Capítulo VII - Agentes Estudantis de Saúde
Luna estava em seu quarto no dormitório feminino, estava sentada perto da janela observando a Lua, quando uma colega de quarto se aproxima e senta-se perto dela.
"Blue Moon, you saw me standing alone"
(Lua azul, você me viu se levantando só )
"Without a dream in my heart"
(Sem um sonho em meu coração )
"Without a love of my own"
(Sem um amor próprio )
- Meus pais falam que da para ver São Jorge matando o Dragão na lua. - Diz a garota para Luna, a qual sorriu com o comentário.
- Eu vejo um grande lobo uivando, Morgana. Minha mãe disse uma vez que me deu o nome de Luna por causa de um antigo namorado dela.
- Mais é um nome estrangeiro, não é ?
- Sim é ... é Espanhol, mais encontrará Luna em Italiano, apesar de eu ter nascido na Espanha. - E sorria, enquanto vislumbrava a Lua.
- Que legal ! Eu nasci na Inglaterra, sabe. Mas deve ser super legal conhecer outros países, outras culturas, outros bruxos ....
- Eu nasci na Espanha... mas não sei falar espanhol, tampouco conheço nenhuma cidade de lá! - A mesma tinha um sorriso largo de uma lado ao outro da face para a amiga.
- Só você mesmo, Lu. Boa noite.
- Boa noite.
"Blue Moon, you knew just what I was there for"
(Lua azul, você sabia que eu estava lá)
"You heard me saying a prayer for"
(Você me ouviu fazendo uma oração para )
"Someone I really could care for"
(Alguém que eu realmente poderia me preocupar)
Luna ficou mais um pouco na janela , gostava de ver a lua cheia. A mesma a fazia sentir que alguém estava se sentindo infeliz.
Sua mãe
Nunca viu sua mãe sorrir como nas fotos. Isso a deixava triste, ela não sorria mais como naquelas fotos que haviam em sua casa, em que ela ainda estava em Hogwarts.
Era estranho pensar nisso, sua mãe ... era óbvio que sua mãe esbanjara um sorriso bem maior anteriormente, isso ela podia perceber ao comparar.
E tia Marie, também. Mas, ao contrário de sua mãe, tia Marie não demonstrava tal coisa, não permitia que muitos descobrissem essa sua face. Talvez por que era seu jeito de ser, talvez por causa de Sarah.
- Mamãe...Por que as vezes a senhora fica tão triste?
And then there suddenly appeared before me
( E então, de repente em minha frente )
The only one my arms will ever hold
(A única que meus braços sempre segurarão)
I heard somebody whisper, "Please adore me"
(Eu ouvi algum sussurro, " Por favor me adore")
And when I looked, the moon had turned to gold
(E quando olhei, a lua tinha se tornado ouro)
Luna olhou para a Lua mais uma vez entre tantas, a mesma estava tão bela naquela noite ...será que sua mãe estava bem? Seus pais se amavam muito, disso ela tinha certeza mas, se era assim, por que tinha vezes em que eles discutiam? E sempre que meu nome era tocado pelo meu pai, por que sua mãe pedia por favor para ele parar?
Blue Moon, now I'm no longer alone
(Lua azul, agora há muito não estou só)
Without a dream in my heart
(Sem um sonho em meu coração)
Without a love of my own
(Sem um amor próprio)
A menina olhou mais uma vez para a Lua - qualquer expectador já teria se cansado, mas era como se o astro a hipnotizasse - despedindo-se pois iria se deitar, estava cansada, de modo que saiu do parapeito da janela e pulou em sua cama.
Blue Moon
( Lua azul )
Sorriso . O sorriso de sua mãe nunca fora o mesmo de quando era jovem como... ela . Percebeu isso, não era pura impressão sua, sua mãe sorria, mas não como antes.
Mas ... o que era?
Nunca teve do que reclamar de seu pai. Ele sempre a amou e, até onde se lembrava, dedicou sua vida por completo a cuidar da sua mãe, a amá-la, a não deixá-la se sentir carente.
E a ajudava também, dava-lhe ótimos conselhos, participava da sua vida... por que, então ? Desde que entrou na escola, percebeu que, quando ela voltava no período de férias, o clima em sua casa ficava meio estranho as vezes.
Bom, nem sabia por que estava pensando naquilo. Só sabia que o jogo contra a Corvinal seria em menos de uma semana.
Seu jogo de "estréia". Muitos a confundiam com a antiga apanhadora da Lufa-Lufa, também chamada Luna, uma aluna do sétimo ano que se formou no período anterior. Na época, ela era a reserva do time, mas nunca jogou fora dos treinos. Quer dizer, chegou a participar dos amistosos entre Lufa-Lufa e Corvinal que eram realizados nos fins de semana, mas nada como um oficial, com regras, pra valer.
Será que o Yoh iria jogar? Ele tinha sido legal em lhe dar umas aulas extras - coisa que fazia desde o ano anterior - mas estava nervosa. Ansiosa. como fazer? Se bem que ele também deve ter ficado ansioso pelo seu primeiro jogo ...
- Luna , para de se mexer, queremos dormir mas não conseguimos por causa do barulho que você está fazendo! - Falaram outras três colegas de quarto.
- Desculpa, gente! Mas eu tô preocupada, será que o Yoh tá bem?
- Seu professor particular vai viver, Luna. Afinal, ele agora é o garoto que ressuscitou.
- Ouvi dizer que ele voltou só por causa da Weasley - uma das meninas se erguia na cama.
- Me disseram que foi por que o Potter tava dando encima ela.
- Jura ? - outra garota se erguia - nossa, dá pra imaginar? Ouvi dizer que quando você morre, caminha por um túnel em direção a uma luz e encontra o paraíso. Será que ele voltou só por causa dela mesmo?
- Ai, isso seria tão lindo! - outra garota sussurrando.
- Vamos dormir, gente! - Agora era Luna quem pedia, cheia daquela conversa. - Vamos deixar as fofocas para amanhã, por favor!
Todas se ajeitaram e dormiram, menos Luna que estava muito nervosa.
"Será que o jogo seria bom?" Pensava enquanto o sono não vinha. "E se não fosse? Ai , e se eu cair da vassoura?"
- Pois é, Luna - Morgana interrompia a tentativa de Luna de ter uma noite de sono agradável - Agora não tem jeito, terá que enfrentar o Yoh!
- Eu nunca pensei nisso! - ela dava um grito, calando-se em seguida - Desculpem. Pensaram que eu estava torcendo pra ele morrer, é?
- Que isso - uma delas sorriu - só queríamos te irritar, mesmo.
- Chata - e se virava na cama. Não queria ouvir mais aquilo.
Mas aquele comentário que escutou no corredor sobre o Potter e a Weasley até que foi interessante, o de que o Potter queria tirar Kneen do seu caminho.
Seria isso verdade?
Besteira, o Potter era um herói, não faria uma coisa dessas.
Mas ... e se ele tivesse uma certa culpa? Afinal, se Yoh era alérgico a cães, só se lembrava de ter visto um cão andando dentro do castelo, o qual o Potter a tinha avisado de que não era uma fêmea.
Ele conhecia o cachorro?
Ou melhor, o animago?
Se conhecia ... poderia ...?
Não, besteira. Isso exige frieza, não acreditava que alguém pudesse ser assim, planejar tal coisa e, principalmente, colocar em ação.
Não mesmo.
Mas que era engraçado provocar o cachorro, isso era! Hum ... o que será que poderia aprontar com ele? Teria que ir até Hogsmeade, comprar uns brinquedinhos inofensivos. Ficou pensando tanto naquilo, que nem se seu conta do sono que se aproximou rapidamente....
***
- LUNA FLETCHER, ACORDE!!! - Gritava Morgana em seu ouvido.
- Ah, mãe.. esta cedo ainda! - E cobriu a cabeça.
- Luna, já amanheceu. - Disse Morgana rindo. - Vamos filhinha, levante.
- Ah Mã.....MORGANA !! - As outras meninas caíram na gargalhada ao ver a cara da Luna. - O que pensa que estava fazendo me acordando a essa hora?
- O jogo, minha filha! Queremos que a Lufa-Lufa ganhe!
- Mas o jogo é sábado... e quer parar de imitar a minha mãe com essa voz? - ela bufava.
- Mas você tem que treinar, anda. Tem até sábado para ficar em forma!
- Ai, que coisa! Isso é injusto!
- Faça jus ao nome da sua antecessora, queridinha - elas a carregavam, levando-a até o banho e despindo-a.
- Posso fazer isso sozinha! - e berrava enquanto se lavava, expulsando-as dali.
Foi o café da manhã mais rápido que já tomou em toda a sua vida. E era domingo, o dia em que dormia até tarde.
Pelo visto, o treino seria realmente pesado.
***
- "Smooth criminal!!!!"
Pela quinta vez ela recebia um pedaço de giz na cara vinda do capitão do time. Mas que droga, ela pensava. Certo, ele estava explicando as táticas para enfrentar o time da Corvinal ... mas que culpa ela tinha se o cara tinha o azar de ter o nome de um canto famoso e ela sempre tinha vontade de cantar as músicas trouxas quando o via?
- Fletcher, pare com isso. - Disse o capitão.
- Claro, Michael .... - Luna olhou para ele e, como todos estavam de pé, ela fez a dancinha estilo Jackson e no final.... - Au !
- É melhor você correr baixinha.- o mesmo bufava. Era sempre assim, quando não estava fazendo alguma gracinha, Luna estava tirando sarro com sua cara, chamando-o de "Jackson", por motivos que nem ele conseguiu compreender direito.Algo a ver com um cantor trouxa, pelo visto. - - Como eu dizia, temos que nos esforçar. Esse ano temos uma vantagem significativa.
- Contra o time da Sonserina ? - Elton, o goleiro, se manifestava.
- Sonserina e Grifinória fizeram substituições significativas em suas formações, nosso time é um dos mais fortes este ano.
- Mas tem a Corvinal - era a vez de Susana erguer o braço.
- A gente já venceu eles antes - Ana se adiantava e tratava de cortar a preocupação da amiga.
- Aquilo era treino - Justino tomava a palavra - não tinha regras e não era pra valer. Isso é um jogo de verdade.
- Se me lembro bem - o capitão tomava a palavra - o time da Corvinal foi jogar contra a Sonserina com medo por ser um time forte e saiu ganhando. Isso foi admirável, a garra e a determinação deles, a qual que nós também temos, pessoal.
- Sei ...
- Já ganhamos deles várias vezes nos treinos, só precisamos nos esforçar. Carlor, Julieta, Rika, James, Miranda, Ariel, Yoh ... todos eles são nossos amigos que nós conhecemos, e não divindades do esporte. Ao contrario de Sonserina e Grifinória, jogamos pela diversão, e não apenas para ganhar.
- Valeu pelo incentivo, Jackson - Luna implicava ainda mais com ele - mas vamos ao treino que ainda tenho que fazer minhas unhas!
- LUNA ! - Michael ergueu ela pelos ombos. - Mais uma gracinha e você conhecera Hogwarts por cima, pois vai voar como uma coruja.
- Tá Tio , fico quietinha!
O Treino seguiu adiante, e ela podia jurar que MIchael estava ficando paranóico. Durante boa parte do treino se perguntou se esta certa.
Provavelmente sim.
Sem sombra de dúvida.
***
- O que está estudando, Luna ? - Ariel se aproximava dela, observando o livro que ela folheava.
- "Quadribol através dos séculos".
- É uma boa leitura, ansiosa para seu jogo de estréia, não?
- Com certeza!!!!
- Vou deixar você estudar. - Ariel sorriu. - Vou procurar a Rika , preciso falar com ela. Até mais, Luna.
- Até mais, Ariel !
Definitivamente não estava conseguindo se concentrar.
E como conseguiria? Era uma das mais novas jogadoras de quadribol - uma terceirista, diga-se de passagem, os demais jogadores do seu time estavam entre o quarto e o sexto ano - e isso se contar seu tempo de reserva, no ano passado, só perdendo para o Potter, que entrou no primeiro ano.
Tinha que fazer algo, qualquer coisa, hmmm ...
Ela se ergue, saindo da biblioteca. Hora de fazer uma visitinha à "vovó" Sprout, ela sempre gostava de companhia e tinha ótimas histórias para quem quisesse ouvir.
Mas um certo cão preto vindo em sua direção não estava em seus planos, não naquele momento, o que a obriga a apelar para a última solução....
- Saída pela direta. - Luna saiu correndo e deixou um alegre Sirius para trás. - Mas espere um pouco - ela para de correr, encarando o cachorro. A mesma olha ao redor, procurando uma pessoa, até que a acha. - Senhor Filtch, não estavam procurando um cachorro? - ela aponta para Sirius - olha lá!
- O que? E nos meus corredores! Ah, mas eu vou dar um jeito nisso - ele andava pesadamente na direção de Sirius, o qual percebeu que estava em uma boa enrascada por causa da menina... de novo!
Sirius saiu correndo com Filtch em seu encalço, mais ele era mais rápido do que o velho rabugento, até que na sua frente aparece uma mulher alta e esbelta, com uma cabeleira negra invejável e uma beleza capaz de cegar qualquer um.
- Te encontrei, Penélope.
***
Lupin estava saindo de uma aula quando vê Sirius, em forma de cão, sendo segurado pela pescoço e arrastado contra sua vontade pelos corredores da escola.
- Ah, Jane ... o que vai fazer com ele?
- Jogá-lo lá fora, cachorros são proibidos aqui, não sabia ? - ele percebe um certo tom de raiva na voz dela.
- Mas...
- Mas nada! - ela seguia, enquanto o cão se debatia tentando fugir, falhando miseravelmente. Que aperto forte aquela mulher tinha!
Eles estavam em um corredor vazio quando Sirius resolveu usar seu último recurso. Ele estava esperando a poeira baixar e as pessoas se acostumarem com o fato dele ser inocente, mas aquilo o deixara sem alternativa alguma.
- Me solta. - Jane sentiu um frio na espinha e soltou rapidamente aquele cachorro que mudara de forma.
- Ora, ora, ora ... um animago!
- Eu ... bom, eu posso explicar, eu ...
- Pois explique-se, e logo - ela olhava duramente para ele - desde o começo do ano letivo você está circulando pela escola, não esta aproveitando para entrar no alojamento feminino, está? - e continuava com o olhar mortal.
- NãO !!!
- Se é assim, por que perseguia aquela estudante do terceiro ano?
- Isso pode ser explicado mas, caso não me conheça, eu sou ...
- Sirius Black, já sei, sua foto saiu nos jornais. Então era assim que se escondia, debaixo do nariz de todos esse tempo todo. Imagino que Dumbledore tenha te dado apoio. Ele sempre dá uma chance para as pessoas.
- Eu... eu não tive a intenção de enganar ninguém, só estava esperando o momento certo.
- Eu compreendo... mas deveria ter ficado parado em algum canto, e não passeando diariamente pelos corredores da escola. Sabia que isso CUSTOU a vida de um aluno?
- Eu... - ele se lembrava - não foi minha intenção, professora Kneen. Eu nem sabia que ele era alérgico a pelo de cachorro, me desculpe.
Jane o olhou pelo canto do olho e, virando-se, retomou seu caminho mas, quando estava quase virando o corredor ...
- Não fique mais perto do meu filho. Não em forma de cachorro - ela fazia uma pausa - pensando bem... não fique zanzando pela escola desse jeito, você não está livre de soltar pelos por ai. Ainda mais quando percebi que você anda muito ao lado do garoto Potter.
- É meu afilhado, senhora. Sou o responsável legal por ele.
- Mesmo assim, meu filho passa muito tempo com a jovem Weasley, deve ter percebido isso se anda muito com o Potter, visto que ele anda também com o outro Weasley.
- Entendo. Bem, me desculpe, mais uma vez. Prometo que isso não se repetirá.
- Que seja. Bem, aproveite sua liberdade, senhor Black - ela se despedia, seguindo seu caminho.
Ele a olhou uma, duas três... até que não agüentou. Observou bem o local e, quando constatou que os corredores aonde estavam não possuiam uma alma viva por perto, resolveu botar pra fora tudo o que tinha entalado na garganta.
- POR QUE SEU CABELO ESTÁ PRETO ? - Grita Sirius , mais não obteve resposta. Se ela realmente compreendeu o que ele queria dizer e aonde queria chegar com tal pergunta, nunca saberia.
Ou talvez viesse a saber, quem sabe. A final, o tempo pode trazer grandes surpresas para qualquer pessoa...
***
Na beira do lago, Luna observava o céu, tentando relaxar, até que olha para o lado e vê uma cabeleira que pelo efeito do sol parecia esverdeada.
- Ué ... quem é aquele sujeito do lado da Ariel? - Ela fica parada, conseguindo enxergá-lo, apesar da distância. Parecia ser um dos donos da loja na qual comprou a coleira do cachorrinho, mas ...
Bom, isso não era da sua conta, tinha mais o que fazer.
Como se alimentar, por exemplo.
***
- É o seguinte, pessoal - Carlos chamava a atenção dos jogadores na mesa de jantar - o jogo está chegando e temos que decidir uma coisa importante : quem irá apanhar o pomo.
Os membros do time olhavam um para o outro, compreendendo o que ele queria dizer. Mesmo não tendo jogado o período passado inteiro, Cho ainda era a apanhadora titular. Na verdade, não que Yoh fosse um reserva, mas a situação estava complicada .
A mesma tinha um sorriso no rosto. Não apenas Cho, mas todas as meninas da Corvinal sorriam para Yoh direto desde sua "morte", mas ainda tinham muito o que resolver. A própria localização dele era um tanto quanto "delicada": toda vez que ele se sentava em algum lugar, seja para comer ou estudar, alguma menina se sentava ao lado dele, e os "meninos" não sentavam por falta de lugar. Como um tipo de magnetismo, de forma que não apenas as garotas da Corvinal, mas um número enorme de garotas de todas as casas. E naquele momento não era diferente, Rika estava sentada do seu lado direito, e Cho à sua esquerda, Miranda bem de frente para ele, Ariel e Julieta, ambas do lado direito e esquerdo de Miranda, respectivamente, encarando Yoh.
Sorrindo para o mesmo, na verdade. Até mesmo Padma, a qual estava ao lado de Cho, vez ou outra parando para conversar com Yoh, brincando de jogar comida na boca dele. Cho segurava no braço dele, enquanto Rika encostava a cabeça no ombro de Yoh. Realmente estava dificil para Carlos conseguir atenção em meio àquilo tudo.
- Eu gostaria de jogar - diz Cho.
- Eu também - diz Yoh.
- O que nos leva a um impasse. Qual dos dois vai jogar? Temos que decidir isso, sabe. O que vocês dois sugerem?
- Hmmm.... - um súbito silêncio se forma em meio àquilo tudo, enquanto Carlos fica esperando por uma solução.
- Chaz e Padma, o que sugerem?
- Nós? - ela estava surpresa - mas eu nem jogo!
- Você e Chaz são reservas e sempre treinam conosco, esqueceu? Fazer parte do time não é apenas estar no jogo. O que vocês dois sugerem?
- Que tal se alternarmos?
- Boa idéia, Chaz. Mas como faremos isso?
- Podemos dizer que o apanhador não está em condições de jogar e ai usamos o reserva e fazemos a troca, o que acham?
- Boa idéia - Yoh falava enquanto Miranda fazia um aviãozinho com a comida para ele - ótima idéia, Padma.
- Mas ainda não decidimos o principal - Carlos estava realmente ficando cheio daquilo, não que não gostasse da idéia do amigo ter escapado de uma situação delicada ou da namorada estar dando comida na boca dele, mas pelo simples fato de que estava ficando intragável ter que dividir sua atenção com o mesmo justamente em um momento crucial.
- Primeiros as damas. - Diz Yoh sorrindo.
- Depois, os cavalos. - fala Chaz, mas Yoh olha feio para ele. - Digo, os cavalheiros...
- Então, Cho querida, você vai abrir a partida, no próximo jogo será o Yoh, ok?
- Ah, que pena...
- Por que?
- Pensei que iríamos resolver isso numa quebra de braço.
- Prefiro numa moedinha!
- Covarde!
- Quem, eu?
- É, com medo de uma mulher! Tudo bem que é uma bela, linda, maravilhosa...
- Modesta ...
- ... e estonteante garota, mas ainda assim está com medo. Não quer mesmo disputar comigo o direito de abrir o campeonato?
- Hã... dispenso. É melhor, não quero arriscar me acidentar, já passei mais tempo na enfermaria do que esperava.
Realmente ela estava entediada. Ainda bem que era a hora do almoço, senão não teria o que fazer.
- Olá, Jackson - ela se sentava na mesa de sua casa, cumprimentando o capitão do seu time daquela forma que sempre o irritava, mas ela não mudava mesmo, sempre tinha aquela personalidade.
- Luna, algum dia vão dar um apelido medonho para você. - Diz Michael com um sorrisinho bobo. - E quando esse dia chegar, eu quero estar presente.
- Vai sonhando, Jackson.
- Bem, ela é Aluada, pois ama a Lua. - Diz Morgana, pouco antes de Luna fuzilar a amiga com os olhos.
- Ela anda no mundo da lua, isso sim. Mas deixa estar, pensarei em algo. - ele sorri maliciosamente - escuta, a gente deu uma calibrada na sua vassoura, depois você dá uma testada pra ver se está do jeito que você gosta, ok?
- Legal !!!
- Cadê a Penélope ? - Pergunta Frida.
- Agora que você falou - Luna olha para a mesa dos professores mas não vê o Professor Lupin muito menos a "Penélope".
- A professora Kneen estava arrastando ela pra fora da escola, tinha algo a ver com o Yoh, sabe.
- É mesmo, que coisa. E pensar que ele quase morreu, vê se pode.
- Ele morreu, pombas! Morreu e ressuscitou! Esse cara é demais!
- Ai, ai ... bom, não importa. Coma tudo direitinho que nós iremos voltar para o treino.
- Explorador ! - Hagrid estava passando próximo a mesa da Lufa-Lufa e se aproximou da aluna que estava vermelha de raiva.
- Olá , meninos e meninas.
- Olá, professor Hagrid. - O meio-gigante sorriu.
- Quem aqui gostaria de me ajudar com os unicórnios? - Hagrid se aproximou mais dos alunos que se ficaram mais atentos quando ele citou as criaturas. - Eles só aceitam pessoas puras...
- EUEUEUEUEUEUEUEU!!!!- a menina quase saltava da mesa.
- Você, pura? - Michael debochava - sei.
- Não enche, Jackson!
- Com aqueles passos de dança que você faz daquele cantor meio afeminado...
- O Michael Jackson não é afeminado! - ela bufava - ele só tem um estilo único!
- Tá, conta outra...
- Eu vou com o senhor, professor! - Falava Luna.
- Que bom , mais alguém?
- Nós!!!! - Dizem Frida e Morgana.
- Então vamos antes que eles comecem a ficar com fome e acabem comendo a horta da escola.- Os quatro saíram conversando.
- É bom ver todos bem , não concorda, Alvo ? - Pergunta Minerva se virado ao diretor.
- Amadurecimento, minha cara Minerva, amadurecimento... - A vice-diretora ficou confusa com as palavras do diretor, mais não perguntou mais nada.
- Eu diria que minha crianças estão bastante entusiasmadas desde a virada do ano passado, Minerva . - Flitwick puxava assunto.
- Espero que eles se machuquem menos - Pomfrey apenas comentava, quebrando seu silêncio.
- Receio que nem isso madame Sibila possa prever, cara amiga.
- Lufa-Lufa. - Diz Sibila. - E Corvinal, não sei de mais nada...
- Como assim, Lufa-Lufa e Corvinal? - Pergunta o professor Flitwick.
- Não sei, os astros não dizem mais nada, apenas que Plutão e Urano irão se alinhar, e não sei quem será o ganhador da taça esse ano... - Os professores se olharam, já era raro a mesma descer daquela torre para se alimentar, qualquer coisa além disso já não era uma surpresa tão grande assim.
- Algo me diz que será a Lufa-Lufa.
- Por que diz isso, Flitwick? - Snape o olhava - não prefere sua casa?
- Claro que prefiro ... mas o campeonato passado deu uma reviravolta, Severo.
- Pura sorte. Os alunos deste anos estão mais preparados, o garoto Kneen apenas teve sorte de enfrentar times que o subestimaram.
- Exatamente. Tais times cometeriam o mesmo erro contra outro time? - ele olhava para Sprout - até que seria interessante uma final entre Sonserina e Lufa-lufa...
- Quer matar os jogadores da minha casa, professor? A apanhadora não está preparada ainda para enfrentar as artimanhas da Sonserina - e falava olhando para Severo, que era obrigado a engolir as farpas lançadas contra ele.
- Não iria querer meu próprios alunos, professora Sprout... mas que seria interessante, seria. Não é mesmo, Lupin? - Severo olhou para o homem que estava mais quieto do que o normal, talvez fosse efeito da poção, pensava.
- Seria um desgaste físico para ambos os apanhadores, Severo. - O professor de poções olhou com repugnância o professor de Defesa Contra as Arte das Trevas.
- E por que estamos falando de Quadribol? - Jane cortava o que seria o inicio de uma discussão - Vamos programar o baile de inverno.
- E por que esse interesse na mudança de assunto, Jane ? - Minerva a encarava - pensei que estivesse orgulhosa.
- E estou, mas ...
- Ora ... está com medo que algo de ruim aconteça ao seu garoto? - Snape dava um sorriso ferino, e por pouco Jane não bota pra fora uma resposta que estava entalada na garganta como uma espinha.
- Ah, quanto a isso eu não preciso me preocupar, professor Snape. Sei que seus "aluninhos" - e essa última palavra ela pronunciou em um tom bastante infantil - sofrem muito para escapar de dois balaços enfeitiçados, mas o meu filho atravessa o vale dos dragões por onde passa o trajeto da corrida anual da Suécia. Comparados aos grandes lagartos voadores que infestam aquela região, o balaço é uma bola parada - e terminava de falar, não sem perceber que muitos na mesa estavam um tanto quanto impressionados com o último comentário da mesma acerca da corrida anual...
- Ele não é muito novo para isso?
- Ele tem idade para tanto.
- Você permite isso, Flitwick? Sei que é necessária a autorização do diretor da casa, do diretor da escola e do responsável legal no caso de menores de idade.
- O jovem Kneen é bastante convincente, devo dizer que é um excelente dialogador - falava Dumbledore, confirmando a dúvida de Snape, deixando-o realmente surpreso.
- O esporte é violento por si só - Jane tentava voltar ao assunto principal, antes de resolver responder as piadinhas de Snape - Mas concordo com o professor Flitwick, esse ano as coisas estão mais favoráveis para Lufa-Lufa e Corvinal, tendo em vista que Sonserina e Grifinória sofreram substituições marcantes e cruciais em seus times.
- Eu prevejo que será muito, mas muito difícil para Grifinória se sobressair ... e uma pessoa finalmente terá seu momento de glória - dizia Sibila - um jovem que há anos espera esse momento. Sim, está muito claro, tanto quanto o fato de que uma pessoa irá nos deixar. - o silêncio tomou a mesa, os professores pararam de comer e começaram a fitar a professora de adivinhação.
- Irá nos deixas? - Jane a olhava torto - do que está falando?
- É Exatamente o que está pensando, Jane.
- Outra previsão? - Flitwick estava demonstrando uma preocupação crescente - não me diga que...
- Não, professor. Infelizmente não fui capaz de ver quem era, mas sinto que não era o jovem Kneen.
- Você tinha me dito que tinha previsto a morte dele...
- Não, Jane. Eu disse que uma de minhas alunas previu a morte de seu filho. É uma aluna talentosa, acredito sinceramente que ela tenha o raro Dom da premonição.
- E o que acha de pedir para que ela tente descobrir?
- Você sabe muito bem que as coisas não funcionam dessa forma, querida.
- Professor, pode dar aquele aumento para a professora Sibilia que prometeu- falava a Jane com uma voz cheia de sarcasmo.
- Não preciso de aumento, mais de uma sala maior.
- Terá sua sala, querida Sibila. - Diz Alvo, percebendo que o clima entre as duas estava ficando cada vez mais pesado, assim como a atmosfera. As previsões da professora de adivinhação estavam ficando cada vez mais corretas, o que, não apenas como benção, podia ser motivo de preocupação. Quem seria o aluno que os deixaria em breve? Ou aluna? E se não fosse? Afinal, ela disse que seria alguém, mas não especificou. Determinado a resolver isso em uma hora mais apropriada, ele ajeita seus olhos, resolvendo cuidar de assuntos mais imediatos. - Mas creio que teremos que, como professora Jane nos disse, tratarmos da baile de inverno.
- Prevejo que será um baile diferente dos outros, prevejo muito ciúme... - Lupin olhou de atravessado para Sibila, e o mesmo não demorou muito para cochichar com a professora de cultura trouxa, a qual estava ao seu lado.
- Fazia muito tempo que ela não via comida, por isso as previsões aparecem...
- Na verdade ... vejo que o circulo está bastante tempestuoso e ... pressinto que minhas previsões irão falhar.
- Foi uma das maiores previsões que você já fez até hoje, Sibila.- Minerva comentava.
- O que quer dizer com isso, Sibila ? - perguntava um curioso Snape com o que acabara de ouvir.
- Aqueles que vivem fora do fluxo do tempo estão totalmente ativos neste período. Existem aqueles que tem o poder de mudar o rumo da história com suas decisões, que não são afetados por suas decisões. Quatro deles estão obstruindo minha previsão, de modo que não posso enxergar mais profundamente.
- E quem são esses quatro?
- É um mistério. Talvez nunca saibamos.
- Certo, voltemos ao baile, então. Ainda estarão organizando ele por ano, certo?
- Sim - respondia Minerva - apenas alunos a partir do quarto ano, alunos de anos anteriores podem ir desde que sejam o par de um aluno do quarto ano em diante.
***
No jardim, Frida, Luna e Morgana ajudavam Hagrid com os Unicórnios. Hagrid agradeceu a ajuda delas e as dispensou, as mesmas sorriam enquanto iam caminhando de volta ao castelo.
- Aluada, quero falar com você. - Michael estava de braços cruzados, a menina olhou para as amigas e seguiu ele.
- Que história é essa de me chamar de Aluada?
- Quer ir ao baile comigo? Eu sei que você não pode ir- Luna riu do jeito dele falar - E quanto ao Aluada, é porque você vive no mundo da lua.
- Jura ? A Morgana vai querer seu fisgado!
- Bem, se prefere ficar trancada no seu quarto enquanto todo o time se diverte ... só estava pensando em um modo de você se divertir, a não ser que você consiga um par. Você já tem um?
- Ah, eu tenho sim ! - ela batia o pé no chão.
- Tá bom, só perguntei por que o pessoal pediu, até daqui a pouco.
- Eí, Lu, quem é o seu par ? - perguntava Frida.
- Hã, bem ... eu ...
- Você tem um, certo?
- Bem ... claro que tenho.
- Ótimo.
***
- Alguém viu meu violino? - era o terceiro aluno da Grifinória que ele chamava a atenção - caiu mais ou menos aqui, mas sumiu! Evaporou! Desapareceu!
- Não vimos não, Yoh.- Diz Neville.- Mais o Malfoy foi quem estava do seu lado.
- Onde... não, ele não está por aqui. Se a minha descobrir que ele sumiu ...
- Vem, Yoh - Cho passava arrastando-o - vem me dar uma ajuda, tenho que desenferrujar esses ossos para o jogo.
- Claro ,mas e meu violino ?
- Depois você acha seu violino.
- Mas ...
- Anda logo, não vai te fazer falta tão cedo!
- Minha mãe vai me matar!
- Bem ... já que você já passou por isso, não deveria ter tanto medo. Mas, da próxima vez, não siga a luz branca, ok ? - ela ria debochadamente, enquanto Harry olhava pelo canto do olho ele sendo arrastado pela moça.
Cho. Até mesmo ela só dava atenção para ele agora. E pensar que ele um dia fora totalmente apaixonado. Não que sentisse ciúmes, mas ...
Pelo visto, agora o Kneen estava era cheio de si, se sentindo uma celebridade. Por acaso ele se achava mais importante do que os professores? Só faltavam eles o chamarem de Senhor!
***
- Há algo que eu gostaria de tratar de alguns assuntos com os senhores - Pomfrey chamava a atenção de todos os professores ali - mas na sala dos professores, pois diz respeito ao incidente ocorrido dias atrás, e gostaria de ter tanto a sua, professor Dumbledore, quanto a presença de Fitch e de Hagrid.
- E do que seria, professora ? - Snape se dirigia a ela.
- Quero tratar sobre a saúde dos alunos, Severo. As noticias voam como o vento, recebi uma carta de Amy, a médica de Hogsmeade, representando o conselho de medi-bruxos acerca das condições da escola. Mas quero tratar isso mais tarde, após as aulas, gostaria de contar com a presença de todos na sala dos professores.
- Pois bem, Pomfrey - Dumbledore respondia com seu jeito de sempre - tenho certeza de que todos estarão lá.
***
Já era o fim do dia. O sinal toca, de modo que Sibilia dispensa sua última classe. Estava arrumando suas coisas, quando caiu sentada e se deu conta de que estava tendo uma visão, aonde se via com todos os professores reunidos na sala dos professores.
Sendo assim, quem era ela para contrariar tal coisa? Claro que se lembrava do aviso de Pomfrey à tarde, no entanto...
Ela caminhava pelos corredores. De repente ela para, evitando trombar com um aluno, segundos antes dele passar. Segue adiante e para novamente, segurando um lustre que caia, tendo sido derrubado por Pirraça.
E ainda tinham a coragem de chamá-la de farsante. Se bem que o diretor lhe prometeu dar outro aumento por que ela localizou aquela garota que possuia o Dom raro da premonição, a mesma que previu o que aconteceu com o garoto Kneen.
Pena que ninguém acreditou.
- Boa noite - ela adentra na sala dos professores, mas ninguém comentou nada. Estavam todos ali, Snape, Mcgonagall, Sporut .... todos. Ou quase.
- Boa noite, professora Sibilia. Estava aguardando a senhora. Sabia que viria.
- Mesmo?
- Bem... eu imaginei que viria. Pode se sentar - Pomfrey indicava uma cadeira na mesa enorme que se formou - quem mais falta?
- Me desculpem pelo atraso - Hagrid entrava - Tive alguns problemas com os unicórnios, mas está tudo resolvido - e se senta ao lado de Lupin.
- Pois bem. Venho aqui para discutirmos alguns assuntos referentes as condições sanitárias desta escola. Recentemente quase perdemos um aluno por causa disso, e tal coisa me abriu os olhos para nossa real condição.
- Será sobre os animais que as crianças trazem para a escola. - Disse Sibila ,alguns professores olharam espantados para ela.
- Exato, Sibilia. Mas é algo mais do que isso. Como sabem, nossos alunos tem total liberdade para terem animais. Gatos, cachorros, aves, corvos - ela olhava para Jane - sapos, ratos... mas nosso sistema de controle é bastante precário. Tais animais circulam livremente pelas dependências das escolas, entrando em contato com qualquer ambiente e trazendo todo tipo de microorganismo para os alunos. As próprias corujas que entregam os jornais de manhã são um exemplo disso, elas trazem um número significativo de germes para os alunos e, pior ainda, na hora do café.
- O que sugere, Promfrey? - Snape perguntava - que proibamos essas criaturas e as corujas também?
- Eu gostaria de sugerir o castramento de todos os cachorros para evitar que eles ficassem zanzando por aí.- Jane olhava para Lupin, que percebeu a indireta .
- Não exatamente, Severo. Gostaria de organizar um controle melhor dos animais aqui para evitar a propagação dos germes. com Exceção do corujal, os demais animais andam soltos por todo o terreno e no fim mantém contato constante com os alunos, e isso é algo muito perigoso.
- Bem... - A professora de Línguas Anciãs se fez presente. - Eu acho que deveria ser feito um gatil, um canil e um aquário para os anfibios, creio que ficaria tudo muito controlado.
- Um tanto inviável - dizia Minerva - não temos verba para tanto.
- Imaginei isso. Gostaria de propor, no caso, um maior controle dos animais aqui presentes. Aumentar a rigidez e diminuir a liberdade dos mesmos. Uma epidemia pode se alastrar facilmente, sabiam? Pode passar de animal para animal, e de dono para dono em poucos dias. Um epidemia de peste bubônica se alastraria com enorme facilidade.
- Quer fazer um senso, é isso?
- Sim. Cada aluno teria que cadastrar o animal que trás para a escola, assim como também zelar pela saúde dele. De tempos em tempos estaríamos organizando campanhas de vacinação, assim como também manteríamos o controle de que tipo de animais podem entrar na escola.
- Então enviaremos avisos aos pais dos alunos, e aqui na escola os avisaremos na hora do jantar. - Diz Dumbledore.
- Mais uma coisa - dizia Pomfrey - depois do ultimo incidente, vejo que apenas eu, mesmo com Florinda como assistente, me vejo incapaz de prestar apoio a todos os alunos. Se faz necessário uma ajuda adicional.
- O que planeja, então? - perguntava a diretora-adjunta - solicitar novos alunos de medi-bruxaria?
- Não. Eu gostaria de propor que fossem dadas aulas de primeiros socorros aos alunos. Sei que isso pode prejudicar o calendário escolar, o qual já está bastante cheio, portanto proponho criarmos um grupo de alunos de cada casa, os quais estarão tomando providencias para precaver a saúde dos demais alunos. Serão como os monitores, mas agirão o objetivo de prevenir doenças. Serão agentes estudantis de saúde, na verdade. De inicio, gostaria de solicitar que um aluno de cada casa formasse o grupo inicial, e eu lhes daria conhecimentos básicos de enfermagem, mas que poderiam prevenir e resolver muitos problemas. Se aprovado, gostaria que cada diretor indicasse um aluno disposto a fazer o curso. Como incentivo, tal aluno teria uma indicação para o caso de prestar uma prova para a escola de medi-bruxos.
- Então, para não ser um desperdício de tempo, sugiro que os alunos sejam no máximo do sexto ano, para podermos aproveita-los melhor e lhes dar um tempo de experiência - dizia Snape.
- Podemos ver os detalhes mais tarde, professor Snape. A principio estarei ministrando o curso nos fins de semana, mas poderei estender para aulas práticas durante a semana. O que acham?
(Jane) - Concordo.
(Lupin) - Apoio.
(Sibilia) - Previsível.
(Sprout) - Apoio.
(Snape) - Conveniente.
(Hagrid) - Com certeza!
(Flitwick) certamente.
(minerva) - Ótima idéia.
- Então temos um acordo, madame Promfrey - dizia Dumbledore - ao longo da semana entrem em contato com os alunos que forem indicar. Madame Pomfrey os estará aguardando - e todos os professores começaram a sair da sala.
- Minerva, espere.
- Pois não?
- Já se decidiu quanto a quem irá indicar?
- Sim, a senhorita Granger. É uma jovem talentosa e dedicada, tenho certeza de que ela executará com perfeição tal responsabilidade.
- Imaginei que você a indicaria. Você sempre a indica, não é mesmo?
- Eu gosto de premiar o esforço das pessoas, você não faria o mesmo, premiaria os mais esforçados como um incentivo e reconhecimento pelos seus atos? Não é pelo mesmo motivo que indicamos os alunos para serem monitores, pelo seu comportamento e notas? E conseqüentemente, como chefe dos monitores? E não é justamente pelo mesmo motivo que a senhorita Granger é chefe dos monitores?
Me desculpe por me intrometer, Minerva ... mas eu gostaria de sugerir um outro nome para você indicar.
- Mesmo? Alguém mais apto do que a senhora Granger?
- Não, essa pessoa não é mais apta do que a senhorita Granger. Também não é mais estudiosa tampouco inteligente, suas notas não superam a dela. Mas com o devido preparo, com a devida oportunidade que a mesma nunca teve por sempre estar à margem dos outros, na sombra daqueles que o cercam, essa pessoa daria melhores frutos para ela e para os demais neste cargo.
- Entendo. Quem gostaria de me sugerir? Prometo que pensarei bastante. Sua opinião terá peso em minha decisão.
- Pois bem, ela se chama ...
***
Os alunos estavam todos no salão principal e, com exceção de uma ou outra brincadeira de pirraça, nada de anormal havia acontecido.
- Bom dia a todos - o diretor se levantava - é muito bom ter todos aqui, nessa tão adorável paz, apesar de alguns incidentes isolados - ele olhava de soslaio para Remo - Há tempos não tínhamos uma atmosfera tão tranqüila quanto está e, para preservá-la, eu e os demais professores, por sugestão de Madame Pomfrey, tomamos algumas providências. Em primeiro lugar, levando-se em conta o estado de saúde de todos os alunos aqui presentes e para evitar uma propagação de doenças, cada aluno será obrigado a registrar junto ao zelador Filtch cada animal que portar, e será estipulado um limite de animais que cada aluno poderá ter. Desde então diversas outras medidas serão tomadas para manter um maior controle dos animais - muitos alunos suspiraram - e evitar maiores problemas. Como todos aqui sabem, visto que tal noticia já percorreu todos os corredores da escola, o senhor Kneen fora vitima de uma virose causada pela proximidade com um cachorro, apesar de até então não termos identificado de onde o animal surgiu e, para evitar casos assim, manteremos não apenas o controle dos animais, mas das condições sanitárias de toda a escola. Como norma de segurança e para garantir que tais normais sejam cumpridas, serão indicados quatro alunos que farão o papel de agentes de saúde. Cada um deles será responsável por garantir que os demais alunos de suas respectivas casas cumpram as normas, assim como também receberá treinamento em enfermagem para prestar ao mesmo os primeiros socorros antes que madame Pomfrey possa entrar em ação, como também resolver problemas corriqueiros. Madame Pomfrey é uma excelente médi-bruxa, mas mesmo com sua assistente Florinda, muitas vezes ela não pode chegar há tempo, portanto como plano inicial, serão escolhidos quatro alunos.Cada diretor irá indicar este aluno que esteja disposto a aprender e contribuir com a escola. Após recebido o treinamento, esses alunos terão um grau de autoridade equiparável ao dos monitores, mas com funções diferentes e com a obrigação de sempre prestarem socorro a todos os alunos, independente das casas - muitos sorriram ao ouvir que teriam autoridade de monitores - portanto, fiquem em aguardo pois ao longo do dia estarão sendo contatados pelos seus diretores de casas - ele se senta, terminando de dar o recado, enquanto um infindável número de vozes era ouvido ao longo das quatro mesas .
A proposta era interessante, pois teriam os mesmos privilégios dos monitores, e a única obrigação de cuidar de alguns machucados ...
- Eu queria fazer esse curso - comentava Yoh ao acaso para Miranda, que estava do seu lado.
- Por que vai fazer medicina, não é?
- Isso, quero prestar prova para a escola de medi-bruxos, e acho que seria legal fazer esse curso.
- Bem, por que não conversa com o professor Flitwick?
- Não vai adiantar, eles já devem ter escolhido os alunos. Bem, só me resta esperar.
Chaz estava meio distante, sendo logo percebido por seus colegas, até que Cassie se sentou ao seu lado e o encarou.
- O que foi que aconteceu? Por que está tão distante?
- Bem...eu e a Amanda estávamos quase nos beijando...
- E por que não se beijaram? - Perguntou Julieta.
- Professora Kneen chegou ... - Yoh segurou o riso.
- Minha mãe sempre atrapalha os casais, hihihi! - ele parava de rir ao se dar conta de que todas as garotas o encaravam em sinal de desaprovação - Foi mal. Dê uma chance para ela, Chaz. Ela ainda não deve se sentir pronta para tentar algo.
- Mas...
- E ela saiu de um namoro recente, está meio receosa de se abrir com outros.
- Mesmo? Quem?
- O Crabbe, lembra dele?
- O Crabbe era o namorado dela? - ele perguntava, ao passo eu o olhar das garotas lhe davam a resposta;
- É, mas eles desmancharam, e ela está um pouco magoada ... dê um tempo para ela, ela ainda está se adaptando a isso.
Chaz se levantou e saiu do salão, Cassie e Ariel foram atrás dele, Carlos e James ficaram olhando, Yoh estava pasmo...
- Eu acho que ele está apaixonado de verdade... - Carlos e James concordaram com Yoh. Uma cabeleira branca se aproximou da mesa da Corvinal.
- Oi. - Disse Luna sorrindo , fazendo os meninos sorrirem.
- Oi Luninha. - Diz James a beliscando, provocando um pequeno ciúme em Julieta.
- Oi, Luna - falavam miranda e yoh - como vai o seu pai?
- Ah, ele vai bem. Parece que ele conseguiu uma folga depois que capturou o tal do Pedro.
- Que bom.
- Escuta ... cadê a Cassie?
- Por que ? Ansiosa para o jogo? - Julieta esticava o pescoço em sua direção.
- MUITO! Queria pedir pra ela ver o meu futuro, sabe.
- Pede pra madame Sibilia, oras.
- Ah, sei lá, acho aquela mulher tão estranha ... a Cassie e a Ariel conseguem ler a minha sorte melhor do que a professora!
- Ela acabou de sair, depois você pode falar com ela. Senta ai, come com a gente.
- Ok ! - ela abriu um espaço e se sentava, enquanto uma coruja descia no meio do salão parando próximo de Yoh.
A coruja de crabbe.
"Caro Yoh
Cara, como você está ? Não vai acreditar, recebi uma carta do Goyle, perguntando como eu estava e dizendo que você havia ido para o hospital. Espero que melhore. Aliás, foi você quem disse para o Goyle me escrever? Eu realmente não esperava, apesar de estar um pouco... agradecido. Desejo-lhe melhoras, seja lá qual seja o seu problema. Me desculpe pela demorar para responder a carta anterior, mas o tempo aqui está horrível e eu não podia enviar a coruja por isso. Quanto ao que você disse, sobre não poder dar meu recado para a Amanda e que eu deveria fazer isso... bem, obrigado pelo conselho. Mas ainda não me sinto pronto, mas quero realmente fazer isso. Bem, melhoras para você.
Ps.: estou fazendo amizade com algumas pessoas por aqui. No principio foi difícil por que me achavam meio estranho, mas agora acho que estou bem melhor. Até que aqui é legal, sabe. Estou até pensando em entrar para o time de Quadribol que há por aqui.
de seu amigo,
Crabbe"
- Carta de quem, Yoh ? - perguntava Carlos.
- Do Crabbe - ele respondia, ao passo que seus olhos se cruzam com os olhos de outra moça, a qual o encarava da mesa da Grifinória e reconheceu aquela coruja.
Amanda .
Bem .... melhor dar logo um jeito nisso.
"Caro Crabbe
Eu estou bem, obrigado por perguntar. Tive um ataque alérgico aqui, mas já passou e tudo vai bem. Comprei um vestido para a Gina usar no baile de inverno, você precisava ter visto a cara de alegria dela. Fora que ela ficou muito, mas muito bonita mesmo. Acho que vai ser chamar um monte de atenção no baile. Que bom que está se relacionando por ai, acho bem legal você resolver participar de uma atividade extracurricular. Fora isso, nada de anormal, caso queira saber, as pessoas tem seguido com sua vida. A Amanda tem ido bem, ocasionalmente ela tem algumas lembranças tristes, mas ela está suportando, tentando levar a vida adiante.
Ps.: não seja mal-educado, escreva de volta para o Goyle, ele não te enviou uma carta apenas para contar sobre meu estado de saúde.
de seu amigo,
Yoh"
Ele pega a carta e a entrega para a coruja, a qual a alça vôo, voltando para seu dono. Yoh olhou para a mesa da Grifinória, aonde Amanda saia correndo e uma certa ruiva ia atrás.
- Por isso o Chaz está sofrendo ...
- É James , mais ele sabe disso ...
- Carlos, você gostaria de saber que a pessoa pela qual você é apaixonado pensa em outro em vez de você?
- Parem vocês dois. - Diz Yoh. - isso diz respeito a eles e apenas eles.
- Olha Yoh, logo você defendendo ele e ...
- Isso só diz respeito a eles, entendeu ? - Yoh olhava duramente para James - é a vida deles, eles decidem, não nós.
- Tá bom, não precisa ficar irritado.
- Você gostaria que eu contasse para a sua mãe que você está namorando a Ju escondido?
- Não tem nada a ver, eu...
- Se eu contasse o que você gostaria de contar, você gostaria? Se eu me intrometesse na sua vida sem você permitir, tomasse decisões no seu lugar, você gostaria, James ?
- É nosso amigo, temos o direito de ajudá-lo.
- Aconselhá-lo, você quer dizer. De que vale para você uma pessoa fazer algo importante para você, o qual deveria ter feito ele próprio? Podemos aconselhá-lo, oferecer-lhe novas opções... mas a decisão deve ser dele. James, meu amigo ... esse ano Cho, Carlos e Rika se formam... ano que vem, Ariel, Miranda e você. Não vamos ficar juntos para sempre, claro mantenhamos contato, mas cada um seguirá com sua vida. Você não irá decidir seu destino por causa de sua irmã, e apesar dela ficar te alfinetando direto, dizendo que você é um gênio e deveria aproveitar melhor seu talento, é sua decisão, não dela. Não podemos escolher as pessoas com quais Chaz irá andar... tampouco a pessoa pela qual ele irá gostar.
- ....
- Mudando de assunto ... escuta, sua mãe anda pegando no meu pé. No de todos nós, sabe. Ela está começando achar que você anda jogando no outro time...
- Como é? E o que vocês disseram para ela?
- Bom... é difícil explicar para ela que não, ainda mais sem apresentar provas concretas, se é que me entende...
- Minha mãe está achando que eu sou gay? Digo, homossexual? - Os outros apenas se olharam e afirmaram com a cabeça , James se levantou e olhou para a mesa dos professores, de onde sua mãe estava olhando para ele.- Ju, vem aqui.
- Eu não, venha aqui você ...
- Só dessa vez, por favor.
- Sei, só pra satisfazer o ego da sua mãe, é ? - ela cruzava os braços - nada disso, senhor James Hooch. Eu não vou, e não irei participar de um show aqui no meio do refeitório.
- Ai ... eu mereço.
- Nem olhe pra mim - o rapaz de olhos cinzas virava o rosto - pelo menos você não tem um monte de irmãos ciumentos na sua cola.
- Tudo bem, tudo bem, Ju, hoje no intervalo das aulas a gente fala com ela, ok?
- Jura ?
- Sim, Juro.
- Obrigada - ela mandava um beijo para James, do outro lado da mesa.
- Te amo ... - Ele piscava.
***
A aulas de poções seguiu normalmente, isso se considerasse o fato de Snape descontar pontos da Grifinória a cada cinco minutos.
Snape observava a turma. Teria que indicar um aluno de sua casa, mas as opções não eram lá as melhores.
Draco? Não. Ele se recusaria a auxiliar alunos trouxas ou qualquer outro da Grifinória.
Goyle? Também não. Ele seguiria as ordens de Draco.
Quem escolher? Realmente chegou a dar o braço a torcer para uma idéia, mas Granger pertencia a Grifinória ...
Teria que ser alguém que fingia aceitar as vontades dos outros que mandavam ... No caso Draco Malfoy ... mas quem seria esse tipo de pessoa? - ele observa os alunos, tentando e falhando. Tinha que ter alguém. Talvez um aluno de outra turma ... não, o Maxwell não iria inspirar muita confiança nos alunos, o mais provável era que eles achassem que ele iria machucá-los ao invés de ajudá-los, talvez alguém mais dócil como... Pansy Parkinson?
Pansy ? ele realmente pensou nisso?
Ele olha ao redor. Alguém, outra pessoa...
Não.
Bem, talvez ela recusasse ...
- Parkinson - ele colocava a mão em seu ombro ao final da aula - quero falar com você.
Ela dava de ombros, estranhando aquilo. Tentou gritar para seu draquinho, mas ele continuou seu caminho.
- Pois não, professor?
- Estaria interessada em fazer o curso de madame pomfrey ?
- Curso ? Mas ... por que eu ?
- Por que ... aham ... suas habilidades e ... bem ... você tem muito ... muito ... bem, seja o que for, tem muito. E preciso de alguém que seja capaz de se dedicar a um assunto especifico - se ela conseguia tempo para se dedicar ao Malfoy, então poderia fazer tal coisa com qualquer pessoa - e de uma pessoa que tenha responsabilidade. Aceita? - ele perguntava, apesar de apenas uma coisa estar passando pela sua cabeça naquele momento: "Recuse, por favor! Recuse!"
- Bem ... estava mesmo em dúvida sobre o que fazer depois de me formar, acho que vou fazer CURA, aceito. - A cara de Snape veio ao chão, mas ele não perdeu a compostura.
- Mesmo ?
- Sim! Agora se meu draquinho se machucar, vou poder cuidar dele! Vou enfaixá-lo, curá-lo, apertá-lo com todas as forças e cuidar para ele não se machucar de novo!
Uma gota surgia na testa de Snape. O que foi fazer?
***
O professor observava o rapaz com um olhar curioso. O mesmo estava usando o feitiço que lhe lhe ensinara para fazer levitar um pincel e usá-lo para pintar um desenho ... pintar um desenho!!!
Sua habilidade era incrível ! Ele deveria ter se dedicado muito para tanto!
Dedicação ... era disso que precisava. Uma pessoa capaz de se dedicar totalmente ao seu trabalho, colocar sua alma nele.
- Chaz - Flitwick se aproximava do rapaz, o qual estava na biblioteca passando o tempo copiando uma figura que vira em um livro - podemos conversar?
- Claro, professor.
- Já pensou sobre a proposta de madame Pomfrey?
- Sim, é realmente interessante.
- Você aceita fazer o curso?
- Claro, quer dizer aceito.
- Mesmo? Não vai te atrapalhar?
- Não.
- Você parece chateado com algo ... posso te ajudar?
- Poção cola -ossos cola coração partido?
- Não... mas as vezes, um bom abraço resolve. Já deu um abraço hoje em alguém especial para você?
- Bem ... não.
- Um simples abraço pode curar, um simples sorriso pode salvar.
- Obrigado pela dica, professor.
- Não foi nada. - Chaz saiu da biblioteca e acabou encontrando Cassie no corredor. Quando a menina sorriu para ele , o mesmo a abraçou e sua amiga retribuiu o abraço.
No mesmo corredor estava vindo Amanda, que ficou pálida com o que viu, virou os dois pés e saiu o mais rápido que podia dali.
- Ele ia me beijar, sendo que namora outra ? - perguntava para si mesma, no meio do caminho.
- O que foi, Chaz ? - Cassie sorria .
- Nada ... só precisava abraçar alguém ... e agora me sinto bem melhor.
- Que bom, você estava tão abatido!
- É ... escuta, o professor me convidou para fazer o curso, o que acha?
- Que bom ! Quer dizer ... é o que você quer?
- Sim. Acho que vou poder ajudar melhor as pessoas desse jeito.
- Bem ... então faça, oras.
- Tem razão. Obrigado, Cassie - ele a abraçava com mais força, até que para ao sentir uma mão forte segurando em seu ombro de tal jeito que o mesmo ficava paralisado - AIII!!!
- Vai com calma, seu abusado! A garota já está acompanhada!
- Mas o que ...
- Thor! - ela botava a mão na cintura, olhando feio para ele - é só o Chaz!
- É! -ele se contorcia com a pressão no ombro, a qual não apenas era incômoda, como também o paralisava, obrigando-o a ficar de joelhos para não cair por completo.
- Ah, eu sei... só queria que ele não se esquecesse de que você já é muito bem amada, amor.
- Ah, Thor - ela se aproximava e, aproveitando que não havia nenhum professor por perto, estalava um beijo nele. - eu também te amo!
- Sei, vou fingir que acredito. Cheguei a tempo de pegar esse engraçadinho dando encima de você.
- Ah, ele é só o meu amigo. Escuta, como andam os treinos?
- Estão indo bem. O Malfoy tomou vergonha na cara e aprendeu a voar direito com aquela vassoura, era um desperdício uma vassoura tão boa com alguém que voava tão mal, mas agora ele está mais esperto. Ameaçar ele com alguns balaços deu resultado.
- Que bom que te aceitaram de novo no time!
- É, os diretores das casas e madame Hooch vieram com aquele papo estranho de que eu era muito violento e o professor Snape teve que falar com o capitão para me dispensar, mas depois da vergonha do ano passado resolveram me aceitar de volta. Precisava ter visto a cara do Malfoy. E a sua roupa para o baile?
- Não se preocupe, eu estarei linda.
- Não dúvido.
- Sem querer estragar a conversa romântica... MAS SERÁ QUE PODE ME SOLTAR?!?! ISSO DÓI E EU QUERO IR EMBORA!!!
***
- "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ele, menina, que vem e que passa ..."
- Luna, você já cantou essa musica cinco vezes! Para com isso!
- Obrigada pelo elogio, Jackson! E agora, vou cantar uma música do Metálica e...
- Que diabos ... por que não vai estudar um feitiço?
- Não posso, ainda serei uma cantora muito famosa, e tenho que praticar!
- Ai ... mas você é muito elétrica, Luna ! Eu queria que alguém te desse algo para fazer!
- Como o que, por exemplo?
- Luna - a professora Sprout surgia na sala - pode me acompanahar, por favor?
- Claro, vovó.
- Graças a Merlim - Michael unia as mãos e voltava a estudar - obrigado, vovó Sprout - falava Michael. Não que madame Sprout fosse realmente sua avó, mas todos ali a consideravam como uma.
***
Em sua mesa, Minerva tinha a ficha de cinco alunos promissores. A primeira delas era a senhorita Granger, uma jovem promissora.
Quem escolher, então? Ela era a primeira da lista, mas... haviam outros cinco para analisar e opinar.
Hermione Granger. A aluna ideal. Dedicada, atenciosa, audaciosa. Com certeza esse curso cairia como uma luva para ela. A mesma aceitaria com prazer e executaria a tarefa com louvor, no entanto, ela já tinha muito o que fazer. Sabia que a jovem Hermione aceitaria isso como uma nova experiência, mas as palavras de Pomfrey ecoavam em sua mente
Amanda Wood. Boa aluna, boas notas. Nenhum comportamento excepcional.
Neville Longbottom. Descartado. Mas isso a fazia voltar as palavras de Pomfrey sobre oportunidade.
Simas. Nada de excepcional, a não ser um talento nato para fazer as coisas explodirem.
E um número enorme de alunos. Chegou até mesmo a cogitar o nome de Harry Potter, visto que o mesmo parecia dedicar sua vida a se preocupar com coisas pequenas, como o Quadribol e o Lorde das Trevas, mas isso a lembrou do que Pomfrey lhe disse.
De novo Pomfrey! Era como uma dura verdade martelada em sua testa, a qual ela não podia ignorar. Granger, Granger, Granger... sempre ela. Mas reafirmava suas palavras, o que havia de errado nisso? Que mal havia em reconhecer o esforço de uma aluna através de uma premiação? Se a mesma estudava, se comportava, se esforçava para se desenvolver ao máximo, o que havia de errado em dar para a mesma a oportunidade de se aperfeiçoar?
Nada. Não havia nada de errado, a mesma não enxergava ali um erro. Granger era a melhor aluna que tivera em anos, e não via nada de errado em recompensá-la dando-lhe as melhores oportunidades.
Mas a mesma também se preocupava com o futuro de seus alunos, com o que poderia fazer em relação a eles. Não tinha apenas o dever de ensinar, mas sim de também aconselhar e precavê-los acerca dos perigos da vida.
Ela realmente queria indicar Hermione, mas as palavras de Pomfrey a deixaram preocupadas, do contrário já teria agido de uma vez por todas.
Havia uma pessoa ... alguém que, conforme relatado pela maioria dos professores e por alguns alunos, não tinha uma perspectiva de vida. Parecia pensar unicamente no presente, no agora e no grupo, e não tento um pingo de pensamento de unidade, de auto - estima e planejamento para o futuro. Se perguntavam o que tal pessoa faria depois que saísse da escola. Essa era a preocupação de madame Pomfrey, e o motivo de ela ter lhe indicado. Havia reconhecido capacidades louváveis em tal pessoa - as quais ela nunca percebeu, pois a mesma estava ofuscada - e depois de um exame audacioso, comprovou muitas coisas. E até concordava com ela. Seria uma chance que tal pessoa teria, se não fosse seguir tal profissão, ao menos poderia ter novas possibilidades na vida.
O que a lembrava... quantas vezes tal coisa já aconteceu? O número de vezes em que premiou os melhores alunos lhe sumia da cabeça. E os demais alunos, os mais "normais", aqueles que tiravam notas normais, sem se destacar? Não mereciam uma chance? Uma oportunidade de crescer? E os que não eram muito bons em algumas matérias?
Não, para ela, sempre foi assim. Apenas os melhores eram premiados, apenas os que se destacavam, esquecendo-se de que o mundo não era feito só de prodígios.
Ela faz um sinal, e o aluno fica até o fim da aula, aguardando em sua carteira. A mesma se ergue, caminhando até ele. Sabia o que falar.
- Pois não, professora?
- Quero falar com você. Recebi uma indicação de madame Pomfrey para solicitar você. Devo admitir que, em meu julgamento, haviam outros alunos na sua frente, como a senhorita Granger.
- É, eu imaginava. O Harry também, certo?
- Cheguei a cogitá-lo, de modo que nem pensei em você... mas isso me preocupou. Me dei conta de que o ignorei por causa desse mero detalhe... ignorei as oportunidades que você poderia ter, justamente por causa disso. Mas eu te pergunto, é isso o que quer? Quer sempre viver na sombra de alguém?
- Não, professora ... sei que não estaremos juntos para sempre... quero trilhar meus próprios caminhos. Mas não tenho certeza de que desejo fazer medicina.
- E não precisa. Que tal fazer esse curso, prestar serviços à Hogwarts... e depois se decidir? Ao menos, terá uma função.
- Mesmo não sabendo se é isso mesmo o que eu quero?
- Tudo na vida deve ser visto como uma oportunidade de aprendizado. E você tem uma habilidade incrível. Aliás, percebi que você foi o único a demonstrar reação durante o incidente de Sábado.
- Eu tinha que fazer alguma coisa, e me lembrei de algumas coisas que o meu pai tinha me dito.
- Louvável. Não ficou parado diante do pânico de todos. Você pode ter garantido alguns segundos para madame Pomfrey, meu rapaz. E então, o que me diz?
- Está certo - ele pensava bem. Ainda não tinha certeza do que queria fazer da vida... mas já era um começo. Era uma oportunidade que ele tinha por seu próprio mérito, e não por estar na sombra de alguém - eu desejo fazer tal curso, professora. Pelo menos para poder aprender a respeito disso.
- Pois bem, Esteja hoje a noite depois do jantar no consultório de madame Pomfrey, Ronald.
- Estarei, professora. Se me der licença...
- Toda. - Rony saiu da sala com um sorriso no rosto, finalmente sua estrela interior iria brilhar, sem o brilho de outra estrela a tapando.
Não que quisesse humilhar ou se vangloriar, mas ... ele fora escolhido para um cargo de responsabilidade, e por mérito próprio. Ele entre tantos alunos. Ele.
- O que foi ? - Hermione se aproximava, encostando a cabeça em seu ombro.
- A professora Minerva, ela ... ela me escolheu para fazer o curso!
- Isso é ótimo, meu amor! - Hermione abraça Rony e o beija. - Parabéns!!!! Vamos comemorar?
- Mas Mione....
- Nada demais, Rony. É por você, vem eu peço uma cesta para o Dobby lá na cozinha.
- Hermione. - Rony parou e fez ela olhar para ele. - É bom saber que sou eu e você.
- Como?
- Hã... nada não, esqueça. Apenas um pensamento bobo meu, vamos.
- Vamos, bem ... O que podemos pedir ao Dobby para nosso jantar romântico?
- Vamos lá na cozinha e no caminho resolvemos qual cardápio escolher, mon amour. - Hermione sorri e os dois vão conversando até a cozinha.
***
Já era o fim da tarde quando ambos chegaram da cozinha. Entraram em uma sala vazia da escola - engraçado como sempre surgia uma quando se precisava, não? - e ficaram lá com suas cestas de guloseimas. Como em um piquenique, Rony estendeu uma toalha no chão e Hermione colocou sua cesta, espalhando a comida.
Vez ou outra ela se via sorrindo para o mesmo. Estava admirada com aquilo, com o sorriso de seu amado, com a expressão de pura alegria estampada em sua face. O mesmo havia ficado mais alegre com a indicação do que ela podia imaginar.
- Sempre foi assim, sabe.
- Não se menospreze, Rony.
- É sério - ele dizia, bebendo um pouco de suco - o segundo mais novo de sete irmãos, mas quando a caçula é mulher, geralmente toda as atenções vão para ela. Tudo o que eu sempre tive, sempre passava por alguém antes, sempre teve preferencia de outra pessoa. Meus livros... meus uniformes... minha varinha, minha vassoura, meus brinquedos, meu quarto...
- Está com ciúmes dos seus irmãos?
- Eu nunca pensaria nisso... mas com o tempo, vivendo assim, você acaba se acostumando, não se incomodando quando deixam você de lado, a se contentar com pouco. Eu imaginei que você seria a escolhida, sabia.
- Mas a professora Minerva escolheu você, não eu.
- Eu sei... só pensando na vida, mesmo.
Hermione se ergueu, aproximou-se dele e encostou gostoso em seu peito, deitando sua cabeça.
- Isso é bom...
- É ... sei lá, me dá novas idéias... na hora e agora comecei a pensar em algumas coisas, sabe. Tipo, o que fazer da vida... eu mal imaginava o que iria fazer quando saísse daqui, sabe.
- Estudei isso uma vez... as vezes os irmãos mais velhos ofuscam os mais novos, fazendo eles acharem que nunca poderiam ser maiores do que eles. Você pensa assim?
- Até então eu pensava, mas... quer dizer, não conseguia me imaginar sendo grande coisa. Mas dai eu me lembrei do Percy. Ele é um chato, um caxias... mas ele é um chato esforçado, e está no ministério da magia pelo seu esforço. Ele não é aventureiro ou estilisado como Gui e Carlinhos, nem genioso como Fred e Jorge... ele é ambicioso, sabe que essa é sua maior característica e, agora, eu quero que ele me empreste um pouco dessa sua ambição, de não aceitar o destino de ficar fadado a ser um qualquer, de querer crescer e voar por novos céus.
- Rony, vamos esquecer do passado e do futuro, vamos viver agora o presente. - Rony levantou o queixo de Hermione e sorriu.
- Você de todas é a mais bela, meu amor. Obrigado por fazer parte da minha vida.
- Certo - ela o beija por longos cinco minutos, até que se afastam um pouco.
- Sabe, o Harry...
- Esquece o Harry, por favor.
- Não dá, ele é nosso amigo. Mas não é isso, eu... estou preocupado com ele. Sei que temos que cuidar de nossas vidas... mas ele precisa, mais do que nunca, de nós. De conselhos. Acho que ele pode acabar se ferindo, e muito.
- Se ele não quisesse se ferir, teria olhado para a Gina antes.
- Eu sei, mas...
- Quieto! - ela colocava o dedo nos lábios dele - eu me preocupo com ele, mas temos todo o tempo do mundo para tanto - ela soltava os cabelos, os quais estavam presos em um coque, retira os ôculos que estava usando de tanto estudar, e sorri para o mesmo - jantar pra que? Podemos muito aqui ficar aqui e nos divertirmos um pouco - Rony piscou rapidamente. O que ela queria dizer com "nos divertirmos"?
*************
- É isso, Sirius ... eu ... eu quero sair de Hogwarts , não faz mal eu ir para outra escola de bruxaria.
- Você está se esquecendo que tem amigos aqui, Harry. Deixa de se fazer de idiota por causa de uma pessoa...
- Mas eu quero, isso aqui, isso ...
- Harry... o que foi? Tem noção do que está prestes a fazer?
- O que você quer que eu faça? Seria bem mais fácil se o Kneen sumisse de nossas...
- Não diga isso - ele o olhava duramente - você sabe muito bem o que aconteceu da última vez.
- Acha que eu fiz de propósito, que o coloquei ali embaixo para fazer o Kneen passar mal?
- Não... mas era o que você mais desejava, não é? Conhece o ditado, "cuidado com o que deseja"... Harry, sua vida aqui é muito mais do que a irmã de Rony. Você viveu esses anos todos sem olhar para ela, não pode agora querer jogar tudo para o alto só por causa disso. E se você a ama tanto assim, não deveria desistir por causa do primeiro obstáculo que encontra.
- O que você sugere? Ela mal fala comigo!
- Invista. Não desista, seja persistente. Você é capitão do time de Quadribol, não é ? Bem, ao menos naquele período ela vai ter que te encontrar, e vocês são da mesma casa, pode encontra-la todo dia. Se acha que vale a pena ... não desista. Se você realmente ama aquela garota, não entregue os pontos. Lembro-me de que no período anterior você olhava muito para a Chang, mas você desistiu dela. Aquilo não era amor, era paixão. Amor é o que você sente pela Weasley, a ponto de se humilhar diante dela, não ter vergonha de ver você se fazendo de bobo. Amor é isso, compartilhamento de vidas, sem medo de esconder as coisas do outro. Eu sofri muito por causa da mulher que eu amava, fiz de tudo para ficar junto dela... mas não fiz o suficiente, e hoje não estamos juntos, entende? Não estou dizendo que você deva separar o Kneen e a Weasley se eles estão se dando bem, mas... se é sincero, se seus sentimentos são verdadeiros, frutos de seu coração, e não de uma paixão passageira, você não pode, não deve desistir, entendeu bem? Não deve entregar os pontos, tem que insistir, persistir, resistir até o fim, por que você não pode aceitar nada menos do que o amor dela, compreendeu?
Harry olhou para o padrinho, ele estava falando a verdade , mas não queria que fosse como estava sendo, na verdade o Kneen jamais deveria ter se aproximado da Gina.
Ele caminha pelos corredores quando observa Yoh apoiado no parapeito da escola. Tenta virar o rosto quando o corvinal acena para ele, mas quando vê Gina chegando e o abraçando-o por trás, ele não consegue deixar de olhar. Eles dois... tão juntos...
***
- Ei Chaz, cê tá indo pra onde?
- Enfermaria, Luna. E você?
- Eu também. Você foi escolhido para ser agente?
- Aham.
- Legal, eu também! A vovó Sprout disse umas coisas estranhas, algo a ver com ocupar meu tempo útil, sabe. Não entendi muito bem, mas deixa pra lá - eles entram na enfermaria - acho que só nós dois chegamos. Oi, Florinda. Olá, madame Pomfrey !!!
- Olá, pois bem ... só falta um aluno. - Os dois se sentaram ao lado de Pansy, que cumprimentou eles normalmente, apesar da mesma se sentir um tanto quanto estranha ali, com aqueles alunos de outras casas cumprimentando-a. O que tinha de errado? Eles eram bruxos igual a ela e mesmo que não fossem... não eram grifinórios, pensava. Estava tão acostumada a pegar no pé do Potter, que só agora se deu conta de que nem só de alunos da Grifinória era feita a escola, mas a mesma arregala os olhos quando vê Rony chegando correndo, muito vermelho.
- Desculpe pelo atraso, madame Pomfrey. - O mesmo suava. Ainda tinha na mente o sorriso maldoso de Hermione e o que ela... não, não era o melhor momento para pensar naquilo.
- Tudo bem . Todos sabem o motivo de estarem aqui, devido aos últimos incidentes. Cada aluno foi indicado pelos professores e lhes dou as boas vindas. Vocês terão a função de, tal qual os monitores que ficam de olho nos alunos, ficarem de olho nas condiçoes de saude da escola, o comportamento dos alunos e o controle dos animas . Terão treinamento, receberão equipamento, assim como também autorização para utilizar alguns remédios nos alunos para curar ferimentos leves e fazer primeiros socorros. Serão responsáveis por supervisionar as condições sanitárias dos alunos em seus estabelecimentos, bem como terão autoridade para repreender quem se comportar de forma contrária. No próximo final de semana terão um curso intensivo na escola de medi-bruxos, e aulas extras comigo ao longo do período. Aulas praticas, caso não tenham entendido. Os detalhes serão explicados ao longo do treino. Alguma pergunta? - ela olhava para os quatro, o quarteto mas improvável que ela podia esperar. De algum modo, sentia que os professores escolheram eles ao acaso, mesmo...
***
O mesmo continuava observando o astro. Estava no mundo da lua, literalmente. Sua mente estava longe, pensando em outras coisas.
- O que foi? Parece preocupado com algo - Gina chegava por trás dele, abraçando-o e encostando seu nariz nas costas dele.
Harry ainda estava parado entre os corredores, escondido e prestando atenção naquilo. Gina havia acabado de chegar ... mas que diabos o Kneen fazia em um corredor vazio?
- O que foi ? - ela perguntava novamente, em um tom tão amável que se fosse Harry quem estivesse ali, teria contado para ela todos os seus segredos mais íntimos, e nem precisaria da poção do Snape. Definitivamente havia algo com o Kneen. Sentia que ele escondia alguma coisa, mas o que? O modo dele... podiam chamá-lo de insistente e perseguidor, mas o Kneen não podia ser tão perfeito assim. Sentia como se o mesmo estivesse sob uma máscara, escondendo o que ele realmente era. Sabia muito bem o que era isso, há anos o Draco o perseguia, fingindo ser algo que não era, quando todos sabiam que tanto ele quanto sua família não eram flor que se cheire, e o mesmo usava da influência do pai para evitar perguntas.
- Só admirando a luz da lua - ele falava de leve.
- Devia ter me chamado - ela sorria - assim podia aproveitar com você. Estranhei você ter saído de sua mesa se mal tinha tocado na comida.
- Estava meio sem fome, só isso.
- Nham - ela dava uma mordida de leve na orelha dele, fazendo Harry piscar rapidamente. A Gina ... a sua Gina realmente fez aquilo? - você não está bem, lindinho. Com certeza não está.
- É impressão sua, apenas impressão.
Gina o larga, ficando ao seu lado, colocando o dedo na testa do mesmo. Quando ele a encara, ela lhe dá aquele olhar todo amoroso, fazendo uma expressão de "pode confiar em mim", e pisca para ele, incentivando- o.
- O que foi? Você não está bem - ela acariciava a face dele - Está preocupado com algo.
- Sim - ele respondia.
- Tem algo a ver com sua mãe? Percebi que você andou evitando-a.
- Bem... também, mas... - ele suspirava - Gina, tem uma coisa que eu não te contei... que eu nunca te contei a respeito de mim e...
Harry apurou os ouvidos. Nunca contou? O que seria?
- Sim?
- É uma coisa, é um... um segredo que eu nunca, mas nunca contei para ninguém, mesmo. É algo sobre mim que eu não gostaria que soubesse, mas eu acho que você tem o direito de saber.
- Tudo bem, pode contar - ela continuava sorrindo, dando-lhe confiança.
- Eu... eu... Gina, eu... olha, você vai ficar um pouco... bem, eu... eu ... eu nunca esperava ter que passar por isso, eu não queria ter que... eu...
- Yoh - ela colocava o dedo na boca dele - chega.
- Mas...
- Você não se sente a vontade para me contar... seja lá o que for.
- Mas você tem que...
- Mas não vai adiantar nada se depois você ficar se arrependendo pelo resto da sua vida.
- Mas isso é sério. É muito sério, mesmo.
- Não importa o que seja... seja qual for esse segredo, o qual você não consegue contar ... eu não vou deixar de gostar de você por causa disso, lindinho - ela se aproximava, encostando a cabeça em seu peito e, naquela hora, ele sentiu uma enorme admiração pela moça - e se algum dia você se sentir pronto para contar... eu serei toda ouvidos.
- Obrigado e... me desculpe - ele retribuía o abraço.
Harry ficou bastante atento. O que seria esse segredo que o Kneen tinha tanto medo de contar? Seria algo que ele fez? Algo que ele escondia?
***
- Como é? - Luna arregalou os olhos - Duas semanas? Mas no Sábado...
- À partir do Domingo, senhorita Fletcher. Será depois do baile e terminará bem antes do segundo jogo. Vocês farão um curso intensivo de duas semanas seguidas na escola Inglesa de Medi-bruxos, em Londres. Receberão um certificado de agentes estudantis de saúde, e eu os guiarei, poderão me considerar como se fosse uma conselheira, não, uma supervisora. Iremos organizar palestras com os alunos, campanhas de vacinações, sensos com os animais, cadastro de cada um, manutenção das condições de higiene e, como eu já havia dito antes, vocês quatro receberão medicamentos para usar, assim como treinamento neles, para o caso de primeiros socorros e situações leves com alunos, aprenderão também como reverter efeitos de poções e maldições leves, tendo em vista acidentes durante as aulas. Em suma, será como uma aula de Feitiços e Poções, só que direcionada para um assunto especifico. Inclusive, aprenderão no curso como preparar alguns remédios básicos, e eu lhe ensinarei a preparar outros. Mais alguma pergunta?
- Não irá mudar muito nossos horários nas aulas? - Perguntou Chaz.
- As duas semanas nas quais ficarão ausentes serão levadas em consideração pelos professores. Quanto ao resto, tal qual os monitores, exercerão tal atividade em tempo integral, até mesmo em seus repousos. Serão como supervisores de suas casas, garantindo as condições higiênicas delas e prestando auxilio a qualquer aluno que esteja necessitando de cuidados, sem distinção. A primeira atividade de vocês será no jogo de Sábado. Sei que alguns aqui jogarão, e estes estão dispensados, mas só durante o jogo. Após, terão que prestar auxilio a qualquer jogador ferido. De hoje até o dia do jogo, logo após o jantar, estarei lhes ensinando a cuidar de ferimentos leves e escoriações, os quais não tenham dúvida de que serão colocados em prática após o jogo.
- Escuta - Rony levantava a mão, olhando de rabo de olho para Pansy - e se a pessoa não quiser a minha ajuda?
- Todos os médicos fazem um juramento de ajudar qualquer pessoa, independente de credo, raça ou religião, e isso se aplica aqui também. Ao fim das duas semanas do curso, farão o juramento ... ou não se formarão no curso, não receberão seu certificado de agentes e não serão autorizados a exercerem a função. É obrigação de todo médico ajudar toda e qualquer pessoa, mesmo que tal pessoa não queira ajuda. Isso é um juramento feito tantos pelos médicos trouxas quanto os curandeiros bruxos, sem distinção, independente de suas crenças pessoais, vocês entenderam? - ela falava, olhando duramente para Pansy e Rony. - pois bem, vamos começar com uma poção bem simples. Os ingredientes vocês já devem conhecer, e não terão dificuldade para fazê-la. Aproximem-se irei ensiná-los a fazer uma poção cola-ossos e... hmm, pensando bem, primeiro irei usá-los a usá-la corretamente. Algum voluntário?
***
- Sabe, ela se parece com você - ele apontava para a lua.
- Mesmo? No que?
- Nas sardas - Yoh ria - lembra as crateras da lua.
- Bobo ! - ela dava um tapa de leve nas costas dele, e o mesmo apenas sorria. Harry, por outro lado, permanecia em total silêncio, esperando descobrir algo que lhe ajudasse, além do que já descobrira.
- Te adoro, princesa. - Diz Yoh abraçando-a pela cintura e a deixando praticamente "colada em seu corpo". - Não sei como ainda pode se achar feia, és linda, linda, totalmente linda, como agüentei viver longe de você por tanto tempo? - Ela arregala os olhos.
- Yoh , você está com febre? - Gina coloca a mão na testa dele, mas a temperatura estava normal.
- Vamos embora... Vamos fugir...
- Está doido, temos que terminar nossos estudos e.... - Quando se deu conta estava sendo beijada.
Harry estava pasmo, pasmo , pasmo... como o Kneen podia ser tão... tão... tão... retardado. A voz que ele fez foi ridícula! Quando o beijo cessou, Gina sorriu.
- Nossa , que beijo! Yoh... Yoh ...- Gina estalou os dedos na frente dele. - Terra chamando Yoh .... responda, Yoh. YOH!
- Hã? O que?
- Se perdeu no mundo da lua, é?
- Por que diz isso?
- Você ficou distante de repente, mas... vamos, quero mostrar o mural, tem um quadro que o Chaz pintou lá.
Harry saiu de onde estava e ficou aonde os dois ficaram tanto tempo parados, lhando para uma parte do lago que aparecia dali, mais que o Yoh escondia mais coisa do que ele imaginava, ah, ele escondia.
- Eu vou descobrir quem você é, Kneen , ou não me chamo Harry Potter.
Ele saiu e seguiu para a torre, ao chegar nesta viu Hermione estudando, mas ela estava com um ar sonhador demais, ele se aproximou dela, puxou uma cadeira e se sentou.
- Mione ?
- Hã? Oi Harry. - Ela ajeitou o livro que estava lendo. - O que me conta de novo?
- Cadê o Rony? Vocês dois sumiram hoje...
- Ah, é mesmo, esqueci de te contar. O Rony está em uma reunião com a Madame Pomfrey, ele foi escolhido para representar a Grifinória.
- Que bom! - Harry sorriu. - Fico feliz por ele!
- Você anda tão distante, Harry. Some e ninguém te encontra, o que você tem, meu amigo?
- Sabe, Mione... eu amo uma pessoa, amo de verdade... mas ela não me ama... ama outro...
- Olha, Harry... era de conhecimento de todos o que a Gina sentia por você, mas você devia estar cego, e quando acordou, já era tarde. Não vou dizer que os dois vão se separar, pois eu não quero que isso ocorra, nunca vi a Gina tão feliz, e não quero que ela perca essa felicidade.
- Mas de que lado você está, afinal de contas? - ele puxava mais a cadeira, aumentando um pouco o tom de voz.
- Olha, Harry... amigo... eu sempre te ajudei, te apoiei... quando estávamos no quarto ano e o Rony ficou de mal contigo, eu estive ao seu lado, até te ajudei com o feitiço para chamar sua vassoura... mas você não está sendo justo comigo.
- Eu... desculpe, não tive a intenção.
- Eu sei que não, mas ...Harry, vou ser sincera. A Gina sempre foi apaixonada pelo mito, sabe. O grande príncipe encantado que enfrentou o mal supremo e venceu... um monte de meninas por aqui até hoje são apaixonadas pelo mito... mas poucas te amam até hoje. Quando Gina te encontrou pela primeira vez na Toca e passou a estudar em Hogwarts, o conto de fadas se tornou realidade. Mas as pessoas se cansam, Harry. Quer dizer... você só andava atrás da Cho, não ligava pra nenhuma outra... o que esperava? A Gina não podia ficar a vida toda esperando que um dia você deixasse de gostar da Cho, e mesmo que isso acontecesse, o que garante que seria ela a escolhida?
- Mas...
- Diga-me, Harry... e se o Draco passasse a gostar de mim de uma hora pra outra, com eu namorando o Rony, e ele, o Draco, resolvesse que o Rony nunca deveria ter posto os olhos em mim?
- Errr... bem... ficaria estranho. Afinal , ele nunca demostrou nada por você...
- Você também nunca demonstrou nada pela Gina. Eu quero que você entenda que eu sou sua amiga, e não sua inimiga. E como amiga, não quero que você se fira, entende?
Harry olhou feio para a "amiga" e saiu da mesa que ela estava, subindo para o dormitório masculino. Ela respirou fundo, agora ela sabia que existia alguém mais cabeça dura que o Rony. Vendo que por hora não podia fazer mais nada por ele, pegou seu livro e tornou a estudar mas, na verdade, estava tentando se manter acordada. Dez minutos depois a porta se abriu. Ela deu um sorriso, mas o mesmo sumiu quando ela percebeu que eram Yoh e Gina.
- Boa noite, Hermione - diziam ambos ao mesmo tempo .
- Oi.
- Isso vai acabar com a sua vista, sabia? - falava o corvinal.
- É que estou esperando o Rony...
- Meu irmão? Ele se meteu em encrenca novamente? Ele está cumprindo detenção?
- Gina, respire fundo. Não é nada ruim não, é algo maravilhoso que aconteceu, o Rony que vai representar a Grifinória no programa de saúde.
- O QUE ???? - Gina estava com os olhos arregalados. - O teimoso do meu irmão, ai não acredito !!!!!! Vamos esperar ele, Yoh?
- Vamos, quero dar os parabéns a ele..... eí, estudando a família do Chaz, Hermione?
- Como ? - ela e Gina arregalavam os olhos.
- A família do Chaz . Esse livro que você está lendo, sobre o clã Jordam. O nosso antigo narrador de quadribol, ele é um parente do Chaz. Na verdade, Chaz faz parte de uma linhagem da família dele que foi para a América, só que acabou gerando algumas pessoas que não possuem magia, mas mantinham contato com os parentes que usavam magia, dai veio o Chaz e ... ah, deixa pra lá. Nada de ficar falando disso há essa hora. É que lembrei que o Chaz foi escolhido para representar a Corvinal. Engraçado isso, né? Todo mundo pensou que fosse a Ariel, que é filha da medi-bruxa de Hogsmeade.
- É, eu sei como é isso - diz Hermione.
- Ai, ai - eles se viram para a direção da qual vinham os sons, percebendo que Rony havia entrado na sala comunal com a mão no ombro - nossa, como isso dói!!!
- O QUE HOUVE RONY ?!?!?. - Gritou Hermione desesperada indo até o namorado.
- Ai! - ele caminhava até o sofá, se sentando - madame Pomfrey estava nos ensinando a usar a poção cola-ossos, só que antes tínhamos que aprender a colocar os ossos na posição correta para não os colarmos e acabarmos deixando eles em um ângulo não-natural, dai pediram um voluntário para destroncar e quebrar os ossos e os outros colocarem eles na posição correta para assim podermos usarmos a poção corretamente - ele massageava o ombro - eu prôpus que todos fossem voluntários, mas Pansy e Luna discordaram, dizendo que eu e Chaz deveríamos ser cavalheiros, dai eu perdi a conta de quantas vezes eles torceram meus dedos até acertarem e... au ! Bem, pelo menos a gente aprendeu.
- Pansy? Luna? - Perguntaram Gina e Hermione em Uníssono.
- Parkinson e Fletcher, como preferirem... ai! - Rony se senta no sofá.
- Hum... que escolhas mais... inusitadas dos professores. - Comenta Yoh, Gina olha para o namorado, ele estava muito estranho ou, como ele mesmo havia lhe , deveria ser uma impressão boba.
- A Parkinson? Mas justo ela?
- Quem você preferia? Draco? Goyle? O Snape tinha que escolher alguém, oras.
- Eles não te deram anestesia? - perguntava Yoh.
- Deram... mas a Luna se esqueceu que o efeito já tinha passado da última vez quando foi destroncar meu ombro para colocar no lugar e...
- Ui ! - Yoh gemia - pode parar, nem quero ouvir o resto!
- Espera, ainda não terminou! Foi pior quando ela teve que colocar meu braço de volta no lugar, SEM anestesia e...
Chega! Está me fazendo passar mal só de ouvir! Mas até que fazem sentido essas escolhas.
- É? - Hermione encarava o "cunhado"- por que?
- Conhecendo Luna como ela é, "vovó" Sprout deveria estar querendo uma ocupação para ela gastar sua energia extra...
- "Vovó" Sprout?
- Os alunos da Lufa-Lufa chamam a professora Sprout de "vovó", não sabia? Todos eles, nunca os viu a tratando dessa maneira?
- Definitivamente eu não gostaria de ter uma avó como a professora Minerva - sussurrava Gina para ninguém em especial.
- Lembre-se de que você será avô um dia - Rony falava, massageando o braço.
- Ah, mas eu vou ser uma avó muito simpática!
- Bom, continuando, Chaz é uma pessoa muito dedicada com qualquer coisa que faça... Pansy eu não sei, não sei mesmo, mas você - ele aponta para Rony - fiquei sabendo da massagem cardíaca que você me fez, quando todos estavam em pânico. Não me surpreenderia se a professora Minerva levasse em conta sua capacidade de manter o controle de suas emoções em momentos de tensão. Parabéns, Rony - ele lhe estendia a mão - boa sorte. Você é praticamente um Monitor agora. Não aconteceu por outros, mas por mérito próprio. Meus parabéns.