
Uma
mãe levou o seu filho a um grande sábio da antiguidade e implorou:
-Por
favor, diga a meu filho pra deixar de comer açúcar.
O sábio fez uma pausa e disse:
-Traga
seu filho de volta daqui a duas semanas.
Intrigada,
a mulher, agradeceu e disse que faria como ele ordenara.
Duas semanas depois, ela voltou com o filho.
O grande sábio fitou os olhos do jovem e falou:
-Pare
de comer açúcar.
Agradecida,
mas perplexa, a mulher perguntou:
-Por
que me pediu para traze-lo em duas semanas? Poderia ter dito a mesma
coisa antes.
O
sábio replicou:
-Há
duas semanas eu estava
comendo açúcar.
A
questão de ser modelo para os filhos é talvez uma das maiores
responsabilidades na arte de ser pai ou mãe.
Quantas vezes, a orientação dada aos filhos não condiz com o que eles
atentamente observam no
viver diário de seus pais!
Especialmente
quando se trata de reações emocionais, fica evidente a importância da
concordância entre o que se ensina e o que se faz.
O
autocontrole é exemplo claro disto.
Nossas
reações diante de situações corriqueiras ou daquelas mais sérias
e até catastrófica é o que realmente conta quando se trata de
ensinar competência emocional.
A
atitude dos pais após receber uma injustiça, uma ofensa
descabida, uma “fechada” no trânsito ou em circunstancias
de emergência , é a melhor
forma de ensinar aos filhos a respeito de paciência ou domínio
próprio.
Alguém
disse: “O que você faz fala tão alto que não consigo ouvir o que
você diz”
Como
pais cristãos nossa
responsabilidade é ainda maior.
O
apóstolo Paulo revela a
importância do exemplo, quando diz “sede meus imitadores, como eu sou
de Cristo” (1Co.11:01).
Somos
conduzidos a uma séria reflexão: poderíamos dizer isto a nossos
filhos?
Nossa
vida tem exaltado o “bom perfume
de Cristo” produzindo em nossos filhos o desejo de seguir e servir a
Deus?
A
BIBLIA ASSOCIA A FÉ SINCERA DE TIMOTEO AO MODELO DE FÉ QUE ELE TINHA
EM CASA, OBSERVANDO SUA MÃE E AVÓ.
Estudiosos
do comportamento infantil têm comprovado que, apesar de toda a
influencia externa que as
crianças e jovens sofrem, a maior influencia, em geral, ainda é a da
formação recebida na família.
Os melhores professores, mestres e
modelos são os pais.
A
Bíblia associa a fé sincera de timoteo ao modelo de fé que ele tinha
em casa, observando sua mãe
e avó.
A
vida de Jesus era coerente com seu discurso, daí
o impacto causado
nas pessoas ao seu redor.
Ser
modelo no falar, no agir, ou no reagir, não é uma incumbência fácil;
entretanto, não deve tornar-se um fardo, exigindo de nós, pais, a
perfeição e a cobrança de um constante acertar.
Surpreendemo-nos
em determinadas circunstancias com atitudes opostas ao que ensinamos,
quando alguns de nossos propósitos, por vezes distanciam-se de nossa ação.
Nestas
ocasiões, é preciso sermos sinceros com os filhos.
Admitir
isto diante deles não gera diminuição de autoridade, ao contrário,
coloca-nos também uma posição
de exemplo quanto à humildade e a saber reconhecer e lidar com os erros
, buscando em Deus perdão
e renovação de vida.
Que
possamos estar atentos no exercício deste privilégio
de ser modelo para a formação
dos filhos, almejando cada vez mis coerência entre o discurso e
a prática.