TRIBUNA DOS AÇORES
Um jornal a serviço dos Açores - no. 1
Reino de Ilha Bela, 12 de outubro de 2004
Editorial
Desde que voltei aos Açores, a cerca de 1 mês, tinha vontade de voltar a editar este jornal. O Tribuna dos Açores nasceu em 2001/2002, se não me engano, mas sua história remonta da antiga Tribuna de Marajó, jornal que editei desde 6 de agosto de 1998 (no mesmo dia em que fundamos, eu e o falecido Pablo Castañeda, o então Principado e agora República de Marajó). Com minha ida para os Açores, o jornal e boa parte das empresas do Grupo Cast também mudaram de micronação.
Infelizmente, nem a internet é capaz de guardar a história micronacional. Nos últimos dias (antes da enésima vez em que precisei formatar meu micro) procurei na net as edições anteriores dos jornais Tribuna de Marajó e dos Açores, o site do Prêmio Aruaque, o site da minha antiga residência nos Açores e outros sites micronacionais, mas boa parte já não existe mais. Quem - como eu - um dia confiou no Kit.net, perdeu tudo o que estava arquivado lá. Outros sites foram tirados do ar por seus donos, outros mais sumiram não se sabe por quê. Mas nem tudo está perdido, pois felizmente nos últimos tempos antigos micronacionalistas têm voltado a este "mundinho", e bem ou mal - pois quem conta um conto aumenta um ponto - podemos contar com os relatos desses cidadãos e a partir deles tentar preencher as lacunas da história micronacional.   

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O cinema tem o Oscar.

A ciência tem o Prêmio Nobel.
A televisão brasileira tem o Troféu Imprensa.
E o micronacionalismo, o que é que tem?
Prêmio Aruaque
O Oscar das Micronações
Aguarde!!!
A Semana nos Açores

02/10

  • Continua o debate sobre as eleições para o Senado. Juliana Benedetti defende que candidatos sem partido concorram, mas o Presidente do PC Yuri Zanoni é contra, alegando que se uma maioria de candidatos independentes vencer, será difícil definir qual partido elegerá o Premier. Diogo Frederico II sugeriu, nesse caso, a definição de um teto máximo de parlamentares independentes, mas Zanoni lembrou que candidatos independentes poderão não apoiar o Premier, ao contrário de candidatos ligados a um partido político.
  • O Ministro da Justiça pasárgado Leonardo Fernandes chega aos Açores com visto de turista.

03/10

  • O Presidente do Senado Vicente de Córdova volta aos Açores, após breve afastamento.
  • Manuel Rolph defende o sistema de bicameralismo, e Leonardo Fernandes fala sobre a morosidade que tal sistema poderia trazer a uma micronação.
  • É enviado para a lista nacional o Relatório de Votação no Senado Real, onde houve aprovação por unanimidade para a incorporação de Econia e do Império Setentrional aos Açores, aprovação por unanimidade para o Novo Estatuto de Malídia, que incorpora o antigo reino à estrutura governamental açoriana e aprovação por unanimidade do Projeto de Lei das Famílias e Sucessões.
  • Vicente de Córdova, após explanar sobre a história do Senado nos Açores, mostrou-se favorável ao sistema de "Senado Aberto".
  • O Clube do Real Engenho (Realengo) sagrou-se Campeão Açoriano 2004.
  • O Governador da Província Real Yuri Zanoni foi parabenizado por SMR Waldir I pelo início do processo de regionalização.
  • Sai a lista dos times açorianos inscritos na Taça União: Apócrifas Nacional FC, Black Rose, Bolshoi Futebol e Arte, Crazy Kings, Diamond FC, Garden Hall Club, Milhafre FC, Royal Zanoni, Sport Club Corinthians e Sport Club Corinthians Açoriano.
  • O Governador Yuri Zanoni convoca os cidadãos da Província Real a participarem da lista provincial: [email protected].

04/10

  • Yuri Zanoni pede à Presidência do Senado que esta requisite dos partidos políticos que enviem suas propostas para o modelo de parlamento a ser adotado nos Açores.
  • SMR Waldir I aprova o Novo Estatuto de Malídia e o Projeto de Lei das Famílias e Sucessões.
  • Foi enviada para a lista nacional a versão atualizada da Constituição Nacional.
  • Chega um novo cidadão aos Açores: Bruno Emanuel Del Boca Sogdu, e a Embaixadora D. Muriel Goldini, de Andorra Imperial.
  • Nova Pauta do Senado: Eleição do Presidente e do Secretário do Senado e Novo Regulamento do Senado.

05/10

  • SMR Waldir I envia a Relação de Nobres Açorianos, a saber:
    • Dom Wagner Campodonio - I Barão das Oliveiras
    • Dom Eduardo Levante - III Barão de Torres Vedras
    • Dom Rafael Navarro Cintra - IV Barão de Pérgamo
    • Dom Roberto Carybé - Duque de Granada
    • Dom Lucas Bleicher - Barão da Torre do Tomo
    • Dona Vera Brito - Condessa de Abrantes
    • Dom Giancarlo Von Zeni - Duque de Petroburgo
    • Dom Diogo Frederico II - Arquiduque de Bejas
    • Dona Elisa Nuit Rezende - Rainha dos Açores
    • Dom Vicente de Córdova - Príncipe de Santa Maria (título apenas honorífico)
  • SMR Waldir I concede os seguintes títulos nobiliárquicos:
    • Yuri av Oldenburg-Zanoni
    • Conde de Ceuta a Dom Wagner Campodonio
    • Baronesa das Oliveiras a Dona Lilith Marise
  • A revista cultura De Fato e Ficção lança a enquete "E se o R.U. dos Açores fosse um país macro?"
  • SMR Waldir I anuncia a volta do Rally dos Açores e o I Aberto de Marinha.

06/10

  • Manuel Rouph envia Projeto de Emenda Constitucional sobre o Poder Legislativo.
  • Gustav Graves Logos deixa os Açores, por não ter "tido uma motivação em ajudar o Reino, ou uma adaptação que não se fez por completo".
  • A Construtora Rezende fabrica vários carros para os cidadãos que participarão do Rally dos Açores.
  • Chega aos Açores Henrique Siqueira Guida, Embaixador Pasárgado.
  • SMR Waldir I concede a D. Tiago Galvão o título de Conde de Ficalho.

07/10

  • D. Yuri Zanoni nomeia Juliana Benedetti para o cargo de Secretária da Educação, Cultura e Desportos da Província Real.
  • SMR Waldir I exonera D. Yuri Zanoni da Chefia da Secretaria para Assuntos Lusófonos da Chancelaria Real dos Açores, e o nomeia para a Secretaria para Assuntos Não-Lusófonos da Chancelaria Real. Para a Secretaria de Assuntos Lusófonos é nomeada Juliana Benedetti.
  • SMR Waldir I, em mudança macronacional para Belo Horizonte, anuncia que ficará ausente dos Açores nos próximos 7 dias.

08/10

  • D. Rafael Navarro Cintra, Presidente do PST, envia proposta do partido para o modelo de senado açoriano: fechado, com participação dos partidos e dos independentes, onde o partido com maior número de cadeiras elege o Premier, sendo que os independentes só podem eleger um Premier em coligação com um partido.
  • D. Elisa Nuit Rezende, Rainha dos Açores, anuncia seu afastamento nos próximos 30 dias, por falta de tempo macronacional.

09/10

  • O PC apresenta sua proposta para o modelo de senado açoriano: eleito pelo povo e implantação do bicameralismo com o mínimo de 30 cidadãos ativos (após plebiscito). Por enquanto seria implantado o unicameralismo.

11/10

  • Propaganda do jornal "O Guardião" sobre os candidatos independentes é o estopim de discussão entre o editor Yuri Zanoni e Juliana Benedetti.

12/10

  • D. Giancarlo Von Zeni anuncia sua volta aos Açores após problemas com seu computador e seu apoio a D. Eduardo Levante e a Juliana Benedetti.
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Ser ou Não Ser Independente
por Vera Brito

Está quente a discussão sobre se aceitar ou não candidaturas independentes para o Senado Real. Antes de qualquer conclusão, é bom lembrarmos que nem tudo o que dá certo no mundo macronacional dá certo no micro, e vice-versa. Se for aceita a candidatura independente, creio que muitos filiados a partidos acabarão por abandoná-los. Por quê?

Simples: porque vou me prender a uma estrutura partidária, a votar aquilo que meu partido democraticamente escolher, se eu, como independente, poderei fazer aquilo que me der na cabeça sem precisar prestar contas a ninguém? É bastante tentador não ser ligado a um partido... Poder negociar o voto à vontade, poder hoje estar a favor do governo e amanhã contra... isso é o paraíso para qualquer político! Mas é a ruína de qualquer nação, pois o governante terá que fazer das tripas coração para agradar a todos os senadores e ter seus projetos aprovados.

E o final da história, com a aceitação das candidaturas independentes, todos já conhecem. O fim dos partidos políticos, que fracos, vazios, não terão razão para existir. Sem candidaturas independentes já vi muito partido morrer antes mesmo de ter nascido. Nos Açores mesmo, temos 2 partidos com muito poucos filiados. Por que, ao invés de ser independentes, os candidatos não se engajam num dos partidos para ajudá-los a crescer? Porque continuar o trabalho dos outros ninguém quer, que o digam boa parte dos políticos macronacionais.

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Por que ser Diplomata?
por Juliana Benedetti

Prezados concidadãos;

A diplomacia é uma das atividades mais importantes numa micronação, por onde a nações se mostram e se relacionam com as outras. É notório o benefício e o desenvolvimento que relações diplomáticas bem sucedidas trazem às nações envolvidas. Debates, trocas de experiências e conhecimento de outros sistemas contribuem indiscutívelmente para o crescimento pessoal e micronacional em todos os setores.

Assim como na vida macro, é impossível mantermos relações próximas com todas as micronações. Feliz é a micronação que consegue chegar muito próximo disso.

E é com esse pensamento que venho aqui hoje, dizer que a Chancelaria Real dos Açores, sob a chefia de D. Waldir, é a que mais cresce no micromundo. Temos um quadro diplomático muito competente e organizado, uma atividade muito enriquecedora e objetivos bem definidos.

Por isso, é importante que todos os cidadãos se envolvam com ela. Quanto maior e mais preparado for nosso quadro diplomático, mais longe chegaremos. Não importa se você é novato ou não. O importante é tentar. Ser diplomata micronacional não requer experiência, nem muito tempo. Apenas é preciso ter amor pela sua micronação e disposição para se dedicar a ela. Seja por 1 hora, 5 horas, 10 horas, 50 horas. Não importa quanto tempo se desprenda a essa atividade.

Procure a Chancelaria Real dos Açores. Seja um diplomata. Tenho certeza que receberá todo o suporte necessário e não demorará muito para se familiarizar.

Atenciosamente;

Juliana Benedetti
Sec. Assuntos Lusófonos

Fonte: Lista Nacional dos Açores

Jornal Tribuna dos Açores
Editora: Vera Brito

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