Reino Unido dos Açores - Ano II - Número 120

Sábado, 25 de Setembro de 2004

Fechamento da edição: 21:01h


Destaques desta edição:

Entrevista: Francisco Russo (FEAR FC)

Curtas



ENTREVISTA


.:: Francisco Russo (FEAR FC) ::.

 

Francisco Russo, há muitos anos um dos nomes mais destacados do futebol virtual, anunciou em recente entrevista que está querendo abandonar o futebol micronacional. Esta decisão drástica veio em conseqüência da insatisfação com que o sistema e-Stadium é modificado, que segundo o próprio Russo, é uma falta de respeito com que se dedica aos times.

 

Abaixo, uma entrevista com o técnico portoclarense, que já foi campeão Mundial de Clubes pelo FEAR FC e de Seleções, á frente da seleção portoclarense. Para o Plantão do Futebol, fica o desejo de que Francisco Russo esfrie a cabeça, pense melhor e continue abrilhantando o futebol micronacional com sua presença, participação e questionamentos interessantes.

 

Plantão - Você anunciou sua saída do futebol micronaiconal. Mesmo que você mude de opinião, ou realmente saia, o que te levou a cogitar essa possibilidade?

Russo - As repentinas mudanças que o e-Stadium sofre sem que os técnicos saibam, o que, para mim, é falta de respeito com quem perde tempo com o jogo. E isso não é teoria conspiratória, o exemplo mais recente foi a imposição de táticas. Nem o Remus, escolhido pelo Figueira como seu porta-voz não-oficial, sabia que isto ocorreria.

 

Plantão - Para você, a CMF deveria ampliar o diálogo com o Rafael Figueira (criador e administrador do sistema e-Stadium), ou isso não é possível?

Russo - A CMF não pode fazer nada. Não por falta de vontade mas por impossibilidade mesmo, já que o Figueira é que decide o que mudar e quando mudar. O quando mudar, especialmente, poderia ter uma participação da CMF, mas isso só seria possível se o próprio Figueira quisesse.

 

Plantão - Qual a sua opinião sobre a CMF procurar um sistema de simulação alternativo?

Russo - No dia que alguém vier com um sistema de simulação alternativo funcional, aí sim se pode discutir isso. Hoje é mera especulação. Construir algo complexo como é o e-Stadium não é nem um pouco fácil, qualquer um que tenha um mínimo de noção de informática sabe disso. Não acredito que um novo sistema de simulação tão bom ou melhor quanto é o e-Stadium seja criado, justamente por causa desta dificuldade.

 

Plantão - As mudanças do e-Stadium, sempre que são aplicadas, geram muita discussão. Quanto a isso, duas perguntas. Primeiro, você acha que essas mudanças surtem efeito positivo ou negativo para o futebol como um todo?

Russo - Existem vários tipos de mudanças. Novidades tipo Sala de Imprensa ou transferência de dinheiro para outro time não modificam o gerenciamento de um time de futebol, são extras que facilitam a vida dos técnicos ou criam um novo meio de diversão. Novidades tipo categoria de base ou psicólogo/preparador físico acrescentam novas variáveis no gerenciamento de um time de futebol mas, como passam a estar disponíveis para todos ao mesmo tempo, ao menos se dá chances iguais a todos de descobrir as características da novidade - funciona meio que nem uma corrida, onde quem perceber primeiro o melhor uso se sai melhor. Agora, mudar características de funcionamento do próprio jogo, algo que funciona há tempos, requer um cuidado maior. Não é nem questão de piorar ou melhorar, o Figueira é que conhece o funcionamento do e-Stadium e deve saber o que está fazendo. Só que neste, por interferir com algo que os técnicos lidam no dia-a-dia e contam com isso para se planejar, não deve ser feito de uma hora para outra. Deveria haver um aviso antecipado e, de preferência, deixar mudanças do tipo para o término de temporadas. Assim ao menos campeonatos não começam seguindo determinadas regras e terminam seguindo outras regras. Agora, na verdade a questão não é se mudar é bom ou ruim. Isso quem tem que decidir é o Figueira, ele que criou o e-Stadium, ele que conhece cada bit do sistema, ele que fez testes e + testes para ver como funcionaria melhor. O que reclamo não é de algo ser mudado ou algo não ser mudado, mas sim de nunca ser avisado. Os técnicos, quase sempre, são desprezados.

 

Plantão - Segundo, essas mudanças são feitas geralmente, por conta própria do Figueira ou após sugestões diretas de alguns técnicos. Você acha isso como a forma mais correta de modificar o sistema?

Russo - Não acho errado que seja deste modo. Se for avisado com antecedência o que muda e quando muda, não vejo problema algum. O problema não é de onde veio a idéia, se ela for boa pode ter vindo de qualquer lugar. A questão é ter em mente que existe gente que perde diariamente tempo com o e-Stadium e que merece um mínimo de consideração. Não é estar presente na Futebol Virtual nem na CMF, mas é enviar um simples e-mail avisando: "Gente, vai mudar isso a partir deste dia". Nem precisaria se aprofundar, especificando detalhamente o que muda, mas apenas dizer aonde muda e que vai mudar a partir de tal data. Coisa que eu, você e qualquer um não levaria + do que 2 minutos digitando e enviando, mas que pouquíssimas vezes vi acontecer por culpa única e exclusiva do Figueira, que é o único que poderia fazer algo do tipo.

 


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Em Outubro:

 

 


CURTAS


 

Deuses do Heavy Metal FC (Alto Reino) - A situação do técnico Sérgio Harris está preta. O time já acumula 111 jogos sem nunca ter conseguido vencer. Nem ao menos um golzinho o time conseguiu marcar... Os torcedores já estão desesperados, e já há rumores de que se o time não vencer, vai ter quebradeira geral na sede social.

 

Lusitanos FC (Portugal e Algarves) - Já nos Lusitanos, a situação é tão crítica quanto no time altoreinense. O Lusitanos tem 112 jogos, sofreu 120 gols, e não fez nenhum. O técnico Filipe Pombo já tentou de tudo para ver se a equipe desencanta, mas a reza foi brava!

 

Anbamar FC (Marajó) - O clima esquentou no clube. Após vencer o Desportivo FNP (Mallorca) por 5x3, o time foi chamado de "mais fraco" pelo adversário, que culpou o sistema. A diretoria se sentiu ofendida, e contra-atacou, dizendo que já é uma grande equipe, como a folha salarial prova isso, e que tem todas as condições de ter vencido o Desportivo. Esse confronto vem servindo para esquentar ainda mais o Mundial de Clubes, que será realizado no início de outubro.

 

Salários - Um dos maiores pesadelos dos técnicos atualmente é conseguir acumular dinheiro suficiente para pagar a folha salarial dos jogadores. Pelos bastidores, muitos técnicos se dizem preocupados, enquanto outros tantos garantem que estão com os cofres em ótima saúde, somente aguardando o dia para que os salários sejam compensados. Uma coisa é certa. Quem não souber administrar financeiramente sua equipe, sofrerá uma grande perda de "Moral da equipe", e ficará mais vulnerável aos fracassos.

 


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Plantão do Futebol

Ano II - Nº 120

 

Editor responsável:

Wagner Bacciotti Campodonio ([email protected])

Colaboradores:

Vicente de Córcova ([email protected])

Waldir Bambino de Rezende ([email protected])

 

Informativo esportivo editado no Reino Unido dos Açores (www.acores.cjb.net),

independente, ou seja, sem vínculo algum com a Federação Açoriana de Futebol

ou qualquer outra Federação de futebol micronacional.

 

O Plantão do Futebol trata de assuntos pertinentes ao futebol micronacional,

com notícias sem teor agressivo e que visam retratar e incentivar o crescimento sadio do futebol virtual.

 

Fontes desta edição:

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