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Notas: Acho que eu não preciso lembrar que alguns destes personagens não são de minha propriedade, pertencem à Nobuhiro Watsuki e blablabla, que esta história é de MINHA autoria, (não ouse copiar sem pedir, e obter autorização) e que não foi publicada num mangá de RK, etc, etc, etc. Também é bom lembrar que todos os nomes aqui encontram-se na ordem japonesa: primeiro o sobrenome, depois o nome. Bem, acho que não preciso contar a história de que Kenshin volta para que Hiko o ensine a ougi, a técnica de sucessão, para que ele possa derrotar Shishio, e blablabla... Caso você bole bonitinho porque não sabe o que aconteceu antes... Escreva. Fanfic por Dona Morte, finalizado em 14 de Julho de 2000. ------------------------------------------------------------------------------------------------------- Um Sucessor Para a Hiten Mitsurugi Ryuu - Capítulo II
Na casa de um certo artesão... - Ouh, a minha cabeça dóóóóói... - É até bom. Quem sabe assim, você não pára prá pensar um pouco mais? Akemi mal conseguia abrir os olhos. Estava com uma dor de cabeça brutal, o corpo inteiro doía e tinha a estranha sensação de que sua barriga estava aberta, além de muito dolorida. Não se lembrava do que havia acontecido, até reconhecer a inesquecível voz: - Hiko-sama??? É você? Ela pulou da cama e gritou... - Você viu? Eu detonei com os carinhas lá na - AAAAAAAIIIIIII... ... até que se lembrou que o ferimento doía demais... ^_^ Hiko sorriu com a felicidade da menina, mas não pretendia deixá-la assim para sempre. - Você não lutou BEM. Eles que lutaram MAL. E além do mais, você saiu ferida, e eles não. - Mas eu estava com um sombreiro, e eles tinham espadas de verdade!! - E daí? Até meu baka deishi conseguiria se livrar deles, com facilidade, com um balde d'água equilibrado na cabeça e usando apenas uma vara de bambu. - Ah, você tem um pupilo? Que legal! Onde ele está, eu não o conheço! - Está bem longe daqui. E na verdade, nem é mais meu aluno. - Por quê? - Porque ele se recusou a levar adiante o nome da Hiten Mitsurugi Ryuu. E além do mais, ele não seria um bom mestre mesmo. - Como você pode dizer isto do seu próprio aluno?? - Akemi começava a se indignar com esse "Mestre". - Eu estou sendo realista. No fim das contas, o objetivo de vida dele nunca foi seguir adiante com a Hiten Mitsurugi, e eu sabia disso. Eu só o ensinei a minha escola porque não queria que aquela criança se perdesse. Acho que meu dever foi cumprido aí, e não devo mais nada a ele. - Então... A sua escola vai se perder? Hiko silenciou-se. Ela havia feito a mesma pergunta que ele vinha se fazendo já há algum tempo... Akemi impacientou-se com o silêncio e decidiu retomar a conversa: - O que aconteceu com as crianças? Elas estão bem? - Hmmm? Ah, sim. Fugiram, graças à sua ajuda. - E os policiais?? - Ah, eles? - deu uma pequena risada e continuou - tremeram de medo quando me viram, perguntaram se eu te conhecia e imploraram por perdão pelo que tinham feito! - falava garboso enquanto pensava na realidade: a de que os policiais ficaram com medo sim, mas da multidão, que se mostrou indignada por terem feito tamanha crueldade com uma jovem tão frágil, e que Hiko na verdade se mostrou como um estranho qualquer disposto a levá-la para o hospital. - E foi você quem cuidou dos meus ferimentos? - Não, eu te levei para o hospital. Você está aqui hoje porque eles te deram alta ontem à noite; na verdade, você esteve dormindo por dois dias... Sabe, você deveria estar descansando agora. Isso, isso, vá descansar, durma, sim?
A semana passou com tranqüilidade: Akemi se recuperava facilmente, Hiko ficava levemente espantado com o estado de saúde excelente da menina, afinal, uma mulher normal talvez nem tivesse sobrevivido àquele ataque. Mas a verdade era que Hiko já estava se acostumando com o fato de que ela era uma garota forte, tanto que, no final de semana, Hiko e Akemi desceram das montanhas e foram fazer um passeio em Kyoto. Andavam quietos enquanto Hiko comprava mais provisões, que acabaram antes do esperado pela presença de Akemi. Estavam passando na porta do Shirobeko, o restaurante da irmã gêmea de Tae, dona do Akabeko de Tokyo, quando Hiko viu chegar ao fim a paz e a tranqüilidade; Akemi começou a se agitar: - Olhe só, Hiko-sama! Que belo restaurante!! Puxa, como eu estou com fome... - Você não conhecia o Shirobeko? Qualquer um de Kyoto conhece este restaurante, ele é muito bom. - Eu sou de Osaka, como ia saber?! Já que ele é muito bom, vamos entrar e comer alguma coisa! - Ah, não, eu... - Não aceito não como resposta! Vamos! - e Akemi começou a empurrar Hiko para dentro do Shirobeko. Logo apareceu Sae, a dona do restaurante. - Bom dia, senhores! Em que posso serv... Oh, o senhor não é o mestre de Kenshin? Hiko obviamente não queria entrar para não ser reconhecido e Akemi logo percebeu como ele iria sair irritado dali. - É, sou sim. - uma figura ágil subitamente pulou de uma mesa próxima, assustando Sae e Akemi. - Ouh, olhe!!! É Hiko Seijurou, o mestre de Kenshin!!! - Misao gritava para todo o restaurante ouvir, fazendo Akemi se arrepender ainda mais de ter insistido para entrar. Algo lhe dizia que Hiko não gostava de ser lembrado como mestre do tal "Kenshin". - Misao, Misao, comporte-se! Gostaria de sentar-se à mesa conosco, Sr. Hiko? - era o velho Okina quem convidava. - Não, obrigado. - Hiko era educado, mas não queria se prolongar - Não é necessário. Akemi olhava um pouco perplexa para o destoado grupo que sentava-se à mesa: a menina agitada, que havia pulado em cima dela e da garçonete, o velho senhor que convidara Hiko, um belo rapaz extremamente sério, que estava completamente impassível, duas moças e mais dois rapazes. Misao logo percebeu que ela estava acompanhando Hiko; sentou-se ao lado de Aoshi, como para fazê-lo rir: - Olhe só, Lorde Aoshi! O Sr. Hiko não quer sentar conosco porque já arranjou companhia para almoçar! - Hiko se segurou para não esbofetear Misao e Akemi se assustou com a ousadia da menina, que parecia estar fazendo aquilo apenas para agradar ou divertir o tal "Lorde". - Veja só que moça jovem e bonita agora o acompanha! - Misao! - Okina a advertiu. Akemi colocou uma mão educada sobre o ombro do velho Okina, e deu uma suave risada, como se a dizer "tudo bem", e disse: - Sinto desapontá-la, menina, mas não sou namorada de Hiko-sama, e devo confessar que ele não é "meu tipo". Aliás, aconselho você a tomar conta muito bem deste rapaz a seu lado, pois este sim é um belo tipo! Misao ficou furiosa, enquanto Hiko se dignou a fazer um cumprimento educado e a se retirar, seguido por Akemi. Okina levantou-se e disse: - Sr. Hiko! Acredito que não saiba... Kenshin deve chegar em Kyoto em alguns dias! - Hiko se voltou e respondeu: - Hmm, é mesmo? Arranjou mais problemas ou finalmente foi educado o suficiente para fazer visita? - É uma visita. Recebemos uma carta de Srta. Kaoru avisando da vinda deles. - Hiko sorriu: - Pelo menos nisto ele está melhorando. Hiko escolheu um lugar distante dos membros da Aoiya, e sentou-se com Akemi. Parecia haver recobrado o bom-humor, por isso Akemi não sabia se perguntava mais sobre o Kenshin ou se ficava quieta e aproveitava a paz. Hesitava entre as duas opções quando Hiko cortou o silêncio: - Você quer perguntar alguma coisa, mas está com medo. Diga logo o que é. - Esse tal de Kenshin que é seu pupilo, não é o mesmo? - Sim, você é esperta o suficiente para descobrir isto. - E como conheceu aquelas pessoas? Hiko começou a narrar, resumidamente, os acontecimentos que levaram seu pupilo novamente a Kyoto, como conheceu a Oniwabanshuu e a Aoiya, sua "filial" de Kyoto, e mais detalhes sobre Shishio Makoto, narração esta somente interrompida quando Sae veio anotar o pedido. Contou também sobre Kaoru, Yahiko e Sanosuke, amigos dele de Tokyo. Akemi parecia encantada com toda a história, e quando ele terminou de contar, comentou: - Mas então Kenshin deve ser um incrível espadachim! Para ter passado por tudo isto! - Hiko riu, zombeteiro: - Pois se ele é incrível, então eu sou deus. - Então, eu gostaria de ver como deus luta. Hiko sorriu e decidiu concordar com as óbvias segundas intenções de Akemi: - Menina, você sabe muito bem que para que eu lhe mostre meus golpes, ou precisaria estar numa luta ou então precisaria estar lhe ensinando a minha escola. Akemi continuou olhando para ele, sem responder. - Pois então, Nobunaga Akemi, de agora em diante você é minha pupila. |