Paixão e Ódio

nos Açores

 

PARTE FINAL

 

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Agora não tem escapatória. O delegado Janjão Durão fechou o cerco, colheu e analisou as pistas e já sabe quem matou Nilton Pitombeira, o famoso jornalista do Humorista. Acompanhem a partir de agora os detalhes finais desta trama!

 


Após muitas horas de análise sobre os fatos observados durante estes últimos dias, Janjão Durão finalmente conseguiu identificar o assassino com 100% de certeza!

 

Mas para mostrar serviço para a imprensa e população (querendo aparecer na mídia), ele intimou todo mundo para comparecer na delegacia, caso contrário, a pessoa seria presa. Ele dizia para todos que ainda não tinha como saber quem era, e por isso precisava de todo mundo lá para confrontas as declarações.

 

E assim, no dia e na hora marcada, todos os suspeitos estavam lá. No salão da delegacia, um tumulto só de tanta gente apreensiva. E no meio deles, o cruel assassino de Pitombeira, que iria fazer de tudo para "provar sua inocência".

 

Inúmeros policiais cercavam a delegacia, além de familiares, amigos, gato, cahorro e papagaio. Um dia marcante, sem dúvida, com ampla cobertura da mídia nacional (Jornal dos Açores, Facto e Ficção e até mesmo o Plantão do Futebol estava lá!) e também de outras nações, isso porque tinham turistas e embaixadores envolvidos em toda essa situação.


Na delegacia, todos os suspeitos foram sendo chamados, revistados, e um a um, para que sentassem no salão da delegacia, com as cadeiras posicionadas em círculo, e com diversos policiais atrás delas. Todos altamente armados e prontos para agir assim que a situação exigisse, ou assim que Durão desse o sinal combinado anteriormente.

 

E então, um a um foram sendo chamados e foram se sentando na seguinte ordem: Lilith Marise (ficou sentada a esquerda de Durão); Vicente de Córdova; Marcelo Botelho; Analice Andrade; Giancarlo von Zeni; Elisa Pantheé; Wagner Campodonio; Roberto Carybé; Lucas Bleicher; Waldir Rezende; José Arcádio Buendia; Rafael Navarro Cintra; Jorge Guerreiro; Lothar Puttkamer; Henrique Rabelo; Yuri Zanoni; Frederico Spencer; Eduardo Levante (que ficou a direita do delegado).

 


O clima era de medo entre os suspeitos, e alguns até o momento nem mesmo sabiam que eram suspeitos, pensando que o delegado estivesse somente exagerando na proteção das "testemunhas".

 

Minutos antes de Durão começar a reunião, as conversas paralelas estavam intensas. D. Waldir perguntou para Lucas Bleicher, preocupado, sobre o verdadeiro motivo deles todos estarem ali reunidos (como se o Lucas soubesse, ma a tensão era enorme...). Lilith, que aparentava estar serene, também questionou a um policial sobre a necessidade deste interrogatório com todos ali presentes. Não obteve resposta... José Buendia comentou com D. Waldir se realmente era uma boa a polícia fazer isso, porque assim ia poder ver quem estava mentindo. D. Vicente não parava de mexer com as pernas, além de suar intensamente e sempre olhar as horas... Roberto Carybé estava tão nervoso que ficou estático, não conseguia se mexer. Wagner Campodonio estava tranquilo, mas assim que o delegado chegou, Wagner ficou nitidamente nervoso, e olhando em sua volta e para a porta de saída. Analice olhava para todos, mas assim que alguém olhava para ela, ele desviava o olhar... Lothar mastigava seu chiclete "O Mascado" inquietamente, e sempre estalava os dedos... E este era o clima minutos antes...

 


Até então que o delegado pediu para que todos se calassem, que ele tinha algo muito improtante a dizer. Neste momento, os policiais exigiram silêncio no salão e também prepararam suas armas. Janjão Durão continuou:

 

- Meus senhores, é sabido que estamos num monento muito delicado na sociedade açoriana. Um cidadão morreu assasinado, o que não podemos deixar passar. Quem cometeu isso tem que ser punido! (todos ouviam atentamente)

- Mas senhor... (disse Yuri)

- Mas senhor digo eu. Por favor, queiram colaborar e apenas ouçam. Quem fala agora sou eu, tudo certo...

- Mas senhor, é rápido! (repetiu Yuri)

- Então diga logo, homem!!!

- Preciso ir ao banheiro..........

- Agora espera...

- Agora não precisa mais..... (disse Yuri como se tivesse pedido tarde demais...)

- Então voltando... eu nesses últimos dias consegui informações precisas sobre a pessoa que matou o caríssimo Nilton Pitombeira. E informo aos senhores que já tenho o nome dessa pessoa.

 

Nesse momento, todos ficaram inquietos, Lilith quase se levante, e chega a arrastar a cadeira. O policial seguia ela pelo braço e ela permanece em seu lugar. Eduardo Levante abaixou a cabeça e a colou entre as pernas, como estivesse se defendendo... Wagner olhou assustado para Analice e depois para D. Vicente, que desviou o olhar e começou a soluçar... Waldir ficou estático e boquiaberto, não parava de olhar para o delegado. Todos ficaram horrorizados, pensando que o delegado não tinha essa informação ainda.

 

- Então senhores e senhoras deste país, caros jornalistas aqui presentes, família Real, caros turistas e senhores embaixadores. Fiquem todos sabendo que a apartir de hoje, o  sr. Vicente de Córdova está preso em nome da Lei, e o mesmo será julgado e processado de acordo com a mesma, graças ao assassinato de Nilton Pitombeira. Os detalhes do assassinato eu passo em instantes numa entrevista coletiva.

 

No momento que o delegado Janjão Durão disse o nome de Vicente de Córdova, ele ainda tentou sair correndo, mas 3 policiais o agarraram e derrubaram ele. Algemaram e o colocaram de frente para todos. A imprensa fotografou o Vicente, que gritava como um louco:

- PITOMBEIRA SEU DESGRAÇADO!!!!! VOCÊ ARRUINOU MINHA VIDA, A MORTE FOI POUCO PARA VOCÊ!!!!

 

Todos foram liberados, e os comentários a seguir foram os mais variados. Uns diziam que nunca iriam imaginar que fosse o Vicente, outros especulavam se o delegado realmente tinha provas, mas que iria aguardam a entrevista coletiva. Enfim, ao mesmo tempo que todos ficaram sabendo que foi o Vicente, um alívio tomou conta de todos.

 


Na entrevista coletiva, o delegado Janjão deu show. Apresentou a todos os indícios que levaram a descoberta que Vicente de Córdova matou o jornalista Pitombeira.

 

- Vicente de Córdova era constantemente azucrinado pelo Pitombeira, revelando segredos até então inimagináveis. Como exemplo, de que D. Vicente era campeão micronacional de e-Peido e que adorava dançar o arrocha... D. Vicente tinha jurado vingança, desejo este que foi deduradoao delegado Janjão Durão pela Lilith e pelo rafael Navarro.

- Rafael Navarro também informou sobre o veneno que Vicente carregava no carro, e que também foi encontrado no local da morte de Pitombeira.

- Srta. Analice confessou que Vicente conversou com ela sobre o ódio que ele tinha do Pitombeira, e que ele ia resolver com o jornalista essa situação, de homem para homem, naquela mesma noite. Analice ligou preocupada para Pitombeira para avisá-lo, mas ele, que detestava covardia, foi ao encontro do seu futuro assassino. Analice achou uma boa, pois sem imaginar que o encontro resultaria no que resultou, achou que desta forma o atrito entre os dois ia ser resolvido naquela noite.

- No dia seguinte da morte de Pitombeira, D. Vicente foi encontrado no cais muito preocupado e sem ter passado a noite e casa. Vicente ficou irritado nesse dia também com as perguntas do delegado.

- No cais, o delegado viu Vicente jogar algo na água. No dia seguinte, Janjão Durão pediu para que mergulhadores dessem uma vasculhada no local, e foi encontrado uma garrafa com veneno.

- Nesse mesmo dia, no cais, o comportamente de Vicente era de quem estava se defendendo muito, sem ao menos estar sendo acusado de alguma coisa.

- Durão achou estranho Miss Ilha Bela achar que o Vicente era inocente, e assim foi mais um indicio de que algo estava errado.

- Jorge Portugal informou que deu de presente vários produtos de Portugal, como divulgação, para vários açorianoas. Entre eles, Vicente ganhou algumas caixas de fósforo Phuosphorescentes.

- No interrogatório com Enéas, o vigilante, o delagado obteve a informação de que Vicente de Córdova carregava uma lata que fedia muito, e que Enéas questionou sobre o que era, e Vicente disse que era tinta pro jornal.

- Enéas disse ainda que muitos entraram na redação do Humorista naquele dia, e alguns ele não viu sair, entre eles, Vicente de Córova.


- A morte de Pitombeira foi da seguinte forma: (continuava o delegado)

- No dia da morte de Pitombeira, Vicente entrou na redação do jornal pela porta lateral também (20:45h). Ele foi se encontrar com Pitombeira para fazer os acertos pessoais e tentar convencer ele a parar de escrever tanta bobagem. Vicente conseguiu entrar na sala de Pitombeira, que estava aberta por descuido dele mesmo, e viu que o jornalista não tinha chegado ainda. Lá dentro (21:35h), numa loucura que deu em sua cabeça, Vicente revistou todos os arquivos, gavetas, computador, enfim, tudo que poderia ter notícias sua. Ele foi pegando tudo, quebrando e queimando no lixo (usou o fósforo português Phuosphorescentes, que ele tinha ganhado do embaixador Jorge Portugal). Vicente a cada momento ia ficando com mais raiva, pois ia achando matérias caluniosas que seriam publicadas pelo Pitombeira. Vicente depois ouviu vozes do lado de fora da sala, e ficou quieto e se escondeu atrás da porta. De repente a porta se abriu, e com medo de ser descoberto, deu uma paulada com o cabide na cabeça da pessoa. Vicente foi ver depois que era o Pitombeira. Nessa mesma hora Vicente viu uma pessoa correr pelas escadarias. Com Pitombeira desmaiado em sua frente, Vicente vê a chance de se livrar dele para sempre. (22:04h) Carrega o jornalista até a escada e o faz rolar todos os degraus. Nisso, Vicente imaginou: "pelo menos aleijado esse desgraçado vai ficar!". Vicente desceu e viu que Pitombeira não tinha morrido ainda. Ainda insano, cego de tanto ódio, Vicente foi até seu carro pegar o veneno (22:40h). Ao voltar (22:36h) ele viu que Analice, Eduardo e Lothar estavam com Pitombeira. De longe ele viu os 3 saírem. Aproveitou-se desse meio tempo (23:40h) para entrar e envenenar o jornalista. Minutos depois ele ve passos descendo a escada (era a Analice) e Vicente foge, deixando o pano com o veneno no local (23:43h).

 

Todos ouviam atentamente os detalhes mais sórdidos, e ficaram admirados com a inteligencia do delegado. Finalmente as coisas se encaixavam em seus devidos lugares. A pessoa que estava "elegantemente vestida" era miss Ilha Bela, que foi procurar Pitombeira para contar uma fofoca sobre D. Eduardo, mas ela se assustou tanto com Pitombeira caindo que correu assutado e ficou em casa todos esses dias com medo.


Dia depois, D. Vicente confirma tudo em interrogatórios e diz que matou sem pensar nas consequencia. Que fez tudo aquilo com o ódio que tinha tomado conta dele naquele momento.

 

Os Açores voltam, assim, a sua rotina normal, aos dias tranquilos.

 

 

MUITO OBRIGADO A TODOS PELA AUDIÊNCIA!!!

PLIM... PLIM...

ehhehehe

 

 

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