Capítulo 4 – As Amazonas

Os cavaleiros e Atena atravessaram os portões da Cidade, e a jovem mulher à sua frente, guiando-os. Ao penetrarem enfim no recinto, puderam deleitar-se com sua magnificência e beleza. Contemplaram um fabuloso jardim. Uma passarela de pedras uniformemente colocadas, que acompanhavam até uma curta e larga escadaria que levava até o prédio principal. Parte dessa passarela é coberta pela sombra de uma gigantesca árvore, à sua esquerda, de tronco largo e grosso, e copa vasta que formava quase que uma cúpula por cima das cabeças dos visitantes. À direita, avistava-se um lago, de águas tão calmas e brandas, como um espelho no centro da grama. E ao redor, campos de flores multicoloridas, e tão cheirosas que quando a brisa às atingia, levava o perfume pelo lugar que passava.

Dava uma sensação maravilhosa passar por aquele lugar que lhes inspiravam paz e harmonia. Tudo parecia tão silencioso e tranqüilo que para os cavaleiros mal dava pra acreditar que aquele lugar fosse a Cidade das Amazonas. Não tinha comparação com o Santuário, que era tão diferente.

Chegaram ao pé da escadaria de uns 5 degraus, feita de mármore branco, assim como o piso da varanda. As paredes do lado de fora possuíam nelas figuras esculpidas de guerreiras e de alguns cervos. Assim como as portas, de madeira pintadas de branco, talhadas com desenhos graciosos.

As portas estavam abertas. A jovem guia entrou pelo interior do prédio. Caminhou, como em todo o trajeto até lá, silenciosa. Atrás dela, Atena, e atrás desta, os cavaleiros.

Caminharam por um corredor longo. As paredes eram adornadas com ladrilhos que formavam mosaicos de cenas campestres da Grécia antiga. Chegaram ao fim do corredor, em frente às portas de cedro do salão. A jovem guia interrompeu-se e virou-se de frente a Atena.

A mulher dirigiu-se à ela.

A mulher então se apresentou.

Titânia sorriu.

"Por que será que ela nunca fala assim com a gente?"

"Talvez porque nós só a vemos quando fazemos algo de errado."

"Shhii!!! Fiquem quietas!"

Seiya que estava mais afastado, próximo à uma parede ouviu as vozes que falam bem baixo, quase inaudíveis. Olhou para os lados, percebendo alguma coisa. Olhou para seus amigos, mas eles nada haviam percebido. Então percebeu que a Líder o olhava. Sentiu-se meio embaraçado, mas Titânia logo veio a salvar-lhe.

Titânia olhou para as duas sem nenhuma surpresa. Aquela descoberta as havia constrangido.

Saori olhou para as moças e perguntou para todas:

A jovem loira tomou a frente para falar, mas a ruiva antecipou-se:

Titânia olhou para Atena e depois para as jovens ao fundo. Num sinal de trégua, ela sorriu e falou com seu ar de tranqüilidade:

As amazonas se enfileiraram, e Atena foi à frente de cada uma onde estavam. A primeira, a mais nova curvou-se e falou seu nome:

A seguinte, a ruiva, fez o mesmo.

A seguir a oriental.

Eles olharam um para o outro, e Shun foi o primeiro a tomar à frente. Curvo-se cumprimentando-as e falou:

Apesar de uma sensação de embaraço parecer povoar o Salão, era ao mesmo tempo muito agradável. Aquela situação parecia ter "quebrado o gelo" da anterior formalidade.

Seiya com ar de poderoso, apontando o polegar para o peito, respondeu:

‘ Uma gota pairou na testa de Seiya.

Num piscar de olhos, elas haviam deixado a sala.

Tum! Tum! Tum!

Batidas fortes na porta ao fundo interromperam Saori.

Titânia tentando não assustar os presentes virou-se e falou:

Saori concordou com o rosto, embora preocupada.

Alguns segundos depois, pela mesma porta, surgiu a mesma guia. Desta vez, sem o capuz que cobria os cabelos, revelando cabelos azulados ondulados e compridos, cujos cachos caiam sobre seus ombros.

Os cavaleiros apenas se entreolharam. Atena olhou para eles e seus olhares confirmaram a suspeita mútua.

Passaram a seguir a jovem pelo corredor. Andar por aquele lugar era algo agradável, mas mesmo assim o grupo não conseguia relaxar.

Saíram por uma porta grossa e alta de madeira escurecida. A paisagem não era tão alegre quanto a frente. Pouquíssimas plantas sobreviviam naquele terreno.

Conforme iam descendo a escada de pedra, avistaram um prédio. Um templo, que tinha um aspecto abandonado, desolado.

A guia parou em frente à entrada do templo.

Saori e os cavaleiros entraram pela porta do templo. No entanto, perceberam que Titânia não estava lá. Ouviram um barulho, viraram-se para trás e viram Medeia fechar a entrada com uma porta de pedra. A porta de alguma forma trancou-se, e os cavaleiros imediatamente começaram a esmurra-la tentando abrir a passagem.

Enquanto do lado de fora, Medeia retira a capa, revelando um vestido vermelho longo. Ela retira uma espada, encaixada à bainha, da faixa de sua cintura e a levanta para o alto segurando cada ponta com uma mão. Então começa a rodar e dançar pronunciando as palavras:

Medeia repetiu essas palavras várias vezes. Ouviu-se o som de trovões, vento forte. Os gritos dos cavaleiros ficaram mais intensos por um instante. E em um segundo silêncio. Silêncio absoluto.

Medeia então abre a porta de pedra e olha para o seu interior. Ria entusiasmada contemplando algo dentro do templo, e murmurou:

 

Fim do 4º. Capítulo

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