O Pirata, a Sereia e o Mar

 

Ó ! Pirata apaixonado, que há muitos anos navega,

Que há tempos e tempos, o mar conduz à cega,

Buscou novas terras, e um valioso,

Tesouro,

Mas nada achou de novo,

Nem ao menos, uma grama de ouro,

 

Mas em um dia, de muita ventania,

Com sua luneta avista um tesouro,

Ouro dos tolos, na visão do pobre,

Mas jóia rara, no modo de ver do nobre,

Nas margens do mar,

Uma sereia a brincar,

Distraida, em paz, com a voz a cantarolar,

E esta doce melodia, faz o pirata se apaixonar,

 

Ele conduz o navio a beira do mar,

A sereia o avista, e ve nele mais uma vitima,

Mas quando se olham, para ela, surge uma situação critica,

Ao tentar puxar, o pirata ao mar,

Ela contempla o azul de seu olhar,

Que aparentam ter águas mais limpidas, de onde ela nasceu,

E cresceu,

 

Nisto, o mar se espanta, pois,

Ao invés do pirata cair,

É ela quem mergulha, em seu micro-mar,

Pois assim como ele, ela veio a se apaixonar,

E assim, não era um, mas dois,

Que viviam o mistério daquele Deus que se chama Amor,

Que só aparece para nos socorrer, depois de anos de muita dor,

 

O mar enfurecido,

Por este conto que agora vos digo,

Braveja, se sacode, cria ondas, e bruscamente se move,

Faz tudo na vã tentativa, de matar o pirata, e seu navio destruir,

Nossos pobres amantes, já não tinham mais como fugir,

Mas a sereia de seus olhos faz uma lagrima cair,

E reza para que ela , toque,

O coração de seu Pai, Netuno,

E que o mar não vie-se a matar, o pirata,. este gatuno,

Que roubas-te-lhe, o coração,

Mas parece que na alma do mar, não havia a palavra perdão,

 

De repente, quando as suas forças, estavam a desfalecer,

E o mar, orgulhoso, estava por esta guerra vencer,

O Deus Netuno aparece,

E repreendido o mar padece,

 

Netuno abençoa seu amor,

E se despede da filha, mesmo que no peito, haja dor,

Pois percebe, que é ao lado do pirata,

Ela será feliz,

Pois é se sentindo amada,

Que muitas mulheres são felizes,

E é na lastima de não encontrar o verdadeiro amor,

Que muitas delas, acabam por se tornar meretrizes,

 

O casal se despede e parte,

Para sua Lua-de-mél,

Mas esta é outra história, uma outra arte,

Que não me atrevo a colocar no papél .

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