.:: Tradição Marajoara ::.
República de Marajó, 29 de Outubro de 2003
Edição 14
.:: Editorial ::.
Exemplo de marajoara que não consegue viver longe de sua terra-natal. Steve
saiu de Marajó já duas vezes, e esta é a terceira vez que volta. E pelo visto,
voltou para ficar de vez!
O Judiciário de Marajó está se consolidando graças ao seu empenho e
conhecimento, e com sua dedicação, Marajó está experimentando um
desenvolvimento desta área nunca previsto, especialmente pela forma tranquila e
profissional que vem tendo.
Vamos conhecer um pouco mais quem é Steve J. Karr e o que
pensa este grande cidadão, já garantido em nossa história.
.:: Entrevista ::.
Tradição Marajoara - Olá Steve,
obrigado por colaborar com a revista Tradição Marajoara. Você chegou em
Marajó em que período? E agora, por quê decidiu voltar?
Steve J. Karr. - Bem, se não me engano, a minha história micronacional se divide em
três períodos. Cheguei em Marajó pela primeira vez em meados de setembro de
2000, e realmente eu não me lembro como cheguei ao site de Marajó e o que me
levou a ingressar. Sei que desde o início me identifiquei com o estilo de vida
marajoara e os projetos que surgiam na lista. Depois de um tempo, tive de pedir
licença por motivos macronacionais. Retornei após uns cinco meses, fiquei
algum tempo e tive de sair, desta vez por desilusões micronacionais que não vêm
ao caso neste momento. Em setembro deste ano, me encorajei para novamente dar
uma espiada no que estava acontecendo aqui em Marajó, se a atividade estava
melhor, enfim, ver o andamento de tudo. Me impressionei com o nível de
atividade da lista pública e com a quase completa renovação dos cidadãos.
Decidi então ficar para tentar auxiliar Marajó no que fosse preciso.
TM - Quais foram os seus cargos ou
empresas mais importantes em Marajó?
SJK - É difícil ser empresário em Marajó,
ainda mais quando não se conhece muito de HTML e não se tem empresas plenamente
dispostas a atuar neste ramo. Em novembro de 2000 fiz concurso para o
cargo de Embaixador e fui aprovado. Comecei a desempenhar funções em outras
micronações, dentre as quais o Sacro Império de Westerland. Logo, em virtude de
minhas opiniões jurídicas emanadas em lista nacional, fui convidado para o
cargo de Ministro da Justiça pelo então presidente. Entretanto, não realizei
meus projetos em virtude da difícil relação estabelecida com o Juiz da Suprema
Corte de Justiça da época, senhor Alexxx, que vetava constantemente qualquer
idéia por mim produzida. Retornei agora, e manifestando vontade de integrar
novamente o MRE marajoara, fui aceito por seus membros, diante do histórico
diplomático que já apresentava e assumi a Secretaria da Justiça, a convite do
Presidente Bruno Crasnek.
TM - Quais são seus projetos pessoais para
o futuro em Marajó? E como e quando pretende realizá-los?
SJK - Eu sempre, e desde o início, me
inclinei a ser um juiz da Suprema Corte de Justiça. Se não me engano,
inclusive, eu mencionei isto no meu primeiro formulário de imigração.
Entretanto, a criação do Poder Judiciário como um todo, implica em não só
preencher os cargos disponíveis com recursos humanos, mas também disponibilizar
de uma maneira satisfatória, o exercício da atividade. Na minha opinião o
judiciário marajoara nunca deslanchou porque não teve leis específicas que
dessem uma orientação coerente aos aplicadores do direito. Mas isto está sendo
corrigido com o encaminhamento das leis Penal, Processual Penal e de
Organização Judiciária, de minha autoria, que já se encontram em discussão no
Senado Federal. Assim, após cumprir os projetos da Secretaria de Justiça,
dentre os quais a criação do judiciário, deixarei minhas atividades e talvez
tente o concurso para a magistratura. Mas é difícil se falar em datas, pois a
conclusão dos projetos da Secretaria dependem de motivos alheios à minha
vontade.
TM - Hoje, como você vê a Marajó do
tempo que você chegou aqui pela primeira vez?
SJK - Quando cheguei, Marajó era uma
"micronação grande", cheia de pessoas e idéias. Vários projetos
deslanchavam e via aqui um país dos meus sonhos. Aos poucos percebi
que algumas pessoas não estavam dispostas a criar um país diferente do Brasil,
tal como a página prometia, mas repetir os mesmos erros macros,
micronacionalmente. Lembro que chegaram inclusive a ligar para minha casa
macro, para tentar me dissuadir a auxiliar numa "revolução" de
retorno ao Principado. Inclusive estes fatos me retiraram a alegria de viver
em Marajó. No que tange aos meus projetos, como Ministro da Justiça, não
havia como realizá-los pois não dispunha da colaboração do juiz da SCJ da época
e nem do Senado Federal, que tinha senadores de duvidosa índole. Agora que
retornei, encontrei pessoas com cabeças bem diferentes e uma receptividade
excelente para novos projetos. Marajó se tornou agora uma "grande
micronação". Não vejo mais aquela existência de um "submundo" em
Marajó, onde a politicagem e os interesses particulares iam de encontro
aos interesses da coletividade. No que tange ao meu trabalho como Secretário da
Justiça, encontrei o apoio do Presidente Bruno para as reformas de que o
Judiciário e a Legislação necessitam e no Senado a colaboração necessária para
expor os motivos das leis, inclusive sendo convidado pelo mesmo para dirimir as
dúvidas dos seus membros. Marajó mudou, e para melhor. Se pudesse escolher um
período de todos que já passei aqui, com certeza seria AGORA! =)
TM - Na sua opinião, como está Marajó
hoje em dia?
SJK - Bem, acho que já foi respondida na
anterior. Resumindo: a receptividade a novas idéias é bem melhor, a harmonia
entre os cidadãos me faz duvidar da necessidade de um judiciário =), e o
trabalho coletivo tem grande relevância.
TM - Após esse tempo fora de Marajó e
com um olhar mais experiente, como você acredita que Marajó estará daqui a
alguns anos?
SJK - Bom, esta resposta é muito difícil.
Tudo vai depender das pessoas que teremos daqui a alguns anos. O
micronacionalismo é um produto basicamente de pessoas, e estas,
muitas vezes são imprevisíveis. Quando pensamos que temos só gente boa, aparece
um escândalo e derruba vários mitos micronacionais. Mas se analisarmos a
evolução de Marajó, a cada grande problema que enfrentamos, conseguimos
aprender com nossos erros e seguimos em frente, cuidando para não repeti-los (Phoenix Vivis ad Aeternum). Marajó, acredito, continuará seu rumo de progresso, mas pelo
que vejo agora, diferente do que era a muito tempo, um progresso orientado e
coeso. Uma vez marajoara, sempre marajoara!
TM - Fazendo um Top Histórico Marajoara
de todos os tempos, destaque para nós:
- 03 Pontos Positivos:
- A superação da rivalidade Reunião x
Marajó
- Maturidade Política Atual
- A vanguarda Diplomática desempenhada
por Marajó
- 03 Pontos Negativos:
- Caso pretória
- Furada das eleições de 2000 (se não
me engano)
- Tentativa de revolução para
Principado que não saiu do papel.
- 03 Personalidades Marajoaras
Importantes:
- Juanita Castañeda F. - por idealizar
Marajó.
- Wagner B. Campodonio -
pelo tempo de micronacionalismo e seus respeitáveis projetos.
- Regina Campodonio - por ser uma
empreendedora de sucesso.
TM - Fazendo um "ping-pong"
sobre Steve J. Karr, o que você nos diria sobre:
1 - Seu melhor momento pessoal: Secretário de Justiça do Governo Bruno
Crasnek (pelas condições de trabalho)
2 - Seu pior momento pessoal: Ministro da Justiça do Governo Waldir
(pelas condições de trabalho)
3 - Um projeto seu em Marajó, que
agradou e deu certo: Na realidade, todos os meus projetos nunca chegaram ao fim em
virtude das condições de trabalho. Espero que agora consiga, até o final do
ano, preencher esta questão. =)
4 - Um projeto seu em Marajó,
que era bom, e que mereceria ser reativado: Registro Civil de Marajó.
5 - Um grande amigo marajoara
que nunca mais você o encontrou: Mauro Gimeni, grande figura.
6 - Uma histórica mancada sua: ter acreditado em pessoas que depois se
mostraram nocivas.
TM - Steve, mais uma vez, muito obrigado
pela sua participação. E para finalizar, que recado você deixaria para todos os
leitores do Tradição Marajoara?
SJK - Agradeço a oportunidade de mostrar um
pouco da mim, e espero que possa auxiliar Marajó no seu crescimento, concluindo
meus projetos. O micronacionalismo como um todo vem progredindo e só temos
todos a ganhar com isto. Sempre teremos aqueles que estão aí para gerar
desconfortos e causar intrigas, mas nunca esqueçam que nós somos o reflexo de
nossas atitudes. Sejamos todos felizes no micromundo, auxiliando a micronação
que escolhemos como forma de realização pessoal, e nos auxiliando mutuamente. O
micronacionalismo pode e deve progredir. Forte Abraço.
.:: Tradição Marajoara ::.
.:: Edição 14 - 29 de Outubro de 2003 ::.
Jornalista Responsável: Wagner Bacciotti
Campodonio
Entrevistado: Steve J. Karr
A revista Tradição Marajoara foi criada pelo Projeto Tradição,
do Ministério do Trabalho e Integração Social (MTIS) da República de
Marajó, desde o governo 2003.1. Com este informativo, visamos homenagear
os marajoaras, ou ex-marajoaras, que já fazem parte de nossa história.
E ao mesmo tempo, levar aos demais micronacionalistas em
geral um melhor conhecimento sobre a pessoa homenageada, e por
consequência, sobre Marajó.