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PATRIMÔNIO DE PIRAJUÍ |
ATA DA FUNDAÇÃO E DOAÇÃO QUE ANTÔNIO RODRIGUES DA SILVA E SUA MULHER FAZEM AO GLORIOSO MARTIR SÃO SEBASTIÃO DE POUSO ALEGRE.
Homens civilizados arrebatados aos coroados, em 1902, já tendo entre habitantes do lugar nascido a idéia da criação de um patrimônio, doou para tal fim 25 alqueires de terras. Surgiram algumas casas nas terras do novo patrimônio e em breve o povoado exigia assistência religiosa, onde os fiéis católicos pudessem fazer as suas devoções. Em 1904 João Justino da Silva e outras religiosas do lugar, por iniciativa do coronel Gustavo Maciel, fazendeiro, edificaram uma capela no local onde hoje está a igreja de Pirajuí. A nova freguesia foi reconhecida pela autoridade diocesana. Em 25 de novembro do mesmo ano, o padre Francisco Elias Vartalo, vigário da Paróquia de Bauru, dizia a primeira missa na capela, fundando, com esse ato religioso, o novo patrimônio, que há dois anos recebera dos seus moradores a denominação de São Sebastião do Pouso Alegre.
Depois da primeira missa foi lavrada a seguinte ata:

"Ad perpetuam rei memoriam". Ata da fundação do Patrimônio de São Sebastião de Pouso Alegre, sito na Serra dos Dourados, município de Bauru, comarca de São Paulo dos Agudos, Estado de São Paulo. Aos vinte e cinco dias do mês de novembro do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil novecentos e quatro, no lugar denominado Pouso Alegre, em virtude da doação de vinte e cinco alqueires de terras feita ao glorioso Mártir São Sebastião, pelo Sr. Antônio Rodrigues da Silva e sua mulher Maria Reducina de Carvalho, conforme a escritura pública lavrada na vila de Bauru, no livro de notas de paz e tabelião pela Lei João Alfredo Ferraz, a 6 do mês de outubro de mil novecentos e dois, registrada no cartório do registro civil da comarca de São Paulo dos Agudos no dia 17 do mês de agosto de mil novecentos e quatro, ficou definitivamente fundado o Patrimônio sob a denominação de São Sebastião de Pouso Alegre. E tendo-se no dito Patrimônio edificado uma capela, sob a proteção do referido mártir São Sebastião, em vista da procissão qüinqüenal, para celebração dos Ofícios Divinos em dita capela, dada e passada na Câmara Episcopal da cidade de São Paulo, sob o sinal e selo das armas do Exmo. Sr. Bispo Diocesano Dom José de Camargo Barros, por Mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica, Bispo de São Paulo, assinada pelo Rev.mo. Vigário Geral Cônego Antônio Pereira Reimão e subscrita pelo secretário do Bispado Cônego Júlio Marcondes, o vigário da Paróquia da Vila de Bauru, da qual dita Capela é filial, procedeu a Benção solene, rezando em seguida a primeira missa conventual. A Capela foi construída as expensas dos fiéis e foi ordenada a expensas dos Srs. tenente - coronel Gustavo Maciel, tenente - coronel José Meirelles, capitão João Antônio Loureiro, João Maciel de Almeida e João Justino da Silva, fabriqueiro do Patrimônio e zelador da Capela. E para constar lavrou-se esta ata que vai assinada pelo Rev.mo. Padre Francisco Elias Vartalo, Dom Vigário pelos doadores do Patrimônio, fabriqueiro e mais pessoas presentes a esta solenidade. Eu. Gustavo Maciel. Escrivão ‘’ad-hoc’’ a escrevi. (assinados) Padre Francisco Elias Vartalo, por si e pelos doadores Antônio Rodrigues da Silva e Maria Reducina de Carvalho, Gustavo Maciel, João Antônio Loureiro, João Justino da Silva, João Maciel de Almeida, José Meirelles, Victalino Teixeira de Moraes, Joaquim José dos Santos, Júlio Caetano dos Santos Abreu, Lindolpho Cunha Caldeira, João Moreira da Silva, Benedito Antônio de Camargo, José Vicente dos Santos Abreu, Eleutério Francisco dos Santos, Nilo Alves de Noronha, Francisco Pedro de Freitas, Hypólito Alves de Noronha, Joaquim da Costa Sarico, Joaquim Carlos Ribeiro, Francisco José Ribeiro, Antônio da Costa Sarico, José Vicente da Costa, Francisco Inácio dos Santos Abreu, José Gregório dos Santos, Joaquim Daniel da Silveira Franco, Salvador da Costa Sarico, Jeronymo Sabino Gonçalves, Firmino José de Moraes, Joaquim Rodrigues da Silva e Antônio Corrêa’’.
