Tribuna dos Açores

U m     j o r n a l     a     s e r v i ç o     d o s     a ç o r i a n o s

 

Cidade de São Sebastião, Reino de Ilha Bela, Reino Unido dos Açores

15 de Julho de 2005 - Edição 10

 

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# Editorial

 

Hoje, a Tribuna dos Açores traz aos leitores, açorianos e toda comunidade micronacional, um interessante debate entre os candidatos a Primeiro-Ministro do Reino Unido dos Açores, D. Rodrigo Teles e D. Yuri Zanoni.

 

Foram 20 questões idênticas aos dois candidatos, falando sobre os mais diversos e importantes assuntos sobre os Açores. Os dois responderam com grande competência, dando mostra de que aquele que sair vencedor nesta eleição terá grandes chances de fazer um governo à altura da história açoriana.

 

Agora, deixo livre para que todos os açorianos leiam as respostas dos candidatos, e que façam uma boa escolha.

 

Abraços,

 

Wagner Bacciotti Campodonio

Editor

 

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# Perfil: Candidatos a Primeiro-Ministro

 

Acompanhem o perfil de cada candidato a Primeiro-Ministro. Limitamos-nos a descrever os principais fatos, todos ocorridos no Reino Unido dos Açores.

 

D. Rodrigo Teles, 34 anos, casado e com um filho. Açoriano desde Novembro de 2004, e em março de 2005 recebeu a nomeação de Moço-Fidalgo da Casa Real, pelo então Regente D. Giancarlo von Zeni. Mora no Reino de Ilha Bela, onde abriu algumas empresas, como a RTH (Rodrigo Teles Holding). Na área esportiva, tem o clube de futebol Real Sport Açores e Benfica e foi representante da Federação Açoriana de Futebol (FAF) na Confederação Micronacional de Futebol (CMF). Na gestão de D. Wagner Campodonio foi Ministro das Comunicações, e foi convidado pelo Presidente do Senado Real D. Manuel Rolph a ser Senador Real em substituição a Tiago Galvão. Recentemente, anunciou que fundará o Partido Democrático de Centro (PDC)

 

 

D. Yuri Zanoni, 16 anos, solteiro. Cidadão açoriano desde Julho de 2004. Mora na Província Real, onde foi nomeado Governador por SMR D. Waldir I, no ano de 2004. Ainda neste ano, D. Yuri recebeu o título de Barão do Templo. Foi Ministro do Planejamento e Comércio Exterior e Real Chanceler durante o governo de D. Wagner Campodonio e Senador Real pelo Partido Conservador. Partido este que preside desde metade do ano passado e agora concorre ao cargo de Primeiro-Ministro.

 

 

# Entrevista: Candidatos a Primeiro-Ministro

 

Tribuna dos Açores - Por qual motivo o senhor resolveu candidatar-se a Primeiro-Ministro?

D. Rodrigo Teles - Existem duas ordens de razões para aminha tomada de posição. Por um lado, a renúncia de candidatura por parte de D. Wagner, que se tivesse mantido na corrida, contaria com o meu apoio, e a conseqüente candidatura única de D. Yuri, que muito respeito, fizeram-me avançar, pois creio que o Reino Unido dos Açores nunca ficará bem servido, qualquer que seja o candidato, quando, numas eleições para Primeiro Ministro, só existir um candidato. Não unanimista, sou pelo diálogo e pela clarificação de posições, algo difícil de conseguir com candidatos únicos. Por outro lado, o meu interesse pela política, a vontade que tenho, de algum tempo a esta parte, de fundar um novo partido, aliada à minha maior disponibilidade e à experiência de governo que tive na anterior legislatura levaram-me a avançar com esta candidatura, em prol do nosso muito amado Reino.

D. Yuri Zanoni - Primeiramente gostaria de agradecer ao excelente jornal pela oportunidade oferecida. Decidi me candidatar a Primeiro-Ministro dos Açores porque acredito que está na hora do nosso Reino experimentar um novo modo de governar, com um partido diferente. Também acredito que posso colaborar para o crescimento e desenvolvimento de nossa micronação com os projetos do plano de governo conservador.

 

Tribuna dos Açores - Como deve agir um Primeiro-Ministro ideal?

D. Rodrigo Teles - Creio que, na realidade micronacional, em que um Primeiro Ministro consegue realmente comunicar com os cidadãos do seu país, é importante manter o dialogo com todos. No entanto, tanto na vida macro como na micro, é impossível liderar qualquer projeto que seja, se não se tiver idéias bem definidas, objetivos traçados. Um Primeiro Ministro tem que saber ouvir, mas, acima de tudo, tem que apontar um rumo a seguir, sabendo mostrar aos seus Ministros e a toda a população que sabe o que pretende, e que caminho está a seguir. Penso que poderei ter algumas destas características.

D. Yuri Zanoni - O premiê ideal deve agir sempre ouvindo os súditos do Reino. Não se pode governar sozinho, há sempre a necessidade de se ouvir a população, sobre suas necessidades, sugestões, críticas. O chefe de Governo deve agir sempre pensando que o bem do povo deve ser seu objetivo supremo.

 

Tribuna dos Açores - Qual a grande vantagem de sua candidatura em relação a candidatura do seu adversário?

D. Rodrigo Teles - Creio que a minha principal vantagem em relação a D. Yuri, será a maturidade, a experiência de vida. Afinal, eu tenho 34 anos, enquanto que o meu adversário, sendo até bastante maduro para a sua idade, é ainda um teenager. E aqueles que eventualmente pensem que a experiência de vida macro não tem relevância no mundo micro estão muito enganados. O Reino Unido dos Açores, ultimamente tem dado mostras dessa evidência. Com a entrada de novos cidadãos mais maduros, as discussões têm sido muito mais acertivas e profícuas.

D. Yuri Zanoni - Admiro muito Dom Rodrigo Teles, entretanto falta a ele experiência para governar uma micronação. Nos meus dois anos de micromundo tive a oportunidade de ser monarca, presidente de parlamento, chanceler, ministro, etc. Tenho uma grande bagagem que tem muito a oferecer aos Açores. Penso que D. Rodrigo deve primeiro governar uma região ou mesmo atuar como Senador por algumas legislaturas para ele adquirir uma boa experiência. Eleger alguém inexperiente pode ser ruim para o próprio eleito, pois este não saberá o que fazer e terá sempre de pedir auxílio.

 

Tribuna dos Açores - Qual sua opinião sobre o atual quadro político açoriano?

D. Rodrigo Teles - Como é já do conhecimento público, estou também a lançar um novo parido. Como se depreenderão, a minha opinião sobre o quadro político do Reino não era totalmente positiva. Tenho que dizer, no entanto que, tirando algumas pequenas picardias num passado já relativamente distante, o ambiente interpartidário até é particularmente saudável. As principais falhas prendem-se essencialmente com a baixa discussão política. Também nesse sentido, espero que o PDC venha trazer uma lufada de ar fresco.

D. Yuri Zanoni - Houve uma grande mudança. O PST que era o ultra-grande-partido hoje se encolheu. O PC que só tinha um membro ativo tornou-se a maior força política da nação. Falta um terceiro partido para dar variedade a política açoriana e enriquecer o debate político-partidário.

 

Tribuna dos Açores - O senhor acha que com a criação de um novo partido, o PC e o PST se enfraquecerão?

D. Rodrigo Teles - Eventualmente, isso poderá acontecer no curtíssimo prazo, mas creio que, em médio prazo, todas as forças políticas ficarão a ganhar com o surgimento do PDC pois o debate sairá enriquecido, as idéias e projectos de cada partido tornar-se-ão mais claros para todos e, com a esperada continuação do actual crescimento da população activa, existirá espaço para todos crescerem e serem alternativa de governo.

D. Yuri Zanoni - De maneira alguma. As pessoas se filiam aos partidos por se identificarem com seus ideais. Quem tem pensamentos conservadores, de direita, vai se filiar naturalmente ao PC, quem tem posições mais esquerdistas, vai se dirigir ao PST, e os do centro irão para o novo partido ou ficarão apartidários. A criação de um novo partido só fortalece a política nacional, desde que este tenha ideais sérios e consistentes.

 

Tribuna dos Açores - O senhor esteve boa parte dos últimos 03 meses com momentos de inatividade e outros momentos de semi-atividade. A População açoriana pode votar com tranqüilidade em seu nome? E o que assegura essa tranqüilidade?

D. Rodrigo Teles - É verdade que a minha visibilidade, nos últimos meses, tem sido reduzida, limitando-me a participar esporadicamente em discussões de maior relevância, como foi o caso dos Estados Gerais. No entanto, apesar da minha falta de tempo, já antes explicada a todos os açoreanos, nunca deixei de acompanhar com regularidade tudo o que se passou no Reino. Creio que os cidadãos mais antigos, incluindo o meu adversário, poderão atestar que nunca me propus fazer nada nem aceitei nenhuma responsabilidade para a qual não tivesse tempo, motivação ou capacidade para desenvolver. Se hoje aqui estou nesta disputa, é partindo desse mesmo pressuposto. Assim, creio que, no que diz respeito à minha disponibilidade, será com toda a tranqüilidade que o povo açoreano poderá votar na minha pessoa.

D. Yuri Zanoni - Me ausentei por vários motivos que não estão mais presentes. Os açorianos devem votar tranquilamente em mim, pois sempre cumpro o que digo. Se eu digo que vou governar integralmente é porque irei, ao menos que um impedimento ocorra.  Além disso, a constituição é bastante severa com relação a ausência de governantes. Farei um mandato constitucional, então não me ausentarei.

 

Tribuna dos Açores - Como será a estrutura administrativa do seu governo?

D. Rodrigo Teles - Devo dizer que, a esse nível, não penso fazer grandes alterações à estrutura base definida na Constituição, na sequência dos Estados Gerais. Penso que uma equipa pequena e coesa consegue atingir mais e melhores resultados do que uma equipa com muitos elementos.

D. Yuri Zanoni - Teremos os Ministérios do Interior, da Defesa, das Comunicações, do Planejamento e da Educação e Cultura. O Ministério do Interior cuidará da tutoria, da Imigração, da tecnologia, do bem-estar social. O Ministério das Comunicações cuidará de autorizar a abertura de empresas dessa área no reino, de novos periódicos e regulará os existentes, regular no sentido de  ver se eles estão de acordo com a legislação. O Ministério do Planejamento cuidará da área econômica, autorizando empresas, cuidando da legislação para as mesmas, administrando empresas estatais, entre outros. O Ministério da Educação e Cultura cuidará das instituições de ensino e culturais do Reino, autorizando o funcionamento de novas e procurando promover sempre a cultura no Reino.

 

Tribuna dos Açores - Nos primeiros dias de sua gestão, quais deverão ser as medidas administrativas mais importantes?

D. Rodrigo Teles - Creio que existe muito a fazer, mas no imediato, será necessário consolidar este fluxo de novos cidadãos, de maneira a garantir a sua dinamização e permanência activa no Reino. Assim, o apoio a dar a esses novos cidadãos, na seqüência até de propostas que, por outros foram apresentadas, deve ser uma das prioridades. É importante também re-estabelecer o normal relacionamento com os países amigos. Na seqüência dos Estados Gerais, as fronteiras estiveram fechadas o que poderá ter induzido alguns em erro. Penso que o meu governo, em conjunto com a Chancelaria Real, poderá e deverá desenvolver esforços para regressarmos a uma diplomacia activa, se bem que em moldes talvez um pouco distintos dos anteriores. A questão da Confederação também me parece um assunto de maior importância para os Açores. Pretendo inteirar-me com o máximo detalhe acerca deste tema, pois creio que a sobrevivência em longo prazo do Reino e do micronacionalismo em geral passará por soluções como esta. De resto, é importante perceberem que eu sou muito mais pela Evolução do que pela Revolução.

D. Yuri Zanoni - Nomearei todos os Ministros, procurando formar um governo técnico. Depois irei convocar todos os ministros para uma reunião ministerial no palácio do governo ou na residência oficial para discutirmos as ações de urgência a serem feitas no governo nacional.  Após a reunião com os ministros convocarei os governadores para nos reunirmos, juntamente com o Ministro do Interior para traçarmos um plano de re-ativação das regiões açorianas.

 

Tribuna dos Açores - A economia micronacional, mais especificamente a monetarização, requer uma série de mecanismos legislativos, técnicos e políticos, associados a uma tecnologia eficiente e segura, para ser implantada com sucesso. O que o senhor pretende realizar durante seu mandato nesta área?

D. Rodrigo Teles - Esta é uma área com uma relevância extrema. Se se pretende manter o micronacionalismo como uma realidade alternativa, é necessário condimentá-la com o máximo de ferramentas que a aproximem das regras da vida macro. Eu sou pela livre iniciativa, desde que salvaguardos os direitos de todos. E, na realidade, não pode haver um grande dinamismo na actividade privada, se não existir sistema monetário. Sei que o tema é polêmico devido às eventuais injustiças que, dizem, poderá criar. No entanto, crio que, com um sistema com regras bem definidas, poderemos e deveremos seguir esse caminho. Creio ainda que se deva caminhar na construção dum sistema comum a várias nações, o que permitirá trocas comerciais. Devo dizer que tenho uma idéia bastante precisa de como esse sistema deveria funcionar. Deparo essencialmente com uma grande dificuldade, que procurarei colmatar: A questão técnica. Como diz na sua pergunta, é necessário desenvolver tecnologia eficiente e segura para que esse sistema seja uma realidade. Que tenha conhecimento, não existe no Reino capacidade técnica para desenvolver tal projecto. No entanto, e em paralelo com o debate político que penso lançar sobre este tema, farei todos os esforços, caso seja essa a vontade do povo Açoreano, para encontrar, no macro ou no micromundo, mão de obra qualificada para desenvolver projecto com tanta relevância.

D. Yuri Zanoni - Pretendo realizar uma viagem ao Principado de Sofia para me reunir com as autoridades locais para entender como funciona o sistema econômico deles. Depois disso enviarei aos Ministros do Exterior das micronações correspondências perguntando a eles sobre o interesse em implantar um sistema econômico multinacional. Dependendo dos resultados, vamos iniciar uma busca por gente que saiba criar um programa para ser usado pelas micronações para possibilitar a existência de um sistema econômico no Reino.

 

Tribuna dos Açores - O site nacional está sendo constantemente atualizado, porém, tem um visual antigo e já desgastado. Teremos novidades?

D. Rodrigo Teles - Neste campo, antes de mais, é importante salientar o continuo esforço e o magnífico trabalho que D. Wagner tem desenvolvido para manter o site nacional actualizado. É verdade que a imagem precisa, em curto prazo, de uma lavagem de cara. Nesse sentido, tenho algumas idéias a colocar em prática, caso seja eleito. Gostaria, no entanto de não me alongar demasiado sobre este assunto que, creio, é de consenso nacional.

D. Yuri Zanoni - Claro!  Vamos procurar criar um novo visual para o site. O governo realizará uma grande mudança nos sítios nacionais procurando modernizá-los. Será feita a abertura de licitação para construção de um novo visual para o site dos Açores, com divulgação intermicronacional.

 

Tribuna dos Açores - Conte-nos um pouco sobre seus planos para a educação açoriana, especialmente a respeito da Real Universidade dos Açores.

D. Rodrigo Teles - Tenho que ser honesto consigo. Muito tenho ouvido falar no Reino e não só, das Universidades micronacionais e de seus cursos. Inclusivamente, cheguei a inscrever-me num. No entanto, a verdade é que ainda não consegui contactar com essa realidade, de uma forma prática. Penso que criar cursos só por criar não tem utilidade nenhuma, antes pelo contrário, servirá para dispersar esforços. Para desenvolvermos nossa Universidade, será necessário, em primeiro lugar, saber que temos capacidade para dar realmente formação. É por aí que tenciono abordar a questão.

D. Yuri Zanoni - Vamos tentar re-ativar a universidade Real convidando os cidadãos interessados em dar aula para ministrarem-las e executando uma ampla campanha para atração de professores e alunos de todas as micronações não-inimigas. O governo também criará um site para a Universidade Real para que todos possam saber como funciona e quais serão os cursos oferecidos nesta.

 

Tribuna dos Açores - Açores é reconhecida como uma micronação rica culturalmente, mas que com as últimas crises acabou deixando de lado essa sua característica. O senhor pretende investir na cultura de que maneira?

D. Rodrigo Teles - Como no tema anterior, penso que fazer só por fazer tem pouco ou nenhum valor. As actividades culturais têm bastante relevância e revelam a evolução de um povo. Tenho algumas idéias que procurarei colocar em prática, procurando, para isso, parceiros internos e externos que possam dar relevância e qualidade às mesmas.

D. Yuri Zanoni - Pretendo investir na cultura criando festivais, exposições e concursos durante todo o meu mandato. Além disso, pretendo incentivar a participação popular neste tema, com a reativação do fotolog açoriano, de concursos de desenhos, de redações, ações como estas que contribuem para manter a cultura sempre ativa. 

 

Tribuna dos Açores - Os museus açorianos são referências, graças a qualidades de seus conteúdos. O que o seu governo espera agir em relação a nossa memória?

D. Rodrigo Teles - Assumindo a frase feita, é essencial preservar a memória da Nação. Nos últimos tempos têm sido feitas descobertas da maior importância acerca da vida do Reino. É importante continuar essa busca, consolidando e preservando o material já recuperado. Creio que o caminho passará por catalogar o que já conhecemos, continuando, em simultâneo, a procurar aprofundar nosso espólio. Quanto mais soubermos do nosso passado, melhor conseguimos perceber o presente e antecipar o futuro.

D. Yuri Zanoni - Pretendo apoiar os museus e criar outros. O primeiro museu novo será o Museu SMR Waldir I que conterá algumas obras ainda a serem divulgadas e que contará a história do maior monarca de todos os tempos dos Açores.

 

Tribuna dos Açores - Nestes últimos dias, muito tem se comentado sobre a falta de habitações. O senhor julga realmente necessário dedicar-se a construir as casas para a população, ou há projetos que deveriam receber mais atenção?

D. Rodrigo Teles - O direito a uma casa deverá ser um direito fundamental de qualquer cidadão. Penso, porém, que mais do que construir casas, é preciso dar os tijolos e o cimento (betão) para que cada um possa construir a sua casa. Assim, procurarei criar condições para que todos, com facilidade, possam construir sua residência.

D. Yuri Zanoni - Lotearemos todas as cidades açorianas. Cada cidadão terá direito a ter seu próprio lote para construir sua casa. Iremos dividir as cidades em bairros e ruas, incentivando o virtualismo e despertando um pouco a magia do micronacionalismo. Pretendemos agir com a iniciativa privada, criando parcerias com construtoras para criar habitações para os cidadãos que desejarem.

 

Tribuna dos Açores - O que seu governo fará, especificamente, para atrair mais turistas e novos açorianos?

D. Rodrigo Teles - Este é um dos grandes temas da actualidade, em todo o micromundo. A velha estratégia de angariar cidadãos em outras nações tem provado ser uma péssima solução, pois funciona em circuito fechado, não surgindo com facilidade cidadãos novos neste nosso universo. Num passado recente, o Reino Unido dos Açores começou a desenvolver alguns esforços no sentido de encontrar soluções alternativas, procurando essencialmente recrutar cidadãos "virgens". Essa estratégia tem dado resultado, fruto do esforço de todos. Agora, como já tive oportunidade de dizer, é importante consolidar este fluxo, fixando os novos cidadãos. Existem ainda alguns meios a explorar, algo que pretendo vir a fazer durante o meu mandato.

D. Yuri Zanoni - Investiremos no marketing. Divulgando os Açores iremos atrair mais cidadão. Tenho percebido que a divulgação boca-a-boca tem dado muito efeito, então incentivaremos os cidadãos a convidarem amigos a virem para o Reino oferecendo recompensas, como por exemplo um lote no bairro mais nobre da Cidade D'Ouro, ou então uma viagem com acompanhante para a São Sebastião.

 

Tribuna dos Açores - Qual é o ponto mais fraco do Reino Unido dos Açores, e o que o senhor fará para mudar essa situação?

D. Rodrigo Teles - Eu não diria que o Reino tenha propriamente pontos fracos mas, de facto, existem algumas situações que requeiram alguma atenção como a pouca actividade empresarial, a baixa ou quase nula actividade das regiões, pra não falar da já crônica instabilidade no numero de cidadãos activos. Penso, no entanto, que boa parte das medidas que me proponho colocar em prática, e que já abordamos, contribuirão para ultrapassar todas estas questões. Deus e o tempo o ditarão.

D. Yuri Zanoni - A instabilidade de atividade. Acredito que a atividade só ficará estável se as pessoas tiverem estímulo a participarem, então pretendo governar diferente, estando próximo dos açorianos, ouvindo-os e tentando atrais novos cidadãos. Novos projetos estimulam as pessoas e mantém a atividade em alta.

 

Tribuna dos Açores - Pelas perguntas acima, o senhor deve ter notado que a situação açoriana requer ações em diversas questões. O que o senhor considera de prioritário a ser feito pelo Reino Unido dos Açores, mas que acredita ser muito difícil conseguir realizar? E que pretende fazer para conseguir sua realização?

D. Rodrigo Teles - Correndo o risco de ser acusado de não responder a esta questão, penso que todos os temas que abordamos nesta conversa são prioritários e de dificuldade elevada. Mas também penso que, junto com todos os Açoreanos, conseguiremos força e engenho para as colocar em prática. Procurarei, acima de tudo, ser o catalisador desse movimento que se quer perpétuo, de evolução e crescimento do Reino Unido dos Açores.

D. Yuri Zanoni - Pretendo re-ativar as regiões açorianas, estimulando a atividade regional, me reunindo com os governadores para tentar auxiliar as províncias no que for possível. Vamos criar sites regionais, e determinar uma legislação provincial que garanta a realização de eleições nestas e também pretendo incentivar a vida de cada região autorizando abertura de consulados e estimulando a ida de empresas para as províncias, eliminando o desemprego e incentivando o intercâmbio cultural. Vamos divulgar mensalmente a atividade de cada região para poder saber o que é preciso para fazer para melhorar ou ter a receita da estabilidade.

 

Tribuna dos Açores - De que maneira o executivo pretende relacionar-se com o Senado Real?

D. Rodrigo Teles - Procurarei que o relacionamento entre o meu executivo e o Senado Real seja o mais estreito possível. Acredito que a via do dialogo e do respeito mutuo dos poderes instituídos é essencial ao bom funcionamento de qualquer democracia. Procurarei criar consensos em prol do desenvolvimento do Reino. Penso ainda que, pelo calibre dos candidatos que se apresentam a eleição para essa Casa, que não existirão dificuldades de maior.

D. Yuri Zanoni - Pretendo ter uma relação harmoniosa com os senadores, não há porque criar conflitos. Pretendo ir sempre ao Senado prestar contas das atividades do meu governo, pedir sugestões aos nobres parlamentares e ouvir críticas quando necessário. O senado é uma instituição importantíssima e deve ser respeitada.

 

Tribuna dos Açores - Há algum projeto de lei que o executivo já pensa em enviar ao legislativo?

D. Rodrigo Teles - Como se pôde depreender de tudo o que já se falou, idéias não faltam para colocar em prática, mas seria desonesto da minha parte afirmar que tenho já na manga algum projecto de lei para apresentar, visto que, como referi, a minha decisão de me candidatar a este cargo, apesar de bem ponderada, foi fruto de vários factores, não estando a ser planeada há tempo suficiente para existir material com consistência suficiente para estar pronto para apresentado. Mas não pensem os mais cépticos que isso servirá de desculpa para inactividade do meu executivo. Estou desde já a preparar uma proposta de programa de governo que apresentarei ao Executivo que terei o prazer de convidar logo após o discurso de vitória que, assim espero, farei assim que sejam divulgados os resultados das eleições.

D. Yuri Zanoni - Sim. Pretendo enviar um projeto de lei que regulamenta a habitação açoriana e também que regulamenta o sistema de tutoria. Além disso, vamos elaborar um projeto de lei que dita sobre as regiões açorianas, a fim de dinamizarmos estas e podermos estimular seu crescimento.

 

Tribuna dos Açores - Muito obrigado pela entrevista, e a Tribuna dos Açores deseja uma boa campanha e uma ótima eleição para ambos os candidatos. Para finalizar, uma mensagem para nossos leitores e seus eleitores:

D. Rodrigo Teles - Quem tem de agradecer esta oportunidade que a Tribuna me dá para expor as minhas idéias sou eu. Espero que possa ter contribuído com as minhas palavras para o esclarecimento do Povo Açoreano acerca do que pretendo colocar em prática em prol de todos nós. Mais do que mera propaganda, são estas oportunidades que nos permitem, a nós políticos, explicar as nossas intenções e projectos aos nossos eleitores. Apelo, acima de tudo, para que votem em consciência, cientes das idéias que cada candidato defende. Creio que o Reino Unido dos Açores ficará bem servido, qualquer que venha o próximo Primeiro Ministro. Estou apenas convencido que ficará apenas um pouco melhor se esse Primeiro Ministro for a minha pessoa. Viva o Reino Unido dos Açores! Vivam todos os Açoreanos! Viva o Rei!

D. Yuri Zanoni - Obrigado, Tribuna dos Açores. Gostaria de desejar sorte ao meu oponente, e também gostaria que os açorianos refletissem bastante antes de votar, espero que valorizem a consistência das propostas.

 

 

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Jornal Tribuna dos Açores

Edição 10

 

 

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