- Rony, não é bem assim, vamos tomar banho e depois conversar,
você está de cabeça quente e assim não resolveremos
nada.
- Ta ..ta..., cadê o merdinha?
- Alá ele, está indo embora, cabisbaixo...
- Iiii será que eu peguei pesado Harry?
- Será? Eu tenho certeza, mas vamos falar disso depois do banho.
Malfoy sentou em sua cama, ele não conseguia entender o que estava
acontecendo com ele, o que mais abalou ele não foi a agressão
que Rony inferiu a ele, mas sim a força com que Rony defendeu o
Harry, claro, Crable e Goyle fariam isso por ele, mas se ele mandasse,
já o Rony, fez isso por livre e espontânea vontade. Era de
se entender, ele sempre fora frio e perverso como o pai, mas a mãe
dele não era assim, Narcisa tem um coração quente,
e por inúmeras vezes ele sentiu que ela tentara pacificar um pouco
a personalidade dele mesmo. Ele parou e pensou, como a minha mãe
conseguiu se relacionar com o meu pai?
Malfoy começou a ficar inseguro, ele queria a sua mãe!!!!,
ele nunca deixara ela se aproximar dele, ele preferia ficar fascinando-se
com as coisas de artes das trevas do seu pai, mas agora ele precisava
dela, ele estava experimentando essas sensações de amor
e amizade pela primeira vez, ele queria muito ver como é ter um
amigo.. ou quem sabe, dois?... três?
Mas como isso tudo começou???, simples, Malfoy sentiu a solidão
na pele, ele adorava mandar nos dois cabeças de bagre, mas eles
não estavam lá.... ele foi perseguir Rony e Harry para deda-los
ao zelador Filch, logo que aquele banheiro era só para os monitores,
mas ele já tinha ouvido falar daquela banheira, e preferiu não
deixar a oportunidade passar... só que ele não contava que
iria se divertir tanto com seus inimigos, algo fantástico, algo
que ele nunca fizera com Crable e Goyle, tendo em vista que os dois só
gostavam de brincar de lutinha entre si ( taria mais para lutona ), então
ele viu que estava tudo errado em sua vida, não foi a banheira
que mostrou isso a ele, ela apenas levantou novos fatos a tona, questionamentos,
e colocou em xeque a postura dele mesmo, e agora? É hora de concertar
isso tudo e recuperar o tempo perdido!!! Mas será que eles vão
conseguir perdoa-lo? Será que o Rony seria capaz disso?
De banho tomado, Harry e Rony sentaram no salão principal da Grifinória
e começaram a conversar sobre o ocorrido...
- Rony gostei muito de você ter me defendido, mas o Malfoy não
era culpado naquela ocasião!
- É Harry, acho que peguei pesado com ele.. você sabe né,
o calor do jogo e tal.... – Rony falou isso com a já conhecida
cara de pouca empolgação.
- Rony, o Malfoy está sozinho, a solidão pode mudar uma
pessoa!!! Eu sei muito bem disso, eu era isolado na casa dos Dursley,
e acho que se continuasse mais um ano lá eu iria enlouquecer!!!
- Será que ele ficou louco Harry? Será que a solidão
distorceu os princípios básicos dele?
- Hehehehe, não é para tanto Rony, ele não ficou
tanto tempo assim sozinho, eu acho que ele está vendo um lado que
ele não enxergava antes... também, com aqueles dois brutamontes,
não sobra muito campo de visão para ninguém... hehehe
- Hehehe, Harry?
- Quê?
- Como eu faço para me desculpar com ele?
- Amanhã é um outro dia Rony!!!, você vai ter o dia
todo para conversar com ele.
Depois disso eles foram dormir, Rony antes de cair no sono, ficou pensando
em 1001 maneiras de puxar papo com o Malfoy, ele não acreditava
que um dia ele faria isso, mas estava fazendo.
Eles acordaram, tomaram banho, e foram para o café da manhã
acompanhados pelo Neville, que recentemente estava bastante estranho,
Neville foi pego lendo livros por conta própria pela primeira vez,
e pior ( ou melhor ), escrevendo ferozmente em folhas de pergaminho, ORGANIZADAS
em uma pasta. Mas isso era algo para se discutir mais tarde, agora a prioridade
era Malfoy.
Rony se sentiu culpado ao olhar para a mesa da Sonserina e ver Malfoy
sozinho e cabisbaixo, mas ele decidira que iria tentar uma aproximação
depois do café da manhã.
Chegaram duas cartas pela Edwiges, a coruja do Harry, e chegou uma carta
pelo Pichitinho do Rony.
Eles deram atenção primeiramente para a carta do Rony, pois
tinha um embrulho maior.
No embrulho veio uma sunga vermelha e laranja, e uma carta.
Roniquinho, aqui está a sunga que você pediu para o Harry,
manda um beijo para ele, seu pai e o Percy estão mandando abraços
para vocês dois.
Eu e seu pai escolhemos essa roupa de trouxa com muita atenção,
acho que os trouxas gostam delas, o vendedor falou que ninguém
tinha comprado ela em quatro anos, ela ficava encalhada lá porque
os trouxas adoravam adimira-la.... Esses trouxas, já que admiram
tanto, porque não compram?
Beijos da mamãe Weasley!
- Ai Roniquinho, ehehhe, tinha me esquecido desse seu apelido fofo, auhauahauha!
- Muito espirituoso Harry Potter – Rony se apropriou dessa frase do Malfoy,
e falou ao mesmo tempo que fazia aquela feição no rosto.
- Hum, vejo que já está sentindo falta do Draco, né
Rony Weasley, ou melhor, Roniquinho Weasley... hehe..
- Ta ta... abre a outra carta ai Harry.
A outra carta era de Sirius, Harry e Rony pararam de brincar e voltaram
as atenções para o pergaminho.
Harry e Rony, estou estuperfadamente surpreso de vocês estarem quebrando
o gelo do Malfoy, sim eu concordo, é uma ótima oportunidade
para saber mais sobre o Lúcio Malfoy, mas tentem ver se é
possível faze-lo uma pessoa mais humana.
Espero mais notícias,
Sirius Black
Restara apenas uma carta, e era da Hermione!!!
Harry e Rony, eu não acredito!!!! Eheheh eu pensei que vocês
iriam aprontar nessas férias, aaa mas vocês estão
passando dos limites... Draco Malfoy? Aaa gente, eu aqui no Brasil, doida
para receber notícias e vocês vem com brincadeiras???
Deixando isso de lado, fiquei sabendo que aqui no Brasil existe um ritual
de trouxas em que todos se vestem muito esquisitamente, um tal de Carnaval,
aqui no Hotel eu pude ver umas fotos, é completamente insano!!!,
acho que sua mãe iria gostar das roupas desse tal de Carnaval,
Rony.
Boa ideia, vou ver se descubro um pouco mais sobre a magia e bruxaria
aqui no Brasil.
Beijos!!!,
Hermione Granger
- Hohohoho, a Hermione ta achando que estamos brincando!!!
- Eu também acharia isso, pior, acharia que o Malfoy usou a maldição
Imperius.
- É, Rony, agora é hora de se levantar e de ir até
ele.
- É Harry, não à alternativa, fala para ele me encontrar
lá naquela sala.
- Tudo bem.
Rony saiu na frente, Harry se levantou e foi ao encontro do Malfoy na
mesa da Sonserina.
- Olá Draco, tudo bem?
- Sim, o que você quer Potter?
- O Rony pediu para você encontrar ele naquela sala!, vamos?
- É mesmo? Ele pediu isso mesmo?
- Sim, vamos?
- Claro!!! - Malfoy deixou para traz o prato de comida intacto que ele
fizera para ele, ele não estava conseguindo comer, os pensamentos
o estavam suprindo e abafando.
Já na sala, Rony foi de encontro a Malfoy e falou.
- Malfoy, toma aqui, essa é a sunga que você me pediu!!!,
te avisei que meus pais não tem muito bom gosto quando vão
comprar materiais de trouxas.
- É, é.. é só isso que você tem para
me falar Rony?
- Não Malfoy, eu queria te pedir desculpas!!!, você sabe,
o calor do jogo, e essa situação é muito nova para
mim... eu sei que não serve com motivo para aquilo, más...
Malfoy completamente nervoso e tremulo, abraçou o Rony e falou
para não se preocupar.
- Rony, o balaço que eu acertei no Harry não foi com a intenção
de machucar...
- Eu sei Malfoy, mas eu sei disso agora... na hora eu nem tinha pensado
nisso.
- Tudo bem, eu entendo... eu apenas só queria que alguém
me defendesse do modo que você defendeu o Harry!!!, eu, eu nunca...
- Nunca?
- Tive isso...
Malfoy sentou no chão com a cabeça baixa, Harry e Rony foram
de encontro a ele ( um em cada lado ), e abraçaram-no...
- Draco, não vou mentir, eu ainda não sinto muita coisa
por você... mas, eu vejo que isso pode mudar, que nós quatro
( incluindo Hermione ), podemos ser amigos....
- Harry, você conseguiria ser meu amigo depois de tudo o que eu
fiz???