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TRIBUNA DOS AÇORES Um jornal a serviço dos Açores - no. 2 Reino de Ilha Bela, 23 de
outubro de 2004 |
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Editorial Há tempos que o mundo micronacional não elege seus melhores e piores. Desta vez, porém, uma surpresa: não apenas uma, mas duas premiações. O Prêmio Aruaque já é tradicional no micronacionalismo. Desde 1998 vem premiando os melhores do micromundo, e suas edições já foram palco para muita polêmica. Parado há algum tempo, está sendo retomado agora por seus criadores Vera Brito e Filipe de Oliveira, com total apoio deste jornal. Já o Prêmio Hórus segue a mesma linha do Aruaque, com diferenças em algumas categorias e na forma de escolha dos vencedores: através da votação de representantes da imprensa micronacional, enquanto o Aruaque possui três fases de votação: primeiro, as nações escolhem os candidatos a indicados, depois os representantes da imprensa escolhem os indicados e por últimos os representantes das nações escolherão os vencedores. Qual o melhor prêmio? Não creio que haja um melhor, creio sim que ambos contribuirão para o aumento da atividade micronacional, além de que dificilmente haverá concordância em todos os resultados. Viva a diversidade! |
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Informe Publicitário O cinema tem o Oscar. A ciência tem o Prêmio Nobel. A televisão brasileira tem o Troféu Imprensa. E o micronacionalismo, o que é que tem? Prêmio Aruaque O Oscar das
Micronações |
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A Semana nos Açores 12/10
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Informe Publicitário Você quer ajudar os Açores e não sabe como? |
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Mas o que é o Prêmio Aruaque? Conhecido como o "Oscar das Micronações", premia os melhores do mundo micronacional em diversas categorias:
Além das homenagens:
O Prêmio Aruaque, criado em 1998 por Pedro Aguiar, Filipe Oliveira e Juanita Castañeda (hoje conhecida por Vera Brito), já teve 5 edições. A 6a. edição premiará os melhores do 2o. semestre de 2004, que receberão o Troféu Tininim e o reconhecimento de todo o mundo micronacional.
Como será feita a votação? Em 3 fases:
Obs.: O Comitê Organizacional será formado por representantes de órgãos de imprensa. Antigamente participavam os editores filiados à extinta AMI (Associação Micronacional de Imprensa). Atualmente, todos os órgãos de imprensa micronacional interessados em participar do evento poderão inscrever seus representantes através do email [email protected] até o dia 05 de novembro. Cada micronação poderá indicar 2 representantes para a escolha dos melhores do semestre, na 3a. fase. A indicação dos representantes deverá ser feita até o dia 25 de novembro através do email [email protected]. E o Troféu? O Troféu Tininim, criado por Pedro Aguiar, é tradicionalmente entregue aos melhores do micronacionalismo. Tem a imagem de um índio com seu arco e flecha, e infelizmente não pode ser recuperado através da internet. Em vista disso, lançamos hoje o Concurso para a Escolha do Novo Tininim: Requisitos básicos: que seja uma imagem de índio com o arco e a flecha (estilizado ou não), tendo na base inscrita a categoria e com espaço para o nome do vencedor. Os desenhos deverão ser enviados para o email [email protected] até o dia 15 de novembro, para que possam ser apreciados pelo Comitê Organizacional, que fará a escolha do vencedor. O que você está esperando? PARTICIPE!!! Se alguém quiser construir o site do Prêmio Aruaque 2004.2, favor entrar em contato pelo email [email protected].
JÁ COMEÇOU A 1a. FASE DO PRÊMIO ARUAQUE 2004.2!!!! Cada micronação fará uma votação interna e indicará até 3 candidatos para cada categoria. Poderão ser indicados fatos/sites/pessoas de outras micronações também. A micronação terá até o dia 15 de novembro para enviar ao Comitê Organizacional sua lista de indicados. As categorias: · Mancada do Semestre · Revelação-Pessoa (cidadão micronacional há menos de 1 ano) · Acontecimento do Semestre · Revelação-Micronação (nação fundada há menos de 1 ano) · Melhor Órgão de Imprensa · Melhor Site Privado (site não-governamentais) · Melhor Site Oficial (sites governamentais) · Melhor Site de Micronação · Micronação do Semestre · Micronacionalista do Semestre O QUE VOCÊ E SUA MICRONAÇÃO ESTÃO ESPERANDO? PARTICIPE!!!!!
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bichin! Você ainda não conhece o |
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Morte
e Vida Mariana Cinco horas da manhã, aqui no cais o ar estava úmido e gélido, na cidade pouco a pouco as luzes iam se apagando, e era da noite a hora mais escura, como se tudo preparasse para o Sol que estava a brotar. Cigarro no cinzeiro, sentado em uma cadeira de praia de frente para o mar, daqui se via a cidade toda do outro lado da baia. Era um espetáculo mágico, e me lembrava de um nascer como este, eu e minha doce Mariana, neste mesmo horizonte aguardando o sol surgir tão belo e majestoso. Sentia seu bálsamo confundindo-se com a brisa do cais, seu calor com os primeiros feixes de luz e sua voz com o som do mar. Apanhava-me a pensar: serão estas lembranças de um sonho ou um passado que não volta mais? Todavia sustei-me do questionamento mental e voltei à realidade. Era apenas um sonho, que me atormentavam repentinamente. Retirei-me da varanda e fui fazer o café, pois logo o trabalho pelo cais se viveria em mais um dia. Assim que preparei o filtro e o pó, eis que toca o telefone. Ao atender uma estranha voz do outro lado começa a falar. No primeiro momento não conseguia distinguir aqueles sons, mas logo tudo ficou claro, aquela voz já não era tão estranha, seria Mariana, ou apenas uma confusão causada pelas belas lembranças daquele tempo onde a felicidade não tinha fim e o amor era eterno? Entrava de novo em contato com aquele mundo perfeito, onde parecia que nada podia nos atingir, o mundo da minha mente, do meu mundo perfeito... Mas antes que eu falasse qualquer coisa, a ligação caiu. "Quem poderia ter sido?". Resolvi tomar um banho, de baixo do chuveiro sempre penso melhor... "Terá sido ilusão?". Sentia a água quente do chuveiro a escorrer pelo meu corpo e lembrava-me de Mariana. Que bons momentos passamos juntos, como era louco o nosso amor. O banho começa a fazer efeito e deixei esses pensamentos de lado, tentado descobrir quem teria telefonado. Não cheguei a nenhuma conclusão. Olho para o relógio enquanto me vou vestindo e vejo que tenho de me despachar. Com pressa vou metendo as chaves e o celular nos bolsos e ainda a vestir o casaco dirijo-me à porta abrindo-a. Quando estava mesmo para fechar a porta o telefone toca outra vez! Nada e nenhuma palavra é dita, só a respiração ofegante, posso ouvir. Quase consigo sentir o hálito quente. Volto à porta e ponho-me a andar, sem saber para onde. Sozinho em meio ao povo, vou pensando na loucura que
está habitando o meu ser, perco o contato com o mundo exterior. Por quê
Mariana, depois de tanto tempo, voltou tão forte aos meus pensamentos? Meus
passos vão ficando mais rápidos e a vontade de chegar a lugar algum, Uma silhueta feminina podia ser vista ao longe. O que faria uma mulher naquele estranho e irreconhecível local? Vou ao encontro dela... Seus passos eram rápidos, e eu acelerava para não perdê-la. Automaticamente, minha ansiedade aumentava, precisava ver o rosto daquele corpo convidativo. Entre meu jeito atrapalhado e minha aflição, tropeço na calçada. Que tipo idiota sou eu? Perdido em meus pensamentos num lugar estranho e caído no chão como uma fruta podre. Pego irritado minhas coisas que deixei cair, arrumo meu cabelo, olho novamente à frente e vejo novamente aquela silhueta que tanto me chamou atenção. Agora ela esta ali, parada sob a laje de um bar sujo e decadente. Vou me aproximando e reconheço seu rosto.Sim,reconheço... Aquela mulher, era na realidade, ninguém menos que Inri Cristo! "Abençoado seja irmão, sou eu, o salvador, o grande Jesus e em nome do divino, me dê o dízimo pra eu tomar uma Skol e uns petiscos espertos que posso ser sacrossanto, mas não sou de ferro!" E eu, assustado, mas com a intuição de que Mariana está por perto, respondo: "Tudo bem, toma essas notas aqui, mas a Sua Santidade viu uma mulher com as seguintes descrições: cabelos e olhos assim, corpo de tal jeito e bla bla?"; e ele então responde: "Eu vi sim, ela seguiu por aquela rua" e então, esperançoso, eu sigo e encontro Mariana! Corro em sua direção, apaixonado, quando de repente cai um vaso bem na cabeça dela, de cima de um prédio e ela cai no chão, então me aproximo e vejo que o vaso causou ferimentos graves e Mariana está morta! Grito de forma desesperada "NÃÃÃÃÃOOOOO". Olho para cima e vejo alguém rindo, provavelmente quem tacou o vaso e então subo as escadas e no meio do caminho, encontro uma espada samurai e penso: "Vou partir este cara como se fosse um baralho", mas em determinado andar, uma loira me chama e diz: "Olá gatão..." e então eu penso: "Que Mariana que nada, eu nem gostava dela mesmo, a fila tem de andar, vamos lá!", e vou até a loira e dou um beijo nela ao que ela diz estar em perigo e que Mariana foi morta por queima de arquivos e que me envolvi com uma conspiração internacional que tem como um dos objetivos ressucitar Adolf Hitler, e começar o IV reich pelo Brasil e a mulher disse que ia combatê-los e se revelou judia, seu nome Sarah Aron, filha de um antigo político muito sábio, hoje aposentado. Então me lembro que deve ser verdade, Mariana não era judia, mas era simpatizante, assim como sua mãe Marina, esposa de um destacado empresário da área petrolífera. Agora que me envolvi com essa conspiração, o que acontecerá? Fico pensativo, mas de repente aparece Inri Cristo de novo... Ele percebe que estou numa encrenca, e oferece ajuda. "Meu filho, quanto você tem de fé pra que eu possa resolver todos seus problemas?" Respondo: "Peraí Inri" coço a carteira e vejo que a minha fé se limita a 21 reais, um cartão de crédito vencido a 3 meses e uma moedinha de 5 centavos do troco do ônibus. Então respondo “É este o tamanho da minha fé, Inri!". Inri responde. "Bigobaldo, com uma fé dessa, não me surpreendo com o fato de você estar numa encrenca. Mas como sou todo poderoso, amigo de Juve e de Pai Zifiu dos Açores, eu conceder-lhe-ei neste momento todos seus sonhos". E eis que uma névoa seca começa a me envolver totalmente. Uns sons estranhos, porém melodiosos, podem ser ouvidos por todos os lados, e dá-lhe raios e trovões, a terra treme e um forte cheiro adocicado começa a tomar conta do lugar. Como que num passe de mágica, ou melhor, num verdadeiro milagre, Mariana ressuscita, mais linda do que nunca. Ela vem até mim, com seu lindo sorriso e aquele corpo fenomenal. Finalmente, eu e Mariana juntos... Horas mais tarde, depois de muitas loucuras com Mariana, fiquei pensando de como foi louco esse meu dia, e resolvo ir passear pelo cais da cidade. Percebo que já são quase cinco horas da manhã, e aqui no cais o ar estava úmido e gélido, na cidade pouco a pouco as luzes iam se apagando, e era da noite a hora mais escura, como se tudo preparasse para o Sol que estava a brotar. Cigarro no cinzeiro, sentado em uma cadeira de praia de frente para o mar, daqui se via a cidade toda do outro lado da baía... |
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O Jornal Tribuna dos Açores agradece a SMR Waldir I, José Arcádio Buendia (vulgo Zé), Juliana Benedetti, Wagner Campodonio, Manuel Rolph e Flávio Muller (Marajó) por suas críticas e elogios, e a Bruno Crasnek (Marajó) e Camarada Wilson (Campos Bastos) por terem resgatado o Troféu Tininim das sombras do esquecimento micronacional. |
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