A espada e o suposto ninja

 

Autor : Wilson Fernando de Godoy ( Rio Claro/ SP )

Categoria : Policial .

Paginas : 6.

E-mail p/ contato : [email protected]

Site pessoal : www.oprincipe.cjb.net

 

I

 

O céu estava lindo, de madrugada, iluminado pela bela Lua cheia, em uma pequena cidade do interior de São Paulo, chamada Rio Claro . Era a madrugada de sábado, e a Lua com seu brilho fazia questão de encerrar com chave de ouro, o dia mais quente da semana .

Na varanda de um pequeno sobrado, em um dos bairros nobres da cidade, podia se ver uma bela jovem, que aparentava ter seus vinte anos, uma bela loura de olhos esverdeados e de corpo esguio . Esta jovem era Luana , que viera morar na cidade, fugindo de sua familia, que segundo ela, era muito conservadora . Veio para Rio Claro na esperança de construir uma nova vida, a sua vida, que ela escolhera, e não seus pais .

Ela olhava fixamente a Lua, meditando sobre como era bom estar livre, sem a pressão da familia . Continua a olhar o belo astro, como se estivesse hipnotiza-da .

Mas de repente, algo lhe vem a tirar do transe .Luana ouve um ruido que vem de baixo, talvez da cozinha, supunha ela .

Ela desconfiada desce a escada, e se põe a procurar de onde vinha o ruido que havia escutado .

- Lili ! Esta gata deve estar aprontanddo alguma das suas , deve ter subido em alguma panela e derrubado tudo .

Luana continua a procurar, pela casa inteira, vasculha todos os cantos, mas nada acha, nem sua gatinha .

- Deve ter sido coisa da minha cabeça.. Vou dormir, afinal, já é tarde .

Luana sobe a escada e volta a seu quarto, e vê Lili deitada em uma cadeira que havia no quarto .

- Então é aí que você estava ...

Luana sorri e faz carinho na sua gatinha, e se dirigi a cama para dormir. Ela se deita, mas não se cobre, pois estava muito calor, estava já cansada pois havia passado a noite na balada, e bebido muito . Em poucos minutos adormece.

Era o fim de mais um dia, da agitada vida de Luana.

Mas de repente, alguém, que vestia uma roupa toda preta, que impossibilitava o seu reconhecimento, surge de debaixo da cama, sobe em cima dela, e durante alguns poucos segundos, observa Luana e da sua cintura retira uma grande espada, daquelas que se vê em filmes de ninjas. Ele levanta a espada acima de sua cabeça, e logo, a abaixa, cravando-a no estômago de Luana, que acorda desesperada mas já volta a dormir, o sono da morte .

Ele deixa a espada cravada ali, e salta da cama, olha por mais alguns instantes sua vitima , e virando-se parte .

Luana fica em sua cama, com o seu sangue manchando os lençóis, esperando que alguém em breve, venha buscar, o seu corpo dourado, que em pouco tempo, a terra se deliciaria .

 

II

 

No dia seguinte ao assassinato, logo de manhã, surge em frente a casa, Érika, a melhor amiga de Luana . Ela toca a campainha diversas vezes, mas ninguém atende, é óbvio .

- Que estranho . Aonde terá ido esta ggarota, a esta hora ? Tinha combinado de ir comigo, até o supermercado .

Érika pretende ir embora, mas de repente se lembra que possui-a as chaves da casa de sua amiga.

- Vamos ver se ela ainda esta dormindo,, se estiver, vai levar um belo puxão de orelhas .

Érika abre a porta e anda pela casa, mas percebe que Luana não estava em lugar algum.

- Deve estar no quarto, com certeza, curtindo a cama dela .

Ela sobe a escada, e chega a porta do quarto, abre e quando entra, tem uma visão horrenda. Como havia previsto, sua amiga Luana, dormia sim, em sua cama, mas dormia, o sono eterno .

- Luana !

Érika corre até o corpo de Luana, que há muitas horas já estava morta, e percebendo isso, sua amiga a abraça, chorando ardentemente a sua morte .

Meio desnorteada, sem saber bem o que fazer, Érika, pega o telefone e chama a policia, que dentro de poucos minutos já estava lá . Os investigadores a interrogam, mas percebem que ela era inocente, e a dor que sentia, pela sua amiga .

Estava acabado o interrogatório, a ambulância leva o corpo de Luana, que Érika se despede com os olhos cheios de lágrimas . Mais tarde, na casa de Érika , o hospital liga e avisa, que encontraram os parentes de sua amiga, e que o velório seria no dia seguinte, exatamente as sete da manhã .

Deitada no sofá da sala, Érika, ainda com as lágrimas a escapar dos olhos, pensa na amiga, e quão injusta era sua morte . Luana era aquela garota, aquele tipo de pessoa, que por onde passava, conquistava o coração de todos, fazendo amizades com todo tipo de pessoas, era alegre, divertida, extrovertida, inteligente, uma versão atualizada para o novo milênio, do movimento Hippie . Érika não conseguia pensar em quem teria motivos para matar sua amiga . Ela adormece, e sonha com os tempos bons, em que Luana ainda estava viva .

 

III

 

No dia seguinte, Érika vai ao enterro de sua amiga, e lá vê a familia, talvez não desolada pela morte, da filha e irmã, mas, com certeza tristes, pois conservadorismo a parte, familia é familia .

Perto da sepultura, estavam, o pai, a mãe e a irmã mais velha, Priscila .

Érika se aproxima da familia, e lhes da os pêsames, todos agradecem, menos a irmã, que permanece de cabeça baixa, com uma face fria . Luana havia comentado com Érika sobre sua irmã mais velha, era bem parecida fisicamente com Luana, mas em matéria de mente, era completamente diferente, conservadora, orgulhosa e egocêntrica .

Luana é enterrada, e depois de algum tempo, as pessoas se dispersam e partem, menos Érika que permanece em frente a sepultura da amiga, e a sua irmã mais velha, que se achega aos ombros e diz ao seu ouvido :

- Temos que conversar ...

Dizendo isto ela se afasta e parte, deixando Érika falando sozinha :

- Conversar o que ?

Priscila desaparece dentre a multidão, e Érika fica sem entender nada . Começa a chover , Érika parte para sua casa . Deita na cama e dorme, tentando assim, aliviar a dor que sentia no peito .

Érika dormia como um anjo, mas a noite, seu sono, é interrompido pelo toque da campainha, ela se levanta e abre a porta , era Priscila .

- Você ? - Estranha Érika - Posso sabber o que quer comigo ?

- Não vai me convidar para entrar ? - Sugere Priscila - Afinal, sou irmã da sua melhor amiga .

- Érika continua a estranhar, pois nunnca havia visto ela na frente, apenas ouvia os comentários de sua amiga, sobre sua irmã mais velha, mas, resolveu , por educação, convida-la a entrar, e ver o que ela queria . Érika conduz a convidada até a sala, onde as duas se sentam .

- Então - Diz Érika, começando a connversa - Em que posso servi-la ?

- Na verdade, não em muito - Responde Priscila - Só queria conhecer umas das amantes lésbicas de minha falecida irmã .

Érika toma uma susto, não esperava ouvir isso jamais, de onde aquela garota teria tirado isto .

- Lésbica !? De onde você tirou isto ?

- Ora, não precisa disfarçar, eu sei de tudo, você era a amante de Luana, mas as duas disfarçavam que eram apenas boas amigas .

- Olha aqui ! Eu entendo que talvez estteja confusa pela morte de sua irmã, mas entrar em minha casa, e me acusar de ter tido um caso, com umas das minhas melhores amigas, ai já passa dos limites .

- Vocês são sempre assim, acham que ttodos são bobos, mas uma hora a verdade vem a tona .

- Basta ! Se veio até minha casa, paraa me ofender, terei que ordenar para que se retire, antes que eu perca a paciência .

- O que não seria, de se surpreender ,, afinal, estas eram a companhia de minha irmã, a gentinha pobre e ignorante do interior de São Paulo .

Érika perde a paciência e dá um tapa bem dado em Priscila, que quase cai ao chão . Ela pensa em revidar, mas pensa melhor e desiste .

- Vim só para lhe avisar, que a sua ammante, deixou uma boa quantia, para você, e que você deve procurar um advogado, para sacar este dinheiro .

- Fora da minha casa !

- Adeus ...

Priscila se retira, deixando Érika com seus insultos . Estava furiosa com a irmã de sua amiga, que direito tinha ela, de vir em sua própria casa ofende-la . Bem dizia a falecida, era orgulhosa e nojenta .

Bem , mas já estava na hora de dormir, amanhã seria um dia duro, seria o primeiro da de trabalho sem sua querida amiga . Mas , algo havia a intrigado, este lance de que Priscila falara, de que ela e sua irmã eram amantes, e que Luana havia deixado uma quantia de dinheiro para ela. Amanhã seria o dia das descobertas, esperava assim Érika .

 

IV

 

Amanhece em Rio Claro, Érika acorda mais cedo, se arruma e parte de casa, antes do trabalho pretendia passar na delegacia, conversar com o investigador que estava cuidando do caso de sua amiga . Ela chega a delegacia e pede para falar com o investigador Eduardo , que lhe mostram estar bem a sua frente em uma mesa, era um homem negro, que aparentava ter já seus quarenta anos, um bigode grande, e uma barriga de cerveja .

- Eu gostaria muito de conversar com o senhor, é sobre minha amiga, Luana .

- E eu gostaria muito de continuar a faazer meu trabalho sem ser incomodado por vocês familiares e amigos, que não entendem , que não se descobre um bandido, assim da noite para o dia, principalmente um que se veste de ninja e sai matando as pessoas com uma espada de samurai .

- Não vim incomodar, só vim lhe dar uuma pista , creio que já sei quem matou, Luana, sua irmã Priscila .

- Meus Deus do céu ! Era só o que me faltava . Uma das familias mais tradicionais do estado de Santa Catarina , mais conservadoras, e você6e vem me dizer que uma irmã matou a outra irmã, o que vai acontecer depois, o papai noel vai matar as renas ?

Érika não gosta da brincadeira do investigador e diz :

- Não criei isso do nada, tenho minhass suspeitas, como o senhor mesmo disse, são uma familia de conservadores, e fariam tudo a zelar pela nome da familia.

- Basta ! - Grita o investigador - Nãoo tenho tempo a perder com devaneios de uma jovem inconseqüente . Tenho uma séria investigação a fazer . Tenha um bom dia senhorita Érika .

Ele dá as costas a garota, e parte .

- Eu também tenho as minhas - Sussurraa Érika.

Érika parte ao trabalho, ao escritório onde trabalhava como secretaria, permanece lá, até o meio-dia e neste horário como de costume sai para almoçar .

O escritório onde ela trabalhava ficava bem no Centro da cidade, por isto, já havia virado costume, ao invés de ir para casa, almoçar, ficava no Centro mesmo, e comia algumas besteiras pelos bares que havia por lá.

Estava ela sentada, em uma das mesas, de seu barzinho preferido, quando dois homens, que aparentavam ser caminhoneiros, sentam-se em outra mesa e começam a conversar , Érika não confessava isto nem a si mesmo, mas tinha o péssimo habito de ouvir a conversa dos outros, eles conversam :

 

- Você viu só, o que o ninja fez a looura ? Àquela linda mulher .

- Ah ! Sim, eu li no jornal, mas você por acaso , não sabe quem é ela ?

- Não . Nem imagino. Só sei que a fammilia dela é uma das mais ricas, lá em Santa Catarina .

- Ora . Rica o que . Isso deve ser maioor papo . Afinal, aquela linda loura, como você mesmo fala , não passava de uma garota de programa, que saia com todos aqui no Centro.

- Minha mãe ! Nunca imaginaria isso .<

- Pois é . E ainda por cima, era viciaada em cocaína .

- Essa juventude de hoje . Esta perdidaa mesmo.

- Concordo .

Érika fica doida quando ouve esta conversa, pensa em ir a mesa discutir, mas antes liga alguns pontos inexplicáveis até aquele momento, como o fato de todos do bairro comentarem que viam sempre Luana andando pelo Centro, mas sem saber o que ia fazer , ou o gato de nunca ter sabido direito qual era a profissão, dela, ou ainda, o fato de que sua amiga estava passando por problemas financeiros, e tendo que vender um monte de móveis da casa .

Era um choque  para ela, mas tudo indicava que aquilo era verdade. Érika sem pensar duas vezes corre até a delegacia e vai até aonde o investigador estava .

- Preciso falar urgente com o senhor, ssobre o caso de Luana .

- Lamento, mas acabei de assistir o Alff , acho que já é uma boa dose de fantasia hilaria , não preciso mais das suas .

- É mesmo, não precisa nem saber por exemplo, que Luana Hoffmann, era uma garota de programa, viciada em cocaína ?

- O que !? Ora, mas agora você pegou ppesado mesmo, de onde tirou isto ?

- Ouvi em um bar, sei que vai dizer quee não passa, de fofocas, mas se tiver um tempo para mim, garanto que chegaremos a um acordo , são apenas alguns minutos e garanto que o senhor não terá nada a perder .

O investigador resmunga silenciosamente, pensa um pouco e diz :

- Muito bem garota, tenho alguns minutoos, mas vamos rápido.

Érika então começa a falar , e o investigador ouve atento a tudo .

Depois de exatamente quinze minutos, Érika se despede do investigador, prom,tende que irá trazer informações novas. Ela se despede e sai da delegacia. O investigador balança a cabeça e diz baixinho .

- Onde será que irá chegar esta hist�ória ?

 

V

 

Já era noite, e Érika precisava esfriar um pouco a cabeça da correria, do dia a dia, vai no barzinho que costuma freqüentar, e lá dá de cara, com Priscila que estava saindo.

- Olá lésbica .

- Olá conservadora idiota .

>

Priscila sorri com um ar irônico e parte, Érika vai até o dono do bar que ela tem amizade e pergunta :

- Conhece a figura ?

O dono do bar sorri e diz :

- Como não, a mais ou menos um ano, ella ficou frequnetando o meu bar, entrava, bebia um suco e saia, mas não conversava com ninguém .

Érika salta de euforia, finalmente algo que poderia servir de prova para convencer o investigador de que realmente Priscila havia matado a sua irmã para conservar a honra de sua familia .

- Ela sai do bar correndo e vai direto para a delegacia , lá encontra o investigador quase de saída e conta o que havia descoberto .

- Ora ! Tudo bem . Para você não dizeer que estou sendo cúmplice dela, mas saiba que o fato dela ter vindo em Rio Claro, não prova ser ela a assassina .

- Vamos atrás dela, ela deve estar no hotel agora .

- Tudo bem . mas deixo bem claro, só vvou interroga-la .

- Já é um bom começo, vamos .>

Os dois partem até o hotel onde Priscila estava , e chegam lá por volta das nove da noite, pedem permissão ao porteiro para entrar, que vendo que era o investigador lhes da livre acesso ao hotel .

Eles sobem a escadaria e chegam ao quarto de Priscila, mas qual não foi sua surpresa, quando abrindo a porta, depois de muito chamarem, a encontram estendia no chão, com uma espada de samurai  cravada em seu estômago .

O investigador corre até a senhorita Hoffmann , mas percebe que ela estava morta como a irmã .

Érika corre os olhos pelo quarto, e percebe um vulto na janela .

- Eduardo, olhe !

O investigador vê o ninja, e corre até a janela, mas ele pula, o investigador não desiste  e vai atrás dele pelas escadas de emergência do hotel, até chegar em uma delas onde o ninja estoura o vidro e entra no quarto .

O investigador com muita dificuldade chega ao quarto onde o ninja havia entrado e mal acabado de entrar, é recebido com um pontapé no estômago que o faz cair e sua arma parar longe.

- Quem é você, afinal de contas ? O qque tem contra as duas senhoritas Hoffmann ?

- Vou lhe mostrar quem sou, policial .<

O ninja retira a mascara e revela ser, Hamilton Hoffmann, o pai de Luana e de Priscila . Era ela, o assassino, que matara suas próprias filhas.

- Não pode ser, como alguém tem coraggem, de matar seus próprios filhos ?

- E como há pais, que tem coragem, de conviver com o fato, de que suas duas únicas filhas herdeiras, são prostitutas ?

- O que !? Eu sabia de Luana, mas Prisccila ? Ela havia vindo a Rio Claro para descobrir sobre a irmã e desmascara-la .

- Que besteira policial ... Priscila veeio a Rio Claro, para pedir dinheiro a Luana, que a induziu a começar nesta vida, não aguentei a vergonha, de minhas duas únicas filhas, e antes que a ma fama cai-se sobre nossa honrada familia preferi fazer deste jeito .

- Mas eram suas filhas ...

- Cale-se ! Você não esta na minha peele, não sabe o que é criar uma filha por anos e ver que ela se transformou em uma vagabunda .

Hamilton empunha a espada e prepara-se para matar o investigador , mas quando este quase o faz, algo acontece, um tiro é disparado, e Hamilton cai morto com um tiro na cabeça.

Era Érika que havia seguido os dois e chegado a tempo de salvar o investigador, estava surpresa pelo pai de Luana e Priscila, tinha gente no mundo para tudo .

O investigador conta toda a história e o s dois partem .

No dia seguinte Érika aparece na delegacia, com uma enorme mala nas mãos, viera se despedir do investigador .

- Foi ótimo ter te conhecido, Eduardo .

- Eu digo o mesmo, sua ajuda foi indisppensável neste caso, e suas doideiras também, menina .

- Oh ! Obrigada  - Diz Érika sorrindoo .

- Já pensou em entrar para a policia ??

- Não . E se quer saber. Não pretendoo pensar nunca . Um caso vivido e resolvido já esta bom demais para mim .

Os dois riem juntos , e se abraçam se despedindo .

- Vou sentir sua falta, menina .>

- São só por alguns meses, mas eu vollto para te atazanar , pode ter certeza .

- Assim espero, lhe desejo uma ótima vviagem .

- Obrigada e até breve .

- Até breve menina .

Érika sorri, o investigador também, era o final de uma historia trágica, mas que havia pelo menos, servido para os dois se conhecerem e se tornarem ótimos amigos . Érika sai da delegacia  e parte para Santa Catarina, o estado mais belo do Brasil , e com as pessoas mais bonitas  e inteligentes também. Ia lá, buscar novas aventuras .

O investigador a observa, e diz com um sorriso nos lábios :

- Mal passo esperar sua volta, minha meenininha ...

 

FIM

Hosted by www.Geocities.ws

1