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   ANO INTERNACIONAL DA HELIOFÍSICA 2007

 

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O Sol na sociedade Incaica

O Império Inca se constituía de uma espécie de monarquia teocrática hereditária, na qual os poderes do governante, o INCA, só eram limitados pelos costumes da comunidade. Ele era, tal qual como o faraó egípcio, considerado descendente direto do Sol  e sua encarnação, sendo adorado como um deus. Era também legislador e o comandante supremo do exército. Os incas construíram diversos templos consagrados às suas divindades. Alguns dos mais famosos são o Templo do Sol em Cusco, o templo de Vilcashuaman, o templo do Aconcágua (a montanha mais alta da América do Sul) e o Templo do Sol no Lago Titicaca. O Templo do Sol em Cusco foi construído com pedras encaixadas de forma fascinante. Esta construção tinha uma circunferência de mais de 360 metros. Dentro do templo havia uma grande imagem do sol. Estudar a importância da representação do sol na religião e na sociedade Inca executando maquetes e confeccionando adereços, pintura e esculturas serão os objetivos básicos do tema.

 

O sol regulando a vida social

Estudar as sociedades anteriores à descoberta da energia elétrica. Estudar duas perspectidas: a vida cotidiana rural especialmente regida pelo nascer e por do sol. Por outro lado, estudar a imaginação de sociedades regidas pela escuridão da noite: as tradições, os mitos, os folclores, as lendas que envolve o ambiente noturno. Por fim, fazer um balanço dos ganhos e perdas da vida moderna quando se obteve 0o controle sobre a luz.

 

Mitologia Egípcia: deus ré

Ré (ou Rá) é a principal divindade solar da mitologia egípcia. O seu principal centro de culto era a cidade de Iunu, no Norte do País (depois chamada Iunu-Ré, em sua honra), à qual os Gregos deram mais tarde ainda o nome de Heliópolis ("cidade do sol"), e que a Bíblia chama de On.Como uma das culturas agrícolas mais antigas e mais bem sucedidas da Terra, os antigos egípcios deram ao seu deus sol, Ré, a supremacia, reconhecendo a importância da luz do sol na produção de alimentos. Ao amanhecer, Ré era visto como uma criança recém-nascida saindo do céu ou de uma vaca celeste, recebendo o nome de Khepri. Por volta do meio-dia Ré era contemplado como um pássaro voando ou barco navegando. No pôr-do-sol, Ré era visto como um homem velho descendo para a terra dos mortos, sendo conhecido como Atum. Durante a noite, Ré, como um barco, navegava na direção leste através do mundo inferior em sua preparação para a ascensão do dia seguinte. Em sua jornada ele tinha que lutar ou escapar de Apep, a grande serpente do mundo inferior que tentava devorá-lo. Parte da veneração a Ré envolvia a criação de magias para auxiliá-lo ou protegê-lo em sua luta noturna com Apep, ajudando-o a garantir a volta do Sol.

 

Iluminismo: o sol símbolo da Razão

O Iluminismo, ou esclarecimento (em alemão Aufklärung, em inglês enlightenment), foi um movimento e uma revolta ao mesmo tempo intelectual surgido na segunda metade do século XVIII (o chamado "século das luzes") que enfatizava a razão e a ciência como formas de explicar o universo. Foi um dos movimentos impulsionadores do capitalismo e da sociedade moderna. Foi um movimento que obteve grande dinâmica nos países protestantes e lenta porém gradual influência nos países católicos. Pesquisar, estudar e representar a produção artística, científica e filosófica relacionada a essa ideologia. 

 

Heliocentrismo no outono medieval

Teoria científica que afirma ser o Sol o centro do sistema solar. Esta teoria foi proposta pela primeira vez pelo astrônomo grego Aristarco de Samos, mas só com Nicolau Copérnico e em especial com Galileu Galilei é que se tornou mais sustentada.

Não se tratou apenas de uma teoria científica, mas símbolo de uma novo mentalidade que se afirmava no final do período medieval, chamado de Renascimento. O Renascimento está associado ao humanismo, o interesse crescente entre os académicos europeus pelos textos clássicos, em latim e em grego, dos períodos anteriores ao triunfo do Cristianismo na cultura européia. No século XVI encontramos paralelamente ao interesse pela civilização clássica, um menosprezo pela Idade Média, associada a expressões como "barbarismo", "ignorância", "escuridão", "gótico", "noite de mil anos" ou "sombrio". As possibilidades de trabalhar o tema são amplas.

 

Do relógio solar ao relógio atômico

Um relógio de sol mede a passagem do tempo pela observação da posição do Sol. Os tipos mais comuns, como os conhecidos "relógios de sol de jardim", são formados por uma superfície plana que serve como mostrador, onde estão marcadas linhas que indicam as horas, e por um pino ou placa, cuja sombra projetada sobre o mostrador funciona como um ponteiro de horas em um relógio comum. A medida que a posição do sol varia, a sombra desloca-se pela superfície do mostrador, passando sucessivamente pelas linhas que indicam as horas.

Um relógio atômico é um tipo de relógio que usa um padrão ressonante de freqüência como contador. Como o próprio nome diz, é um medidor de tempo que funciona baseado em uma propriedade do átomo, sendo o padrão a freqüência de oscilação da sua energia. O tema prevê a construção de um relógio solar e a explicação do funcionamento de um relógio atômico.

 

Japão: terra do sol nascente

O Japão, a "terra do sol nascente" ou "origem do sol" (em japonês Nippon ou Nihon), é um país do Extremo Oriente, formado por um arquipélago, situando-se ao largo da costa leste da Ásia. O Japão é atualmente a segunda potência econômica mundial (a maior é a economia dos Estados Unidos) o que ocorre, basicamente, em decorrência de seu grande parque industrial. Dentre as principais atividades industriais estão a indústria automobilística (o país é sede mundial das montadoras Toyota, Nissan, Honda, Mitsubishi, Mazda, Daihatsu, Suzuki, Subaru, Isuzu e Hino), a indústria eletrônica e de informática, a siderurgia, a metalurgia, a construção naval e química, com destaque para as indústrias com tecnologia de ponta nestes setores.

Montar uma exposição ampla sobre a história e a cultura japonesa, a fim de conhecer o país que adotou o sol na construção do imaginário social e de identidade nacional.

 

Deus e o diabo na terra do sol

Deus e o diabo na terra do sol é um filme brasileiro de 1964, do gênero drama, dirigido por Glauber Rocha. É considerado um marco do cinema novo brasileiro. O enredo conta a história do sertanejo Manoel (Geraldo Del Rey) e sua mulher, Rosa (Yoná Magalhães), que levavam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca. No entanto, Manoel tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra. Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada ao sertanejo, porque o gado que morreu era dele (do empregado), ao passo que o que chegou vivo era seu (do patrão). Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. A trama segue.

O filme pode servir de parãmetro para discutir a cultura sertaneja e os problemas nordestinos atrelados à seca.

 

Mito de Ícaro: a tecnologia em xeque

Na mitologia grega, Ícaro (grego: Íkaros) ficou famoso pela sua morte por cair dentro do Egeu quando a cera segurando suas asas artificiais derreteram. O famoso mito pode ser uma metáfora para discutir o otimismo inconseqüente no progresso e na tecnologia, não medindo e remediando os problemas resultados de uma sociedade de consumo.

A exposição pode discutir o papel da tecnologia entre o lucro e o benefício humano, apresentando idéias e técnicas a serviço do bem estar comum e em respeito à natureza.

 

O sol na música popular brasileira

A canção Garota de Ipanema, originalmente composta por Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes, em 1962, é a mais famosas da bossa nova e MPB, e também a música brasileira mais executada no mundo. Sua letra sugere praia, sol e sensualidade. Esse é um exemplo em que a inspiração artística envolve um ambiente quente e ensolarado. Demonstrar a importância do tema para a música popular brasileira deve

 

A representação do sol nas artes plásticas / O Sol na pitura de Van Gogh

O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão do pôr-do-sol", quando de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: "Impressão, Nascer do Sol” – eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha." A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura.

Estudar o sol como tema das artes plásticas, bem como a utilização da luz como técnica pictórica, possibilita uma exposição rica, colorida e interativa, em que se pode propor ao público realizar uma pintura com a representação do tema.

 

O jornal "O Sol" contra a ditadura militar

Aproveitando o lançamento do documentário "O Sol – caminhando contra o vento", em 2006, é uma oportunidade de discutir o papel da imprensa alternativa no passado e na atualidade. O filme retrata a história do jornal O Sol, um dos primeiros veículos da imprensa alternativa brasileira, produzido diariamente durante seis meses, na década de 1960. Criado num período conturbado, em 1968, momentos antes do governo militar decretar o AI-5, o diário impresso falava de cultura, política e educação por meio de sátiras. Passaram pelo jornal algumas das figuras de destaque no cenário cultural da época. Não por acaso, o elenco do filme conta com a participação de personalidades como Ziraldo, Zuenir Ventura, Arnaldo Jabor, Chico Buarque, Caetano Veloso, Carlos Heitor Cony e Fernando Gabeira.
http://www.osolfilme.com/

 

A praia: histórico do lazer democrático

Estudar o uso das praias como lazer no Brasil. A prática foi inaugurado, segundo alguns historiadores, por D.João VI ainda no começo do século XIX. Até então, o banho de mar era considerada uma atividade de povos "primitivos" e "bárbaros". No século XX, ganho estatuto de banho terapêutico até se tornar um lazer praticado por todas as classes sociais, inseridos em um ambiente sui generis, democrático e direto das relações sociais e das representações culturais do país.

A abordagem para a exposição pode ter duas perspectivas: a cultural (confecção e apresentação dos trajes de banho ao longo da história, por exemplo) e, por outro lado,  discutir a recente ameaça da elevação do nível do mar e suas conseqüências para a população litorânea. 

 

Aquecimento global

Tema básico para a exposição que dispensa apresentação.

 

O sol: energia renovável

Tema básico para a exposição que dispensa apresentação.

 

A morte anunciada do sol  / um Novo mundo através do buraco-de-minhoca

A morte do Sol ocorrerá com certeza daqui a 6,5 bilhões de anos. E, quando isso acontecer, a Terra já terá sido consumida numa enorme nuvem incandescente. Mas, visionariamente, há uma rota de fuga: o buraco-de-minhoca. Seria uma espécie de "máquina do tempo" em que possibilitaria à humanidade fugir de nosso sistema solar e ser reconstruída em outra dimensão. A tecnologia necessária para isso é imensa. Segundo os cientistas, será preciso um nível 7 de capacidade tecnológica da humanidade, enquanto estamos apenas no nível 3. Imaginar e representar essas tecnologias de nível 7 seria uma experiência lúdica para os expositores e público.

http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/materia/materia_6.html

http://www.ajornada.hpg.ig.com.br/ciencia/ciencia00005.htm

 

Câncer de pele

O câncer da pele é um tumor formado por células da pele que sofreram uma transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia). Entre as causas que predispõem ao início desta transformação celular aparece como principal agente a exposição prolongada e repetida à radiação ultra-violeta do sol. A exposição deve ter caráter de campanha e conscientização do público para o problema.

 

Escurecimento Global

Na segunda metade do século 20, o mundo tornou-se, literalmente, um lugar mais sombrio. Desafiando a expectativa e a explicação fácil, centenas de instrumentos ao redor do mundo registraram uma queda na luz solar que alcança a superfície da Terra de até 10% do fim dos anos 50 ao início dos 90 ou entre 2% e 3% por década. Em algumas áreas, como Ásia, Estados Unidos e Europa, a queda foi ainda maior. Em Hong Kong, a incidência de luz do Sol diminuiu 37%. Medições feitas por satélites mostram que o Sol continua brilhante como sempre, mas cada vez menos luz solar atravessa a atmosfera e chega ao solo. A poluição escurece a luz solar de duas maneiras, acreditam cientistas. Parte da luz é refletida por partículas de fuligem no ar e volta ao espaço. A poluição também faz com que mais gotículas d'água se condensem, levando à formação de nuvens mais densas e escuras, que também bloqueiam a luz. Por isso, o efeito do escurecimento parece ser mais pronunciado em dias nublados do que em dias ensolarados. Em algumas regiões mais selvagens, tem havido pouco escurecimento. Mas as dinâmicas e efeitos do escurecimento global não foram completamente entendidos. A Antártida, que supostamente tem o ar limpo, também escureceu.

http://en.wikipedia.org/wiki/Global_dimming

 

 

 

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