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Tribuna dos Açores U m
j o r n a l a
s e r v i ç o d o
s a ç o r i a n o s Cidade de São
Sebastião, Reino de Ilha Bela, Reino Unido dos Açores 15 de Julho
de 2005 - Edição 10 (maximize para uma
melhor leitura) |
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# Editorial Hoje, a Tribuna dos Açores traz aos
leitores, açorianos e toda comunidade micronacional,
um interessante debate entre os candidatos a Primeiro-Ministro do Reino Unido
dos Açores, D. Rodrigo Teles e D. Yuri Zanoni. Foram 20 questões idênticas aos dois
candidatos, falando sobre os mais diversos e importantes assuntos sobre os
Açores. Os dois responderam com grande competência, dando mostra de que
aquele que sair vencedor nesta eleição terá grandes chances de fazer um governo
à altura da história açoriana. Agora, deixo livre para que todos os
açorianos leiam as respostas dos candidatos, e que façam uma boa escolha. Abraços, Wagner Bacciotti Campodonio Editor |
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# Entrevista: Candidatos a Primeiro-Ministro Tribuna dos Açores -
Por qual motivo o senhor resolveu candidatar-se a Primeiro-Ministro? D. Rodrigo Teles - Existem duas
ordens de razões para aminha tomada de posição. Por um
lado, a renúncia de candidatura por parte de D. Wagner, que se tivesse
mantido na corrida, contaria com o meu apoio, e a conseqüente candidatura
única de D. Yuri, que muito respeito, fizeram-me avançar, pois creio que o
Reino Unido dos Açores nunca ficará bem servido, qualquer que seja o
candidato, quando, numas eleições para Primeiro Ministro, só existir um
candidato. Não unanimista, sou pelo diálogo
e pela clarificação de posições, algo difícil de conseguir com candidatos
únicos. Por outro lado, o meu interesse pela política, a vontade que tenho,
de algum tempo a esta parte, de fundar um novo partido, aliada à minha maior
disponibilidade e à experiência de governo que tive na anterior
legislatura levaram-me a avançar com esta candidatura, em prol do nosso muito
amado Reino. D. Yuri Zanoni - Primeiramente gostaria de
agradecer ao excelente jornal pela oportunidade oferecida. Decidi me
candidatar a Primeiro-Ministro dos Açores porque acredito que está na hora do
nosso Reino experimentar um novo modo de governar, com um partido diferente.
Também acredito que posso colaborar para o crescimento e desenvolvimento de
nossa micronação com os projetos do plano de
governo conservador. Tribuna dos Açores -
Como deve agir um Primeiro-Ministro ideal? D. Rodrigo Teles - Creio que, na
realidade micronacional, em que um Primeiro
Ministro consegue realmente comunicar com os cidadãos do seu país, é
importante manter o dialogo com todos. No entanto, tanto na vida macro como na micro, é impossível liderar qualquer projeto que seja,
se não se tiver idéias bem definidas, objetivos traçados. Um Primeiro
Ministro tem que saber ouvir, mas, acima de tudo, tem que
apontar um rumo a seguir, sabendo mostrar aos seus Ministros e a toda a
população que sabe o que pretende, e que caminho está a seguir. Penso
que poderei ter algumas destas características. D. Yuri Zanoni - O premiê ideal deve agir sempre
ouvindo os súditos do Reino. Não se pode governar sozinho, há sempre a
necessidade de se ouvir a população, sobre suas necessidades, sugestões,
críticas. O chefe de Governo deve agir sempre pensando que o bem do povo deve
ser seu objetivo supremo. Tribuna dos Açores -
Qual a grande vantagem de sua candidatura em relação a
candidatura do seu adversário? D. Rodrigo Teles - Creio que a
minha principal vantagem em relação a D. Yuri, será a maturidade, a
experiência de vida. Afinal, eu tenho 34 anos, enquanto que o meu adversário,
sendo até bastante maduro para a sua idade, é ainda um teenager.
E aqueles que eventualmente pensem que a experiência de vida macro não tem
relevância no mundo micro estão muito enganados. O Reino Unido dos Açores,
ultimamente tem dado mostras dessa evidência. Com a entrada de novos cidadãos
mais maduros, as discussões têm sido muito mais acertivas
e profícuas. D. Yuri Zanoni - Admiro muito Dom Rodrigo Teles,
entretanto falta a ele experiência para governar uma micronação.
Nos meus dois anos de micromundo tive a
oportunidade de ser monarca, presidente de parlamento, chanceler, ministro,
etc. Tenho uma grande bagagem que tem muito a oferecer aos Açores. Penso
que D. Rodrigo deve primeiro governar uma região ou mesmo atuar como Senador
por algumas legislaturas para ele adquirir uma boa experiência. Eleger alguém
inexperiente pode ser ruim para o próprio eleito, pois este não saberá o que
fazer e terá sempre de pedir auxílio. Tribuna dos Açores -
Qual sua opinião sobre o atual quadro político açoriano? D. Rodrigo Teles - Como é já do
conhecimento público, estou também a lançar um novo parido. Como se depreenderão,
a minha opinião sobre o quadro político do Reino não era totalmente positiva. Tenho que dizer, no entanto que, tirando algumas
pequenas picardias num passado já relativamente distante, o ambiente
interpartidário até é particularmente saudável. As principais falhas
prendem-se essencialmente com a baixa discussão política. Também nesse
sentido, espero que o PDC venha trazer uma lufada de ar fresco. D. Yuri Zanoni - Houve uma grande mudança. O PST
que era o ultra-grande-partido
hoje se encolheu. O PC que só tinha um membro ativo tornou-se a maior força
política da nação. Falta um terceiro partido para dar variedade a política
açoriana e enriquecer o debate político-partidário. Tribuna dos Açores - O
senhor acha que com a criação de um novo partido, o PC e o PST se
enfraquecerão? D. Rodrigo Teles - Eventualmente,
isso poderá acontecer no curtíssimo prazo, mas creio que, em médio prazo,
todas as forças políticas ficarão a ganhar com o surgimento do PDC pois o debate sairá enriquecido, as idéias e projectos de cada partido tornar-se-ão mais claros para
todos e, com a esperada continuação do actual
crescimento da população activa, existirá espaço
para todos crescerem e serem alternativa de governo. D. Yuri Zanoni - De maneira alguma. As pessoas se
filiam aos partidos por se identificarem com seus ideais. Quem tem
pensamentos conservadores, de direita, vai se filiar
naturalmente ao PC, quem tem posições mais esquerdistas, vai se dirigir ao
PST, e os do centro irão para o novo partido ou ficarão apartidários.
A criação de um novo partido só fortalece a política nacional, desde que este
tenha ideais sérios e consistentes. Tribuna dos Açores - O
senhor esteve boa parte dos últimos 03 meses com momentos de inatividade e
outros momentos de semi-atividade. A População açoriana pode votar com
tranqüilidade em seu nome? E o que assegura essa tranqüilidade? D. Rodrigo Teles - É verdade que a
minha visibilidade, nos últimos meses, tem sido reduzida, limitando-me a
participar esporadicamente em discussões de maior relevância, como foi o caso
dos Estados Gerais. No entanto, apesar da minha falta de tempo, já antes
explicada a todos os açoreanos, nunca deixei de
acompanhar com regularidade tudo o que se passou no Reino. Creio que os
cidadãos mais antigos, incluindo o meu adversário, poderão atestar que nunca
me propus fazer nada nem aceitei nenhuma responsabilidade para a qual não
tivesse tempo, motivação ou capacidade para desenvolver. Se hoje aqui estou
nesta disputa, é partindo desse mesmo pressuposto. Assim, creio que, no que
diz respeito à minha disponibilidade, será com toda a tranqüilidade que o
povo açoreano poderá votar na minha pessoa. D. Yuri Zanoni - Me ausentei por vários motivos que
não estão mais presentes. Os açorianos devem votar tranquilamente em mim,
pois sempre cumpro o que digo. Se eu digo que vou governar integralmente é
porque irei, ao menos que um impedimento ocorra. Além disso, a
constituição é bastante severa com relação a
ausência de governantes. Farei um mandato constitucional, então não me
ausentarei. Tribuna dos Açores -
Como será a estrutura administrativa do seu governo? D. Rodrigo Teles - Devo dizer que,
a esse nível, não penso fazer grandes alterações à estrutura base definida na
Constituição, na sequência dos Estados Gerais.
Penso que uma equipa pequena e coesa consegue atingir mais e melhores
resultados do que uma equipa com muitos elementos. D. Yuri Zanoni - Teremos os Ministérios do
Interior, da Defesa, das Comunicações, do Planejamento e da Educação e
Cultura. O Ministério do Interior cuidará da tutoria, da Imigração, da
tecnologia, do bem-estar social. O Ministério das Comunicações cuidará de
autorizar a abertura de empresas dessa área no reino, de novos periódicos e
regulará os existentes, regular no sentido de ver se eles estão de
acordo com a legislação. O Ministério do Planejamento cuidará da área
econômica, autorizando empresas, cuidando da legislação para as mesmas,
administrando empresas estatais, entre outros. O Ministério da Educação e
Cultura cuidará das instituições de ensino e culturais do Reino, autorizando
o funcionamento de novas e procurando promover sempre a cultura no
Reino. Tribuna dos Açores -
Nos primeiros dias de sua gestão, quais deverão ser as medidas
administrativas mais importantes? D. Rodrigo Teles - Creio que
existe muito a fazer, mas no imediato, será necessário consolidar este fluxo
de novos cidadãos, de maneira a garantir a sua dinamização e
permanência activa no Reino. Assim, o apoio a
dar a esses novos cidadãos, na seqüência até de propostas que, por outros
foram apresentadas, deve ser uma das prioridades. É importante também re-estabelecer o normal relacionamento com os países
amigos. Na seqüência dos Estados Gerais, as fronteiras estiveram fechadas o
que poderá ter induzido alguns em erro. Penso que o meu governo, em conjunto
com a Chancelaria Real, poderá e deverá desenvolver esforços para
regressarmos a uma diplomacia activa, se bem que em
moldes talvez um pouco distintos dos anteriores. A questão da Confederação
também me parece um assunto de maior importância para os Açores. Pretendo
inteirar-me com o máximo detalhe acerca deste tema, pois creio que
a sobrevivência em longo prazo do Reino e do micronacionalismo
em geral passará por soluções como esta. De resto, é importante perceberem
que eu sou muito mais pela Evolução do que pela Revolução. D. Yuri Zanoni - Nomearei todos os Ministros,
procurando formar um governo técnico. Depois irei convocar todos os ministros
para uma reunião ministerial no palácio do governo ou na residência oficial
para discutirmos as ações de urgência a serem feitas no governo
nacional. Após a reunião com os ministros convocarei os governadores
para nos reunirmos, juntamente com o Ministro do Interior para traçarmos um
plano de re-ativação das regiões açorianas. Tribuna dos Açores - A
economia micronacional, mais especificamente a
monetarização, requer uma série de mecanismos legislativos, técnicos e
políticos, associados a uma tecnologia eficiente e segura, para ser
implantada com sucesso. O que o senhor pretende realizar durante seu mandato
nesta área? D. Rodrigo Teles - Esta é uma área
com uma relevância extrema. Se se pretende manter o
micronacionalismo como uma realidade alternativa, é
necessário condimentá-la com o máximo de ferramentas que a aproximem das
regras da vida macro. Eu sou pela livre iniciativa, desde que salvaguardos os direitos de todos. E, na realidade, não
pode haver um grande dinamismo na actividade
privada, se não existir sistema monetário. Sei que o tema é polêmico devido
às eventuais injustiças que, dizem, poderá criar. No entanto, crio que, com
um sistema com regras bem definidas, poderemos e deveremos seguir esse
caminho. Creio ainda que se deva caminhar na construção dum sistema comum a
várias nações, o que permitirá trocas comerciais. Devo dizer que tenho uma
idéia bastante precisa de como esse sistema deveria funcionar. Deparo
essencialmente com uma grande dificuldade, que procurarei colmatar:
A questão técnica. Como diz na sua pergunta, é necessário
desenvolver tecnologia eficiente e segura para que esse sistema seja uma
realidade. Que tenha conhecimento, não existe no Reino capacidade técnica
para desenvolver tal projecto. No entanto, e em
paralelo com o debate político que penso lançar sobre este tema, farei todos
os esforços, caso seja essa a vontade do povo Açoreano,
para encontrar, no macro ou no micromundo, mão de
obra qualificada para desenvolver projecto com
tanta relevância. D. Yuri Zanoni - Pretendo realizar uma viagem ao
Principado de Sofia para me reunir com as autoridades locais para entender
como funciona o sistema econômico deles. Depois disso enviarei aos Ministros
do Exterior das micronações correspondências
perguntando a eles sobre o interesse em implantar um sistema econômico
multinacional. Dependendo dos resultados, vamos iniciar uma busca por gente
que saiba criar um programa para ser usado pelas micronações
para possibilitar a existência de um sistema econômico no Reino. Tribuna dos Açores - O
site nacional está sendo constantemente atualizado, porém, tem um visual
antigo e já desgastado. Teremos novidades? D. Rodrigo Teles - Neste campo,
antes de mais, é importante salientar o continuo esforço e o magnífico
trabalho que D. Wagner tem desenvolvido para manter o site nacional actualizado. É verdade que a imagem precisa, em curto
prazo, de uma lavagem de cara. Nesse sentido, tenho algumas idéias a colocar
em prática, caso seja eleito. Gostaria, no entanto de não me alongar
demasiado sobre este assunto que, creio, é de consenso nacional. D. Yuri Zanoni - Claro! Vamos procurar criar
um novo visual para o site. O governo realizará uma grande mudança nos sítios
nacionais procurando modernizá-los. Será feita a abertura de licitação para
construção de um novo visual para o site dos Açores, com divulgação intermicronacional. Tribuna dos Açores -
Conte-nos um pouco sobre seus planos para a educação açoriana, especialmente
a respeito da Real Universidade dos Açores. D. Rodrigo Teles - Tenho que ser
honesto consigo. Muito tenho ouvido falar no Reino e
não só, das Universidades micronacionais e de seus
cursos. Inclusivamente, cheguei a inscrever-me num. No entanto, a verdade é
que ainda não consegui contactar com essa
realidade, de uma forma prática. Penso que criar cursos só por criar não tem
utilidade nenhuma, antes pelo contrário, servirá para dispersar esforços.
Para desenvolvermos nossa Universidade, será necessário, em primeiro lugar,
saber que temos capacidade para dar realmente formação. É por aí que tenciono
abordar a questão. D. Yuri Zanoni - Vamos tentar re-ativar
a universidade Real convidando os cidadãos interessados em dar aula para ministrarem-las e executando uma ampla campanha para
atração de professores e alunos de todas as micronações
não-inimigas. O governo também criará um site para a Universidade Real para
que todos possam saber como funciona e quais serão os cursos oferecidos
nesta. Tribuna dos Açores -
Açores é reconhecida como uma micronação rica
culturalmente, mas que com as últimas crises acabou
deixando de lado essa sua característica. O senhor pretende investir na
cultura de que maneira? D. Rodrigo Teles - Como no tema
anterior, penso que fazer só por fazer tem pouco ou nenhum valor. As actividades culturais têm bastante relevância e revelam a
evolução de um povo. Tenho algumas idéias que procurarei colocar em prática,
procurando, para isso, parceiros internos e externos que possam dar
relevância e qualidade às mesmas. D. Yuri Zanoni - Pretendo investir na cultura
criando festivais, exposições e concursos durante todo o meu mandato. Além
disso, pretendo incentivar a participação popular neste tema, com a
reativação do fotolog açoriano, de concursos
de desenhos, de redações, ações como estas que contribuem para manter a
cultura sempre ativa. Tribuna dos Açores - Os
museus açorianos são referências, graças a qualidades de seus conteúdos. O
que o seu governo espera agir em relação a nossa memória? D. Rodrigo Teles - Assumindo a
frase feita, é essencial preservar a memória da Nação. Nos últimos tempos têm
sido feitas descobertas da maior importância acerca da vida do Reino. É
importante continuar essa busca, consolidando e preservando o material já
recuperado. Creio que o caminho passará por catalogar o que já conhecemos,
continuando, em simultâneo, a procurar aprofundar nosso espólio. Quanto
mais soubermos do nosso passado, melhor conseguimos perceber o presente e
antecipar o futuro. D. Yuri Zanoni - Pretendo apoiar os museus e criar
outros. O primeiro museu novo será o Museu SMR Waldir I que conterá algumas
obras ainda a serem divulgadas e que contará a história do maior monarca
de todos os tempos dos Açores. Tribuna dos Açores -
Nestes últimos dias, muito tem se comentado sobre a falta de habitações. O
senhor julga realmente necessário dedicar-se a construir as casas para a
população, ou há projetos que deveriam receber mais atenção? D. Rodrigo Teles - O direito a uma
casa deverá ser um direito fundamental de qualquer cidadão. Penso, porém, que
mais do que construir casas, é preciso dar os tijolos e o cimento (betão)
para que cada um possa construir a sua casa. Assim, procurarei criar
condições para que todos, com facilidade, possam construir sua residência. D. Yuri Zanoni - Lotearemos todas as cidades
açorianas. Cada cidadão terá direito a ter seu próprio lote para construir
sua casa. Iremos dividir as cidades em bairros e ruas, incentivando o virtualismo e despertando um pouco a magia do micronacionalismo. Pretendemos agir com a iniciativa
privada, criando parcerias com construtoras para criar habitações para os
cidadãos que desejarem. Tribuna dos Açores - O
que seu governo fará, especificamente, para atrair mais turistas e novos
açorianos? D. Rodrigo Teles - Este é
um dos grandes temas da actualidade, em todo o
micromundo. A velha estratégia de angariar cidadãos
em outras nações tem provado ser uma péssima solução, pois funciona em
circuito fechado, não surgindo com facilidade cidadãos novos neste nosso
universo. Num passado recente, o Reino Unido dos Açores começou a desenvolver
alguns esforços no sentido de encontrar soluções alternativas, procurando
essencialmente recrutar cidadãos "virgens". Essa estratégia tem
dado resultado, fruto do esforço de todos. Agora, como já tive oportunidade
de dizer, é importante consolidar este fluxo, fixando os novos cidadãos.
Existem ainda alguns meios a explorar, algo que pretendo vir a fazer durante
o meu mandato. D. Yuri Zanoni - Investiremos no marketing.
Divulgando os Açores iremos atrair mais cidadão. Tenho percebido que a
divulgação boca-a-boca tem dado muito efeito, então
incentivaremos os cidadãos a convidarem amigos a virem para o Reino
oferecendo recompensas, como por exemplo um lote no
bairro mais nobre da Cidade D'Ouro, ou então uma viagem com acompanhante para
a São Sebastião. Tribuna dos Açores -
Qual é o ponto mais fraco do Reino Unido dos Açores, e o que o senhor fará
para mudar essa situação? D. Rodrigo Teles - Eu não diria
que o Reino tenha propriamente pontos fracos mas, de
facto, existem algumas situações que requeiram
alguma atenção como a pouca actividade empresarial,
a baixa ou quase nula actividade das regiões, pra
não falar da já crônica instabilidade no numero de cidadãos activos. Penso, no entanto, que boa parte das medidas que
me proponho colocar em prática, e que já abordamos, contribuirão para
ultrapassar todas estas questões. Deus e o tempo o ditarão. D. Yuri Zanoni - A instabilidade de atividade.
Acredito que a atividade só ficará estável se as pessoas tiverem estímulo a
participarem, então pretendo governar diferente, estando próximo dos
açorianos, ouvindo-os e tentando atrais novos cidadãos. Novos projetos
estimulam as pessoas e mantém a atividade em alta. Tribuna dos Açores -
Pelas perguntas acima, o senhor deve ter notado que a situação açoriana
requer ações em diversas questões. O que o senhor considera de prioritário a
ser feito pelo Reino Unido dos Açores, mas que acredita ser muito difícil
conseguir realizar? E que pretende fazer para conseguir sua realização? D. Rodrigo Teles - Correndo o risco
de ser acusado de não responder a esta questão, penso que todos os temas que
abordamos nesta conversa são prioritários e de dificuldade elevada. Mas
também penso que, junto com todos os Açoreanos,
conseguiremos força e engenho para as colocar em
prática. Procurarei, acima de tudo, ser o catalisador desse movimento que se
quer perpétuo, de evolução e crescimento do Reino Unido dos Açores. D. Yuri Zanoni - Pretendo re-ativar
as regiões açorianas, estimulando a atividade regional, me reunindo com os
governadores para tentar auxiliar as províncias no que for
possível. Vamos criar sites regionais, e determinar uma legislação
provincial que garanta a realização de eleições nestas e também pretendo
incentivar a vida de cada região autorizando abertura de consulados e
estimulando a ida de empresas para as províncias, eliminando o desemprego e
incentivando o intercâmbio cultural. Vamos divulgar mensalmente a atividade
de cada região para poder saber o que é preciso para fazer para melhorar ou
ter a receita da estabilidade. Tribuna dos Açores - De
que maneira o executivo pretende relacionar-se com o Senado Real? D. Rodrigo Teles - Procurarei que
o relacionamento entre o meu executivo e o Senado Real seja o mais estreito
possível. Acredito que a via do dialogo e do respeito mutuo dos poderes
instituídos é essencial ao bom funcionamento de qualquer democracia.
Procurarei criar consensos em prol do desenvolvimento do Reino. Penso ainda
que, pelo calibre dos candidatos que se apresentam a eleição para essa Casa,
que não existirão dificuldades de maior. D. Yuri Zanoni - Pretendo ter uma relação
harmoniosa com os senadores, não há porque criar conflitos. Pretendo ir
sempre ao Senado prestar contas das atividades do meu governo, pedir
sugestões aos nobres parlamentares e ouvir críticas quando necessário. O
senado é uma instituição importantíssima e deve ser respeitada. Tribuna dos Açores - Há
algum projeto de lei que o executivo já pensa em enviar ao legislativo? D. Rodrigo Teles - Como se pôde
depreender de tudo o que já se falou, idéias não
faltam para colocar em prática, mas seria desonesto da minha parte afirmar
que tenho já na manga algum projecto de lei para
apresentar, visto que, como referi, a minha decisão de me candidatar a este
cargo, apesar de bem ponderada, foi fruto de vários factores,
não estando a ser planeada há tempo suficiente para existir material com
consistência suficiente para estar pronto para apresentado. Mas não pensem os
mais cépticos que isso servirá de desculpa para inactividade
do meu executivo. Estou desde já a preparar uma proposta de programa de
governo que apresentarei ao Executivo que terei o prazer de convidar logo
após o discurso de vitória que, assim espero, farei assim que sejam
divulgados os resultados das eleições. D. Yuri Zanoni - Sim. Pretendo enviar um projeto de
lei que regulamenta a habitação açoriana e também que regulamenta o sistema
de tutoria. Além disso, vamos elaborar um projeto de lei que dita sobre as
regiões açorianas, a fim de dinamizarmos estas e podermos estimular seu
crescimento. Tribuna dos Açores -
Muito obrigado pela entrevista, e a Tribuna dos Açores deseja uma boa
campanha e uma ótima eleição para ambos os candidatos. Para finalizar, uma
mensagem para nossos leitores e seus eleitores: D. Rodrigo Teles - Quem tem de
agradecer esta oportunidade que a Tribuna me dá para expor as minhas idéias
sou eu. Espero que possa ter contribuído com as minhas palavras para o
esclarecimento do Povo Açoreano acerca do que
pretendo colocar em prática em prol de todos nós. Mais do que mera
propaganda, são estas oportunidades que nos
permitem, a nós políticos, explicar as nossas intenções e projectos aos nossos eleitores. Apelo, acima de tudo,
para que votem em consciência, cientes das idéias que cada candidato defende.
Creio que o Reino Unido dos Açores ficará bem servido, qualquer que venha o
próximo Primeiro Ministro. Estou apenas convencido que ficará apenas um pouco
melhor se esse Primeiro Ministro for a minha pessoa. Viva o Reino Unido dos
Açores! Vivam todos os Açoreanos! Viva o Rei! D. Yuri Zanoni - Obrigado, Tribuna dos Açores.
Gostaria de desejar sorte ao meu oponente, e também gostaria que os açorianos
refletissem bastante antes de votar, espero que valorizem a consistência das
propostas. |
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Informe Publicitário: Conheçam quais são as
principais enfermidades micronacionais. E se você estiver
sofrendo de alguma, a enfermeira Suzzy vai te
ajudar! :-) http://geocities.yahoo.com.br/ruacores2005/hospital/hospital.html |
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Jornal Tribuna dos
Açores Edição 10 Fundadora: Vera Brito Editor: Wagner Bacciotti Campodonio Você gostaria de enviar
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