RÉQUIEM
Capitulo 04 - TE AMO PORQUE TE AMO
"Aquilo que não nos mata torna-nos mais forte"
Estava frio! Devia ser por causa do vento matinal.Lucy esfregou os olhos e bocejou longamente. Eram sete horas.
Sorriu ao perceber Mokona se revirando ao seu lado. Tão calmo e tranquilo. Fazia mais de um ano que ela havia visitado a terra mágica de Zefir, mas jamais se esqueçera das pessoas que conhecera.
Uma em especial,fazia seu coração bater mais rápido, toda vez que se lembrava dela: Lantis, o espadachim mágico. Um guerreiro valoroso e honrado. Seu primeiro e unico amor.
Será que ele estava bem? Será que ele ainda se lembrava dela?Será que ele ainda a amava? Mesmo estando tão longe e a tanto tempo sem se verem?
Não deixou que essas duvida acabassem com seu bom humor. Não era do seu feitio pensar em coisas tristes. Alongou os braços e se levantou sorrindo largamente.
Iria para a escola.
***
Anne também se preparava para ir a escola. Penteou os cabelos loiros e sorriu para o espelho.
Despediu-se de seus pais e caminhou portão afora. O vento batia em seus cabelos. Ela suspirou longamente ainda mantendo o sorriso.
Viu Shinta parado sobre um poste. Havia uma certa insegurança estampada em seu semblante. Ele acenou e se aproximou fingindo um sorriso.
- Bom dia Anne!
- Bom dia Shinta!- respondeu alegre e com um sorriso nos lábios. Anne era gentil e sincera e isso era uma das qualidades que ele mais gostava nela.
-Er... Anne, eu podia... conversar com você depois da aula. Eu...queria dizer algo a você.
-Me desculpe Shinta. Mas hoje eu tenho que visitar uma amiga .Ela me convidou e...
Anne parou ao perceber que Shinta havia se intristecido. Seus olhos varriam o chão nervosamente. O que estava acontecendo com ele? Parecia diferente esta manhã. Mais timido e nervoso.
-Não tem problema- respondeu Shinta pausadamente- a gente conversa outra hora. Tchau Anne!!!
Shinta correu apressadamente. Anne ficou alguns instantes parada. Percebia o que estava acontecendo. Sabia o motivo daquele comportamento. Ela também já se sentira assim uma vez.
Shinta estava apaixonado.
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A cantoria dos passaros preenchia o ar. Marine sorria enquanto atravessava o portão da escola. O jeito alegre e o esbanjar de beleza dela também já havia capturado um incauto Romeu. Keichi se debruçou no parapeito e a olhou do alto.
- Ei Romeu!!! Tá pensando em tranforma-la em sua Julieta?
Keichi se virou e olhou para o colega que sorria largamente.
-E não! Marine é uma gata!!O que eu não daria para ficar com ela.
-E por que você ainda não intimou ela?? Você não é do tipo timido. Ou tá amarelando agora???
Ele ficou sem respostas. Keichi nunca foi timido e era até conhecido como o Romeu da escola. Mas com Marine a situação era outra. Sentia se bem ao lado dela. Gostava dela e tinha certeza que a amava.
Mas daí a confessar seus sentimentos...
Se virou sorrindo. Os amigos se entreolhavam estranhando a subita timidez.
- Taí uma boa ideia!!!Vou convida-la para sair hoje mesmo!!!
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O que é o amor?
Por que tantos o querem?
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Ascot entrou apressado. Se sentou no leito onde a jovem dormia. Alisou-lhe os cabelos negros.As mechas vermelhas se agitaram e Ascot suspirou aliviado.
- Obrigado Laguna! Ainda bem que você a encontrou. Marisa está desaparecida há mais de um mês!
Laguna se aproximou. Sua cimitarra elfica presa na cintura e o olhar firme. Não vestia seu costumeiro manto branco, mas sim uma calça larga e cinzenta, presa por um cordão negro. Uma Regata azulada cobria-lhe o peito.
- Tudo bem mestre Ascot. Seus ferimentos não eram graves.
Ascot sorriu e apertou-lhe a mão.
-Marisa é uma aluna muito querida por mim. Não sabe como me senti quando ela desapareceu. Vim o mais rápido possivel assim que soube que voce a encontrou.
- Ela estava desmaiada na areia. Parecia cansada e com pressa. Em seus delirios não parava de lhe chamar. Foi por isso que mandei um mensageiro até o castelo.
Marisa dormia absorta em seus sonhos. Em seu rosto jovem havia uma singela expressão de tranquilidade.Uma tranquilidade que duraria muito pouco. Pois ela havia fugido e Ele não deixaria a situação dessa maneira.
Na porta entreaberta, um par de olhos aguçados brilharam por sangue. O vulto alisou os bigodes. Ele tinha que mata-la só precisava esperar que seu mestre e o conjurador fossem embora.
Ele entrou com um largo sorriso. Esfregou as mão e disse no tom mais falso que conseguiu:
- Jovem mestre! Os lideres da caravana gostariam de ter convosco. Eles os esperam no andar inferior.
Laguna e Ascot se viraram para Elcaios. O homem baixo sorria e se curvava, quase tocando o chão com seu grande nariz.
-Tudo bem, Elcaios. Já estamos descendo. Me acompanha mestre Ascot? Creio que Marisa precisa descansar mais um pouco.
Ascot acenou positivamente e ajeitou o grande chapeu.
- Será um prazer Laguna.
Antes de saírem, Ascot virou-se e olhou aflito para sua aluna que dormia tranquilamente. O que teria acontecido? Marisa não era uma aluna do tipo rebelde. Aliás era sua melhor aluna. Jamais fugiria, principalmente para um lugar tão arido como o deserto. Algo estranho estava acontecendo.
Assim que a porta se fechou. Elcaios alisou os bigodes outra vez. E lentamente retirou do casaco de peles uma afiada adaga de prata. Ela brilhou com os raios dourados do sol que ardia que lado de fora.
O sorriso assassino estava fixado no rosto enrugado. Se aproximou lentamente e levantou a arma. Teria que ser um ataque certeiro. Para que ela não pudesse gritar.
Depois usaria uma esfera de teleporte dada por seu mestre para fugir. Não, não foi Laguna quem mandou ele matar Marisa.
Elcaios servia outro mestre. Um mestre com poder suficiente para causar a queda de Cleph e quem mais estivesse em seu caminho.
Elcaios servia a Ele.
Seus sorriso ficou mais largo e a arma desceu com precisão. Mas ele não chegou a causar nenhum ferimento a menina.
Subito, a sala foi envolta por uma poderosa luz. Elcaios tentou proteger os olhos e sua ultima visão foi um anjo abrindo suas asas. Um anjo branco feito de luz, seu olhar sereno pousou tremulo sobre o assassino.
Por um momento, Elcaios sentiu pena e arrependimento do que estava tentando fazer. Se tivesse a oportunidade, tavlez ele viesse a se tornar uma pesoa melhor.
Um doce calor o envolveu. Era tão confortavel.
-Por favor, me perdoe - sussurrou.
Depois a sala explodiu.
As labaredas romperam pela escada. Ascot e Laguna se viraram assustados. No mesmo instante se lembraram de Marisa. Se entreolharam preocupados.
Laguna se apressou em tentar resgatar a garota no andar superior.Subiu a escada velozmente, usando sua capa para se proteger das chamas.
Ascot, apesar da preocupação correu para fora. Viu as chamas engolfando o prédio. Marisa estaria bem? Rezava para que sim.
Um pentagrama surgiu a sua volta. O vento levantava seus cabelos. De olhos fechados começou a recitar o mantra de convocação.
- Ó poderoso Senhor das Aguas. Empreste-me seu poderes para que eu possa lavar essas chamas.
"CRIATURA MÁGICA! APAREÇA!!!"
Uma gigantesca serpente cruzou os céus e uma forte chuva começou a cair no solo arido de Truly. Os habitantes olharam extasiados para a agua que escorria fartamente em seus corpos. Aquela era uma região de poucas chuvas e vida dificil.
Mas isso não era importante. Apenas a vida de Marisa importava no momento.
Ascot mantinha o olhar fixo nas chamas que se apagavam timidamente, a fumaça subia rodopiando.
Foi com alivio que ele viu Laguna surgiu da casa. Carregava em seus braços a menina. Ela tossiu e sorriu ao ver o rosto de Laguna. Estava com as bochechas sujas, o que lhe dava um charme a mais.
Laguna sorriu.
- Estou começando a gostar de carregar você.
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Sentado em seu trono. Balançou uma taça de vinho entre seus dedos. Olhou para o liquido que tremeluzia.
-É uma pena, mas Elcaios falhou.
As sombras escondiam seu rosto, mas era possivel notar uma certa amargura em sua voz.
- Sabe o que tem que fazer, querida Lilith. Mas tome cuidado e não vá morrer. Não aguentaria perder mais uma de vocês.
Lilith sorriu e se ajoelhou em frente a Ele. O tocar de seus sinos preenchiam o salão.
- Não me confunda com uma fraca como Yaga, Senhor. Aquela bruxa velha era uma idiota.
- Não fale assim de Yaga, Lilith. Todas vocês são importantes pra mim.
Liltih se levantou sem jeito. Notava a amargura na voz Dele. A perda de Yaga tinha sido uma noticia muito pesaarosa .
- Desculpe, meu Senhor. Não tive a intenção.
E se virou. Seus olhos brilharam de alegria. Iria fazer o que mais gostava. Para o inferno com a cautela! Não era como sua irmã. Destruiria a cidade inteira se fosse necessária.O importante era cumprir sua missão. E tinha certeza que conseguiria.
Caminhou até desaparecer como se fosse tragada pelo vento.
Sentado em seu trono. Ele tomou outro gole do vinho.
- Acho que é o momento de eu cuidar do fugitivo.
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- Hmmm? essa pergunta até que não é tão complicada- disse Marine baixinho. Seus olhos percorriam a folha do teste confiante. Bateu três vezes a ponta de sua lapiseira sobre o papel antes de escrever sua resposta.
Sorriu ao terminar o exercicio e aproveitou o tempo livre para olhar pela janela. Avistou a torre de Toquio se erguendo entre os prédios.
- Será que está tudo bem lá? - cochichou para si mesma.
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"Bem" não seria exatamente o termo.
Lantis corria esbaforido. o suor escorria por sua testa. Ao seu lado o lobo cinzento o acompanhava. Após algum tempo, virou num corredor e avistou a claridade da saída.
Apressou o passo. O chão de pedra apenas o atrapalhava. Mas precisava escapar.
Correu.
Correu.
E parou segundos antes de cair. Olhou para abertura. Viu o sol brilhante. Uma revoada de grandes passaros passou diante de seu olhos.Olhou para baixo. Viu a floresta diminuta coberta pela nevoa. Estava a quilometros do solo.
Como poderia escapar?
Ouviu alguns passos e se virou em posição de combate. O lobo rosnou.
- Acho que já percebeu que é impossivel fugir.
Não reconhecia a voz. Parecia velha e ao mesmo tempo jovial. Uma sabedoria transbordante mas repleta de imprudencia. Era dificil explicar.
- Onde estou? Quem é você? - desafiou Lantis. Pensou em recuar, mas atraz de si havia apenas o precipicio.
- Voce está em Megido. Um castelo flutuante preso ao solo apenas por correntes. Pra mim e pra você, uma prisão impossivel de escapar.
- E quem é você?
Ele sorriu e deu mais um passo. Agora era possivel notar a armadura negra coberta por estranhas runas que o protegia. Mas seu rosto ainda permanecia na estranhamente penumbra. Era como se as sombras se movessem para manter oculta sua identidade.
- Lamento. Mas quando tiver a oportunidade, pergunte a Cleph e ele lhe dirá quem eu sou.
Lantis sentiu seu corpo enrigicer. Perdeu o controle de seus musculos e desabou no chão totalmente desprotegido. O que estava acontecendo? Não conseguia se manter de pé. Tinha perdido todas as suas forças e energias. Não conseguia sequer falar.
Viu seu anfitrião se aproximar lentamente. Uma pena de sangue caiu proxima a seu rosto. O chero ferroso chegou as suas narinas. Quem era ele? O que queria?
O lobo saltou contra Ele, mas foi derrubado com apenas um golpe. Ganiu derrotado. O sangue escorria de seu focinho.
Ele se aproximou e se ajoelhou ao lado de Lantis.
- Não se preocupe, vou cumprir seu desejo.
A escuridão logo cobriu seus olhos e Lantis perdeu a conciência.
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Lucy sentiu um calafrio percorrer-lhe a espinha. A Imagem de Lantis rapidamente surgiu em sua mente. Uma preocupação inesperada corroeu-lhe o peito.
Lantis? Ele estaria bem?
Olhou para o relogio. Era quase a hora da saída. Esperou impacientemente o sinal bater. A sensação de emergencia aumentava a cada instante.
OLhou para a janela. Viu a torre de Toquio estática entre os prédios. Baixou o olhar preocupada. Por que? Por o ponteiro demorava tanto para se mover?
O sinal tocou e Lucy correu o mais rápido que pode. Precisava ir para Zefir. Não sabia como? Mas tinha que tentar. Por que sentia em seu intimo que algo ruim estava preste a acontecer.
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Anne caminhou lentamente pelo portão. Despediu-se de suas amigas e sorriu ao se encontar com Shinta, que a esperava no portão.
- Olá Shinta- sorriu- não esperava encontra-lo aqui.
- Eu sei- respondeu timidamente- mas não sei se teria coragem de dizer o que eu quero outro dia.
Anne sorriu e juntos caminharam até um parque. Exatament o parque que marcara para se encontar com Lucy e Marine.Se sentaram num dos bancos de madeira. O vento balançava as arvores e os passaros cantavam.
Shinta suspirou demoradamente.
- Eu não sei como te dizer isso, sabe...
" Faz pouco tempo que a gente se conhece. Me mudei a apenas tres meses para perto de sua casa. Mas... desde a primeira vez que a vi eu senti algo estranho. Algo que eu nunca senti antes"
" No começo eu pensei que era apenas amizade. mas com o tempo, foi ficando cada vez mais forte e..."
Anne abaixou a cabeça. Sabia o que ele diria e sabia a resposta que daria. olhou para as folhas verdes da arvore. Lembrou-se de Ferio.
- E?
Shinta engoliu em seco e reuniu toda sua coragem. Não podia vacilar . Era o momento ideal. O momento que esperara por toda sua vida. Talvez nunca tivesse outra oportunidade. Não queria ficar se lamentando por não ter tentado.
Diria o que sentia. Usaria todas suas forças, mas diria as palavras que se embromavam em seu peito.
- Eu te amo Anne!! Voce não gostaria de namorar comigo?
Pronto! Tinha dito. Não havia mais como voltar atraz. Era tudo ou nada. Dependia somenda dela.
Anne levantou seus olhos. Verdes e brilhantes e balançou a cabeça.
Shinta se paralizou.
- Desculpe Shinta,mas... eu amo outra pessoa. Não estaria sendo sincera se ficasse com você enquanto penso em outra pessoa, não é?
Uma nuvem cobriu o olhar do rapaz. Via seu mundo desabar. Todas suas esperanças escorrerem corredeira abaixo. Aquilo era um não. Disfarçado por palavras gentis, mas mesmo assim ainda era um não.
- Não, tudo bem. Eu entendo. Esqueçe o que eu disse tá?
Ele se virou e começou a caminhar. Os pensamentos se reviravam em sua cabeça. Anne amava outra pessoa. Porque o mundo lhe parecia tão amargo.
- Shinta, a gente pode continuar ainda como amigos. Por favor. Eu não quero perder uma amizade como a sua.
Anne tentava conforta-lo. Teria feito a coisa certa? Talvez nunca mais se encontrasse com Ferio. Mas o amava e jamais conseguiria estar com outra pessoa sem lembrar do sorriso daquele que a beijara pela primeira vez. Ela estaria sendo egoista?
- Não é tão simples assim Anne - resmungou baixinho, a voz quase sumindo- Droga! Droga! Droga!
E correu. Cambaleante pelas ruas da cidade. Seu coração doia.
Anne ficou sozinha na praça. O viu desaparecer ao longe e abaixou a cabeça. Uma lágrima escorreu de seus olhos.
-Eu fiz a coisa certa, né Ferio?
Enxugou as lagrimas ao ouvir uma estranha musica funebre ecoando pelo ar. Levantou a cabeça e viu um pequeno garoto. Ele caminhava cabisbaixo abraçando um pequeno urso. O vento balançava suas roupas e o cabelo prateado.
Ele virou o rosto para Anne e moveu os lábios. Disse palavras tão baixo que ela sequer conseguia ouvir.
Mas antes que elapudesse dizer ou pensar em fazer algo a imagem do menino se desfez como fumaça e um forte guincho preencheu o ar.
Anne tampou os ouvidos ao ouvir o retumbar de asas. Olhou para os ceús com espanto.
Entremeio as nuvens azuis.Um gigantesco leão alado cortou o ar em direção a ela. Anne rolou para longe se esquivando. Reconheceu o mostro.
As três cabeças: umas de bode, dragão e leão. Asas de morcego e patas dianteiras de aguia. Era um Grifo. Um animal magico, tipico dos jogos de RPG. Mas o que ele estava fazendo ali? Como era possivel?
Anne não teve tempo de pensar em respostas. Um turbilhão de chamas voaram em sua direção. Partiram da boca do dragão e avançaram queimando tudo em seu camimnho.
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Morgana saltou apressada entre os prédios. Sua bussola detectara algo. Uma forte presença mágica. Era um dos caídos. Ele se movia velozmente por entre a multidao de pessoa e virou bruscamente em um beco.
A Fae deslizou pelas paredes como uma cobra e surgiu repentinamente as costas de seu alvo. ELe estava agachado, abraçando as próprias pernas e chorava.
Chorava como uma criança.
Mesmo assim tinha certeza que era um caído. Sentia seu enorme poder transbordando. Não havia duvidas.
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As lagrimas escorriam sem controle. Tentava limpa-las assim que surgiam, mas de nada adiantava. Se agachou olhando para a o anel entre seus dedos.
O anel que daria a Anne. O anel que selaria seu amor.
Seu amor não correspondido?
Shinta jogou com força o anel. Por que? por que? O que tinha feito de errado? Ele a amava. Tinha certeza disso.
Então por que o destinho lhe pregara esta peça? Por que ele permitiu que Anne se apaixonasse por outra pessoa?
Ouviu um baque surdo. Quase inaudivel e se virou.
As suas costas havia uma mulher. De cabelos longos e negros. De uma escuridão tão profunda como a noite. Ela estava ajoelhada, como se estivesse diante de um rei.
-Sou Morgana Le fay e estou a seu seviço, mestre Siriel.
Enxugou outra vez as lágrimas. Balançou a cabeça negativamente.
- Desculpe,eu não sou quem você pensa que sou. Eu me chamo Shinta. Yukimura Shinta.
Morgana se levantou. Um brilho de luz desfez seu disfarce e suas asas de borboleta se esparramaram pelo ar. Shinta se assustou e caiu para trás. Estava vendo coisas?
-Q...quem é você?
- Pelo que vejo, o Senhor ainda não recuperou sua memória. Mas o farei lembrar.
UM brilho dourado com feixes negros romperam do peito de Morgana e circularam Shinta. Ele deixou-se envolver. O que mais lhe importava? Não tinha medo. Tanto melhor se morresse. Pelo menos seu sofrimento acabaria.
UM turbilhão de imagens e memorias começaram a inudar-lhe os pensamentos. Se lembrou de batalhas que jamais havia lutado. De poderes que jamais vira. Se lembrou de uma grande luta que custou lhe suas asas.
Asas de um branco tão puro. Asas que representavam seu poder. Asas que lhe foram tiradas como castigo
Tombou ao chão ao sentir a dor de suas asas sendo arrancadas e dois enormes cortes surgiram em suas costas. O sangue escorria incontrolavelmente. A dor era insuportavel.
Assim que a luz parou de dançar a sua volta. Shinta olhou para a Fae ajoelhada a sua frente. Mas não era mas o olhar de um rapaz magoado, mas sim o olhar de um assassino.
- Seja bem vindo de volta mestre Siriel.
Ele sorriu. Olhou para o próprio punho e socou o ar. Ele era Siriel, um dos Caídos.
Continua.....
Preview.
"Anjo solitário,
vagante entre a penunbra.
Que mal teria
Em querer estar ao teu lado"
Capítulo 05 - "AQUELE QUE SEMPRE VOU AMAR"
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Obrigado a todos que estão me apoiando escrever Requiem. Eu fiquei um bom tempo sem escrever por que tava sem ideia. Mas acho que o bloqueio passou e agora a coisa deve andar^^
Qualquer comentario, sugestão, criticas e ideias são muito bem vindas. Meu e-mail é [email protected].
Inté!!! .^___^.