Distorções
Por: Lucas
Sasdelli
Malfoy, é possível?
Harry e Rony acordaram praticamente juntos, e se entreolharam, ambos estavam
agora cheios de dúvidas a respeito de Malfoy. Então Rony deu a
partida...
- Harry você acha isso possível?
- Isso o que Rony?
- Essa outra face do Malfoy...
- Rony, tenho a mesma dúvida que você, acho que devemos ir em frente
e deixar rolar.
- Harry, outra coisa, você emprestou a Firebolt para o monitor chefe da
Sonserina?
- Não Rony, emprestei para o da Grifinória...
- Mas o Malfoy falou que chantageou o da Sonserina...
- Você mesmo me disse Rony, os monitores chefes não tem casas entre
eles, eles são a própria casa, independentes, e são todos
muito parecidos.
- É, não poderia ter esquecido disso, eu que te falei sobre o
Percy e as coisas de monitor chefe dele, em que ele tanto se gabava.
- Então nosso monitor emprestou para o monitor da Sonserina, algo altamente
normal, a rixa fica entre os meros estudantes, já que eles monitores
se acham deuses quando se comparam conosco.
- Harry vamos tomar banho e ir para o café da manhã, acorda o
Neville, ele parece que vai esquecer desse pequeno detalhe novamente, e isso
seria uma tragédia para ele.
- Acorda você Rony!!!
- Eu já fiz isso ontem, Harry...
Harry e Rony de banho tomado, sentaram em seus lugares habituais na mesa da
Grifinória ( que estava bastante vazia por causa das férias ),
juntos eles contemplaram o lugar em que Hermione abtualmente senta. A comida
ainda não havia sido posta, e então eles sondaram a mesa da Sonserina,
e viram Malfoy olhando para eles.
Malfoy estava completamente sozinho, seus escudeiros e seguidores saíram
de férias, e ele pela primeira vez sentia-se mau com isso. De fato nem
tanto, ele sentia-se mau ao ver a amizade de Harry e Rony, algo bastante diferente
entre a dele, Crable e Goyle. Embora devotados, os dois viam em Malfoy um mestre,
e não um amigo, e Malfoy se dera conta disso logo agora. Ele sentiu que
NUNCA teve amigos. Malfoy tinha em mente ser amigo dos dois apenas durante as
férias de fim de ano, ele sabia que isso era impraticável durante
o período letivo do ano. Bom, então, o que fazer?
O café da manhã fora servido, Neville piscou alegremente para
os dois agradecendo-os por te-lo acordado e não priva-lo desse estupendo
banquete matinal. Edwiges irrompeu no salão principal junta com outras
corujas no correio corujal matinal, ela soltou para Harry uma carta e sentou-se
em uma cadeira vaga ao lado dele. Esperta, Edwiges se fez de aluna ( ou tentou
) e comeu a parte que lhe cabia ( ou não ) do café da manhã.
Harry abriu a carta, e junto com Rony, começou a ler.
Harry e Rony,
Eu e minha família estamos indo para o Brasil, mais precisamente para
o Rio de Janeiro. Vamos ficar em um hotel de trouxas, porquê meus pais
o são. Procurei saber mais sobre o hotel, e ele se chama ITT Sheratton,
sim esse hotel Harry é parte de uma cadeia de hotéis que tem no
mundo todo. Mande corujas para lá, estou ansiosa para saber as novidades
daí de Hogwarts, porquê sei que você e Rony não irão
ficar as férias toda estudando, aaa mas eu vou dar umas lidinhas de leve
aqui.
Beijos, Hermione.
- Harry, o que é Brasil?
- É um país na América do sul Rony, lembra que eu te falei,
de que conversei com uma cobra antes de vir para Hogwarts?, ela era de lá.
- Então a Hermione está indo para uma cidade cheia de cobras?
- Não Rony, as cobras ficam na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia,
e a cidade em que ela está é civilizada e não tem essas
coisas não.
- Harry, será que tem uma Hogwarts lá?
- Não sei Rony, podemos fazer essa pergunta a mione, seria interessante
saber se lá tem ou não uma escola de Magia e Bruxaria.
- Harry, imagina a cara da Hermione quando ler na carta que vamos mandar, o
que aconteceu conosco e o Malfoy?
- Hehehe, eu pagaria um caminhão de cervejas amanteigadas para poder
ver esta cena.
- Eu também, se eu pudesse... – Rony falou isso com aquela cara costumeira
de pouca empolgação.
Eles estavam saindo quando Neville Longbotann levantou-se e pediu para se juntar
a eles pelo resto do dia, claro, provavelmente seus companheiros também
estavam viajando, mas Harry e Rony gostavam do Neville, principalmente Harry,
que depois que ficou sabendo sobre o que aconteceu com os pais de Neville, ele
passou a fazer o que pudesse para não deixar o menino aborrecido.
Saindo do salão principal, Malfoy correu até eles e murmurou o
lugar de uma sala que era comum para todas as casas, mas que geralmente ficava
vazia. Ele pediu para que eles fossem até lá, e se afastou deles
rapidamente.
Harry e Rony estavam rumando até a sala, Neville lembrou que não
colocara a roupa certa, tendo em vista que ele ainda estava com a calça
do pijama, então ele foi tomar banho e colocar uma calça mais
sociável.
Eles chegaram na sala, era uma sala igualzinha a sala comunal da Grifinória,
mas ela não tinha a decoração da mesma, tinha uma decoração
neutra, que não lembrava nenhuma das casas de Hogwarts. O banheiro dos
monitores também era assim, era neutro porque servia para todos os monitores
de todas as casas.
Malfoy já estava lá esperando por eles.
- Malfoy, estamos aqui, o que você quer?
- Veja bem Potter, eu achei muito agradável aquele dia no banheiro, foi
muito divertido. Eu estou muito atoa nessas férias, e queria propor uma
trégua entre nós três durante esse período, o que
acham?
Rony puxou Harry para um canto da sala em que Malfoy não poderia ouvi-los.
- Harry, você não está pensando em aceitar esta proposta
indecente, né?
- Porque não?, veja bem, podemos mudar a cabeça dele, deixa-lo
mais humano, logo teremos mais um aliado e menos um inimigo....
- Harry, ele não faz diferença!
- Pode até ser Rony, mas também podemos arrancar dele algumas
coisas sobre o pai dele, Lúcio Malfoy, ou você se esqueceu que
ele é um Comensal e que o ministério está tampando isso
com a peneira?
- É Harry, isso seria uma vantagem a mais para quando você fosse
encontrar ele ou até mesmo o Voldemort.
- Então Rony!, prometo que se ele não estiver se esforçando
para ser agradável, nós cortarmos ele de nosso convívio,
e além disso, é só por essas férias.
- É Harry, com você fica difícil ter férias normais...,
mas espero que seja no mínimo interessante. Aaa tem o Neville também,
ele pediu para andar conosco.
- Então exigimos ao Malfoy que trate-o com respeito também.
- Beleza, vamos lá falar com ele.
Malfoy estava bastante apreensivo, mas estava tentando mostrar frieza, ele não
queria nem pensar em ser renegado, ele queria ao menos ter uma chance de ver
o que é essa tal de amizade, que todos querem ter, muitos acham que tem
e poucos a tem de verdade.
- Malfoy, temos a resposta?
- Qual???? – Malfoy falou isso demonstrando bastante ansiedade, ele viu que
estava difícil de controlar suas expectativas.
- Tudo bem, pode andar conosco. – Disse Harry, mostrando-se imparcial.
Malfoy pulou no Harry para abraça-lo, Rony assustado até sacou
a varinha, mas mal conseguiu guarda-la ao perceber que aquilo era apenas entusiasmo
e não ameaça.
Malfoy se recompôs, apertou a mão do Rony e pediu desculpas ao
Harry pela exacerbação, era notável que ele ficou bastante
constrangido, mas isso era normal, ele agora tem a chance que sonhou!!!, afinal
todos ficam empolgados ao se lançarem a um desafio desconhecido em que
pode conseguir um prêmio muito satisfatório, e se perder, ficara
tudo como estava.
- Malfoy, tem uma condição!
- Qual?
- Neville, ele andará conosco e quero que você o trate com respeito.
- Tudo bem, olha eu vou falar para os sonserinos que eu estou andando com vocês
apenas para arrancar algumas informações. Mas eu não estou
fazendo isso, ta?
- Ta – Harry falou isso olhando para o Rony, que também estava olhando
para ele.
- E agora, o que vamos fazer?, vamos para aquela banheira de novo? – Malfoy
disse isso com muito entusiasmo.
- Não, eu e o Harry vamos passar uma coruja para a Hermione, nos encontre
aqui em uma hora.
- Tudo bem.
Harry e Rony passaram a coruja para a Hermione contando tudo o que aconteceu
( incluindo os recentes acontecimentos envolvendo Malfoy ), eles ficaram com
muita expectativa sobre a resposta de Hermione, ela deveria ser no mínimo
engraçada. Eles também mandaram uma carta para Sirius falando
sobre isso. Então a conversa inevitável aconteceu.
- Harry, e se ele estiver fazendo o mesmo conosco?, afinal se nós temos
bastante vontade em descobrir alguma coisa dele e do pai dele, porque ele não
teria o mesmo perante nós dois?
- È mesmo Rony, então é só não vacilarmos,
e um cutucar o outro quando estiver falando demais. Lembre-se, ele não
pode saber nada sobre Sirius, aaa mas quando você for me cutucar, regula
sua força viu?
- Hehehe, pode deixar.
- Harry, lembra do Bisbilhoscópio que eu trouxe do Egito para você?
- Sim, eu uso ele todos os dias, porquê?
- Ele apitou quando estávamos conversando com o Malfoy?