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* Sob o Olhar da Esfinge *
- O que vocês estão fazendo aí, seus molengas? Não me lembro de lhes ter dado folga hoje! Vão treinar agora!
- Ah, mestra Shina, por favor! Estávamos também preocupados com o destino da Terra! Queríamos ver se os quatro Cavaleiros mais fortes voltariam à vida! Aliás, quem é aquele cara que apareceu junto com eles?
- Isso não interessa a vocês! Vamos embora, já!
Com um movimento brusco, ela afasta-se sendo acompanhada pelos alunos, com o coração triste ao ver seu amado nos braços de outra mulher. Seiya, por sua vez, ainda estava desnorteado pela recente reencarnação, e não conseguia esboçar nenhuma reação. Enquanto isso, Saori apenas murmurava enquanto o abraçava:
- Seiya... Você não imagina o quanto é bom vê-lo de volta!...
Em pouco tempo os outros quatro conseguiram se levantar, e aquela movimentação fez com que Saori percebesse a situação e soltasse o Seiya. Mas antes que ela pudesse falar, Marin aproximou-se de seu discípulo e o abraçou fortemente.
- Você fez uma falta danada por aqui, sabia?
- Marin, que bom vê-la também. Ainda precisava lhe agradecer muito.
- Agradecer? Mas por quê?
- Por proteger minha irmã, Seika!
- Seika! Você não imagina a surpresa que será para ela vê-lo!
Enquanto isso, Shiryu e os demais estavam à procura de bolsos para colocar as mãos.
- Ei, parece que ninguém sentiu tanto assim a nossa falta, hein?
- Será mesmo, olhe só ali!
Subindo as escadarias correndo, vinham todos os que estavam esperando na sala do Mestre, a pedido de Saori. Estavam ali todos os que haviam participado da comemoração na noite anterior, e agora vibravam pelo retorno dos cinco Cavaleiros.
Inevitavelmente, os planos de batalha teriam que ficar para depois. Shunrei e Fler correram para Shiryu e Hyoga, enquanto Ikky e Shun foram cercados por Jabu e os demais. Seiya foi rodeado por Mino e por Seika, que não pôde conter a emoção ao encontrar pela primeira vez sua irmã após tantos anos.
- Seika! Maninha!
- Seiya! Seiya! Como pode ser? Você não tinha morrido?
- Eu precisava revê-la, minha irmã! Você não sabe o quanto eu esperei por este dia! Finalmente estamos juntos!
- Felizmente está tudo bem agora! Ah, Seiya, que felicidade!
Por cima dos ombros de sua irmã, Seiya vê Mino um pouco atrás, como que timidamente não querendo interromper o reencontro dos dois irmãos. Mas seus olhos estavam fixamente olhando para Seiya, e silenciosamente falavam por seu coração.
- Venha até aqui, Mino! Também estou feliz em revê-la!
De maneira incontida ela salta sobre ele, que ainda não estava firme o suficiente e acaba levando os dois irmãos para o chão junto com ela.
- Ei, Mino, calma! Ainda tenho a cicatriz na cabeça desde a última vez em que caí assim por sua causa!
- Seiya, você ainda lembra?
- Claro que sim! Você se lembra, Seika?
- Se me lembro? Parece que ainda posso ouvir você chorando enquanto eu fazia os curativos! Mas não adiantou muito, pois no dia seguinte vocês dois já estavam brincando assim de novo!
- É mesmo... Bons tempos aqueles do orfanato...
- Oh, Seiya...
Os três riam enquanto lembranças inundavam aquele momento.
Quase uma hora depois, finalmente Athena conseguiu reunir seus Cavaleiros. Eles contaram o que havia se passado no mundo dos mortos, e tudo que Shaka havia lhes ensinado ali. Após ouvir tudo, Saori disse:
- Sem dúvida foi proveitoso então. Shaka lhes disse que isto fora combinado por mim e por Selvnor, não?
- Disse sim.
- Foi uma decisão muito difícil. O medo de que se algo desse errado e vocês morressem definitivamente me deixou apavorada. Mas agora temos uma chance de salvar nosso planeta. Conto com todos vocês para isso. Jabu, vocês e os demais também devem se preparar para ajudá-los. Enquanto Seiya, Hyoga, Shun, Shiryu e Ikky eram treinados por Shaka, eu e Kiki tomamos a liberdade de fortalecer suas armaduras. Afinal, elas estavam precisando de uns reparos depois da luta contra o Exército Divino de Toth. Espero que gostem.
Ao mesmo tempo, Kiki entrava na sala levitando os cinco cofres das armaduras acima da sua cabeça, por telecinésia. Havia uma expressão de satisfação em seu rosto.
- Acho que estou pegando o jeito para o serviço. Dessa vez foram só algumas horas de trabalho!
A um sinal seu, os cofres se abriram, mostrando as armaduras do Unicórnio, Leão, Hidra, Urso e Lobo completamente restauradas dos estragos da luta. Os cinco cavaleiros estavam maravilhados ao ver suas armaduras assim.
- Obrigado Kiki! Seu mestre Mu ficaria orgulhoso de vê-lo progredir tão rapidamente. Você está de parabéns, e creio que brevemente poderá se tornar um valoroso defensor de Athena ao nosso lado!
Com seu jeito ainda infantil, ele coloca seu braço atrás da cabeça, colocando a língua para fora envergonhado.
- Ah, que é isso!
Ao que os cofres inclinam-se um pouco, as armaduras perdem o equilíbrio e caem no chão, espalhando suas partes e misturando-se entre si. A expressão de fúria dos cavaleiros logo faz com que Kiki desapareça dali rapidinho.
- Volta aqui, seu desastrado! Isso é coisa que se faça?
Saori e os outros olham tudo em silêncio, enquanto uma gotinha surge nos rostos de cada um.
Durante a noite, nenhum dos Cavaleiros foi dormir. Conforme Shaka havia lhes instruído, eles precisavam trabalhar os chakras que estavam bloqueados. E para conseguir isso, cada um precisava resolver assuntos pessoais separadamente. Eles só podiam dispor daquela noite, pois lentamente a Terra corria perigo pela ação de Osíris. A temperatura da Terra inteira estava alguns graus acima do normal, o que já chamava a atenção do mundo inteiro. Nas regiões em que era dia, o calor surpreendeu muita gente, mesmo onde era inverno o sol brilhava muito. As marés tiveram uma elevação muito rápida, o que preocupou todos os que trabalhavam no mar. O movimento de barcos e navios reduziu-se um pouco naquele dia, pois alguns tiveram medo e se perguntavam o que aquilo significava. Com o superaquecimento, correntes de ar fortíssimas surgiram, pegando os pilotos de aviões desprevenidos e oferecendo-lhes alguma dificuldade em pousar e decolar.
No entanto, a região sob o domínio de Osíris expandia-se gradativamente naquela noite. Como uma redoma invisível em crescimento, seu campo de ação já tomava muitos quilômetros a partir de seu templo, ao lado da grande Esfinge de Gizé. Ao entrar em contato com aquele campo de energia, toda a paisagem mudava. Ruas, prédios, e todo tipo de construção desaparecia, dando lugar a ambientes rurais. As pessoas também eram transformadas, suas roupas mudavam para vestes antigas enquanto suas mentes eram dominadas pelo deus. Pouco a pouco, o antigo império egípcio reaparecia, enquanto o mundo simplesmente perdia o contato com aquela região. Os serviços de telecomunicações não respondiam, e todas as pessoas enviadas para averiguar o ocorrido também perdiam o contato, de forma que passado meio dia, finalmente o mundo alarmou-se com a notícia de que toda aquela região estava sendo transformada como por mágica. Repórteres enviados ao local transmitiram ao vivo as cenas da transformação sob o poder de Osíris até serem também atingidos e a imagem de suas câmeras desaparecerem no chuvisco da falta de sinal.
No templo de Osíris, todos os Combatentes Divinos estavam ajoelhados diante de Osíris e sua esposa Ísis, sentados lado a lado em seus tronos. Cinos de Osíris era um homem de maravilhoso porte físico, e trajava uma bela roupa feita de tecidos leves, com uma combinação de branco e amarelo que era comum em todo o seu templo. Usando sua grande coroa do sol, mantinha a expressão visivelmente satisfeita. Thora de Ísis, no entanto, mostrava-se um tanto entediada, vez por outra bocejando.
Oiram de Hórus, um rapaz extremamente jovem, estava segurando sua armadura montada em forma de um pequeno falcão ao lado do corpo, enquanto tentava manter o olhar fixo em Cinos e Thora. Eles sempre haviam sido pessoas muito bondosas para ele, e ele agora teria a chance de retribuir tudo o que lhes devia. No entanto, suas palavras não conseguiam fixar sua atenção, que divagava o tempo todo. Seu irmão mais velho, Nosib de Anúbis, também amparava sua armadura em forma de chacal à altura da cintura, e olhava sério para ele com ar de reprovação. Ambos, talvez por serem os filhos de Osíris, estavam no centro da fila de Combatentes. Em uma das pontas, Selvnor mantinha seu rosto rígido, e não fazia um comentário ou mesmo movimento que pudesse chamar a atenção.
- ... e assim dominaremos o mundo! Hahaha...
Selvnor não se conteve e sorriu ao ver o ridículo que esta frase tomava quando só ela era ouvida. Embora com os pensamentos distantes, ele sabia muito bem sobre o que Cinos estivera falando todo esse tempo: primeiro, se rejubilando pela fácil derrota dos defensores da Terra, depois, dos seus planos de expansão da área sob seu domínio até cobrir todo o planeta, e de como ele reinaria soberano sobre todos. Uma fantasia que precisava ser detida a todo custo.
Casa do Mestre, Santuário de Athena na Grécia. Saori estava aflita à espera de Shiryu, Hyoga e Ikky. Fora combinado que o avião partiria às oito da manhã, e já haviam se passado quase meia hora. Seiya foi o único que chegou antes do horário (algo de se espantar), e Shun chegou pontualmente às oito. Na verdade ficara combinado que cada um só poderia ir quando estivesse mais ou menos preparado, e talvez fosse preciso que alguém fosse mais tarde, separadamente. Mas com isso a equipe ficaria prejudicada, e todos aguardavam impacientes a chegada deles. Aliás, nem todos: Jabu e os outros quatro cavaleiros menores estavam a um canto, sentados em meditação. Eles haviam passado a noite toda ali, buscando fortalecer o espírito e ajudar ao máximo desta vez, e não se mostravam nem um pouco ansiosos. Por fim, Saori levantou-se e disse:
- Bem, acho que não podemos esperar mais. Avisem ao piloto que pode se preparar para decolar.
Todos apanharam os cofres de suas armaduras e se dirigiram ao avião. Saori acompanhou-os, e dentro do avião virou-se em direção à cabine e falou:
- Podemos ir!
Todos se espantaram ao mesmo tempo:
- O QUÊ???
- Saori, você não nos disse que também iria junto!
- Isso mesmo, é muito perigoso para você!
- Nada disso. Desta vez vamos enfrentar não só um, mas muitos deuses de uma vez só. Não posso deixar vocês irem sozinhos para uma luta tão desigual.
- ... é, dessa vez, né?...
- O que disse, Jabu?
- Hã... Nada não...
Seu rosto ficou imediatamente vermelho.
- Além de tudo, estou com minha armadura divina, e poderei ajudá-los.
Os Cavaleiros ainda estavam em dúvida se aquela tinha sido uma boa idéia quando o avião decolou.
Ao contrário da última vez, foi bastante difícil se orientar naquela paisagem. O domínio de Osíris havia multiplicado seu tamanho, e assim todo referencial de civilização desaparecera. Baseando-se apenas na direção da bússola, o piloto habilmente manteve o avião no curso certo. Dessa vez não haveria nenhum exército à sua espera, pois Osíris supunha que todos estivessem mortos. O elemento surpresa lhes dava uma ótima vantagem para se aproximar do templo de Osíris.
Selvnor de Toth caminhava em dúvida pelos corredores do templo de Osíris. Era estranho que ele o tivesse chamado para uma conversa em particular. Talvez ele quisesse saber alguns detalhes da luta do dia anterior. De qualquer forma, não poderia contestar o chamado de seu superior.
Uma vez que não haviam pistas de pouso apropriadas naquele ambiente antigo, o avião pousou numa planície favorável. Estavam alguns quilômetros distantes das Grandes Pirâmides, e conseqüentemente, do templo de Osíris, mas era preciso não chamar a atenção, e uma aproximação por terra seria bem melhor. Além de tudo, eles sabiam que no ar seriam um alvo fácil. Todos iniciaram a caminhada, deixando o dedicado piloto sozinho no avião. Agora surgia um dos inconvenientes da vinda de Saori: se estivessem sós, os Cavaleiros poderiam cobrir aquela distância rapidamente com sua velocidade. Porém, o auxílio de uma deusa era algo que não se poderia desprezar, e confiantes de que o inimigo não os esperava, não havia por que se apressar.
- Selvnor... Aproxime-se...
O Combatente Divino de Toth caminhou até o trono de Cinos, e ajoelhou-se fazendo uma reverência:
- Grande Osíris, senhor desta terra, o que deseja de mim?
Com o rosto voltado para baixo, Toth aguardava uma resposta de Osíris. Depois de alguns instantes de silêncio, tentou levantar a vista procurando uma resposta, mas não conseguiu. Assustado, tentou mover o pescoço, e depois os braços e as pernas. Nenhum músculo de seu corpo se movia, o que o manteve na mesma postura de saudação. Não conseguia falar, e nem ver Osíris. Se pudesse levantar a cabeça, veria Cinos ainda sentado confortavelmente em seu trono, com a mão estendida em sua direção rodeada por uma brilhante energia.
Após uns minutos de caminhada, algo surpreendeu os Cavaleiros. Imediatamente todos saltaram para o lado, evitando uma pequena explosão que surgira sob seus pés. Jabu grita:
- Quem está aí? Apareça!
Todos olhavam em volta à procura do motivo daquilo. Tinha que ser obra de algum servo de Osíris.
- Hahahahaha, estou aqui, seus tolos!
Quase sobre eles, uma figura flutuava no céu, descendo lentamente. Apesar de estar contra o sol, era evidente que era um deus egípcio. Sua armadura era vasta, cobrindo muito do corpo daquela pessoa. Linhas curvas davam um aspecto suave àquela armadura, combinando com a comprida e ondulada barba branca que descia do capacete. Quando finalmente pousou, os Cavaleiros puderam ver a fisionomia de seu primeiro adversário. Um sorriso cínico se destacava naquele rosto bastante maduro e sereno. Algo de familiar naquele rosto inquietava a Seiya e Shun ...
- Mas que falta de modos, crianças! Por que entraram sem bater?
O sorriso deu lugar a uma expressão ameaçadora.
- Aqui vocês devem seguir os costumes da casa, não se esqueçam disso!
Seiya toma a frente do grupo:
- Quem é você para falar assim conosco?
Cruzando os braços e fechando os olhos, o homem limitou-se a dizer:
- Arukam, o deus Bés.
- Deus Bés? Então você é...
- Sou o deus que vela o sono dos homens, e vim aqui acabar com vocês!
Imediatamente Seiya e Shun se lembram de onde conhecem aquela fisionomia. Embora uns 30 ou 40 anos mais velho, aquele "senhor" é idêntico a Hypnos, que eles haviam derrotado antes de lutar contra Hades. Com a semelhança física, vem o receio de enfrentar uma luta tão difícil como fora aquela. Mas, por outro lado, agora eles também estão mais fortes, assim a esperança logo preenche a hesitação em seus espíritos. Jabu e os outros não sentem isso, mas assustam-se com a cosmo energia do adversário.
Aparentando ignorar o espanto dos Cavaleiros, o Combatente Divino resolve ridicularizá-los um pouco antes de aniquilá-los:
- Vocês são meros humanos! Mesmo que já tenham derrotado alguns deuses antes, lembrem-se de vocês só lutaram contra um de cada vez. Além do mais, vocês sempre estiveram amparados por sua deusa, o que não é o caso agora!
O orgulhoso cavaleiro do Unicórnio ri de maneira até escandalosa por uns momentos:
- Hahahaha... Pois bem, meu amigo, acho que com esta você não contava! Saiba que esta garota atrás de nós é ninguém menos que a reencarnação de Athena!
Irritado pelo tom de deboche, o não menos orgulhoso deus fecha o punho e treme o braço em fúria, mas logo se contém:
- Eu sabia disso o tempo todo. Foi exatamente por isso que eu disse que vocês estariam desamparados!
Então todos olham para trás, e por fim vêem que Saori está imobilizada, com o olhar em transe.
- Saori!... Saori!...
- Idiota! Achou que poderia esconder seu segredinho de mim assim? Achou mesmo que eu iria ser enganado por esse estratagema medíocre?
Selvnor permanece paralisado, sem saber como reagir ao poder de Osíris. Embora ainda esteja consciente e possa ouvir o que Osíris fala, sente que sua mente tem cada vez mais dificuldade em se manter desperta.
- Ora, ora! Parece que o valente cavaleiro perdeu a língua! Que tal, hein?
Jabu olha para Saori e para Arukam alternadamente, com uma expressão de fúria crescente.
- O que... o que você fez, maldito! Maldito!
- Hahahaha, parece que o deixei furioso! Mas acalme-se, rapaz! Isso não foi obra minha!
- Como é que é?
- Nosso senhor Osíris sabia o tempo todo dos planos de Toth...
Todos os cavaleiros tremem ao imaginar o que poderia estar acontecendo ao Combatente que os ajudou.
Seiya:
- Toth... Não... Por quê?
- ... e neste exato momento usou de seus poderes para dominá-lo. Invadindo sua mente, restabeleceu a ligação com Athena, colocando os dois em transe ao mesmo tempo. Para salvá-la, vocês devem libertar Toth dos poderes...
- Onde ele está, miserável!
Jabu não controla sua ira, explodindo seu cosmo violentamente.
Arukam:
- Vocês ainda não perceberam o que imaginam fazer. Para chegar até o templo de Osíris, situado na Grande Esfinge de Gizé, vocês terão que passar por todos os Combatentes Divinos. Eles estarão aguardando por vocês em qualquer lugar. Claro, se vocês preferirem ir diretamente ao templo, terão que enfrentar todos ao mesmo tempo lá. Mas nosso senhor nos ordenou que nos separássemos, para lhes dar alguma esperança e podermos nos divertir mais. Hahahaha!
Shun estava inutilmente amparando Saori, que embora com olhar hipnotizado, não parecia se mover nem perder o equilíbrio do corpo.
- Gente! O cosmos de Saori... está enfraquecendo!
- O QUÊ?
- Tolos! Osíris está retirando a vida de Toth lentamente, para que ele sofra e pague por sua ousadia! E com isso está levando a vida dessa garota também! Por mais fortes que os dois juntos sejam, não agüentarão um dia sequer!
- Ai meu Deus, quanto tempo temos?
- Isso depende apenas da força deles... Hahaha! E pensar que essa garotinha estúpida pensou em ajudar vocês!...
- CALA A BOCA, MALDITO! GALOPE DO UNICÓRNIO !!!
Jabu explode sua energia no ataque, enquanto lágrimas voam de seu rosto. O ataque apanha o Combatente de Bés de surpresa, mas o punho de Jabu firme em seu rosto não parece surtir nenhum efeito. Ainda com o rosto virado pelo golpe, ele ri e olha para Jabu.