Magic Knight Rayearth Fanfiction

 

RÉQUIEM

Por Ryoga K2R ( [email protected] )

 

O vento soprava forte arrastando consigo a areia dourada que flagelava o corpo cambaleante em meio as grandes dunas. Sua única proteção era uma capa cinzenta presa por um broche prateado em forma de uma pena, semi- destruída e completamente encardida pela idade avançada. Seus cabelos eram negros e compridos com duas mechas vermelhas que se agitavam agressivas no ar.

Caminhava pesarosamente, cada passo seu era como se estivesse com botas de chumbo. Seu cantil estava vazio . De suas rações restara apenas o suficiente para mais um dia. Sua morte se aproximava, e ela sabia disso.

Olhava aflita para o horizonte que se escondia pela forte tempestade de areia, mas sabia que a cidade mais próxima estava a quase uma semana de viagem dali. Perguntava a si mesma onde estava com a cabeça quando decidira iniciar aquela viagem. Devia estar completamente louca, concluiu.

Apertou fortemente o broche contra seu peito e tombou em meio a areia. estava exausta, não tinha mais forças para continuar. Tudo o que restara na areia foram suas pegadas que logo desapareceram na imensidão do deserto apagada pelo forte vento.

E então a escuridão lhe cobriu os olhos e num ultimo sussurro escapou de seus lábios ressecados pela sede:

- Por favor, eu não quero morrer...Não aqui...Não antes de...

 

Capitulo 01 - AS MARGENS DA REALIDADE

"Qual o limite entre a realidade e a fantasia?"

Lucy caminhava alegre em meio a multidão de pessoas, olhava para as grandes vitrines das lojas, maravilhada pelos diversos vestidos e jóias que estavam expostos. Mas sua maior alegria era em ver os grandes e macios bichos de pelúcia que enfeitavam as vitrines. Ela estava feliz, uma felicidade que a muito tempo não sentia. Não sabia bem o porque, mas sentia em seu intimo que algo muito bom iria acontecer naquele dia.

Caminhava a passadas lentas e despreocupadas, em sua mão direita carregava uma sacola branca com o desenho de um pássaro também branco e na esquerda segurava um grande sorvete que lambia alegremente. Um largo sorriso estava estampado em sua face, demostrando a todos que parassem para observa-la o quanto estava feliz.

O sol quase se escondia no horizonte e ela sabia que já estava atrasada para seu retorno. Como sendo a caçula e única menina da família, Lucy sabe o quanto seus irmãos se preocupam com ela e decide apressar seus passos.

Mas antes de partir para sua casa ela se vira e olha para a majestosa torre de Tóquio que emerge imponente e mágica em meio ao mar de prédios. Muitas lembranças retornam para sua mente, uma em especial faz com que abrace o medalhão dourado que pende em seu peito. Ela sorri. Um ano se passou desde que ela e suas amigas, Marine e Anne, haviam ido para Zefir, uma terra mágica controlada pela força de vontade. Um mundo onde conheceram a dor da batalha, o poder da amizade e o significado do verdadeiro amor.

- Lantis...

Subitamente o ar ficou gelado e Lucy se encolheu de frio. O ar rodopiou a sua volta, carregava consigo alguns flocos prateados de neve que rutilavam escarlates nos raios rubros do sol poente.

Lucy arregalou seus olhos. Não acreditava no que via. Não era possível existir neve em pleno verão!!!

Foi então que ela notou uma forma miúda em meio ao vento, parecia uma criança, encolhida de medo ou frio e segurando fortemente um urso pardo em meio aos seus finos braços. Seus cabelos eram prateados e preso em um pequeno rabo de cavalo com uma fita azulada em forma de um grande laço. Um colete também azul cobria seu frágil e pequeno corpo. Suas mãos tremiam e lágrimas escorriam de seus grandes olhos.

- Mãe...Estou com medo, muito medo...Não deixe eles me pegarem... Mãe...- sussurrava

- Ei? Tudo bem garotinho? Você se perdeu de sua mãe?- Lucy se aproximou do menino, que se virou e a olhou assustado. Recuou alguns passos, amedrontado.

Lucy não entendia o que estava acontecendo, quem era aquele menino que parecia tão triste? E porque ninguém na rua parecia vê-lo além dela?

O menino se encolheu aflito e uma forte lufada de vento irrompeu pelo ar arrastando consigo a imagem do menino que sumiu como se nunca houvesse existido.

Lucy ficou imóvel, perplexa por um tempo. tentava entender o que havia acontecido, mas sua mente não conseguia concluir nenhuma explicação lógica ou plausivel. Mas pensar não era bem sua área e ela devia deixar isso para alguém mais apropriado.

- Acho melhor ir falar com as meninas...

*****

O barulho de metal se chocando se espalhava pelos corredores do castelo de cristal. Duas figuras se digladiavam na arena real, testando suas forças.

De um lado, Ferio o príncipe de Zefir. Ajeitava os fios verdes de cabelo que pendiam de sua testa. Um sorriso estava estampado em seus lábios enquanto assumia sua posição de luta. Em sua mão direita segurava fortemente sua cimitarra.

A sua frente, Rafaga o melhor espadachim de Zefir, examinava seu oponente dos pés a cabeça. Ferio melhorara em muito sua técnica de combate, mas ainda não era um oponente páreo para ele.

Ferio avançou rapidamente, e sua espada cortou o ar na direção de Rafaga. Mas Rafaga era mais ágil e experiente e com um salto desviou facilmente do ataque.

Armou um contra ataque. sua espada deslizou no ar e uma forte rajada de vento irrompeu da lâmina atingindo o peito de Ferio que foi arremessado contra uma das paredes da arena.

- Você ainda está muito lento - analisou severamente Rafaga enquanto descia levemente no solo.

- He! A luta ainda não acabou - Ferio segurou a espada com as duas mãos, sabia que se fosse atingido mais uma vez a batalha estaria perdida. Ele já perdera a conta de quantas vezes havia perdido para Rafaga, mas desta vez seria diferente. Ele iria ganhar. Treinara com afinco nas altas montanhas do sul durante semanas e se sentia mais forte e mais ágil além de ter desenvolvido algumas técnicas novas.

Seu pé direito se adiantou e como uma lufada de vento, Ferio desapareceu no ar. Rafaga o acompanhava com os olhos. Havia calculado errado, percebia agora que Ferio estava se contendo, a velocidade do príncipe era incrível, mas não o suficiente para derrota-lo. Rafaga sorriu levemente, armando uma posição defensiva e esperando o ataque.

Ferio rodopiou no ar e sua espada sibilou horizontalmente , se chocando com força contra a espada de Rafaga, que forçou sua lâmina e se aproveitando de sua maior força e experiência afastou a lâmina de seu adversário e com um giro rápido e certeiro desferiu um golpe contra o tronco de Ferio que foi arremessado novamente contra a parede da arena.

- He... Acho que perdi novamente não é?- ferio gemeu, suas costelas doíam, mas cambaleante se levantou apoiado em sua cimitarra.

- Você melhorou muito! Está de parabéns. Só o venci pois sou muito mais experiente que você.- Rafaga guardou sua espada em sua bainha, presa num grande cinto.

-Você é muito modesto- riu Ferio- Eu tenho que melhorar em muito para vence-lo, mas tenha certeza que eu vou conseguir - desafiou.

Rafaga apenas acenou com a cabeça. É verdade que Ferio melhorou muito sua habilidade com a espada, mas também era verdade que ele precisava de mais um dez anos para vence-lo em batalha.

- Mas antes...aii – gemeu Ferio- eu vou para os curandeiros. Você pegou pesado dessa vez!

- Deixa que eu ajudo!!- uma moça de longos cabelos dourados e vestida com um leve e claro vestido branco, com detalhes em formato de flores dourados se manifestou. Ela esteve o tempo todo acompanhando a luta, escondida pelas sombras em um dos cantos da arena.

- Elanor? O que você faz aqui? Eu já não te disse que aqui é muito perigoso?- Ferio parecia zangado e Elanor se encolheu assustada com reação do príncipe.

- Eu sei, mas eu estava preocupada com você...

- Preocupada? Eu estou bem! Um pouco quebrado é verdade, mas ainda estou inteiro, ou quase...- Ferio gemeu novamente.

- Está vendo. Por favor, deixe-me ajuda-lo a ir até os curandeiros?- implorou Elanor, demostrando uma grande preocupação em seus belos olhos verdes.

- Eu aceitaria a proposta de Elanor, Ferio. Você não está em condições favoráveis para recusar - Rafaga se manifestou apoiando Elanor que sorriu em gratidão.

- Tudo bem...Tudo bem! Então vamos lá - Ferio finalmente cedeu aos pedido da jovem e juntos saíram da arena. Deixando Rafaga sozinho em meio às sombras do local.

- He! - sorriu - Ferio é o único que ainda não percebeu o quanto Elanor está apaixonada por ele.

*****

A pequena bola esverdeada girou no ar e foi rebatida com força por Marine. Ela cruzou velozmente o campo, atravessando a rede e quicando no campo adversário, que sem reação ficou paralisado devido a sua mais nova derrota!

- Yeeeeé!!! Ganhei outra vez!!! Você não se cansa de perder Keichi? - gabou-se Marine, exibindo sua raquete cinzenta, enfeitada com listras tribais em prata.

Keichi sorriu. Na verdade ele sabia que ia perder para ela novamente, mas havia desafiado a assim mesmo. Afinal Tênis é um esporte tão visual. Aquelas meninas de saias curtíssimas exibindo seus belos pares de pernas enquanto tentam rebater a pequena bola. Na sua opinião, não podia estar em lugar melhor!!!

- É que você é muito boa!!! Você devia maneirar mais e pelo menos me dar uma chance!- defendeu-se Keichi.

- Nananinanão! Sem chance! É melhor ganhar devido a sua própria habilidade do que ganhar porque o outro facilitou. É mais gratificante!!!

- Tem razão. Então a próxima vez eu vou arrasar você!!!- empolgou-se Keichi.

Marine sorriu.

- Veremos. Mas agora eu vou tomar uma ducha.

- Bye Bye Marine!!- Acenou Keichi.

Assim que Marine sumiu de sua vista ele deu um passo para trás e caiu sentado no gramado. Estava exausto. Olhou para o oeste onde o sol se punha, derramando seus extensos raios escarlates pelo céu. Seu cabelo negro balançava levemente devido ao vento que soprava furtivo.

Keichi sorriu. Estava contente. Mais um dia conseguira ficar ao lado de Marine. Ele não sabia porque, mas se sentia tão bem ao lado dela, ela lhe transmitia tanta paz e alegria.

Já cogitara a possibilidade de estar apaixonado por ela, mas como não tinha certeza de seus sentimentos decidiu não se declarar para ela. Era melhor assim, concluiu.

Enquanto isso, águas claras e limpas escorriam pelo corpo curvilíneo de Marine. Suas mãos deslizaram pelo longo cabelo azulado, e ela sorriu.

Sentia-se estranha quando estava com Keichi. Não sabia explicar, mas sentia-se mais leve, mais segura na presença do amigo. Um amigo? Será que era só isso que Keichi era para ela? Seu coração batia mais rápido quando ele se aproximava, seu sorriso a deixava totalmente desnorteada.

Será que estava apaixonada? Não sabia ao certo, mas as duvidas já começavam a incomoda-la.

-Ahhhh!!! Isso é tão gostoso. Não há nada melhor que uma ducha depois de uma tarde de treino!!!- exclamou satisfeita.

*****

O uivo agudo de um lobo ecoou pelos campos verdejantes. A luz da lua iluminou o solitário viajante que vagava imponente. Sua armadura negra reluzia na negritude da noite. Havia poucas estrelas no céu e a lua ainda não estava cheia, mas ao longe era possível avistar o gigantesco castelo de cristal.

Estivera viajando e após meses finalmente retornava a pedido de Cleph. Não sabia bem o porque do chamado, mas sabia que tinha algo a ver com o mundo místico de onde vieram as Magic Knights. E se envolvem as Magic Knights, envolve Lucy, o amor de sua vida.

Sombras indefinidas vagavam em meio aos arbustos. Olhos vermelhos sedentos de sangue. Lâminas de espadas brilharam revelando um pequeno grupo de quatro homens vestindo coletes de algodão cru.

- Passe todo seu dinheiro e não lhe faremos nenhum mal!- ameaçou o mais musculoso e que possuía uma grande cicatriz sobre o olho esquerdo

- Ladrões? E tão perto do castelo? Vocês não deviam ser tão abusados.- Lantis sacou sua espada que em instantes formou sua lâmina energética iluminando a noite escura.

Os ladrões recuaram assustados. Reconheceram sua vitima. Era Lantis, o melhor espadachim mágico de Zefir. Suas mãos tremiam diante do olhar firme de Lantis quase derrubando suas espadas.

- Ih chefe sujou! Com esse aí nós não temos chance.

- Mas se nós não matarmos ele, "ela" vai acabar com a gente...

- Que se dane ela!!! Eu vou é cair fora...- o ladrão silenciou subitamente. Os outros se voltaram assustados.

- Senhora, nós...- um brilho na noite e a cabeça do líder rolou no gramado. O sangue tingia a enorme foice que pairava no ar sustentada por uma forma sombria e encapuzada.

- Vocês são patéticos - disse a sombria forma - a missão de vocês era só enfraquece-lo, mas nem isso são capazes - cuspiu de nojo e girou a foice sobre a cabeça.

O grito de morte dos outros dois irrompeu na noite. Pássaros ascenderam vôo assustados. A figura sombria exibiu seus olhos negros e opacos. Descansado sua foice sobre as costas.

Lantis não entendia o que estava acontecendo. Mas já percebera que os ladrões não estavam ali por acaso. Sua mão crispou-se envolta da espada. Estava pronto para a batalha.

- Quem é você?

- Eu?- zombou a figura retirando o capuz, revelando uma velha senhora marcada pela idade, mas ainda austera e revelando uma certa nobreza disfarçada pelo olhar maligno- Sou aquela que vai matar você!!!- um riso maligno se formou nos lábios enrugados da velha que girou a foice por sobre a cabeça.

Lantis se preparou para o impacto, sustentando a espada com as duas mãos. A velha sorriu e assomou velozmente diante de Lantis que defendeu o ataque. A força dela era incrível, parecia duas, não três vezes maiores que ele próprio.

Lantis recuou um passo. Tinha que pensar rápido, sua vida estava por um fio. A imagem de Lucy surgiu em sua mente dando-lhe forças. Fitou a velha que ainda sorria e com um forte impulso forçou-a para trás e a foice cedeu permitindo que Lantis saltasse para longe.

A velha olhou estupefata.

- Você é bem melhor do que parece meu jovem! Vejo que sua fama é merecida.

Lantis não disse nada, mas a estática aumentava ao redor de seu corpo. Energia mágicas se acumulavam em volta de sua lâmina de energia pura e ele a levantou em direção aos céus onde nuvem negras rodopiavam ameaçadoramente.

- RELÂMPAGOS AVANTE!!!- Um relâmpago cortou os céus e fulminou certeiramente a velha que se encolheu emitindo um terrível e agudo grito de dor.

Ela cambaleou, ferida, o sangue escorrida em filetes rubros de sua testa enrugada. A foice tremia em sua mão, mas o sorriso ainda permanecia estampado em sua face.

- He! Acho melhor parar de brincar. Você está ficando muito audacioso jovenzinho.- a velha ergueu novamente a foice por sobre a cabeça, a lâmina afiada rutilou na noite escura.

- É melhor desistir e se entregar. Eu não vou me conter.- ameaçou Lantis, mas a velha pareceu apenas mais satisfeita e riu fortemente.

- Desistir? Há! Há!Há! Não me faça rir! Quero ver se vai estar tão confiante depois disso!

Ondas negras circundaram a velha e trovões negros sibilaram a sua volta. Lantis teve a impressão que uma caveira surgira atrás da velha e ria alto. Mas como num lampejo, a caveira desapareceu da mesma forma sinistra que surgira. A velha girou a foice e a desceu verticalmente formando uma bola de energia negra circulada por aros negros que faiscavam agressivamente.

- Dead Scream...- a esfera lançou-se violentamente contra Lantis envolvendo - o. Um forte rugido ecoou na noite e Lantis foi arremessado com força contra uma arvore que se rachou no impacto. O sangue escorria caudaloso dos vários ferimentos que se abriram em seu corpo.

Lantis gemeu, mas não conseguia sequer se mover.Sentia que havia quebrado algumas costelas e seus músculos estavam enrijecidos e paralizados.Para sua humilhação, ele nada pode fazer para evitar que a velha se aproximasse.

A velha olhou satisfeita o corpo inerte de Lantis, caído em meio ao tronco destruído da árvore. Ela riu e com um sorriso em seu lábio sussurrou aos ouvidos dele:

- Bons sonhos meu anjinho...- e então a escuridão se aprofundou e Lantis perdeu a consciência afundando num mar de esquecimento e sofrimento.

*****

- A Anne esta lá em cima Shinta!!!- sorriu a Sra Hooji acenando para Shinta q retribui o sorriso e começou a subir a escada a passadas lentas e furtivas. O som de uma leve melodia de piano ecoava no andar superior.

Shinta parou diante da porta do quarto de Anne, ajeitou o colete cinza e alisou o pequeno topete negro que descia de sua fronte. Ensaio um sorriso largo, mas o desfez logo depois balançando a cabeça.

Suspirou e abriu lentamente a porta revelando Anne de olhos fechados tocando seu grande piano próximo à janela, do lado oposto havia uma larga estante repleta de livros e por fim, próximo a porta, uma cama ocidental bem arrumada e com alguns bichos de pelúcia sobre ela.

Shinta se sentou tentando ao máximo não desarrumar o fino lençol branco.

E ele ficou ali, imóvel, apenas contemplando a esbelta Anne a tocar entretida. Tão inteligente, bonita e amável, o tipo perfeito de garota para ele, pelo menos na sua opinião. Havia pouco tempo que ele se mudara para o lado da casa dela, mas já estava tão perdidamente apaixonado que os poucos meses lhe pareciam varias décadas.

Meses que ele fizera o máximo possível para estar sempre ao lado dela. Infelizmente, Anne não parecia notar essa dedicação de sua parte, ou o ignorava. Tratando-o apenas como um amigo e nada mais. E isso não era o suficiente para ele.

Shinta queria arrebata-la em seus braços, casar-se com ela e construir uma família junto ao amor de sua vida! Sim ele é do tipo romântico, apesar de tímido a ponto de não confessar seus sentimentos.

Anne se virou para ele sorrindo como sempre:

- Oi Shinta! Desculpe eu não percebi que estava aí, faz muito tempo que você chegou?

- Na verdade sim- sorriu- mas não tem problema! Eu gosto de ouvir você tocar piano!! Você é uma excelente pianista!!!

- Obrigada. Assim você me deixa sem jeito...

- He he...- sorriu - mas o que eu queria mesmo era o livro de química que você me prometeu.

- Ah! Desculpe, eu tinha esquecido completamente. Deixe me pega-lo...

Anne se levantou e foi até a estante de onde retirou um grosso livro de capa azulada. Shinta sorriu ao sentir a doce fragrância que preencheu o quarto nesse instante, queria se levantar e beija-la com todo o ardor, mas suas pernas sequer se moviam e ele abaixou a cabeça desapontado consigo mesmo.

- Aqui está!

Shinta acolheu o livro e se levantou sorrindo:

- Obrigado Anne! Eu te devolvo amanhã tá?

- Tá! – sorriu ajeitando os óculos.

Ela o acompanhou até o portão e lá se despediram formalmente. Shinta suspirou:

- Outra vez estive sozinho com ela e não consegui fazer nada. Sou tão patético...

*****

Lucy apressou seus passos, pois o Sol já se punha no horizonte derramando seus raios rubros por sobre a grande metrópole. Seus irmãos deveriam estar preocupados com seu atraso. E ela ainda deveria ligar para Marine e Anne para marcarem um encontro, não poderia esquecer de maneira nenhuma de contar a elas sobre o estranho menino que havia encontrado.

Súbito um arrepio gélido percorreu sua espinha e ela ouviu uma estranha melodia ecoar fúnebre pelo ar. E logo depois o estrondo de uma explosão arrebatou-lhe os ouvidos e Lucy foi jogada com violência para trás devido aos fortes ventos.

Ela abriu seus olhos, piscando confusa. A loja a sua frente estava completamente destruída e tomada pelo fogo. As pessoas gritavam em desespero e corriam aos tropeços fugindo do enorme monstro que irrompeu do local da explosão.

Seus olhos vermelhos brilhavam sedentos de sangue e ele rugiu alto e vitorioso. Exibia em suas mãos garras finas e brilhantes, sua pele era parda e rochosa, mas úmida e lisa como se fosse barro. Grandes chifres eram protuberantes de sua grotesca cabeça e de seus largos ombros.

Avançou a passos fortes em direção de Lucy que não conseguia se mover devido ao espanto e as duvidas que se espalhavam em sua mente. Ela conhecia aquela criatura, havia enfrentado uma semelhante na floresta do silêncio, no forte de Priscila. Mas como era possível uma criatura de Zefir estar em plena Tóquio.

O barulho de sirenes ecoava ao longe. O tumulto era geral. O calor do fogo cada vez maior começava as e tornar quase insuportável. Lucy fitou a criatura que novamente rugiu e levantou o forte punho em direção ao céu, descendo o agressivamente na direção da pequena estudante que fechou os olhos esperando o impacto.

-PU PUPU PU!!!!

CONTINUA...

 

NOTA: Este fanfic é totalmente baseado na série de Anime que possui várias diferenças com a série de Mangá, principalmente na segunda fase.E ele não tem nada a ver com a série de OVA, que criou uma realidade alternativa para MKR, mas é possível que alguns elementos tanto do Mangá quanto da série de OVA sejam usados, por isso não se assustem quando isso acontecer ^^

AGRADECIMENTOS: Ao Wlad por ter me ajudado em organizar as idéias e por suas várias sugestões, que sem elas acho que esse fanfic não seria escrito tão cedo ‘- -.

COMENTÁRIOS, CRITICAS, DUVIDAS, SUGESTÕES OU APENAS PARA CONVERSAR: o meu e-mail é [email protected], eu responderei todo tipo de e-mail que receber, podem ter certeza^^

 

 

 

 

 

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1