HIPNOSE
1. DEFINIÇÃO - Suscetibilidade ampliada para a sugestão, resultando numa alteração das capacidades sensoriais um comportamento determinado.
Muitas sensações, visuais, auditivas, táteis. olfativas. gustativas. somestésicas etc, podem induzir a um estado de aumento da suscetíbilidade às sugestoes. Os estímulos, quer sejam verbais ou não podem produzir relaxamento quando forem repetidamente mantidos. Estes iníbem a FORMAÇAO RETICULAR ASCENDENTE. Levando, assim, a consciência à "flutuar" para cima e para baixo no espectro do consciente.
2. TABU X CIÊNCIA - Muito se tem dito, escrito e falado nos últimos anos sôbre o hipnotismo. A partir, principalmente, do momento em que alguns literatos menos escrupulosos se têm valido dos meios hipnóticos para dar maior colorido às suas histórias e melhor expressão emocional aos seus personagens, a curiosidade laica cercando o hipnotismo tem crescido sobremaneira. Não raras vêzes alguns "professôres", mercè de suas habilidades e de conhecimentos práticos adquiridos empiricamente, usam do hipnotismo recreativo para atrair popularidade e com isso auferir proveitos que, se bem lhes sejam úteis momentâneamente, trazem ao hipnotismo científico um incalculável desmestígio.
No cotidiano todas nós experimentamos alguns típos de fernomenos hipnóticos, corno a abstração, o esquecimento, a absorção de uma idéia ...o primeiro sinal de transe hipnótico é a capacidade da pessoa de limitar sua maneira de pensar e "sentir" para sua vida conceitual, para auxiliar a memória, imagens visuais, imagens sensório-auditivas de todo tipo.
Segundo ERICKSON, os transes podem ser classificados em leves, médios e profundos. O grau
do transe indicado para cada paciente é aquele rio qual e possivel trabalhar o conteúdo
em questão. Para dificuldades maiores, melhor transes mais profundos, assim como para
intervenções somáticas.
A confiança é um fator de grande importãncia na indução e manutençáo do estado
hipnótico -- o paciente deve estar confiante na habilidade do hipnólogo - a hipnôlogo
deve estar confiante e seguro ma sua habilidade e pcssibilidade em lidar com este
paciente.
O paciente deve cooperar com o hipnologo e, mais do que isso, o hipnólogo deve cooperar
profunda e completamente como paciente. A atençao do hipnotizador deve estar totalmente
dirigida ao paciente e nunca a sí mesmo.
Muito pouco daquilo que se tem dito corresponde à realidade. Bastante longe da verdade
tem estado quase todos aquêles que escreveram, tratados, compêndios e manuais sôbre a
"arte" de hipnotizar. Porque, distante de ser uma arte prestidigitatória, um
entretenimento ou uma demonstraçao de "forca pessoal", a hipnose é um recurso
científico, baseado nos mais rigorosos alicerces fisiológicos, sem qualquer
aproximação com magias, seduções ou encantamentos.
Talvez por isso, pela confusão de que tem sido vítima em face ao inescrúpulo de alguns
e à incultura da maioria é que a medicina e a odontologia so tim apartado, quase que
pundonorosamente de manter maiores contáctos; com èsse inestimável recurso terapêutico
que é o hipnotismo científico.
O conceito de que a hipnose goza de prestígio entre o grande público é o mais
desfavorável. Seja por estar possuído de falsas informações, tendenciosas e nada
esclarecedoras, ou por ser admitido a assistir espetáculos altamente desprimorosos e
condenáveis onde os "magos do sono" sujeitam os espectadores a demonstrações
ridículas e desrespeitosas, seja ainda pelas histórias que lhe contam de que pacientes
hipnotizados foram submetidos à vontade e ao domínio do seu operador, por isso e por
aquilo criou-se em tôrno do hipnotismo um clima de suspeições. E a medicina tem custado
a vencer essa barreira de tabus e preconceitos.
Vez por outra uma nova história agita a opinião pública. E geralmente tais narrativas
são tão falsas e infundadas quanto as soberbas aventuras do lendário barão de Munkha.
Ainda recentemente tornou-se "best-mller" internacional um livro de Morey Bemstein,
"The Search for Bridey Murphy". 0 fato focalizado nessa obra leiga - a volta de
um paciente hipnotizada a "reencarnações" anteriores por força de regressão
de idade - foi objeto de transcrição em jornais do mundo inteiro, programas de rádio e
televisão, conferências, discussões, comentários, etc. E na verdade a obra de Bemstein
não passa de um repositório de invencoes as mais absurdas, destituídas de quaisquer
possibilidades de crédito e muito distantes do mais longínquo apóio científico.
Crimes supostamente cometidos por indivíduos sob influência estranha, subordinados à
vontade delituosa de um hipnotizador, não raro são trazidos ao conhecimento do público
através a imprensa. E o pública que, lamentavelmente, quase sempre carece de melhores e
mais honestos esclarecimentos científicos, deixa-se impregnar de - reconhecermos - justos
temores em relação à indução hipnótica.
Muitos especialistas vêm discutindo há anos as possíveis influencias que as
amigdalectormas possam exercer no favorecimento da paralisia infantil. A discussão por
enquanto não ultrapassou os bastidores das associações que clamam, em mesas redondas de
freqüência rigorosamente profissional, um alarmes, com puro objetivo de pesquisas. Que
aconteceria porém, se de repente, um filme cinematográfico nos mostrasse em cores as
mais dramáticas a história de uma criança que, por ter extraído uma amígdal",
contraiu a doença de Heim-Medin? E se os jornais, em seqüência, levassem ao
conhecimento dos pais estatísticos sugestivos uma ideia exibindo relação de tantos
milhares de meninos que ficaram paralíticos depois de tonsilectomizados, esquecendo-se de
contar também os milhares de outros que foram operados e nunca se tomaram paralíticos? E
de tôdas. aquelas outras crianças que contraíram a poliomielite em plena posse de suas
amígdalas palatinas? É fácil de prever-se o número incalculável de pessoas que
deixariam os filhos sujeitos às mais terriveis patologias ou intervencoes nao propiamente
planejadas.
O estado hípnótico, é considerado um estado alterado de conscíêncía, assim como o sono também, porém diferente deste.
A hipnose poderá dar-se por sensações repetidas. Existem os estímulos auditivos, tácteis, visuais (as visuais percorrem o caminho mais curto à sua interpretação), e outros tipos de induçoes, como as provocadas por drogas. Imagine voce em uma estação ferroviária observando a saida de um trem, vagao por vagao, sem desviar o olhar... esta cena se repetindo tantas vezes o suficiente para que nosso cérebro não consiga acompanhar tantas informações repetidas. O termo chave é velocidade de interpretação.
A hipnose facilita a processo de aprendizagem, sendo um excelente mecanismo de controle das funçoes psíquicas e somáticas através de um rapport eficiente - o que permite a aceitação imediata das sugestoes pelo paciente.
Controle do comportamento - Pode ser obtido por recompensas, punicoes, também pela cognicãp e pela sugestão -- que é muito importante na hipnose. Veja: O caso de um grande Advogado possuidor de notável retórica ao conseguir convencer a todos que seu cliente notoriamente culpado é inocente. Um vendedor de carros muito convincente. Um garoto ensinando truques a seu cão. Um político discursando. Depois de todos estes exemplos, dê-me um argumento que me convença... (hi hi)
A sugestão e a suscetibilidade hipnótica estão profundamente relacionadas. A sugestao e à repetição pode-se acrescentar o monoídeismo, que é a concentração numa idéia para a exclusao de todas as outras, como sugeriu BRAID, a elas podemos acrescentar a expectativa, a imaginação. a vísualizaçáo e o status do hipnotizador. Estes fatores e, ou, suas combinaçães estão presentes na induçào do estado hipnótico.
Os fenômenos do transe, pelo menos em uma parte, estão presentes no estado de vigília; podemos entao considerar que a estado hipnótico e uma continuação deste.
Lei da atencao concentrada : Quando a atenção está espontaneamente concentrada numa idéia, ela tende a realizar-se.
Lei do efeito reverso: Quando a imaginação e a vontade entram em
conflito, a imaginação
prevalece.
Lei do efeito domiante: Ancorar uma emocao a uma Sugestao torna a sugestão mais forte.
3. SUGESTIBILIDADE: Graik em que o paciente aceita As sugestoes
prontamente. É, uma capacidade em responder prontamente a idéias.
3.1. TESTE DE SUSCETIBILIDADE A HIPNOSE
Teste da mao entrelacada
Teste da fixação ocular
Teste do relaxamento
Teste da ascilacao lateral
Teste dos braços estendidos
4. TÉCNICAS DE INDUÇAO HIPNÓTICA
Um dos mais importantes apectos da hipnose está relacionado com a comunícaçIán ou
as Palavras. Um cirurgião deve conhecer seus instrumentos e as técnicas que utiliza,
assim, como também deve estar certo de que o paciente possa reconhecer as palavras e
compreendê-las. O hipnólogo deve atentar-se à todos as manifestações por demais
minuciosas que possam parecer aparentadas pelo paciente.
ETAPAS |
|
Hipnoidal |
|
PASSOS OU GRAUS |
Sinais de Advertências (observe a possibilidade de) |
1. Fenômenos oculares |
|
2. Fenômenos corporais. |
fenômenos corporais |
Fixação do olhar |
fixação do olhar |
Abertura dos dedos |
abertura dos dedos |
Levantamento das maos |
levantamento das mãos, braços |
Levantamento dos braços |
|
Leve |
|
| 3. Catalepsia palpebral | Sugestão "Impossível" abrir os olhos, |
| 4. Catalepsia Braquial | desfazer "tal"desafio, |
| 5. Relaxamento completo | levantar os braços, |
| e perda dos movimentos voluntários | parar determinado movimento |
| 6. Movimentos "automáticos" | |
Média |
|
| 7. Perturbações da sensibilidade | |
| superficial | Exercicíos de sensibilidade |
| 8. Sugerência hipnótica | "Luva de couro" |
| simples | Signo Sinal |
| 9. Amnésia superficial | Surdez seletiva |
| e profunda | |
Profunda |
|
| 10. Conversar sem despertar | |
| sem despertar | Qual seu nome? ...etc, |
| abra seus olhos (sob hipnose). | |
| 11. Abrir os olhos | Escuta automática |
| sem despertar | Hiperminésia |
Sonambúlica |
|
| 12. Representações alucinatórias | |
| (olfato, visão, audição) | |
| Aceitar "Sugestões" | |
| 13. Fenômenos alucinatórios | "Alucinações" |
| 14. Sugestão pós-hipnótica complexa, | Analgesia hipnótica profunda |
| amnésia profunda. | |
4.1 A TÉCNICA DA FIXAÇÄO DO OLHAR EM UM ÚNICO PONTO FIXO
Em uma única linha toda a técnica foi descrita. Solicite ao paciente que relaxe seu corpo, esvazie a mente, deixe os músculos "leves e soltos" (cite gradativamente todas as partes que deverão relaxar), totalmente relaxados, faça-o sentir confiante em voce e deixe-o saber que está em um local calmo ...muito tranquilo e nada poderá incomodá-lo, as maos estendidas sobre os joelhos, espalmadas e confortavelmente posicionadas, diga-lhe para fixar seu olhar no centro da unha do polegar esquerdo, atentamente, continuamente, diga a ele que seus olhos gradativamente irão ficar mais pesados, cansados, mas sem incomodos... apenas irá relaxar suas pálpebras, descansando cada vez mais em um "sono calmo" e cada vez mais tranquilo. Dê algumas sugestões, como (Exemplo): sua mão direita começa a ficar mais leve, como se um balao estivesse empurrando-a para cima, mais leve, mais leve... e começa a desprender-se de seus joelhos. O paciente sob a vontade do hipnólogo comeca a levantar a mao....
Esta etapa é a hipnoidal.
Acompanha-se a evolução dos estágios do paciente com a tabela apresentada anteriormente. Quando quiser despertá-lo, desfaça as sugestoes e diga-lhe o que quer que faca: - Ao contar 3 abra seus olhos, despertando alegre e feliz... 1,2,3...
Fácil, nao?
Experimente!