. Quando sabe que pode contar e usar o "fator surpresa" a seu favor! Ele é um elemento importante que, sabendo ser adequadamente usado, no momento certo, pode quebrar a auto-confiança do inimigo. Abala-lo psicologicamente a tal ponto, que ele passa a perder qualquer vantagem inicial conquistada em combate e proporcionar ao guerreiro ninja uma chance preciosa de reviravolta na luta. Uma chance real de vitória, apesar da situação desfavorável que possa estar naquele momento!
Lembre-se disso, meu neto! Está é uma lição que você jamais deve se esquecer quando for entrar em combate! Jamais!", dissera-lhe sua avó, repetidas vezes, durante seus árduos treinamentos.
E, agora! Como das outras vezes, sua lição seria mais uma vez posta a prova.
Shadow Moon percebera a oportunidade perfeita para isso, ao fazer mira com sua adaga para o monstro. Seu Ki cuidaria para avisa-lo qual o momento certo para atirar-la, pois onde ele queria atingir, já havia sido decidido.
O percurso que sua arma faria, já fora calculado com exatidão por seus instintos e sua mente. Ele não erraria!
E, não errou, para o desespero de dôr de Raidak,
O monstro estava iniciando se golpe, quando na metade do movimento de seu braço para atingir sua adversária, sentiu, inesperadamente, algo cortante trespassa-lhe a mão, detendo o seu ataque de forma insuportavelmente dolorosa. A lâmina da SAI parecia-lhe um ferro em brasa, queimando-lhe a sua monstruosa mão.
Contorcera seu corpo e tentou com a outra mão, por puro instinto, mas, desastradamente, aplacar a dôr que sentia. E que mal permitia ao Gene-Malévolo, se quer, raciocinar, de que maneira isso lhe acontecera ou quem fora o responsável.
Shadow Moon não daria a este monstro a chance de descobrir isso, até ser tarde demais... para ele.
Shadow Moon saiu das sombras. Emergindo, de pé, sobre o muro, como uma figura aterradora e fantasmagórica. Parecendo um autêntico "anjo negro de vingança"!
Virou sua cabeça em direção de Sailor Mercury, e para os soldados monstros que a aprisionavam. Levou a mão direita, na altura do seu rosto, como se estivesse preparando-se para jogar algo. Fez um rápido movimento com a mão, e seus dedos revelaram segurar varias e afiadas SHURIKENS (estrelas de ferros afiadas e pontiagudas).
Sua mão pareceu brilhar, levemente, como se as minúsculas "estrelas" estivessem sendo irradiadas pelo seu próprio KÍ, energizando-as. E então, segundos depois, ele atacou:
As Shurikens cortaram velozmente o ar, assim que Shadow Moon as atirou, descrevendo um percurso perfeito e atingindo a maior parte dos aracnóides, que estavam próximos de Mercury. Atingiram somente os alvos pré-selecionados por Shadow Moon. E somente eles, queimaram até a morte, deixando vivos alguns poucos "aracnóides" que estavam, muito próximas a ela, prendendo Mercury em suas garras.
Para esses, ele não podia usar o Shurikens, pois poderia colocar a prisioneira em sério risco de ser atingida ou ferida mortalmente, acidentalmente.
Não, contra estes soldados monstros remanescentes, ele teria que usar uma abordagem de ataque mais direta... E também, muito mais fulminante.
Olhou para a prisioneira, que recuperada dos sustos inesperados dos últimos instantes, levantara, sua cabeça para cima. Ela havia percebido de onde vieram os ataques e agora olhava para cima.
Então, finalmente, seus olhos se cruzaram.
Ele notou que a guerreira arregalara seus olhos num sentimento misto de surpresa e admiração.
Também, não teria como, pois momentos depois, viu pelo monitor, Shadow Moon iniciar um de seus "ataques aéreos" ao saltar do muro e mergulhar em direção reta a Sailor Mercury.
Issac já havia, por diversas vezes, visto seu aliado efetuar esse tipo de ataque. E seus resultados devastadores. Sabia que assim que Shadow Moon, estivesse próximo o suficiente de seu alvo, sacaria sua Katana em pleno ar e executaria o ataque mortal com sua espada contra estes soldados monstros.
"Esses malditos desgraçados, não vão ter chance nem de ver o que lhes atingiu... Vão virar picadinho antes de se darem conta que foram aniquilados.", pensou Issac com ironia e sarcasmo.
Issac sabia que, neste caso, Shadow Moon guiaria sua espada usando unicamente seus instintos e guiado pelo seu Ki. Ele não erraria. Ele não falharia, sabia Issac muito bem disso.
Sorriu para si mesmo, quando viu Shadow Moon pousar no chão incólume (como sempre) e os monstros tombarem, retalhados, brutalmente pela Katana, ao chão, jaz sem vida.
A tela de seu computador ficou preenchida pelo rosto de Sailor Mercury. Olhando estupefada e surpresa para Shadow Moon.
Shadow Moon, não respondeu a ironia de Issac. Continuou olhando por alguns segundos para os olhos de Sailor Mercury. Olhos tão sinceros e meigos como o da garota daquela tarde...
Quem é essa guerreira, afinal? Pensou ele, com certo incomodo.
Shadow Moon afastou, novamente, aquelas lembranças e as divagações de sua mente, quando seus "sentidos ninjas" o alertaram de um ataque vindo por trás.
Um ataque traiçoeiro de Raidak, tentando rasgar-lhe a cabeça e a garganta com suas garras.
Criatura estúpida! Achava mesmo que conseguiria pega-lo distraído? Que ele iria cometer o mesmo erro daquela tarde, novamente? Apesar da dor em sua cabeça e dos momentos de divagações como há pouco, seu "espírito guerreiro" estava mais do que alerta. E, não permitiria que ele fosse apanhado desprevenido, ainda mais por um monstro tão abjeto e covarde como aquele.
O contra-golpe de Shadow Moon foi rápido e brutal, com movimentos marciais precisos, que fizeram o Gene-Malévolo tombar de joelhos ao chão.
O monstro estava em uma posição perfeita para ser degolado. Bastaria um rápido movimento com sua Katana e a lâmina afiada faria o resto. Contudo, seus sentidos ninjas o alertavam para não fazer isso, por alguma razão.
Pelo menos, não ainda...
Confiou neles, mais uma vez, e limitou-se em pegar sua adaga "de volta"...
Não sentia prazer em provocar dôr em Raidak. Não tinha prazer algum, como esse monstro desalmado e seus "mestres" tinham em atormentar e torturar suas vitimas. Mas, não podia esconder o sentimento de ódio e desprezo que sentia por aquela "aberração genética", que urrava de dôr e praguejava contra ele, com fúria mortal.
E, ainda por cima, o monstro teve a audácia de lhe perguntar quem ele era.?!?
Besta maldita e insolente!
Que fizesse esta pergunta para o próprio "Anjo", pessoalmente, pois iria manda-lo de volta para o seu "mestre" e a "bruxa traiçoeira", que estava com ele...
E, não era só isso! Shadow Moon utilizaria o monstro como "mensageiro" de um "recado" seu... Sobre uma "divida de sangue e de morte", que seria "cobrada", ainda naquela noite...
Shadow Moon não perdeu tempo em enviar sua mensagem: O golpe de seu punho atingiu de maneira poderosa Raidak, lançando-o para o ar e fazendo-o cair, ao lado de Malachite. Ou, mais exatamente, bem a seus pés...
Malachite e a rainha Beryl cerraram os dentes de ódio e indignação, ao verem o Raidak , contorcendo-se de dôr, pelo chão. Mal conseguia parar de urrar de dôr e de ódio do ataque infligido pelo misterioso ninja.
Mas, a fúria do gene-malévolo não se comparava ao do que Malachite sentia, naquele momento. O assassino conhecido como "Anjo Branco" levantou a cabeça e, furiosamente, virou-se, novamente, para Shadow Moon, encarando o ninja, com os dentes cerrados de fúria.
O guerreiro ninja o respondia com um olhar igualmente furioso e desafiador, como sentisse um ódio tão imenso quanto o do assassino de cabelos longos e claros.
"Eu já estou indo, Anjo! Desta vez, você não me escapa, seu assassino miserável!", pensou Shadow Moon, durante a rápida troca de olhares entre ambos.
Como ele gostaria de partir para o ataque, agora! Entrar, sem mais delongas, em combate mortal e decisivo contra esse inimigo cruel. Como ele gostaria de concretizar sua tão aguardada desforra pelo que houve com o Wilson....
Mas, ele era um ninja. Um ninja do clã do "CISNE DA LUA".
E, como a misteriosa Serenity havia lhe lembrado, juntamente com Issac, ele tinha, antes de qualquer outra coisa, honrar o juramento secular de todos os seus ancestrais e antecessores do seu secular clã de guerreiros:
Ele tinha que proteger a vida dos inocentes! Isso era o mais importante. E sobrepunha-se a qualquer outra coisa ou qualquer outro sentimento que tivesse, naquele instante.
E, assim o faria, sem questionar!
Então, voltou a se concentrar no seu plano de ataque pré-estabelecido. A sua estratégica de combate, elaborada pelo seu Ki...
Virou-se para Sailor Mercury, que estava, ainda caída ao chão, mas com os olhos fitados em sua direção.
A garota ainda demonstrava estar muito surpresa e atordoada com sua súbita e inacreditável aparição. O assombro era evidente em seus olhos. Ele podia ver isso claramente, no breve momento, que eles tornaram a trocar olhares, novamente, em silêncio.
Apesar de olha-la de maneira severa e contundente, Shadow Moon, em seu intimo, não conseguia disfarçar, que os olhos da guerreira sailor, o faziam, por um breve instante, recordar-se, da moça de cabelos curtos, que salvara naquela tarde.
Como os olhares eram idênticos...
"Droga! Não é hora para ficar pensando nisso! Preciso manter a mente concentrada na batalha! Agora!", pensou ele, se auto-censurando.
Era hora de ação! E não se distrair com lembranças..."inconvenientes"...
Assim, aproximou-se da Sailor e parou, de pé, bem a sua frente.
Estendeu sua mão para ela e disse, firme e meio impaciente:
Sailor Mercury olhou para a mão estendida do ninja e, meio que sem jeito, estendeu sua mão e agarrou a do ninja.
Ele a puxou para si, erguendo-a do chão com extrema facilidade.
Ficaram frente a frente, um do outro. Sem desviar seus olhares.
Em seu QG, Issac arregalou os olhos, atônitos.
Aquelas palavras ditas por Shadow Moon não eram uma coisa normal, que o ninja costumava fazer. E isso, não passou despercebido por Issac, que continuava acompanhando, em silêncio momentâneo, o desenrolar dos acontecimentos, na imensa tela do computador.
Ambos pararam , bem em frente de Tuxedo Mask.
O guerreiro de fraque e cartola estava lúcido, e gemendo de dôr por causa do braço deslocado. E, por causa deste e de outros ferimentos sofridos, continuava caído, de costas ao chão.
Assim como Mercury, demonstrara surpresa em ver Shadow Moon, bem diante dele.
Shadow Moon virou-se novamente, para o herói de fraque, que agora o olhava com um olhar de raiva e desaprovação.
Miserável! Se eu não estivesse tão ferido e com o meu braço deslocado, eu iria faze-lo "engolir" o que disse agora! Palavra por palavra, seu arrogante intrometido!!!
Antes que Tuxedo Mask tivesse uma chance de lhe responder ou mesmo Sailor Mercury de protestar, Shadow Moon agarrou firmemente, o herói de fraque e cartola pelo colarinho. E, sem a mínima consideração, arrastou-o, rapidamente em direção ao carro, onde Chibi Moon e os demais estavam, desacordados.
Quando chegou na porta dianteira do carro, do lado de entrada do motorista, Shadow Moon, puxou Tuxedo Mask para cima, erguendo-o e o colocando-o de pé, bem a sua frente.
Sailor Mercury não teve tempo de concluir a sua frase.
Horrorizada, viu Shadow Moon jogar, impiedosamente, Tuxedo Mask, de costas, contra a porta do carro.
Ao mesmo tempo, o ninja soltou um potente grito e, em seguida, começou a golpear, fortemente, o corpo de Tuxedo Mask, com as mãos abertas, de maneira rápida e ininterrupta.
Sailor Mercury fez um movimento de tentar impedir, que o ninja continuasse aquela injustificada e covarde agressão. Mas, de repente parou, quando notou que algo estranho nessa "agressão": Os golpes de Shadow Moon pareciam na verdade, atingir pontos pré determinados no corpo de Tuxedo Mask, como se traçassem uma linha da cabeça até os pés.
Outra coisa que percebera, e que o corpo de Tuxedo Mask, não estava sendo atingido com golpes das costas da mão do ninja, como aparentou a princípio, por causa das mãos abertas do misterioso guerreiro. Na verdade, ele estava sendo pressionados pelos dedos do ninja. Em diversos pontos do corpo...
Os olhos de Sailor Mercury se arregalaram de espanto, quando ela, de súbito, percebera a real razão daquele ataque.
E essa técnica é uma delas...
Súbito, Shadow Moon, Sailor Mercury e Tuxedo Mask ouviram um terrível grito de desespero vindo, do outro lado da rua...
Sailor Mercury não lhe deu ouvidos.
Com os olhos virados e fixos em direção a Sailor Moon e as amigas cativas, Sailor Mercury, não se conteve ao ouvir os gritos desesperados de sua companheira e, tão pouco, ao ver a aterradora cena a sua frente.
Num ato desesperado, de puro impulso, começou a correr de volta, meio que cambaleante, em direção de suas companheiras sailors. Deixando, Shadow Moon, literalmente, "falando sozinho".
O ninja ao perceber o que Sailor Mercury fizera, virou-se, e gritou para ela.
Shadow Moon cerrou os dentes de raiva, por estar impotente para impedi-la. Tenha que terminar de prestar socorro a Tuxedo Mask e coloca-lo dentro do carro. Somente quando ele e as pessoas no veiculo se afastassem de lá, poderia, finalmente, socorrer as Sailors da morte certa...
Mas, teria tempo para isso?
CENA 2:
No meio da rua que dava acesso ao parque, próximo ao templo Xintoísta. Dez minutos atrás.
A confusão era normal, devido a distância e a dificuldade de observação.
Mas, logo em seguida, percebeu que não era uma das SAILORS STARS, mas, sim, uma outra pessoa, quando ouvira seu grito forte e furioso ao lançar suas "Shurikens" mortais. Aquela voz grave e poderosa era totalmente desconhecida dela e de suas companheiras cativas.
Mas, quem seria então? Pensava ela, atordoada, com aquela reviravolta inesperada... E surpreendente!
Momento atrás, Sailor Moon assitia, horrorizada, Sailor Mercury ser capturada por Raidak e os aracnóides e prestes a ser trucidada pelas garras do monstro Gene-Malevolo.
O horror diante daquela cena fora tamanha, que ela fechara os olhos para não assistir o assassinato brutal de sua amiga, mas, não impediu-a de ouvir aquele grito horripilante, que presumira ter sido o último suspiro de Sailor Mercury, ao ser morta brutalmente.
Mas, então, ela abriu os olhos. E ao perceber a estranha reação de surpresa e de atordoamento de Malachite, Beryl e de suas próprias companheiras, encheu-se de coragem para, novamente, olhar para o local onde, presumivelmente, Mercury já estaria morta, em meio a uma poça de seu próprio sangue.
O choque e a surpresa de Sailor Moon fora tanto quanto a dos demais, ao ver, que Mercury estava ainda viva e que Raidak, inexplicavelmente, era quem estava sangrando e urrando de dor, como um animal enlouquecido.
Parecia que havia algo "espetado" em uma de suas garras, mas devido a distância e a posição em que ela se encontrava presa ao chão, não podia enxergar direito o que era.
Então surgiu aquele grito forte:
"Estrelas Sombrias!", gritou alguém, atirando ao mesmo tempo, pequenos objetos do alto que incineraram alguns dos aracnóides.
Tomada pela surpresa daquela intervenção inesperada e por ver uma figura emergindo por entre as sombras, de um muro alto, próximo onde Mercury e seu amado Tuxedo Mask estavam, Sailor Moon, num impulso imaginou que fosse seu antigo aliado, Sailor Star Fighter que havia, milagrosamente, aparecido para salva-las. Ou então, um dos seus companheiros, Sailor Stars.
Mas, foi aí que se deu conta que a voz não parecia ser de nenhum deles. E que a figura, em meio as sombras, tinha uma silhueta muito diferente ao dos Sailors Stars.
Mas, se não era nenhum dos Sailors Stars, quem seria o "misterioso salvador" de Mercury?
A resposta veio em seguida quando a misteriosa figura emergiu por completo, em meio as sombras, do alto do muro. E, em seguida, saltou, mergulhando em direção de Sailor Mercury e de alguns aracnóides, que ainda a mantinham-na prisioneira..
Mas, o sorriso malévolo em seu rosto se "apagou" por completo, segundos depois, ao assistir o contra-golpe do guerreiro ninja, que, em segundos, pôs Raidak, literalmente, de joelhos e, em seguida, num ataque violento e poderoso, lançou o gene-malevolo em pleno ar, com um único, mas poderoso golpe com os punhos. O que fez Raidak, cair, pesadamente, a frente de onde Malachite e a Rainha Beryl estavam. A poucos passo de distancia.
Malachite, bem como a sua soberana, olharam estarrecidos e petrificados, Raidak, caído, quase desacordados a sua frente, urrando de dôr.
Era uma humilhação intolerável!!!
Malachite levantou a cabeça e, novamente, virou-se para a direção de onde o ninja estava. O olhar dos dois inimigos mortais se encontravam, num longo, e odioso momento. O suficiente para que ambos selassem uma promessa de um duelo mortal. Que se dependessem de ambos, seria iniciado, logo, naquela mesma noite.
Em seguida, Shadow Moon desviou o seu olhar para a guerreira sailor caída e foi socorre-la. Enquanto, que Malachite, furioso, agarrava, Raidak pelo pescoço e o colocava de pé, novamente.
O monstro Gene-Malévolo ainda estava tonto, com o golpe do ninja, quando, Malachite, impiedosamente, o esbofeteou, aos gritos:
Em seguida, virou-se e caminhou até perto de Sailor Moon, parando a seu lado, próximo a altura da sua cabeça da guerreira lunar.
Sailor Moon suou frio de medo e, num ato de temor, começou a se debater, novamente, tentando, soltar-se a todo custo, das mãos monstruosas que a mantinham-na aprisionada. Sem sucesso.
Olhou para a cruel mulher de cabelos vermelhos que lhe esboçava um sorriso sádico e cruel.
Em seguida, uma poderosa e mortal descarga de energia mística saiu de suas mãos e começou a percorrer o corpo de Sailor Moon.
A guerreira Lunar começou a gritar de dôr, como se estivesse sendo eletrocutada.
E Sailor Moon, continuou gritando... sem parar...
CENA 3:
No outro lado da rua que dava acesso ao parque, próximo ao templo Xintoísta. Naquele exato momento.
Beryl acertou em sua estratégia desumana em fazer Sailor Moon de "isca" para atrair os três guerreiros, do outro lado da rua, para sua armadilha.
Os estarrecedores e agonizantes gritos de Sailor Moon chamaram a atenção de Sailor Mercury, Tuxedo Mask e Shadow Moon.
Porém o diabólico estratagema da rainha do Nega-Verso teve um resultado apenas parcial do que ela esperava.
De fato, os gritos de Sailor Moon levaram Tuxedo Mask e Sailor Mercury ao desespero e afilição, tanto que, sem hesitação, Sailor Mercury afastou-se dos dois rapazes mascarados e, começou, andar, cambaleando, mas o mais rápido que podia, de volta onde estava suas amigas. De volta a onde estava Sailor Moon...
Seu medo e desespero pelo bem estar de Sailor Moon e das demais a fez ignorar os gritos furiosos de alerta do misterioso ninja, que, continuava pressionando os pontos energéticos de Tuxedo Mask, tentando faze-lo, recobrar-se dos ferimentos sofridos.
Era por causa disso, apenas disso, que Tuxedo Mask, sentia-se impedido de fazer o mesmo que Sailor Mercury e "correr" em direção de sua amada Sailor Moon.
O ninja brasileiro sabia muito bem disso! Como também sabia que seus inimigos iriam utilizar-se de uma "artimanha vil e desonrosa" para atraí-los em uma cilada. Ele já se antecipara-se a essa possibilidade e, por isso, concentrava-se em terminar, o mais depressa possível, o "socorro" que prestava aquele "idiota de fraque" e tirar aquela "garota tonta", a tal de Mercury, da armadilha que estava prestes a cair.
Garota estúpida!
Subitamente, Shadow Moon suspendeu seus "golpes" e afastou-se de Tuxedo Mask, abruptamente:
Rosnando os dentes de raiva e ódio, com o olhar furioso em direção do ninja, Tuxedo Mask fez conforme o ordenado. Afastou-se do carro e procurou ficar de pé, com os próprios pés.
E surpreendeu-se ao perceber que conseguia não só isso, como as dores de seu ferimentos haviam diminuído bastante. O suficiente para ele sentir-se quase, totalmente recuperado. Seja lá o que foi que aquele ninja arrogante fizera, o havia restabelecido.
Sim! Ele podia ficar em pé, novamente. E, também, mais do que isso: Sentia que tinha condições de, também, andar e correr em direção de Sailor Moon.
E era exatamente isso que ele estava prestes a fazer, quando Shadow Moon, o deteve, pousando a palma de sua mão sobre o seu peito.
Tuxedo Mask olhou para o interior do veículo e ficou com os olhos trêmulos ao ver Chibi Moon desacordada no banco de trás.
Inclusive, estava disposta de sacrificar sua própria vida para que você tivesse a chance de cumprir essa missão. Eu sei disso, pois eu mesmo vi o que ela fez por você e por eles... rangeu os dentes furiosamente, o ninja.
Sem avisar, Shadow Moon abriu a porta do carro e, literalmente, jogou Tuxedo Mask no assento do motorista, batendo a porta, fortemente em seguida.
Shadow Moon o olhou com um olhar ainda mais furioso e severo. E, como se respondendo a seus apelos, ele desembanhou sua Katana e virou-se, na direção onde Mercury estava se dirigindo.
Nada mais foi dito.
De costas para o carro, Shadow Moon ouviu Tuxedo mask ligar o motor do carro e. segundos depois, dirigir o veículo para fora do local em direção da via expressa, onde entrou e acelerou em direção do hospital.
"Ótimo! Um problema a menos!", pensou Shadow Moon, enquanto ouvia o carro se afastar.
Seus sentidos, voltaram-se novamente em direção a Sailor Mercury.
No momento exato em que ela estava prestes a cair numa cilada mortal...
CENA 4:
Na rua de acesso ao parque. Próximo ao Templo Xintoísta.
Sailor Mercury andava o mais rápido que podia, apesar das dores que sentia por todo o corpo, devido aos ferimentos causados por Quimera e pelos Aracnóides. Seus passos eram arrastados e pouco firmes. E, seus braços pareciam pesados e sem movimento, causados pelos machucados. Mal conseguia mexe-los.
Mas, apesar disso, avançava corajosamente ao local onde Sailor Moon e suas amigas ainda se mantinham cativas. E, conseqüentemente, as garras do inimigo.
Sabia dos riscos que estava correndo, ao afastar-se da segurança e proteção que, bem ou mal, o misterioso ninja lhe proporcionara.
Mas, Mercury não era tão ingênua a ponto de não saber o que teria acontecido, caso permanecesse com Shadow Moon e Tuxedo Mask.
Provavelmente, se não tivesse se afastado de lá, Shadow Moon a colocaria dentro do carro, juntamente com Tuxedo Mask e os outros, e feito ambos partirem de lá.
Mas, ela não teria obedecido ao ninja, de livre vontade a essa ordem e, como Tuxedo Mask, teria resistido em deixar Sailor Moon e suas amigas.
E, obviamente, o ninja a teria colocado a força no carro, da mesma forma que teria feito com Tuxedo Mask.
Não! Apesar das condições físicas deploráveis que ela estava, não deixaria o "Campo de Batalha" e, muito menos, abandonaria suas amigas e companheiras.
Não abandonaria, Sailor Moon!
Os gritos angustiantes e de tortura dela ajudaram Mercury a tomar aquela decisão arriscada, sem vacilar ou refletir, por um instante sequer, pela sua própria segurança.
Nem os gritos furiosos de Shadow Moon, ordenando-a para que não fosse para lá, a demoveram de sua decisão. Para falar a verdade, Mercury só conseguia escutar e ver, com os próprios olhos o suplício cruel de Sailor Moon, que estava sendo perpetrado pela Rainha Beryl.
E, por isso, nada mais importava para Mercury do que salvar Sailor Moon e suas companheiras. Nada Mais.
Apesar de compreender que tudo aquilo não passava de uma diabólica artimanha de seus inimigos, para faze-la cair numa armadilha, e do risco mortal que corria, Mercury continuou caminhando, o mais rápido que podia em direção deles, cerrando os dentes de dôr, que sentia a cada passo.
"Sailor Moon!!! Amigas!!! Agüentem firme! Estou chegando!", dizia em pensamento.
Súbito, quando se encontrava na metade do caminho, parou subitamente, ao sentir o chão da rua asfaltada tremer.
Mas, não era! Era um ataque coordenado de alguns aracnóides, que se movimentavam por debaixo da terra. Cercando-a com um perfeito estratagema.
Mercury acionou seus "VISORES OCULARES" e pode observar por debaixo da terra, o vulto de seus inimigos. Eram uns sete aracnóides, que haviam escavados túneis subteraneos em volta dela. E agora, começavam, rápida e vigorosamente, subir a superfície para ataca-la.
Mercury sabia que não teria forças para correr ou sair daquele "circulo mortal" a tempo. Sua lastimável condição física, não lhe daria chance para isso. E, mesmo sabendo, que não teria muitas chances em um combate contra a tropa de monstros, ela se posicionou da melhor forma possível, para a luta.
Mas, fora uma tentativa inútil. Ela percebeu isso, claramente, quando os aracnóides emergiram da terra, como que expelidos do próprio chão, como "balas monstruosas" e começavam a mergulhar, vertiginosamente, em direção de Mercury.
Ela na teria tempo de esboçar nenhuma reação... e, tão pouco oferecer alguma resistência.
"È o meu fim!", pensou ela, cerrando os dentes, mas encarando, corajosamente, seus inimigos com as presas a mostras e as bocas escancaradas.
Mas, quando, as criaturas, já estavam prestes a atingi-la, sem aviso algum ou qualquer espécie de som que pudesse anuncia-lo, Shadow Moon, subitamente, apareceu a sua frente, como "um passe de mágica". Como se, literalmente, tivesse se "materializado", a dois passos a frente da sailor guerreira:
Mercury tombou de bruços ao chão e, quando olhou para cima, viu que os aracnóides já se encontravam amontoados sobre Shadow Moon. Cercando-o por completo e atacando-o, furiosamente.
Do outro lado da rua. Mercury já conseguia ouvir a vozes, tanto de suas companheiras como as gargalhadas cruéis de satisfação e de jubilo de seus terríveis adversários.
Virou-se, ao ouvir o som de uma desumana gargalhada:
E, antes que mais alguém pudesse falar alguma coisa, todos observaram, uma estranha e luminosa luz, surgir, inexplicavelmente, em meio dos aracnóides. E, segundos depois, uma poderosa e estranha energia "explodiu", na forma de um único, mas avassalador golpe, do guerreiro ninja, que rechaçou-os violentamente, todos atacantes, de uma só vez.
Os aracnóides foram jogados para diversas direções, caindo violentamente ao chão, urrando de dor pelo impacto e principalmente, pelo golpe que sofreram.
De fato o corpo de Shadow Moon brilhava de forma inexplicável: Uma estranha aura de cor alaranjada e púrpura, parecia percorrer o seu corpo, como uma chama transparente, que subia de seus pés até acima de sua cabeça.
Especialmente, Malachite, cujo olhar furioso e firme, novamente se cruzava com o de Shadow Moon. E num tom desafiante e cheio de raiva na voz, Shadow Moon lhe disse:
Se por medo ou não de sua soberana, nunca se iria saber, mas os aracnóide, prontamente, a obedeceram, e se puseram de pé.
Ao vê-los se aproximando, Sailor Mercury tentou levantar-se do chão, instintivamente. Mas, foi detida por uma ordem severa do ninja.
Mercury nada disse. Apenas obedeceu em silêncio.
Ainda com os seus "VISORES OCULARES" abaixados e ativos, Mercury acompanhou o desenrolar do combate que se seguiu, ao mesmo tempo, que seus "sensores analíticos computadorizados" em seus "VISORES" lhe passavam dados importantes sobre Shadow Moon:
Quando o primeiro aracnóide atacou, novamente, Mercury quis gritar para que Shadow Moon sacasse sua espada e se defendesse das garras afiadas e venenosas da criatura.
Mas, no combate que se desenrolou, instantes depois, Shadow Moon não sacou sua espada: Enfrentou os monstros, literalmente, de "mãos vazias". Usando seu conhecimento em artes marciais e seu poder físico.
Foi o suficiente, como Mercury, em minutos, pode constatar, assistindo o violento confronto como uma mera e imóvel espectadora, caída ao chão:
O primeiro aracnóide pulou como uma agilidade sobre-humana sobre Shadow Moon, tentando dilacerar seu pescoço com suas presas e garras. Mas, foi detido em pleno ar, quando recebeu um poderoso soco desferido pelo ninja, que "estraçalhou" os dentes e as mandíbulas afiadas do monstro. Em seguida, desferiu-lhe um "chute voador" bem no peito da criatura, estraçalhando seu órgãos internos e lançando-o ao longe.
O monstro já estava morto, muito antes de tocar o solo.
O segundo, veio em seu lado direto, tentado golpe-a-lo de frente. Mas, o ninja bloqueou sua investida, usando um golpe sincronizado de Jiu-Jitsu, que quebrou os braços do monstro e desferiu uma violenta cotovelada na testa da aberração, com uma força descomunal, que, literalmente, afundou e partiu o crânio da criatura. Os miolos do monstro "explodiram", revelando uma massa gosmenta e de odor nauseante, antes desse monstro, tombar, sem vida ao chão.
Mercury levou as mãos a boca, numa reação de horror e repulsa, ao assistir toda a cena, e ver o segundo atacante cair próximo a onde ela estava.
Ao ergue-la novamente, Mercury, assustou-se ao ver que Shadow Moon, agora enfrentava os cinco monstros restantes. Todos de uma vez, só!
Bastou alguns segundos para que Mercury percebesse o quanto estava enganada:
Unindo a técnica da "Cisne da Lua" e do estilo da "Serpente Sublime" do Kung fu, Shadow Moon desfechou uma rápida e fulminante seqüências de golpes e chutes, que, simplesmente, pulverizaram, aquela investida em conjunto.
Seus socos e chutes eram desferidos com incrível rapidez e agilidade, que Mercury mal podia acompanhar com seus olhos, devido a rapidez sobre-humana do ninja. Mas, o resultado foi indiscutivelmente avassalador. Os aracnóides tombaram, sem vida ao chão, após sofrerem um espancamento impiedoso e mortal. Sem terem a mínima chance de se protegerem do contra-ataque do ninja.
A luta havia terminado tão rapidamente quanto começara.
Shadow Moon havia vencido, de forma espetacular, mais uma vez.
Se todos que assistiram aquele combate estavam assombrados e boquiabertos com a vitória inacreditável de Shadow Moon, Mercury ainda estava mais aturdida com aquele misterioso guerreiro. Não só pela sua vitória, mas pelos registros que seu "Visor Ocular" captou de Shadow Moon, durante o combate.
Os seus sensores fizeram uma varredura completa do ninja, dos pés a cabeça e descobriram algumas coisa dados curiosos:
Em primeiro lugar, o uniforme do ninja era revestido de algum matéria, ou tecido, especial, que barrava qualquer tentativa de analise por sensores de Raio-X, o que impedia qualquer pessoa (aliado ou inimigo) ver quem realmente estava atrás daquela mascara negra. Isso mantinha a identidade secreta do ninja em segurança absoluta.
Em segundo lugar, apesar de, aparentemente, o traje do ninja ser um uniforme comum, a primeira vista, seus sensores detectaram, um intrincado e sofisticado sistema de "bio-eletronico", que estava inserido no uniforme de combate. O que era exatamente, aquilo, Mercury não fazia idéia alguma, a não ser que eles estavam em pleno funcionamento durante a luta.
Mas foi a leitura "bio-energética" que fez Mercury ficar boquiaberta. O ninja, durante a luta havia aumentado sua escala de poder e força em 20%. Ou seja, enquanto lutava com os aracnóides, seu poder e força aumentaram. 20% em relação a uma pessoa normal. O que significaria dizer, que ele, usou a força de mais de dez homens para poder enfrentar os aracnóides e derrota-los.
Como ele conseguiu alcançar essa força em poucos segundos? Seria essa energia misteriosa, que ela não conseguia explicar, que brilhava em volta dele, por alguns segundos?
Seus raciocínio foi abruptamente interrompido, quando uma mão enluvada agarrou pelo pulso e a ergueu para cima, num puxão, abrupto, fazendo-a ficar de pé.
Súbito, Sailor Mercury, virou-lhe as costas e, começou, novamente, a caminhar cambaleando, em direção a suas amigas cativas. Não chegou a dar dois passos, quando uma mão pesada e firme pousou sobre os seu ombro, detendo-a.
São os gritos de Sailor Moon! E ela não é somente a minha líder, Shadow Moon!. Ela é muito mais do que isso para mim... Ela minha amiga. Uma pessoa que amo como se fosse minha própria irmã!
Mas, não é só isso! Ela é uma grande heroína! Uma pessoa que por diversas vezes salvou a minha vida, a de minhas companheiras e, o que é mais importante, das pessoas inocentes, que são sempre ameaçadas por esses monstros e vilões abomináveis, que ora ou outra atacam o nosso planeta. Alguém que sempre foi fiel e corajosa em suas crenças e em seus laços de amizade e carinho. Alguém que sacrificaria a própria vida pelo bem do próximo. E pelo bem estar do próprio planeta Terra.
E sabe por que, Shadow Moon?
Por que ela tem um coração tão grande, tão cheio de amor, por todos ao seu redor, que ela ilumina as nossas próprias vidas. Nos encorajando em nossos momentos de desânimo e aflição. E nos alegrando e nos revigorando em nossos momentos de tristeza.
Ela é minha amiga, Shadow Moon! Assim como, as outras sailors. Amigas amadas e queridas por mim...
Esses sentimentos é a força que nos une e nos da poder de enfrentar todos os perigos e inimigos, mesmo aqueles mais poderosos e cruéis. O nosso amor e amizade uma pelas outras. Que nos une por laços entre nossos corações...
Mas, você, não deve nem saber o significado dessas palavras que eu estou dizendo, não é? Duvido que você entenda o significado da palavra "amizade", "companheirismo" e ... "amor".
Mas, você, certamente, não consegue compreender o que estou tentando lhe explicar... Minhas palavras não devem fazer o mínimo sentido para você, não é? Aposto que você não deve ligar a mínima para o que estou lhe dizendo... com toda a sinceridade do meu coração... Mercury mordeu os lábios para não se deixar cair aos prantos de tristeza. - Não uma pessoa tão arrogante, fria e presunçosa como você que, com certeza, deve viver uma vida solitária e triste. Sem saber o quanto vale uma verdadeira e sincera amizade...
Com certeza, uma pessoa tão fria e desumano como você, sequer deve ter algum amigo. Se tivesse, saberia o que estou sentindo, vendo minhas amigas e Sailor Moon em perigo...
É uma pena! Pensei por um momento... que você... que você... Mercury fez uma força descomunal para completar a frase, sentindo seu próprio coração parecer se rasgar, dolorosamente. - ...que você fosse um herói...
Mercury não disse mais nada. As palavras não conseguiam sair da sua garganta e a frase, não pode se completar. Enxugou as lagrimas de seus olhos e virou-se em direção de suas amigas cativas.
Mas, não vou desistir até salva-las... Ouviu bem? Não vou!
Por isso, faça o que bem entender...
Mercury começou a caminhar novamente, sentindo dores pelo corpo. Mas, não conseguia esconder um profundo sentimento de tristeza...e decepção, pelo ninja.
Nos últimos dias, Mercury havia feito uma detalhada pesquisa a cerca desse herói brasileiro. E, erroneamente, acreditara pelos relatos que lera que se tratava de um guerreiro, não só poderoso e de extrema habilidade de combate, como, principalmente, alguém com um nobre caráter.
Mas, tudo o que pode perceber, era que se tratava de uma pessoa egoísta e pouco preocupada em ajuda-la ou as suas companheiras. Apenas alardeara o desejo de se colocar em combate com Malachite e levar a cabo um indisfarçável desejo de vingança contra o general do Nega-Verso.
Que decepção! Pensava ela, com tristeza.
Mercury caminhou mais uns cinco passos, sentindo os olhos de Shadow Moon, "fuzilantes" em suas costas.
Olhou para frente, e viu que Malachite havia posicionado mais algumas dezenas aracnóides entre ela e suas companheiras Sailors.
Sabia que não teria forças e, tão pouco, condições, de "furar" aquele cerco monstruoso. Certamente, seria morta, no ato.
Paciência! Pelo menos, tombaria como uma verdadeira "Sailor"... Ao lado de suas companheiras tão queridas...
Súbito, Mercury sentiu, outra vez, uma mão enluvada, agarrar-lhe o colarinho de seu uniforme, pelas costas, e puxa-la, violentamente, com força, para trás.
A sailor perdera o equilíbrio com o súbito e inesperado puxão, e tombou para trás. Mas, não caiu ao chão, pois a mão que a agarrara com força e violência, a mantinha de pé.
Mercury sentiu o seu corpo girar e, antes, que se desse conta, seu rosto estava, frente a frente, com o do misterioso ninja. Apenas a distância de um palmo os separavam.
Os olhares dos dois se cruzaram por um longo e angustiante momento.
CENA 5:
No inicio da rua. Onde as Sailors eram mantidas cativas. Naquele exato momento.
Beryl estava encolerizada. Essa era a palavra que mais se aproximava a grande ira e raiva que lhe ardia dentro de si.
A derrota dos aracnóides, de forma rápida e fulminante, pela mãos de Shadow Moon fora uma nova humilhação, que ela não conseguia digerir. Seus comandados sequer conseguiram arranhar o ninja durante o todo o combate.
E, sua cabeça doía cada vez mais! Cada vez mais, que via o ninja aproximando-se...
Desta vez, não haverá escapatória!
CENA 6:
Na rua de acesso ao parque. Próximo ao Templo Xintoísta.
Os olhos de Shadow Moon pareciam duas esferas escuras, que "ardiam de ódio e raiva", enquanto, encarava os olhos assustados de Mercury.
Ela podia ouvir os dentes do ninja rangerem de raiva e sua respiração pesada e ofegante, atrás da mascara negra, que lhe cobria o rosto, só deixando os olhos a vista, era um sinal claro de Shadow Moon estava furioso. Encolerizado, seria a palavra mais adequada.
Certamente, ele sentira-se profundamente insultado pelas palavras que acabara de ouvir de Mercury. Muito mais que a sailor imaginasse que ele pudesse estar.
A tal ponto, que ele, depois de um breve e tenso momento, olhando para os olhos dela, sacou furiosamente sua espada, das costas e levou cabo afiado, bem na altura do rosto dela.
Mercury olhou aflita para a arma mortal por alguns instantes e depois, retornou seu olhar para os olhos raivosos do ninja. Mas, não o olhava mais com medo. Mas, sim, com um misto de tristeza e decepção para ele.
No final das contas, pensava ela, tinha razão: Ele não era o herói que ela acreditava que fosse. E, ironicamente, ao que parecia, no final das contas iria morrer, por um motivo fútil, uma discussão acalorada, nas mãos de um misterioso guerreiro, que confiava que iria ajuda-la.
Que decepção! Como ela fora tola...
Mercury imaginou o golpe fatal a qualquer momento. Mas, não desviou o olhar triste e tão pouco fechou os olhos. Continuou encarando o ninja.
Então, antes que Mercury pudesse dizer ou reagir de alguma maneira, Shadow Moon, ergueu o braço que agarrava a sailor, de forma abrupta e inesperada, fazendo com que o corpo de Mercury fosse erguido, facilmente do chão e lançado-o para cima de sua cabeça.
Mercury gritou de espanto, enquanto via o mundo girar a sua volta, como se estivesse no "Looping" de uma "montanha russa" de um parque de diversões; até que, caiu de bruços, num local, totalmente, inesperado: Sobre as costas de Shadow Moon.
Mercury estava surpresa e estarrecida com o que acabara de acontecer. O ninja havia sacado sua espada, não para ataca-la, mas sim, poder, carrega-la melhor sobre as suas costas.
Mercury esboçou um tímido sorriso e acenou a cabeça de agradecimento ao ouvir aquelas palavras de Shadow Moon.
Quando, finalmente, terminou, Shadow Moon perguntou-lhe:
Shadow Moon posicionou-se em direção das tropas de aracnóides, mais a frente, e estava prestes a ataca-las quando, Mercury lhe disse:
Shadow Moon, não lhe respondeu aquela ultima colocação. Ficou em silêncio, por um breve momento. Mas, que para Mercury, estranhamente, pareceu que o tempo havia parado para os dois.
Quando por fim, o ninja respondeu, apenas disse:
Nada mais foi dito!
Em questão de segundos, carregando Sailor Mercury nas costas, Shadow Moon, começou a correr com uma incrível velocidade, direto para os seus inimigos.
CENA 7:
No inicio da rua. Onde as Sailors eram mantidas cativas.
Mas, era tarde demais para se fazer alguma coisa.
Segundos depois, Shadow Moon e Mercury "chocaram-se", literalmente, com a tropa de aracnóides. E foram envolvidos, por uma dezenas de aracnóides, que pularam sobre eles como um "enxame de abelhas".
Malachite correu até onde estava seus comandados. Estava ansioso para ver o corpo ensangüentado e destroçado dos dois. Especialmente, do ninja, que havia se mostrado ser um inimigo extremamente incomodo.
Mas, quando estava se aproximando, começou a perceber que seus soldados, subitamente, se afastavam do local, onde presumivelmente, estaria os corpos subjugados e sem vida dos dois.
A frase morreu na garganta de Malachite, quando o ao chegar no local, percebeu que não havia nenhum corpo ensangüentado, sequer, mas, sim, um estranho "boneco de plastico", semelhante a um espantalho, coberto com uma vestimenta, que lembrava um pouco a do ninja, já todo rasgado e esvaziado de ar, ao chão.
Imediatamente, percebeu que ele e os demais, haviam caído num engodo. Num truque clássico do ninjutsu.
Mas, o alerta de Malachite veio tarde demais. Ao se virar, ele viu, impotente, o ataque de Shadow Moon e Mercury .
CENA 8:
No inicio da rua. Onde as Sailors eram mantidas cativas. Alguns minutos atrás.
Shadow Moon mentira. Não falara a verdade para Mercury.
As palavras que ela dissera, momentos atrás, haviam mexido, profundamente, dentro dele.
Na verdade, fizeram-no sentir-se envergonhado. Tanto como guerreiro como também como pessoa.
Quando ela lhe disse: "É uma pena! Pensei, por um momento, que você fosse um herói..."; sentiu-se humilhado.
Afinal de contas, o que a garota estava tentando fazer era o mesmo, que horas antes, aquela colegial, que socorreu naquela rua sem saída, fizera por sua amiga e colega de colégio ... e por ele, também: Arriscou sua vida, num gesto desesperado para salva-los, quando os malditos motoqueiros o dominaram e quase o mataram como se fosse um "estúpido amador" e não um ninja do mais alto grau, que , na verdade, ele era.
Aquela tentativa patética da colegial, apesar de totalmente, fútil e arriscada, de enfrentar os motoqueiros com uma simples caneta, lhe proporcionou os segundos necessários para se recompor e reagir, firmemente, contra aqueles canalhas.
E a maneira como ela estava disposta a se sacrificar por ele e pela outra amiga, desmaiada ao chão, foi uma coisa que o deixou admirado até agora.
Foi uma ato de verdadeira coragem. Digno dos guerreiros mais valentes.
Talvez, fosse por isso, que se sentia estranhamente desconfortável e até mesmo, humilhado pela coragem e fibra daquela guerreira sailor. Simplesmente, por que a atitude dela o fazia lembrar-se da garota daquela tarde. As duas tinha uma coragem e senso de lealdade muito parecido uma da outra.
E o que sailor Mercury tentava fazer, apesar de seu lamentável estado físico, não era nada diferente, do que ele próprio faria, caso estivesse nas mesmas condições e a vida de Issac e de sua avó, as pessoas mais importantes no mundo para ele, estivessem em perigo.
E era por causa de um velho amigo seu, Wilton Ferraz, um dos maiores policiais de São Paulo, e que ele estava naquele país tão distante do seu, no encalço do "Anjo"...
Mas, tudo que ouviu, foi um longo e furioso ranger de dentes.
Maldição! Por que está Sailor não parava de fazer-lhe lembrar daquela garota daquela tarde? Maldição! Por que? E por que começava a sentir uma certa... admiração por aquela sailor, também?
Ao inferno, com aqueles pensamentos! A quem ele queria enganar? Sabia que não tinha escolha alguma, a não ser ajuda-la a salvar suas amigas. Afinal de contas, isso era a prioridade em seu plano, desde o momento que se revelou a seus inimigos.
Defender e salvar a vida dos inocentes! Sempre! Como a misteriosa Serenity o havia lembrado, horas antes.
E como Sailor Mercury, lhe dissera, francamente, com aquelas palavras dolorosas e cheia de emoção, antes de lhe dar as costas.
Vendo-a caminhar cambaleante, mas corajosamente frente ao inimigo, sem hesitar, foi algo demais para que o seu orgulho como guerreiro ninja suportasse.
Por essa razão, ele se enfureceu. Por essa razão ele a agarrou e a jogou sobre suas costas. Gostasse ou não essa luta, não era só dele, mas sim dela e de suas companheiras também!
Como guerreiro ninja do mais alto grau e honrado como ele era, tinha a obrigação de respeitar isso. Quer ele gostasse ou não.
Imediatamente, frente a nova realidade de ter que enfrentar seus inimigos lutando em dupla, a mente do ninja imediatamente, formulou uma nova estratégia de ação. Para sua surpresa, teve uma idéia, que para garantir seu sucesso teria que contar com a ajuda, da Sailor guerreira, afinal de contas.
Seu espírito de luta, clamava para entrar mais uma vez em ação. E ele procurou passar as informações necessárias para a sailor, o mais rápido possível.
Não queria saber de seus agradecimentos, apesar de suas palavras amigáveis. Apesar de em seu coração, sentir um certo alívio e candura, com o pedido de desculpas de Mercury pelo que dissera antes para ele.
Mas, então ela lhe agradecera por lhe chamar pelo seu nome: "MERCURY".
Ao ouvir a frase e a voz afetuosa lhe falando pelo seus ouvidos, Shadow Moon ficou, imóvel por alguns instantes. Sua irritação e raiva com aquela situação toda, estranhamente dissolveram-se em sua mente e no seu coração. Não sabia explicar nem por que nem como.
Mas, não podia negar para si mesmo, que aquela frase lhe tocara, de forma gentil, seu coração e seu sentimentos...
Porém, logo ele se recompôs. Não era hora nem o momento para pensar naquelas palavras. A tal de Sailor Moon, voltara a gritar, agonizante, nas mãos de seus captores. Se continuasse assim, sua morte e de suas companheiras capturadas, seria uma questão de minutos.
"Chega! Vou dar um fim nisso agora!", pensou Shadow Moon.
Assim, instruiu Mercury para segurar-se bem ao seu pescoço e a suas costas, e, em seguida, partiu para um aparente ataque direto, contra o cerco dos aracnóides, à sua frente.
Mercury se segurou, com todas as forças, em suas costas, enquanto, atônita, via o ninja correr numa velocidade sobre-humana. Mal acreditando que alguém pudesse correr tão rápido.
Nem mesmo os arcnóides, que os viam se aproximar, diretamente, a eles, como se fosse uma "bala humana".
Os monstros reagiam a aproximação dos dois, rosnando ferozmente e preparando-se para o bote assim que o ninja e a sailor estivessem próximo o suficiente.
Shadow Moon estava a uns dez metros de distância da legião de aracnóides, há poucos segundos de se chocar contra aquela "muralha bestial", quando gritou para Mercury:
Tudo aconteceu em uma fração de segundos, e, dificilmente, algum olho humano seria capaz de acompanhar a cena:
Shadow Moon pôs a mão num dos bolsos secretos de seu uniforme e retirou dele um objeto semelhante a uma bola preta, do tamanho da palma de sua mão.
Pressionou o objeto com as mãos até sentir que a esfera fora "ativada" e, então, atirou-a contra os aracnóides.
Imediatamente, saltou para o alto, logo em seguida, numa rapidez e agilidade felina..
A esfera nada mais era do que uma das invenções de Issac, criada por sua mente genial, adaptada de um truque de despistamento, clássico do ninjutsu: um boneco inflável, totalmente compacto, que se inflava, ao acionar um minúsculo mecanismo embutido, que o enchia de ar, quase que instantaneamente.
Quando o "boneco" se enchia completamente, ele adquiria a aparência de um "espantalho" vestindo uma roupa de ninja. Semelhante a peso e tamanho de Shadow Moon.
Os aracnóides não conseguiram perceber a troca e, quando o "boneco" atingiu-os, estava completamente cheio. E, sem hesitar, o "atacaram".
Só perceberam o engodo, quase que ao mesmo tempo que Malachite, chegou ao local.
O general do Nega Verso, ao ver aquele engodo, imediatamente, percebeu o truque, mas, já era tarde demais para fazer qualquer coisa, a não ser testemunhar a conclusão do ataque do ninja brasileiro.
O ninja saltou até uma altura de 20 metros do chão e passou por cima da fileira dos aracnóides e, começou a mergulhar em direção, do local exato onde as sailors estavam aprisionadas. Mais precisamente, no local onde Sailor Moon estava sendo torturada pela rainha Beryl.
Shadow Moon durante a decida vertiginosa ao chão, confirmou o posicionamento de Beryl e de Raidak, cada uma ao lado de Sailor Moon, calculou mentalmente, o momento exato de entrar em ação, e conforme o planejado, atacou:
Mercury foi lançada como um torpedo e cerrou os dentes, enquanto que se aproximava de sua odiosa inimiga: A Rainha Beryl.
A monarca do Nega Verso foi pega completamente com a "guarda aberta", sequer percebendo a aproximação de Mercury até que fosse tarde demais: No meio do caminho, a Sailor guerreira, sempre seguindo as instruções de Shadow Moon, dobrou os joelhos e pode fazer um rápido rodopio em pleno ar, que a colocou numa posição de pé., segundos antes de atingir Beryl na altura do plexo solar, com um "devastador" chute duplo, cuja força fora ampliada, incontavelmente, pela velocidade da queda.
O impacto direto dos chutes, não só lançou, violentamente, a rainha Beryl ao chão, a vários metros de distância, fazendo-a, largar seu cajado diabólico, como acabou amortecendo a queda de Mercury, já que todo o impacto acabou caindo sobre Beryl, que agora contorcia-se dolorosamente, no chão, quase que sem ar.
Mercury caiu de bruços no chão, mas não se feriu muito, pois a própria Beryl absorveu o maior impacto da queda, com o golpe desferido.
Olhou para o lado e viu sua amiga respirando ofegantemente:
As duas sailors o olharam com medo e apreensão. Sabiam que não teriam como enfrenta-lo ou dete-lo.
Mas, isso, não caberia a elas, mas sim a Shadow Moon que estava prestes a tocar no solo e chamou a tenção de todos, gritando:
Raidak pôs as mãos no rosto e recuou alguns metros para trás, instintivamente.
Shadow Moon pousou no solo, entre Sailor Moon e Raidak, cravando sua espada no solo, como se a golpeasse com todas a suas forças. Imediatamente, a ponta de sua katana brilhou, inexplicavelmente, e uma misteriosa e poderosa energia partiu da arma do ninja e atingiu o subsolo com um poder aterrador..
Todo o chão tremeu e ouve uma poderosa explosão subterrânea, que fez todo o asfalto da rua tremer como se atingido por um poderoso terremoto e, literalmente, explodir de baixo para cima.
As sailors gritaram ao sentir a explosão debaixo delas, mas quando tudo acabou, perceberam que estavam livres de seus captores. Os aracnóides que estava debaixo da terra e que as mantinham cativas, haviam sido completamente incinerados até virarem cinzas.
Ainda tonta pela tortura que tinha passado, Sailor Moon perdeu momentaneamente o equilíbrio, e quase tombou ao chão. Mas, felizmente, foi amparada, a tempo por Shadow Moon que lhe agarrou as mãos.
Mas, súbito, tanto Shadow Moon quanto Sailor Moon, ficaram estáticos olhando um para o outro, sentindo uma estranha energia ligando-os de alguma maneira, ao tocarem-se as mãos. Uma sensação de "DEJÀ VU", novamente, passou pela mente de Shadow Moon.
Aqueles pensamentos, foram interrompidos, quando Shadow Moon sentiu alguma coisa, em seu bolso começar a brilhar. Uma luz dourada, mas pequena, que durou por um breve momento. Uma luz originaria da ADAGA que ele tinha em seu poder.
Mas, por que ela teria brilhado? E por que agora?
Por uma breve fração de segundos. Shadow Moon conseguiu bloquear mais uma ataque traiçoeiro de Raidak pelas costas. Rapidamente desvencilhou de suas presas e aplicou-lhe um perfeito golpe de judô, que o jogou por cima dele e o fez cair perto de Beryl.
O ninja , imediatamente se posicionou para aplicar-lhe um golpe mortal com sua espada, mas, quando estava próximo o suficiente para estoca-lo, uma das sailors surgiu a sua frente, barrando-lhe , desesperadamente, o seu caminho.
Imediatamente, os aracnóides cercaram-nos e Shadow Moon começou a gritar suas ordens:
Cabisbaixa e esforçando-se para não chorar, Sailor marte obedeceu.
Em seguida, Shadow Moon virou-se para o Anjo, novamente, que havia se posicionado bem a sua frente.
E já que você e suas aliadas não tem mais escapatória, é justo que você morra sabendo do meu verdadeiro nome.
Então, as espadas de Shadow Moon e de Malachite se chocaram em pleno ara, emitindo um barulho cortante e estridente.
Era o inicio da batalha final que decidiria a sorte das sailors e de seu misterioso aliado ninja naquela noite...
FIM DO CAPITULO 10