Capítulo 09
Distorções
Por: Lucas Sasdelli
A Dor de Malfoy
- Nada, não tem nada – Harry entrou no meio dos dois em desespero. Mas isso parece não ter sido o suficiente, Malfoy deixou o banheiro correndo.
- Neville, isso não é correto! – Disse Rony testando sua boca para ver se já pudera voltar a falar.
- Isso o que?
- Falar do pai do Malfoy para ele.
- Aaa mas ele deve saber de tudo, tal pai tal filho, e , tome cuidado Harry, ele pode ser um espião do você-sabe-quem.
- É, mas pelo jeito ele não sabe de nada... apenas suspeita.
- Rony, ele pode estar fingindo.
- De qualquer forma, não sou a favor da sua atitude, além de arriscada, se o Malfoy não sabe de nada, você estaria castigando-o demais.
- Hum, talvez.
Eles trocaram de roupa, Neville foi para a Biblioteca principal, Harry e Rony foram para seus aposentos na Grifinória, aonde ficaram apenas os dois conversando.
- Rony, e agora? O que faremos?
- É Harry, o Malfoy não é tapado.
- Será que devemos contar a verdade?
- Acho que devemos ver o interesse dele, para sabermos se ele é ou não um membro da equipe do Você-Sabe-Quem.
Nesse momento Simas entrou com Neville no quarto, Rony e Harry despistaram e saíram. Eles foram em direção ao salão que eles encontraram com Malfoy por algumas ocasiões
- Imaginei que sedo ou tarde me achassem aqui. – Malfoy falou saindo de um canto escuro, surprendendo-os.
- D..Draco?
- Sim, eu mesmo Harry Potter. Acho que você me deve algumas explicações.
- Quais?
- Não se finja de bobo... – Os três sentaram em forma de triangulo perto da lareira. – O que o meu pai está fazendo?
- Não sei.
- PARA Harry Potter, você mente muito mal. – Ele está andando com o lorde das trevas não é?
- Sim. – Harry não teve como negar, Rony estava atordoado por demais para pestanejar algo.
- Eu sabia.
- Aaa então você sabia?
- Desconfiava era a palavra certa, hora Harry Potter, na minha casa eu de uma hora para outra notei que meu pai andara convidando alguns bruxos que notavelmente eram maléficos. Minha mãe falou para mim que recentemente os encontros se intensificaram, ela parece não gostar muito deles, e eu não sei porque ela gosta do meu pai.... Nem eu....
- Nem você?
- Esquece isso.
- De jeito nenhum, agora é a sua vez de falar Draco.
- Eu não gosto dele, satisfeito Harry Potter?
- Mas você pareceu se preocupar!
- Claro, me preocupo com a minha mãe, que está sob o mesmo teto que ele, e eu me preocupo com você Harry, acho que os amigos dele não gostam muito de você.
- Você ouviu algo?
- Não, mas é obvio.
- Mas porque você não gosta dele?
- Por vários motivos, um deles é esse – Draco começou a tirar a camisa, depois de retira-la, ele ainda de frente pediu a mão do Harry.
- Que isso Malfoy, aonde você quer colocar a minha mão?
- Isso não é hora para brincadeiras Potter. – Rony que já estava vendo as costas do Malfoy, estava chocado... ele não notara isso antes, talvez pela euforia da banheira, mas Malfoy sempre fora muito cuidadoso em não se expor demais. Draco começou a passar a mão do Harry em sua costa.
- O ... o que é isso ?????
- Isso !!! – Draco virou de costas para o Harry para que ele posa ver.
- Ai meu deus, Draco!!! – A costa do Draco tinha varias marcas.
- Foi o meu pai, ele adora testar a minha força, ele me lança na parede e me prega nela com um feitiço, logo pega seu chicote, o único objeto de trouxa que ele gosta, e começa a me espancar... sem motivo aparente, ou ao menos, normal. – Os olhos de Draco começaram a se lacrimejar por causa das lembranças que vieram a tona. Harry, chocado, abraçou o Malfoy, Rony fez o mesmo. As marcas de agressão latejavam nas costas magras e brancas de Malfoy, ele tinha uma pele lisa e sensível, tornando as marcas bastante notáveis.
- Não se preocupe Draco, podemos te ajudar?
- Como?, o meu pai é louco Harry !!!, eu não agüento mais, eu sofro muito.... acho que prefiro morrer a viver com isso....