Caçadas
Fanfiction de YuYu Hakushô
Capítulo 1 – A Bela Kotori
Um dia bem agitado no Reikai. Koenma, como sempre, estava diante de uma pilha de documentos em sua mesa, trabalhando incessantemente. George fazia o que podia para tentar acalmá-lo.
Uma guia espiritual se apresentou à sua sala.
Koenma nem levantou o rosto, continuou carimbando documento atrás de documento.
Um homem entrou por trás da guia. Era alto, pálido, com cabelos longos roxeados, na altura do ombro e estava vestido com um kimono negro.
Kotori passou os dedos em seus cabelos dourados, enrolando-os.
Yusuke estava deixando a escola, quando sentiu alguma coisa se aproximando de sua cabeça.
Abaixou-se um segundo antes de um objeto voar sobre suas costas. Levantou-se e viu que era uma pedra caída no chão a vários metros dali. Olhou para trás e percebeu que era Kuwabara que tinha arremessado.
Kuwabara estava quase partindo pra cima de Yusuke quando ouviu uma voz conhecida chamando o nome dele. Era Botan, rasgando o céu com seu remo em sua direção.
Yusuke assustou-se.
Botan inspirou fundo várias vezes antes de responder.
Yusuke cruzou os braços atrás da nuca.
Num aeroporto em Nova Iorque, uma jovem de cabelos negros repartidos ao meio espera o avião sentada num banco. Ela está vestida com uma blusa azul marinho, calça e sobretudo pretos, e botas de salto também pretas.
Fica olhando os horários dos aviões, focalizando o seu vôo com destino a Washington. São dezessete horas, horário de Nova Iorque. Algo lhe chama a atenção e seus olhos se voltam para a uma janela ao lado, de onde se avista as pistas de pouso. Vê nuvens cinzas fechando o céu rapidamente, como um anúncio de chuva
Levanta-se com um pressentimento. Ajeita a alça de sua bolsa no ombro e vai, carregando sua mala, até um banheiro próximo.
Em frente a pia, retira da bolsa um saquinho de pano amarrado com um cordão. Abre o saquinho. Tira de dentro várias pedrinhas cor de marfim, semelhantes a dados. As pedrinhas possuem símbolos cravados nas extremidades retas. Segura-as com a mão direita, fecha os olhos por alguns segundos, abre e joga-as num espaço liso. Observa as pedras por alguns segundos, e levanta o olhar para sua imagem no espelho. Alisa os cabelos, ajeitando-os e dá um sorriso risonho.
A jovem sai do banheiro e vai até o balcão da companhia aérea.
Houve um sinal de transmissão: "Atenção senhores passageiros, devido às condições do tempo, os vôos com destino a Paris, Boston, Londres e Washington D.C. foram cancelados. Voltaremos em atividade em 20 minutos."
A funcionária do balcão de embarque sorriu para a jovem.
A garota riu.
Kotori sentou-se numa cadeira dourada majestosa, apoiando os braços nas braçadeiras. Sentia que estava no lugar certo para uma pessoa como ela. Tinha uma incrível beleza, um corpo perfeito. Seus cabelos loiros sedosos estavam amarrados com fitas vermelhas em dois coques um de cada lado da cabeça com uma longa mecha saindo de cada um. Admirava seus lindos olhos azuis, que contrastavam com seu kimono vermelho, com rosas bordadas com fios dourados e negros. Possuía uma beleza incrível, e sua vaidade não a conformava de ter morrido jovem, e ainda mais de ter que servir. Por que ela era uma rainha, e ninguém deveria negar-lhe nada.
Olhou para um lustre no alto com inúmeros cristais em formato esférico, com vários youkes e guias espirituais que trabalhavam no Reikai aprisionados. Koenma estava preso no cristal que ficava no centro.
Koenma reduzido e encolhido naquela esfera batia com o punho no cristal, sem causar efeito algum.
Kotori riu.
Kotori interrompeu, séria.
Uma hora se passou até que todos se reunissem no Templo de Genkai. Hiei notou o movimento dos amigos e decidiu segui-los de perto para não ter que ser surpreendido pelo apito espiritual outra vez.
Kuwabara estava impaciente.
Kurama estava também atento ao relato de Botan.
Kurama estranhou.
Genkai pela primeira vez se manifestou.
Kuwabara cruzou os braços.
Uma voz surpreendeu-os.
Todos olharam para a porta e viram Hiei encostado.
Um silêncio tomou conta do recinto. Todos se calaram, não sabiam o que fazer naquela situação.
Eram quase dezoito horas. O silêncio foi interrompido estranho barulho. Era o beep que Kurama usava para se comunicar com seu meio-irmão, filho de seu padrasto. Continha a seguinte mensagem: "Tenho informações sobre Kotori, encontre-me em uma hora no parque."
Continua...