goddess13.JPG (23358 bytes)                    Bruxaria                            goddess13.JPG (23358 bytes)

 

 

 

1. O Início

Muitos imaginam as bruxas como feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou atuando em ritos obscenos, integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes dos propósitos de uma verdadeira religião.

Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente,  nasceu há cerca de mais de 35 mil anos atrás.

A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações.

Acredita-se que o homem começou a honrar a sua terra-mãe que lhe provia o sustento, isto na época de um resfriamento na crosta terrestre. Há muitos anos, nos primórdios da humanidade, grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até armadilha, onde alguns animais deixavam-se capturar. Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser. Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo, caça e caçador. Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa.

A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça.  No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem.

A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente.

Quando a terra começou a se aquecer novamente, alguns grupos se deslocaram para outras regiões, enquanto outros fixaram-se. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados. Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento. O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera. A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto.

Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo. O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível. No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmenes e galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo.

 

Síntese:

STARHAWK,  A Dança Cósmica das Feiticeiras. Tradução de Ann Mary Figueira Perpétuo,  Editora Nova Era. 

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2. Tempos Ardentes ou "Burning Times"

Época das perseguições religiosas. Na idade média, o cristianismo, religião anteriormente quase desconhecida, atinge seu maior número de adeptos. A força da Igreja tornou-se soberana em quase toda Europa.

"MALLEUS MALEFICARUM"

Tradução para o inglês (1)

Tradução para o inglês (2)

Tradução parcial para o inglês (3)

No intuíto de tornar a religião cristã um religião universal e ampliar o poder da Igreja por interesses puramente econômicos, começaram as perseguições aos adeptos da antiga religião, culminando com tortura e morte de muitos inocentes. A sociedade começou a se fundamentar em um alicerce cristão, porém deturpado por interesses diversos, sendo criada a carta "Maleolus Malleficarum" (martelo das bruxas) estipulando condutas típicas que caracterizariam uma pessoa como "bruxo", e quem fosse considerado tal, seria condenado. O simples ato de se despir para se banhar em um lago isolado, um simples olhar de um rapaz "flertando" com uma moça ou de usar ervas (infusões, chás) para o tratamento de enfermidades, eram suficientes para acusar uma pessoa de bruxaria...

 

Esta era foi conhecida como tempos ardentes, onde os acusados (sempre confessos mediante tortura) eram freqüentemente queimados vivos nas fogueiras. Isto serviu de exemplo para os que ainda não eram convertidos ao cristianismo.

 

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(Tribunal de Salem)

Os cultos à Deusa e ao Deus eram realizados em locais afastados das cidades, em subterrâneos ou em locais de encontro que se alternavam no intento de não despertar a atenção dos caçadores de bruxas.  

Muitos anos após, alguns grupos praticantes da Antiga Religião com prestígio dentro da sociedade despertaram sua conciência com as perseguições e começaram a tomar certas atitudes, influenciando altos juizes em várias porções da Europa. São vários os fatos que contribuiram para o fim das perseguições.

 

Histórico

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3. WICCA

 

A Wicca é uma religião pagã, mas não a única. Existiram e existem várias outras além dela, com credo e filosofia não necessariamente igual. As Religiões pagãs são todas aquelas que divinizam a Natureza e o Ser Vivo. As formas de celebração, e consagração do divino, porém, são diferentes de uma para a outra.

Tenha em mente que a wicca é uma religião nova e consolidada à partir dos ensinamentos da Antiga Arte. Muitos dos ensinamentos foram preservados, enquanto outros tiveram de ser adaptados à nossa época.

Um coven (fraternidade, grupo destinado a estudar e praticar a wicca) é formado por 13 pessoas. Este possui um significado muito maior que apenas um bando mde malucos vestidos de preto. Os laços de um coven são tão ou mais fortes do que os laços familiares. Nenhum coven sério se prestaria a "abrir vagas" para qualquer um. Para você ser aceito em um deles, será necessário que se crie um laço de amizade com os participantes.

Não procure um mestre. Estude sozinho, dedique-se, e procure manter contato com pagãos, não para vampirizar seu conhecimento, mas para trocar informações. Quando você estiver pronto, o mestre encontrará você. (isso caso você realmente necessite de um)

Antigamente a doutrina era passada de mãe para filha e muito era aprendido com a esperiência e erro. A Tradição de Familia ainda esta presente em nossa sociedade. Aliás, a título de curiosidade, se não fossem as Tradições da Familia, hoje a Wicca não existiria, visto que foram estas tradições que conseguiram manter nossa Arte viva através dos tempos e das adversidades.

 


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