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* Sob o Olhar da Esfinge *
- Muito bem! Então assim que Toth nos atacar, daremos o contra-ataque em seguida. Ele não vai estar preparado.
- O que vocês estão resmungando aí? Não adianta tentar nada, é melhor aceitar a morte!
- É mesmo? Então porque você não vem nos fazer aceitar isso?
- Seu insolente! Vai aprender a não mexer comigo!
Selvnor expande seu cosmo. É um cosmo muito quente, e diferente de quaisquer cosmos que eles tivessem sentido antes. Não dava para explicar, mas é como se fosse um cosmo mais densificado. Os cavaleiros ficam impressionados com a quantidade de energia manifestada por Toth, que nem parece estar se esforçando muito para aquilo. Eles, que haviam dominado até o oitavo sentido, atingido o ilimitado Kamei, derrotado o terrível Hades, não chegavam perto do poder daquele deus. Por que ele era tão forte assim?
Ele prepara seu ataque:
- Íbis Flamejante!!!
Antes mesmo de liberar seu poderoso golpe, os cavaleiros já haviam sido arremessados, sofrendo o impacto do golpe por completo. No entanto, os cavaleiros não se rendem e se levantam novamente, não sem alguma dificuldade. Tinham se machucado já no primeiro ataque, a situação não poderia se manter daquela forma. Seu plano de contra-atacar imediatamente não havia funcionado, o poder de Toth havia os atingido em cheio e eles não puderam reagir. Era preciso resistir para que houvesse uma chance.
Enquanto isso, os outros cinco cavaleiros de bronze combatiam contra o Exército Divino de Toth. Da mesma forma que Shiryu e os demais, eles não tinham chances contra aquela espécie de guerreiros. Jabu estava bastante irritado com o caminho que a luta estava tomando:
- Droga! Por que não conseguimos atingi-los? Espero que Shiryu, Hyoga, Shun e Ikky estejam com melhores resultados!
- Será, Jabu? Lembre-se que Toth ordenou a estes malditos aqui que pegassem leve com a gente, mas que ele mataria os seus oponentes.
- Não sei se mesmo com todos os poderes que aqueles quatro têm vão conseguir vencer estes... estes monstros!
- Maldição!
Os ataques inimigos não cessavam, arremessando os cavaleiros uns contra os outros, contra o chão, ao ar, para todo lado enfim. Sem dúvida eles não eram páreo para tantos Soldados Divinos...
Os cavaleiros assumiram uma postura de defesa, à espera de um ataque repentino de Selvnor. Shiryu e Hyoga puseram-se atrás de seus escudos, Ikky encolheu-se como uma ave em seu ninho, e Shun pôs-se a girar sua corrente circular em redor de seu corpo. Toth riu ao ver aquele desesperado esforço de proteção.
- Idiotas! Acham que vão me vencer se ficarem o tempo todo se defendendo? Ao menos seriam capazes de resistir aos meus golpes?
Eles não se movem, esperando o momento certo de agir. Selvnor resolve testar seus oponentes.
- Vocês pediram por isso. Íbis Flamejante!!!
Desta vez os cavaleiros puderam ao menos ver o que os tinha acertado. O primeiro impacto foi capaz apenas de tirá-los da postura inicial, e puderam ver o verdadeiro ataque de Toth. Era semelhante ao Ave Fênix de Ikky, mas dezenas de vezes mais potente. Todos foram arremessados, exceto Shun, que tinha seu corpo protegido por inteiro. Ele atacou sem que Selvnor esperasse:
- Ondas Relâmpago!!!
Não houve tempo de se desviar, mas para surpresa de todos, a técnica de Shun não surtia efeito em Toth. Ainda em queda por causa do golpe de Toth, cada um dos outros três reagiu assim que possível:
- Dragão Nascente!!!
- Trovão Aurora!!!
- Ave Fênix!!!
O resultado foi o mesmo de antes, era como se fossem apenas socos contra uma parede de rocha.
- Espero que isso não tenha sido tudo. Não acredito que os defensores do planeta sejam tão impotentes assim. Vamos! Mostrem-me os seus verdadeiros poderes!
Os cavaleiros, cada vez mais feridos, levantam-se novamente. Confiantes de que Toth não os atacaria de surpresa, eles concentraram-se ao máximo em seus espíritos, elevando seus cosmos mais e mais. Com isso, acontece algo que eles não entendem. Por alguns segundos, as armaduras tornam-se ligeiramente douradas, e em seguida voltam ao normal.
- Nossas armaduras... Elas chegaram a ficar douradas!
- Eu vi também! Mas o que...
- Foi só um pouco, e apenas por um instante!
- Isso mesmo! Da mesma forma que durante nossa luta contra Poseidon, ao aumentarmos nossos cosmos, as armaduras tornaram-se douradas. Mas parece que elas não conseguem se manter nessa forma.
- O que isso significa?
- Será que nosso poder não é o suficiente para isso?
Selvnor havia observado o fenômeno, e resolve acabar de vez com a luta.
- Escutem! Já estou cheio de lutar contra vocês. Estejam preparados, pois este será o último ataque!
Ele começa a queimar seu cosmo também, e os cavaleiros pressentem um enorme perigo.
- Precisamos vencê-lo, amigos! Vamos combinar nossos poderes para salvar o mundo!
- Uuuuoooohhhhh!!!...
- Morram de uma vez, cavaleiros de Athena! Asas Mortais de Íbis!!!
- Agora, todos! Cólera dos 100 Dragões!!!
- Execução Aurora!!!
- Tempestade Nebulosa!!!
- Vôo de Fênix!!!
Saori, no Santuário, está orando. Ela sente o que está acontecendo:
- Será que isso seja realmente necessário? Por que tanto sofrimento?
Saori está com o rosto banhado em lágrimas, sofrendo muito pelo que os cavaleiros terão que passar. Kiki está ao seu lado, sem entender muito o que fez com que ela ficasse assim, mas imagina que as coisas não devem estar boas para os cavaleiros. Ele pensa se deve deixar Athena sozinha, mas antes de sair da sala, ouve Saori dizer:
- Por favor, Kiki. Eu quero que você me faça um favor.
- Pois não?
- Eu quero que você acenda o Relógio de Fogo das Doze Casas para mim.
- ...
- Nãããooo!
- Isso é impossível!
A combinação dos quatro poderes detém por alguns segundos o ataque de Toth, desaparecendo pouco a pouco e permitindo que a energia inimiga se aproxime cada vez mais.
- Não!... Athena!... Perdoe-nos, Athena!
- Nós falhamos!... Athena!...
- Athenaaaaa...
O inacreditável ataque de Toth põe fim ao combate, derrotando todos os cavaleiros de uma só vez. Todos caem inconscientes, e apesar de pouco sangue escorrer por seus corpos, eles parecem não dar sinais de que se levantarão novamente. Jabu, Ban, Ichi, Geki e Nachi estão caídos também pelos ataques que sofreram, mas ainda conseguem perceber o que acontece.
- Não pode ser! Não pode ser, malditos!
- Não! Maldito Toth!
- Ele sozinho matou todos eles!
Toth ordena que seu exército se afaste deles e retorne imediatamente, ao que eles obedecem prontamente, e caminha em direção a eles. Todos temem o fim, mas Selvnor limita-se a dizer:
- Vocês presenciaram a superioridade de apenas um dos Sete Mestres Infinitos. Seus mais fortes guerreiros não foram capazes de me derrotar, e ninguém na Terra poderá fazer mais nada contra nós. Vão embora agora, e levem seus amigos à presença de sua deusa Athena.
Nachi não se contém:
- Miserável! Nós também somos cavaleiros de Athena! Nós morreremos lutando!
Todos se levantam para atacar Toth, mas algo os impede de repente. Eles sentem o cosmo de Athena falando diretamente em seus espíritos:
- Por favor! Façam o que ele pede!
- Mas Saori, nós...
- Não desobedeçam a ele, e nem a mim. Tragam os outros cavaleiros até o Santuário.
Com muita relutância, eles concordam. Passando ao lado de Selvnor, vão até os corpos caídos e, um a um, carregam seus companheiros nos ombros. Com o insuportável peso da humilhação, da incompetência, da certeza da destruição inevitável de tudo, eles afastam-se daquele lugar cabisbaixos e em silêncio. Apesar do abrasador sol sobre suas cabeças, eles sentem um frio em suas almas, como se de repente tudo à sua volta não existisse mais. Havia apenas a tristeza em seus corações.
Após a saída dos cavaleiros, Toth fica sozinho sobre um rochedo, com o olhar perdido no horizonte. De repente, percebe que alguém se aproxima por trás dele.
- Uh? Oh, é você, Ísis?
Thora de Ísis é uma bela mulher, usando uma armadura como a de Toth. Ela caminha até ficar ao lado de Selvnor.
- Era preciso fazer isso.
- Sim, eu sei. Mas não sei se nossos esforços valerão a pena.
- Temos que confiar. É a nossa única esperança.
- Você... ungh, está certa...
- Puxa, você está ferido! Deixe-me ajudá-lo!
- Não se preocupe, isso não é nada.
- Vamos, eu posso curá-lo rapidamente. Não é bom que outros vejam você assim. Isso, assim é melhor.
- Obrigado, grande Ísis.
- Por favor, não me chame assim. É um peso em meu coração.
- Desculpe-me. Agora vamos embora, não há nada mais que podemos fazer por aqui.
- Sim, vamos embora então.
Os dois se afastam rapidamente dali, em direções opostas, deixando apenas a paisagem vazia atrás de si.
Shiryu acorda em um local muito escuro, mas cuja atmosfera já lhe é familiar. Após uns momentos sem entender, o amargo sabor da derrota faz com que ele compreenda o que houve. Eles falharam em proteger a Terra. Eles agora estavam... mortos!
Logo mais adiante, ele viu os corpos de seus três companheiros. Sem conseguir se controlar, Shiryu começou a chorar e gritar com muita fúria. Culpa e ódio se misturavam em sua mente, fazendo com que o cavaleiro de Dragão agisse como louco por alguns instantes. Quando conseguiu se conter, viu que Shun havia despertado e o observava com tristeza. Com o olhar indefinido, Shun murmura:
- Agora não há mais nada que podemos fazer...
- Tem razão...
- Vamos chamar os outros.
Quando Hyoga e Ikky acordaram, reconheceram também aquele lugar, e pressentiram um terrível destino para o planeta inteiro. Imagens de muitas pessoas andando por ali lhes vieram à mente, como um pesadelo.
- É muito cedo para desistir, cavaleiros!
Todos se assustam. Quem, em pleno Mundo dos Mortos, poderia ter dito aquilo? Olhando ao seu redor, todos enfim notaram um vulto perto deles.
Shiryu:
- Quem está aí?
- Finalmente vocês chegaram!
Um outro vulto se aproximou do primeiro, e desta vez a voz lhes pareceu mais familiar. Sem compreender o que se passava, todos aguardaram até que as duas pessoas se aproximassem e lhes fosse possível ver as fisionomias. O espanto toma conta de seus espíritos, como se estivessem sob domínio de alguma ilusão.
Hyoga:
- Não pode ser verdade!
Shun:
- Será que isto é um sonho?
Ikky:
- Vocês... vocês...
- É isso mesmo, amigos! Nós estávamos esperando por vocês!
Os dois estranhos são... Shaka de Virgem e Seiya de Pégaso!