Capítulo 3 – A Cidade das Amazonas
Um mês se passou desde que Hilda de Polares partiu da mansão de Saori.
Os cavaleiros do Santuário mandaram uma mensagem para que Atena viesse à Grécia para discutirem a respeito de um problema que havia surgido.
Saori seguiu Marin pelas trilhas de pedra. A estrada era íngreme, a paisagem era cheia de imensas formações rochosas. A vegetação era variada, em alguns pontos pequenos arbustos sobreviviam naquele terreno arenoso. Mas ao avançar a colina, via-se árvores pequenas e grandes, com suas copas vistosas que formavam uma sombra branda.
Conforme iam se aproximando, podia-se ouvir vozes e gritos ecoando de longe. Provavelmente eram dos aspirantes a cavaleiros que treinavam não muito longe dali. Para os cavaleiros esse som era muito comum em qualquer lugar do Santuário.
Finalmente alcançaram o Salão do Mestre. Uma escadaria levava até a entrada do prédio. Um salão com uma escadaria de mármore à sua frente. Do lado direito podia-se ver através das pilastras uma belíssima piscina romana de água cristalina, que refletia nas paredes ao menor raio de sol. Estátuas antigas também podiam ser encontradas espalhadas por todos os pontos aquele salão. As escadas levavam a um patamar que se dividia em duas outras escadas paralelas. Estas levavam ao primeiro andar. Logo ao fim dessas escadas estava um outro corredor, com uma grande porta dupla. A porta era toda entalhada de forma rústica, pintada de azul com detalhes em dourado.
Quatro sentinelas guardavam essa entrada, posicionados dois de cada lado da porta simetricamente. Os dois deles se curvaram e afastaram-se, enquanto os que estavam mais próximos da porta a abriram. Marin interrompeu seu curso, virou-se para a direção de seus acompanhantes, curvou a cabeça e acenou com a mão para que entrassem.
No interior daquele salão os cavaleiros de ouro estavam todos reunidos aguardando a chegada de Atena. Quando Saori e os cavaleiros entraram, as portas se fecharam delicadamente por trás deles. Os cavaleiros de ouro se curvaram em sinal de respeito e o Mestre Ancião a saudou:
Atena e os cavaleiros prestavam bastante atenção na história.
- E uma das maiores Líderes que já existiu naquela Cidade foi a amazona chamada Hipólita. Ela foi sem dúvida a pessoa que trouxe as maiores glórias entre as amazonas. Ela era muito admirada e amada por todas as amazonas, por sua força e coragem.
Infelizmente ela foi assassinada por um cavaleiro do santuário, durante uma de suas missões. Naquela época, um acontecimento como esse só poderia trazer muita tristeza e pesar para aquelas que a admiravam. As amazonas não se contiveram, elas se revoltaram. Elas se uniram e começaram uma guerra contra o santuário. Como vingança, elas queriam tomar o santuário e matar todos os cavaleiros. Foram batalhas terríveis. Ambos os lados sofreram perdas. Quase fomos derrotados. As amazonas que sobreviveram voltaram para seu refúgio, mas a Cidade também havia sido destruída. Tudo o que restou da velha cidade era um muro que a contornava.
Algumas dessas amazonas pediram refúgio ao santuário para que não tivessem que parar de lutar por seus ideais. Só foram aceitas com uma condição: usariam máscaras para cobrirem seus rostos, como símbolo de sua culpa. E assim tem sido desde então.
As lendas dizem que a Cidade desapareceu à muitos séculos. O que ninguém nunca soube, é que as amazonas que ficaram conseguiram reconstruir a cidade, tornando-a uma imensa fortaleza. Ninguém sabe o motivo pelo qual resolveram ficar, ou o que pretendiam. Elas estiveram ocultas por muito tempo, fechadas naquela fortaleza. Alguns acreditam que elas estejam planejando uma nova revolta contra o Santuário.
Um clima de tensão se formou naquele momento. Aioria ficou entre os dois.
Em seguida, levantou a cabeça, com olhar de determinação e voz firme declarou:
Os cavaleiros de ouro, exceto o Mestre, ficaram surpresos com a decisão de Atena. Alguns pareciam chocados e espantados.
Responderam simultaneamente.
Saori mandou uma carta à Cidade das Amazonas, avisando de sua visita, incluindo que alguns cavaleiros a acompanhariam.
Enfim chegou o dia da visita. Chegaram diante dos portões da cidade. Todos ficaram admirados com os fortes muros que isolavam o santuário. Eram muros imensos, firmes como jamais haviam visto. Aquele lugar era mesmo uma fortaleza impressionante. Pesados portões de bronze separavam-nos do interior da cidade.
Quando se aproximaram dos portões, perceberam um movimento. Um dos lados do portão se abriu lentamente, rangendo. Surgiu por trás dele uma pessoa. Uma mulher, coberta por uma longa capa azul-marinho, com um capuz que cobria-lhe os cabelos. Seu rosto era atraente, feições joviais, pele clara e olhos de um azul penetrante. A jovem mulher se pôs diante deles. Curvou-se, e em seguida os saudou:
Os cavaleiros se entreolharam. Aquilo parecia razoável e bem justo. Shiryu respondeu pelo grupo.
Fim do 3º. Capítulo