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Hadrian Marius
babell@ieg.com.br
Aparentemente após um incidente ocorrido em um planeta Polar, onde a Patrulha Estelar reafirmou a neutralidade da Terra ante o conflito entre as nações espaciais. Uma neutralidade que, lógicamente, não foi aprovada pela Federação Polar. "O que você pensa que esta fazendo Wildstar?",
André não desaprovava a postura do capitão do Yamato
mas conjecturava que a Força de Defesa não seria capaz de
resistir a uma invasão. Aquela não era uma boa ocasião
para se grangear inimizade de nações como a Federação
Polar; uma nação que rivalizava com o Império Galman-Gamilon
em militarismo e expansionismo.
************ O Cosmo Hound aproximou-se cautelozamente da entrada do Hangar do Tamoyo iniciando um pouso suave e preciso. "Parece que as coisas andaram agitadas por aqui tenente", Mendonça se referia ao astro-caça semi-destruido no fundo do hangar. Quando se aproximavam do encouraçado Depardieu havia observado que o casco externo tinha sofrido poucas avarias mas, ao ver os destroços, percebia que a verdade poderia ser outra e lamentou ter esquecido que era procedimento entre os comandantes da Força de Defesa o reparo dos danos externos antes dos internos. "É isso ai pessoal, o passeio acabou", avisou, empurrando o manche e olhando para seus passageiros. Todos ostentavam as faces preocupadas com esseção da doutora e da sargento que misturavam este sentimento com o d4e frustação. Muito provavelmente ela também carregava esta mesma mistura de sentimentos, suspirou. ************** Nanako estava atarefada refazendo as bandagens em uma escoriação num dos membros da Engenharia. Se os danos estruturais não tinham sido extensos o mesmo não podia ser dito da tripulação que como humanos frageis que eram sentiram toda a ferocidade dos impactos quando seus corpos foram arremessados contra paredes,vigas e paineis. "Obrigado", o soldado agradeceu se levantando e saindo ao pegar a camisa. Ela ficou observando por algum tempo até sua atenção se voltar par um leito onde outro tripulante gemia. "Tenha calma", tentou acalma-lo mas, ao tocar-lhe a fronte sentiu todos os seus graus de febre e ela se viu obrigada a aplicar um medicamento com o intuito de fazer a dor diminuir. Assim que o jovem se acalmou, envolto em uma dormencia provocada pelo medicamento, ela rapidamente iniciou um exame: Um hematoma tinha se formado no flanco esquerdo do tripulante. Aparentemente varias costelas haviam se partido e atingido os tecidos ferindo-os. Como não tinha percebido aquilo antes, resmungou passando a mão sobre a testa como se retirasse suor. "Você deveria descansar", o oficial médico pousa a mão sobre seu ombro, "Pode deixar que deste eu cuido" "Mas senhor..." "É uma ordem enfermeira" Contrariada ela se levanta, sentindo pela primeira vez o cansaço. Não se lembrava de quanto tempo tinha permanecido na enfermaria apenas de que o estado de alerta tinha se encerrado a algum tempo e seu turno a mais tempo ainda. Levou novamente a mão a testa e chegou a conclusão de que o doutor Vasquez tinha razão, ela precisava de um descanço. ****************
"Aqui é Vigilante Um: estamos passando pela segunda lua do planeta e nenhum sinal, cambio!" "Entendido Vigilante Um; Mamãe Ganso acaba de deixar o ninho, vá para Epsylon, Nova, zero, nove, três, zero, dois, para se juntar ao bando, cambio!", O aviso foi bem recebido pelos dois aviadores a bordo do astro-caça biposto, convertido para atuar como aeronave de vigilancia aero-espacial. "Demorou mas parece que vamos sair daqui", a voz de Marco chegou aos comunicadores no emso instante que emparelhou seu caça num ato prontamente seguido por Lamertz deixando o astro-caça branco no centro; sob todos os aspectos aquele Cosmo Tiger era uma versão para treinamento se não fosse o disco de metal que girava um pouco acima das derivas. Disco este que nada mais era do que um potente sistema de detecção de taquions. Ele, Lamertz e a aeronave de patrulha tinha decolado do Tamoyo, junto com mais dois grupos, assim que a pista foi liberada, tendo como missão vasculhar o espaço ao redor evitando assim novas surpresas. Voavam a mais de cinco horas e por isso tinham recebido com intusiasmo o comunicado de retorno mas, a felicidade de Marco tinha outra razão porque, pela primeira vez naquele dia, tinha ouvido a voz de Julia e isto era um bom sinal. **************
"Impróprio para vida terrestre", Judith releu a ultima linha do relatório. O mesmo relatório que levaria a André para explicar porque, apesar de todas as evidencias, tinha descartado o Corpo Celeste. Se antes da batalha começar ela tinha apenas especulações sobre a ausencia de vida animal ao termino dela já tinha uma resposta. Uma resposta que a levou a levou aos dias negros da própria Terra arrasada pela radiação Gamilon; Radiação era a resposta, óbvia até, uma radiação que empregnava todo ser vivente aos poucos. Os animais tinham sidos os primeiros a desaparecer e provavelmente a vegetação teria o mesmo destino deixando apenas um planeta desértico e esteril. "Mais uma possibilidade que se vai", ela suspirou. **************
Não pode se dizer que André tenha lamentado o descarte do planeta como possivel casa da humanidade. A confirmação da identidade dos agressores e as noticias vindas da Terra tinham deixado-o pensativo com relação ao destino de todos. Sabia que uma esquadra estaria no sistema tão logo a falta das três naves fosse notada e se o Tamoyo teve sorte na batalha recente ele não tinha certeza se poderia contar com ela novamente. A imagem de Judith veio a sua mente. Como será que ela estava encarando tudo aquilo? Seu otimismo era grande com relação ao astro e ele sempre achava que ela era otimista demais. Sempre tinha dito para ela que seu otimismo chagava a ser ingenuo e ela retrucava que ele era pessimista demais e que iria morrer sozinho e enrrugado. Ele sorriu ao se lembrar da época em que os dois não se desgrudavam. **************
Uma das coisas que Julia aprendera a apreciar nos ultimos meses eram as estrelas. Durante os periodos de folga costumava procurar um observatório, de preferência vazio, e lá ficava durante horas observando seus aglomerados, suas formas, cores e seu incessante piscar. Tentava entender aquele show cósmico, tentava achar respostas para seu coração. "Sabe o que eu acho?", Lisa aproximou-se, " Você devia ser sincera com seus sentimentos porque ficar pelos cantos se remoendo não vai adiantar nada". "Quem disse que eu fico pelos cantos?" "Ah não?! Você até parece aquelas
adolescentes que não tem coragem e ficam suspirando quando o objeto
da paixão passa, isso sem contar os pensamentos libidinosos...".
"Nããooo acreditoo?". "Não é nada disso". "Sua pervertida", foi a ultima coisa que a Operadora de Radar disse antes de ser engolfada pelo riso. Riso este que fez Julia corar mais intensamente. "Você deveria se levantar, erguer a cabeça e procura-lo", Lisa conseguiu falar após controlar o riso, "Se der certo, ótimo! Se não der, paciência! Pelo menos não terá motivo para se arrepender depois". "Talvez você tenha razão...Obrigada". "Desde quando eu disse que aceitaria apenas um obrigado pelo meu conselho". "O que você quer então", Julia ficou intrigada com as palavras de sua amiga e já imaginava o que a outra iria pedir. Seu soldo talvez. Ou... "Nada de mais. Só quero que você me conte tudo o que passou por essa sua cabecinha pervertida", Lisa, que até então não havia sentado, se sentou ao lado da amiga com um olhar divertido. Julia sentiu-se ruborizar novamente.
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