Notas:

Acho que eu não preciso lembrar que alguns destes personagens não são de minha propriedade, pertencem à Nobuhiro Watsuki e blablabla, que esta história é de MINHA autoria, (não ouse copiar sem pedir, e obter autorização) e que não foi publicada num mangá de RK, etc, etc, etc.

Também é bom lembrar que todos os nomes aqui encontram-se na ordem japonesa: primeiro o sobrenome, depois o nome.

Bem, acho que não preciso contar a história de que Kenshin volta para que Hiko o ensine a ougi, a técnica de sucessão, para que ele possa derrotar Shishio, e blablabla... Caso você bole bonitinho porque não sabe o que aconteceu antes... Escreva.

Fanfic por Dona Morte, finalizado em 12 de Outubro de 2000.

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Um Sucessor Para a Hiten Mitsurugi Ryuu - Capítulo V

Era definitivamente um homem imponente. O porte, os músculos, até mesmo os longos cabelos negros refletiam aquilo. Mas para o "super-homem" havia um adversário. Ele também era alto, forte, mas não aparentava a intimidação do outro. Não fisicamente. Mas um simples relance em seu olhar permitia ver o demônio em pessoa. Os olhos ríspidos, frios, cruéis, lançavam faíscas no simples ato de movimentação.

O Demônio estava em posição. O Super Homem também. A batalha estava prestes a começar, e havia apenas uma pessoa observando. Uma garota, que neste momento se achava ligada aos dois, "para meu infortúnio", ela deveria pensar. Talvez porque não quisesse ver mais lutas. Talvez porque estivesse cansada delas.

Super Homem atacou. Seu oponente aparou o golpe, lançando-se contra o atacante inicial. O movimento foi evadido. Um descuido do Demônio, e a espada adversária cortou-lhe o braço. Ele sorriu, como se dissesse "fique feliz, este será o único corte que você fará em mim", e enviou uma torrente de golpes rápidos, efetivamente bloqueados pelo adversário. O homem dos longos cabelos negros obviamente possuía habilidade com a espada, mas isto não o intimidou. Nova torrente, nova sucessão de bloqueios, dentre estes um falho (seria a tensão do momento?), que varou o tórax do Super Homem superficialmente.

A garota não queria mais olhar, embora a luta a tivesse feito compreender os próprios motivos dela mesma. Ele estava fazendo aquilo para impressionar, para mostrar que ele era cruel e invencível, e que mataria qualquer um que se pusesse no caminho dele. A garota pensou consigo mesma, "você já me machucou o bastante; a morte deste homem não pode me machucar mais". Bem, ela não poderia interromper a luta mesmo. Certos destinos já vêm selados. A ela restava sussurrar sozinha.

- Meu amor, salve-me... Como fui tonta em pensar que você poderia me salvar. Não só me pus em perigo, como também pus você... Como será que você está se sentindo agora? Estaria furioso comigo? Preocupado...? Não, não... Você nunca estaria preocupado comigo. Nunca, nunca, nunca... Ou estaria simplesmente escondendo seus sentimentos? Já vi coisas que poderiam significar... - um suspiro - ... nada... Nunca significam nada...

A luta prosseguia apesar dos pensamentos distantes dela. Deixando o adversário dos olhos faiscantes levemente preocupado, o Super Homem conseguiu abrir um corte profundo em sua perna esquerda, mas em troca, seu ombro direito estava esmagado. O chão começava a se tornar uma poça de sangue enquanto novas feridas eram abertas, sangue escorria de veias e o tempo transcorria. O duelo tornou-se mais violento, porém o silêncio era mórbido. Talvez respeito mútuo, talvez receio mútuo, talvez ódio mútuo. Uma chuva de golpes vinda do Super Homem, um belo bloqueio; um golpe transversal-horizontal do Demônio, uma esquiva bem-sucedida. Onde eles pisavam, o sangue espirrava, era como um pequeno lago. Eles suavam sangue, e cada golpe aplicado, mesmo que fosse a duras penas, era sempre rechaçado com sucesso.

Os limites começavam a surgir. Talvez se contasse aí meia hora de luta exaustiva, mas nunca se pode medir o tempo exatamente em tais situações. A garota começou a ignorar a luta, para irritar o demônio. Ele estava muito ocupado agora para reparar nisto, e se reparasse, iria saber que para esta menina, uma vida tinha seu grande valor, e apesar de tudo, ela ainda se preocupava com a vida deste homem. Ela era definitivamente diferente.

Um barulho fez-se ouvir, a garota não mais pôde ignorar. O Super Homem dos longos cabelos negros e do porte imponente, estava ajoelhado ao chão. Seus dois tornozelos estavam esmagados. Ela receou por sua vida, e a viu se esvair com um só golpe do Demônio, que repartiu o crânio adversário.

Estava acabado.

 

- Pode olhar, menina. Ele não era ninguém importante para você.

- ...

- Você realmente é engraçadinha, se importa com os outros. Ele era apenas o chefe da minha guarda pessoal, o mais habilidoso dos meus homens. Mas eu preciso treinar, você sabe. Olhe para mim.

Nobunaga ergueu o rosto de Misao, que estava acorrentada em duas largas barras de ferro. Ela o olhou, carregada de ódio; ele fizera questão de contar tudo que havia feito com um certo homem que ela gostava muito.

- Para que esta luta? Está tentando me impressionar? Mostrar que é magnânimo, superior e imbatível, é isso? - ela cuspiu no rosto dele - Desculpe-me por tê-lo frustrado!

Ele limpou com um lenço, sorriu sarcasticamente, e andou até o cadáver, que não mais podia ser reconhecido como de um homem. Chamou outros dois homens e ordenou que limpasse a sujeira.

- Quais são suas verdadeiras intenções, Nobunaga? - Misao perguntou - Você me conta cada detalhe do que acontece lá fora. Contou que aquele homem que eu vi morrer era um policial que você havia subornado, e que estava disposto a "abandonar os negócios" com você. Contou também que a morte de... - ela respirou fundo, como se a segurar a dor e o choro - ... de Okon acabou sendo um acontecimento feliz e proveitoso para você...

Ele olhou admirado para a força interior de Misao. Chamou desta vez um outro capataz, este com um uniforme da polícia japonesa em mãos. Adiantou-se para um biombo, carregando o uniforme, e continuou ouvindo o que Misao dizia.

- ... Que Lorde Aoshi... Ele... Ele... Apareceu por estas bandas, atrás de mim... Você o enganou com uma das suas ilusões cretinas... - ela falou alto, mas como se falasse para si mesma - Ah, malditas sejam suas ilusões!! O que você fez com ele?? Ele está paralisado... imóvel... Contou que ele foi achado por Himura... Inconsciente... Incapaz de mover um membro sequer...

- Não imaginei que esse sujeito significasse tanto para você, menina Misao. Ao meu ver, a paralisia dele a aflige muito mais que a morte da sua amiga. - ele saiu do biombo completamente vestido como policial - Antes de sair para cumprir minhas obrigações - ele sorriu -, vou lhe contar um segredinho. Um não, dois. Os que eu usei para fisgar seu Shinomori Aoshi.

Misao levantou os olhos atenta.

- Número um. As ilusões são hologramas. Aposto que nunca ouviu falar disso. É uma tecnologia européia, baseada na idéia da refração da luz através de um prisma de vidro, ou seja, um pedaço de vidro formado por dois lados não-paralelos, e também no princípio fotográfico da "sala totalmente escura com um pequeno buraco para a luz". O que fiz com ele foi um teste, eu precisava testar a teoria, entende? Pelo que vi, deu bastante certo. Mas é extremamente trabalhoso, não pretendo usar este método novamente. Número dois. Os dardos de zarabatana que o acertaram estavam cheios de veneno. Mas não existem venenos capazes de deixar alguém tetraplégico, você deve saber isto.

- Mas então como...

- Calma. Aquele veneno reage com a adrenalina. A ilusão se encarregou de fazer os níveis de adrenalina no corpo dele subirem, e o veneno pôde agir com sucesso total. Ele provoca, inicialmente, uma dor intensa por todo o corpo, que simula a liberação de ácido lático, fazendo com que o cérebro interrompa a circulação de oxigênio suficiente para a movimentação, forçando um estado de repouso natural.

- Você quer dizer que o veneno simula câimbras violentas, que fazem o cérebro acreditar que há uma exaustão muscular e faz você parar?

- Exato, você é esperta. Se você corre muito, pode chegar a um ponto em que não sente mais as pernas. É isto que meu veneno faz.

Nobunaga começou a dirigir-se para a porta, deixando Misao abismada em seus pensamentos. De repente, ela falou:

- Espere! - Nobunaga parou - Se seu veneno age com a adrenalina, então o antídoto seria...

- Dopá-lo. Reduzir suas taxas de adrenalina a zero, o que pode ser perigoso, e ter o cuidado de fazê-lo recobrar as taxas normais rápido. Mas quem está cuidando dele provavelmente jamais vai pensar nisso. Até mais ver, Misao.

Nobunaga, oficial da Polícia Japonesa, saiu da sala.

 

- Nós precisamos conversar.

A chuva caía com considerável intensidade. O céu dividia-se entre tons de cinza e branco, no que começava a ser o fim da tarde. O vento tornava-se mais forte, mas isto não parecia intimidar os dois. Akemi e Hiko iniciaram sua caminhada em silêncio, apesar do diferente objetivo inicial. Tantas coisas a dizer, tão pouca coragem para falar, mas às vezes, tudo corre tão fácil...

Montanhas de acontecimentos pareciam querer apartá-los. Conseguiam? Hiko não era estúpido a ponto de não notar a maneira que Akemi vinha se comportando recentemente. Desde de que vieram para a Aoiya, onde a alegria inicial que sempre pairou sobre a casa havia se tornado uma marcha fúnebre, com a morte de Okon e a paralisia de Aoshi. Talvez não houvesse uma só hora do dia em que não se ouvia alguém chorar ou se lamentar. O ambiente não era agradável a ponto de se querer ficar tanto tempo lá, mas Hiko fez questão de manter Akemi lá, e tentar fazer com que ela falasse o que a perturbava tanto. Seria tão difícil acreditar e confiar nele? Ela fugia do policial encarregado que aparecia na Aoiya. Quando finalmente se cruzaram - ela tudo fez, mas não pôde evitar -, ela empalideceu, e por qualquer motivo seria capaz de desmaiar. O policial Nobunaga a abraçou, dizendo "Minha prima querida!", e explicou uma história longa, enrolada e provavelmente falsa que fariam dele e Akemi primos de terceiro grau. Ela em momento algum abriu a boca, ficando com um olhar apavorado e em constante guarda. Quanto havia custado a Hiko se controlar e não expulsar o policial da casa, tentando fazer com que ela se tranqüilizasse. Quem seria aquele homem, que a fez se trancar num dos quartos e chorar da maneira mais discreta possível, assim que ele foi embora? Hiko não havia gostado muito dele desde o princípio: ele não se encaixava em nenhum dos padrões de policiais em geral. Era habilidoso, e tentava ocultar isso mostrando-se desastrado; era astuto, e tentava disfarçar com uma lentidão inumana de pensamento lógico. Akemi precisava dizer a ele o que ela realmente sentia.

As gotas de chuva bailavam no ar com a indecisão do vento, talvez tão presente quanto a de Akemi. Ele a havia encontrado. Ele havia disfarçado, mas alguma coisa acabaria surgindo... "Ele está armando uma emboscada", pensou Akemi. Ele acabaria vencendo. Mais uma vez.

Ela já havia fugido dele inúmeras vezes, mas em todas elas, havia sido resgatada. Desta vez, ela não podia voltar para casa. A mãe havia morrido ao dar a luz. Nobunaga não conseguia se conformar; perder o grande amor de uma vida inteira para receber em troca uma filha, um reles bebê inútil, se não fosse a incrível semelhança com a mãe. E esta foi o único motivo para ela estar viva até agora. Enquanto era pequena, Nobunaga havia sido paciente. Quando estava mais crescida, começou a sentir o caro preço de viver com ele. Ela passou a ser freqüentemente bolinada, era obrigada a tomar banho na frente dele, e também se vestir. Sempre. Mas por algum motivo obscuro, ele nunca havia realmente consumado seus desejos. E ela agradecia aos céus por isso. Todo e qualquer pedido de casamento que fosse feito à Akemi era instantaneamente recusado por Nobunaga, um senso incrível de possessão. Mas tarde, ela iria descobrir o porquê. Algum tempo antes de seu aniversário de vinte e um anos, estava sendo secretamente preparada uma grande festa de casamento. A princípio, quando Akemi descobriu, ficou feliz: será que este tempo todo ele havia rejeitado cada um de seus pretendentes para entregá-la para algum prometido? Seja lá quem fosse, seria melhor do que viver com ele. Teria de ser.

Mas a verdade era que seu pretendente era o próprio Nobunaga; ele havia se casado com sua mãe quando ela tinha vinte e um anos, e agora se casaria com ela, uma réplica perfeita, cultivada em todos os detalhes. Não foi preciso mais nada para que ela fugisse de casa, e decidisse se tornar uma prostituta, como doce vingança contra aquilo que ele havia desejado preservar para um momento especial, somente para ele. Mas na hora, acabou desistindo da idéia, atacou o tal homem, e conheceu Hiko Seijurou.

Um forte relâmpago se fez presente, assustando Akemi, que só não caiu porque foi aparada por Hiko. Como havia largado seu guarda-chuva, este voou longe com a força do vento, sendo arrastado para a envolvente noite escura.

Os olhares se encontraram. E tudo que passou, que passava e que ainda iria passar se perdeu num misto inexplicável que isolava ambos de tudo e todos que não fossem os dois. Ali. Juntos. Nada mais fazia diferença enquanto os lábios se tocavam e se perdiam em si próprios. Somente os dois...

A chuva havia se tornado tempestade já havia algum tempo. Bêbados e vagabundos procuravam se abrigar, meretrizes se escondiam nas casas da "zona alegre", e famílias praticavam a cerimônia do chá para se aquecerem. Mas Akemi e Hiko estavam muito distante desse mundinho idiota, em harmonia. 

E repentinamente, a harmonia se desfez: um relâmpago fez-se presente bem próximo a eles, e ela sentiu como se despertasse de um sonho maravilhoso para um pesadelo gélido, e deu para trás, gritando apavorada.

- Você tem andado muito... - pela primeira vez, alguém se pronunciou: Hiko - ...Muito assustada.

- É... impressão sua.

- Não, não é.

Hiko a puxou para junto de si, quase encostando seu nariz no dela.

- E qual seria o motivo disso? Seria seu suposto primo?

Akemi relaxou em seus braços, o abraçou e começou a chorar. Hiko encostou o rosto nos negros e perfumados cabelos dela, esperando finalmente ter encontrado a chave do mistério. Algum tempo depois, Akemi começou:

- Ele não é meu primo... Acredito que disto você já saiba. Ele na verdade é... Meu pai.

- Mas você havia dito que ele estava morto.

- Eu... Eu menti desde o início. Eu estou fugindo dele, e quando cheguei à sua casa estava vindo de uma casa de... - Hiko a interrompeu:

- Por que não me contou isso antes?

- Eu tive medo...

- Medo do quê?! Eu confiei em você, Akemi. Eu te entreguei meu bem mais precioso: minha técnica de luta. Acho que uma troca justa seria que você confiasse em mim também. Sobre o que mais você mentiu? Seu amor por mim também é uma mentira? 

- Não!! Isso nunca foi mentira, nunca será...

Hiko largou seu guarda-chuva ao lado dela, e prosseguiu andando sozinho na gelada noite escura. Akemi caiu de joelhos ao chão, pôs as mãos no rosto e começou a chorar.

Sempre chega o momento em que a noite acaba, e a máscara cai.

 

As batidas na portam soaram firmes. Kenshin se levantou, e foi atender a porta. Por dentro, ele esperava que fosse alguma boa notícia chegando: já havia tristeza demais pairando sobre aquele ambiente. O enterro de Okon havia sido suficientemente triste, e Aoshi piorava e melhorava, piorava e melhorava. Aparentemente, jamais iria sair daquilo. Mas também esperava que não fosse o policial encarregado; quando ele entrava na Aoiya, as coisas só pareciam piorar. Quem poderia ser?

- Saitou?! O que faz aqui?

- Himura. Prestando serviço assistencial agora? Que amável! - Saitou sorriu sarcástico.

- Eu os visitava quando isto aconteceu. Acredito que já esteja sabendo de tudo, não é? Entre.

- Sim, sim. Na verdade, estou aqui justamente porque fiquei sabendo da história toda. Há algumas coisas que não batem.

- Como o quê?

- Como o sujeito que está investigando.

- Há algum problema com ele? Eu pressenti algo assim. E aparentemente, Mestre e Akemi também...

- Akemi? Quem é Akemi?

Eles entraram na sala, sob os olhares mais que surpresos de Kaoru, Yahiko, Sanosuke e Okina. Saitou acendeu um cigarro:

- Bom dia.

 

- Onde você sempre vai tão religiosamente, Nobunaga? Você ainda não foi lá hoje.

Era hora do almoço, e uma das poucas em que Misao tinha os braços livres. Ela engolia um bolinho de arroz enquanto esperava a resposta de Nobunaga. Ele sorriu, extremamente satisfeito:

- Eu não vou lá hoje. Não vou nunca mais na Aoiya...

Misao engasgou brutalmente, e só não enterrou os hashi em Nobunaga porque foi segurada por dois homens.

- Na Aoiya?!? O QUE DIABOS VOCÊ FAZIA NA AOIYA!?!

- Calma, menina, calma. Não fiz mal nenhum a ninguém lá. Entenda que o fato de eu ir lá não era por sua causa.

- Então, por que você ia lá?

- Por minha futura esposa Akemi. Eu a procurava como louco por Kyoto quando tive a felicidade de descobrir que ela estava temporariamente na sua casa, junto com um sujeito chamado Hiko... Hiko...

- Hiko Seijurou! - "Então a garota que acompanhava Hiko no Shirobeko é noiva de Nobunaga! Mas ela tem idade prá ser filha dele..." - Sua noiva? Por que não estão casados, então? E o que ela fazia lá que não vinha com você, e...

- Ela fugiu de mim. Eu fingi ser um policial que investigava a morte da moça Okon, e confirmei a presença dela lá. Mantive a farsa por um tempo para não levantar suspeitas. Mas agora não preciso mais. Tanto que pretendo cortar meus laços com a casa Aoiya, Misao. Este é nosso adeus.

- Nosso... adeus? Você vai me...

- Sim, vou te soltar, Misao. Você é a única coisa que me liga àquele lugar.

- Mas... - ela estava pasma com a aparente bondade de seu carrasco - Espera um instante. Ela não está aqui. Ela está na Aoiya, com Hiko, Kenshin, e os outros. Por que você me libertaria? Está tentando me enganar, Nobunaga?

- Não, menina. Quem disse que ela ainda está na Aoiya?

Nobunaga ria, em plena felicidade e satisfação.