Cadeira Cativa
Por:
Wagner Bacciotti Campodonio e
Waldir
Bambino de Rezende (técnico do Crazy King)
Futuro sem Passado sem Futuro
A grande maioria dos técnicos de futebol micronacional não
passam de técnicos interessados apenas no crescimento de sua própria equipe.
Mal imaginam eles que essa é a pior forma de um bom futuro para sua própria
equipe. Com muita boa vontade, apenas se esforçam para entender uma ou outra
tática ou bom jogador utilizado por um ou outro adversário. Para esses técnicos,
o mundo gira ao redor do time deles, onde nem conseguem levantar a cabeça e
gastar alguns neurônios a favor da melhoria do futebol como um todo.
Como se não bastasse, estes técnicos no melhor estilo
"mal intencionado", ao observarem um time novo nascendo, procuram o
seu técnico que normalmente é um novato no micronacionalismo sem muitos amigos
dentro do futebol e no próprio hobbye, que acabam sendo manipulados a acreditar
que vendendo seu melhor jogador eles terão recursos para crescer melhor e, por
valores ínfimos, ganham um reforço ao seu time, porém acabam desestabilizando o
time novato que começa a perder jogos seguidos, fazendo o mesmo perder o
interesse no futebol micronacional e largar este nosso entretenimento.
Agora as Federações precisam ser mais ativas, a CMF
necessita disso. Os técnicos precisam ir além de escalar jogadores e suas
negociações. A essência do futebol micronacional não está apenas em simular e
roer as unhas por um belo resultado. Vai muito além disso...
É importante que a integração ocorra, que a troca de
diálogos e a discussão mais aprofundada se faça presente nos bastidores, que
são as listas de discussão. São raras as exceções de técnicos que se preocupam
em organizar torneios. Será que isso não é importante para o futebol? São raras
as exceções de técnicos que gastam alguns minutos para dar dicas aos técnicos
mais novos. É importante que o passado seja relembrado, ver que anos estão se
passando e tudo patinando. É importante criar os registros históricos, incitar
criativamente a rivalidades entre as equipes, registrar os últimos campeões,
equipes do passado, assim como é importante planejar torneios mais abrangentes
e democráticos, valorizar os campeões e realmente ajudar as novas e
inexperientes equipes.
A ética que tanto ouvimos deve ser aplicada também ao
futebol micronacional, pois vemos hoje uma panela de times fortes e
pouquíssimas revelações por causa deste tipo de atitude mesquinha e egoísta que
nos persegue até mesmo nos poucos entretenimentos dos quais nos envolvemos.
"Não basta saber, é preciso também aplicar. Não basta
querer, é preciso também agir (Goethe)"