Tribuna de Marajó nº 55

Entrevista: Wagner Campodonio

    Campodonio é um sobrenome legendário em Marajó. Na Ilha desde os tempos do principado, os Campodonios têm no currículo vários serviços prestados ao país. Wagner é, com certeza, um dos expoentes da família. Já foi embaixador e senador, além de dirigir várias empresas - entre elas, o IMOPE, uma das companhias mais ativas e bem conceituadas de Marajó.

    Wagner havia deixado o país há alguns meses, num momento conturbado. Agora, está de volta, e promete voltar aos velhos tempos.

Tribuna: Por que você havia deixado Marajó?
Wagner:
 Saí de Marajó devido a falta de tempo macronacional. Eu estava me prejudicando muito, pois não estava me dedicando como devia ao estudo, trabalho, etc... Mas agora está menos correria na faculdade e pude, finalmente, voltar para esta micronação abençoada.

Tribuna: Como é passar um tempo fora do país, e depois retornar? Você não se sente um pouco perdido?
Wagner:
 Ficar distante de Marajó é horrível!!! Sempre dá vontade de retornar a qualquer custo, passar por cima dos deveres macronacionais.... ehehhehe Mas, no meu caso, aconteceu que eu tinha acesso ao e-mail's da Lista Nacional porque minha mãe, Regina Campodonio, também é cidadã e utiliza o mesmo computador. Eu podia ler e ficava doido para participar das discussões... Mas eu só não fiquei totalmente perdido nos assuntos pq tive esta oportunidade, senão, com certeza, estaria sem saber como está a situação atual de Marajó, que cresce num ritmo muito forte, graças ao esforço de seus cidadãos.

Tribuna: Você pretende voltar a participar da política de Marajó?

Wagner:  Pretendo sim, mas para isso preciso me filiar a algum partido e, até o momento, nao há nenhum em vista...

 

Tribuna: Você não pretende retornar ao PRM, partido do qual você fazia parte antes da sua saída, e onde era um dos principais nomes?

Wagner:  O PRM é um partido que tem um grande papel na política marajoara e é um partido que conquistou a minha admiração desde a sua criação, mas eu não estava mais encontrando nele, na época de minha saída, o esforço de seus filiados por manter o crescimento que o mesmo vinha obtendo. Raramente eu recebia alguma resposta de outro filiado... Até eu mesmo fiquei desmotivado. Agora, com o meu retorno, estou procurando analisar qual o partido que se identifica melhor com meus ideias, um local onde haja debates constantes e inteligentes, sempre pensando em como ajudar Marajó da melhor forma possível. Pode ser o próprio PRM, não sei como ele está agora, mas também pode ser o PDM ou até mesmo o SoMa.

 

Tribuna: Pouco antes de sair, você foi um dos que lançou a campanha das listas das cidades. Como você avalia hoje o processo de autonomia municipal?

Wagner:  Vejo que grande parcela da população está animada com a busca pelo progresso de sua respectiva cidade, reforçando a base de Marajó. Ainda há aqueles que procuram não se envolver, mas perceberam que este é um processo irreversível para Marajó. Estou animado com a municipalização marajoara, principalmente com minha terra natal, Jaruara, onde estamos nos empenhando ao máximo para alcançar os nossos objetivos.

 

Tribuna: Com a sua volta, o IMOPE será ressuscitado?

Wagner:  O IMOPE, na verdade, sempre ficou disponível para todos os marajoaras. A qualquer momento, quem desejasse rever alguma pesquisa ou concurso promovido pelo nosso Instituto, poderia fazê-lo pelo nosso endereço (http://www.imope.cjb.net). Mas, sobre reativá-lo com novas pesquisas e concursos, espero poder fazer logo, pois estou na espera da regularização de seu funcionamento junto ao Minitério da Infra-estrutura.

 

Tribuna: Quais são os seus planos para o futuro?

Wagner: Planos é que não faltam... Dentre eles, contribuir para o progresso de Marajó através da consolidação de Jaruara e retomar o trabalho de minhas empresas (IMOPE e Funvive). Inclusive, estou colaborando com a Regina Campodonio, como colunista, numa publicação semanal, sobre entretenimento em geral. O informativo se chama RECREIO e eu espero que leve mais um pouco de alegria e cultura para todos nós marajoaras.

 

Tribuna: Como você avalia Marajó antes de sua saída, e agora no seu retorno?
Wagner:
 Marajó continua num ritmo frenético de crescimento. Empresas de qualidade estão sempre sendo criadas, empresas antigas sofrendo melhorias constantes, enfim, está tudo caminhando num ritmo, ao meu modo de ver, satisfatório. Uma coisa que tem me surpreendido a cada dia é a quantidade de e-mails em nossa lista de discussão. Estou satisfeito com isso, pois, queiram ou não, serve como um demonstrativo da alta atividade. Novos cidadãos não param de chegar, isto reflete a qualidade de nossa micronação, que para mim, peca na falta de um maior empenho político de seus cidadãos.

 

Tribuna: Qual a sua opinião sobre o atual governo?

Wagner: O atual governo tem dado continuidade ao excelente trabalho realizado por Juanita Castañeda. Mas o sucesso do governo depende também do empenho de seus cidadãos, e é isso que está acontecendo... Só não tenho recebido muitas informações de como está o nosso Senado Federal...

 

Tribuna: Finalizando, como é de costume, você tem algo a acrescentar?

Wagner: Sim, quero agradecer pela receptividade que tive ao retornar para Marajó, vocês são demais!!! Além disso, quero desejar à todos os marajoaras sucesso em seus projetos, sempre pensando na melhoria constante de nossa amada micronação, Marajó.

Hosted by www.Geocities.ws

1